Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO MARANHÃO – UNIFACEMA CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA DISCIPLINA: CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL E TRAUMATOLOGIA DOCENTE: THIAGO HENRIQUE GONÇALVES MOREIRA MANUAL DE EMERGÊNCIA E URGÊNCIA ODONTOLÓGICA Bruna Rafaela Mendes da Silva Dynaellen Costa Silva Gabriel Gonçalves Torres Gabriella de Sousa chaves Isabel Arina de Freitas da Conceição Lygia Maria Lima Botelho Makisine Viana Coelho Menahem William Conrado da Silva Milene Pereira Brito Samyra Monteiro Sthefany Gaeth da Silva CAXIAS-MA 2021 1 Sumário 1. EMERGÊNCIA ODONTOLÓGICA ............................................................................. 3 1.1. Extrações De Dentes ........................................................................................................... 3 1.2. Controles De Sangramento ................................................................................................ 3 1.3. Reimplante Dentário ........................................................................................................... 3 1.4. Drenagem De Infecção ....................................................................................................... 3 1.5 Traumas Faciais .................................................................................................................. 4 2. URGÊNCIAS ODONTOLÓGICAS .................................................................................... 4 2.1. Cárie ...................................................................................................................................... 4 2.2. Hemorragia .......................................................................................................................... 5 2.3. Traumatismo Dentoalveolar .............................................................................................. 5 2.3.1. Trinca De Esmalte .......................................................................................................... 5 2.3.2. Fratura De Esmalte .......................................................................................................... 5 2.3.3. Fratura De Esmalte E Dentina ....................................................................................... 5 2.3.4. Fratura De Esmalte E Dentina Com Exposição Pulpar .............................................. 5 2.3.5. Fratura Coronorradicular ............................................................................................... 6 2.3.6. Fratura De Raiz ............................................................................................................... 6 2.3.7. Concussão ........................................................................................................................ 6 2.3.8. Sub Luxação .................................................................................................................... 6 2.3.9. Luxação Lateral .............................................................................................................. 6 2.3.10. Luxação Intrusiva ......................................................................................................... 6 2.3.11. Luxação Extrusiva ........................................................................................................ 6 2.3.12. Avulsão ........................................................................................................................... 6 2.4 Urgência De Origem Endodôntica .................................................................................... 6 2.5. Urgências De Origem Periodental .................................................................................. 7 2.5.1. Acesso Periodontal ......................................................................................................... 7 2.5.2. Doença Periodental Necrosante (Gun E Pun) ............................................................ 8 2.5.3. Pericoronarite/Abecesso Pericoronário Agudo ........................................................... 8 2.5.4 Mobilidade Grau Iv .......................................................................................................... 8 3. POUCO URGENTE ........................................................................................................... 9 3.1 Remoção De Suturas ................................................................................................................ 9 3.2. Ajuste Ou Reparo De Próteses Removíveis Que Estejam Causando Dor Ou Com A Função Mastigatória Comprometida ................................................................................9 4. NÃO URGENTE .............................................................................................................. 10 2 5.TRATAMNTOFARMACOLÓGICO ................................................................... 10 5.1. Fármacos .................................................................................................................. 10 5.2. Esquema De Administração .................................................................................. 10 6. REFERENCIAS ......................................................................................................... 12 3 1. EMERGÊNCIA ODONTOLÓGICA Primeiramente procura um serviço de saúde especializados em atendimentos odontológicos no qual o dentista irá realizar uma consulta rápida ao paciente, para ver o local da lesão e avaliar a situação, decidindo se é necessário realizar exames radiográficos, após será possível realizar: 1.1. EXTRAÇÕES DE DENTES: onde a área é anestesiada o dente é descolado do osso com um tipo de alavancada, e então extraído com um fórceps dentário. 1.2. CONTROLES DE SANGRAMENTO: para controlar o sangramento, colocar uma gaze sobre o vazio deixado pelo dente e trincar durante 45 minutos a 1 hora para estancar o sangramento. 1.3. REIMPLANTE DENTÁRIO: nessa fase, você poderá encontrar as seguintes intercorrências: • Soltura de parafuso de componente; • Fratura de parafusos; • Peri-implantite causando dor; • Abcesso gengival ou periodontal; • Queda ou fratura de prótese fixa; • Fratura de barra de prótese protocolo; • Queda de dentes de próteses do tipo protocolo. Por isso, é interessante sempre acompanhar e realizar consultas de manutenção após o final dos tratamentos. Dessa forma, é comum nos depararmos com afrouxamento de parafusos de alguns componentes. Após a finalização, os implantes vão estar sujeitos a urgências relacionadas às próteses. Muitas delas podem ser prevenidas no dia da sua instalação ou cimentação. Fazer a checagem da oclusão em intercuspidação e em lateralidade, checar guias, contatos e balanceamento é essencial para evitar fraturas, desgastes ou dentes soltos. Orientar os pacientes sobre a higiene das novas próteses é imprescindível. Apresente as ferramentas, gaste tempo na consulta final. 1.4. DRENAGEM DE INFECÇÃO: Os abscessos são graves porque a infecção pode se espalhar para outras partes do corpo. Contate seu dentista para agendar uma consulta. A maior parte dos abscessos gengivais tem uma significativa melhora após três procedimentos: • A área ser completamente limpa; • O pus que está preso conseguir ser expelido; • A infecção ser tratada com os antibióticos; 4 1.5 TRAUMAS FACIAIS O diagnóstico e tratamento de lesões faciais obtiveram grande progresso nas últimas décadas. Uma agressão localizada na face não envolve apenas tecido mole e ossos, mas também, por extensão, pode acometer o cérebro, olhos, seios e dentição. Quando o trauma ocorre por impacto de grande velocidade e energia cinética, lesões concomitantes, que podem ser maisletais do que o trauma facial por si só. O trauma facial é uma realidade presente no serviço de emergência de grande referência de trauma, e acomete todas as idades. As causas são diretamente relacionadas com idade e tipo do trauma. TRATAMENTO: As fraturas de face podem ser tratadas e, com os procedimentos corretos, é possível recuperar 100% o paciente. O tratamento pode ocorrer de diversas maneiras, dependendo do nível de gravidade da lesão. Os casos podem variar desde uma simples observação até que a fratura melhore ou até mesmo intervenção cirúrgica. Os traumas de face precisam ser tratados adequadamente para evitar complicações como infecção, dor crônica, visão dupla permanente, alteração da posição do olho, alteração da mordida, dificuldades na mastigação, entre outros. É por este motivo que o diagnóstico precoce e tratamento correto (podendo ser cirúrgico ou não) são fundamentais para evitar danos permanentes na face. Por isso reforçamos: após acidentes, fique atento aos sintomas, mesmo que não haja um ferimento aparente. 2. URGENCIAS ODONTOLÓGICAS É uma situação que deve ser resolvida imediatamente, que não pode ser adiada, mas que não tem risco de vida iminente, em casos de doenças que afetam a polpa dos dentes e que provocam uma dor aguda muito difícil de suportar, nesses casos um diagnostico rápido, feito por profissional competente, resolve a dor com a abertura do elemento dentário e extração da polpa. 2.1. CÁRIE A principal causa de cárie é a falta de higienização bucal adequada, pois nesses casos o excesso de bactérias presente na boca e o resto de alimentos não são devidamente removidos, o que favorece o desenvolvimento de placas e cáries. Além disso, o consumo exagerado de alimentos com açúcar, como bolos, doces ou biscoitos, são fatores que facilitam o desenvolvimento de bactérias nos dentes. 5 TRATAMENTO: A única forma de tratar uma cárie dentária é numa consulta com o dentista, não existindo um tratamento caseiro capaz de eliminá-la. Por vezes, basta apenas 1 sessão para eliminar a cárie, com uma restauração do dente, em que é feita a remoção da cárie e de todo o tecido infectado, seguida da aplicação de resina. 2.2. HEMORRAGIA: É comum a hemorragia após a remoção de um dente. Hemorragia bucal pode parecer pior do que realmente é porque uma pequena quantidade de sangue pode se misturar à saliva e dar a aparência de que há muito mais sangue. Em geral, a hemorragia pode ser interrompida por melo do pressionamento do local cirúrgico pela primeira hora, normalmente pedindo à pessoa que morda um pedaço de gaze. Algumas pessoas têm que repetir o processo por duas ou três vezes. É importante manter a gaze (ou bolsa de chá) pressionada no local por pelo menos uma hora. A maioria dos problemas ocorrem porque a pessoa remove com frequência remove a gaze para ver se a hemorragia já parou. Se a hemorragia continuar por mais de algumas horas, o dentista deve ser notificado. O dentista pode precisar limpar a área da hemorragia e fechar cirurgicamente com pontos (suturas). As pessoas que regularmente tomam anticoagulante (um medicamento que evita a coagulação) como a varfarina ou a aspirina (mesmo que só tomem uma aspirina em alguns dias) devem mencionar isso ao dentista uma semana antes da cirurgia porque esses medicamentos aumentam a tendência à hemorragia. O médico da pessoa pode ajustar a dosagem do medicamento ou interrompê-lo temporariamente alguns dias antes da cirurgia após consulta ao dentista. 2.3. TRAUMATISMO DENTOALVEOLAR: O traumatismo dentoalveolar envolve algumas estruturas básicas: porção alveolar, tecidos de suporte periodontal, estruturas moles, estruturas ósseas da face e dentes. Os altos índices de acidentes automobilísticos, prática de esportes radicais, violência urbana com arma de fogo, quedas, lutas livres, entre outros tem favorecido muito as ocorrências desse tipo de trauma em urgências odontológicas. Na grande maioria das vezes os acidentes envolvem, principalmente, crianças e adolescentes, sendo considerado um problema de saúde pública Lesões traumáticas dos tecidos dentários e de sustentação: 2.3.1. TRINCA DE ESMALTE: que não causa a perda de estrutura dental. 2.3.2. FRATURA DE ESMALTE: é a perda de estrutura dentária restrita ao esmalte. 2.3.3. FRATURA DE ESMALTE E DENTINA: Perda de estrutura dentária restrita ao esmalte e à dentina, sem exposição pulpar. 2.3.4. FRATURA DE ESMALTE E DENTINA COM EXPOSIÇÃO PULPAR: Perda de 6 estrutura dentária restrita ao esmalte e à dentina, com exposição pulpar. 2.3.5. FRATURA CORONORRADICULAR: Solução de continuidade que envolve esmalte, dentina e cemento, sem envolvimento pulpar. 2.3.6. FRATURA DE RAIZ: Solução de continuidade que envolve esmalte, dentina, cemento e polpa. 2.3.7. CONCUSSÃO: Traumatismo de pequena intensidade sobre os tecidos de sustentação, porém sem ruptura de fibras. Não há deslocamento e mobilidade do dente. 2.3.8. SUB LUXAÇÃO: Traumatismo de baixa a moderada intensidade nos tecidos de sustentação no qual o dente possui mobilidade mas não está deslocado do alvéolo. Sangramento no sulco gengival pode estar presente. 2.3.9. LUXAÇÃO LATERAL: Traumatismo de maior intensidade que leva a deslocamento dentário nos sentidos palatino, vestibular, mesial ou distal. 2.3.10. LUXAÇÃO INTRUSIVA: Deslocamento do dente para o interior do alvéolo. 2.3.11. LUXAÇÃO EXTRUSIVA: Deslocamento parcial do dente para fora do alvéolo. 2.3.12. AVULSÃO: Deslocamento total do dente para fora do alvéolo. TRATAMENTO: A maior parte das fraturas dentoalveolares estão restritas cirurgião dentista, mas em casos de avulsão é recomendado ao paciente que coloque o dente avulcionado dentro do leite, saliva ou soro fisiológico. O reposicionamento do dente desse ser feito até 3 horas depois do acidente. O cirurgião dentista deve realizar a anamnese, pois é importante realizar-la, tendo em visto que por ela, irá ser definido o diagnóstico e o melhor tratamento e para garantir um atendimento seguro. Logo apo deve ser feitos exames radiográficos necessários e exames clínicos. 2.4. URGÊNCIA DE ORIGEM ENDODÔNTICA A dor endodôntica é aquela que se origina na polpa dentária, em decorrência de cárie ou de trauma dental, que pode acometer os tecidos periodontais apicais. É fundamental ter em mente que, dependendo do tipo de tratamento a ser executado, será 7 possível conservar as propriedades pulpares mantendo a vitalidade pulpar e, inclusive, preservar o elemento dental na arcada com a realização do tratamento endodôntico. As situações de dor endodôntica são acompanhadas por alterações que podem ser classificadas como pulpares ou periapicais. O diagnóstico e o tratamento dos eventos agudos relacionados a essas alterações são uma das rotinas mais frequentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A causa mais comum de alterações pulpares e periapicais é a presença de bactérias em decorrência de lesões de cárie. A magnitude da lesão pulpar está diretamente relacionada com a extensão e com a profundidade da lesão de cárie, sendo que a polpa poderá responder com um leve depósito de dentina ou até mesmo com alterações inflamatórias e degenerativas Nos casos de pulpite sintomática, uma lesão de cárie não diagnosticada ou não tratada em sua fase inicial, invariavelmente, atingirá a polpa e desencadeará uma resposta inflamatória mais severa, porém de forma limitada à região da polpa próxima ao agente agressor, não acometendo o tecido pulpar mais distante. A pulpite assintomática é caracterizada pela presença de uma inflamação crônica no tecido pulpar associada à presença de uma câmara pulpar aberta, o que gera uma via de drenagem e, portanto, resulta na ausência de sintomas. Sua etiologia é semelhante à da pulpite sintomática, no entanto os estímulos são menosintensos, o que permite uma resposta pulpar. Normalmente a polpa se apresentará ulcerada ou com pólipo pulpar, num processo inflamatório de caráter irrecuperável e com contaminação bacteriana. TRATAMENTO: Durante o exame clínico, o cirurgião-dentista observará, no dente apontado pelo usuário, a presença de restaurações com falhas ou cáries extensas que já alcançam a polpa dentária. Nestes casos, já há um comprometimento pulpar por inflamação e infecção que deverá ser avaliado. Na pulpite assintomática, clinicamente, o dente poderá apresentar duas condições: uma polpa ulcerada ou um pólipo pulpar. Durante o exame clínico, quando a condição for de polpa ulcerada, o cirurgião-dentista encontrará um dente com exposição pulpar, porém a polpa estará contida no interior da cavidade pulpar e apresentará um aspecto de tecido ulcerado, sangrando, com drenagem e presença de restos de alimentos, além de grande contaminação. 2.5. URGÊNCIAS DE ORIGEM PERIODENTAL 2.5.1. ACESSO PERIODONTAL Decorre de evolução de uma bolsa periodental, lesão ou complicação fratura ou fissura radicular; se há drenagem espotânea a sintomatologia é insignificante, caso contrário, o paciente pode relatar dor pulsátil e localizada. Testes de vitalidade pulpar são positivos quando as situações não envolvem lesão endopério. 8 TRATAMENTO: Introdução de uma sonda milimetrada/ exploradora na bolsa periodental e realização de movimentos pendulares para permitir a drenagem do pus; se houver zona de flutuação, está indicada drenagem cirúrgica por meio de incisão da mucosa com prescrição antimicrobiano com 1 hora de antecedência; prescrição de antimicrobianos específica para infecção periodontais e analgésicos. 2.5.2 DOENÇA PERIODENTAL NECROSANTE (GUN E PUN) A anamnese revela fortes dores irradiadas, linfadenopatia satélite, gengiva avermelhada recoberta por uma camada cinzenta, destruição das papilas com aspecto crateriforme. TRATAMENTO: Limpeza das lesões com clorexidina ( solução a 0,12%), complementada por uma prescrição antimicrobiana de amplo aspecto, analgésicos e bochechos clorexidina a 0,12%. 2.5.3.PERICORONARITE/ABECESSO PERICORONÁRIO AGUDO Em fase indica ( aguda congestiva), observar-se mucosa erimatosa, edema ciada, recobrindo parcialmente a coroa; na fase aguda supurada da infecção observa-se dor forte, otalgias, disfagia e turismo; pode haver febre; na fase crônica, podem ocorrer linfadenopatia indolor e supuração. TRATAMENTO: Na primeira fase, consiste em analgesia e bochechos antissépticos (clorexidina a 0,12); na segunda e terceira fase: antibiótico de largo espectro, analgésicos, miorrelaxantes (quando necessário em função do bruxismo) e, igualmente, bochechos com solução de clorexidina a 0,12%. Contra-referência ao serviços das unidades básicas para acompanhamento e para que estas encaminhem ao serviço especializado. 2.5.4 MOBILIDADE GRAU IV São os casos de dentes com comprimentos periodental avançado, com deslocamento vertical e função alterada. Muitas vezes, apresenta componente estético importante para o paciente. TRATAMENTO: Existem diversas manobras de urgência, desde contenção com material disponível no consultório, até exodontia do elemento e confecção de uma prótese adesiva com o mesmo. O profissional deve adotar a medida observando os recursos disponíveis; resguarda-se, assim, o paciente quanto a uma perda espontânea do elemento dentário. *Contra-referência ao serviço das unidades básicas para acompanhamento ou para que estas encaminhem ao serviço especializado, se necessário. 9 3. POUCO URGENTE 3.1 REMOÇÃO DE SUTURAS: O ideal é que os pontos sejam removidos em um período de 5 a 7 dias após a exodontia, mas isso deve ser esclarecido pelo profissional durante o ato cirúrgico. 3.2. AJUSTE OU REPARO DE PRÓTESES REMOVÍVEIS QUE ESTEJAM CAUSANDO DOR OU COM A FUNÇÃO MASTIGATÓRIA COMPROMETIDA: A Necessidade de um ajuste oclusal ou correção de uma borda em superextensão provocam dor intensa e lesões, as quais os pacientes não suportam e acabam por não utilizar o aparelho protético. Os ajustes e as instruções de utilização das próteses cabem somente ao cirurgião dentista realizar e essa consulta é de extrema importância. A consulta para instalação das próteses não representa o término do tratamento, essa deve ser uma questão bem definida para o profissional e principalmente para o paciente, cujo comparecimento nas consultas subsequentes é indispensável, indagar a ele a importância deste momento faz com que seu comprometimento à fase final aumente. Quando o paciente está ciente 12 do que pode ocorrer nas primeiras semanas após a entrega das próteses ele assume um perfil cooperador junto ao dentista. O protocolo estabelecido para os acompanhamentos e reajustes prevê retornos 24, 48 e 72 horas após a instalação das próteses e à medida que o processo de adaptação evolui os retornos são espaçados, sendo eles 7 e 14 dias após a entrega das estruturas, entretanto, caso haja necessidade consultas entre os períodos relatados anteriormente podem e devem ser realizadas. Os principais transtornos quando dos primeiros retornos são as dores e as dificuldades relacionadas à execução das funções. As intervenções nas próteses a fim de solucionar os incômodos por elas causados somente são feitas após uma criteriosa avaliação em que os aspectos clínicos e as queixas do paciente servem de instrumentos para um correto diagnóstico. 10 4. NÃO URGENTE Em condições não urgentes ou indicadas para tratamento de rotina, o paciente é encaminhado para a UBS responsável. Algumas Em casos de: -Dor leve ou moderada, deve-se usar gelo (gelo macerado) em recipiente apropriado que deve ser mantido no local por 20 minutos, com intervalos de 20 minutos de repouso, durante as primeiras 24 horas e também são aliviadas com analgésicos. -Trauma dental que é muito frequente na urgência odontológica. Geralmente esses casos acontecem mais com crianças e adolescentes, e em muitos casos são traumas leves que podem aguardar atendimento ou serem encaminhados para outros serviços de saúde. É indicado para o paciente pegar o pedaço de dente quebrado colocar em um recipiente com água ou soro fisiológico, para manter o dente hidratado, leve até o profissional responsável para que seja feito atendimento, quando o paciente receber o atendimento deve ser feito exame de extraoral, intraoral e o exame radiográfico para que seja feita uma possível colagem dos fragmentos do dente. 5. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 5.1. FARMACOS •Amoxicilina 500 mg + Clavulanato de Potássio 125 mg (nº DCB –00736 / 00137); •Amoxicilina 500 mg (nº DCB –00734 / 00736); •Cloridrato de Clindamicina 300 mg (nº DCB 02230)•Cefalexina 500 mg (n° DCB 01829); •Metronidazol 400 mg (nº DCB 05902); •Paracetamol 500 mg (nº DCB 06827); •Ibuprofeno 600mg (nº DCB 04766) •Dipirona Sódica –solução oral 500mg/ml - (nº DCB 03121); •Clindamicina (fosfato) 600 mg -solução injetável 150 mg/ml ampola 4 ml –(n° DCB-02229); •Dipirona –solução injetável 500 mg/ml ampola 2 ml –(nº DCB –03121); •Ceftriaxona (sódica) –pó para solução injetável 1g frasco ampola (n° DCB -01909); •Comissão Permanente de Protocolos de Atenção à Saúde da SES-DF -CPPASPágina 10•Dexametasona –solução injetável 4 mg/ml 2,5 ml frasco-ampola (n° DCB –02817); •Tramadol (cloridrato) -solução injetável 50 mg/ml ampola2 ml (n°DCB –08807); •Metronidazol –solução injetável 5mg/ml –bolsa ou frasco 100ml –sistema fechado de infusão (n° DCB 05902). 5.2. ESQUEMA DE ADMINISTRAÇÃO •Amoxicilina 500 mg + Clavulanato de Potássio 125 mg –comprimidos, pó para suspensão oral 250 mg + 62 mg/5ml ministrado de 08/08 h durante 07 dias; 11 •Amoxicilina 500 mg –cápsulas ou comprimidos, pó para suspensão oral 250 mg/5ml, frasco 150 ml -ministrado d 08/08hdurante 07 dias; •Cloridrato de Clindamicina 300 mg –cápsulas -ministrado de 08/08 h durante 07 dias; •Cefalexina 500 mg –drágea ou comprimidos, pó para suspensão oral 250 mg/5ml - ministrado de 06/06h durante 07 dias; •Metronidazol 400 mg –comprimidos -ministrado de 08/08h durante 07 dias; •Paracetamol 500 mg –comprimidos, solução oral 200mg/ml -ministrado de 06/06h enquanto o sintoma persistir; •Ibuprofeno 600 mg –comprimidos, solução oral 50 mg/ml -ministrado de 06/06h enquanto o sintoma persistir; •Dipirona Sódica –solução oral 500mg/ml -ministrado de 06/06h enquanto o sintoma persistir; •Clindamicina (fosfato) 600 mg -solução injetável 150 mg/ml ampola 4 ml –ministrado de 08/08h, via endovenosa (EV); •Dipirona –solução injetável 500 mg/ml ampola 2 ml –ministrado de 06/06h ou SOS, via EV; •Ceftriaxona (sódica) –pó para solução injetável 1g frasco ampola –ministrado de 12/12h, via EV; •Dexametasona –solução injetável 4 mg/ml -2,5 ml frasco-ampola –ministrado via EV, dose única; •Tramadol(cloridrato) -solução injetável 50 mg/ml -ampola 2 ml –ministrado 1 ampola de 12/12h, via EV; •Metronidazol –solução injetável 5mg/ml –bolsa ou frasco 100ml –ministrado de 08/08h, via EV. 12 6. REFERENCIAS JETRO, V, MORAIS, H.H.A, DIAS, T.G.S, BARBALHO, J.C.M, LUCENA, E.E.S. Traumatismo dentoalveolar: nível de conhecimento e conduta de urgência dos bombeiros do município de Caicó-RN. Rev Cir Traumatol Buco-Maxilo-Fac, Camaragibe. Rio Grande do Norte. v.13, n.2, p. 101-108, 2013. OLIVEIRA, F.A.M, OLIVEIRA, M.G, ORSO, V.A, OLIVEIRA, V.R. Traumatismo dentoalveolar: revisão de literatura. Rev de Cir e Traumatol Buco- Maxilo-Facial. Rio Grande do sul. v.4, n.1, p. 15- 21, 2004. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação de Saúde Bucal. Projeto SB Brasil 2003: Condições de saúde bucal da população brasileira 2002-2003. Brasília, DF, 2004. Disponível em: < http://www.apcd.org.br/anexos/projetos_sociais/projeto_sb.pdf >. Acesso em: 15 mar. 2012. ESTRELA, C. Diagnóstico das alterações da polpa dentária. In: ___. Ciência Endodôntica. Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2004. KUGA M. C.; DUARTE, M. A. H. Terapêutica medicamentosa em Endodontia. In: SÓ, M. V. R. (Org.). Endodontia: as interfaces no contexto da odontologia. São Paulo: Santos, 2007.