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Genética - Síndromes oncológicas endócrinas, renais e genodermatoses

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Síndromes oncológicas endócrinas, renais e genodermatoses 
→ Abordagem em tumores renais é 
classicamente equivocada. Cirurgiões 
costumam tirar o rim inteiro quando há 
tumor renal. Dessa, forma, se há uma 
predisposição a câncer de rim, o paciente vai 
rapidamente ficar sem ele, pois irão retirar 
os dois rins e assim irá evoluir para 
hemodiálise, e em várias das síndromes o 
crescimento é muito lento, então não é 
aconselhado tirar o rim, pois tem um tumor 
renal, que tem crescimento lento. Do ponto 
de vista de síndromes que causam 
predisposição a tumores endócrinos a mais 
comum é a chamada MEN 1 
NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA DO TIPO 
1 
→ Geralmente o que detecta-se na clínica com 
mais frequência é a hiperfunção de 
paratireoide. Observa-se uma hiperplasia 
de paratireoide, cursando com alterações de 
paratormônio, de cálcio. E por trás disso 
tudo em alguns casos descobre-se uma 
neoplasia endócrina do tipo 1. O que tem de 
mais clássico nessa neoplasia são os P´s , que 
na maioria das vezes vem de primária, 
exceto adenoma de pituitária. Então no 
inglês: Pituitary adenoma, que é o primeiro 
P. Adenoma de pituitária acontece na 
síndrome numa fração de aproximadamente 
20% dos pacientes. E esse adenoma pode ser 
não funcional ou funcional. Se ele for não 
funcional a pituitária não produz nenhum 
hormônio, e se ele for funcional temos a 
possibilidade de produzir prolactina 
 
→ Prolactinoma de pituitária 
→ Ou produzir ACTH, assim teríamos uma 
síndrome de Cushing por excesso de ACTH. 
E também a possibilidade de produzir GH, 
nesse adenoma, ai teríamos uma 
acromegalia em função da produção de GH 
pelo adenoma de pituitária 
→ A sua vigilância vai ser buscando os níveis 
desses hormônios no sangue, e fazendo a 
ressonância de pituitária a cada 3 anos 
→ O outro P é o hiperparatireoidismo 
primário, que é chamado de hiperplasia de 
4 glândulas. As 4 paratireoides inseridas na 
tireoide hiperplasiadas, produzindo muito 
paratormônio 
→ O diagnóstico é feito com os níveis de 
paratormônio no sangue. Como ele controla 
vitamina D e cálcio você vai poder controlar 
também, fazer o diagnóstico e controlar o 
tratamento via isso 
→ Depois vamos ver como se trata hiperplasia 
de 4 glândulas cirurgicamente 
→ E o terceiro P é o tumor neuroendócrino 
primário. Eles são tumores de linhagem 
neuroendócrina. Acontecem com bastante 
frequência também, até 80% dos pacientes 
com MN1 tem tumores neuroendócrinos. E 
semelhante ao adenoma de pituitária 
também pode ser não funcional, não 
produzir nenhum hormônio, ou pode 
Amanda Barreiros – Medicina Ufes 
produzir hormônios característicos dos 
tumores neuroendócrinos, como insulina 
(insulinoma), Gastrina (gastrinoma), 
Peptídeo intestinal vasoativo (VIPoma); ou 
glucagon (glucagonoma). Então a gente 
também vai acompanhar baseado nessas 
dosagens. Também é comum na síndrome 
gastrinoma duodenal, o duodeno ali com 
gastrinoma. Outras coisas que se encontram: 
adenoma de adrenal, tumor neuroendócrino 
de timo e de pulmão, angiofibromas e 
colagenomas. Então são as características 
principais da neoplasia endócrina múltipla 
tipo 1, os 3 P’. MEN1 é causada por um gene 
supressor de tumor com o mesmo nome da 
síndrome, chama MEN1 
NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA TIPO 2 
→ Síndrome de gravidade muito superior a 
MEN1. Na neoplasia endócrina múltiplas 
tipo 2 o gene chama RET, e esse é um dos 
pouquíssimos exemplos de proto oncongene 
causando síndrome hereditária com 
predisposição a câncer. Via de regra todos 
são supressores de tumor. Acredita-se que 
os oncogenes quando ativados não passam 
geralmente pela gestação, pelo período 
embrionário, é inviável o feto. Mas, em 
alguns casos acontecem, e um deles é o RET, 
são pouquíssimos que são oncogenes. Então 
o RET causa a MEN2, que já é uma síndrome 
grave por si só, mas tem dois tipos: 
→ Tipo 2A e o tipo 2B, que é mais grave ainda 
→ O que caracteriza a MEN2? De modo muito 
peculiar é o carcinoma medular de 
tireoide, que é um tumor muito agressivo, 
de altíssimo risco, metastiza fácil, paciente 
vem a óbito rapidamente. Então a 
característica principal é o carcinoma 
medular de tireoide. Mas, também temos o 
hiperparatireoidismo, acontecendo menos 
do que na MEN1, mas acontece em 25% dos 
casos 
 
→ E o Feocromocitoma também é comum na 
síndrome, acontecendo em metade dos 
casos. A diferença do tipo 1 e do tipo 2 é que 
o carcinoma medular de tireoide acontece 
muito mais precocemente e acontece em 
100% dos pacientes, e o paciente de tipo 2 
tem o chamado habitus marfanoide, que é 
uma aparência de síndrome de Marfan. 
Então são as duas características principais 
que diferenciam o tipo 2 do tipo 1. No tipo 2 
você tem que fazer a tireoidectomia eletiva 
antes do primeiro ano de idade, para salvar 
o paciente. Então é importantíssimo fazer o 
diagnóstico da síndrome, da família, e 
acompanhar as crianças que nascem pra 
fazer o tratamento correto. Na tipo 2B você 
faz antes do primeiro de idade a 
tireoidectomia. E no tipo 2A você pode 
chegar até os 5 anos pra fazer a 
tireoidectomia eletiva, pois o medular de 
tireoide acontece numa idade mais 
avançada, mas mesmo assim é em uma 
criança. Todos os subtipos são muito 
agressivos. O acompanhamento anual do 
paciente vai ser com os níveis séricos de 
cálcio e metanefrina sérica, com a 
possibilidade de hiperpara e a metanefrina 
com Feocromocitoma. Então você vai triar se 
o seu paciente está desenvolvendo um 
desses tumores fazendo cálcio sérico e a 
metanefrina sérica anualmente 
CARCINOMA RENAL 
→ Temos cerca de 270 mil casos de carcinoma 
renal por ano no mundo inteiro. Disso, 
116.000 mortes, e nos EUA 65000 casos por 
ano, e 13000 mortes por ano. E cerca de 
200000 pessoas vivas nos estados unidos 
com câncer renal. Saber quais são de caráter 
hereditário, quais síndromes encontrar vai 
impactar na vida de muitas famílias. 
Determinados tipos de tumores renais nos 
reportam a síndromes especificas de 
predisposição 
 
→ Quando vocês recebem um laudo 
histopatológico de um timor de rim já se tem 
uma visão/luz de que síndrome o paciente 
pode ter. Tumor renal de células claras é um 
tumor característico das síndromes Von 
Hippel Lindau (VHL), síndrome que cursa 
com o tumor renal de células claras e 
Feocromocitoma também. Outras 
características marcantes: alteração ocular – 
angioma de retina, e tumores benignos de 
cerebelo e de coluna, que é o 
emangioblastoma. Todas as síndromes da 
parte superior são de crescimento 
relativamente lento, e vamos tratar de 
maneira bem diferente das que estão na 
parte de baixo 
→ Segundo: síndrome do carcinoma papilar 
hereditário, também é um oncogene MET, 
um dos poucos oncogene, causa tumor 
papilar renal, síndrome do câncer papilar 
renal hereditário 
→ Os outros 3 tumores da parte superior são 
característicos de uma síndrome causada 
pelo gene floculina, que é síndrome chamada 
Birt-Hogg-Dube. Caráter do tumor renal da 
síndrome. Característica cromofoba e do 
tipo oncocitoma e tumores híbridos, que 
misturam duas linhagens distintas. E o gene 
é FCLN, foliculina 
→ Aqui temos já uma síndrome mais agressiva, 
da metade para baixo. Essa é uma síndrome 
que causa tumor papilar renal, porem do 
tipo 2 e o gene é a fumarato hidratase. A 
outra não vou falar muito pois é muito rara e 
o patologista que descreve o tumor renal do 
tipo TFE3, TFEB ou MITF, então isso é o 
patologista que diz e é também uma 
síndrome agressiva, mas que temos poucos 
casos relatados no mundo 
→ Esse terceiro caso da parte inferior são 
tumores renais característicos da síndrome 
tuberosa esclerosa tipo 1 e 2, que é o 
angiomiolipoma, bastante característico da 
esclerose tuberosa. Ao ver esse tipo de 
tumor renal você deve ficar atento e se 
lembrar de esclerose tuberosa 
→ Quarto tipo é um tumor oncocitico, 
causados pelosgenes suciinases 
desidrogenase, especialmente o B, que é o 
pior deles, esses são genes que causam as 
síndromes de paraganglioma e 
felcromostomo hereditário. Esses são 
tumores cujo caráter genético hereditário é 
altíssimo, mesmo que tenham pouquíssimos 
casos na família deve-se testar, pois estão 
muito associados a hereditariedade. SDHB, 
SDHC, SDHD 
→ E por fim os tumores de células clara e 
cromofogos, característicos da síndrome 
de calden, causada pelo gene PTEN 
 
→ Gostaria de salientar o tipo de cenário que 
vocês encontram quando o tumor é 
esporádico e quando o tumor é hereditário. 
→ Quando estamos falando de um tumor 
esporádico de rim, nós temos esse cenário 
aqui, um tumor em um dos rins. Se você tirar 
metade do um terço do rim resolve, pois 
outro tumor não irá aparecer. Agora em 
síndromes temos ambos os rins povoados 
com tumores. Então se errar no tratamento 
rapidamente o paciente não terá mais rim. É 
importante saber como conduzir esse caso 
pra prolongar ao máximo a entrada do 
paciente a hemodiálise 
VON HIPPEL LINDAU 
 
 
→ característica muito marcante: angioma de 
retina, acontece em mais da metade dos 
casos, você vai fazer um fundo de olho 
→ E hemangioma e cerebelo e da espinha, da 
coluna espinhal, que acontece em até 70% 
dos casos. Outro achado comum é o tumor 
renal de células claras. O que acontece 
também são cistos pancreáticos 
relativamente comuns 
→ Tumores neuroendócrinos de pâncreas 
→ Cistoadenoma de epidídimo 
→ Feocromocitoma em 15%, esse paciente tem 
que acompanhar, pois se colocar um 
paciente com Feocromocitoma na mesa de 
cirurgia ele vai morrer, tem que ter certeza 
que ele não tem antes de fazer cirurgia 
 
→ Hemangioblastomas de retina e do SNC 
→ Tumores do saco endolinfático 
→ Feocromocitoma em 15% dos casos 
→ Tumores neuroendócrinos de pâncreas 
→ E tumor renal de células claras são as 
características principais 
 
→ Os tumores têm focos múltiplos nos rins. 
Então bilateral, focos múltiplos 
 
→ E aqui essa síndrome é uma daquelas da 
parte superior do slide cujo crescimento é 
lento, metastiza muito pouco e a gente usa a 
chamada regra dos 3 centímetros. Na qual a 
gente não faz nada com o paciente até que o 
tumor tenha 3 centímetros de diâmetro. 
Quando chega nesse ponto você tira apenas 
o tumor e deixa o máximo de rim pra trás 
possível, pois você terá vários tumores para 
tirar ao longo da vida e você vai 
acompanhando todos eles e vai tirando só a 
medida que eles ficam grandes e com isso 
você ajuda o paciente a ter uma qualidade de 
vida muito melhor 
 
→ Para acompanhar você vai fazer ressonância 
magnética nuclear a cada 2 anos. Não vai 
fazer tomografia, pois tem muita radiação, e 
o ultrassom não é bom o suficiente. Vai fazer 
ressonância a cada 2 anos e acompanhar o 
tamanho dos tumores 
 
→ O diagnostico VHL é hoje em dia muito 
simples, temos painéis. E 90% dos casos 
pega mutação VHL tranquilo com 
diagnostico molecular 
 
SEGUNDA SÍNDROME 
→ causado pela oncogênese MET, localizada na 
porção superior do slide. E temos o mesmo 
tipo de cenário, se for carcinoma renal 
papilar esporádico teremos um único tumor 
e o patologista vai te retornar dizendo 
carcinoma papilar do tipo 1, se for 
hereditário teremos o cenário da direita, 
vários tumores em ambos os rins, aqui 
também usar a regra dos 3 centímetros 
 
→ Vários tumores, alguns maiores, outros 
menores, no mesmo rim. Acompanha da 
melhor maneira possível e tenta preservar a 
função renal do seu paciente 
 
→ Tipo de imagem que o patologista vai ver e 
dar o diagnóstico, baseado nessa basofilia 
dos núcleos do tumor renal papilar 
 
→ Aqui também usamos a regra dos 3 
centímetros 
→ Acompanhar com ressonância a cada 2 anos 
 
→ E a medida que o tumor passa de 3 
centímetros você tira tentando preservar a 
função renal 
 
→ Hoje já passam de 30 famílias no mundo com 
predisposição a tumor renal papilar do tipo 
1 e curiosamente temos a seguinte situação: 
se o seu paciente tiver o tumor papilar tipo 1 
e uma historia familiar de tumor papilar 
renal tem praticamente 100% de chance de 
você detectar mutação no gene MET. Agora 
se ele apenas tiver o câncer, o tumor papilar 
tipo 1 renal, mas ele não tiver mais ninguém 
na família com tumor renal as chances são 
mínimas de você conseguir detectar 
mutação no gene MET. Então tenho uma 
discrepância enorme e praticamente não 
temos casos novos. Essas famílias já estão 
circulando e a mutação está expandindo a 
medida que novos membros da família 
chegam. Então essa é a realidade da HPRC 
que é diante de um cenário familiar 
praticamente 100% de chance de encontrar 
mutação no oncogene MET e fora desse 
cenário, mesmo que seu paciente tenha 
câncer renal ele provavelmente não terá 
mutação no MET 
BIRT-HOGG-DUBÉ (BHD) 
 
→ Síndrome causada pelo gene foliculina. 
Mesma situação esporádico ou hereditário. 
Síndrome que cursa com umas outras 
características clinicas, principalmente 
fibrofoliculoma. Você encontra 
fibrofoliculoma na face do paciente, no nariz, 
na testa. E essa imagem da histopalogia que 
o patologista vai ver 
 
 
→ É uma doença que começa a se manifestar 
precocemente, na casa dos 20 anos. Outra 
coisa que se observa bastante é o 
pneumotórax espontâneo. Episódios de dor 
por pneumotórax sem nenhuma causa, sem 
acidente, sem nada. E os tipos de tumor é o 
tumor hibrido: Tumor cromófobo e 
oncocitoma 
 
→ E numa mistura de linhagens pode conter 
inclusive células claras 
 
→ Aqui também pode se seguir a regra dos 3 
centímetros 
 
→ E vamos acompanhar com ressonância a 
cada 2 anos para acompanhar o tamanho do 
tumor e estar sempre tentando preservar ao 
máximo possível 
 
→ Mutações no gene foliculina a gente 
encontra em grande parte dos pacientes, em 
quase 95%. A maior parte são mutações com 
mudança do quadro de leitura ou mutações 
do tipo sem sentido que causam uma 
proteína truncada aqui. Mas algumas são 
deleções grandes, Então deve-se saber como 
pedir o teste, mas com os painéis disponíveis 
ai é bem tranquilo pedir o teste que consiga 
detectar 
LEIOMIOMATOSE HEREDITÁRIA E CÂNCER 
RENAL 
 
 
→ Parte de baixo – síndromes de crescimento 
mais rápido, que não se pode ficar 
esperando chegar em 3 centímetros o tumor. 
Paciente que provavelmente vai evoluir para 
fazer hemodiálise bem mais rapidamente 
que os demais. Um cenário esporádico e um 
cenário herdado 
 
→ Existe essa manifestação da síndrome que 
através de leiomiomas em vários locais do 
corpo, inclusive na pele. Leiomiomas 
cutâneos, os leiomiomas uterinos que em 
inglês chamam de fibroids, que é o que 
muitos chamam de mioma no Brasil 
→ Carcinoma renal e hiperplasia de adrenal 
que acontece numa fração de 8% dos 
pacientes 
 
→ Então manifestação cutânea com 
piloleiomioma do eretor da pili 
 
→ Isso também é manifestação cutânea na 
mesma síndrome 
 
→ Tem que ficar atento a questão cutânea 
 
→ Mioma de útero, paciente com muito mioma, 
tem que prestar atenção, às vezes o paciente 
não consegue engravidar por causa de 
mioma, e você vai ver ele tem leiomyomas 
cutaneos 
 
→ Aqui já é uma coisa do patologista com 
núcleos orangeofilicos na hora de fazer o 
diagnóstico 
 
→ E essa é uma síndrome violenta, que não é 
possível utilizar a regra dos 3 centímetros. 
Deve-se operar tão logo quando possível 
 
→ Deve-se fazer ressonância anual. E vai tentar 
realmente pedir na hora de fazer a 
ressonância que o radiologista fatie as 
imagens de 1 em 1mm para pegar tumores 
pequenos 
 
→ Importante fazer esse comentário com o 
médico radiologista que vai fazer a 
ressonância pra não passar nada 
despercebido 
→ E o gene aqui é a fumarato hidratase (FH) 
→ Quase 95% dos casos se consegue fazer um 
diagnóstico de variante patogênica fumarato 
hidratase. Grande parte das mutações é do 
tipo missense que é sentidotrocado. 
Frameshift que é troca do quadro de leitura 
e sem sentido causando proteína truncado, e 
Deleções grandes em até 10%. Mas uma 
fração relativamente pequena causada por 
delações grandes 
 
→ Divergência de conduta entre o grupo 
americano e o grupo europeu, sobre quando 
testar criança cuja família tem 
leiomiomatose hereditária e câncer renal. 
Nos EUA recomendam testar bem 
precocemente, pois já detectaram os 
tumores renais da síndrome em uma criança 
com 9 anos de idades, recomendam testar 
antes dos 8. Na Europa recomendam testar 
antes dos 16 anos de idade, então tem uma 
diferença grande conduta entre os dois 
grupos. Grupo americano é mais 
conservador, é melhor pois arrisca menos 
FEOCROMOCITOMA E PARAGANGLIOMA 
HEREDITÁRIO 
 
 
→ Também é grave e está na parte inferior do 
slide. Síndrome cujo caráter herdado é 
muito grande. Grande parte dos pacientes 
com paraganglioma são membros de 
síndromes, especialmente desse síndrome, 
causada por succinato desidrogenase. E aqui 
nós temos também entre os genes que 
causam uma diferença grande. Pois a 
succinato B é o gene mais agressivo, causa a 
síndrome mais agressiva, os outros nem 
tantos 
 
→ Pode ser causada pela SDHA, B, C, D, AF2 
→ A – síndrome bem tranquila; B – mais grave; 
D e F2 só herda a doença se receber a 
variante patogênica do seu pai. Se receber 
da mãe você não herda a doença 
→ Fenômeno de imprinting 
→ Os tumores associados são em especial 
paraganglioma, até 80% de risco de 
desenvolver paraganglioma 
→ Felcromostoma 
→ Tem tumor renal também, que é um tumor 
agressivo 
→ Tumores de pituitária e os tumores 
gastrointestinais estromais (GIST) 
 
→ B é o pior de todos, que causa mais tumores 
malignos, D vem na sequência, já os outros 
são de menor risco 
 
→ Caso de uma paciente com 21 anos 
 
→ Ao olhar o heredograma ele é bem limpo, 
não tem muita coisa e na hora que vocês vem 
aqui o paciente tem 21 anos e paraganglioma 
e mais ninguém tem nada que chama 
atenção. Mas teve uma tia materna, de 58 
anos, que teve um tumor de rim e ai a 
historia é branda, mas na hora que testa ele 
tem uma mutação de STHP 
 
→ 30% dos Feocromocitoma/paraganglioma 
estão em pacientes com a síndrome 
→ Isso é bem atípico, geralmente a gente tem 
por volta de 10% dos pacientes com 
qualquer tipo de tumor são pacientes de 
síndrome 
→ Aqui até 30%. Então mesmo na ausência de 
uma história familiar forte esse é um 
paciente que se recomenda testar 
→ Paraganglioma recomenda-se testar todos 
 
→ São os 3 tumores que acontecem na 
síndrome 
 
→ Succinato desidrogenase 
→ O tumor renal do tipo oncocitico 
 
→ Não vai poder esperar chegar nos 3 
centímetros e vai também conversar com o 
radiologista pra fazer um fatiamento bom do 
rim pra tentar o diagnóstico mais precoce 
possível 
 
SÍNDROME DE COWDEN 
 
→ causada pelo PTEN 
→ Síndrome que o tumor renal é de células 
claras e cromofobo também. Diagnóstico por 
causa de características como a 
macrocefalia. Gene que causa crescimento 
exagerado. É uma síndrome macrossomica, 
as vezes o paciente é todo grande, as vezes 
metade do corpo, metade de uma perna é 
grande a outra é normal 
→ Cursa com câncer de mama, câncer de 
tireoide, endometrial, queratose acral, 
macrocefalia muito comum 
 
→ O gene PTEN é o que causa a síndrome, 
detecta variantes patogênicas numa fração 
bem grande, quase 85% dos casos 
ESCLEROSE TUBEROSA 
 
 
→ tumor renal é angiomiolipoma. Outras 
características: angiofibroma, manchas 
lipomelanoticas, tumores corticais, lesão de 
pele chamada shagreen patch, 
limfogiomatose, angiomiolipoma, 
hematoma de retina, fibroma periungueal e 
câncer de rim, que pode ser angiomiolipoma 
renal 
 
→ São 2 tipos de esclerose tuberosa 
→ Tipo 1 é gene hamartin 
→ Tipo 2 é a tuberina 
 
→ Só esse slide sobre essa síndrome que é do 
melanoma uveal e câncer renal 
→ Aqui temos uma família em que ele marca 
quem recebeu a mutação e quem não 
recebeu. O câncer renal em vermelho. Uma 
herança autossômica dominante. 
Diagnostico molecular apenas na última 
geração, gene PAP. E a síndrome cursa tanto 
com câncer de rim, como melanoma uveal 
SÍNDROME DE HIPERPARATIREOIDISMO E 
TUMORES DE MANDÍBULA 
 
 
→ Gene CDC73 
→ Aqui na mandíbula encontra-se fibromas 
ossificantes muito comumente. E ela cursa 
com paratireoidismo em 95% dos casos. É o 
que define o nome da síndrome, as duas 
coisas que mais acontecem na síndrome que 
é justamente o hiperparatireoidismo e os 
tumores de mandíbula 
 
→ Como se trata a hiperplasia de 4 glândulas? 
MNE1 cursa com hiperplasia de 4 glândulas 
com muita frequência, das 4 paratireoides. 
Portanto hiperparatireoidismo é a primeira 
característica de MEN1. Se você tiver uma 
hiperplasia de 4 glândulas vai retirar 3 
glândulas e meia, deixando meia glândula 
para dar conta das necessidades de 
paratormônio. Esse é o tratamento em 
tumor benigno. Agora se você tiver um 
adenoma de paratireoide você vai retirar 
aquele adenoma inteiro e pronto. Vai reduzir 
o seu paratormônio e vai resolver o seu 
problema. Se você tiver um câncer de 
paratireoide você vai tirar o máximo 
possível da paratireoide possivelmente. Se 
você conseguir deixar uma meia 
paratireoide para suprir as demandas de 
paratormônio ótimo, isso vai depender da 
extensão do tumor 
GENODERMATOSES 
 
 
→ São doenças genéticas com acometimento da 
pele 
→ Síndrome de Gorlin que da inúmeros 
tumores basocelulares de pele 
NEUROFIBROMATOSE DE TIPO 1 
 
 
→ Condição em que se tem neurofibromas pelo 
corpo todo, muito comum manchas café com 
leite. Se você tiver manchas em extensão e 
quantidade suficiente tem o diagnóstico de 
neurofibromatose tipo 1 
 
→ Diagnóstico: se você tiver 6 ou mais manchas 
café com leite pelo corpo você tem o 
diagnostico clinico de neurofibromatose 
tipo 1; 2 ou mais neurofibromas de qualquer 
tipo ou 1 neurofibroma plexiforme; sardas 
em regiões que não tem exposição solar, 
especialmente nas axilas e na região inguinal 
é sugestivo de neurofibromatose; glioma do 
nervo óptico; nódulos de lisch, que são 
nódulos na íris, 2 ou mais nódulos de lisch; e 
lesões ossificantes, especialmente a 
displasia de esfenoide pseudoartrose tibial; 
e claro se você for membro de uma família 
que tenha neurofibromatose qualquer um 
desses sintomas, ou manifestações, já 
fecham o diagnóstico da variante patogênica 
NF1. Então se você é membro de uma família 
a situação já fica bem diferente 
 
→ Quais são os riscos? Os gliomas óticos, tumor 
de bainha neural, feocromocitomas, 
leucemia mielomonocitica juvenil, gliomas 
cerebrais e neurofibroma plexiforme 
→ O neurofibroma é um tumor benigno, pois 
não metastatiza, porém tem um crescimento 
muito indolente e péssimo pra fazer cirurgia, 
esse tumor cresce tanto que boa parte dos 
pacientes vem a óbito na cirurgia. Apesar de 
benigno, é de difícil controle 
NEUROFIBROMATOSE TIPO 2 
 
 
→ Já a NF2 é uma síndrome totalmente 
diferente da NF1, raramente tem mancha 
café com leite, e o que a caracteriza são os 
shiwannomas vestibulares 
 
→ Se você apresentar shiwannoma bilateral do 
acústico já tem diagnostico de NF2. Agora se 
você não tem o bilateral, só tem o 
shiwannoma unilateral e associado ao 
shiwannoma você tem meningioma, 
shiwannoma fora do acústico, glioma, 
neurofibroma ou opacidades subcapsulares 
lenticular você tem o diagnóstico de NF2 
também 
→ Shiwanonma bilateral acústico faz mais 
diagnóstico da síndrome 
ESCLEROSE TUBEROSA TIPO I OU 2 
 
 
→ Gene Hamartin ou tuberina 
→ Pacientes que boa parte tem déficit 
intelectual 
→ E o tipo de câncer, tumores que vocês tem 
que se preocupar é o astrocitoma de células 
gigantes, rabdomiomas cardíaco, e 
angiomiolipoma 
→ Angiomiolipoma é uma marca renal 
registrada da esclerose tuberosa 
→ Linfangiomatose também podemos 
observar 
 
→ Manchashipomelanoticas, fibromas 
unguerais – lesão na unha, fibroma; 
angiofibromas da face e uma lesão de pele 
chamada shagreen patch. Todas essas são 
características da esclerose tuberosa 
 
BIRT HOGG DUBE 
 
 
→ Fibrofoliculomas em outros locais 
→ Mostrei de nariz e de testa 
→ Cistos pulmonares e pneumotórax 
→ Tumor renal é cromofogo ou oncocitoma 
 
MUIR-TORRE 
 
 
→ Sub síndrome de Lynch, causada pelos 
mesmos genes de Lynch. Caracterizada por 
câncer de intestino e lesões de pele, em 
especial o adenoma de glândulas sebáceas. 
Mutação em MSH2 MNH1, genes mais 
comumente associados a Lynch 
→ Outras lesões de pele: queratoacantoma, 
carcinoma de glândulas sebáceas, outras 
coisas podem ser encontradas também 
 
→ Adenoma de glândulas sebáceas, 
ceratoacantoma, carcinoma sebáceo, lesões 
que vai ter que analisar com o 
dermatologista 
BLOOM 
 
 
 
 
→ Síndrome de muita sensibilidade solar, 
causada por um ahelicase, RecQL3. Paciente 
com face hiperemica, tendencia a tumores 
durante a infância, síndrome grave 
→ Leucemia, linfomas, tumores 
gastrointestinais durante a infância 
→ E na pele esse eritema, telangiectasia, 
manchas café com leite e lábios rachados 
→ Tendencia a infecções, paciente não cresce 
bem pois tem deficiências osteoarticulares 
também 
XERODERMA PIGMENTOSO 
 
 
→ Deficiência de reparo 
GORLIN 
 
→ Centenas de tumores basocelulares de pele. 
Retirada de basocelular de pele a cada 6 
meses praticamente 
→ Causada por mutações no gene PTCH, 
receptor de sony 
→ Gene principal de uma das vias de 
crescimento mais importantes que temos. E 
PTCH tem o receptor de sony 
→ Cursa com probabilidade pra câncer de pele 
na maior parte basocelular, mas também 
espinocelular. E com algumas outras 
características: ela tem macrocefalia, 
atenção com síndrome de Cowden, que 
também tem macrocefalia. Tem testa 
proeminente com características meio rudes 
na face do paciente. Mas o que tem muito 
interessante, tem também a possibilidade de 
polidactilia e fenda palatina. Mas o que tem 
que quero salientar, que vocêfaz o 
diagnostico com raio X de crânio é a 
calcificação da foice do cérebro, muito 
comum em Gorlin 
→ Fecha o diagnóstico antes de fazer o teste 
genético 
 
→ Outra coisa característica são pontinhos 
brancos na mão do paciente, palmar pits, são 
como pequenas fossas na mão do paciente, 
aparência de que alguém pegou um alfinete 
e saiu furando a mão do paciente 
→ Então câncer de pele, palmar pits, cistos de 
mandíbula, e calcificação da foice 
→ Coisas que deve-se ficar atento, até antes de 
fazer o diagnóstico genético, já tem o 
diagnostico clinico 
MELANOMA HEREDITÁRIO 
 
 
→ Muito grave 
→ Metastatiza com pequena profundidade. 
Melanoma com 2mm de profundidade já 
metastatiza 
→ 4 características: A de assimetria, B de 
irregularidades das bordas, C da Cor e D para 
diâmetro. Cor muda, uma área mais escura, 
uma mais cara, parece que uma tinta esta 
penetrando na pele. Além de ter borda 
irregular, ele aumenta com o tempo e você 
vai comparando 
 
→ Se você tem melanoma e é parte de uma 
família que tem melanoma sua chance de 
desenvolver melanoma é 500 vezes maior 
do que de um indivíduo normal da 
população. Se você é membro de uma família 
que tem melanoma mas você não tem 
melanoma, mas tem o nevo displásico sua 
chance é um risco relativo é 184 vezes maior. 
184 vezes a chance de um indivíduo normal 
da população, mas se você é membro de uma 
família, mas não tem nenhum tipo de lesão 
seu risco é de 70 vezes 
→ A herança familiar do melanoma aumenta o 
risco extraordinariamente, e se você tem o 
risco, você desenvolve o melanoma muito 
mais precocemente, melanoma esporádico 
aparece em quase 60 anos de idade. Quem 
tem risco aos 36 
→ 10% é diagnosticado antes dos 20 anos de 
idade, muito cedo 
→ A possibilidade de múltiplos primários é alta 
e muito nevo displásico, então são coisas que 
deve se ficar atento 
→ A genética do melanoma hereditário 
 
→ A síndrome é causada pelo gene CDKN2A, 
mas outros genes, inclusive o melanoma faz 
parte de outras síndromes, não de muitas, 
mas de outras, a própria síndrome de câncer 
de mama e ovário hereditário PSA2, 
aumenta o risco pra melanoma também 
 
→ Prevenção é evitar a luz solar, o máximo 
possível, exposição pequena, filtro solar, 
manga comprida, boné, diminuir ao máximo 
→ Foto documentar a lesão e fazer um 
comparativo de tamanho, caso tenha 
dúvidas, para acompanhar

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