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Síndromes oncológicas endócrinas, renais e genodermatoses → Abordagem em tumores renais é classicamente equivocada. Cirurgiões costumam tirar o rim inteiro quando há tumor renal. Dessa, forma, se há uma predisposição a câncer de rim, o paciente vai rapidamente ficar sem ele, pois irão retirar os dois rins e assim irá evoluir para hemodiálise, e em várias das síndromes o crescimento é muito lento, então não é aconselhado tirar o rim, pois tem um tumor renal, que tem crescimento lento. Do ponto de vista de síndromes que causam predisposição a tumores endócrinos a mais comum é a chamada MEN 1 NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA DO TIPO 1 → Geralmente o que detecta-se na clínica com mais frequência é a hiperfunção de paratireoide. Observa-se uma hiperplasia de paratireoide, cursando com alterações de paratormônio, de cálcio. E por trás disso tudo em alguns casos descobre-se uma neoplasia endócrina do tipo 1. O que tem de mais clássico nessa neoplasia são os P´s , que na maioria das vezes vem de primária, exceto adenoma de pituitária. Então no inglês: Pituitary adenoma, que é o primeiro P. Adenoma de pituitária acontece na síndrome numa fração de aproximadamente 20% dos pacientes. E esse adenoma pode ser não funcional ou funcional. Se ele for não funcional a pituitária não produz nenhum hormônio, e se ele for funcional temos a possibilidade de produzir prolactina → Prolactinoma de pituitária → Ou produzir ACTH, assim teríamos uma síndrome de Cushing por excesso de ACTH. E também a possibilidade de produzir GH, nesse adenoma, ai teríamos uma acromegalia em função da produção de GH pelo adenoma de pituitária → A sua vigilância vai ser buscando os níveis desses hormônios no sangue, e fazendo a ressonância de pituitária a cada 3 anos → O outro P é o hiperparatireoidismo primário, que é chamado de hiperplasia de 4 glândulas. As 4 paratireoides inseridas na tireoide hiperplasiadas, produzindo muito paratormônio → O diagnóstico é feito com os níveis de paratormônio no sangue. Como ele controla vitamina D e cálcio você vai poder controlar também, fazer o diagnóstico e controlar o tratamento via isso → Depois vamos ver como se trata hiperplasia de 4 glândulas cirurgicamente → E o terceiro P é o tumor neuroendócrino primário. Eles são tumores de linhagem neuroendócrina. Acontecem com bastante frequência também, até 80% dos pacientes com MN1 tem tumores neuroendócrinos. E semelhante ao adenoma de pituitária também pode ser não funcional, não produzir nenhum hormônio, ou pode Amanda Barreiros – Medicina Ufes produzir hormônios característicos dos tumores neuroendócrinos, como insulina (insulinoma), Gastrina (gastrinoma), Peptídeo intestinal vasoativo (VIPoma); ou glucagon (glucagonoma). Então a gente também vai acompanhar baseado nessas dosagens. Também é comum na síndrome gastrinoma duodenal, o duodeno ali com gastrinoma. Outras coisas que se encontram: adenoma de adrenal, tumor neuroendócrino de timo e de pulmão, angiofibromas e colagenomas. Então são as características principais da neoplasia endócrina múltipla tipo 1, os 3 P’. MEN1 é causada por um gene supressor de tumor com o mesmo nome da síndrome, chama MEN1 NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA TIPO 2 → Síndrome de gravidade muito superior a MEN1. Na neoplasia endócrina múltiplas tipo 2 o gene chama RET, e esse é um dos pouquíssimos exemplos de proto oncongene causando síndrome hereditária com predisposição a câncer. Via de regra todos são supressores de tumor. Acredita-se que os oncogenes quando ativados não passam geralmente pela gestação, pelo período embrionário, é inviável o feto. Mas, em alguns casos acontecem, e um deles é o RET, são pouquíssimos que são oncogenes. Então o RET causa a MEN2, que já é uma síndrome grave por si só, mas tem dois tipos: → Tipo 2A e o tipo 2B, que é mais grave ainda → O que caracteriza a MEN2? De modo muito peculiar é o carcinoma medular de tireoide, que é um tumor muito agressivo, de altíssimo risco, metastiza fácil, paciente vem a óbito rapidamente. Então a característica principal é o carcinoma medular de tireoide. Mas, também temos o hiperparatireoidismo, acontecendo menos do que na MEN1, mas acontece em 25% dos casos → E o Feocromocitoma também é comum na síndrome, acontecendo em metade dos casos. A diferença do tipo 1 e do tipo 2 é que o carcinoma medular de tireoide acontece muito mais precocemente e acontece em 100% dos pacientes, e o paciente de tipo 2 tem o chamado habitus marfanoide, que é uma aparência de síndrome de Marfan. Então são as duas características principais que diferenciam o tipo 2 do tipo 1. No tipo 2 você tem que fazer a tireoidectomia eletiva antes do primeiro ano de idade, para salvar o paciente. Então é importantíssimo fazer o diagnóstico da síndrome, da família, e acompanhar as crianças que nascem pra fazer o tratamento correto. Na tipo 2B você faz antes do primeiro de idade a tireoidectomia. E no tipo 2A você pode chegar até os 5 anos pra fazer a tireoidectomia eletiva, pois o medular de tireoide acontece numa idade mais avançada, mas mesmo assim é em uma criança. Todos os subtipos são muito agressivos. O acompanhamento anual do paciente vai ser com os níveis séricos de cálcio e metanefrina sérica, com a possibilidade de hiperpara e a metanefrina com Feocromocitoma. Então você vai triar se o seu paciente está desenvolvendo um desses tumores fazendo cálcio sérico e a metanefrina sérica anualmente CARCINOMA RENAL → Temos cerca de 270 mil casos de carcinoma renal por ano no mundo inteiro. Disso, 116.000 mortes, e nos EUA 65000 casos por ano, e 13000 mortes por ano. E cerca de 200000 pessoas vivas nos estados unidos com câncer renal. Saber quais são de caráter hereditário, quais síndromes encontrar vai impactar na vida de muitas famílias. Determinados tipos de tumores renais nos reportam a síndromes especificas de predisposição → Quando vocês recebem um laudo histopatológico de um timor de rim já se tem uma visão/luz de que síndrome o paciente pode ter. Tumor renal de células claras é um tumor característico das síndromes Von Hippel Lindau (VHL), síndrome que cursa com o tumor renal de células claras e Feocromocitoma também. Outras características marcantes: alteração ocular – angioma de retina, e tumores benignos de cerebelo e de coluna, que é o emangioblastoma. Todas as síndromes da parte superior são de crescimento relativamente lento, e vamos tratar de maneira bem diferente das que estão na parte de baixo → Segundo: síndrome do carcinoma papilar hereditário, também é um oncogene MET, um dos poucos oncogene, causa tumor papilar renal, síndrome do câncer papilar renal hereditário → Os outros 3 tumores da parte superior são característicos de uma síndrome causada pelo gene floculina, que é síndrome chamada Birt-Hogg-Dube. Caráter do tumor renal da síndrome. Característica cromofoba e do tipo oncocitoma e tumores híbridos, que misturam duas linhagens distintas. E o gene é FCLN, foliculina → Aqui temos já uma síndrome mais agressiva, da metade para baixo. Essa é uma síndrome que causa tumor papilar renal, porem do tipo 2 e o gene é a fumarato hidratase. A outra não vou falar muito pois é muito rara e o patologista que descreve o tumor renal do tipo TFE3, TFEB ou MITF, então isso é o patologista que diz e é também uma síndrome agressiva, mas que temos poucos casos relatados no mundo → Esse terceiro caso da parte inferior são tumores renais característicos da síndrome tuberosa esclerosa tipo 1 e 2, que é o angiomiolipoma, bastante característico da esclerose tuberosa. Ao ver esse tipo de tumor renal você deve ficar atento e se lembrar de esclerose tuberosa → Quarto tipo é um tumor oncocitico, causados pelosgenes suciinases desidrogenase, especialmente o B, que é o pior deles, esses são genes que causam as síndromes de paraganglioma e felcromostomo hereditário. Esses são tumores cujo caráter genético hereditário é altíssimo, mesmo que tenham pouquíssimos casos na família deve-se testar, pois estão muito associados a hereditariedade. SDHB, SDHC, SDHD → E por fim os tumores de células clara e cromofogos, característicos da síndrome de calden, causada pelo gene PTEN → Gostaria de salientar o tipo de cenário que vocês encontram quando o tumor é esporádico e quando o tumor é hereditário. → Quando estamos falando de um tumor esporádico de rim, nós temos esse cenário aqui, um tumor em um dos rins. Se você tirar metade do um terço do rim resolve, pois outro tumor não irá aparecer. Agora em síndromes temos ambos os rins povoados com tumores. Então se errar no tratamento rapidamente o paciente não terá mais rim. É importante saber como conduzir esse caso pra prolongar ao máximo a entrada do paciente a hemodiálise VON HIPPEL LINDAU → característica muito marcante: angioma de retina, acontece em mais da metade dos casos, você vai fazer um fundo de olho → E hemangioma e cerebelo e da espinha, da coluna espinhal, que acontece em até 70% dos casos. Outro achado comum é o tumor renal de células claras. O que acontece também são cistos pancreáticos relativamente comuns → Tumores neuroendócrinos de pâncreas → Cistoadenoma de epidídimo → Feocromocitoma em 15%, esse paciente tem que acompanhar, pois se colocar um paciente com Feocromocitoma na mesa de cirurgia ele vai morrer, tem que ter certeza que ele não tem antes de fazer cirurgia → Hemangioblastomas de retina e do SNC → Tumores do saco endolinfático → Feocromocitoma em 15% dos casos → Tumores neuroendócrinos de pâncreas → E tumor renal de células claras são as características principais → Os tumores têm focos múltiplos nos rins. Então bilateral, focos múltiplos → E aqui essa síndrome é uma daquelas da parte superior do slide cujo crescimento é lento, metastiza muito pouco e a gente usa a chamada regra dos 3 centímetros. Na qual a gente não faz nada com o paciente até que o tumor tenha 3 centímetros de diâmetro. Quando chega nesse ponto você tira apenas o tumor e deixa o máximo de rim pra trás possível, pois você terá vários tumores para tirar ao longo da vida e você vai acompanhando todos eles e vai tirando só a medida que eles ficam grandes e com isso você ajuda o paciente a ter uma qualidade de vida muito melhor → Para acompanhar você vai fazer ressonância magnética nuclear a cada 2 anos. Não vai fazer tomografia, pois tem muita radiação, e o ultrassom não é bom o suficiente. Vai fazer ressonância a cada 2 anos e acompanhar o tamanho dos tumores → O diagnostico VHL é hoje em dia muito simples, temos painéis. E 90% dos casos pega mutação VHL tranquilo com diagnostico molecular SEGUNDA SÍNDROME → causado pela oncogênese MET, localizada na porção superior do slide. E temos o mesmo tipo de cenário, se for carcinoma renal papilar esporádico teremos um único tumor e o patologista vai te retornar dizendo carcinoma papilar do tipo 1, se for hereditário teremos o cenário da direita, vários tumores em ambos os rins, aqui também usar a regra dos 3 centímetros → Vários tumores, alguns maiores, outros menores, no mesmo rim. Acompanha da melhor maneira possível e tenta preservar a função renal do seu paciente → Tipo de imagem que o patologista vai ver e dar o diagnóstico, baseado nessa basofilia dos núcleos do tumor renal papilar → Aqui também usamos a regra dos 3 centímetros → Acompanhar com ressonância a cada 2 anos → E a medida que o tumor passa de 3 centímetros você tira tentando preservar a função renal → Hoje já passam de 30 famílias no mundo com predisposição a tumor renal papilar do tipo 1 e curiosamente temos a seguinte situação: se o seu paciente tiver o tumor papilar tipo 1 e uma historia familiar de tumor papilar renal tem praticamente 100% de chance de você detectar mutação no gene MET. Agora se ele apenas tiver o câncer, o tumor papilar tipo 1 renal, mas ele não tiver mais ninguém na família com tumor renal as chances são mínimas de você conseguir detectar mutação no gene MET. Então tenho uma discrepância enorme e praticamente não temos casos novos. Essas famílias já estão circulando e a mutação está expandindo a medida que novos membros da família chegam. Então essa é a realidade da HPRC que é diante de um cenário familiar praticamente 100% de chance de encontrar mutação no oncogene MET e fora desse cenário, mesmo que seu paciente tenha câncer renal ele provavelmente não terá mutação no MET BIRT-HOGG-DUBÉ (BHD) → Síndrome causada pelo gene foliculina. Mesma situação esporádico ou hereditário. Síndrome que cursa com umas outras características clinicas, principalmente fibrofoliculoma. Você encontra fibrofoliculoma na face do paciente, no nariz, na testa. E essa imagem da histopalogia que o patologista vai ver → É uma doença que começa a se manifestar precocemente, na casa dos 20 anos. Outra coisa que se observa bastante é o pneumotórax espontâneo. Episódios de dor por pneumotórax sem nenhuma causa, sem acidente, sem nada. E os tipos de tumor é o tumor hibrido: Tumor cromófobo e oncocitoma → E numa mistura de linhagens pode conter inclusive células claras → Aqui também pode se seguir a regra dos 3 centímetros → E vamos acompanhar com ressonância a cada 2 anos para acompanhar o tamanho do tumor e estar sempre tentando preservar ao máximo possível → Mutações no gene foliculina a gente encontra em grande parte dos pacientes, em quase 95%. A maior parte são mutações com mudança do quadro de leitura ou mutações do tipo sem sentido que causam uma proteína truncada aqui. Mas algumas são deleções grandes, Então deve-se saber como pedir o teste, mas com os painéis disponíveis ai é bem tranquilo pedir o teste que consiga detectar LEIOMIOMATOSE HEREDITÁRIA E CÂNCER RENAL → Parte de baixo – síndromes de crescimento mais rápido, que não se pode ficar esperando chegar em 3 centímetros o tumor. Paciente que provavelmente vai evoluir para fazer hemodiálise bem mais rapidamente que os demais. Um cenário esporádico e um cenário herdado → Existe essa manifestação da síndrome que através de leiomiomas em vários locais do corpo, inclusive na pele. Leiomiomas cutâneos, os leiomiomas uterinos que em inglês chamam de fibroids, que é o que muitos chamam de mioma no Brasil → Carcinoma renal e hiperplasia de adrenal que acontece numa fração de 8% dos pacientes → Então manifestação cutânea com piloleiomioma do eretor da pili → Isso também é manifestação cutânea na mesma síndrome → Tem que ficar atento a questão cutânea → Mioma de útero, paciente com muito mioma, tem que prestar atenção, às vezes o paciente não consegue engravidar por causa de mioma, e você vai ver ele tem leiomyomas cutaneos → Aqui já é uma coisa do patologista com núcleos orangeofilicos na hora de fazer o diagnóstico → E essa é uma síndrome violenta, que não é possível utilizar a regra dos 3 centímetros. Deve-se operar tão logo quando possível → Deve-se fazer ressonância anual. E vai tentar realmente pedir na hora de fazer a ressonância que o radiologista fatie as imagens de 1 em 1mm para pegar tumores pequenos → Importante fazer esse comentário com o médico radiologista que vai fazer a ressonância pra não passar nada despercebido → E o gene aqui é a fumarato hidratase (FH) → Quase 95% dos casos se consegue fazer um diagnóstico de variante patogênica fumarato hidratase. Grande parte das mutações é do tipo missense que é sentidotrocado. Frameshift que é troca do quadro de leitura e sem sentido causando proteína truncado, e Deleções grandes em até 10%. Mas uma fração relativamente pequena causada por delações grandes → Divergência de conduta entre o grupo americano e o grupo europeu, sobre quando testar criança cuja família tem leiomiomatose hereditária e câncer renal. Nos EUA recomendam testar bem precocemente, pois já detectaram os tumores renais da síndrome em uma criança com 9 anos de idades, recomendam testar antes dos 8. Na Europa recomendam testar antes dos 16 anos de idade, então tem uma diferença grande conduta entre os dois grupos. Grupo americano é mais conservador, é melhor pois arrisca menos FEOCROMOCITOMA E PARAGANGLIOMA HEREDITÁRIO → Também é grave e está na parte inferior do slide. Síndrome cujo caráter herdado é muito grande. Grande parte dos pacientes com paraganglioma são membros de síndromes, especialmente desse síndrome, causada por succinato desidrogenase. E aqui nós temos também entre os genes que causam uma diferença grande. Pois a succinato B é o gene mais agressivo, causa a síndrome mais agressiva, os outros nem tantos → Pode ser causada pela SDHA, B, C, D, AF2 → A – síndrome bem tranquila; B – mais grave; D e F2 só herda a doença se receber a variante patogênica do seu pai. Se receber da mãe você não herda a doença → Fenômeno de imprinting → Os tumores associados são em especial paraganglioma, até 80% de risco de desenvolver paraganglioma → Felcromostoma → Tem tumor renal também, que é um tumor agressivo → Tumores de pituitária e os tumores gastrointestinais estromais (GIST) → B é o pior de todos, que causa mais tumores malignos, D vem na sequência, já os outros são de menor risco → Caso de uma paciente com 21 anos → Ao olhar o heredograma ele é bem limpo, não tem muita coisa e na hora que vocês vem aqui o paciente tem 21 anos e paraganglioma e mais ninguém tem nada que chama atenção. Mas teve uma tia materna, de 58 anos, que teve um tumor de rim e ai a historia é branda, mas na hora que testa ele tem uma mutação de STHP → 30% dos Feocromocitoma/paraganglioma estão em pacientes com a síndrome → Isso é bem atípico, geralmente a gente tem por volta de 10% dos pacientes com qualquer tipo de tumor são pacientes de síndrome → Aqui até 30%. Então mesmo na ausência de uma história familiar forte esse é um paciente que se recomenda testar → Paraganglioma recomenda-se testar todos → São os 3 tumores que acontecem na síndrome → Succinato desidrogenase → O tumor renal do tipo oncocitico → Não vai poder esperar chegar nos 3 centímetros e vai também conversar com o radiologista pra fazer um fatiamento bom do rim pra tentar o diagnóstico mais precoce possível SÍNDROME DE COWDEN → causada pelo PTEN → Síndrome que o tumor renal é de células claras e cromofobo também. Diagnóstico por causa de características como a macrocefalia. Gene que causa crescimento exagerado. É uma síndrome macrossomica, as vezes o paciente é todo grande, as vezes metade do corpo, metade de uma perna é grande a outra é normal → Cursa com câncer de mama, câncer de tireoide, endometrial, queratose acral, macrocefalia muito comum → O gene PTEN é o que causa a síndrome, detecta variantes patogênicas numa fração bem grande, quase 85% dos casos ESCLEROSE TUBEROSA → tumor renal é angiomiolipoma. Outras características: angiofibroma, manchas lipomelanoticas, tumores corticais, lesão de pele chamada shagreen patch, limfogiomatose, angiomiolipoma, hematoma de retina, fibroma periungueal e câncer de rim, que pode ser angiomiolipoma renal → São 2 tipos de esclerose tuberosa → Tipo 1 é gene hamartin → Tipo 2 é a tuberina → Só esse slide sobre essa síndrome que é do melanoma uveal e câncer renal → Aqui temos uma família em que ele marca quem recebeu a mutação e quem não recebeu. O câncer renal em vermelho. Uma herança autossômica dominante. Diagnostico molecular apenas na última geração, gene PAP. E a síndrome cursa tanto com câncer de rim, como melanoma uveal SÍNDROME DE HIPERPARATIREOIDISMO E TUMORES DE MANDÍBULA → Gene CDC73 → Aqui na mandíbula encontra-se fibromas ossificantes muito comumente. E ela cursa com paratireoidismo em 95% dos casos. É o que define o nome da síndrome, as duas coisas que mais acontecem na síndrome que é justamente o hiperparatireoidismo e os tumores de mandíbula → Como se trata a hiperplasia de 4 glândulas? MNE1 cursa com hiperplasia de 4 glândulas com muita frequência, das 4 paratireoides. Portanto hiperparatireoidismo é a primeira característica de MEN1. Se você tiver uma hiperplasia de 4 glândulas vai retirar 3 glândulas e meia, deixando meia glândula para dar conta das necessidades de paratormônio. Esse é o tratamento em tumor benigno. Agora se você tiver um adenoma de paratireoide você vai retirar aquele adenoma inteiro e pronto. Vai reduzir o seu paratormônio e vai resolver o seu problema. Se você tiver um câncer de paratireoide você vai tirar o máximo possível da paratireoide possivelmente. Se você conseguir deixar uma meia paratireoide para suprir as demandas de paratormônio ótimo, isso vai depender da extensão do tumor GENODERMATOSES → São doenças genéticas com acometimento da pele → Síndrome de Gorlin que da inúmeros tumores basocelulares de pele NEUROFIBROMATOSE DE TIPO 1 → Condição em que se tem neurofibromas pelo corpo todo, muito comum manchas café com leite. Se você tiver manchas em extensão e quantidade suficiente tem o diagnóstico de neurofibromatose tipo 1 → Diagnóstico: se você tiver 6 ou mais manchas café com leite pelo corpo você tem o diagnostico clinico de neurofibromatose tipo 1; 2 ou mais neurofibromas de qualquer tipo ou 1 neurofibroma plexiforme; sardas em regiões que não tem exposição solar, especialmente nas axilas e na região inguinal é sugestivo de neurofibromatose; glioma do nervo óptico; nódulos de lisch, que são nódulos na íris, 2 ou mais nódulos de lisch; e lesões ossificantes, especialmente a displasia de esfenoide pseudoartrose tibial; e claro se você for membro de uma família que tenha neurofibromatose qualquer um desses sintomas, ou manifestações, já fecham o diagnóstico da variante patogênica NF1. Então se você é membro de uma família a situação já fica bem diferente → Quais são os riscos? Os gliomas óticos, tumor de bainha neural, feocromocitomas, leucemia mielomonocitica juvenil, gliomas cerebrais e neurofibroma plexiforme → O neurofibroma é um tumor benigno, pois não metastatiza, porém tem um crescimento muito indolente e péssimo pra fazer cirurgia, esse tumor cresce tanto que boa parte dos pacientes vem a óbito na cirurgia. Apesar de benigno, é de difícil controle NEUROFIBROMATOSE TIPO 2 → Já a NF2 é uma síndrome totalmente diferente da NF1, raramente tem mancha café com leite, e o que a caracteriza são os shiwannomas vestibulares → Se você apresentar shiwannoma bilateral do acústico já tem diagnostico de NF2. Agora se você não tem o bilateral, só tem o shiwannoma unilateral e associado ao shiwannoma você tem meningioma, shiwannoma fora do acústico, glioma, neurofibroma ou opacidades subcapsulares lenticular você tem o diagnóstico de NF2 também → Shiwanonma bilateral acústico faz mais diagnóstico da síndrome ESCLEROSE TUBEROSA TIPO I OU 2 → Gene Hamartin ou tuberina → Pacientes que boa parte tem déficit intelectual → E o tipo de câncer, tumores que vocês tem que se preocupar é o astrocitoma de células gigantes, rabdomiomas cardíaco, e angiomiolipoma → Angiomiolipoma é uma marca renal registrada da esclerose tuberosa → Linfangiomatose também podemos observar → Manchashipomelanoticas, fibromas unguerais – lesão na unha, fibroma; angiofibromas da face e uma lesão de pele chamada shagreen patch. Todas essas são características da esclerose tuberosa BIRT HOGG DUBE → Fibrofoliculomas em outros locais → Mostrei de nariz e de testa → Cistos pulmonares e pneumotórax → Tumor renal é cromofogo ou oncocitoma MUIR-TORRE → Sub síndrome de Lynch, causada pelos mesmos genes de Lynch. Caracterizada por câncer de intestino e lesões de pele, em especial o adenoma de glândulas sebáceas. Mutação em MSH2 MNH1, genes mais comumente associados a Lynch → Outras lesões de pele: queratoacantoma, carcinoma de glândulas sebáceas, outras coisas podem ser encontradas também → Adenoma de glândulas sebáceas, ceratoacantoma, carcinoma sebáceo, lesões que vai ter que analisar com o dermatologista BLOOM → Síndrome de muita sensibilidade solar, causada por um ahelicase, RecQL3. Paciente com face hiperemica, tendencia a tumores durante a infância, síndrome grave → Leucemia, linfomas, tumores gastrointestinais durante a infância → E na pele esse eritema, telangiectasia, manchas café com leite e lábios rachados → Tendencia a infecções, paciente não cresce bem pois tem deficiências osteoarticulares também XERODERMA PIGMENTOSO → Deficiência de reparo GORLIN → Centenas de tumores basocelulares de pele. Retirada de basocelular de pele a cada 6 meses praticamente → Causada por mutações no gene PTCH, receptor de sony → Gene principal de uma das vias de crescimento mais importantes que temos. E PTCH tem o receptor de sony → Cursa com probabilidade pra câncer de pele na maior parte basocelular, mas também espinocelular. E com algumas outras características: ela tem macrocefalia, atenção com síndrome de Cowden, que também tem macrocefalia. Tem testa proeminente com características meio rudes na face do paciente. Mas o que tem muito interessante, tem também a possibilidade de polidactilia e fenda palatina. Mas o que tem que quero salientar, que vocêfaz o diagnostico com raio X de crânio é a calcificação da foice do cérebro, muito comum em Gorlin → Fecha o diagnóstico antes de fazer o teste genético → Outra coisa característica são pontinhos brancos na mão do paciente, palmar pits, são como pequenas fossas na mão do paciente, aparência de que alguém pegou um alfinete e saiu furando a mão do paciente → Então câncer de pele, palmar pits, cistos de mandíbula, e calcificação da foice → Coisas que deve-se ficar atento, até antes de fazer o diagnóstico genético, já tem o diagnostico clinico MELANOMA HEREDITÁRIO → Muito grave → Metastatiza com pequena profundidade. Melanoma com 2mm de profundidade já metastatiza → 4 características: A de assimetria, B de irregularidades das bordas, C da Cor e D para diâmetro. Cor muda, uma área mais escura, uma mais cara, parece que uma tinta esta penetrando na pele. Além de ter borda irregular, ele aumenta com o tempo e você vai comparando → Se você tem melanoma e é parte de uma família que tem melanoma sua chance de desenvolver melanoma é 500 vezes maior do que de um indivíduo normal da população. Se você é membro de uma família que tem melanoma mas você não tem melanoma, mas tem o nevo displásico sua chance é um risco relativo é 184 vezes maior. 184 vezes a chance de um indivíduo normal da população, mas se você é membro de uma família, mas não tem nenhum tipo de lesão seu risco é de 70 vezes → A herança familiar do melanoma aumenta o risco extraordinariamente, e se você tem o risco, você desenvolve o melanoma muito mais precocemente, melanoma esporádico aparece em quase 60 anos de idade. Quem tem risco aos 36 → 10% é diagnosticado antes dos 20 anos de idade, muito cedo → A possibilidade de múltiplos primários é alta e muito nevo displásico, então são coisas que deve se ficar atento → A genética do melanoma hereditário → A síndrome é causada pelo gene CDKN2A, mas outros genes, inclusive o melanoma faz parte de outras síndromes, não de muitas, mas de outras, a própria síndrome de câncer de mama e ovário hereditário PSA2, aumenta o risco pra melanoma também → Prevenção é evitar a luz solar, o máximo possível, exposição pequena, filtro solar, manga comprida, boné, diminuir ao máximo → Foto documentar a lesão e fazer um comparativo de tamanho, caso tenha dúvidas, para acompanhar