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Parasitologia II Doenças causadas por nematódeos intestinais exóticos e de importação: Capilaríase Anisaquíase Eustrongylidíase Gongylonemíase Oesophagostomíase Triconstrogilíase Capilaríase Infecção parasitária causada por três espécies de nematoides; C. philippinensis: Capilaríase intestinal humana, mais comum em Filipinas e Tailândia, mas com relatos em Oriente Médio e Colômbia. C. hepatica: Capilaríase hepática, rara em humanos, de distribuição mundial. C. aerophila: Capilaríase pulmonar, rara em humanos. Características do AE: C. philippinensis: endoparasita (dentro do intestino), eurixeno, heteroxeno e monogenético. C. hepatica: endoparasita, estenoxeno (homem), monoxeno e monogenético. Mecanismo de transmissão: C.philippinensis: requer o hospedeiro intermediário (peixes de água doce). C.hepatica: humano para humano (solo). Alimentos ou água contaminados, ingesta de solo. C.hepatica: carnívoros maiores liberam matéria fecal no solo (ovos infectantes) ingeridos por humanos e outros animais presença de vermes adultos no fígado, portanto possui ciclo monoxeno. C.philippinensis: tecidos de peixes de água doce ingeridos, com larvas, por humanos (vermes adultos) eliminam ovos na matéria fecal, ingeridos por peixes de água doce e o ciclo continua. Patogenia e Sintomatologia: C. hepatica: cirrose em animais (pequenos roedores, macacos e cães da pradaria); assintomática ou apresentando hepatite, anemia, febre, hipereosinofilia e até morte. C. philippinensis: dor abdominal geral e diarreia inicialmente, náuseas, vômitos, perda de peso e até a morte em estágios avançados. Diagnóstico: C. hepatica: biópsia hepática C. philippinensis: biópsia do tecido do intestino delgado ou análise de amostras de fezes. Profilaxia: Descarte adequado da matéria fecal (saneamento). Lavar as mãos com sabão e água depois de tocar ou trabalhar com o solo e antes de manusear alimentos. Utilizar latrinas específicas fora do alcance dos animais e sem deixar a matéria fecal penetrar na água ou ao redor do suprimento de alimento. Lavar frutas e legumes antes de comê-los. Não comer peixe cru ou mal cozido. Tratamento: C.hepatica: Tiabendazol e Albendazol além de esteróides para controlar a inflamação do fígado; C.philippinensis: Mebendazol e Albendazol; Anisaquíase (verme do sushi) Anisaquíase é o nome de uma parasitose intestinal provocada por vermes da espécie Anisakis, que são habitualmente adquiridos após a ingestão de frutos do mar ou peixes crus, incluindo o bacalhau. É típica dos mamíferos marinhos, como baleias, golfinhos, leões marinhos e focas, sendo o homem apenas um hospedeiro acidental. Ainda é bastante desconhecida do público em geral e até da classe médica. Todavia, com a crescente popularização dos restaurantes que servem peixes crus, principalmente ceviche e sushi, os casos de infecção pelo Anisakis começaram a ser descritos com cada vez mais frequência. Características do AE: endoparasita, heteróxeno,heterogenético, eurixeno e possui baixa especificidade parasitaria. É uma infecção parasitária do tubo digestivo causada por larvas L3 de Anisakis spp. Estes são parasitas do Filo Nematyhelminthes, da classe Nemátoda, da família Anasikidae, do gênero Anisakis spp. Hoje em dia reconhecem-se 3 ramos principais de espécies do gênero Anisakis baseando-se nas diferenças morfológicas e distribuição geográfica. Distribuição geográfica: Anisakis Tipo I (A. simplex, A. pegreffii, A. berlandi) – São encontradas desde o oceano Atlântico até ao Circulo Polar do Ártico, no oceano Pacífico e no mar Mediterrâneo. Anisakis Tipo II (A. ziphidarum, Anisakis nascetti) – São encontradas em baleias da costa Sul Africana, do Atlântico, da África do Sul e da Nova Zelândia. Anisakis Tipo III (A. typica, A physeteris, A. brevispiculata, A.paggiae) – São encontradas em diversas regiões e tem relação a peixes com alto valor comercial. Ciclo de vida: 1- Mamíferos marítimos contaminados eliminam ovos do verme pelas fezes. 2- Na água do mar, os ovos liberam as larvas, passando a nadar livremente. 3- Essas larvas são ingeridas por crustáceos e começam a se desenvolver no seu interior. 4- Quando os crustáceos contaminados são comidos por peixes ou lulas, a larva do verme desloca-se do trato gastrointestinal e vai para os músculos. 5- Peixes contaminados são comidos por mamíferos marinhos e seres humanos. 6- A larva, agora no seu hospedeiro definitivo, desenvolve-se, vira verme adulto e passa a liberar ovos no intestino desses mamíferos, dando início a um novo ciclo. A contaminação dos seres humanos se dá por acidente na 5ª fase. Porém, ao contrário do que ocorre nos mamíferos marinhos, a larva do Anisakis não consegue evoluir para verme adulto nos seres humanos. O homem não participa do ciclo (não libera ovos) mas ele se contamina, sendo hospedeiro acidental. Quando um humano se contamina, o ciclo de reprodução do parasito é interrompido, pois ele não consegue sobreviver fora do seu hospedeiro habitual. Portanto, não existe transmissão de ser humano para ser humano, e as pessoas contaminadas não eliminam ovos nem parasitos pelas fezes. Tipos de anisaquíase: A anisaquíase pode ser dividida em três tipos: Gástrica Intestinal Ectópica (extra-gastrointestinal) 95% dos casos correspondem à forma gástrica e os 5% restante corespondem a forma intestinal e raramente ocorre o subtipo ectópico. Patogenia: A larva viva ou não provoca reação e sintomas digestivos com diferenças na localização: a L3 viável e intacta origina reação no duodeno, enquanto a larva (não intacta) tende a originar sintomas intestinais e reações alérgicas. A larva L3 morre em poucos dias no homem. Nas 8 semanas após sua morte, esta fica rodeada por edema, necrose, inflamação, eosinofilia, linfócitos, mastócitos, e em última instância forma-se um granuloma e granuloma destrói essa região no intestino. Complicações mais severas de anisaquíase gastrointestinal: hematemeses, obstrução do intestino delgado, perfuração gastrointestinal e peritonite. Sintomatologia geral: Horas após a ingestão de larvas infectadas: pode ocorrer dor abdominal violenta, náusea e vômito. Ocasionalmente as larvas são expelidas. Se as larvas passarem para o intestino: resposta granulomatosa eosinofílica grave pode ocorrer 1 a 2 semanas após a infecção, causando sintomas que simulam a doença de Crohn. Síndrome alérgica aguda: sinais alérgicos e reação anafilática. Desencadeada por ingestão ou manipulação do peixe contaminado por essa larva. Sintomas da anisaquíase gástrica: A maioria dos sintomas são devido aos danos diretos aos tecidos do trato gastrointestinal ou à reação alérgica provocada pelo parasito. Surge entre 1 a 8 horas após a ingestão do peixe contaminado causando: dor estomacal aguda, febre baixa, náuseas e vômitos. Pacientes que apresentam vômitos podem eliminar a larva, acabando por ficarem curados. Anisaquíase gástrica: O sintoma caracterizado por dor abdominal pode ocorrer em algumas horas ou dias após o consumo de peixe com parasitas, este intervalo de tempo é justificado pela larva poder aderir ao estômago ou penetrar através do estômago ou do intestino. Pode ser detectada por endoscopia e ser fisicamente removida. O Tratamento geralmente se constitui da retirada das larvas e Albendazol. Sintomas da anisaquíase intestinal: Costuma desenvolver-se de 5 a 7 dias após a ingestão da larva e pode estar associada a dor abdominal intensa, distensão abdominal, febre e obstrução intestinal pela massa inflamatória. Diarreia com sangue ou muco também são manifestações comuns. A larva costuma ficar no intestino delgado e raramente chega ao intestino grosso. Eventualmente, a larva consegue perfurar o intestino, caindo na cavidade peritonial e provocando um quadrode peritonite. Anisaquíase ectópica: Cerca de 95% dos casos de anisaquíase são gastrointestinais, sendo raros os casos ectópicos. No entanto, estudos referem a existência de casos de penetração larvar na faringe, língua, peito, cavidade peritoneal, gânglios linfáticos e pâncreas. Uma das principais características das lesões inflamatórias são as infiltrações eosinofílicas, devido à libertação maciça de fatores quimiotáticos, pelos linfócitos, mastócitos e basófilos. A eosinofilia sistêmica é muitas vezes associada a doenças helmínticas. Profilaxia: Preparo e armazenamento adequado de peixes de água salgada e frutos do mar. Cozimento em temperaturas maiores que 50ºC. Congelamento a -20ºC por mais de 7 dias, ou a -35ºC até estar sólido,e armazenamento a -35ºC por 15 horas,ou - 20ºC por 24 horas. Larvas resistem à conservação, salgamento e defumação. A evisceração imediatamente após a captura é recomendada para evitar a migração das larvas. Diagnóstico: Exames radiológicos Endoscopia por via alta Teste sorológico em alguns países Exame de fezes não é útil Anamnese: ingestão de peixes ou frutos do mar crus ou mal cozidos. Tratamento: O tratamento de primeira linha deve passar por terapêuticas de suporte direcionadas para a sintomatologia, nomeadamente com reposição de fluidos, sais minerais e fármacos que possam interferir na motilidade intestinal. Nos outros casos em que a severidade da sintomatologia possa passar por obstruções intestinais, peritonites e não existindo terapêutica farmacológica instituída deverá se recorrer a cirurgia. O tratamento da anisaquíase alérgica varia consoante a sintomatologia, mas deverá passar sempre por um período de dieta restritiva em relação ao consumo de peixe fresco, após o episódio de alergia. Remoção cirúrgica ou endoscópica dos vermes. Medicamento: Albendazol Quando o verme encontra-se no estômago, a sua remoção através da endoscopia digestiva é suficiente para curar o paciente. Os sintomas desaparecem logo ao final do procedimento. Quando o verme já não se encontra mais no estômago e penetrou na mucosa do intestino, provocando abscesso ou obstrução intestinal, a cirurgia é a forma mais indicada de tratar a infecção. Casos de sucesso com o tratamento à base de Albendazol. Profilaxia e tratamento: Sempre que possível o peixe deve ser cozido a temperaturas de pelo menos 60º durante 1 min. O peixe que irá ser consumido cru ou mal cozido deve sofrer um processo de congelação com uma temperatura de - 35ºC durante 15h ou caso seja congelado deve estar a -20ºC por um período de 7 dias. Temperaturas inferiores de congelação pode diminuir o tempo necessário para matar todas as larvas. Eustrongilíase Agente etiológico: Provocado por Nematódeos do gênero Eustrongylides spp, E. tubifex e o E. ignotus possuem maior incidência; Características do AE: Endoparasita, Eurixeno, Heteroxeno e Baixa especificidade parasitária; Doença extremamente rara – cinco casos registrados nos Estados Unidos; Quando adultos, parasitam a mucosa do esôfago,proventrículo e no intestino de aves aquáticas piscívoras (HD), e o homem pode ser infectado acidentalmente ao se alimentar de peixe cru ou mal passado. Estágios larvais ocorrem nos tecidos de peixe, anfíbios e répteis; HI -> peixes, anfíbios e repteis HD -> aves aquáticas piscívoras que se alimentam de peixe Mecanismo de transmissão: A infecção em humanos pode ocorrer após consumo de peixe cru ou mal cozido, sendo o peixe um dos hospedeiros intermediários no desenvolvimento do ciclo de vida do parasita. As larvas de Eustrongylides ssp. podem ser encontradas encistadas no interior da cavidade abdominal de muitas espécies de peixes, conferindo aspecto repugnante a sua carne em função do tamanho da larva. Ciclo evolutivo: Primeiro estágio larval desenvolve-se dentro dos ovos que são eliminados nas fezes das aves ictiófagas; Oligoquetos (anelídeos) de água doce, hospedeiros intermediários, ingerem esses ovos, que eclodem dentro dos oligoquetos, originando larvas de segundo e terceiro estágios. Peixes pequenos, segundos hospedeiros intermediários, alimentam-se de oligoquetos infectados. As larvas do terceiro estágio encistam nas superfícies internas dos peixes. Desenvolvem-se em larvas do quarto estágio, que é a fase infectante e aguardam serem ingeridos pelas aves. Peixes maiores, anfíbios e répteis que consomem peixes infectados, podem servir como hospedeiros paratênicos ou hospedeiros de transporte quando são ingeridos pelas aves. As larvas infectantes podem penetrar no ventrículo das aves dentro de 3 a 5 horas depois da ingestão do pescado infectado. A larva rapidamente se transforma em vermes sexualmente maduros, iniciando a postura de ovos 10 a 17 dias após a infecção. Obs: o homem pode participar do ciclo; Patogenia e sintomatologia: As larvas consumidas podem se fixar no trato digestivo humano, com penetração na parede intestinal, o que gera dor intensa; A perfuração do trato digestório pode ocasionar septicemia; Geralmente não há sintomas, sendo a patologia descoberta durante procedimentos cirúrgicos. Epidemiologia: E. tubifex em aves: Estados Unidos, Canadá, Brasil, Europa e Rússia; Larvas de Eustrongylides spp. foram encontradas em surubim pintado, surubim cachara e 19 traíras, parasitando o mesentério, musculatura esquelética e na serosa que reveste o fígado, no estado do Mato Grosso. Na literatura, não há casos diagnosticados em humanos no Brasil. Profilaxia: É recomendado abster-se do consumo de peixe cru ou insuficientemente cozido. A manutenção do pescado em refrigeração ou eviscerado após o embarque do mesmo elimina a ativação das larvas e como consequência, impede a migração da larva para a musculatura do peixe, o que facilitaria a infecção humana pós consumo. Casos clínicos: Há relatos do caso de um jovem paciente, com queixa de dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, com histórico de engolir pequenos peixes vivos enquanto pescava. Dois nematoides foram removidos da cavidade peritoneal, sendo identificados como larvas de quarto estágio de Eustrongylides spp Outro caso de um paciente com histórico de dor no quadrante inferior direito. Diagnóstico de apendicite -> cirurgia Um parasita avermelhado de 4,2 cm de comprimento surgiu movendo-se nos panos cirúrgicos. O tamanho e a morfologia do parasita indicaram larva de quarto estágio do gênero Eustrongylides spp., de espécie indeterminada. O paciente consumiu "sushi" e "sashimi" um mês antes de apresentar sintomatologia clínica. Gongylonemíase Agente etiológico: Gongylonema pulchrum é a espécie que foi identificada como a causa da infecção por Gongylonema sp. em humanos; Localiza-se principalmente na cavidade oral; Cerca de 40-50 casos de gongilonemíase em humanos foram relatados; A infecção causada por esta espécie tem sido relatada em ovinos, bovinos, suínos, outros ungulados, em ursos e macacos. Todos os casos relatados a ingestão de insetos não foi intencional; Características do parasita: Endoparasita Eurixeno Baixa especificidade parasitaria Heteroxeno Mecanismo de transmissão: Requer um hospedeiro intermediário: o inseto (barata,escaravelho) Ovos completamente embrionados são passados nas fezes de ovinos, bovinos, suínos e outros ungulados. O HI ingere os ovos contidos nas fezes O parasita passa por um desenvolvimento obrigatório no estágio infeccioso dentro do inseto (20 a 30 dias após a ingestão) O vertebrado ingere o inseto contaminado. Os vermes adultos precisam de cerca de 60 a 80 dias para se desenvolverem no hospedeiro definitivo após a ingestão de um inseto infectado. Sintomatologia: Casos descritos na literatura, a maioria atinge o aparelho bucal, como língua, assoalho da boca, gengiva e lábios,apresentando a sensação de algo se mexendo nesta região. Em alguns casos ocorre a saída do parasita e o paciente retira-o do local atingido com os dedos. Ciclo evolutivo: Profilaxia: Saneamento básico Não ingerir insetos Oesophagostonemíase Agente etiológico: Nematódeos do gênero Oesophagostomum sp. São parasitas intestinais que frequentemente infectam ruminantes, suínos e primatas, incluindo os seres humanos; Características do AE: Endoparasita, Eurixeno, Baixa especificidade parasitária; HD -> ruminantes, suínos e homem Oesophagostomum bifurcum é a espécie mais comum que infecta humanos na África. Os ovos são eliminados juntamente com as fezes dos hospedeiros infectados, sendo indistinguíveis dos ovos de ancilostomídeos. A forma clínica mais comum é a esofagostomíase uninodular, que corresponde à formação de um nódulo individual, porém muito grande, no cólon ascendente ou transversal; Esofagostomíase pode ser uninodular e multinodular; Mecanismo de transmissão: Hospedeiros definitivos como as ovelhas, cabras, suínos. Usualmente são os primatas não humanos. Outros animais, incluindo humanos e bovinos. Os ovos são eliminados nas fezes dos hospedeiros infectados, esses ovos eclodem e liberam as larvas rabditiformes no ambiente, e essas larvas rabditiformes depois de um tempo vão se transformar nas larvas infectantes que são as filariformes devido a temperatura e umidade adequada. A contaminação dos hospedeiros ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados com larvas infectantes (L3). Após a ingestão de larvas entram na submucosa do intestino grosso ou delgado e induzem cistos e dentro desses cistos as larvas L3 transformam-se em larvas L4 e migram para o lúmen do intestino grosso, tornando- se vermes adultos. Um mês após a infecção, os ovos são eliminados nas fezes dos hospedeiros infectados, reiniciando o ciclo. Ciclo evolutivo: Sintomatologia: Abdome agudo é a manifestação mais comum em humanos, imitando uma apendicite. Febre baixa e sensibilidade no quadrante inferior direito são os sintomas mais comuns. Vômitos, anorexia e diarreia são menos comuns. Obstrução intestinal também pode ocorrer, imitando uma hérnia. Pode apresentar massas cutâneas grandes e indolores na região abdominal inferior. Raramente o Oesophagostomum spp. vai perfurar a parede do intestino, causando peritonite purulenta ou migrar para a pele, produzindo nódulos cutâneos. Diagnóstico: Difícil diagnóstico pois, durante exame das fezes para a detecção dos ovos do parasita, microscopicamente é impossível distinguir ovos de Oesophagostomum spp dos ovos de ancilostomídeos, e mesmo de outros nematódeos. Profilaxia: Lavar bem as mãos Lavar bem os alimentos Tratar os doentes – pois as fezes dos doentes contêm ovos que se transformam em larvas infectantes. Triconstrongilíase Agente etiológico: Nematódeos do gênero Trichostrongylus sp.,T. colubriformis, T. axei Características do AE: Endoparasita, Eurixeno, Baixa especificidade parasitária; Localização e hospedeiro: Parasitam ovinos Os vermes adultos são pequenos (4mm a 12 mm) Se localizam no terço inicial do intestino delgado – vivem em túneis nas vilosidades intestinais Não visível ao olho nu Mecanismo de transmissão: Sob condições favoráveis (umidade, calor e sombra) as larvas eclodem dentro de dias; Larvas rabditóides são liberadas e crescem no solo ou vegetação; Após 5 a 10 dias tornam-se filarióides – infecciosas; A infecção do hospedeiro humano ocorre após a ingestão dessas larvas filarióides; As larvas atingem o intestino delgado, onde residem e amadurecem em adultos; A infecção acidental em humanos pode ocorrer, e os vermes adultos habitam o trato digestivo de seus hospedeiros. Ciclo evolutivo: Sintomatologia: Geralmente assintomático; Casos mais graves podem causar inflamação na mucosa do intestino e dano tecidual. Causam problemas gastrointestinais (dor abdominal, diarreia e anorexia), cefaleia, fadiga, anemia e eosinofilia. Ao formar túneis, os vermes causam necrose do epitélio e alimentam-se do conteúdo das células epiteliais necrosadas. Danos principais: atrofia das vilosidades, espessamento da mucosa, erosão do epitélio e perda dos líquidos tissulares. Diagnóstico: Identificação microscópica de ovos nas fezes – difícil de diferenciar de outros nematoides. Nas infecções leves os ovos são de difícil detecção. Profilaxia: Saneamento básico Tratar os doentes – pois as fezes dos doentes contem ovos que se transformam em larvas infectantes Lavar os alimentos Epidemiologia: No Brasil, existem poucos relatos da frequência de Trichostrongylus spp., especialmente na região nordeste do país. Tal fato deve-se, provavelmente pela dificuldade de distinguir os ovos de Trichostrongylus spp dos ovos de ancilostomídeos e mesmo de outros nematoides, contribuindo para a subestimação da prevalência;