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Aula 8 - O pensamento econômico e a globalização

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12/09/2021 15:29 Estácio
estacio.webaula.com.br/Classroom/index.asp?191C757E76=48422D3B2349B3F19DC3C371057D5F6153FE98CC5CDDA5EC2524AF6F880734D6… 1/30
Disciplina: ECONOMIA EMPRESARIAL
Aula 8: O pensamento econômico e a globalização
Apresentação
Nesta aula, estudaremos três principais vertentes do pensamento econômico — os
liberais, os marxistas e os keynesianos — e destacar seus representantes como
pensadores das referidas teorias.
Apresentaremos as características de cada escola, estabelecendo um comparativo entre
elas, situando-as nos períodos temporais nas quais foram concebidas.
Em seguida, analisaremos a importância do comércio internacional para o crescimento
econômico dos países e as principais teorias do comércio internacional e seus
formuladores. Estudaremos o conceito de globalização e a importância das organizações
internacionais na sua constituição.
Objetivos
Comparar o pensamento das escolas liberal, marxista e keynesiana;
Avaliar o que é a globalização e analisar a importância do comércio exterior para as
economias nacionais;
Identificar as principais organizações que formam o sistema internacional de
comércio contemporâneo.
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Principais vertentes do pensamento
econômico
Podemos definir as seguintes correntes, como as mais representativas do
pensamento econômico, elencadas de acordo com seus idealizadores:
Segunda metade do século XVIII e primeira metade do
século XIX
Adam Smith e seus seguidores
Segunda metade do século XIX e século XX
Karl Marx
Século XX
John Maynard Keynes
Essas três escolas têm desempenhado papéis
marcantes na elaboração da teoria
macroeconômica, apresentando posicionamentos
diferenciados quanto ao papel do Estado.
Adam Smith — a Escola Liberal
Clássica
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A Escola Clássica considera que a explicação da Economia está centrada no
mercado. Um conjunto de novas ideias fundamentadas em novos princípios
coincidiu com a Revolução Industrial, com a guerra de Independência dos
Estados Unidos e com a Revolução Francesa.
Passou-se a não aceitar que os governos regulassem todos os aspectos da vida
econômica e social. Começou a circular a ideia de que era natural e conveniente
não houver qualquer intervenção do Estado. A riqueza das nações (1776),
trabalho escrito por Adam Smith, constituiu uma crítica aos controles exercidos
pelos governos mercantilistas.
Na obra, encontram-se as bases para a compreensão de como funcionam as
economias de mercado. Ele construiu os alicerces da teoria econômica clássica e
descreveu os fundamentos dos sistemas de livre empreendimento, nos quais a
propriedade dos meios de produção é privada e o mercado atua como centro de
coordenação do processo econômico.
De início, as doutrinas centravam-se sobre a ideia de individualismo, segundo a
qual o indivíduo era o objeto principal do interesse social e não o governo.
Surgiu o laissez-faire, expressão que implica a não
interferência do governo na vida econômica da sociedade.
Apareceu também o conceito de mão invisível do mercado,
preconizando que o automatismo das forças de mercado
substituiria as ordens emanadas pelo governo.
Princípios interdependentes da
escola Liberal Clássica
Em síntese, as proposições da corrente liberal e, consequentemente, da
economia de mercado, fundamentam-se em quatro princípios interdependentes:
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O individualismo
A racionalidade do homem econômico
O automatismo da força de mercado
Os ajustamentos pela concorrência
Em consequência, o pensamento liberal propôs o fim das práticas
intervencionistas e estabeleceu como traços dominantes da ordem econômica:
Interferência mínima do governo nos mecanismos de livre mercado
Propriedade privada dos meios de produção
Livre iniciativa industrial
O mercado como centro da coordenação da economia
Em consequência, o pensamento liberal propôs o fim das práticas
intervencionistas e estabeleceu como traços dominantes da ordem econômica:
Proteger a sociedade da agressão e invasão de outras sociedades independentes
Proteger cada membro da sociedade da injustiça e opressão, praticando a justiça
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Edificar e manter obras públicas que não fossem do interesse de outros agentes
econômicos
Para os clássicos, a riqueza de uma nação era representada pela quantidade de
bens e serviços à disposição da comunidade (quanto maior o volume, maior a
riqueza). Eles consideravam todas as atividades produtivas importantes para a
promoção da riqueza nacional.
Herdando dos fisiocratas a ideia do laissez-faire, laissez-passer, os clássicos
acreditavam na eficiência do mercado regido pelo sistema de preços.
Consideravam a economia autoajustável, tendendo para o equilíbrio sem a
intervenção governamental.
A Escola Marxista – Marx e a crítica
ao capitalismo
Na segunda metade do século XIX, começaram a surgir críticas, identificando o
fracasso do liberalismo em corresponder às suas expectativas otimistas de
atingir o bem-estar econômico geral.
Segundo os liberais, a eliminação de restrições governamentais às atividades
econômicas levaria a um progresso imediato e universal das condições materiais
de vida. Embora a riqueza, nessa época, tivesse aumentado num ritmo sem
precedentes, bem como o aumento do consumo, mostrou-se que alguns dos
benefícios da Revolução Industrial foram mal distribuídos.
Grandes desigualdades econômicas foram geradas nesse processo, evidenciando
que o progresso econômico não estava sendo compartilhado por todos. O
socialismo surgiu como resposta a esta constatação.

Saiba mais
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Karl Marx redigiu O Capital, partindo de pressupostos clássicos. Definiu a
parcela do produto nacional resultante do trabalho e que seria
“indevidamente apropriada por empresários capitalistas”. Construiu um
novo modelo teórico cujas principais variáveis eram: o trabalho socialmente
necessário, o capital constante, o capital variável, a composição orgânica do
capital e a taxa de lucros, a qual denominou de mais valia .
Acreditava no trabalho como determinante do valor, como Adam Smith, mas
era hostil ao capitalismo competitivo e à livre concorrência, pois considerava
que o trabalhador era explorado pelos capitalistas.
1
http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon978/aula8.html
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Mais valia
O conceito de mais valia refere-se à diferença entre o valor das
mercadorias que os trabalhadores produzem em certo período de tempo
e o valor da força de trabalho vendida aos capitalistas que a contratam.
A apropriação do excedente produtivo (a mais valia) pode explicar o
processo de acumulação e a evolução das relações entre as classes
sociais (burguesia e proletariado).
O modelo marxista salientou os fundamentos das condições antagônicas da
repartição da riqueza e as razões das perturbações da economia liberal. Procurou
evidenciar, por uma linha determinista de raciocínio, que a economia de mercado
caminharia para um colapso inevitável.
Os socialistas postulavam que as instituições básicas do liberalismo, tais como a
liberdade de empreender, a livre concorrência e a propriedade privada dos meios
de produção, eram responsáveis pelas desigualdades na repartição da renda
social e pelas crises econômicas. Eliminar estas instituições e substituí-laspor
outras sintetizava o objetivo da escola marxista. Os meios de produção deveriam
pertencer à sociedade.
Nessa teoria, o governo teria ação direta e intervencionista, promovendo a justa
remuneração dos fatores de produção e eliminando as desigualdades sociais. As
metas que seriam atingidas seriam compatíveis com as reais necessidades
coletivas. As características predominantes das economias ditas de comando
central eram:
1
Propriedade coletiva dos meios de produção.
2
1
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Restrições à liberdade de empreender.
3
Justaposição dos poderes político e econômico, assumindo, o governo, o papel de
agente econômico central, ou seja, toda iniciativa econômica é centralizada e o
mercado é substituído por centrais de planificação.
4
Soberania do planejador que define as prioridades sociais e mobiliza o sistema
econômico para realizá-las, substituindo a do consumidor, tendo por motivação a
eficácia alocativa e a justiça distributiva.

Saiba mais
No século XX, após a Primeira Guerra Mundial, em 1922, foi criada a
URSS — União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Nos anos 1990, as economias ditas de comando central assumiram
formas mais flexíveis de condução do processo econômico para
instituições menos radicais. Em praticamente todas essas economias,
embora em graus variados, restabeleceram-se mecanismos
descentralizados de coordenação econômica. Ocorreu um processo de
desburocratização. A liberdade de iniciativa e a propriedade dos meios
de produção passaram a ser readmitidos.
A Teoria Keynesiana
Segundo os clássicos, a economia de mercado era autorregulável e tendia quase
que automaticamente para o pleno emprego. O desemprego era sempre de
caráter transitório e explicável pelas flutuações naturais do ciclo de negócios que
caracteriza a economia capitalista.
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Em um cenário de crise, recessão e desemprego, nos países desenvolvidos, após
o crack da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, Keynes buscou respostas
e explicações alternativas para enfrentar esses problemas. Keynes procurou
mostrar que o equilíbrio em uma situação de pleno emprego era apenas uma das
situações possíveis e que, provavelmente, o equilíbrio dar-se-ia em uma situação
na qual houvesse desemprego no mercado de trabalho.
O trabalho de Keynes foi um marco e permitiu um grande desenvolvimento da
teoria macroeconômica. A Macroeconomia atualmente ensinada inspirou-se em
Keynes, mas tem um enfoque diferente, baseando-se em modelos nos quais os
economistas tentam representar a realidade por meio do estabelecimento de
funções matemáticas entre as diversas variáveis econômicas.
2
http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon978/aula8.html
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Keynes
John Maynard Keynes (1883-1946) revolucionou a forma de pensar dos
economistas sobre Macroeconomia ao publicar, em 1936, a Teoria geral
do emprego, do juro e do dinheiro.

Atenção
Tanto a teoria keynesiana quanto a marxista representam rupturas com a
teoria liberal, mas de modo diferente.
A teoria marxista removia as bases político-institucionais do sistema
econômico, e o Estado assumia a propriedade dos meios de produção.
Já a keynesiana estabelecia novas funções para o governo sem, contudo,
colocá-lo como agente econômico, preservando o setor privado na
economia. O papel do governo seria o de estabelecer políticas monetárias e
fiscais corretivas para os problemas encontrados.
Princípios da Teoria Keynesiana
1
A economia de mercado em situação de equilíbrio pode não estar realizando as
condições definidas do pleno emprego. Nada garante que o pleno emprego se
realiza sempre e autonomamente, dada a multiplicidade e heterogeneidade de
fatores que determinam a procura efetiva;
2
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2
A legitimação da ação do governo como agente regulador da procura efetiva,
notadamente quando há insuficiência de gastos, recessão e desemprego;
3
A moeda não é considerada neutra. A procura por moeda não se limita às
necessidades de transação dos agentes econômicos, assumindo a moeda o papel
de ativo desejado como reserva de valor, podendo ser guardada para fins
especulativos de ganhos de capital;
3
A elucidação dos fatores determinantes da procura e oferta agregada com ênfase
nas funções de consumo e investimento.
3
A inflexibilidade dos preços e salários. Keynes considerava que as imperfeições
da concorrência, o poder de monopólio em alguns setores da economia, as leis
trabalhistas e o poder de negociação dos sindicatos de trabalhadores
contrariavam a hipótese dos clássicos de flexibilidade dos preços e salários.
Um importante postulado do modelo keynesiano diz que as firmas produzirão a
quantidade de bens e serviços que os homens de negócio acreditam que
consumidores, investidores, governos e o setor estrangeiro (exportações menos
importações) planejam comprar. Assim, ocorrerá o equilíbrio quando a despesa
total for igual ao produto. O equilíbrio keynesiano não precisa ocorrer
necessariamente no nível de produção do pleno emprego.
Os formuladores de política econômica podem aumentar a demanda agregada e
estabilizar a economia por meio da política monetária (o aumento na oferta de
moeda reduz a taxa de juros para qualquer nível de preços dado). Outro recurso
a ser utilizado é o uso da política fiscal (aumento das compras de governo ou
redução de impostos).
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
Saiba mais
Keynes argumentava que, em uma economia em depressão, era pouco
provável que os empresários elevassem os seus investimentos.
A proposta de Keynes para que a economia alcançasse o pleno emprego,
era a de que o governo aumentasse os seus gastos. O aumento dos gastos
governamentais aumentaria a demanda agregada, que aumentaria a
produção, que, por sua vez, faria com que o pleno emprego da mão de obra
pudesse ser atingido.
Esse é o pano de fundo para entendermos as principais discussões sobre
Economia que acontecem na mídia. Elas se tornam mais acirradas à medida que
se amplia o espaço econômico, agora definido pela globalização. Assim, para
completarmos o quadro que contextualiza as interpretações teóricas e a própria
atuação dos governos, devemos examinar mais detalhadamente o ambiente
econômico internacional.
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Atividade
1. Associe a teoria e o papel do governo na economia selecionando o
número correspondente ao pensador econômico.
a) Papel intervencionista corretivo do governo
b) Papel regulador do governo
c) Papel interventor do governo e propriedade coletiva dos meios de
produção
A importância do comércio exterior
para os países
O comércio internacional pode ser definido como o conjunto de operações
entre países onde há intercâmbio de bens e serviços ou movimento de capitais.
Ele é regido por normas e regras resultantes de acordos
negociados em instituições internacionais, como a
Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Câmara de
Comércio Internacional (CCI).
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Razões pelas quais os países comercializam
entre si:
Os países possuem diferentes dotações de recursos
naturais
Alguns países dispõem de recursos naturais que os outros não têm, como,
por exemplo, o petróleo.O fator terra influencia na produção, pois alguns países
possuem extensão territorial maior que outros
Alguns países são extensos, o que facilita o cultivo de maiores áreas
agrícolas e a obtenção de maior diversidade de produtos. Outros têm
dimensões territoriais pequenas e têm mais dificuldade de produzir vários
artigos diferentes.
As condições climáticas favorecem ou dificultam a
produção nos diferentes países
Existem produtos favorecidos por climas mais frios e outros que necessitam
de temperaturas mais quentes.
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A assimetria entre os países influencia na produção, pois
os atributos construídos são diferentes em cada país
São os chamados “atributos construídos”. A combinação dos fatores de
produção, a invenção tecnológica e o espírito empreendedor também
diferenciam os países. Nações mais industrializados têm produção mais
diversificada do que os menos industrializados.
Somam-se às dotações de recursos naturais e
aos atributos construídos os seguintes
benefícios do aumento das trocas internacionais
e do aumento da interdependência entre os
países:
Especialização no processo produtivo
Permite aos países produtores obter ganhos de escala e menores custos de
produção. Quando um país fabrica grandes quantidades de um produto, ele
se beneficia de custos menores de produção, já que utiliza enormes plantas
para elaborar determinado produto.
Ganhos de eficiência
Resultam dos maiores graus de abertura e de concorrência entre os países.
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Mudanças qualitativas nos padrões vigentes da tecnologia
de produção e a aceleração do ritmo das inovações
Trazidas pela maior exposição dos países à concorrência internacional.
Maior diversificação de produtos
Trazida pelo comércio internacional, acarretando mudanças positivas nos
padrões de vida das populações dos países.
Globalização
Envolve o acirramento da concorrência entre grandes grupos multinacionais
gerados, por exemplo, pelo crescimento significativo das tecnologias da
informação (telecomunicações e microeletrônica) e a difusão de novas
tecnologias.
Para que a globalização seja efetivada, existem alguns pré-requisitos e,
juntamente com esse processo, surgem algumas consequências ao comércio
internacional. Vamos observá-los.
São pré-requisitos da globalização:
1
A consolidação dos processos de integração econômica e política entre as
nações. Um exemplo é a formação de blocos econômicos para facilitar e tornar
mais atrativas as relações comerciais entre os países do bloco, tais como: União
Europeia, Mercosul, NAFTA, entre outros.
2
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O crescimento das transações mundiais, exercidas por empresas de grande
porte, que ultrapassam as fronteiras dos países.
3
O avanço tecnológico em áreas chaves para a atuação global: Transporte,
Informática e Telecomunicação.
3
A desregulamentação e liberalização: os governos dos países têm buscado
melhorar a competitividade retirando, por exemplo, barreiras protecionistas para
facilitar o comércio internacional. O protecionismo é um conjunto de políticas
econômicas destinadas a estimular e proteger a produção interna de mercadorias
e serviços contra a concorrência externa.
Podemos citar como consequências da globalização para o comércio
internacional, mencionadas pelos seus entusiastas, por um lado, e pelos seus
críticos, por outro:
1
A melhoria do padrão de vida em escala mundial, como ocorreu com os países
chamados de Tigres Asiáticos, que se beneficiaram do processo de
globalização, passando de países exportadores de produtos agrícolas para
exportadores de produtos manufaturados de alta tecnologia (automóveis,
computadores e eletrônicos, em geral).
2
O aumento do desemprego estrutural em muitos países, já que o avanço
tecnológico decorrente da globalização requer mão de obra qualificada,
marginalizando uma parcela significativa de trabalhadores.
3
A desnacionalização do setor produtivo, principalmente dos países emergentes,
decorrente da concentração da produção e do comércio em grandes empresas
multinacionais.
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3
A necessidade do Estado de regulamentar e fiscalizar o mercado (grandes
grupos), de forma a proteger os consumidores e as empresas com menor poder
de barganha.
Organizações internacionais
Diante dos processos de globalização e de desenvolvimento do comércio
internacional, houve a necessidade de se criar Organizações Internacionais para
regular as relações estabelecidas entre os países. No período pós-guerra e até os
anos recentes, foram criadas três instituições econômicas de destaque no
cenário mundial. São elas:
Fundo Monetário Internacional (FMI)
Fundado em 1944, tendo como meta promover a cooperação monetária
entre as nações e ajudar a resolver seus problemas conjunturais de balanço
de pagamentos, mediante financiamento. Ele estimula a expansão e o
desenvolvimento do comércio internacional, a estabilidade cambial e
permite aos países membros a utilização de recursos do FMI — os Direitos
Especiais de Saque.
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Banco Mundial
Também conhecido como Banco Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD), foi criado em 1944. Ele é um organismo
fornecedor e captador de crédito para investimentos produtivos em países
subdesenvolvidos a ele filiados, sem visar lucros. O país interessado em
receber recursos deve fazer um projeto avalizado pelo governo ou pelo
Banco Central do país. A execução do projeto é fiscalizada pelo Banco
Mundial.
Organização Mundial de Comércio
Substituiu, em 1995, o Acordo Geral de Tarifas de Comércio (GATT), que
tratava da redução das restrições ao comércio internacional e da liberação
do comércio multilateral.
A OMC é responsável pela estruturação de um conjunto de regras e
instituições que regulam o comércio internacional e encaminham a
resolução de conflitos entre os países. Tem como objetivos:
a redução de barreiras comerciais;
a não discriminação comercial entre os países;
a compensação aos países prejudicados por aumentos nas tarifas
alfandegárias;
a arbitragem dos conflitos comerciais.
Práticas desleais de comércio
exterior e defesa comercial
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Algumas práticas são consideradas desleais no comércio internacional, quando
têm por finalidade desestimular ou eliminar a indústria local dos países. Em
geral, essas práticas não são integradas em um sistema normal de concorrência,
e podem levar à extinção de determinados setores da indústria atingida.
Essas práticas se manifestam, normalmente, por
meio do dumping e do subsídio.
Dumping
Consiste em exportar uma mercadoria para outro país por um preço abaixo do
“valor normal”, ou seja, inferior ao seu custo de produção ou àquele praticado
internamente no país exportador.
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Subsídios
É a concessão de um benefício na hipótese de sustentação de renda ou de
preços que contribua para aumentar exportações ou reduzir importações. Ou,
ainda, quando há contribuição do governo do país no país exportador. Leia mais
.3
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Leia mais
Dentre as formas mais usuais de medidas de subsídio às exportações,
podemos citar:
tarifas de transporte interno e fretes para exportação mais
favoráveis;
concessão de financiamentos governamentais;
fornecimento pelo governo de produtos importados para uso, na
produção de mercadorias exportadas;
isenção ou redução de impostos e encargos sociais;
concessão de prêmios às exportações.
As medidas de dumping e subsídios fazem com que os custos dos produtos
exportados sejam reduzidos, favorecendo sua entrada nos países importadores,
a preços mais competitivos que os dos produtores locais.

Saiba mais
Os países importadores normalmente tentam se defender das práticas
desleais de comércio, sobretaxando os produtos importados (“medidas
antidumping”) ou restringindo temporariamente sua entrada no país
(“salvaguarda”).
3
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Principais teorias do comércio
internacional
Tudo o que vimos sobre o comércio internacional foi construído baseado em
teorias sobre as trocas internacionais. As principais teorias, são:
Teoria mercantilista ou das vantagens unilaterais
Segundo os mercantilistas, a quantidade de metais preciosos possuída por
uma nação reflete sua riqueza. A atividade econômica comercial pode ser
definida como um jogo de soma zero: um país ganha e o outro perde. A
balança comercial deve ser sempre positiva, ou seja, quando as
exportações aumentam, os países acumulam mais ouro. Por isso, existiria a
necessidade de regulamentação da atividade econômica pelos governos.
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Teorias clássicas ou dos benefícios recíprocos
Teve início com a teoria das vantagens absolutas de Adam Smith. Este
considerava que a especialização da produção, impulsionada pela divisão do
trabalho na área internacional e pelas trocas efetuadas no mercado
internacional, contribuía para o aumento do bem-estar das populações.
Para Adam Smith, a referência é o local com características mais favoráveis
à produção de determinada mercadoria, ou seja, cada país deveria se
concentrar na produção somente das mercadorias para as quais tivesse
mais aptidão.
Já para David Ricardo (teoria das vantagens comparativas), a referência
utilizada, além do local com características mais favoráveis à produção de
determinada mercadoria, deveria levar em conta a garantia de uma balança
comercial equilibrada entre os países, denotando uma preocupação com a
continuidade da relação comercial.
Dessa forma, cada país deveria se concentrar em mercadorias que
apresentassem mais vantagem absoluta e menos desvantagem comparativa
entre si.
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A corrente estruturalista
Criticou as teorias clássicas com base no pressuposto de que os países
usufruíam de vantagens bilaterais simétricas, diante de evidências de que
os ganhos de comércio exterior não se dividiam igualmente entre os países
industriais de alta renda (do centro) e os de baixa renda, exportadores de
matérias-primas (da periferia).
Ocorria uma deterioração das relações de troca evidenciadas em ganhos
assimétricos de comércio exterior, ampliando as distâncias entre os países
mais ricos (do centro) e os mais pobres (da periferia). Essas teorias foram
desenvolvidas por Raúl Prebisch, Paul Singer e Celso Furtado. Esta corrente
não se limitou à revisão teórica e propôs estratégias para os países afetados
pela deterioração das relações de troca: os modelos de substituição de
importações de forte conteúdo nacionalista, ancorado em medidas de forte
conteúdo protecionista.
Competitividade internacional entre países
Mais recentemente, as abordagens teóricas centraram-se na
competitividade internacional entre países. Michael Porter (1985) iniciou
uma nova etapa no estudo teórico do comércio internacional, ao introduzir o
conceito de vantagem competitiva em substituição ao conceito de vantagem
comparativa.
Segundo Porter, o único conceito que explica a competitividade das nações
é o da produtividade nacional, que corresponde ao rendimento produzido
por unidade de trabalho ou de capital. Nenhum país é competitivo em todos
os setores, mas apenas em alguns que designa como clusters, no interior
dos quais as empresas concorrem de forma global.
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Teorias baseadas em recursos e vantagens de recursos
As mais novas teorias preconizam que a integração dos mercados não se
coaduna com as hipóteses de concorrência perfeita que amparavam as
teorias mais antigas. S. D. Hunt (2002) desenvolveu as teorias baseadas
em recursos e vantagens de recursos. Esta teoria postula que as firmas se
diferenciam mais pela exclusividade de seus recursos que pelas
características de sua estrutura.
Atividade
2. Analise as opções abaixo e assinale a que apresenta a instituição
internacional que arbitra conflitos internacionais de natureza comercial:
 a) Fundo Monetário Internacional
 b) Banco Mundial
 c) Câmara de Comércio Internacional
 d) Organização Mundial de Comércio
 e) UNCTAD
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3. Analise as opções abaixo e assinale a que apresenta as práticas desleais
do comércio internacional:
 a) Dumping e medidas compensatórias
 b) Dumping e subsídios
 c) Salvaguardas e medidas compensatórias
 d) Dumping e salvaguardas
 e) Financiamento do governo
4. Analise as alternativas abaixo e marque a que associa de forma incorreta
o autor e a teoria elaborada por ele sobre o comércio internacional:
 a) Adam Smith e teoria das vantagens absolutas.
 b) Ricardo e teoria das vantagens comparativas.
 c) Stuart Mill e substituições de importações.
 d) Celso Furtado e deterioração das relações de troca.
 e) Porter e competitividade.
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Notas
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Referências
MANKIW, N Gregory. Princípios da macroeconomia. São Paulo: Cengage
Learning, 2009, cap. 21.
ROSSETTI, João Paschoal. Introdução à economia. São Paulo: Atlas, 1997,
cap. 6.
SOUSA, José Meireles de. Fundamentos do comércio internacional. v. 2.
São Paulo: Saraiva, 2009.
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval. Economia micro e macro. São
Paulo: Atlas, 2002, cap. 8.
Próximos Passos
O mercado monetário e as funções da moeda;
A determinação da taxa de juros;
O balanço de pagamentos e o mercado de câmbio.
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Na página do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
<//www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/negociacoes-
internacionais> você encontrará muitas informações interessantes sobre
organismos e acordos internacionais, na área de comércio, de que o Brasil faz
parte.
http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/negociacoes-internacionais

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