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Aluna: Thais Bueno Série: 1º 3 Professora: Roselene Kustter Disciplina: Geografia A África está em nós São Cristóvão do Sul, 27 de novembro de 2013 SUMÁRIO Introdução……………………………………………………………………………………...03 África, que continente é esse?...............................................................................................04 Arte africana:conhecimento, poder e reverência por meio da arte……………………..06 Literatura africana……………………………………………………………………………..08 Africanidades e linguagem…………………………………………………………………..10 Gostos e sabores afro-brasileiros………………………………………………………….11 Música e Dança……………………………………………………………………………….12 Festas populares……………………………………………………………………………..13 Conclusão final………………………………………………………………………………..14 INTRODUÇÃO Muitas pessoas imaginam que a África é um país e não um continente com 54 países.Além disso, é impossível entender a História do Brasil sem entender a História da África. A História do Brasil ficou marcada pela grande presença de africanos, que foram trazidos para o país de maneira forçada pelos portugueses para trabalharem como escravos.Essa vinda de africanos para o brasil durou mais de trezentos anos.Mais de 4 milhões de africanos escravizados foram trazidos para o Brasil ao longo desse período.E, apesar dessas pessoas terem vindo numa condição muito difícil, sem poder trazer, na maioria das vezes, suas família, suas roupas e seus pertences, elas trouxeram na memória, seus costumes, suas culturas, suas línguas e seus valores. Assim, mesmo tendo de trabalhar muito duro e sob péssimas condições de vida no Brasil, os africanos foram muito importantes para a formação do povo brasileiro. Muitos costumes e hábitos, que temos até hoje, possuem uma origem africana. Um exemplo é a nossa língua. Apesar de falarmos português, muitas palavras faladas em nosso dia a dia não tem origem portuguesa, e sim africana. Muitas festas e danças famosas no Brasil como o frevo, a congada e o maracatu também têm elementos das culturas africanas. E, mais, muitas tecnologias utilizadas no Brasil também chegaram aqui a partir dos africanos, como a mineração do ouro e a metalurgia do ferro. Podemos afirmar, portanto, que a mão africana no Brasil deixou marcas importantes em nossa história e cultura, que vão além da capoeira, do carnaval e da feijoada. 3 ÁFRICA: QUE CONTINENTE É ESSE ? A África é um continente composto por 54 países.O continente africano é cercado pelo mar Vermelho, mar Mediterrâneo, pelo oceano Atlântico e pelo oceano Índico, principais vias de acesso a outras partes do mundo. Os tipos de vegetação da África são bastante variados, destacando-se as regiões de savanas, floresta equatorial, vegetação mediterrânea ao norte, além das áreas desérticas como o deserto do Saara e do Calahari. As zonas climáticas também são muito diversificados no continente africano e são divididas, a grosso modo, em quatro zonas: ● Climas equatoriais ● Climas tropicais ● Climas desérticos ● Climas mediterrâneos A África possui muitos rios importantes que servem como canais de comunicação e também para o transporte de mercadorias. O rio Nilo é geralmente o mais conhecido das pessoas, mas existem outros rios como o Senegal, o Níger e o rio Congo, fundamentais para o continente. Os linguistas, ou seja, as pessoas que estudam as línguas, ainda não conseguiram definir quantas línguas são faladas na África, mas certamente são mais de 1.500. As línguas africanas são divididas em quatro grandes grupos. ● Afro-asiático ● Níger-congo ● Nilo-saariano ● Cóisan Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e política. Dos trinta países mais pobres do mundo (com mais problemas desubnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida), pelo menos 21 são africanos.2 Apesar disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não existe nenhum país realmente desenvolvido na África.3 A Líbia, Maurícia e Seicheles têm uma boaqualidade de vida. Ainda há outros países africanos com qualidade de vida e índices de desenvolvimento razoáveis, como a maior economia africana, a África do Sul e outros países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.4 http://pt.wikipedia.org/wiki/Subnutri%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo http://pt.wikipedia.org/wiki/Expectativa_de_vida http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica#cite_note-2 http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica#cite_note-3 http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADbia http://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcia http://pt.wikipedia.org/wiki/Seicheles http://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade_de_vida http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_do_Sul http://pt.wikipedia.org/wiki/Marrocos http://pt.wikipedia.org/wiki/Arg%C3%A9lia http://pt.wikipedia.org/wiki/Tun%C3%ADsia http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_Verde http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9_e_Pr%C3%ADncipe http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica#cite_note-4 4 A África costuma ser regionalizada de duas formas, a primeira forma, que valoriza a localização dos países e os dividem em cinco grupos, que são a África setentrional, a África Ocidental, a África central, a África Oriental e a África meridional. A segunda regionalização desse continente, que vem sendo muito utilizada, usa critérios étnicos e culturais (religião e etnias predominantes em cada região), é dividida em dois grandes grupos, a África Branca ou setentrional formado pelos oito países da África do norte, mais a Mauritânia e o Saara Ocidental, e a África Negra ou subsaariana formada pelos outros 44 países do continente. http://pt.wikipedia.org/wiki/Regionaliza%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_setentrional http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_Ocidental http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_central http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_Oriental http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_meridional http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_Branca http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurit%C3%A2nia http://pt.wikipedia.org/wiki/Saara_Ocidental http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_Negra 5 ARTE AFRICANA: CONHECIMENTO, PODER E REVERÊNCIA POR MEIO DA ARTE Arte africana tradicional é o nome dado às artes plásticas e visuais dos povos ao sul do deserto do Saara. ELa diz respeito ao modo de ser e de pensar dos africanos ''desde sempre''. Essa produção é bastante vasta e utiliza em sua manufatura técnicas bastante diversas, como a modelagem, escultuta e fundição. Os materiais são também variados, tais como o marfim, o ferro, o cobre, o bronze. Mas é principalmente a madeira o material mais utilizado na confecção das obras de arte africanas. Além da variedade de técnicas e materiais, os objetos de arte africana possuem grande variedade de estilos, que estão relacionados a um povo ou a um artista e a uma localidade. Por estilo entendem-se as propriedades formais do objeto de arte. Existem mitas civilizações antigas da África que já faziam objetos de arte que nos dias de hoje são considerados verdadeiras obras.primas.Hoje a maioria delas fica nas vitrines dos mais importantes museus de arte africana no mundo, nas galerias de arte ou nas residências de colecionadores. A cultura Nok Localizada no vale do rio Benue, a cultura Nok é uma das civilizações subsaarinas mais antigas e a criadora da primeira escultura figurativa em terracota da África. O povo Nok fabricava cerâmicas utilizando uma argila considerada de grande qualidade misturada com outros materiais.Os artistas não utilizavam moldes. As pessas eram modeladas com as mãos. As pessas Nok encontradas são basicamente de três tipos: figuras em formato humano, bustos e cabeças, também foram encontradas representações de animais. Uma das características mais interessante das obras Nok é o olho, ele pode aparecer num tamanho muito grande, chegando a ser exagerado. A parte de cima dos olhos tem formato reto, enquanto a parte de baixo parece um triângulo. As pupilas têm formato de círculo e quase sempre aparecem furadas. 6 A cultura Djenné As estatuetas de Djenné são feitas em terracota e algumas possuem um reforço,ou seja, uma barra de ferro em seu interior. A maioria das peças são representações de pessoas e o que mais surpreende é a variedade de posições corporais em que as figuras aparecem . Até hoje foram registradas 66 posições diferentes. Tanto figuras de homens quanto de mulheres aparecem sentados, em pé, com braçoscruzados na alturado peito, entre outras posições.Essa liberdade de movimento é uma característica da arte Djenné. Os rostos das esculturas também são muito expressivos, nos permitindo perceber até mesmo seu estado de humor, como ángustia, serenidade e temor. A cultura Ifé A primeira vez em que se tomou o conhecimento da arte Ifé na Europa 1896. A qulidade técnica e beleza das obras fizeram com que os europeus defendessem que essas não tinham sido produzidas por africanos e sim por gregos ou romanos. Essa teoria foi descartada posteriormente e quando, em 1957, escavações arqueológicas encontraram novas cabeças com características tipicamente africanas. As cabeças de ífé possuem geralmente fisionomia serena,com bochechas salientes, lábios grossos ligeiramente separados, além de penteados elaborados. Os olhos não apresentam pupilas demarcadas nem perfuradas com as de Nosk. 7 LITERATURA AFRICANA O negro, enquanto agente literário, só aparece após a metade do século 19, juntamente com o desenvolvimento dessa cultura no Estado. Compreende'se por literatura os textos em prosa, verso, crônicas e contos. Para ser considerado poeta, pelo meio literário, era exigido do candidato conhecimento da língua portuguesa, noção de métrica poética Alguns poetas do século 19 e 20: -Luiz Delfino Nasceu na antiga Desterro,em 1834, filho de pai branco e de mae negra, morou por muitos anos na rua João Pinto, centro da capital. Mais tarde partiu para o estado do Rio de Janeiro, onde casou e chegou a ser médico. Ingressou na política, sendo eleito senador da República pelo estado do Rio. Compositor de poesia, desde a mocidade teve influência do romantismo e do parnasianismo. Delfino se engajou na luta pela liberdade dos escravos a partir de 1880 sendo considerado o precursor da poesia abolicionista no Brasil.Aos setenta e seis anos de idade, Luiz Delfino faleceu no dia 31 de janeiro de 1910, no Rio de Janeiro. - Cruz e Souza É com João da Cruz e Souza que a literatura catarinense ganha projeção internacional. Nasceu em Desterro, no dia 24 de novembro de 1861. Ficou mundialmente conhecido após a sua morte, principalmente por seus versos em estilo simbolista, sendo comparado aos maiores nomes da sua época como Mallarmé. Sua inteligência era admirável, sabia ler e falar em francês, latim e grego.Participou da fundação de vários jornais como jornalista. Em 1883, Cruz conseguiu uma vaga como praticante de arquivista da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, cujo cargo largaria logo em seguida devido a problemas mentais de sua esposa e ao seu estado de saúde já debilitado pela tuberculose. Na academia Brasileira de Letras não chegou a entrar, ordem dada pelo próprio Machado de Assis. Deste modo, Cruz e Souza faleceu despido de glórias, em 1898, no estado de Minas Gerais. 8 -João Rosa Júnior Nasceu em 02 de dezembro de 1882, no município de Tijucas. O início de sua caminhada poética ocorreu devido a uma tragédia pessoal. Rosa era portador do glaucoma, enfermidade que pode levar à cegueira, fato ocorrido em 1919. Desse momento em diante passou a ser reconhecido no meio cultural como o Poeta Cego, fazendo publicar seus versos nos jornais literários da época. Sua poesia recebeu grande influência da escola simbolista de Cruz e Souza. Seu primeiro trabalho foi ''Pleitos de Homenagens'', de 1924, cuja publicação dedicou ao então governador, Hercílio Luz. No ano seguinte, 1925, editou o livro ''Através de tudo que é divino'', obra exigida para ingressar no Centro Catarinense de Letras e, no ano de 1930, publicou ''Extremos''. João Rosa faleceu no dia 10 de outubro de 1932. 9 AFRICANIDADES E LINGUAGEM O tráfico trouxe para o Brasil cerca de quatro a cinco milhões de africanos, falantes de línguas originárias dos lugares de origem. Segundo alguns autores, dentre eles Yeda Pessoa de Castro, os grupos africanos são originários de duas grandes regiões: a Bantu e a Sudanesa. Dos Bantu é registrado um grupo de aproximadamente 300 línguas, que guardam semelhanças e hoje são falados em 21 países. Dos sudaneses, na região do Oeste Africana, temos o iorubá, constituído por diversos grupos de falantes e falares. Para o Brasil, vieram diversas línguas, pelo fato da captura dos negros na África ter sido feita em vária regiões e não em uma só. Logo, tivemos no país, falantes de vários troncos linguísticos e de diversas etnias africanas. Embora, como estratégia de controle, os africanos fosse forçados a aprender a língua do colonizador, a influência das línguas africanas- e indígenas - está registrada na língua nacional. Em alguns estados brasileiros, existem hoje grupos que mantiveram elementos do falar das línguas africanas, cujos estudos estão sendo divulgados, como é o caso da Cucópia, encontrada entre os moradores do Quilombo do Cafundó, em São Paulo, e em Tabatinga, em Minas Gerais, onde se encontrou uma comunidade que mantém um jeito de falar denominado Língua do Negro da Costa. E, em Santa Catarina, a presença de palavras africanas no vocabulário também é observada. Segundo Piazza (1975), o grupo predominante das nações encontradas entre os escravos era composto pelos escravos da nação Congo, Moçambique, Angola e Benguela. Em que pese que não se tenha nenhum estudo que trate dessa contribuição consultando dicionários, por exemplo, do modo de falar de Ilhéu, ou seja, do morador da ilha de Florianópolis, foram localizadas palavras que, seguramente, são africanas, com grande proximidade daquelas do tronco linguístico Banto. Vejamos alguns exemplos: ● Banzo-tristonho ● Cambada- bando, corja ● Cafundó- lugar longe ● Calombo- galo, hematoma ● Marimbondo- vespa 10 GOSTOS E SABORES AFRO-BRASILEIRAS A alimentação chamada afro-brasileira é riquíssima e por isso para conhecer mais e melhor tem de estudar, pesquisar e experimentar, provar. Já que adiantamos que há histórias fascinantes de como os alimentos começaram a circular a partir dos descobrimentos portugueses de novos mundos, de como os muitos povos africanos construíram seus reinos nas trocas realizadas entre as culturas que estavam próximas durante anos antes de começar o comércio com as américas. Conheça alguns alimentos da nossa culinária que possuem origem africana ou sua influência: ABARÁ É uma massa preparada com feijão fradinho. O feijão fica de molho até perder a casca. A massa é cozida em banho-maria, faz-se com ela bolinhos, e estes são envoltos em folha de bananeira, levando cada porção um camarão seco. Os temperos como sal, cebola, azeite de dendê e camarões secos são utilizados para o abará. CARURU É feito com quiabos cortados em pedaços pequenos e lavados para tirar um pouco a baba. Tempera-se com sal, com camarão seco, cebola, amendoim, castanha. Depois é só adicionar a carne e não deixae secar ao fogo. MUGUNZÁ ‘’ Milho cozido em leite de vaca ou de coco. Com fubá de arroz, cravo, canela, açúcar, sal, manteiga, engrossando-se fazem o mungunzá de colher e tornando-o ainda mais denso, mungunza de cortar. Para o Nordeste o mungunzá é sempre de milho em grão, cozido com leite de vaca ou de coco, como uma sopa e não uma papa pou um bolo. Corresponde à tizana ou matete de milho em Angola ‘’ 11 MÚSICAS E DANÇAS -Samba de roda O samba de roda é uma mistura de música, dança, poesia e festa. Presente em todo o estado da Bahia, o samba é praticado, principalmente «, na região do Recôncavo. Mas esse ritmo não existe só na Bahia, está presente em São Paulo e no Rio de Janeiro, ligados às casas de Candomblé. Outras variações aparecem pelo país mantendo suas particularidades regionais. Há o samba de breque, samba canção, samba rock entre outros. -Frevo É uma dança que remonta o início do século XX. Inicialmente ela só acontecia nas ruas por ocasião docarnaval que na época se chamava entrudo. Posteriormente surgiu a modalidade em salões de baile por volta de 1917, mas a festa realmente popular acontece nas ruas. É a grande atração carnavalesca no estado de Pernambuco. Um dos significados da palavra é ferver, esquentar bastante. O povo pernambucano falava frever, frevura, daí o frevo. É uma dança onde se sacode toda a multidão de participantes que estiver na rua participando. As músicas são marchinhas muito rápidas tocadas de forma enérgica e estridente, e as coreografias nos deixam pasmos pela agilidade de gestos. Alguns dos quais lembram a capoeira. -Moçambique É um folguedo muito popular em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio grande do Sul, acompanha os festejos de Nossa Senhora do Rosário ou de São Benedito. Também acompanha os festejos das festas do Divino. As roupas são enfeitadas e coloridas, as coreografias envolvem bastões de madeira onde os dançarinos em fila batem uns nos outros de acordo com os ritmos tocados. Os instrumentos musicais mais usados são de percussão, mas podem aparecer rebecas, violão e cavaquinho. 12 FESTAS POPULARES Os cacumbis em Santa Catarina Os cacumbis em Santa Catarina são uma tradição mantida pelas comunidades negras contemporâneas com contatos extremamente consistentes com a população africana escravizada. Segundo Tinhorão, entre 1662 e 1667 já existia uma irmandade de negros no Brasil, sendo que a primeira de que se tem notícia foi criada em Olinda, por volta de 1552. Em 1667, é construído em Recife a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que dá origem, em nosso território, aos autos de coroação de reis e rainhas negros, dos quais se derivam várias das manifestações no país, como as congadas e os cacumbis. Essas danças dos negros vêm desde o período da escravidão, em que africanos escravizados poderiam dançar nos domingos e no Natal. Por vezes, tomavam as ruas,à época das festas, o que nem sempre era permitido. As proibições não foram suficientes para coibir a tradição do cacumbi em Santa Catarina. Como cultura popular inserida no universo cultural de matriz africana, o cacumbi foi manifestação existente nos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu, Lages, Laguna e Penha. O catumbi Nem sempre o catumbi está vinculado às Irmandades do Rosário e as Irmandades aos cortejos de cacumbi. Há notícias, que nas festas extintas Irmandades do Rosário dos municípios de Lages e Laguna havia cortejos em que homens desfilavam portando suas coroas e séquito. Vínculo com a Igreja Católica Brasileira possui o Catumbi, da Região de Itapocú, no município de Araquari, único em atividade em Santa Catarina e, por esse motivo, muito solicitado para apresentações pelo estado. Contam os membros mais antigos do grupo que a tradição é consagrada a Nossa Senhora do Rosário por ter salvo dois escravos fugidos da captura: Manoel Bengala e Antônio Crioulo. Uma forte luz emitida pela santa, atendendo as súplicas por proteção pelos perseguidos, teria impedido que os cães trazidos pelos capitões do mato os matassem. Os escravos prometeram consagrar devoção a Nossa Senhora como forma de gratidão e fé. A festa do Grupo Catumbi ocorre de 24 a 26 de dezembro. Mantém a tradição da data em que era permitido o ‘’Natal dos Pretos’’, dia 26, um dia depois do natal dos senhores. 13 CONCLUSÃO FINAL Conclui-se que a África não pode ser citada ou explicada de uma forma simples e única, por ser um país de culturas, línguas, etnia, religiões e vários outros aspectos variados. A África pode ser de uma maneira generalizada citada apenas como um Continente onde poucos tem quase tudo e muitos, ou seja a maioria, tem o resto, há uma grande diferença das classes sociais, existem na África ''shakes'' milionários que guardam toda a riqueza do país por enquanto que uma maioria vive em condições sub-humanas, com carência em todos os setores necessários para sobrevivência, desde saúde e alimentos até mesmo a falta de água. 14