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Valores e Indicadores de Sustentabilidade

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Valores e Indicadores de Sustentabilidade

O termo “indicador” é proveniente de indicare, em latim, que possui o sentido de descobrir, apontar, anunciar e estimar. Assim, indicadores servem para comunicar ou informar acerca de como está o processo e o progresso em direção a um objetivo ou a uma meta determinada. Com efeito, o indicador refere-se a uma medida que irá resumir informações importantes acerca de um determinado fenômeno (MALHEIROS; COUTINHO; PHILIPPI JUNIOR, 2012).

Os Indicadores de Sustentabilidade têm, por objetivo principal, a descrição dos impactos nas dimensões ambientais, econômicas e sociais para qualquer ator que busque desenvolver, de modo mais calculado, políticas públicas ou projetos privados. Desse modo, os indicadores precisam capturar tendências que sejam confiáveis, de tal maneira que possam orientar os tomadores de decisão para o desenvolvimento e o monitoramento de políticas e estratégias. Vale ressaltar que deve ser definida uma metodologia consensual e uma estrutura de organização de indicadores (FANTINATTI; ZUFFO, 2015).

Posto isso, os IDS possuem a tarefa de “descrever a realidade de forma simples e confiável, orientar a escolha de dados para medir os avanços, bem como passar a mensagem sobre os desafios ambientais, humanos, econômicos, tecnológicos e políticos associados” (MALHEIROS; COUTINHO; PHILIPPI JUNIOR, 2012, p. 35).

Portanto, tratando-se das principais funções dos indicadores, podemos pensar, em primeiro lugar, que avaliar as condições e as tendências é concepção elementar da função dos indicadores. Os indicadores também servem para comparar diferentes lugares e situações em que fatos ocorreram. Feito isto, uma função igualmente importante dos indicadores é a de avaliar as condições e as tendências, porém, agora, com o foco nas metas (que têm conotação numérica) e nos objetivos (que têm conotação de alcance). Por fim, prover informações de advertências e antecipar condições e tendências também são funções prioritárias.

No que se refere aos valores explícitos e implícitos que os indicadores podem apresentar, os explícitos são aqueles tomados de forma consciente e que compreendem uma parte fundamental do processo de criação de indicadores, podendo ser adicionados à medida observada e se dar por meio da limitação imposta. Os julgamentos de valor explícito, segundo Van Bellen (2006), podem aparecer do seguinte modo, quando utilizados nos indicadores e em seu processo de criação:

  • diretamente no processo de observação ou medição (tal como preferências estéticas);
  • adicionados à medida observada (podendo se dar por meio da limitação imposta em função do aspecto legal ou de preferências diversas, o que inclui objetivos e metas);
  • por meio de pesos que são dados aos indicadores de diferentes níveis dentro de um sistema agregado.


No que concerne aos valores implícitos, eles decorrem de aspectos que são um pouco mais complexos no quesito observacional, sendo que, em sua maioria, são inconscientes e relacionados a características pessoais, incluindo diferentes aspectos socioculturais. Assim, mensurar a influência dos valores implícitos é difícil, uma vez que isto também afetaria o processo de formulação dos indicadores de qualquer maneira (VAN BELLEN, 2006).

Deve-se perceber, portanto, que estamos tratando de algo que é mais complexo na prática do que no campo teórico. O valor atribuído a cada indicador precisa ser o mais próximo da objetividade possível, visto que quando falamos de indicadores, é como fazer uma alusão direta à objetividade, pois a função deles é servir de mensuração, a fim de eliminar, ao máximo, os velhos “achismos” do campo prático. Nesse sentido, em detrimento da experiência por parte do agente público, a escolha dos indicadores pode se basear muito mais em enfoques empíricos do que em teóricos.

Em suma, indicadores e índices de sustentabilidade servem como ferramenta para diversas faces, cada uma possuindo objetivos específicos e concernentes ao escopo no qual são trabalhadas. Servem, por exemplo, para fazer o levantamento de recursos, classificar localidade, cumprir normas legais, analisar tendências, ser investigação científica e informar o público.


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