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1 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 Ramo da biologia que estuda o sistema 
imune. 
Sistema imune: defende o organismo de 
agressores (vírus, bactérias, fungos, 
protozoários, príons, helmintos, artrópodos, 
grãos de pólen, células tumorais...). 
Composto por: 
 
Moléculas: anticorpos, receptores de 
antígenos (Ags), citocinas, sistema 
complemento. 
Células: neutrófilos, macrófagos, células 
dendríticas, eosinófilos, basófilos, 
mastócitos, linfócitos e NK. 
Tecidos: medula óssea, timo, baço, 
linfonodos, e tecido Linfoide Associado a 
Mucosas (MALT – Mucosa Associated 
Lymphoid Tissue). 
Tipos de resposta imune: 
Inata - inespecífica. 
Adaptativa - específica. 
Tipos de imunidade: 
Ativa: adquirida devido ao contato com o 
antígeno após infecção ou vacinação. 
Passiva: adquirida devido à transferência de 
células ou anticorpos de um indivíduo 
imunizado - colostro ou soroterapia. 
Tríade imunológica: 
 Especificidade; 
 Memória; 
 Tolerância. 
Imunologia e Biotecnologia: 
 Diagnóstico; 
 Tratamento; 
 Prevenção de doenças; 
 
 
 
 Os antígenos (Ag) são as moléculas 
reconhecidas pela resposta imune. 
 Epítopos são sítios nos antígenos aos 
quais os receptores de antígenos se 
ligam. 
Epítopos 
São partes específicas de um antígeno que 
são reconhecidas pelo sistema imunológico, 
especialmente pelos anticorpos. 
Contínuo ou Linear: 
 Formado por uma sequência 
contínua/linear de aminoácidos na 
estrutura primária da proteína. 
 Os anticorpos reconhecem esses 
epítopos independentemente da 
estrutura tridimensional da proteína 
(mesmo sofrendo desnaturação a 
estrutura primária fica). 
 Podem ser reconhecidos por anticorpos, 
linfócitos T e B. 
Características principais: 
 Mantém sua estrutura mesmo após 
desnaturação da proteína. 
 Normalmente processado antes do 
reconhecimento pelo sistema imune. 
Descontínuo ou Conformacional: 
 Formado por aminoácidos que não estão 
em sequência linear na estrutura 
primária, mas que ficam próximos na 
estrutura tridimensional da proteína. 
 Os anticorpos reconhecem esses 
epítopos com base na conformação 
tridimensional específica da proteína. 
 Se a proteína for desnaturada, o epítopo 
conformacional pode perder sua 
estrutura e deixar de ser reconhecido. 
 
 
 
2 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 Apenas anticorpos e linfócitos B 
reconhecem esse tipo de epítopo, pois 
precisam da conformação intacta da 
proteína. 
Características principais: 
 Depende da estrutura tridimensional da 
proteína. 
 Pode perder sua função se a proteína for 
desnaturada ou modificada. 
Composição química: 
 Conjugados proteicos 
 Proteínas 
 Lipídeos 
 Glicolipídeos 
 Polissacarídeos 
Composição física: 
 Rigidez - estabilidade 
 Conformação espacial 
 Estruturas primária, secundária, terciária 
e quaternária das proteínas; 
Variações de antígenos: 
 Haptenos: Ags reconhecidos pelo 
sistema imune, mas não geram resposta 
imune. 
 Imunógenos: reconhecidos pelo sistema 
imune e geram resposta. 
Imunogenicidade: é a capacidade de uma 
substância, como um antígeno, de induzir 
uma resposta imunológica no organismo. 
Fatores de imunogenicidade: 
 Relação filogenética: quanto maior a 
distãncia filogenética, maior a 
imunogenicidade do Ag. 
 Massa molecular: maior massa 
molecular → geralmente mais 
imunogênicos. 
 
 
 Sua complexidade molecular: diversidade 
de aa na molécula, especialmente 
aromáticos (Phe, Tyr e Trp) → aumentam 
imunogenicidade. 
 Acessibilidade do epítopo: alguns perdem 
sua imunogenicidade quando 
inacessíveis. 
 Invasão de patógenos que vencem 
imunidade inata → inflamação → eliminar 
ou controlar diferentes tipos de agentes 
infecciosos. 
 A invasão do organismo por agentes 
patogênicos nem sempre causa doença, 
isso depende de fatores como: 
Via de entrada preferencial: 
 Mucosas; 
 Pele; 
 Parenteral (injeções, picadas de 
insetos…) 
Fatores de patogenicidade e virulência: 
 Exotoxinas; 
 Adesinas; 
 Cápsula; 
 Proteases; 
 LPS. 
Número de agentes invasores: 
 Geralmente existe uma relação 
diretamente proporcional entre o número 
de patógenos e doença 
 A virulência de um patógeno é expressa: 
DL50 – Dose letal para 50% dos hospedeiros 
DI50 – Dose infecciosa para 50% dos 
hospedeiros 
 Leptospira interrogans sorovar kito (3 
células) 
 Vibrio cholerae (10 *8 células) 
 
 
 
 
 
 
3 Resumo Prova I - Imunobiologia 
Hospedeiro: 
 Sistema imune (imunodeficiências); 
 Mudanças hormonais (puberdade e 
menopausa); 
 Tratamento (corticóides, antibióticos de 
amplo espectro); 
 Patógenos oportunistas; 
 Desnutrição - causa mais comum de 
imunodeficiência. 
 Primeira linha de defesa contra 
agressores, inespecífica. 
 Resposta rápida; 
 Sem memória; 
 Não requer exposição prévia; 
 Células B (anticorpos); 
 Células T (citocinas); 
 Biotecnologia – expressão de proteínas 
recombinantes (lise celular), antibióticos, 
probióticos (microbiota comensal), 
adjuvantes. 
Barreiras: 
Mecânica: 
 Células epiteliais unidas pelas junções 
ocludentes (pele, intestino, pulmões, 
olhos/nariz). 
 Fluxo longitudinal de ar e fluidos (pele e 
intestino). 
 Movimento do muco pelos cílios 
(pulmões). 
 Lágrimas e cílios nasais (olhos/nariz). 
Química: 
 Ácidos graxos (pele). 
 Baixo pH e enzimas – pepsina (intestino). 
 Peptídeos antibacterianos (pele, 
intestino e pulmões). 
 Enzimas salivares – lisozima 
(olhos/nariz). 
 
 
Microbiológica: 
 Microbiota normal (pele e intestino). 
 
Mycoplasma hyopneumoniae: 
 Adere ao epitélio respiratório, causando a 
destruição de células ciliadas. 
 Estimula a produção de muco de 
excessivamente, levando ao acúmulo e 
dificultando a eliminação de partículas. 
 A integridade da mucosa é 
comprometida, ficando mais suscetível a 
infecções secundárias. 
 Células caliciformes: produzem e 
secretam muco 
 Muco: contém moléculas 
antimicrobianas (lisozima, defensinas) e 
captura partículas e patógenos; 
 É composto principalmente por mucinas, 
glicoproteínas viscosas que formam 
uma camada protetora sobre as células 
epiteliais. 
 Atua na imunidade inata ao: 
 Impedir a adesão de patógenos ao 
epitélio. 
 Facilitar a eliminação mecânica de 
partículas (junto com células ciliadas) 
Células ciliadas: seus cílios móveis 
promovem a limpeza mucociliar, 
transportando o muco (e os patógenos 
presos nele) em direção à faringe, onde é 
eliminado. 
 
 
 
4 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 Moléculas antimicrobianas que são produzidas por células epiteliais e fagócitos. 
 Lactoferrina atua mais como um elemento de defesa contra infecções e no controle da 
inflamação, sendo crucial na imunidade inata. 
 Transferrina é mais especializada no transporte de ferro, mas também contribui indiretamente 
para a imunidade ao reduzir a disponibilidade de ferro para microrganismos.
 
 
Aspecto Lactoferrina Transferrina 
Localização Secreções mucosas e neutrófilos Plasma sanguíneo 
Principal função 
Sequestro de ferro em ambientes 
extracelulares (imunidade inata) 
Transporte de ferro entre 
tecidos 
Afinidade pelo 
ferro 
Maior em pH ácido (ex.: infecções, 
inflamações) 
Maior em pH neutro (ex.: 
sangue) 
Ação 
antimicrobiana 
Sim (bacteriostática e bactericida) 
Limitada (principalmente 
bacteriostática) 
Aspecto Lisozima Fosfolipase A Pepsina Defensinas 
Localização 
Saliva, lágrimas, muco, 
leite humano, grânulos 
de neutrófilos. 
Secretada por várias 
células; presente em 
fluido pancreático e 
lágrimas. 
Estômago 
(produzida por 
células principais da 
mucosa gástrica). 
Pele, mucosas 
(respiratória, intestinal 
e urogenital), 
neutrófilos. 
Natureza 
química 
Enzima (hidrolase). Enzima (lipase). Enzima proteolítica. 
Peptídeos catiônicos 
antimicrobianos. 
Principal 
função 
Romper ligações da 
parede celular 
bacteriana(bactérias 
Gram-positivas). 
Hidrolisar fosfolipídeos 
em membranas 
celulares. 
Digestionar 
proteínas 
alimentares no pH 
ácido do estômago. 
Disruptar membranas 
de patógenos, 
causando lise celular. 
Mecanismo 
de ação 
Quebra as ligações β-
1,4 entre N-
acetilglicosamina 
(NAG) e ácido N-
acetilmurâmico (NAM) 
no peptidoglicano. 
Hidrolisa ácidos graxos 
e lisofosfolipídeos que 
podem ser tóxicos para 
patógenos. 
Cliva ligações 
peptídicas em 
proteínas. 
Interagem com 
membranas de 
patógenos por meio de 
cargas elétricas, 
formando poros. 
Função na 
imunidade 
inata 
Bactericida direto, 
atuando como uma 
defesa química de 
barreiras externas. 
Ação antimicrobiana 
indireta e reguladora de 
inflamação. 
Não diretamente 
relacionada à 
imunidade inata; 
foca na digestão. 
Atuação como 
antimicrobianos de 
amplo espectro contra 
bactérias, vírus e 
fungos. 
Alvo principal 
Bactérias, 
especialmente Gram-
positivas. 
Patógenos com 
membranas 
fosfolipídicas. 
Proteínas 
alimentares (não 
especifica para 
patógenos). 
Bactérias Gram-
positivas, Gram-
negativas, fungos e 
alguns vírus. 
 
5 Resumo Prova I - Imunobiologia 
Human β1-defensin: forma um poro na 
membrana por meio da formação de um 
campo eletrostático (mecanismo de ação). 
Sua carga mais positiva interage com a parte 
negativa das membranas. 
Probióticos: estímulos na resposta imune e 
microbiota das larvas (teste). 
 Avalia a estimulação de peptídeos 
antimicrobianos nas larvas. 
 Forma recombinante de expressão 
desses peptídeos. 
 E.coli (produz o peptídeo ou proteína de 
interesse). 
Importância da microbiota comensal: 
 Modulação da microbiota intestinal: 
reduzem a colonização de patógenos por 
competição por nutrientes e locais de 
adesão. 
 Estimulação da imunidade local: induzem 
a produção de IgA e a ativação de 
macrófagos e células dendríticas. 
 Regulação da inflamação: alguns 
probióticos reduzem a produção de 
citocinas pró-inflamatórias, evitando 
danos excessivos aos tecidos. 
 Produção de proteínas antimicrobianas: 
algumas cepas probióticas são 
modificadas para produzir bacteriocinas. 
 Vacinas vivas: cepas probióticas podem 
ser projetadas para expressar 
antígenos de patógenos. 
Célula dendrítica: interface entre imunidade 
inata x adaptativa. 
 Processam antígenos de patógenos 
através de receptores de reconhecimento 
de padrão (PRRs), migram para os 
linfonodos e apresentam esses antígenos 
às células T através das moléculas MHC. 
 
 
 
Adjuvantes: substâncias que melhoram a 
resposta imunológica. 
 Exemplo: o MPLA é uma forma 
detoxificada do LPS que ainda pode ativar 
o TLR4, mas com menor toxicidade. Isso 
o torna um adjuvante eficaz em vacinas, 
pois pode estimular uma resposta 
imunológica robusta sem causar 
inflamação excessiva. 
 
Toll-like receptor 4 (TRL4) 
 É um receptor transmembranar que atua 
na resposta imunológica inata. 
Funções do TLR4 
Reconhecimento de Patógenos: 
 Especializado em reconhecer 
lipopolissacarídeos (LPS) – presente na 
PC de Gram-negativa, pode reconhecer 
outros padrões moleculares associados a 
patógenos (PAMPs) e padrões 
moleculares associados a danos 
(DAMPs) provenientes de células 
danificadas ou necrosadas. 
Ativação da resposta imunológica: 
 TLR4 detecta LPS ou outros ligantes e se 
associa à proteína acessória MD-2 
formando um complexo que ativa uma 
cascata de sinalização intracelular. 
 Isso leva à ativação de fatores de 
transcrição, como NF-κB e AP-1, que 
promovem a produção de citocinas pró-
inflamatórias. 
Resposta Inflamatória: 
 A ativação do TLR4 resulta na produção 
de citocinas e outros mediadores 
inflamatórios que ajudam a iniciar e 
amplificar a resposta imunológica contra 
o patógeno invasor. 
 
6 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 
 
Interação NK x Macrófago: 
 Quando os macrófagos detectam 
patógenos ou células infectadas, eles 
produzem citocinas como IL-12 e IL-15, 
que são cruciais para a ativação das 
células NK. 
 Em resposta, as células NK produzem 
citocinas como IFN-γ, que ativam ainda 
mais os macrófagos e aumentam sua 
capacidade de matar patógenos 
ingeridos. 
 Ciclo de feedback positivo que amplifica a 
resposta imune: as células NK ativadas 
pela sinalização de citocinas dos 
macrófagos podem aumentar a produção 
de IFN-γ, que por sua vez aumenta a 
capacidade microbicida dos macrófagos. 
Inflamação: 
 Estimula resposta imune. 
 Em casos de lesão ou infecção, células 
como macrófagos, células dendríticas e 
mastócitos detectam (PAMPs) ou 
(DAMPs) através de receptores de 
reconhecimento de padrão (PRRs). 
 
 Liberação de mediadores inflamatórios: 
(medidores químicos, como histamina, 
prostaglandinas e citocinas), que 
promovem a vasodilatação e aumentam a 
permeabilidade vascular são liberados, o 
que permite que mais leucócitos e 
proteínas plasmáticas alcancem o local 
da lesão. 
 Citocinas e quimiocinas, como a CXCL8 
ou IL-8, atraem neutrófilos e outros 
leucócitos para o local da inflamação, os 
quais fagocitam patógenos e células 
danificadas, ajudando a eliminar a causa 
da inflamação. 
 Após a eliminação do estímulo nocivo, a 
inflamação diminui e o tecido começa a 
se reparar. Macrófagos removem restos 
celulares e promovem a cicatrização. 
Inflamação na resposta imune: 
 Ajuda a eliminar patógenos e células 
danificadas. 
 Atrai leucócitos para o local da infecção 
ou lesão. 
 A apresentação de antígenos por células 
dendríticas durante a inflamação ativa a 
imunidade adaptativa. 
Intercellular Adhesion Molecule 1 ou ICAM-1: 
é uma molécula de adesão celular - adesão 
de leucócitos (como linfócitos T, neutrófilos e 
monócitos) às células endoteliais durante o 
processo inflamatório. 
 Liga-se a integrinas em leucócitos, 
promovendo a transmigração dessas 
células através do endotélio. 
Diapedese ou transmigração: é o processo 
pelo qual os leucócitos saem da corrente 
sanguínea e entram nos tecidos para 
combater infecções ou responder a lesões. 
 Transmigração paracelular: os leucócitos 
passam entre as células endoteliais. 
 Transmigração transcelular: os leucócitos 
passam diretamente através das células 
endoteliais. 
 
 
7 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 
 
 Os macrófagos ativados secretam: 
Citocinas: 
IL-1β: 
 Ativa o endotélio vascular. 
 Ativa linfócitos. 
 Destruição local de tecido. 
 Aumenta o acesso de células efetoras. 
 Efeitos locais: ativa o endotélio vascular, 
ativa linfócitos, destruição local de 
tecido, aumenta o acesso de células 
efetoras. 
 Sistêmicos: febre, produção de IL-6. 
TNF-α: 
 Ativa o endotélio vascular e aumenta a 
permeabilidade dos vasos. 
 Leva à entrada aumentada de IgG, 
complemento e células. 
 Aumenta a drenagem de líquidos para os 
linfonodos. 
 Locais: ativa o endotélio vascular e 
aumenta a permeabilidade dos vasos, 
leva à entrada aumentada de IgG, 
complemento e células, aumenta a 
drenagem de líquidos para os linfonodos 
 Sistêmicos: febre, mobilização de 
metabólitos, choque. 
 
 
 
 
IL-6: 
 Ativação de linfócitos. 
 Produção de anticorpos aumentada. 
 Locais: ativação de linfócitos, produção 
de anticorpos aumentada. 
CXCL8: 
 Fator quimiotático que recruta 
neutrófilos, basófilos e células T para o 
local de infecção. 
 Locais: fator quimiotático que recruta 
neutrófilos, basófilos e células T para o 
local de infecção. 
IL-12: 
 Locais: ativa células NK, induz a 
diferenciação de células T CD4 em 
células TH1. 
 Biotecnologia: IL-12 pode ser usada como 
adjuvante para promover a diferenciação 
de células T auxiliares TH1. 
Resposta da fase aguda: 
 Macrófagos e células dendriticas: 
detectam patógenos ou lesões e 
liberam citocinas inflamatórias, como 
IL-1, IL-6 e TNF-α. 
 
 IL-6: é uma citocina chave que é 
liberada pelos macrófagos ativados e 
atua no fígadopara induzir a produção 
de proteínas da fase aguda. 
 
 Em resposta às citocinas, 
especialmente IL-6, os hepatócitos 
aumentam a produção de várias proteínas 
da fase aguda, como a proteína C 
reativa (PCR), a lectina ligadora de 
manose (MBL), o fibrinogênio, a 
proteína amiloide sérica (SAA), SP-A 
e SP-D. 
 
 
 
 
8 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 
 
Interferons: são proteínas antivirais 
produzidas pelas células em resposta à 
infecção viral. 
 
 
 Resposta específica contra cada 
antígeno. 
 Lenta na primeira exposição (4-7 dias 
para ativação). 
 Reconhece uma diversidade de antígenos 
diferentes. 
 Possui memória imunológica. 
O complexo maior de histocompatibilidade 
(MHC): é um conjunto de genes que 
codificam proteínas na superfície das células 
e são fundamentais para a apresentação de 
antígenos ao sistema imunológico. Existem 
dois tipos principais: 
MHC Classe I: 
 Encontrado em quase todas as células 
nucleadas do corpo. 
 Apresenta peptídeos derivados de 
proteínas intracelulares (por exemplo, de 
vírus) às células T citotóxicas (CD8+). 
MHC Classe II: 
 Encontrado principalmente em células 
apresentadoras de antígeno profissionais 
(dendríticas, macrófagos e células B). 
 Apresenta peptídeos derivados de 
proteínas extracelulares (por exemplo, de 
bactérias) às células T auxiliares (CD4+). 
 
9 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 
 As células NK matam dependendo do 
balanço entre sinais de ativação e 
inibição. 
 
Componentes da resposta adquirida: 
Linfócito B: quando ativadas, se diferenciam 
em plasmócitos, que produzem anticorpos 
específicos (Igs) para o antígeno ou em 
células B de memória. 
Linfócitos T: 
 Auxiliares (helper/CD4+): regulam e 
coordenam a resposta imune adaptativa; 
auxiliam outras células. 
 Citotóxicos (CD8+): eliminam células 
infectadas. 
 Reguladores (supressores): fazem o 
controle de respostas exageradas e 
doenças autoimunes. 
Células apresentadoras de antígenos (APCs): 
 Ligação entre a resposta inata e 
adquirida. 
 Capturam, processam e apresentam Ags 
aos linfócitos T. 
 
Receptores de células B (RCB): 
 São proteínas presentes na superfície das 
células B que reconhecem diretamente o 
epítopo, linear ou conformacional. 
 Ao se ligar a um antígeno, gera a ativação 
das células B. 
 Isso inclui a internalização do antígeno e 
sua apresentação em combinação com 
moléculas do MHC classe II. 
 As células B ativadas podem então 
diferenciar-se em plasmócitos, que 
produzem anticorpos específicos para o 
antígeno, ou em células B de memória. 
 Estrutura: 2 cadeias pesadas (IgH) e 2 
cadeias leves (IgL), unidas por pontes 
dissulfeto. 
 Regiões variáveis (V): formam o sítio de 
ligação ao antígeno, determinando a 
especificidade. 
 Regiões constantes (C): mantêm a 
estrutura e interagem com moléculas 
acessórias. 
 Componentes associados: proteínas que 
fazem a transdução de sinal. 
Mecanismos de aprimoramento da resposta: 
Hipermutação somática: 
 Ocorre nos centros germinativos dos 
linfonodos. Mutações nas regiões V do 
BCR aumentam a afinidade pelo antígeno 
(maturação de afinidade). 
Troca de classes de anticorpo: 
 Mediado por citocinas (ex: IFN-y induz 
IgG; IL-4 induz IgE. 
 Altera a região constante do anticorpo, 
mantendo a especificidade, mas 
modificando a função efetora (ex: 
neutralização, opsonização). 
BCR x Anticorpo secretado: 
 BCR: fixado na membrana 
 Anticorpo: forma secretada, sem região 
transmembrana. Mantém a 
especificidade do BCR original. 
 
10 Resumo Prova I - Imunobiologia 
Receptores de células T (RCT): 
 Presentes na superfície das células T. 
 Reconhecem antígenos que são 
apresentados em combinação com 
moléculas do MHC. 
 Só reconhecem antígenos que foram 
processados e apresentados por outras 
células do corpo. 
 Células T citotóxicas (CD8+): reconhecem 
antígenos apresentados por moléculas 
do MHC de classe I. 
 Ao reconhecer o antígeno apresentado 
por MHC de classe I, ela pode matar a 
célula infectada para eliminar o patógeno. 
 Células T auxiliares (CD4+): reconhecem 
antígenos apresentados por moléculas 
do MHC de classe II, que são expressas 
principalmente por células 
apresentadoras de antígenos 
profissionais, como macrófagos, células 
dendríticas e células B. 
 As células T auxiliares ajudam na 
ativação e proliferação de outras células 
imunológicas, incluindo células B e 
células T citotóxicas. 
 Cada cadeia do TCR possui uma 
região variável (V) e uma região 
constante (C). 
Região Variável - especificidade do 
receptor (reconhecimento de peptídeos 
antigênicos). 
Região Constante - estabilidade da 
molécula e para as interações com outras 
moléculas acessórias na célula T. 
Complexo associado: 
 TCR não funciona isoladamente  se 
associa a moléculas de sinalização 
chamadas CD3 (domínios 
imunorreceptores para transmissão 
dos sinais de ativação para o interior 
da célula após o reconhecimento do 
antígeno). 
 
 
 
 
Diferenças entre BCR e TCR: 
Estrutura: 
 BCR: imunoglobulina de membrana 
composta por 2 cadeias pesadas e 2 
leves, podendo ser secretado como 
anticorpo. 
 TCR: heterodímero - geralmente 
composto por 2 cadeias alfa e beta ou 
gama e delta (menos comuns), associado 
ao complexo CD3, permanecendo 
exclusivamente na superfície das células 
T. 
 
 
 
 
11 Resumo Prova I - Imunobiologia 
 
 A papaína cliva a molécula de anticorpo 
na porção aminoterminal da ponte de 
dissulfeto que liga as duas cadeias 
pesadas, liberando os dois braços da 
molécula de anticorpo como dois 
fragmentos idênticos que contêm a 
atividade de ligação com o antígeno. 
 Esses fragmentos são denominados 
fragmentos Fab (do inglêsfragment 
antigen binding). 
 O outro fragmento não contém atividade 
de ligação com o antígeno, mas observou-
se que cristaliza facilmente e, por essa 
razão, foi denominado fragmento Fc (do 
inglêsfragment crystallzable). 
 Esse fragmento corresponde ao 
pareamento dos domínios CH2 e CH3 e é 
a região da molécula de anticorpo que 
interage com moléculas e células 
efetoras. 
 
 
 
 
 
Processamento de antígenos – MHC I 
 
12 Resumo Prova I - Imunobiologia 
Processamento de antígenos MHC – II 
 
 
 
 Os patógenos e seus produtos podem ser 
encontrados no compartimento 
citosólico ou no compartimento vesicular 
das células. 
 
 
Apresentação de antígenos e Biotecnologia? 
 Adjuvantes para vacinas (ISCOMS). 
 Imunossupressores (transplantes, 
doenças auto-imunes). 
 Vacinologia reversa (predição de 
epítopos)... 
 
Reações cruzadas: 
 Anticorpos contra um determinado 
antígeno podem reagir com outros 
antígenos não relacionados. 
 Falso positivo: reação inespecífica. 
 
 
Técnicas de imunodiagnósticos 
Testes sorológicos: 
 As técnicas imunológicas consistem 
basicamente na interação antígeno e 
anticorpo; 
 O anticorpo por ter alta especificidade 
e auxilia na constatação, isolamento 
ou no cálculo de um antígeno típico. 
 
Aglutinação 
 Reação entre um antígeno com 
anticorpos específicos; 
 Caracterizada por agregados por 
visíveis como resultado da interação 
de anticorpos específicos e partículas 
insolúveis que contém determinantes 
antigênicos em sua superfície; 
 Poderá se formar grumos ou ainda 
floculação. 
 Teste manuseado em uma superfície 
de vidro, sendo uma lâmina simples 
ou uma placa exclusiva para o teste; 
 
 
13 Resumo Prova I - Imunobiologia 
Para a realização desse método: 
 Na superfície de uma lâmina uma gota 
de antígeno e uma gota de amostra do 
soro humano ou animal; 
 Para leitura desse, são utilizadas 
lentes e a incidência de luzes, e/ou 
apenas olho nu. 
 Partícula + antígeno + anticorpo 
 Vantagens: fácil execução (leitura 
visual), baixo custo, boa 
 especificidade e reprodutibilidade 
 Desvantagens: possui uma baixa 
sensibilidade e pouca estabilidade (Ag-Ac) 
 Método qualitativo 
 Todavia, se for confirmada uma alta 
concentração de anticorpos na 
reação, poderá ocorrer a inibição da 
reação de aglutinação, sendo esse 
evento conhecido como prozona; 
 O excesso de anticorpos interfere na 
reação antígeno-anticorpo gerando 
resultados falso-negativos. 
 
 
Técnica de aglutinação em lâmina 
1. Placa ou lâmina de aglutinação: deve 
ser bem limpa e desengordurada com 
álcool; 
2. Suspensão bacteriana: deve ser 
bastante espessa. Obtém-se uma 
suspensão suficientemente espessa 
quando se suspende o crescimento da 
superfície do meio utilizado para 
crescimento em 0,2 - 0,3 mL de solução 
salina; 
3. Proporção suspensão/antissoro: para 
cada gota dos soros, deve-se usar em 
torno da metade de uma gota da 
suspensão bacteriana. 
4. Mistura suspensão/antisoro: deve ser 
totalmente homogênea e deve ocupar 
uma área de 1,5 cm de diâmetro; 
5. Movimentação da placa: movimentar a 
placa de modo que a mistura 
suspensão/soro se desloque fácil e 
continuamente. Manter a movimentação 
pelo menos por 1 a 2 minutos.

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