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Dafne Moura – B19 1 TROCAS GASOSAS → A respiração pode ser dividida em: mecânica respiratória e trocas gasosas. → As trocas gasosas envolvem: transporte de gases no sangue, a troca dos gases entre os compartimentos. → A troca gasosa ocorre duas vezes: uma entre o sangue que está sendo transportado e o alvéolos, e entre o sangue e os tecidos. → Precisamos de oxigênio para que aconteça as reações metabólicas. Ex: formação de ATP. → O metabolismo de todas as biomoléculas (proteína, carboidrato, lipídios) produzem gás carbônico. • O metabolismo comum dos três macronutrientes é o ciclo de Krebs. → O pH deve ser mantido mais estável possível (entre 7,3 – 7,4). • Se ele for alterado, o Hidrogênio liberado pode se ligar a uma biomolécula, como a proteína. • Se ele se liga a uma proteína, ela pode fazer ligações de hidrogênio com outras proteínas. • O problema está quando essa proteína tem função estrutural, como receptor ou enzima. Se a sua conformação alterar, ela altera ou perde a sua função. HIPÓXIA: → Quando o transporte de oxigênio no sangue não é suficiente. → Normalmente é acompanhada por hipercapnia. Ou seja, alta concentração de Co2 no sangue. → Para evitar a hipóxia, o corpo possui alguns sensores que monitoram três parâmetros: O2, Co2 e pH. Se algum deles for alterado, o corpo entra em estado de alerta. → OXIGÊNIO: deve ser suficiente para manter a respiração aeróbica e a produção de ATP. → DIÓXIDO DE CARBONO: é o produto residual do ciclo de Krebs. Deve ser eliminado pelos pulmões, pois ele é depressor do S.N.C e gera um estado de acidose ao reagirem com a água (forma ácido carbônico). →PH: precisa ser estável para impedir a desnaturação de proteínas. É equilibrado a partir das alterações de ventilação (↑ respiração ↓ácido). TROCA DE GASES ENTRE PULMÕES E TECIDOS: → Respiração: fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões. → Gases se movimentam das regiões de maior pressão parcial para as de menor pressão. Dafne Moura – B19 2 1. O sangue venoso entra nos pulmões com pO2 menor que o pO2 alveolar. • O O2 se desloca a favor do gradiente de pressão (alvéolo → capilar). 2. O sangue arterial rico em O2 alcança os capilares teciduais. • O O2 é consumido no metabolismo celular, por isso as células estão com baixa pO2. • Um gradiente de pressão é formado, e o O2 passa do plasma para as células até o equilíbrio. • A PCO2 é maior nos tecidos que nos capilares, devido ao metabolismo celular. Dessa forma, o CO2 é deslocado dos tecidos para o plasma até o equilíbrio. 3. Nos alvéolos, PCO2 é menor que no sangue venoso. Dessa forma, o CO2 passa do sangue venoso para os alvéolos. VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM O PROCESSO: → Prestar atenção em três variáveis importantes que afetam as trocas gasosas: 1. A quantidade de oxigênio que chega nos alvéolos (Po2 alveolar). 2. A transferência dos gases entre os alvéolos e os capilares pulmonares. 3. O fluxo sanguíneo. PO2 ALVEOLAR: → Se a frequência e amplitude da respiração diminuírem, a ventilação alveolar diminui. → A maior resistência de passagem de sangue prejudica a ventilação alveolar. → A Po2 alveolar diminui junto com a pressão atmosférica em regiões de grandes altitudes. TROCAS GASOSAS ENTRE ALVÓELOS E CAPILARES: → A perda da complacência pulmonar (membrana alveolar mais espessa) diminui a ventilação alveolar. Ex: doença pulmonar fibrótica → A área de superfície dos alvéolos. Se há uma menor área de superfície entre alvéolos e capilares, menor a quantidade de gases que consegue ser difundida. • Ex: enfisema. → A distância entre os alvéolos e os capilares pode comprometer. Se tiver uma barreira mais espessa ou uma grande quantidade de fluído, a troca fica prejudicada. O oxigênio passa mais lentamente para os capilares, por isso a Po2 alveolar não altera e a Po2 arterial diminui. • Ex: edema pulmonar. → O gradiente de pressão do gás é um fator que influencia no movimento do gás do ar para um líquido. • Segue o gradiente de maior concentração para menor concentração. • É O PRINCIPAL FATOR EM PESSOAS SAUDÁVEIS! Dafne Moura – B19 3 FLUXO SANGUÍNEO: → A solubilidade do gás é o fator que mais define o movimento do ar entre o ar e o meio líquido. • Quanto mais solúvel, mais fácil será a sua difusão pelo sangue. GÁS CARBÔNICO. • Quanto menos solúvel, mais difícil será o transporte desse gás. Ele precisa de um transportador. OXIGÊNIO. • Transportador de oxigênio: hemoglobina, dentro dos eritrócitos. → A baixa solubilidade de oxigênio no sangue determina que pouco oxigênio pode ser dissolvido no plasma. → Já que o Co2 é mais solúvel, o aumento da distância entre capilar e alvéolo em casos de edema pulmonar não afetam sua pressão parcial arterial. → Balanço de massa: quanto os tecidos estão consumindo oxigênio. → Fluxo de massa: quanto de oxigênio está sendo transportado no sangue. HEMOGLOBINA: → Uma pequena parte do oxigênio é transportado dissolvido no plasma, a maior parte é transportada pela hemoglobina, dentro dos eritrócitos/hemácias. →Ligação ao oxigênio por coperatividade. → A hemoglobina do adulto é formada por genes Alfa- 2 e Beta-2. → Durante a via embrionária e fetal a hemoglobina é formada por outros genes do tipo Alfa e Beta. → A hemoglobina fetal possui muito mais afinidade ao oxigênio. → Grupo prostético heme: anél porfirico + ferro no estado ferroso. → O ferro liga o grupamento Heme a um aminoácido da hemoglobina. O ferro também se liga ao oxigênio. → Os grupamentos heme estão no interior da hemoglobina, para ele não ser oxidado. → Por serem 4 grupamentos heme no interior de cada hemoglobina, ela possui 4 sítios para ligação de Oxigênio. → A hemoglobina ligada ao oxigênio é chamada de oxi- hemoglobina (HbO2). → A hemoglobina está bem fechada pela ligação entre o grupamento alfa e beta. Ela é bem compacta. → Quando a hemoglobina chega no pulmão, o oxigênio consegue se empurrar para dentro da hemoglobina (devido à maior pressão de O2) → Ela nunca libera todo o oxigênio, pois ela precisa armazenar para situações que exijam mais oxigênio. → Cooperatividade: A ligação de uma molécula facilita a ligação com a segunda molécula e assim sucessivamente. → A quantidade de oxigênio que se liga à hemoglobina depende de: Dafne Moura – B19 4 • A Po2 arterial que os eritrócitos estão inseridos. • O número de hemoglobina nos eritrócitos → PORCENTAGEM DE SATURAÇÃO DE HEMOGLOBINA: porcentagem dos sítios de ligação da hemoglobina que estão ligados ao oxigênio. → HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA: quantidade de hemoglobina por eritrócito. →A Po2 das células dos tecidos periféricos determina o quanto de oxigênio sai da hemoglobina. • Quanto menor a Po2 dos tecidos, mais oxigênio a hemoglobina libera. → A hemoglobina pode estar em dois estados conformacionais. ESTADO T (TENSO): → Há maior interação entre as cadeias, principalmente alfa 1 e beta 2. → Menor afinidade por O2. → Desoxi-hemoglobina. ESTADOS R (RELAXADO): → Menor interação entre as cadeias. → Maior afinidade por O2. → Oxi-hemoglobina. FATORES QUE ALTERAM A LIGAÇÃO: → A pressão parcial de PCo2 plasmática, o PH, a temperatura. → Qualquer alteração na ligação da hemoglobina com o oxigênio não altera a Po2 alveolar, mas somente a Po2 arterial, que oxigena os tecidos. → Se a Po2 alveolar estiver entre 100 e 60 mmHg, a saturação de hemoglobina não cai muito. Porém, se diminuir mais de 60 mmHg, a saturação cairá bastante. → Qualquer fator que mude a conformação da hemoglobina pode afetar asua capacidade de ligação ao oxigênio. → Se o Ph está mais ácido (aumento do metabolismo), maior a liberação de oxigênio pela hemoglobina. A mudança do pH que causaum deslocamento da curva de saturação de hemoglobina é chamada de Efeito Bohr. →Se a temperatura aumenta muito, ela pode alterar a conformação da hemoglobina, diminuindo a ligação com o oxigênio. Dafne Moura – B19 5 → Se tem muito gás carbônico, quer dizer que o metabolismo está muito ativo. A hemoglobina entende que ela precisa liberar mais oxigênio para os tecidos. → A molécula 2,3-bifosfoglicerato (2,3 – BPG) é um produto da glicólise que se liga na subunidade Beta da hemoglobina. → Ele estabiliza a hemoglobina e não permite a ligação com o oxigênio. GÁS CARBÔNICO (CO2): →Produzido pelo metabolismo. • As células produzem mais Co2 do que a sua capacidade de solubilizar no plasma. → A PCo2 elevada (hipercapnia) diminui o pH e deprime a função do S.N.C. • Pode causar acidose, confusão, coma e morte. →Possui mais solubilidade que o oxigênio em fluídos corpóreos. → 7% é dissolvido no plasma. →93% é transportado nos eritrócitos. • 23% está ligado à hemoglobina. • 73% é convertido em bicabornato (HCO3-). → Se liga no grupo amino da hemoglobina, não no grupamento Heme. → A maior parte do Co2 que chega nos pulmões está sob a forma de bicarbonato dissolvido no plasma. → Vantagens na conversão do Co2 em bicarbonato: • Fornece uma via adicional para o transporte de Co2. • Atua como um tampão para ácidos metabólicos, ajudando a estabilizar o pH do corpo. TRANSFORMAÇÃO CO2 EM BICARBONATO: → No plasma, o Co2 é dissolvido para os eritrócitos. → Dentro dos eritrócitos, o Co2 reage com a água a partir da enzima Anidrase Carbônica. O Resultado Dafne Moura – B19 6 dessa reação é a formação do Ácido Carbônico (H2CO3). →O Ácido Carbônico se dissocia em um íon hidrogênio e em um íon bicarbonato. →É uma reação reversível. →Para que a reação continue acontecendo, os produtos (hidrogênio e bicarbonato) precisam sair do citoplasma do eritrócito, para evitar o equilíbrio e a inibição da reação. → Mecanismos que removem o hidrogênio livre o bicarbonato: • O bicarbonato é removido dos eritrócitos pela proteína antiporte. Esse transporte é conhecido por DESVIO DE CLORETO, onde há a troca de bicarbonato por cloreto (cloreto entra e bicarbonato sai). • A hemoglobina, dentro dos eritrócitos, se liga ao hidrogênio. Porém, se a PCo2 arterial estiver muito elevada, a hemoglobina não consegue tamponar todo o hidrogênio livre, levando à acidose respiratória. LIGAÇÃO HEMOGLOBINA + CO2: → Uma pequena parcela do Co2 que entra nos eritrócitos se liga à hemoglobina. → Ao se ligar ao grupamento amino das hemoglobinas, o Co2 forma a Carbaminoemoglobina. →Já que o Co2 e o H+ diminuem a afinidade da hemoglobina pelo O2, a formação da carbaminoemoglobina é facilitada.