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Bactérias cocos Gram+: gênero Staphylococcus aureus 
- É um dos mais patogênicos e mais encontrados, mas não é primário, é oportunista 
(precisam ter uma quebra de barreira) e faz parte da flora normal de pele e mucosas 
de animais e do homem. 
COLÔNIAS: amarelo-dourado (tipicamente a cor). 
Prova da Coagulase Positiva; 
- Humanos: Infecções Hospitalares/intoxicações alimentares 
(enterotoxinas estafilocócicas – EE), presente na pele e 
mucosa. A vaca pode eliminá-la pelo leite, o humano ingere e 
então causa intoxicação. 
- Animais: infecções de pele, mastite, lesões purulentas e 
abscessos até infecções invasivas mais severas, podendo 
levar até a morte do animal. 
Mastite por Staphylococcus aureus na pecuária leiteira e em saúde pública, pode 
ter a presença da toxina nos produtos e causar as intoxicações alimentares, 
por isso importância na pecuária leiteira e saúde pública. >Intoxicações: alimentos 
que não atingem a temp. adequada de cocção (acima de 60ºC), podem causar 
intoxicação ao ingerir a toxina, se não houver devidos cuidados na produção. 
 
➢ Fatores de virulência do Staphylococcus aureus 
 3 grupos dividem-se os fatores de virulência (componentes que facilitam a bactéria 
de sobreviver e multiplicar-se): 
1) Componentes de superfície bacteriana (sobre a superfície): cápsula e proteínas 
de ligação ou adesão. 
2) Enzimas 
3) Toxinas 
 
→Cápsula de polissacarídeos: uma capa recobrindo a bactéria, formada por 
carboidratos, capaz de realizar a proteção, dificultando a fagocitose, através da 
fuga dos leucócitos e facilita a adesão/ligamento aos tecidos do hospedeiro ou ao 
material sintético (cateter, superfícies). É o primeiro fator de virulência presente na 
camada da bactéria. 
- Proteínas de ligação – fatores de virulência: A adesão das bactérias nas células 
hospedeiras é um importante fator de virulência, essencial para o 
estabelecimento da doença uma vez que posiciona o patógeno no tecido alvo 
apropriado, ou seja, ao lesionar a pele do animal, a bactéria estava na pele, e 
então entra no tecido, liga-se a ele e começa a se multiplicar. 
- Proteínas: 
Proteína A (Sp A): proteína associada a parede 
celular. Ela se liga a região Fc do Anticorpo (IgG – 
imunoglobulina) = impede a opsonização e a ativação 
do sistema complemento (cascata), ou seja, não deixa 
que o patógeno seja destruído e nem deixa que seja 
ativado o sistema complemento. 
Fator de clumping (clfA;clfB): (proteína de superfície) liga-se 
ao fibrinogênio (sendo um receptor para ele) e induz/realiza 
a agregação plaquetária, é um fator de agrupamento e 
adesão, pois forma um tampão ao redor dele, o coágulo, 
conseguindo fugir do sistema imune, impedindo às células de 
chegarem ao Staphylococcus aureus, para combatê-lo. 
 
Proteínas de ligação: proteína de ligação ao colágeno, 
proteína de ligação à elastina, proteína de ligação 
 
→Enzimas: 
- β LACTAMASES: - Inativa os antibióticos betalactâmicos (Ex: penicilinas e 
cefalosporinas) → abertura do anel β-lactâmico. Ela irá desestruturar a molécula. 
Coagulase: Converte o fibrinogênio em fibrina (sem necessidade de Ca+2 e dos 
fatores V, VI e VII da coagulação), faz a deposição de fibrina em torno do 
microrganismo, o que dificulta a fagocitose 
- Fibrolisina: Dissolve o coágulo, facilitando a disseminação pelo organismo. 
- HIALURONIDASE: enzima que despolariza/desestrutura o ácido hialurônico, que é 
constituinte da matriz extracelular do tecido conjuntivo, então ela penetra pelo tecido 
conjuntivo e facilita a disseminação dela pelo organismo. 
- CATALASE: Converte o peróxido de hidrogênio (H2O2) -> água (H2O2) + oxigênio 
(O2). O H2O2 é produzido pelos leucócitos → lise bacteriana. O peróxido de H causa 
lise na bactéria, mas se usar repetidamente, acaba lesando o tecido. 
Peróxido de H causa lesão em DNA/RNA, desnaturação de proteínas, inibição do 
metabolismo e ruptura de membrana celular 
- LIPASES: enzimas que degradam lipídios do organismo, facilitando a disseminação. 
- NUCLEASES: hidrolisa ácido nucleico, conseguindo destruir o material genético da 
célula. 
 
→Toxinas: 
- Toxinas Citolíticas (hemolisinas): Agem sobre a membrana celular, causando alterações 
na estrutura e função (ação sobre vários tipos celulares). São capazes de causar 
hemólise (ruptura dos eritrócitos (hemácias)). O ferro é um elemento limitante para o 
crescimento das bactérias 
A) Alfa hemolisina (α-toxina): possui ação citotóxica (formam poros sobre 
membrana), alterando permeabilidade seletiva → eritrócitos, células epiteliais e 
endoteliais, linfócitos T, monócitos e macrófagos. Efeitos: hemolíticos, 
dermonecróticos e neurotóxicos; - hemólise parcial até componentes 
intermediários (biliverdina). 
B) Beta hemolisina (β-toxina): Degrada a esfingomielina (LIPIDIOS da membrana 
celular) → eritrócitos, leucócitos, neurônios e outros tipos de células. Promove 
lise total - Toxina quente-frio → a 37°C interage com as células vermelhas do 
sangue de ovelha, mas não as lisam → a 4°C, as células são lisadas.

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