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O papel da didática
Conhecimento
Reconhecer as principais tendências pedagógicas da educação. 
Habilidades 
Compreender limites e possibilidades da atuação docente no cotidiano do 
trabalho do professor e na formação da sua identidade profissional;
Avaliar, propor e se posicionar criticamente em relação ao sistema de ensino 
em sua relação prática com as práticas organizativas, pedagógicas e 
curriculares da escola. 
Atitudes
Discutir as tendências pedagógicas no âmbito de uma proposta de 
educação de qualidade.
3
nas tendências pedagógicas
DIDÁTICA GERAL 35
Ambientação
As diferentes tendências pedagógicas empregam diferentes pressupostos 
de aprendizagem, a prática escolar está vinculada a condicionamentos de 
natureza social e política, que obrigam a uma constante reflexão sobre os 
diferentes papéis exercidos pela escola, e da aprendizagem com reflexos 
explícitos e implícitos na forma como os professores realizam o seu trabalho. 
Por intermédio do conhecimento das tendências pedagógicas e dos seus 
pressupostos de aprendizagem, o docente terá a oportunidade de avaliar os 
fundamentos teóricos utilizados na sua prática em sala de aula.
Para ajudar na compreensão deste capítulo, propõe-se a leitura do texto 
disponível no repositório, no qual o autor apresenta uma síntese das 
principais tendências pedagógicas na prática escolar e seus pressupostos 
de aprendizagem.
As tendências pedagógicas liberais (a tradicional, a renovada e a 
tecnicista), em virtude de se apresentarem como neutras, não assumem 
um compromisso com as transformações da sociedade, procurando na 
prática legitimar a ordem econômica e social do sistema capitalista. Por 
sua vez as tendências pedagógicas progressistas, em oposição às liberais, 
apresentam a proposta de uma análise crítica do sistema capitalista. 
Estas ideias são expressas por Delcio Barros da Silva, a propósito das 
“Principais tendências pedagógicas na prática escolar brasileira e seus 
pressupostos de aprendizagem”. O autor usa como referência o quadro 
teórico utilizado por José Carlos Libâneo, para caracterizar as principais 
tendências pedagógicas na prática escolar. 
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/08.AS PRINCIPAIS TEND%caNCIAS PEDAG%d3GICAS.htm
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/08.AS PRINCIPAIS TEND%caNCIAS PEDAG%d3GICAS.htm
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/08.AS PRINCIPAIS TEND%caNCIAS PEDAG%d3GICAS.htm
DIDÁTICA GERAL36
Trocando ideias com os autores
José Mário Pires Azanha foi um reconhecido pesquisador 
brasileiro no âmbito da educação, cuja obra se propõe 
para leitura.
O autor afirmava a propósito da “Proposta pedagógica e autonomia da 
escola”que a integração da escola num propósito educativo comum da 
sociedade, tendo por base a identificação das teias das relações escolares 
e das práticas vigentes na situação institucional; está associada em 
grande medida à elaboração de um projeto pedagógico que envolva não 
somente as práticas de ensino, mas também todas aquelas que abarcam a 
convivência escolar e comunitária, tais como: as rotinas, saberes, crenças e 
valores que impregnam as relações sociais e definem papéis e expectativas 
no quadro institucional escolar. Nesse ponto de vista, ensinar bem, não 
envolve apenas ensinar eficientemente uma disciplina, mas também o 
êxito em integrar esse ensino aos ideais educativos da escola, ou seja, 
compatibilizar um vasto leque de “práticas discursivas” e “não discursivas” 
com os valores de uma educação democrática e para isso, não há fórmulas 
pré-definidas.
Problematizando
Visando fomentar a reflexão sobre o tema deste capítulo, 
colocam-se alguns questionamentos a partir de um trecho 
do documento “São Deuses os Professores?” Publicado 
no livro de mesmo nome da autora Patrícia Patrício. 
Neste a autora investiga experiências de professores 
bem-sucedidos, bem como apresenta o perfil de mestre 
desejado por estudantes do ensino médio. 
http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n2/v30n2a10.pdf
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-escola/coord-pedagogico/artigos/proposta pedagogica e autonomia da escola.pdf
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-escola/coord-pedagogico/artigos/proposta pedagogica e autonomia da escola.pdf
DIDÁTICA GERAL 37
Dessa forma, ela constrói um referencial teórico sobre a mobilização dos 
saberes docentes, a partir de uma questão inicial: 
São deuses os professores?
A autora recorre a uma espécie de metáfora que associa 
a situação dos professores com a vivida pelos Deuses 
gregos que, por serem considerados divindades, eram 
unanimamente enaltecidos. O mesmo ocorre em 
relação aos professores apelidados de Apolo e Atena. 
Na mitologia grega, Apolo era considerado uma pessoa 
complexa e enigmática, que veiculava aos homens 
os segredos da vida e da morte. Apolo, é também 
enigmático, reconhecido pela capacidade de focalizar a atenção dos 
estudantes, por intermédio de um simples estalar de dedos, algo frequente 
nas suas aulas. Apolo faz um retrato de algumas de suas características 
profissionais e pessoais, que motivam que os seus estudantes apresentem 
um desempenho considerado muito bom e, associado ao bom desempenho, 
um ótimo relacionamento entre professor e estudante. Para Apolo a 
avaliação não se constitui enquanto momento de acerto de contas, mas sim, 
uma ocasião do estudante apresentar o que aprendeu, inclusive porque em 
sua opinião, a prova tem que ser um retrato fidedigno. 
Outro pormenor marcante é a forma com que ele 
trabalha a percepção do estudante e papel do professor, 
como um orientador e não como um mandante. Atena, 
segundo a Mitologia Grega, é reconhecida como a deusa 
da vitória e do combate, mas também da sabedoria, 
protetora da vida política, das ciências e artes. Para 
seus estudantes ela é reconhecida como, aquela que 
sabe muito de História e que os hipnotiza, chegando a 
afirmar que ninguém pisca quando ela está falando. Ao contrário de Apolo, 
Atena é muito severa com seus estudantes. A princípio, não gostava de 
adolescentes, até que um dia ela se lembrou de como ela era nessa época 
de sua vida e sentiu desejo de chegar perto para compreendê-los, porque 
sem essa aproximação a aula não aconteceria. (PATRÍCIO, 2005).
http://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/deuses-gregos.htm
http://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/deuses-gregos.htm
DIDÁTICA GERAL38
Da leitura do trecho e da obra completa, outros questionamentos se levantam: 
Por que alguns professores conseguem envolver seus estudantes na compreensão 
dos conteúdos, e outros não? 
O que caracteriza esse professor considerado bem-sucedido? 
Afinal de contas, ensinar é uma ciência, um conjunto de técnicas ou uma arte? 
O papel da didática nas tendências pedagógicas
Na educação, professor e estudante apresentam-se com diferentes 
papéis, em cada uma das tendências pedagógicas. A didática também tem 
desempenhado diversificados papéis associados a diversas tendências 
pedagógicas. Apresentam-se algumas das tendências pedagógicas mais 
importantes, no âmbito da realidade educacional brasileira. Para tal, 
utilizaremos a proposta de classificação de Libâneo (1986): Pedagogia 
Liberal (tendência tradicional; tendência renovadora progressista; tendência 
renovadora não-diretiva e tendência tecnicista) e Pedagogia Progressista 
(tendência libertadora; tendência libertária e tendência crítico-social dos 
conteúdos). 
Pedagogia liberal
A pedagogia liberal defende a proposta de que a escola tem por função 
preparar os estudantes para o desempenho de papéis sociais, atendendo 
às suas aptidões individuais. Para que isto ocorra os indivíduos precisam 
aprender a adaptar-se aos valores e às regras que normatizam a sociedade 
de classes, através do desenvolvimento da cultura individual (LIBÂNEO, 
1986).
Tendência Tradicional
Na pedagogia tradicionala função social da escola centra-se na transmissão 
de conhecimentos disciplinares visando a formação geral do estudante e a 
sua inserção futura na sociedade. Essa formação apresenta características 
bivalentes pois um tipo de educação e de escola é apresentado ao povo e 
outro à classe dominante.
http://www.infoescola.com/pedagogia/tendencias-pedagogicas/
http://www.ufsm.br/lec/01_00/DelcioL&C3.htm
DIDÁTICA GERAL 39
O professor é a figura central do processo educativo, único responsável pela 
organização dos conteúdos e seleção das estratégias de ensino. Ele também se 
apresenta como o detentor da autoridade, exigindo dos estudantes uma atitude 
receptiva, passiva e controlando opressivamente os processos de comunicação 
na sala de aula. As ações de ensino estão centradas na exposição e transmissão 
oral dos conteúdos pelo docente, atendendo a uma sequência pré-definida e a um 
rigoroso e inflexível controle do tempo. (LUCKESI, 1994).
Atribui-se particular atenção à repetição de exercícios enquanto maneira 
de garantir a memorização dos conteúdos. Os procedimentos didáticos não 
levam em conta o contexto escolar, nem os problemas reais vivenciados na 
realidade social dos estudantes. 
A atenção da educação tradicional incide com particular atenção, 
na narração de uma verdade a ser absorvida, sem da vivência dos 
estudantes e apresentada como algo imóvel, estático, compartimentado e 
obediente (LIBÂNEO, 1994).
Os conteúdos do ensino correspondem aos conhecimentos e valores sociais 
acumulados pelas gerações anteriores, considerados enquanto verdades 
acabadas e, apesar da escola procurar oportunizar uma preparação para 
a vida, não oferece as condições para estabelecer relações entre os 
conteúdos ensinados e os interesses dos estudantes e muito menos entre 
os problemas reais que afligem a sociedade. 
A educação assume uma postura “bancária ”em que os estudantes recebem 
de professores sábios de valores e conhecimentos, o “depósito”, arquivando 
informações. Ela se constitui uma manifestação instrumental da ideologia 
da opres são e promotora da alienação em que os homens se apresentam 
como espectadores e não recriadores do mundo. (FREIRE, 2002).
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=krd6zhqih88C&oi=fnd&pg=PA61&dq=educa%C3%A7%C3%A3o+banc%C3%A1ria&ots=DSgnYF3pha&sig=3YxlqvSYeUnNSph0Z7dCupQVRf4#v=onepage&q=educa%C3%A7%C3%A3o%20banc%C3%A1ria&f=false
DIDÁTICA GERAL40
Atendendo ao que foi afirmado, a educação bancária 
está associada a um conjunto de pressupostos: 
• O educador é o que educa; os educandos, os que são edu cados;
• O educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem:
• O educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
• O educador é o que fala, explica: os educandos, os que a escutam 
passivamente;
• O educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
• O educador é o que opta e prescreve sua opção; os educan dos os que 
seguem a prescrição:
• O educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que 
atuam, diante a atuação do educador;
• O educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais 
ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele;
• O educador identifica a autoridade do saber com sua auto ridade 
funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; 
estes devem adaptar-se às determinações da quele;
• O educador é o sujeito do processo: os educandos, meros objetos. 
(FREIRE, 1992).
Apresenta-se com base em Bordenave e Pereira (1991), uma sistematização 
das consequências da Pedagogia Tradicional, tanto em nível individual 
quanto social. 
Em nível individual:
• Prevalência da memorização; 
• Passividade e falta de atitude crítica; 
• A crítica sobre as fontes de informação;
• Preferência pela especulação teórica e consequente distância com a 
prática;
• Não há problematização da realidade.
Em nível social:
• Individualismo e falta de participação e cooperação; 
• Falta de conhecimento da própria realidade;
• Inadaptação cultural, com adoção de padrões de pensamento e 
comportamento estrangeiros;
• Aceitação passiva de processos de exclusão e divisão social.
DIDÁTICA GERAL 41
Tendência Renovadora Progressista
A pedagogia renovada progressista inclui várias correntes que assumem 
como eixo central a valorização da educação, enquanto espaço de fomento 
no indivíduo das condições para a resolução por si próprio dos seus 
problemas do cotidiano, não se limitando a uma postura simplesmente 
contemplativa.
Tendo como ponto de referência a pedagogia tradicional, o foco da atividade 
escolar deixa de ser o ensino pelo professor e os conteúdos disciplinares, 
para passar a ser o processo de aprender a aprender do estudante, enquanto 
ser ativo e curioso (LUCKESI, 1994). 
O processo de ensino procura oferecer condições favoráveis ao auto-
desenvolvimento do estudante e estímulo a sua curiosidade (SAVIANI, 1985). 
O professor deve organizar e coordenar as situações de aprendizagem, 
procurando adaptar permanentemente as suas ações às características 
individuais dos discentes. 
Dessa forma, abre caminho para que o processo de demanda pelo 
conhecimento parta de forma livre e espontânea, dos próprios estudantes 
e promova o desenvolvimento das suas capacidades e habilidades 
intelectuais.
John Dewey 
A escola nova é uma das correntes mais conhecidas da 
pedagogia renovada progressista, e John Dewey um de 
seus autores mais conhecidos. Dewey propôs a educação 
pela ação (aprender fazendo) em que o conhecimento 
não tem um fim em si mesmo, devendo ser direcionado 
para a experiência. Tendo o conceito de experiência 
como elemento fulcral de seus pressupostos, a escola 
não pode se assumir enquanto uma preparação para a 
vida, mas se afirmar enquanto a própria vida. O filósofo ressalta o valor 
das atividades que colocam problemas concretos para serem resolvidas. 
A aprendizagem deverá ser uma atividade basicamente coletiva, assim 
como também deverá ser coletiva a produção do conhecimento. O trabalho 
desenvolve o espírito de comunidade, e a divisão das tarefas, estimula a 
cooperação e a criação de um espírito social, enquanto subsídio para uma 
vida em democracia. 
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/john-dewey-307892.shtml
http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:NOfEwD6WGqEJ:www.curriculosemfronteiras.org/classicos/teiapple.pdf+John+Dewey&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESgJG4toAYoqZxFmXyUR3PM8eJHS8MdFJP8WSDHvHQYzXkUsD59ok_4h2MOIvGKszu7JLxWtEJ1FJ1mPEs69pcbQGwkKrHfnFwTXjM4c
http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=447
DIDÁTICA GERAL42
O processo de ensino-aprendizagem 
para Dewey seria subsidiado em: 
• Uma compreensão de que o saber é constituído por conhecimentos 
e vivências que se interligam de forma dinâmica, afastada da 
previsibilidade das ideias passadas; 
• Estudantes e professores com experiências próprias anteriores e cujas 
competências são incorporadas no processo. O professor possui uma 
perspectiva sintética dos conteúdos, os estudantes uma perspectiva 
sincrética, o que transforma a experiência em um ponto nuclear na 
formação do conhecimento, bem mais do que os conteúdos formais. 
(ZACHARIAS, 2005),
Willian Kilpatrick
Willian Kilpatrick é o idealizador da pedagogia de projetos, 
baseada na importância do espaço escolar, onde o 
estudante realiza projetos a partir de propósitos pessoais. 
Isto porque unicamente uma atividade aceita e projetada 
pelos estudantes pode fazer da vida escolar uma vida que 
eles sintam que vale a pena viver. (KILPATRICK, 1974). 
Willian Kilpatrick trabalhou a ideia da pedagogia de projetos. Ele propõe que 
todas as atividades escolares se realizem por meio de projetos, subsidiados 
por problemas reais vivenciados no dia-a-dia do estudante. 
Kilpatrick classificou os projetos em quatro grupos: 
• De produção que resulta um produto; 
• De consumo em que se utiliza algo já produzido; 
• De resolução de problemas; 
• De aperfeiçoamento de técnicasde aprendizagem. 
Um projeto deve considerar três princípios: 
• O projeto resulta de uma situação problemática que desperta o 
interesse do estudante de maneira que deseje resolver; 
• A experiência real anterior é suporte essencial para a garantia do 
sucesso; 
• O projeto deve ser trabalhado em conjunto com múltiplas pessoas, 
promovendo desse modo a convivência social. 
http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=sint%C3%A9tica
http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=sincr%u00e9tica
http://en.scientificcommons.org/23735099
DIDÁTICA GERAL 43
Ovide Decroly 
Para Ovide Decroly a escola em vez de somente 
proporcionar aos estudantes o conhecimento voltado a 
sua formação profissional, deverá também estar centrada 
no estudante com particular objetivo em prepará-lo para 
a vida em sociedade. 
A proposta mais conhecida de Decroly é a ideia de 
globalização de conhecimentos (inclui o chamado método global de 
alfabetização) e os Centros de interesse. 
O princípio de globalização de Decroly, propõe que o indivíduo compreenda 
a realidade que o rodeia tendo como suporte uma visão do todo e de 
que este futuramente pode se organizar em partes. Como reflexo desta 
ideia, Decroly propõe que a aprendizagem da leitura, comece não do 
conhecimento isolado de sílabas e letras, mas nas atividades de associação 
de significados de discursos completos.
Os Centros de interesse são grupos de aprendizado organizados de acordo 
com as faixas de idade dos estudantes. Eles também consideram como 
base para a classificação, as etapas da evolução neurológica infantil e o 
convencimento de que os estudantes chegam à escola com as condições 
biológicas suficientes para procurar e desenvolver os conhecimentos de 
seu interesse. 
Maria Montessori 
O trabalho de Maria Montessori teve como prioridade 
os anos iniciais da vida da criança. Para a autora, a 
criança se constitui enquanto um ser humano integral, 
desde o seu nascimento. Por isso, ela defende que 
as necessidades e os interesses de cada estudante 
devem ser respeitados, atendendo aos estágios de 
desenvolvimento correspondentes às suas faixas etárias. 
Montessori argumentava a necessidade do seu método não contrariar a 
natureza humana e sendo assim os estudantes conduzirem o próprio 
aprendizado, sendo tarefa do professor acompanhar, o processo e 
identificação da maneira particular de cada um manifestar seu potencial. 
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/ovide-decroly-307894.shtml
http://www.ceale.fae.ufmg.br/nomade/midia/docs/61/php34tvLz.pdf
http://www.ceale.fae.ufmg.br/nomade/midia/docs/61/php34tvLz.pdf
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade2/propostas_de_trabalho_integrado/centros_de_interesse.pdf
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/sanderson/vida_e_obra_montessori.htm
DIDÁTICA GERAL44
No seu trabalho, deu enfase a ideia de educação pelos sentidos na qual 
busca que a criança consiga dominar a si própria e ao espaço em que vive, 
e a educação pelo movimento que procurava respeitar, e as necessidades 
e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. 
Tendência Renovadora Não-diretiva
A tendência do Não Diretivismo tem como precursor mais 
conhecido Carl Rogers. O Não Diretivismo assume como 
princípio norteador de valorização do indivíduo enquanto 
um ser livre, ativo e social. O centro da atividade escolar 
não pode ser caracterizado enquanto ensino, professor, 
ou mesmo os conteúdos disciplinares. O centro da 
atividade escolar se revela enquanto um espaço, onde 
o estudante tem a oportunidade de ser ativo e curioso, 
ativamente envolvido num processo de aquisição do saber. Para Rogers, 
se tratando de aprender a aprender, o mais importante é o processo de 
aquisição do saber. O processo de procura pelo conhecimento deve partir 
do estudante. O professor facilita o desenvolvimento livre e espontâneo do 
indivíduo, devendo organizar e coordenar as situações de aprendizagem, 
adaptando as suas ações às características individuais dos estudantes, 
proporcionando as condições para que possam desenvolver competências. 
O professor deve para isso motivar os estudantes, despertando neles a busca 
pelo conhecimento e o alcance das metas pessoais e de aprendizagem. 
(LIBÂNEO, 1986).
Tendência Pedagógica Tecnicista
A pedagogia tecnicista enfatiza a rigorosa programação 
dos passos para se adquirir o conhecimento, bem como a 
rigorosa programação das técnicas e dos procedimentos 
pedagógicos. Ela privilegia o planejamento, a organização, 
a condução e o controle. Intensifica a burocratização e 
a divisão do trabalho que termina submetendo o plano 
pedagógico ao administrativo: os técnicos são responsáveis 
pelo planejamento e controle; o diretor da escola é o intermediário entre 
eles e os professores são reduzidos a meros executores. 
http://www.sbponline.org.br/revista2/vol17n1/PDF/v17n1a15.pdf
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/carl-rogers-307067.shtml
http://www.youtube.com/watch?v=lSHw7RJ-JrI
DIDÁTICA GERAL 45
A pedagogia tecnicista teve como fonte de inspiração as teorias behavioristas 
da aprendizagem, desenvolvidas por diversos autores dentre eles destaca 
Skinner. Trabalhando com uma eficiente articulação entre estímulos e 
recompensas, essa pedagogia tentava condicionar o estudante a emitir 
as respostas esperadas pelo professor. A prática pedagógica revela-
se extremamente controlada e dirigida pelo professor, com atividades 
mecânicas no âmbito de uma proposta educacional rígida e passível de ser 
programada em detalhes pormenorizados. Os conteúdos de ensino seguem 
uma sequência lógica e psicológica definida por especialistas. Elimina-se 
qualquer princípio de subjetividade, sendo privilegiado o conhecimento 
observável e mensurável. Na pedagogia por condicionamento compete à 
escola organizar o processo de aquisição de competências (habilidade, 
atitudes e conhecimentos específicos), úteis e necessários para que os 
indivíduos sejam integrados na ordem social vigente. A educação escolar 
funciona como modeladora do comportamento, oportunizando ao mercado 
de trabalho, indivíduos tecnicamente competentes (LUCKESI, 1994).
A tendência tecnicista apresenta uma proposta 
educacional suportada nos seguintes pontos: 
• Planejamento e organização racional da atividade pedagógica; 
• Operacionalização dos objetivos; 
• Parcelamento do trabalho, com a especialização das funções; 
• Motivação à utilização de variadas técnicas e instrumentos, como 
instrução programada e máquinas de ensinar, buscando possibilitar uma 
aprendizagem “crescentemente objetiva”. 
A partir de Luckesi (1994), podem-se apresentar algumas das consequências 
da pedagogia tecnicista.
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/bf-skinner-307060.shtml
http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:s0hmQa4wrQwJ:www.opas.org.br/rh/publicacoes/textos_apoio/pub04U2T5.pdf+pedagogia+por+condicionamento+Skinner&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShYFZzRldFNczPST4Wn8B2c38wVCcDFYafYSgS2uTYXZiJBU5YWFsPOi4zHUTeyN4Y5d5Lp6
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/BANCO DE SUGEST%C3%95ES DE ATIVIDADES/instrucao programada.pdf
http://www.youtube.com/watch?v=vmRmBgKQq20
DIDÁTICA GERAL46
Nível individual
• O estudante veicula as respostas que o sistema lhe permitir;
• O estudante não se questiona sobre os objetivos ou o método, nem 
participa de sua seleção;
• O estudante não tem a oportunidade para criticar as mensagens ou os 
conteúdos programáticos; 
• A natureza e a oportunidade dos reforços são definidos pelo 
programador do sistema; 
• A tendência ao individualismo sai reforçada, exceto quando o 
programa estabelece oportunidades de co-participação; 
• O estímulo à competitividade é reforçado, em virtude do estudante 
mais rápido adquirir um status mais elevado e poder acessar a 
materiais ulteriores;
• A originalidade e a criatividade dos sujeitos temtendência a ser 
reduzida, em virtude das respostas corretas serem pré-estabelecidas.
Nível social
• Tendência a uma maior incidência na produtividade e eficiência do que 
na criatividade e na originalidade;
• Dependência de fontes externas para a definição de objetivos, 
métodos e reforços: 
• Falta de desenvolvimento de consciência crítica e cooperação; 
• Suscetibilidade à manipulação ideológica e tecnológica; 
• Ausência de dialética “professor-conteúdo”, com a exceção de 
eventuais sessões de reajustes; 
• Tendência ao conformismo em virtude da tendência para a eficiência e 
o utilitarismo.
Pedagogia progressista
O termo “progressista” é usado para designar as tendências que, partindo 
de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as 
finalidades sociopolíticas da educação. 
DIDÁTICA GERAL 47
Tendência Progressista Libertadora
Paulo Freire surge como o inspirador e mentor 
da tendência progressista libertadora. Para ela, a 
educação se relaciona dialeticamente com a sociedade, 
questionando concretamente a realidade das relações 
do homem com a natureza e com os outros homens, 
constituindo-se em um importante instrumento 
no processo de transformação da mesma. Nessa 
concepção, o homem é considerado um ser localizado num mundo 
material, concreto, econômico, social e ideologicamente determinado. 
Assim, a escola deve ser valorizada como instrumento de luta das camadas 
populares, oportunizando o acesso ao saber historicamente acumulado pela 
humanidade, filtrado pela realidade social na qual o estudante está inserido. 
Sua principal determinante é elevar o nível de consciência do estudante a 
respeito da realidade que o cerca, para que se torne capaz para atuar no 
sentido de buscar a sua emancipação econômica, política, social e cultural.
Para transformar essa realidade, revela-se prioritária a busca do 
conhecimento, apresentada enquanto atividade inseparável da prática 
social. Para tal não pode se subsidiar no acúmulo de informações mas, 
envolver, numa reelaboração mental, revelada em forma de ação, sobre o 
mundo social.
Os conteúdos de ensino são designados de temas geradores e resultam 
da problematização da prática vivida pelos estudantes, da qual se deve 
distanciar para poder ter as condições para a analisar criticamente. O 
importante não é a transmissão de conteúdos específicos, mas despertar 
uma nova forma da relação com a experiência vivida. 
Os conteúdos tradicionais não são aceitos pela tendência progressista 
libertadora, porque não emergem do saber popular. Cada grupo envolvido 
na ação pedagógica apresenta intrinsecamente, ainda que de maneira 
rudimentar, os conteúdos suficientes para iniciar o estudo. Os conteúdos a 
trabalhar, deverão ser redigidos pelos próprios estudantes com a orientação 
do educador. Esse processo exige entre estudantes e professores 
http://www.youtube.com/watch?v=TLnidFeLC0Y
http://www.youtube.com/watch?v=3Yl-oNMVko8
http://www.uc.pt/fmuc/gabineteeducacaomedica/recursoseducare/livro17
DIDÁTICA GERAL48
uma relação de aprimoramento e diálogo mediatizado pelo objeto a ser 
conhecido, e ambos se posicionam como sujeitos do ato de conhecimento. 
Para além da dispensa de um programa previamente estruturado, recusam-
se trabalhos escritos e aulas expositivas, sendo o “grupo de discussão” 
a forma de trabalho mais usada na tendência progressista libertadora, 
animado pelo professor. Este tem de caminhar junto com os estudantes e 
deve se adaptar às características e ao desenvolvimento próprio de cada 
grupo. 
A Tendência Progressista Libertadora associa qualquer tipo de verificação 
direta da aprendizagem, à educação bancária e por esse motivo a recusa. 
Admite, contudo, a avaliação da prática vivenciada entre estudante e 
professor no grupo, bem como a autoavaliação se realizada considerando 
os compromissos assumidos com a prática social. (LIBÂNEO, 1986).
Tendência Progressista Libertária
A Tendência Progressista Libertária procura se 
apresentar enquanto uma maneira de resistência 
à burocracia dominadora do Estado, que como 
característica controlar, por exemplo: professores, 
programas e provas, etc., retira a autonomia à escola, 
valoriza a experiência de autogestão, autonomia e não-
diretividade que em conjunto, de acordo com as suas 
propostas, devem resumir que o objetivo pedagógico e o objetivo político da 
educação. Nessa tendência, a ideia de conhecimento, surge associada à 
descoberta de respostas que possam atender às exigências da vida social. 
Rejeita assim a investigação cognitiva do real, para dele procurar revelar 
um sistema de representações mentais.
A Tendência Progressista Libertária recusa qualquer forma de poder ou 
autoridade. Por isso procura conduzir a relação professor-estudante no 
sentido da não-diretividade, considerando a ineficácia e a nocividade 
dos métodos que transformam o estudante em objeto. A escola instituirá, 
com base na participação grupal, mecanismos institucionais de mudança 
(assembleias, conselhos, eleições, reuniões, associações etc.), visando 
exercer uma transformação na personalidade dos estudantes que atuando 
nessas instituições a partir dos níveis subalternos, vão posteriormente 
influenciar todo o sistema. 
DIDÁTICA GERAL 49
A tendência progressista libertária ressalta o processo de aprendizagem 
grupal, quando comparado com os conteúdos de ensino. O professor 
é um catalisador que se insere no grupo para oportunizar as condições 
para uma reflexão em comum, num processo em que o desenvolvimento 
individual somente se realiza no coletivo. Os conteúdos verdadeiramente 
importantes, resultam de necessidades e interesses manifestos pelo grupo e 
frequentemente terminam não correspondendo aos conteúdos tradicionais. 
O destaque é dado à aprendizagem informal realizada no âmbito do grupo, 
e à negação de toda forma de repressão procurando desse modo favorecer 
o desenvolvimento de indivíduos mais livres. Ressalta-se o conhecimento 
que resulta das experiências vividas pelo grupo, especialmente a vivência 
de mecanismos de participação crítica, que permitam a cada um de seus 
membros o atendimento de suas aspirações e necessidades, particularmente 
relevante para o desenvolvimento das ideias da Tendência progressista 
libertária, foi o trabalho de Celestin Freinet (LIBÂNEO, 1986). 
Tendência progressista “crítico-social dos conteúdos”
A Tendência progressista “crítico-social dos conteúdos” afirma que a 
escola para eliminar a seletividade social e se tornar democrática, deve 
ser valorizada enquanto instrumento de apropriação do saber. Sendo a 
escola constituinte inseparável do todo social, promovendo transformações, 
resultando obrigatoriamente em agir no rumo da transformação da sociedade. 
Entendida nesse sentido, a educação é uma atividade mediadora no âmbito 
da prática social global, o mesmo é afirmar, uma das mediações pela qual o 
discente, pela intervenção do docente e por sua própria participação ativa, 
passa de uma experiência primeiramente confusa e fragmentada, a uma 
visão mais organizada e unificada. O estudante, por intermédio de sua 
experiência imediata num contexto cultural, participa na busca da verdade, 
ao confrontá-la com os conteúdos e modelos apresentados pelo professor.
A Tendência progressista “crítico-social dos conteúdos” apresenta uma 
preocupação com a importância do domínio dos conteúdos científicos 
(por parte dos professores e estudantes), enquanto condição para uma 
participação efetiva nas lutas sociais. Esses conteúdos não deverão ser 
abstratos, mas concretos e indissociavelmente legados à realidade social. 
Os conteúdos ensinados devem estar ligados de forma indissociável, à sua 
significação humana e social. Para que tal fato ocorra, constitui tarefa do 
professor selecionar os conteúdos mais significativos para o estudante, os 
quais passam a contribuir na sua formação profissional.http://www.infoescola.com/quimica/catalisadores/
http://www.uniube.br/ojs2/ojs-2.3.0/index.php/rpd/article/view/85
DIDÁTICA GERAL50
Porém, não é suficiente que os conteúdos sejam bem ensinados, é 
necessário que apresentem uma significação humana e social. Procura-
se desse modo a inserção do estudante no contexto social e em suas 
contradições, oportunizando um instrumental para uma participação 
organizada e ativa na democratização da sociedade. Contudo, se o objetivo 
da Tendência progressista “crítico-social dos conteúdos” é privilegiar a 
aquisição de um saber vinculado às realidades sociais, é necessário por 
um lado, que os métodos oportunizem as condições para uma ajustada 
correspondência entre os conteúdos e os interesses dos estudantes, e 
por outro lado que estes reconheçam os conteúdos como um auxílio no 
seu processo de compreensão da realidade social. Assim, os métodos da 
pedagogia crítico-social dos conteúdos não partem, de um saber artificial, 
depositado a partir do exterior, nem do saber espontâneo. 
Eles devem permitir estabelecer uma relação direta entre a experiência do 
estudante confrontada com o seu saber vivenciando os conteúdos propostos 
pelo professor. O assumir de um novo paradigma, só será possível com a 
introdução explícita, pelo professor dos elementos novos de análise a serem 
aplicados criticamente à prática do estudante, num processo que se procura 
ser de unidade entre a teoria e a prática. No desenvolvimento das ideias da 
Tendência progressista “crítico-social dos conteúdos”, participaram autores 
como Mario Manacorda e particularmente Georges Snyders (LIBÂNEO, 
1986).
Explicando melhor com a pesquisa
As ações docentes conservadoras concentram-se na reprodução do 
conhecimento. É necessário trabalhar subsídios metodológicos para que 
se ultrapassasse esse paradigma com características cartesianas e se 
desencadeie um processo de posicionamento crítico face à docência. 
Esse paradigma emergente deverá envolver uma associação entre uma 
abordagem progressista com uma visão holística e o ensino com pesquisa. 
Essas abordagens se interceptam e têm como subsídios essenciais a visão 
do todo e a transformação da realidade. 
Apresentou-se no parágrafo anterior uma interpretação das conclusões da 
pesquisa de Marilda Aparecida Behrens que resultou o artigo: “A prática 
pedagógica e o desafio do paradigma emergente”. 
http://www.institutoastrojildopereira.org.br/novosrumos/artigo_show.asp?var_artigo=82
http://ger.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/viewFile/2069/1778
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/35/res04_35.pdf
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/09.A pr%e1tica pedag%f3gica.pdf
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/09.A pr%e1tica pedag%f3gica.pdf
DIDÁTICA GERAL 51
A autora relata uma pesquisa que abrangeu uma reflexão individual e coletiva 
dos docentes, sobre como ultrapassar a reprodução do conhecimento e 
desencadear um posicionamento crítico sobre o ato de ensinar e conduzir 
à construção de um paradigma inovador na sala de aula, que se proponha 
trabalhar com a visão do todo e a transformação da realidade.
Pesquisando na Internet
 
A pedagogia deve considerar o saber popular, sem 
desprezar o saber erudito, ponderando, contudo, sobre 
a dominação burguesa em relação ao aparelho escolar. 
A escola é um espaço de contradições, partilhado por 
diversas orientações pedagógicas, cuja convivência 
nem sempre é harmoniosa. O docente que desejar se 
constituir enquanto um agente de transformação deverá assumir um papel 
de colaborador no processo ensino-aprendizagem e de respeitador dos 
estudantes. Nesse processo os conteúdos curriculares deverão contemplar 
a vontade de saber dos estudantes. As afirmações anteriores foram 
interpretadas do texto de Paulo Ghiraldelli, em que o autor apresenta os 
principais passos da Evolução das ideias pedagógicas durante o período 
do Brasil Republicano, incluíndo a evolução das tendências pedagógicas. 
Vendo com olhos de ver
Os saberes produzidos pelos professores se constituem num conjunto 
de conhecimentos que ajudam a sustentar as suas ações pedagógicas 
e são distintos de outras profissões. A percepção de que esses saberes 
os orientam no diálogo crítico com a realidade e com a própria atuação, 
deve ser considerada enquanto ponto de partida para a formação contínua. 
O vídeo “Os saberes dos professores: ponto de partida para a formação 
contínua” permitirá um aprofundamento da reflexão sobre a temática. 
Recomendamos assisti-lo.
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/09.Evolu%e7%e3o das id%e9ias pedag%f3gicas.pdf
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/09.Evolu%e7%e3o das id%e9ias pedag%f3gicas.pdf
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/10.Os saberes/
http://www.intaead.com.br/webinterativo/didatica/arq/10.Os saberes/
DIDÁTICA GERAL52
Resumindo
As principais tendências pedagógicas, trabalhadas no presente 
capítulo, são apresentadas no quadro abaixo.
TENDÊNCIAS CONTEÚDOS DO ENSINO MÉTODO RELAÇÃO PROFESSOR-ESTUDANTE
TRADICIONAL Prioriza conhecimentos 
herdados e transmitidos 
pela geração adulta.
Expositivo: Preparação 
do conteúdo, 
apresentação, 
associação, 
generalização e 
aplicação em exercícios 
e atividades.
O professor: postura 
autoritária, ele é 
o transmissor do 
conhecimento. O 
estudante: mero ouvinte. 
A relação é centrada no 
professor.
RENOVADA 
PROGRESSISTA
A importância recai 
sobre as experiências 
vivenciadas, os 
desafios cognitivos e as 
situações-problema. O 
processo de aquisição 
de conhecimentos é 
menos relevante que a 
metodologia aplicada.
Ativo: deve-se aprender 
fazendo. Pesquisar, 
trabalhar em grupo, 
resolver problemas, 
propor soluções, 
estudar o meio 
ecológico e social etc.
Relação democrática: o 
professor é um facillitador 
de aprendizagem do 
estudante. A relação é 
centrada na vivência.
RENOVADA 
NÃO-DIRETIVA
A ênfase é dada no 
desenvolvimento 
das relações e das 
comunicações. Incentivo 
aos estudantes para 
que busquem por si 
mesmos, seus próprios 
conhecimentos.
Terapêutico: o 
papel do professor 
é o de facilitador 
da aprendizagem. 
Uso de técnicas 
de sensibilização e 
ênfase na melhoria do 
relacionamento inter-
pessoal.
Relações humanas: o 
professor não deve dirigir 
o estudante no que tange 
às atividades. 
A relação é centrada no 
estudante.
TECNICISTA Voltada para a preparação 
técnica a fim de que o 
estudante possa responder 
adequadamente ao sistema 
social global e ao mercado 
de trabalho.
Método científico de 
Spencer: metodologia 
tecnicista e abordagem 
sistêmica. Uso de 
instrução programada, 
planejamento, recursos 
audiovisuais, etc.
Técnica-diretiva: 
relações estruturadas, 
objetivas, com papéis 
bem definidos. Professor: 
administrador. Estudante: 
ser que responde. A 
relação é centrada no 
controle das condições.
LIBERTADORA Tem um carácter político, 
que incorpora a realidade 
vivencial do estudante 
como ponto de partida para 
a seleção dos conteúdos da 
ação educativa.
Dialogicidade: trabalho 
em grupo de discussão 
e conscientização.
Não-diretividade: os 
estudantes são sujeitos 
do ato de conhecimento. 
Professor favorece 
a aproximação da 
consciência. A relação 
é centrada nas relações 
interpessoais.
DIDÁTICA GERAL 53
LIBERTÁRIA O conteúdo emerge dos 
interesses dos estudantes, 
não é pré-determinado.
Autogestão da 
experiência do grupo: 
formas de participação 
e de expressão pela 
palavra, mediante 
organização e 
execução do trabalho.
Não-diretiva: o professor 
é o orientador e 
catalisador do processo, 
junto com o grupo 
gera reflexões. Não há 
centralidade.
CRÍTICO-
SOCIAL DOS 
CONTEÚDOS
Há conteúdos determinados 
que são escolhidos a partir 
dos bens culturais da 
humanidade, com funções 
formativas e instrumentais.
Participativo e 
fundamentado no saber 
universal: vínculo teoria 
e prática.
Interação diretiva: 
trocas entre professores 
e estudantes.Professor: mediador 
e intervencionista. 
Estudante: confronta 
sua experiência com 
os conhecimentos 
selecionados pelo 
professor. A relação é 
centrada nos conteúdos 
de ensino.
Adaptado de LIBÂNEO (1986)
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http://www.google.com.br/search?q=Conceito+de+did%C3%A1tica&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a#sclient=psy-ab&hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla:pt-BR%3Aofficial&tbm=bks&source=hp&q=%22Tend%C3%AAncias+pedag%C3%B3gicas%22&pbx=1&oq=%22Tend%C3%AAncias+pedag%C3%B3gicas%22&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=s&gs_upl=45476l45476l3l46314l1l1l0l0l0l0l0l0ll0l0&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.,cf.osb&fp=687b2447affe4652&biw=1600&bih=1037

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