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PRAGAS DAS PASTAGENS Discentes: Guilherme Legramanti, Nayara Macedo Valéria Letícia Docente: Eunice Souza PASTAGEM Pastagem: Lugar com vegetação própria para o pastejo animal (bovinos, ovinos, equinos). Unidade de manejo de pastejo fechada e separada de outras áreas por cerca ou barreira. Piquete: Área de pastejo correspondente a uma subdivisão de pastagem, fechada e separada. Pasto: Vegetação utilizada para alimentação Pastagens Pastagens naturais são as vegetações originais, nelas encontramos espécies de herbáceas, gramíneas, não gramíneas e arbustos. Pastagens nativas são o tipo de vegetação espontânea que possuem algum tipo de valor forrageiro, esse tipo de vegetação cresce após a destruição da vegetação original. Pastagem artificial é composta de espécies exóticas ou nativas, onde já não existe a vegetação original. Este tipo de pastagem é dividida em permanente que podem durar até trinta anos e em temporárias que podem durar seis meses. As pastagens são divididas em três categorias: natural, nativa e artificial. Elas são utilizadas nas propriedades a depender da criação, solo e clima da região e condições da propriedade 3 Fonte: adaptado de ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (http://abiec.com.br/publicacoes/beef-report-2020/) Participação na agricultura e importância No Brasil cerca de 95% da carne bovina é produzida em regime de pastagens. O Brasil tem 200 milhões de hectares de pastagens, dentre estes aproximadamente 110 milhões de hectares são de pastagens artificiais cultivadas. Principais Insetos Pragas Gerais: Cigarrinha das pastagens Cupins Formigas Gafanhotos Percevejo-castanho-das-raízes Larva de besouro escarabeídeo Ocasionais: Cochonilha-da-pastagem Lagarta-dos-capinzais e Percevejo-das-gramíneas; Cigarrinhas-das-pastagens Insetos sugadores de seiva; Pertencentes à ordem Hemiptera; Subordem Auchenorrhyncha; Família Cercopidae; São insetos hemimetábolos. Adultos vivem na parte aérea dos capins 8 Cigarrinhas-das-pastagens – Deois flavopicta “Comprimento: 8,7 a 11,1 mm; largura: 3,7 a 4,9 mm. Apresenta formato ovalado e coloração preta, sendo que as asas possuem duas listras transversais amarelas e uma na região do clavo. O abdômen e as pernas são vermelhas. Fonte: https://www.agrolink.com.br/upload/problemas/Deois_flavopicta71.jpg Fonte:https://i1.wp.com/blog.aegro.com.br/wpcontent/uploads/2019/09/cigarrinhadaspastagens.jpg?fit=1200%2C791&ssl=1 Cigarrinhas-das-pastagens – Deois incompleta “Comprimento: 7,5 a 8,9 mm; largura: 3,1 a 4,2 mm. Coloração geral castanha ou castanho-escuro com manchas esbranquiçadas nas tégminas Faixa amarelo-esbranquiçada, estreitada para o ápice, percorrendo longitudinalmente o clavo Fonte: https://www.agrolink.com.br/upload/problemas/Deois_flavopicta61.jpg Cigarrinhas-das-pastagens – Deois schach Comprimento: 8,5 a 10 mm; largura: 3,5 a 4,5 mm. Coloração geral castanha a castanho-escuro com manchas alaranjadas e, às vezes, reflexos metálicos esverdeados. Superfície ventral do abdome e pernas castanho-avermelhadas, com áreas castanhas; área inferior da cabeça e do tórax castanho-escuro a negra. Fonte: https://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/DOC179.pdf Cigarrinhas-das-pastagens – Notozulia entreriana Comprimento: 6,2 a 9,2 mm; largura: 2,9 a 3,8 mm. Coloração geral negra brilhante, com manchas creme, ou amareladas Tégminas de coloração muito variável, aparecendo coloridas em maior grau nas fêmeas. Estas são pretas com três nítidas faixas creme, ou amareladas https://www.agrolink.com.br/upload/problemas/Notozulia%20entreriana1.jpg Cigarrinhas-das-pastagens – Marhanava fimbriolata Os adultos medem de 11 a 12 mm de comprimento e 5 mm de largura podendo atingir 13 mm de comprimento por 6,5 mm de largura. Normalmente, as fêmeas são maiores que os machos e existem diferenças na coloração em função do sexo, sendo os machos avermelhados e as fêmeas, geralmente, mais escuras, apresentando coloração marrom-avermelhada https://www.agrolink.com.br/upload/problemas/Mahanarva_fimbriolata71.jpg Cigarrinhas-das-pastagens - Danos Danos pelas ninfas e pelos insetos adultos. Responsáveis pela “queima” das pastagens. Elas introduzem toxinas, causando o amarelecimento das folhas, com posteriormente secamento e morte das plantas. Reduzem a produção de massa verde em cerca de 15% em média. Concorre como gado na época em que ele normalmente deveria recupera-se do período de seca, e nessa época em que ele normalmente torna-se impalatável, ou seja, com gosto ruim, o que faz com que o animal coma menos, deixando de produzir leite e carne. Tipicamente o que se observa como reação da planta são, inicialmente, pontos e/ou listras cloróticos (cujas dimensões são função da duração do período de alimentação e grau de suscetibilidade da planta), podendo evoluir para um quadro mais severo de dano, prevalecendo listras ou faixas necróticas (por vezes incluindo toda a área foliar). Em geral, as folhas atacadas pelas cigarrinhas morrem a partir das pontas, apresentando, posteriormente, um aspecto retorcido 15 Cigarrinhas-das-pastagens – Manejo integrado (MIP) Controle cultural com diversificação de espécies de gramíneas; Divisão em piquetes; Realizar adubações de manutenção; Manejo correto do solo; Monitoramento Continuo Cigarrinhas-das-pastagens – Manejo integrado (MIP) Monitoramento deve ser feito com auxilio de rede de varredura e em forma de zig zag. Cigarrinhas-das-pastagens – Manejo integrado de pragas (MIP) Para o controle químico – quando for observado mais do que 25 ninfas ou 30 adultos por m², entre com a aplicação de inseticida. I.a. Clorpirifós – (Lorsban 480 BR) I.a. Carbaril – (Sevin 850 WP) I.a. Tiametoxam + Lambdacialotrina – (Engeo Pleno) Cigarrinhas-das-pastagens – Manejo integrado (MIP) Para o controle biológico faça aplicações somente quando forem observados entre 6 e 25 ninfas ou 20 a 30 adultos por m². Cigarrinhas-das-pastagens – Manejo integrado (MIP) 21 Cupins São insetos sociais que vivem em colônias nos ninhos que são visíveis na superfície do solo, conhecidos popularmente como cupinzeiros. Os insetos são encontrados preferencialmente em áreas com menos mecanização, e caso não haja controle, pastagens mais velhas tendem a apresentar maior infestação Cupins São insetos holometábolos e sociais. Vivem em colônias compostas por castas representadas por formas sem asas e estéreis e formas reprodutoras que apresentam a forma alada. Cada casta realiza uma função específica, como reprodução, defesa da colônia (soldados) e operários. Se alimentam de matéria vegetal, mas podem se alimentar de produtos de origem animal. Desempenham importante papel ecológico na ciclagem de nutrientes e aeração do solo. Cupins - Cornitermes cumulans (cupim de montículo) A espécie C. cumulans constrói montículos típicos, de formato cônico, variando de tamanho e coloração, dependendo da idade e região (VALÉRIO et al., 2004). O controle de C. cumulans tem sido realizado com a associação de inseticidas neonicotinóides com fungos entomopatogênicos e inseticidas químicos aliados ao controle mecânico. 25 Cupins - Controle O controle biológico de C. cumulans com entomopatógenos apresentou resultados satisfatórios, para ninhos pequenos A base de fenthiom (Capataz; Colosso FC30 e o Thion C), Principio ativo Imidaclopride (imidacloprid 600 FS, imidacloprid nortox) Ingrediente ativo Fipronil (Fipronil Alta 250 FS, Fipronil Nortox 800 WG). Cupins – Controle Mecânico O controle mecânico foi uma das primeiras alternativas consideradas. Implementos acopláveis à tomada de força do trator, como a "broca cupinzeira", e, posteriormente, numa nova versão, a "demolidora de cupins”, chegaram a ser comercializados e deixaram de ser produzidos. No entanto, tentativas de se controlar mecanicamente colônias de C. cumulans, quebrando o cupinzeiro em apenas dois ou três pedaços, ou simplesmente tombando-o, emgeral não funcionam. Há grande possibilidade de que seja reconstruído. 27 Formigas Saúvas (gênero Atta) Quenquéns (gênero Acromyrmex) Formigueiros grandes ‐ monte de terra solta Formigueiros pequenos Operárias apresentam três pares de espinhos dorsais Operárias apresentam quatro a cinco pares de espinhos dorsais Operárias com 12‐15 mm de comprimento Operárias com 8‐10 mm de comprimento Formigas – Danos Formigueiro em pastagem de Brachiaria decumbens. Formigas – Danos Formigas cortadeiras em braquiária, mostrando danos nas folhas Formigas – Controle Controle Cultural consiste na Movimentação do solo, nos locais dos formigueiros O controle biológico baseia-se no uso de predadores naturais das saúvas são: aves, sapos, rãs, tatus, tamanduás, lagartos, lagartixas, besouros dos gêneros Canthon e Taeniolobus, formigas dos gêneros Solenopsis, Paratrechina e Nomamyrmex, além de mosca da família Phoridae e o fungo Metarhizium anisopliae Formigas – Controle Químico PERCEVEJO CASTANHO - Scaptocoris castanea Pertencente à família Cydnidae Possui aparelho bucal sugador Hábito subterrâneo Possui coloração branca( jovens) e marrom-clara (adultos) Medindo aproximadamente 8mm 34 PERCEVEJO CASTANHO – DANOS A CULTURA Seus danos são provocados por ninfas e adultos; A praga ataca a cultura de forma irregular; Os sintomas mais comuns no ataque é o amarelecimento, secagem e morte da planta; Estão presente cerca de 25 cm de profundidade; O ataque é em reboleiras e a faixa de transição estará amarelada. PERCEVEJO CASTANHO - MONITORAMENTO O monitoramento é de fundamental importância para manejo integrado do percevejo castanho. É necessário possuir o histórico da área, de infestações ao longo dos anos, e realizar o monitoramento por meio de amostragens em trincheiras para observar a presença da população no início do período chuvoso, e também monitorar as revoadas dos insetos adultos. Variações de umidade no perfil do solo ao longo do ano, afetam diretamente a dinâmica populacional, distribuição e mobilidade dos percevejos. PERCEVEJO CASTANHO – CONTROLE QUÍMICO O controle químico é a forma predominantemente utilizada, porém, com eficiência limitada, uma vez que os produtos de ação sistêmica se translocam, mas não se acumulam nas raízes, que é o orgão atacado pelos percevejos. Já os produtos de contato não atingem diretamente o alvo, devido a posição da praga no solo que ainda depende da umidade para apresentar algum efeito. O uso do controle químico deve se dar em áreas infestadas em associação ao tratamento de sementes com inseticida e aplicação de inseticida no sulco de plantio. CONTROLE CULTURAL- EFEITOS DO PREPARO DO SOLO Como controle cultural, há referências sobre os efeitos do preparo de solo, adubação e calagem. Em contrapartida, a eficiência é relativamente baixa, devido a mobilidade e a profundidade em que os insetos podem ficar no solo. Com o advento do plantio direto, pensar em preparo de solo unicamente para controle de insetos torna-se um tanto inconcebível. Esse método pode ser mais eficaz nos meses de maior umidade na superfície do solo, quando os insetos estariam mais presentes nesta camada. ROTAÇÃO DE CULTURAS Recomenda-se que se faça a rotação de culturas por dois anos, visando assim à reforma de pastagens degradadas. Ou seja, ficar dois anos sem pastagem, recuperando o solo com uma cultura anual, de preferência com uma leguminosa, como o feijão ou a soja. Mas é importante saber que plantas de capins mais vigorosa, com um sistema radicular bem desenvolvidos, em solos corrigidos e adubados são menos sensíveis ao ataque do inseto. PERCEVEJO CASTANHO – CONTROLE BIOLÓGICO A ocorrência de inimigos naturais no solo é naturalmente baixa. O uso de fungos entomopatogênicos como o Metarhizium anisopliae apresenta boa virulência em laboratório, porém, em condição de campo, a viabilidade pode decrescer devido as condições adversas, baixa seletividade de fungicidas e inseticidas para manejo de outros insetos e doenças. Metarhizium anisopliae GAFANHOTO Ordem Orthoptera Subordem Caelifera As fêmeas, após o acasalamento, pousam no solo, efetuando a postura em terreno de consistência média e relativamente limpa de vegetação. A postura ocorre de outubro a novembro e as ninfas eclodem em novembro e dezembro. Transforma-se em adultos em abril e maio, migram em agosto e setembro, e o acasalamento ocorre em setembro e outubro GAFANHOTO – DANOS GAFANHOTO – CONTROLES Controle Biológico: Metarhizium acridum Controle químico: Uso de inseticidas Cipermetrina, Fipronil e Tiametoxam LARVA DE BESOURO ESCARABEÍDEO As espécies apresentam desenvolvimento holometabólico (ovo, larva, pupa e adulto) e são facilmente reconhecidas e diferenciadas. Adultos (besouros) diferem no tamanho e na cor. As larvas (corós) diferem no tamanho e pelo mapa de pêlos e espinhos do ráster (região ventral do último segmento abdominal). Além disso, a cabeça do coró-das-pastagens é de coloração marrom-avermelhada. As larvas são de cor branca-marfim, com a cabeça da cor marrom escura, abdômen escassamente peloso, engrossado na parte distal e, quando recolhidas, se apresentam enroladas. LARVA DE BESOURO ESCARABEÍDEO - Danos Destroi principalmente as raízes secundárias Danos vão desde o amarelecimento das folhas afetando o desenvolvimento ou até a morte das plantas. O período de alimentação das larvas vai de junho até setembro e as áreas infestadas os danos são observados em “manchas”, “reboleiras” ou “focos”, o dano causado pela praga é somado com ataques de outras pragas de solo, COCHONILHA DAS PASTAGENS - Antonima graminis Inseto sugador Apresenta o corpo ovalado; Apresenta corpo ovalado e coloração avermelhada e/ou arroxeada Com um tamanho próximo de 3 mm de comprimento e 1,5 mm de largura Seu desenvolvimento ótimo tem sido na temperatura entre 24 e 29°C COCHONILHA DAS PASTAGENS Se alojam nos perfilho do capim, concentrando-se principalmente junto aos nós, sob bainhas das folhas, próximo das gemas. A cochonilha ataca todas as hastes da planta a partir do coleto, onde ocorre a maior aglomeração dos insetos, que são facilmente notados devido a sua coloração branca. A redução na produção de forragem tem variado entre 20 e 38% com 11 a 15 cochonilhas por perfilho. COCHONILHA DAS PASTAGENS - AMOSTRAGEM A realização da amostragem desta praga deve ser estimada coletando 10 estolhos com pelo menos 10 nós, em diferentes localidades do piquete. Resultados mais uniformes são melhores onde não temos ainda a presença de raízes nos nós COCHONILHA DAS PASTAGENS - Controle O controle químico deste inseto e muito alto com relação ao dano que ele pode causar inviabilizando o uso desta pratica. O controle biológico tem sido feito, com sucesso, com a disseminação, na área, do inimigo natural Neodusmetia sangwani Trata-se de uma vespinha de 1 mm de comprimento, muito eficiente no controle dessa cochonilha LAGARTAS DOS CAPINZAIS É uma praga ocasional nas pastagens. São duas as principais espécies: lagarta militar, Spodoptera frugiperda e a curuquerê dos capinzais, Mocis latipes. Lagartas dos capinzais O ciclo biológico compreende quatro fases: ovo, lagarta, pupa e adulto. Nas condições de 250 C de temperatura, requer, em média, 3 dias para a incubação dos ovos 6-20 dias para o período larval; 10 dias para período pupal. O adulto, que vive em média 15 dias Cada fêmea oviposita em média 1200 ovos Várias gerações podem ocorrer ao longo do ano. LAGARTAS DOS CAPINZAIS - DANOS Estas lagartas, após a eclosão, se alimentam raspando as folhas; À medida que se desenvolvem, no entanto, passam a consumir as folhas a partir das bordas para a centro; LAGARTAS DOS CAPINZAIS – Controle Biológico Há produtos biológicos à base de Bacillus thuringiensis que podem ser aplicados. Trata-se de um inseticida microbiano seletivo para lagartas não sendo, portanto, necessária a retirada dos animais das áreas tratadas. Trichogrammaspp. e são parasitóides de ovos: as vespas colocam seus ovos no interior dos ovos da praga; Bacillus thuringiensis Trichogramma spp. LAGARTAS DOS CAPINZAIS – Controle Biológico O controle é difícil, pois ela pode migrar para outras áreas, como pastagens, por exemplo. O controle químico pode ser feito da seguinte maneira: para as ninfas, recomenda-se o uso de thiamethoxam ou carbofuran granulados, aplicados de um dos lados da touceira; para adultos, recomenda-se a aplicação de um inseticida seletivo que não atinja inimigos naturais da cigarrinha, como carbaril, triclorfon e malation. PERCEVEJO DAS GRAMÍNEAS - Collaria scenica Conhecido como percevejo-do-capim, mosquito-das-pastagens ou percequito é um inseto de coloração marrom-escura, que mede na fase adulta aproximadamente 6mm de comprimento. Possui antenas e pernas longas que, aliado ao hábito de alçar voo quando importunado, faz com que seja confundido com mosquitos PERCEVEJO DAS GRAMÍNEAS - Danos Tanto os adultos como as ninfas podem causar danos nas pastagens, perfurando a parede celular do tecido para sugar a seiva e injetar a toxina.