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→ Arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado; → Nas RAS, a concepção de hierarquia é substituída pela de poliarquia e o sistema organiza- se sob a forma de uma rede horizontal de atenção à saúde; → Na Rede de Atenção à Saúde Bucal, definem-se como pontos de Atenção Especializada Ambulatorial e Hospitalar, respectivamente, os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e os hospitais que realizam atendimento odontológico sob anestesia geral e tratamento do câncer de boca; → A rede pode ter organização local, distrital, municipal ou regional e ser composta por Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), Centros de Apoio Diagnóstico (CAD), Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), farmácias e hospitais de referência; → Fortalecimento da Saúde Bucal na Atenção Primária; → Ampliou a rede assistencial de Saúde Bucal; → Implantação de novos serviços; → Reorientou o modelo assistencial; → Níveis de atenção; → Fortalecimento de ações multidisciplinares, multiprofissionais e intersetoriais. → Cárie Dentária; → Doença Periodontal; → Edentulismo; → Maloclusão; → Câncer de Boca; → Fluorose Dentária; → Traumatismos Dentoalveolares. Outras patologias também são monitoradas em âmbito mundial e podem ser alvo das equipes de saúde, dependendo das peculiaridades locais. Destacam-se entre elas: erosão dental, alterações bucais relacionadas ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) e alterações congênitas. → Equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, cirurgiões- -dentistas (CD), auxiliar em Saúde Bucal (ASB) e/ou técnico em Saúde Bucal (TSB), auxiliar de Enfermagem ou técnico de Enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS), entre outros profissionais em função da modalidade e da realidade epidemiológica, institucional e das necessidades de saúde da população; Os profissionais de saúde bucal que compõem as equipes de Saúde da Família podem se organizar nas seguintes modalidades: • Modalidade I: dois profissionais: CD + ASB ou TSB. • Modalidade II: três profissionais: CD + TSB + ASB ou TSB. • Modalidade III: profissionais das modalidades I ou II que operam em Unidade Odontológica Móvel. → Sugere-se um fluxo para o acesso do cidadão que é guiado pelos atributos da AB em saúde e estabelece uma visão sistêmica do cuidado, que envolve: integração dos setores e trabalho em equipe; definição de necessidades; resolutividade na AB; e referência aos demais pontos da rede de atenção. 1. Organização do Processo de Trabalho Cada equipe de AB está vinculada a um contingente populacional e a uma região geográfica específica e deve seguir os quatro atributos essenciais preconizados para a Atenção Primária/Básica: primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação. E dois atributos derivados: centralização familiar e orientação comunitária. 2. Planejamento e Organização do Processo de Trabalho da Equipe Baseado na epidemiologia, sugere levantamentos como percentual de crianças livres de cárie. 3. A Equipe de Saúde Bucal e as Atribuições na Atenção Primária 4. Territorialização e População de Referência O reconhecimento do território surge como elemento essencial para o planejamento de ações em saúde e uma ferramenta de gestão que influi no processo saúde- -doença da população e na criação de ambientes saudáveis (Figura 10). Assim, a territorialização, enquanto um dos instrumentos de trabalho da AB, implica processar e sistematizar dados que alimentarão Sistemas de Informação em Saúde. 5. Promover o Acesso a Ações e Serviços em Saúde Bucal 6. Acolher com Identificação de Necessidades Institui um modo de acolher a população e priorizar a clientela de maior vulnerabilidade, busca diminuir as desigualdades, respeitando as necessidades dos diferentes indivíduos ou grupos populacionais. 7. Tipos de Atendimento e Consulta • Demanda espontânea e demanda programada; • Consulta/atendimento de urgência; • Primeira consulta odontológica programada; • Consulta de retorno ou manutenção; • Alta clínica – tratamento concluído; • Atendimento domiciliar 8. Organização de Prontuários É um instrumento de trabalho que garante o registro das informações dos profissionais da saúde e permite, de forma ágil, o acesso às ações realizadas pela equipe de saúde, incluindo a de saúde bucal, além de servir para subsidiar a melhoria da qualidade no cuidado, contribuindo para a realização de diagnóstico precoce. 9. Organização de Agendas A agenda dos profissionais torna-se recurso-chave tanto para garantir a retaguarda para o acolhimento quanto para a continuidade do cuidado. 10. Grupo de Acesso a Saúde Bucal Ele pode constituir-se como uma forma de acesso ao tratamento odontológico ou ser parte integrante do tratamento odontológico para aqueles cidadãos que já se encontram em acompanhamento pela eSB. 11. Classificação das Necessidades de Saúde Bucal Deve ser entendido como instrumento de vigilância e ser utilizado com finalidade para o planejamento e o monitoramento das ações em saúde bucal, subsidiando, fundamentalmente, o acesso ao cuidado de pessoas, famílias e comunidades. 12. Reunião da Equipe Os profissionais de saúde bucal devem participar com os demais profissionais da AB em reuniões periódicas (semanal ou quinzenal). 13. Participação e Controle Social Devem ser estimuladas e apoiadas pela gestão, com a participação de profissionais das equipes, usuários e representantes de movimentos sociais, a formação de conselhos locais de saúde estruturados e vinculados às UBS; a formação de comissões de conselheiros, grupos de trabalho e rodas de conversa nas UBS; além de reuniões mensais ou bimensais de planejamento, acompanhamento e avaliação das ações de saúde com foco no território, com a participação dos usuários do serviço. 14. Educação Permanente → Brasil Sorridente (2004); Centros de Especialidades Odontológicas: • Tipo 1: 3 cadeiras odontológicas; • Tipo 2: 4 a 6 cadeiras odontológicas; • Tipo 3: Sete ou mais cadeiras odontológicas. → Diagnóstico bucal, prótese dentária, periodontia especializada, endodontia e atendimento a pacientes com necessidades especiais; → Deve ser regulado pelos sistemas de regulação e referências e contrarreferências; → Apoio matricial; → Interconsulta; → Promover o acolhimento; → Educação Permanente; → Participação e controle social. → Estruturação ainda incipiente; → 2005 – Permissão ao Cirurgião-Dentista a emitir a Autorização de Internação Hospitalar (AIH); → Política Nacional de Atenção Oncológica; → Garantiu a atenção aos doentes com afecções das vias aéreas e digestivas superiores em alta complexidade; → Instituiu a atenção odontológica nos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon); → 2010 – Inseriu os procedimentos odontológicos na Tabela de Procedimentos de hospitais; → Atuar em equipes multiprofissionais, interdisciplinares e transdisciplinares na promoção da saúde baseada em evidências científicas, de cidadania, de ética e de humanização; → Ter competência e habilidade para prestar assistência odontológica aos pacientes críticos; → Saber atuar em caso de emergência médica; → Atuar na dinâmica de trabalho institucional, reconhecendo-se como agente desse processo. → Promoção, prevenção, recuperação e reabilitação; → Responder por cuidados em todos os ciclos de vida: crianças, adolescentes, adultos e idosos; → Responder por cuidados em condições especiais: gestantes e pessoas com necessidades especiais.→ Atenção multiprofissional; → Dentista deve participar da atenção à gestante; → Ações de promoção e prevenção; → Ofertar pelo menos 1 consulta odontológica durante a gestação (1 consulta a cada trimestre); → Realizar visitas domiciliares; → Agenda compartilhada; → Interconsultas; → Atenção maior às gestantes de alto risco; → Utilizar os sistemas de apoio, caso haja necessidade; → Matriciamento intra e intercategoria – Referências e contrarreferência.; → As gestantes devem ser atendidas na APS; → Podem receber tratamento odontológico em qualquer trimestre, sendo o mais recomendado o 2º trimestre; → Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e hipertensão descontrolada – CEO ou atenção especializada. → Atendimento priorizado e garantido; → Ambientes: puericultura, escola, vacinação, interconsultas, demanda espontânea, pastoral da criança, ACS, dentre outros; → Promoção, prevenção e a proteção da saúde bucal; → Identificação e o tratamento precoce; → Mostrar-contar-fazer, controle de voz e reforço positivo; → Casos mais difíceis pode-se utilizar terapia medicamentosa e/ou realizar encaminhamentos para serviços especializados. → Aumento da incidência da doença cárie; → Trabalho em equipe/ multiprofissional; → Ambientes: escolas, associações, grupos de adolescentes, domicílio; → Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação; → Olhar social e suas variações; → Ponto importante a ser abordado: estética; → Tratamento clínico: solicitar a presença de um responsável ao menos em um das consultas para esclarecimentos. → Pode estar muito dependente dos cuidados obtidos na infância e adolescência; → População economicamente ativa; → Ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação; → Ambientes: trabalho, domicílio, instituições diversas; → Pensar possibilidades de horários alternativos; → Realizar encaminhamentos aos serviços especializados quando necessário. → Agravos: perdas dentárias, cárie dentária, doença periodontal, xerostomia e lesões dos tecidos moles; → Abordagem multidisciplinar e com foco nos fatores de risco; → Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação; → Temas: prevenção do CA de boca, controle do tabaco e álcool; → Saúde bucal x condições crônicas; → Ambientes: grupos, domicílio, associações, igrejas. → PA ≥ 140/90mmHg; → Agendamento preferencialmente no turno da tarde; → Realizar monitoramento da PA antes do atendimento; → Evitar sessões longas e dolorosas; → Se indicado, realizar profilaxia antibiótica; → Sempre avaliar risco/benefício; → Sanar todo e qualquer foco infeccioso; → Abordagem multiprofissional e interdisciplinar; → Utilizar-se de encaminhamentos, caso necessário. → Abordagem multiprofissional e interdisciplinar; → Ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação; → Rigorosa anamnese e exame clínico; → Exames complementares; → Evitar atendimento prolongado e priorizar turno da manhã; → Ter sempre a disposição alimentos açucarados. → Abordagem multiprofissional e interdisciplinar; • Acompanhamento pré e pós; → Rigorosa anamnese e exame clínico; → Exames complementares; → Avaliar necessidade de profilaxia antibiótica; → Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação constantemente; → Matriciamento e /ou referenciamento para atenção especializada. → Abordagem multiprofissional e interdisciplinar; → Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação; → eSB tem função importante na suspeita e diagnóstico; → Realizar anamnese e exame clínico rigorosos; → Levar em conta os exames de carga viral e CD4; → Acompanhamento longitudianal; → Casos mais graves, realizar encaminhamentos. → Podem ser virais, medicamentosas, devido ao álcool, reação autoimune, reações metabólicas e infecciosas não virais; → Inflamação no fígado – levar em consideração de comprometimento hepático; → Atuação multiprofissional e interdisciplinar; → Postergar tratamentos eletivos em quadros agudos; → Evitar medicamentos hapatotóxicos. → Avaliar quadro de deficiência; → Se utilizar de apoios matriciais; → Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação; → Realizar encaminhamentos para serviços especializados – CEO (PNE) e/ou atendimento hospitalar.