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1.1. (TRF 5 - Juiz Federal Substituto 5ª região/2015). Desde a Constituição de 1937, adotou-se, no Brasil, a chamada cláusula de reserva de plenário (full bench), prevista atualmente no art. 97 da CF, que preceitua que "somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros' ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público". A respeito dessa cláusula, assinale a opção correta. a) A cláusula de reserva de plenário não atinge juizados de pequenas .causas e juizados especiais, pois, segundo a configuração que lhes foi atribuída pelo legislador, esses juizados não funcionam, na esfera recursal, sob o regime de plenário ou de órgão especial. b) Os órgãos fracionários de tribunais podem afastar, no todo ou em parte, a incidência de lei ou ato normativo sem obedecer à cláusula de reserva de plenário, desde que não haja declaração expressa de Inconstitucionalidade. c) A cláusula de reserva de plenário deve ser observada nos casos em que o tribunal conclua que determinada norma pré-constitucional não foi recepcionada pela CF. d) No controle difuso de normas, é possível declarar a inconstitucionalidade de lei pré-constitucional tendo como parâmetro a Constituição vigente à época de edição da lei, hipótese em que não será necessária a observância da cláusula de reserva de plenário, visto não se tratar de violação à CF. e) Conforme a cláusula de reserva de plenário, o juiz singular de primeiro grau não pode, incidentalmente, declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo em um caso concreto, salvo se já houver precedente no mesmo sentido do pleno ou órgão especial do tribunal ao qual o magistrado se encontre vinculado ou do STF. 2.(TRF 5- Juiz Federal Substituto 5ª região/2015) Assinale a opção correta com referência ao controle de constitucionalidade no Brasil. a) O preâmbulo da CF e o ADCT nela contido servem como parâmetro de controle de constitucionalidade. b) É desnecessária a suspensão, pelo Senado Federal, de lei declarada inconstitucional pelo STF no exercício de controle difuso, tendo em vista a ocorrência de mutação constitucional. c) Se, no exercício de controle concentrado, decisão do STF declarar a Inconstitucionalidade de determinada lei estadual, será possível, por meio de reclamação, se questionar lei de idêntico teor editada por outro estado-membro. d) Diferentemente do STF, que pode declarar a inconstitucionalidade parcial de expressões ou palavras de artigo de lei, o veto parcial do presidente da República com base na inconstitucionalidade da norma deverá abranger texto integral de artigo, de parágrafo, de Inciso ou de alínea. e) No sistema brasileiro, admite-se o exercício, por meio de mandado de segurança impetrado por parlamentar, do controle material de constitucionalidade de projetos de lei que firam cláusulas pétreas. 3.(Ano: 2016/ Banca: TRT 4º Região/ Órgão: TRT - 4ª REGIÃO - RS/Prova: Juiz do Trabalho Substituto) Assinale a assertiva incorreta sobre o controle da constitucionalidade das leis no Brasil. a) O ordenamento jurídico brasileiro admite o controle da constitucionalidade de emenda constitucional tanto do ponto de vista formal quanto material. Aqui, não se está falando da PEC, mas de emenda. Então, está correto. b) O controle da constitucionalidade de emenda constitucional pode ser feito por via incidental, na análise de um caso concreto, por qualquer Juiz ou Tribunal. Perfeito. c) A ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto leis e atos normativos já editados e publicados, não sendo possível, por essa via, atacar atos em fase de discussão e votação. Perfeito e isso é interessante para o tema que se está trabalhando; pois, o controle judicial preventivo, que é difuso-concreto, é o MS do parlamentar que foi discutido acima. Uma ADI para discutir PL ou PEC não cabe o controle preventivo abstrato. Não cabe, seja ADI, seja ADPF. d) O Supremo Tribunal Federal – STF admite o controle de constitucionalidade judicial preventivo, na hipótese de impetração de mandado de segurança por parlamentar contra o processamento de propostas de emenda constitucional cujo conteúdo viole cláusula pétrea. Perfeito também. e) O STF admite o controle de constitucionalidade judicial preventivo de emendas constitucionais quando for alegado descumprimento do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. 4.TJMT – 2020. O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que, “para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico.” Para chegar a essa decisão, o STF utilizou-se da interpretação denominada: (A) integração normativa. (B) conforme a constituição com redução de texto. (C) mutação constitucional. (D) clássica. (E) conforme a constituição sem redução de texto. 5.Na hipótese de o Ministério Público ajuizar uma ação civil pública em âmbito da justiça estadual, objetivando, em defesa do patrimônio público, a anulação de uma licitação baseada em lei municipal incompatível com dispositivo da Constituição Federal, é correto afirmar que o Poder Judiciário Estadual (A) poderá conhecer da ação, mas o pedido deverá ser julgado improcedente, pois a lei municipal não pode ser objeto de controle de constitucionalidade perante a Constituição Federal. (B) não poderá conhecer da ação, uma vez que o controle de constitucionalidade de leis e atos normativos em face da Constituição Federal é de competência da Justiça Federal. (C) poderá conhecer da ação, e o controle de constitucionalidade poderá ser decidido de modo incidental restringindo-se seus efeitos inter partes. (D) poderá conhecer da ação e se o pedido for procedente, baseado na inconstitucionalidade da lei municipal, a decisão transitada em julgado terá efeitos vinculantes e erga omnes. 6.Assinale a alternativa que aponta um tipo de ato ou espécie normativa que, como regra, é passível de controle abstrato de constitucionalidade. (A) Regimentos Internos dos Tribunais. (B) Decreto regulamentar não autônomo do Chefe do Executivo. (C) Súmula vinculante. (D) Normas constitucionais originárias. (E) Resolução que autoriza processo contra o Presidente da República. 7.(Cespe- Procurador BACEN/2009) Acerca do controle de constitucionalidade no sistema constitucional brasileiro, assinale a opção correta. a) O ordenamento jurídico nacional admite o controle concentrado ou difuso de constitucionalidade de normas produzidas tanto pelo poder constituinte originário, quanto pelo derivado. b) t possível a declaração de inconstitucionalidade de norma editada antes da atual Constituição e que tenha desrespeitado, sob o ponto de vista normal, a Constituição em vigor na época de sua edição, ainda que referida lei seja materialmente compatível com a vigente CF. c) Segundo posicionamento atual do STF, não se revela viável o controle de constitucionalidade de normas orçamentárias, por serem estas normas de efeitos concretos. d) O STF reconhece a prefeito municipal legitimidade ativa para o ajuizamento de arguição de descumprimento de preceito fundamental, não obstante a ausência de sua legitimação para a ação direta de inconstitucionalidade. e) A decisão que concede medida cautelar em ação declaratória de constitucionalidade não se reveste da mesma eficácia contra todos nem de efeito vinculante que a decisão de mérito. 8.(CESPE- Procurador BACEN/2013) No que se refere ao controle incidental ou concreto e às ações do controle concentrado de constitucionalidade perante o STF, assinale a opção correta à luz da jurisprudência. a) A arguição de descumprimento de preceito fundamental, como instrumento de fiscalização abstrata de normas, submete-se aos requisitos da relevância constitucional da controvérsiasuscitada e da subsidiariedade. b) Considere que, em determinado caso concreto, o magistrado afaste a incidência de dispositivo legal por considerá-lo incompatível com a CF e reconheça o direito da parte em decisão que transite em julgado, e que, posteriormente, o STF declare a constitucionalidade do mesmo dispositivo em sede de ação declaratória de constitucionalidade. Nessa situação, segundo entendimento do STF, a decisão exarada em controle concentrado revela-se apta, por si só, para desconstituir a decisão proferida no caso concreto. c) É irrecorrível a decisão do ministro relator que indeferir a petição inicial da ação declaratória de constitucionalidade por considerá-la manifestamente improcedente. d) A legislação de regência veda expressamente a participação de amicus curiae em ADI por omissão, embora admita a participação dos demais legitimados par a a ação. e) No ordenamento jurídico brasileiro, não se admite arguição de descumprimento de preceito fundamental que tenha por objeto decisões judiciais. 9.É cabível Recurso Extraordinário para o STF contra julgamento realizado pelo Tribunal de Justiça Estadual em Ação de inconstitucionalidade estadual? Explique. R: SIM, dá decisão do Tribunal de Justiça cabe recurso extraordinário para exame pelo STF; com fundamento no art. 102, III, a ou c, da CF. Assim, caso o STF venha declarar inconstitucionalidade daquela forma, em decisão definitiva, comunicará essa decisão ao Senado Federal que, nos termos do art. 52, X da CF poderá suspender a sua execução. com essa suspenção de execução pela Senado Federal, aí sim a norma dada por inconstitucional e assim declarada no método difuso não mais terá eficácia. A decisão que antes tinha incidência inter partes passar a tê-la erga omnes. Essa incidência, entretanto, se dá ex nunc, isto é, a partit da suspensão procedida pelo Senado Federal. 10.Quais as espécies legislativas que não se sujeitam ao veto presidencial? O Presidente da República realiza controle de constitucionalidade? Explique. R: São as emenda à Constituição, em decretos legislativos e em resoluções, nas leis delegadas e na lei resultante da conversão, sem alterações, de medida provisória. Sendo sujeitos ao veto ou sanção presidencial leis complementares, leis ordinárias e as leis resultantes da conversão, com alterações,, de medidas provisórias. O Presidente da República faz controle de constitucionalidade mediante ao Veto (art. 66, CF). ou seja, o Presidente da República pode vetar projeto de lei e atos normativos, no todo ou em parte, que entenda inconstitucional, cohecido como veto preventivo, isso significa dizer que é antes da norma existir. (TRF 5 - Juiz F