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Sistema de Classificação ATC HISTÓRICO: ▪ 1966-1967: Arthur Engel (Suécia) e Pieter Siderius (Holanda), realizaram o 1º estudo comparativo internacional de utilização de medicamentos; ▪ 1969: 1º simpósio de consumo de medicamentos (Oslo) organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de um sistema de classificação internacionalmente aceito para estudos de utilização de medicamentos; Como resultado, o Drug Utilization Research Group (DURG) foi criada e encarregada do desenvolvimento de métodos aplicáveis internacionalmente para DUR; ▪ 1971: criado o Sistema de Classificação Anatômica pela European Pharmaceutical Market Research Association (EphMRA) e está sendo mantido pela EphMRA e Intellus. Seus códigos são organizados em quatro níveis. ▪ 1976: a classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) foi desenvolvida na Noruega (Norwegian Medicinal Depot - NMD) em colaboração com a OMS, que se destina a ser uma ferramenta para a indústria farmacêutica classificar os produtos farmacêuticos (em oposição aos seus ingredientes ativos). O sistema da OMS, com cinco níveis, é uma extensão e modificação do EphMRA; ▪ 1981: o sistema ATC/DDD foi recomendado pela OMS como padrão internacional para estudos de utilização de medicamentos; ▪ 1982: o Centro Colaborador da OMS para Metodologia Estatística de Medicamentos foi estabelecido e recebeu a responsabilidade de coordenar o desenvolvimento e uso do sistema ATC/DDD; ▪ 1996: o sistema passou a ser reconhecido pela OMS como padrão internacional para os estudos de utilização de drogas. O sistema de classificação Anatômico Terapêutico Químico (Anatomical Therapeutic Chemical – ATC) que, em conjunto com a Dose Diária Definida (Defined Daily Dose- DDD), forma o sistema ATC/DDD. Como unidade de medida se tornaram o padrão ouro para a pesquisa internacional de utilização de medicamentos. Objetivos e vantagens: ▪ Atualização permanente (anual); ▪ Identificação do uso terapêutico principal; ▪ Apenas um código ATC para cada formulação farmacêutica; ▪ Permite a auditoria dos padrões de utilização de medicamentos; ▪ Identificação de problemas; ▪ Intervenções educacionais; ▪ Monitoramento dos resultados das intervenções; ▪ Utilizada como base para a classificação das reações adversas aos medicamentos pelo Collaborating Centre for International Drug Monitoring da OMS. ▪ Estudos de utilização de medicamentos (EUM), visando primariamente agrupar os medicamentos utilizados pelas populações. ▪ Proporcionar dados estatísticos da utilização de medicamentos e comparação internacional; ▪ Monitorar o uso racional e irracional de medicamentos Classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) PATRICIA DIAS – CADERNODEFARMACIA.BLOGSPOT.COM MESTRANDA EM SAÚDE PÚBLICA – FIOCRUZ / RESIDÊNCIA EM FARMÁCIA HOSPITALAR - UFF CLASSIFICAÇÃO ▪ Os medicamentos são classificados de acordo com o principal uso terapêutico do principal ingrediente ativo. Este é um princípio importante para a classificação ATC, pois permite a agregação de dados no monitoramento e pesquisa da utilização de medicamentos, sem contar um produto farmacêutico mais de uma vez. ▪ Os códigos ATC são frequentemente atribuídos de acordo com o mecanismo de ação e não com a terapia. ▪ Um medicamento pode ser aprovado para duas ou mais indicações igualmente importantes e o principal uso terapêutico pode diferir de um país para outro. Isso geralmente oferece várias alternativas de classificação. Esses medicamentos recebem apenas um código, sendo a principal indicação decidida com base nas informações disponíveis. ▪ Os produtos farmacêuticos que contêm dois ou mais ingredientes ativos são considerados combinações (incluindo embalagens combinadas) e recebem diferentes códigos ATC de produtos simples contendo um ingrediente ativo. NÍVEIS CLASSIFICATÓRIOS 1º nível: indica em qual órgão ou sistema determinado fármaco atua; 2º nível: classifica o grupo terapêutico principal (farmacológicos ou terapêuticos); 3º nível: subgrupo terapêutico/farmacológico; 4º nível: subgrupo terapêutico/farmacológico/químico; 5º nível: nome genérico do fármaco (substância química) => código com 07 dígitos. Grupo Principal Anatômico/ Farmacológico (1º nível): A: Aparelho digestivo e metabolismo B: Sangue e órgãos hematopoiéticos C: Aparelho cardiovascular D: Medicamentos dermatológicos G: Aparelho geniturinário e hormônios sexuais H: Preparações hormonais sistêmicas, excluindo hormônios sexuais e insulinas J: Anti-infecciosos para uso sistêmico L: Agentes antineoplásicos e imunomoduladores M: Sistema musculoesquelético N: Sistema nervoso P: Produtos antiparasitários, inseticidas e repelentes R: Aparelho respiratório S: Órgãos sensitivos V: Vários H*: Fitoterápicos Classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) PATRICIA DIAS – CADERNODEFARMACIA.BLOGSPOT.COM MESTRANDA EM SAÚDE PÚBLICA – FIOCRUZ / RESIDÊNCIA EM FARMÁCIA HOSPITALAR - UFF * Sistema de classificação Herbal ATC para alguns fitoterápicos. Obs.: não confundir “H* – Herbal” com “H – Preparados Hormonais Sistêmicos, exceto Hormônios Sexuais”, que é uma das divisões do Grupo Principal Anatômico (1º nível ATC/OMS). Sistema Herbal ATC (HATC) O sistema Herbal ATC (HATC) fornece uma estrutura científica única para a nomenclatura e classificação terapêutica de substâncias à base de plantas e suas combinações. Deve-se enfatizar que a atribuição de um código HATC a um remédio fitoterápico não é uma indicação de que o remédio se provou eficaz e seguro. A atribuição de um código HATC indica apenas que informações sobre uso médico podem ser encontradas na literatura. Como no sistema ATC, os remédios fitoterápicos nos sistemas ATC fitoterápicos são divididos em grupos de acordo com seu uso terapêutico. O primeiro nível é composto por 14 grupos anatômicos designados pelas letras de A a V. São iguais no ATC e no HATC. Os níveis a seguir são semelhantes nas duas classificações, mas, em alguns casos, categorias adicionais são introduzidas no HATC para grupos específicos de ervas. REFERÊNCIAS: ▪ BRASIL. Governo do Estado de Minas Gerais. Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas. Centro de Serviços Compartilhados. Superintendência de Tecnologia e Processos Diretoria de Cadastros. Catálogo de Materiais e Serviços – Catmas. Manual do Grupo de Medicamentos. Disponível em: http://www.compras.mg.gov.br/images/stories/arquivoslici tacoes/2018/SEPLAG/Novo_CATMAS/manual-da- padronizacao-dos-medicamentos-2.pdf ▪ CARVALHO, Cristina Maria Moreira Ferreira de. Prescrição de antibióticos nos centros de saúde da Região de Saúde do Norte: padrão e variabilidade geográfica. Dissertação de Mestrado (Saúde Pública). Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Disponível em: https://hdl.handle.net/10216/21989 ▪ CEZAR, C. Sistema de classificação anatômico terapêutico químico (ATC). Infarma - Ciências Farmacêuticas, v. 2, n. 6, p. 12–15, 2015. Disponível em: http://revistas.cff.org.br/?journal=infarma&page=article&op =view&path%5B%5D=1046&path%5B%5D=812 ▪ UMC | Herbal ATC. Disponível em: <https://www.who-umc.org/whodrug/whodrug- portfolio/whodrug-global/herbal-atc/>. Acesso em: 29 ago. 2021. ▪ Wayback Machine. Disponível em: <https://web.archive.org/web/20150806235351/http:/ /www.ephmra.org/user_uploads/who- atc%202013%20final.pdf>. Acesso em: 29 ago. 2021. ▪ WHOCC. WHOCC - Structure and principles. Disponível em: <https://www.whocc.no/atc/structure_and_principles/>. Acesso em: 29 ago. 2021. ▪ WORLD HEALTH ORGANIZATION. Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Guidelines for ATC classification and DDD assignment 2020. Oslo, Norway, 2019. 249p. Disponível em: http://farmacia.udec.cl/wp- content/uploads/2020/07/2020_guidelines_web-ATC- OMS.pdf ▪ WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guideline for ATC classificationand DDD assignment. Oslo, 1996. https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/42937/ 8290312237_eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y