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DIREITO CIVIL I
SEMANA 8 AULA 16
DOS FATOS JURÍDICOS- CONTINUAÇÃO
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SEMANA 8 AULA 16
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1- Dos Fatos Jurídicos. (Continuação)
 1.1 Noções distintivas sobre fatos, atos e negócios
jurídicos.
1.2 Aquisição, modificação e perda do direito.
 1.3 Ato jurídico: conceito, elementos constitutivos,
pressupostos
1.4 Ato-fato jurídico
1.5 Ato jurídico stricto sensu
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NOSSOS OBJETIVOS
• Assimilar os elementos constitutivos e pressupostos do ato
 jurídico.
• Conhecer as diversas teorias a respeito dos atos jurídicos.
• Distinguir o ato-fato jurídico e o ato jurídico stricto sensu
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Ato jurídico stricto sensu
 e negócio jurídico
• A ações humanas lícitas se subdividem em ato jurídico
 stricto sensu e em negócio jurídico.
• O Ato Jurídico stricto sensu são ações humanas lícitas que
 geram efeitos previstos em lei. Ele é caracterizado pela
 sua manifestação da vontade limitada.
• Neste tipo de ato, não existe propriamente uma declaração
 de vontade manifestada com o propósito de atingir, dento
 do campo da autonomia privada, os efeitos jurídicos
 pretendidos pelo agente (como no negócio jurídico), mas
 sim um simples comportamento humano deflagrador de
 efeitos previamente estabelecidos em lei.
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Fato jurídico stricto sensu
• Esta espécie de fato jurídico se subdivide em atos
 materiais e participações:
• 1. Os atos materiais ou reais, são os atos nos quais
 existe uma vontade consciente na origem da atividade
 humana, mas o mesmo não ocorre na produção dos
 seus efeitos, ou seja, existe uma vontade na produção
 de um ato, mas não objetivando a produção de seus
 efeitos, os quais são produzidos sem o seu querer.
• 2. As participações são "atos de mera comunicação,
 dirigidos a determinado destinatário, e sem conteúdo
 negocial. "
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• Este instituto jurídico, não foi regulado na
 parte geral do Código Civil de 1916,
 apenas foi lembrado em normas isoladas
 na parte especial. Já o atual Código Civil
 de 2002, regulou de forma genérica os atos
 jurídicos em sentido estrito, aplicando, no
 que couber, as normas genéricas dos
 negócios jurídicos
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Negócio Jurídico – art.104
• Tem origem na doutrina alemã e foi assimilado pela
 Itáliaeposteriormenteporoutrospaíses.
 Fundamentalmente, consiste na manifestação de
 vontade que procura produzir determinado efeito
 jurídico.
• . Trata-se de uma declaração de vontade que não
 apenas constitui um ato livre, mas pela qual o declarante
 procura uma relação jurídica entre as várias
 possibilidades que oferece o universo jurídico.
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Você sabia?
• Há ponderável doutrinadores que entendem
 que o negócio jurídico já é uma conceituação
 superada, tendo em vista o rumo tomado pelos
 estudos mais recentes (Ferri, 1995:61). Há,
 sem dúvida, manifestações de vontade que
 não são livres na essência, mormente no
 campo contratual, o que dificulta a
 compreensão original do negócio jurídico.
• Ex.: Contratos de adesão.
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• É, contudo, no negócio jurídico, até que se estabeleça
 nova conceituação, onde repousa a base da autonomia da
 vontade, o fundamento do direito privado.
• Não obstante as críticas que sofre, a doutrina do negócio
 jurídico demonstra ainda grande vitalidade no direito
 ocidental, mormente na Itália, Alemanha e França.
• O negócio jurídico continua sendo um ponto fundamental
 de referência teórica e prática. É por meio do negócio
 jurídico que se dá vida às relações jurídicas tuteladas pelo
 direito.
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• O Código Civil de 1916 não regulamentou o negócio
 jurídico, preferindo tratá-lo como ato jurídico. No entanto,
 esse estatuto civil trata de diferentes modalidades de atos
 unilaterais e de contratos que nada mais são do que
 negócios jurídicos.
• Embora a categoria também seja usada no direito público,
 é no direito privado que encontramos o maior número de
 modalidades de negócios jurídicos. O atual Código adota
 a denominação negócio jurídico (arts. 104 ss).
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NASCIMENTO E AQUISIÇÃO DE DIREITOS.
• É a conjunção do direito com
 seu titular. Adquirir um direito é
 tornar-se o titular do mesmo e
 ser o titular de um direito é
 possuir o mesmo como coisa
 própria, é apropriar-se dele.
 Todo direito pertence a alguém
 que o adquire, e esse alguém,
 em virtude da aquisição,
 assume a posição de titular do
 direito, de sujeito de direito.
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FORMAS DE AQUISIÇÃO DE DIREITOS
 A) ORIGINÁRIA – ocorre quando o sujeito passa a
possuir o direito sem que haja qualquer relacionamento
jurídico com um outro sujeito na qualidade de titular
anterior desse mesmo direito. É quando o direito nascer
no momento em que o titular se apropria do bem de
maneira direta, sem interposição ou transferência de outra
pessoa. O Direito nasceu como fato.
 Ex. a ocupação de coisa abandonada (1263 do CC)
(1260 CC), a apropriação de uma concha que o mar atira
na praia, a usucapião etc.
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 B) DERIVADA – quando houver transmissão
 do direito de propriedade de uma pessoa a
 outra, existindo uma relação jurídica entre o
 anterior e o atual titular. Ex.compra e venda
 (481 do CC) , doação (538 do CC), herança
 (1784 do CC) etc.
• Ocorre que a transferência de direitos de um
 titular para outro pode não ser completa , daí
 pode dividindo-se em:
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Formas de aquisição derivada:
• TRANSLATIVA – transferência total dos direitos de um
 titular para outro. Há a aquisição por parte do novo titular e
 extinção por parte do antigo. Ex. compra e venda a vista.
• CONSTITUTIVA – é aquela em que o titular anterior ainda
 mantém consigo alguma parcela do direito sobre o bem
 objeto da transferência. Ex. Doação com cláusula de
 usufruto (1390 do CC), alienação fiduciária em garantia
 (Decreto Lei 911/69).
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A aquisição pode ser ainda:
• GRATUITA – se não houver qualquer
 contraprestação. Ex. sucessão hereditária,
 doação etc.
• ONEROSA – quando o patrimônio do
 adquirente enriquece em razão de uma
 contraprestação. Ex. compra e venda.
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O DIREITO ADQUIRIDO
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A Teoria de Gabba
• Francesco Gabba, em sua obra “A Teoria della Retroattività delle
 Leggi”,Roma, 1891, escreveu: “É direito adquirido todo direito que”:
a) seja conseqüência de um fato idôneo a produzi-lo, em virtude da
lei do tempo no qual o fato se viu realizado, embora a ocasião de
fazê-lo valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei
nova a respeito do mesmo;e que
 b) nos termos da lei sob o império da qual se verificou o fato de
onde se origina, entrou imediatamente a fazer parte do patrimônio
de quem o adquiriu.”
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Reynaldo Porchat, na obra Retroatividade das Leis Civis,
São Paulo,Duprat, 1909, acrescenta:
 “Direitos adquiridos são conseqüências de fatos jurídicos
passados, mas conseqüências ainda não realizadas, que
ainda não se tornaram de todo efetivas. Direito adquirido
é, pois, todo direito fundado sobre um fato jurídico que já
sucedeu, mas que ainda não foi feito valer.”
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• É o que já se incorporou definitivamente ao patrimônio
 e/ou à personalidade do sujeito de direito. O direito torna-
 se adquirido por conseqüência concreta e direta da norma
 jurídica ou pela ocorrência, em conexão com a imputação
 normativa, de fato idôneo, que gera a incorporação ao
 patrimônio e/ou à personalidade do sujeito.
• Portanto, tal direito adquirido, uma vez incorporado ao
 patrimônio e/ou à personalidade, não pode ser atingido
 pela norma jurídica nova.
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Do latim expectare, esperar.
 Situação jurídica da pessoa cujo
direito subjetivo, para se perfazer,
carece da realização de um ato ou
fato futuro e previsível.
 Como diz, com muita propriedade, De
Plácido e Silva, a expectativa de
direito é uma esperança, que se
configura na probabilidade ou na
possibilidade de o interessado vir a
adquirir ou ter um direito subjetivo.
EXPECTATIVA DE DIREITO