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Arquitetura_Orientada_Servico - SOA

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Porém, esse fenômeno também causa pressão 
nas empresas para que se adaptem, tornem-se mais produtivas e mais ágeis. A necessidade de 
se tornar mais produtivo e competitivo girava principalmente em torno do produto ofertado 
ao cliente. Agora, o foco vem mudando para o serviço que o cliente espera receber.
Os investimentos das empresas têm sido dedicado à modernização dos equipamentos 
produtivos (instrumentação) e também à revisão e automação de processos de negócio para 
que consigam atender a essas mudanças de mercado com mais resiliência. Tudo isso seria muito 
mais difícil e lento se não fosse a TI (Tecnologia da Informação). Quanto mais informatizada a 
empresa é (com base em processos, metodologia, padrões abertos e governança), mais ágil 
e flexível ela se torna para reagir aos movimentos do mercado e manter a competitividade e 
o crescimento.
Portanto, sob a ótica de TI, foi necessário adotar novas técnicas de integração de sistemas, 
novos modelos para organizar as informações, novos processos e estilos de arquitetura, novas 
formas de desenvolver aplicações, chegando a mudar as necessidades de implementação 
dos aplicativos (que neste novo contexto representam serviços de negócio), do tradicional 
ambiente centralizado para o distribuído de fato.
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3 Fato: existência de silos e o impacto no negócio
Há décadas, cada departamento de grandes empresas tem desenvolvido seus próprios 
sistemas de aplicações e geralmente com suas próprias bases de dados. Quando a empresa 
precisa reunir vários departamentos para tomar uma decisão de negócio, descobre que as 
definições de dados, por exemplo, que cada departamento utilizou são diferentes. 
Ex.: o que é cliente, nomes de produto etc. Um cliente pode ter várias contas criadas, 
mas não estão associadas entre si. A inconsistência dos dados e a falta de precisão das 
informações impedem que a decisão de negócio seja tomada.
Apesar dos departamentos terem resolvido eficientemente os problemas com seus 
sistemas, mesmo que de grande complexidade, nem sempre partilham das mesmas 
prioridades, objetivos e tipo de tecnologia que os outros departamentos.
Existem vários tipos de silos2 que acabam limitando a atuação das empresas no 
atingimento de seus objetivos de negócio.
a. Os silos organizacionais causam atritos entre as diversas prioridades de atendimento;
b. Já os silos de informação restringem a visibilidade dos dados necessários para a 
excelência do serviço;
c. Os silos de processo impedem a integração inerente às melhores práticas;
d. Outro tipo de silo é o de tecnologia, que impede a integração de dados necessária, 
para conseguir uma orientação de serviço, e a automação necessária, para direcionar 
a melhoria de qualidade e custos baixos. Aqui entra a necessidade de adotar as 
tecnologias adequadas para integração corporativa orientada a serviço e a viabilização 
da automação dos processos com recursos de software.
Figura 3 – Silos organizacionais
2 Silo, neste contexto, quer dizer isolado, sem comunicação com o silo vizinho. O termo foi inspirado nos silos agrícolas, que geralmente são 
construções cilíndricas fechadas, criadas para armazenar a produção agrícola, como grandes celeiros fechados e isolados.
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Silos são verticais por natureza, mas servir o cliente requer uma visão horizontal. Uma 
das principais estratégias para tornar a empresa mais ágil, flexível, resiliente e eficaz é 
transpor a barreira dos silos para que a empresa possa se relacionar com seus clientes de 
forma personalizada e efetiva.
A adesão às melhores práticas baseada na arquitetura orientada a serviço possibilita a 
integração dos silos de informação, processos, pessoas e tecnologia. Portanto, a área de TI 
consegue entregar serviços de valor às linhas de negócio, com qualidade e confiabilidade.
4 Integração de sistemas
Aplicações interessantes raramente ficam isoladas (HOHPE; WOOLF, 2005, p. XXIX). 
Quando uma aplicação deve fazer interface com outra por uma necessidade de negócio, 
requer uma comunicação entre as duas, ou seja, uma integração. Toda integração precisa 
lidar com alguns desafios como: redes não confiáveis ou lentas, aplicações que são diferentes 
na linguagem, formato de dados ou plataforma onde executa e mudanças que são inevitáveis.
A integração da empresa não é uma tarefa simples. Por definição, a integração corporativa 
precisa lidar com vários aplicativos rodando em múltiplas plataformas e em diferentes 
localidades. 
4.1 Os desafios da integração de sistemas
Com a necessidade crescente de integração de vários e diferentes sistemas surgiram 
também vários problemas técnicos e questões com que os analistas de sistema e 
desenvolvedores tiverem de se deparar, como: 
Figura 4 - Desafios da integração de sistemas
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4.1.1 Problemas da integração ponto a ponto
Era comum construir integrações para atender às necessidade de negócio, sem 
planejamento. Consequentemente, o crescimento desordenado de integrações 
descentralizadas criou uma rede de conexões entre os vários sistemas da empresa. A troca 
de informação era feita apenas entre dois sistemas, isto é, independentes e separados das 
demais integrações. Qual seria o impacto se houver a necessidade de mudar a estrutura do 
registro de contato dos clientes, acrescentando no campo endereço o Twitter, LinkedIn e/ou 
Facebook3. Como saber o impacto desta mudança? Este modelo de integração ponto a ponto 
dificulta a implementação de mudanças nos sistemas, formatos de registros e conteúdo das 
mensagens trocadas entre as aplicações. 
Figura 5– Conexões ponto-a-ponto entre as aplicações
Essas integrações surgiram para atender demandas pontuais e, ao longo do tempo, 
o volume aumentou tanto que a arquitetura ficou confusa e muito difícil de entender. 
Imagina a dificuldade para encontrar uma integração que precisa ser atualizada? Por 
isso, o foco da imagem são as linhas vermelhas que podem aumentar de quantidade 
rapidamente e trazer dificuldades em termos de flexibilidade e agilidade para atender 
às novas demandas das áreas de negócio.
3 Twitter, LinkedIn e Facebook são sistemas de colaboração do tipo redes sociais muito populares hoje em dia.
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4.1.2 Desafios além dos problemas técnicos
Muitos fornecedores de software oferecem soluções de integração com funcionalidades 
para apoiar a integração entre plataformas, linguagens de programação, como também a 
habilidade de se integrar com vários pacotes de aplicação mais populares. Porém, os requisitos 
técnicos de infraestrutura para resolver esses desafios formam uma parte menor dentre as 
complexidades em torno da integração. 
a. Os verdadeiros desafios da integração ultrapassam a fronteira entre os problemas 
técnicos e de negócio.
b. A integração corporativa requer mudanças significativas nas políticas da empresa.
c. A amplitude do escopo da integração geralmente traz implicações de longo alcance 
ao negócio.
d. O controle limitado dos desenvolvedores sobre as aplicações participantes da 
integração, legadas ou pacote, muitas vezes não consegue desenvolver diretamente 
no código, levando-os a criar soluções de contorno.
e. A falta de utilização de padrões para integração pelas soluções que implementam a 
interoperabilidade entre os sistemas.
4.2 Características da integração
Os componentes da integração que participam de uma arquitetura de integração são:
a. Sistemas – as aplicações ou sistemas que trocarão informações entre si;
b. Dados – as informações que vão trafegar entre as aplicações ou sistemas;
c. Interface – formato de envio e recebimento das informações entre as aplicações ou 
sistemas; 
d. Comunicação – modalidade da comunicação na troca de informações entre as 
aplicações

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