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DANILO VILHENA – MED IX · O túbulo proximal é um segmento do nefron que tem uma atividade metabólica muito importante, por isso que quando o vemos as células que formam a parede do túbulo proximal são células grandes e espessas por terem muita mitocôndria, requerer muita energia para serem desenvolvidas. Na superfície luminal tem os prolongamentos que são chamados de orla ou borda em escova para aumentar a superfície do filtrado para otimizar os processos de reabsorção. Tem muito transporte ativo no túbulo proximal, requer muito ATP. · No túbulo proximal é o segmento do nefron onde há maior reabsorção de água. · Diversos outros eletrólitos são absorvidos no túbulo proximal, muito NaCl. · A concentração de NaCl se matém contrante durante todo túbulo proximal, embora tenha uma reabsorção grande de NaCl Tem também uma reabsorção muito grande de água. No início tem muito NaCl em muita água, quando chega no final tem pouco NaCl mas tem pouca água, logo a concentração de sódio se mantém constante em todo segmento. · Glicose e aa são filtrados e retornam a circulação já no túbulo proximal através de um transporte ativo secundário com o Na+. · Saindo do túbulo proximal chega no ramo descendente fino da alça de henle, são células finas, com poucas mitocôndrias, são célula onde não vai ter orla ou borda em escova, quando pensa em transporte através dessas supoerfícies epiteleiais na alça de henle, eles acontecem numa intensidade muito menor do que se observava no túbulo proximal. Tem muita reabsorção de água no ramo descendente fino da alça de henle, é o segundo segmento do nefron com maior reabsorção de água. · A maior parte do volume de água que não foi reabsorvido no túbulo proximal, vai ser reabsorvido na alça de henle · NaCl é reabsorvido na alça de henle · Tem secreção de ureia no segmento descente fino da alça de henle. (importante para o ducto coletor). · Essa secreção de ureia é dependente do processo que começa lá no ducto coletor, o mecanismo de reciclagem de ureia. A ureia que vai ser reabsorvida lá no interstício medular, ela volta para o filtrado através de secreção no ramo descente fino da alça de henle. · A alça de henle é observado pouco transporte ativo. Reabsorção da maior parte da água que não foi absorvida no túbulo proximal. · No ramo descente fino vai ter reabsorção maior de água que de solutos, ou seja a osmolaridade do filtrado nessa parte aumenta. · Já no ramo ascendente, tem grande reabsorção de soluto e é quase impermeável a água, logo a osmolaridade do filtrado diminui. · No segmento ascendente já começa a falar da diluição da urina. · Embora o segmento ascendente da alça seja todo ele um segmento que contribui para diluir a urina, não é ele que pe chamado de segmento diluidor de urina. Tem-se no nefron um segmento chamado diluidor da urina chamado túbulo distal. · Todo componente ascendente da alça de henle é impoermeável a água contribuindo para a diluição da urina. Quem vai determinar de fato se vai ter uma urina diluída ou concentrada é lá nos segmentos finais do neforn pelo hormônio ADH que está em circulação. · Chega no segmento ascedente de alça de henle encontra paredes finas, sem borda em escova, poucas mitocôndrias com bastante reabsorção de solutos muito menor que o segmento espesso. · No segmento ascedente espesso da alça de henle tem o transportador triplo. Ele transporta 3 eletrólitos. · No segmento ascendente espeço da alça de henle tem muito soluto sendo reabsorvido, Na, Cl, K, Ca, HCO3, Mg. · Esse segmento é importante por ter o transportador. · A bomba de Na+ na membrana basolateral onde tira Na e trás K (bomba de sódio e potássio) contribui para que o sódio diminua em grande proporção intracelular. Já na superfície luminal, vai ter o transportador triplo que vai carrear o Na, 2Cl-, K+. O Na+ já vai seguir seu gradiente eletroquímico, liberando uma energia que é doada para o K+ que está indo contra o seu gradiente eletroquímico. Para o K+ que está no filtrado e ser reabsorvido no segmento ele precisa vencer o gradiente, com isso ele utiliza a energia do NaCl dispersada e vai contra o gradiente, ele é reabsorvido no transportador triplo · · As células que formam a parede do segmento ascendente da alça de henle, tem canais de extravasamento tanto na membrana luminal quanto na membrana basolateral, com isso o K+ sai para o interstício e retrovasa para o lumem, ou seja, graças ao transportador tiplo acontece um retrovasamento do K+. a importante é que, se tem K+ retrovasando (voltando), tem vasamento de carga positiva formando do lado de fora, no interior do lumem, e uma vez que tem o retrovasamento de K+ acontecendo, o grande retorno de carga positivo, e as cargas positivas que estão lá vao se repelir, logo as cargas positivas vão fluir através dos espaços das junções de oclusão (Na+, K+, Mg²+, Ca²+. · Resumo: entra sódio, cl e K+ pelo transportador triplo, o Na+ doa energia cinética (porque ele vai a favor do gradiente) para o K+ conseguir ir (uma vez que ele vai contra o gradiente devido a bombas de Na+ e K+ na membrana basolateral aumentando sua concentração intracelular). Com muita concentração de K+, eles vão sair pelo pelos canais de extravasamento que têm tanto na membrana basolateral quanto na membrana luminal. Quando saem pela membrana luminal, vai retornar cargas positivas para o interior do filtrado, com isso vai gerar um meio eletropositivo repelindo as cargas positivas, e nesse processo as cargas positivas vão passar pelas junções de oclusão (por difusão paracelular – serão reabsorvidas as cargas para o interstício e depois para o capilar peritubular), sendo os eletrólitos Na+, K+, Mg²+ e Ca²+ · Lumem -> célula -> interstício -> capilar peritubular · No transportador triplo é onde atua uma classe de medicamentos muito importante, a classe dos diuréticos que são subdividos em subclasses que atuam na alça são os diuréticos de alça. · Os diuréticos que vão atuar no segmento ascendente espesso da alça são os diuréticos de alça. · A Furosemida (lasix) é o diurético de alça, ele inibe o transportador triplo. Uma substancia que se liga ao transportador, inibe o transportador, e a apartir do momento que o transportador triplo é inibido não terá Na+, 2Cl e K+ passando, com isso vai acumular-se no filtrado no segmento espesso da alça, e com isso não terá retrovasamento de potássio que iria favorecer a reabsorção, logo e acumulando mais eletrólitos, e graças a essa inibição do transportador triplo terá uma grande quantidade de soluto no interior do túbulo, e isso vai puxar muito soluto. Com isso, terá uma maior secreção de água, menor reabsorção dessa água, aumentando a micção, diminuindo a pressão arterial. · Se tem inibição do transportador triplo, os eletrólitos que são rabsorvidos pelo transportador, seja diretamente ou indiretamente, vao ficar prejudicados, com isso terá maior excreção de eletrólitos que não tinha antes quando o transportador era funcionante, começa a ter mais eletrólitos se perdendo. É preciso ter cuidado com diuréticos de alça quando for prescrever ele para o paciente pois terá perda de eletrólitos. · Espoliação. O diurético de alça espolia K+, espolia Mg²+ e isso acaba sendo uma consequencia, um paraefeito do diurético de alça, haja visto que o Na+ tem que se pensar por queixas neurológicas, e o K+ para o coração, as alterações do potássio seja elas pra cima ou pra baixo (hipercalemia ou hipocalemia) são desencadeadoras de arritmias (arritmogênicas). · É importante acompanhar o Na+ e o K+ para pacientes que fazem uso de diuréticos de alça. · Furosemida inibe o transportador, impedindo que volte para o capilar peritubular, e impedindo que volte para o sangue, com isso haverá maior excreção de eletrólitos (espoliação), esses que são importantes para a fisiologia corporal, o Na+ para a cabeça e K+ pro potássio. · O túbulo contorcido distal é O segmento diluidor !!! · Tem muita reabsorção de Na+, K+, Cl-, Ca²+, Mg²+ · Ele é praticamente impermeável a água e a ureia (não tem secreção e nem reabsorção de ureia). · Partindo o túbulo distalno meio é possível definir o segmento inicial e o segmento final. · O túbulo distal inicial é onde encontra-se no seu início a mácula densa (células especializadas que são sensores de NaCl) que estão em contato com as células JG que são produtoras de renina. · A mácula densa que está no interior do túbulo distal inicial é uma estrutura que não pode se esquecer nunca mais porque ela entra no feedback tubuloglomerular · Tem-se outros mecanismos importantes · No túbulo distal inicial tem outro transportar importante, os diuréticos tiazídicos. · A hidroclorotiazida vai atuar no transportador tiazídico. · Na parte luminal, terá transportador de Na+ e Cl- para dentro da célula, chamado de transportador duplo. Os diuréticos tiazídicos inibem esse transportadores, aumentando a concentração e Na+ aumentando a osmolaridade, trazendo mais água para o filtrado, aumentando o volume da micção. · · Túbulo contorcido distal inicial: Mácula densa, transportador duplo, diuréticos tiazídicos · Quando chega no túbulo contorcido distal final e túbulo coletor cortical tem algumas semelhantes entre sí. · As células encontradas no alí são 2 tipos celular: células principais e cpelulas intercalares. · No túbulo distal final principalmente as células principais; no túbulo coletor cortical as células intercaladas. · As células principais elas são células que reabsorvem Na+ e Agua do lumem tubular e secretam K+. dependentes da bomba de Na+ e K+. · Sempre na membrana basolateral terá Bomba de sódio e potássio. Quando se observa a bomba trabalhando na célula, terá um gradiente favorável para as proteínas canais que estão na membrana luminal, haja visto que tem proteínas canais de efluxo de K+ e influxo de Na+, ambos indo a favor do seu bloqueador · Secreção de K+ e reabsorção de Na+ . · A bomba de Na+ e K+ é altamente estimulada pela aldosterona. A aldosterona é um mineralocorticoide que é produzida pelo córtex da suprarrenal, zona glomerulosa, ela é produzida no cortex da suprarrenal por estímulos da angiotensina II. · A angiotensina II chega no córtex da suprarernal e estimula a aldosterona sintase para produzir aldosterona. · A aldosterona está relacionada a reabsorção de Na+, e é evidente nas células principais do túbulo contorcido distal final. · A aldosterona tem uma ação genômica e ação não genomica · A ação genomica da aldosterona é estimular a sintese de novas proteína carreadoras de sódio e potássio · E a ação não genônica é estimular ainda mais a intensidade de funcionamento das bombas de sódio e potássio já existentes. · A ação não genômica é observada nas células do túbulo contorcido distal final, aumentando o a reabsorção de Na+ e secretando K+. Ao aumentar a reabsorção de Na+, aumenta a reabsorçao de Cl-, e com isso vai deixar a osmolaridade sanguínea aumentada, aumentando o fluxo de agua intravascular. Ela é um elemento que aumenta os níveis tensionais, níveis pressóricos. · Quando se usa uma substancia antagonista da aldosterona, vai reduzir consideravelmente a reabsorção de Na+ e de Cl-, reduzindo o efeito hipervolémico, culminando na maior concentração de Na+ e Cl- no filtrado, aumentando a pressão osmolar, aumentando a micção, diminuindo os níveis pressóricos · Espironolactona é um diurético das classes dos antagonistas da aldosterona. Vai tender a aumentar a Na+ e Cl-, diminuindo a pressão arterial. · Uma outra classe de diuréticos são os bloqueadores dos canais de Na+ na membrana luminal, aumentando a pressão osmolar e diminuindo a pressão tensional. · A espironolactona são diuréticos chamados de poupadores de K+. · Agora falando um pouco mais das células intercaladas que estão no final do néfron e estão relacionados ao equilíbrio ácido básico, trabalham secretando ou absorvendo H+, HCO3- e K+. · As células intercaladas tem tipos: · Células intercaladas tipo A: eliminam íon H+ e reabsorvem HCO3-. Em condições de acidose, essas células trabalham a todo vapor a fim de aumentar o pH sanguíneo. · Ela reabsorve HCO3- jogando Cl- para fora (mantendo o equilíbrio de cargas), e o H+ tem 2 transportes ativos para sair da célula. Para cada H+ que vai sendo secretado, terá um bicarbonato sendo reabsorvido. · CO2 é um gas altamente difusível, entra pelas células intercaladas tipo A, ele vai encontrar a H20, e a enzima anidrase carbônica vai prover a união do CO2 e H20 e formar o H2CO3, e por ser instável vai se dissociar em HCO3- e H+. a cada H+ que é secretado, 1HCO3- é reabsorvido. · Joga o que é ácido para a Urina, secreta H+ para a urina · As células intercaladas tipo B é oposto o funcionamento das células tipo A · Elas vão secretar HCO3- e reabsorver H+, vai jogar bicarbonato para urina para corrigir o pH sanguíneo. · · Entra CO2, junta com a H20, a enzima anidrase forma H2CO3, se dissocia e forma HCO3- e H+, ela secreta HCO3- para urina e reabsorve H+. elas trabalham quando o sangue está alcalino demais. · O túbulo distal final para frente se fala dos segmentos finais do nefron. · Quando falar dos segmentos finais do nefron está no túbulo distal final e túbulo coletor · O túbulo distal final e túbulo coletor cortical com as células tipo a e tipo b tem a reabsorção de sódio controlada pela aldosterona, tem secreção de potássio controlada pela aldosterona, a permeabilidade À água é controla pelo ADH (vasopressina). · Na membrana basolateral, o ADH encontra seus receptores, conseguindo expor as aquaporinas na membrana luminal, fazendo com que a água seja reabsorvida nesse ambiente que a água não era reabsorvida. · O ducto coletor medular está imerso na medula. É um segmento onde observa-se permeabilidade à ureia (onde a ureia é reabsorvida, saindo da luz do túbulo e indo para o interstício – processo também dependente do hormônio antidiurético). É um segmento que participa do equilíbrio ácido básico. Além disso é um segmento que a permeabilidade da água é determinada pelo nível de ADH. · O ducto coletor medular é um local onde vais e observar reabsorção de NaCl, de água, de ureia, de HCO3-, e secreção de H+ · ( A reabsorção tubular tem regulações importantes, sendo controles nervosos, hormonais, locais, todos participando de uma forma direta ou indireta na regulação da reabsorção. E um equilíbrio que precisa ter em mente é o equilíbrio glomérulotubular que, se tem uma elevada carga tubular [mais soluto], logicamente terá mais soluto para ser reabsorvido até a carga máxima ser atingida [ponto de saturação dos transportadores, as vezes tem tanta carga tubular que excede a capacidade dos transportadores em reabsorver aquilo, ocupando muito os transportadores, aumentando a intensidade da reabsorção]. Ademais, atuam junto com os mecanismos autorreguladores, seja o mecanismo da arteriola eferente, feedback túbulogomerular, e as forças físicas [forças de starling] que agem nos capilares peritubulares e no líquido intersticial renal. · Os fatores que vão permitir que a reabsorção renal aconteçam: - pressão de reabsorção positiva (ter as forças que trabalham nos entido de rabsorção imperando) - permeabilidade capilar ou condutividade hidraulica (não adianta nada ter uma pressão que favorece a reabsorção se não tiver uma parede capilar que permite que os elemntos fluam atraves dela - grande área de superfície capilar peritubular ( quando maior a área íntegra de capilar, mais será a reabsorçao) · Se tiver uma condição que aumenta a pressão no capilar peritubular, terá um aumento na pressão hidrostática capilar e isso vai reduzir a força de reabsorção. ·