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Microbiologia Clínica Portfólio ( cadeias )Morfologia e arranjos bacterianos cocos diplococos ( cachos )tétrades Características morfológicas: Cocos Característica tintorial: Gram positivo Arranjo: Cachos Exemplos: Staphylococcus aureus; Staphylococcus epidermidis; Staphylococcus saprophyticus. Características morfológicas: Cocos Característica tintorial: Gram negativo Arranjo: Cadeias Exemplos: N. meningitidis; N. gonorrhoeae. paliçadas bacilos diplobacilos cadeias Características morfológicas: Bacilos Característica tintorial: Gram positivo Arranjo: Bacilos e diplobacilos Exemplos: Clostridium spp; Bacillus spp. Características morfológicas: Bacilos Característica tintorial: Gram negativo Arranjo: Diplobacilos Exemplos: Enterobacteriaceae (Escherichia coli; Klebsiella pneumoniae; Salmonella spp. Características morfológicas: Bacilos Característica tintorial: Gram-positivos (BGP) Exemplos: Lactobacillus sppp.; Clostridium spp.; Bacillus spp.; Lysteria monocitogenes Características morfológicas: Cocosbacilos Característica tintorial: Gram negativa Exemplos: Gardnerella vaginalis; Haemophylus influenzae Espiralados espiroquetas Cultura de urina Amostra - Coleta · Fazer a higienização e coletar o jato médio da primeira urina da manhã ou o jato médio de qualquer urina com intervalo de 3-4 horas após a última micção. · Colher no mínimo 20 mL, no máximo 1 mL. · Coletar preferencialmente antes de iniciar o uso de antibióticos. Cultura de urina Armazenamento e transporte · Colocar a urina coletada no refrigerador a 2-8°C até enviar ao laboratório, caso não seja analisada de imediato, deverá ser refrigerada por até 24 horas. · O tempo de coleta e entrega do material não deve exceder 2 horas. Meio de cultura Ágar CLED · Cistina-lactose-eletrólito-deficiente · Azul de brometimol · Não seletivo Procedimento 1. Identificar a placa com nome, data e número de amostra; 2. Homogeneizar a urina e introduzir a alça de forma vertical de 2 a 3 vezes (através da chama); 3. A amostra deve ser semeada de forma central - do centro para cima e do centro para baixo, e vertical - formando “zig-zag” até cobrir todo o ágar; 4. Incubar na estufa de 35 a 37°C por 18 a 24 horas. Preparo de lâminas 1. Colheita de uma colônia pura e isolada com a alça descartável; 2. Passar na lâmina a alça em movimento de círculo para boa espalhabilidade da amostra; 3. Colocar uma gota de solução salina e espalhar com o mesmo movimento; 4. Levar para secagem na estufa. Avaliação dos resultados Após o período de incubação deve-se analisar os seguintes pontos: pureza da cultura, o aspecto do meio (se há fermentação ou não da lactose), as características das colônias (pequenas, grandes, mucoides, etc.), o número e tipos de colônias e correlacionar o resultado da cultura com o do Gram da gota de urina e da cultura. Lâminas Gota de urina Bacilo Gram Negativo Urina Com cultura Cocos em cachos Gram Positivo Coloração de Gram Reagentes: · Cristal Violeta ou Violeta de Metila (Corante primário); · Lugol - Iodo metálico e iodeto de potássio; · Álcool absoluto (Descorante); · Fucsina ou safranina (Corante secundário-cora as bactérias Gram negativas). Procedimento: Coloração de Gram · Cobrir a lâmina com cristal violeta; · Após 1 minuto lavar com água destilada; · Cobrir o esfregaço com lugol; · Após 1 minuto, descorar com álcool absoluto até que a cor violeta não seja mais arrastada; · Lavar com água destilada; · Cobrir com fucsina por 1 minuto; · Lavar com água destilada; · Secar cuidadosamente a lâmina. Provas Bioquímicas O estudo de características bioquímicas é importante para a identificação das bactérias, pois através das provas bioquímicas pode ser detectadas características do metabolismo bacteriano, referente a capacidade de utilizar de alguns substratos como açúcares, proteínas e lipídios. Prova da catalase A presença da catalase permite separar os estreptococos catalase negativa de outros cocos Gram-positivos produtores de catalase, por exemplo, estafilococos. A enzima catalase converte o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água. A liberação do oxigênio se observa pela formação de bolhas. Procedimento · Com uma agulha ou alça bacteriológica, transferir 2-3 colônias bem isoladas para o centro de uma lâmina de vidro previamente limpa e desengordurada fazendo movimentos circulares; · Adicionar uma a duas gotas de peróxido de hidrogênio 3% e observar a produção de bolhas. - Caso seja usada alça ou agulha descartável, o reagente pode ser adicionado primeiro, seguido pelas colônias. Entretanto, se a alça ou agulha contiver ferro, esta não deve tocar no reagente porque pode produzir reações falso-positivas. · Se a bactéria tiver sido cultivada em agar sangue, ter o cuidado para não retirar partes do meio junto com a colônia, pois pode resultar em uma reação falso positiva fraca, já que o sangue tem atividade de catalase. Reagente: Peróxido de hidrogênio a 3% mantido sob refrigeração. A produção de bolhas indica reação positiva. Prova da oxidase O teste de oxidase é um procedimento qualitativo para determinar a presença ou ausência de atividade de oxidase no citocromo C nas bactérias. A prova da oxidase utiliza um reativo corante, o dicloridrato de p-fenilenodiamina, que é incolor no estado reduzido, mas na presença da enzima citocromo-oxidase, é oxidado, formando um composto de cor que varia do rosa a roxo chamado indofenol. Procedimento · Pode ser realizada usando tiras de papel impregnadas com o reativo: Umedecer o papel reagente levemente com água destilada estéril; · Com uma alça descartável ou de platina, transferir uma alçada da colônia suspeita na zona reagente do papel; · Pode-se saturar um pedaço de papel de filtro com o reagente líquido e passar a alça com a colônia suspeita; · As colônias bacterianas que produzem oxidase desenvolvem, em menos de 15 segundos, uma cor azul escura no local de inoculação. Burkholderia cepacia e Stenotrophomonas maltofilia podem apresentar reação fraca e lenta de até 1 minuto. Não deve ser usada alça de níquel-cromo porque os produtos de oxidação formados na superfície ao serem esterilizados na chama, podem produzir reações falso- positivas. Reagente: Dicloridrato de Tetrametil-p-fenilenodiamina, 1% (reativo de Kovacs); Dicloridrato de Dimetil-p-fenilenodiamina 1%, (reativo de Gordon e Macleod); Discos e tiras comerciais (Difco, BBL,etc). Prova TSI É usado para a diferenciação de bacilos entéricos gram-negativos baseados na fermentação dos carboidratos e produção de sulfeto de hidrogênio. Reações TSI/KIA Prova SIM Objetivos: Produção de Sulfeto de hidrogênio, Indol e Motilidade. Indol:Algumas bactérias possuem a enzima triptofanase que degrada o triptofano contido no meio com produção de indol, ácido pirúvico e amônia (NH3). O indol é detectado por meio do desenvolvimento de cor vermelha após adição de 5 gotas de uma solução contendo pdimetilaminobenzaldeído (reativo de kovacs). Ex. Escherichia coli; Klebsiella oxytoca, Proteus vulgaris. Produção de sulfeto de Hidrogênio (H2S): O meio contém uma fonte de enxofre, o tiossulfato de sódio e citrato férrico. Bactérias que apresentam o sistema enzimático para retirar enxofre do tiossulfato e transferir para ions H+ produzem H2S. Este, reage com os sais de ferro formando um precipitado negro caracterizando prova positiva. Ex. Salmonella spp., Proteus spp., Citrobacter freundii, Edwardsiella tarda. Motilidade:As bactérias movem-se por meio de seus flagelos que estão presentes mais frequentemente nos bacilos Gram-negativos. Os cocos raramente os contêm. A bactéria que se movimenta a partir da linha inicial de inoculação deixa o meio turvo e o local da picada difuso, evidenciando a presença de flagelos e consequentemente, de motilidade.Os meios para prova de motilidade são semissólidos. Shigella e Klebsiella são tipicamente imóveis. Prova Citrato Objetivo: Pesquisa se a bactéria utiliza o citrato como única fonte de carbono no seu metabolismo.É utilizado o meio Citrato de Simmons que contém citrato de sódio, fosfato de amônia e azul de bromotimol como indicador de pH. O meio deve ser isento de qualquer outra fonte de carbono. Bactérias que utilizam o citrato utilizam também o fosfato de amônia resultando na formação de hidróxido de amônia que alcaliniza o meio e vira a cor do indicar de pH para azul. Diferencia bactérias citrato positivas como Klebsiella spp., Enterobacter spp., Citrobacter spp., Serratia spp., Salmonella spp., Providencia spp., de bactérias que não conseguem usar o citrato como a Escherichia coli. O desenvolvimento de cor azul ou crescimento de colônias ao longo da estria de inoculação significa prova positiva. Prova Urease O teste da urease é um exame laboratorial que pesquisa a produção da enzima urease por algumas bactérias, auxiliando no processo de identificação. Prova usada para diferenciar bactérias que apresentam a enzima urease como Proteus spp. (reação rápida em todo o meio) e Klebsiella spp. (degradação lenta no ápice e gradualmente no restante do meio), Morganella morganii e Providencia spp., e bacilos Gram negativos não fermentadores de outras que não apresentam. Podem ser usados os meios: Ureia de Stuart e Ureia de Christensen. Prova da Fenilalanina Desaminase Objetivo:Pesquisa a produção da enzima fenilalanina desaminase. Bactérias que produzem essa enzima desaminam a fenilalanina, formando ácido fenilpirúvico, que se evidencia na adição de 5 gotas de cloreto férrico 10%, formando uma coloração verde-bandeira. Prova das Descarboxilases Objetivo: Pesquisa a produção de enzimas descarboxilases dos aminoácidos Arginina, Lisina e Ornitina. Procedimento: - Os meios contendo os respectivos aminoácidos e um tubo controle que contém somente o meio-base são inoculados com o auxílio de uma alça ou agulha. Adicionar aproximadamente 10 gotas de óleo mineral para que a reação ocorra na ausência de oxigênio. – Incubar a 36 ± 1 ºC por 24 a 48 horas. Primeiramente ocorre a fermentação da pequena quantidade de glicose presente no meio com produção de ácido e viragem do indicador de pH púrpura de bromocresol para amarelo. Se a bactéria produzir a enzima, o aminoácido será descarboxilado, formando-se amina, que sendo alcalina, mudará a cor do indicador de pH para púrpura novamente. Se ela não produzir a enzima, não haverá descarboxilação e o tubo permanecerá amarelo, assim como o controle, que não tem aminoácido para ser descarboxilado.