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ATIVO BIOLÓGICO E PRODUTO 
AGRÍCOLA
(IAS 41 - CPC 29)
Prof. Fernando Dal-Ri Murcia
Objetivos de aprendizagem
1. Identificar o objetivo e o escopo da IAS 41 e do CPC 29 
2. Compreender os critérios de reconhecimento dos ativos 
biológicos e dos produtos agrícolas
3. Reconhecer a base de mensuração dos ativos biológicos 
e produtos agrícolas
4. Identificar as exigências de divulgação da IAS 41 e do 
CPC 29
Os termos abaixo foram extraídos na íntegra do Pronunciamento 
Técnico CPC 29 e serão utilizados nesse material com os seguintes 
significados:
Atividade agrícola é o gerenciamento da transformação biológica 
e da colheita de ativos biológicos para venda ou para conversão em 
produtos agrícolas ou em ativos biológicos adicionais, pela entidade. 
Planta portadora é uma planta viva que: (a) é utilizada na produção 
ou no fornecimento de produtos agrícolas; (b) é cultivada para 
produzir frutos por mais de um período; e (c) tem uma probabilidade 
remota de ser vendida como produto agrícola, exceto para eventual 
venda como sucata.
Produção agrícola é o produto colhido de ativo biológico da entidade. 
Ativo biológico é um animal e/ou uma planta, vivos. 
DEFINIÇÕES
Transformação biológica compreende o processo de crescimento, 
degeneração, produção e procriação que causam mudanças 
qualitativa e quantitativa no ativo biológico. 
Despesas de venda são despesas incrementais diretamente 
atribuíveis à venda de ativo, exceto despesas financeiras e tributos 
sobre o lucro. 
Grupo de ativos biológicos é um conjunto de animais ou plantas 
vivos semelhantes. 
Colheita é a extração do produto de ativo biológico ou a cessação 
da vida desse ativo biológico.
Não são plantas portadoras: 
a) plantas cultivadas para serem colhidas como produto 
agrícola (por exemplo, árvores cultivadas para o uso como 
madeira);
b) plantas cultivadas para a produção de produtos agrícolas, 
quando há a possibilidade maior do que remota de que a 
entidade também vai colher e vender a planta como produto 
agrícola, exceto as vendas de sucata como incidentais (por 
exemplo, árvores que são cultivadas por seus frutos e sua 
madeira); e
c) culturas anuais (por exemplo, milho e trigo). 
Quando as plantas portadoras não são mais utilizadas para a 
produção de produtos, elas podem ser cortadas e vendidas como 
sucata, por exemplo, para uso como lenha. Essas vendas de sucata 
incidentais não impedem a planta de satisfazer à definição de planta 
portadora.
Produto em desenvolvimento de planta portadora é ativo biológico.
Atividade agrícola compreende uma série de atividades, por exemplo, 
aumento de rebanhos, silvicultura, colheita anual ou constante, 
cultivo de pomares e de plantações, floricultura e cultura aquática 
(incluindo criação de peixes). Certas características comuns existem 
dentro dessa diversidade: 
a) Capacidade de mudança. Animais e plantas vivos são 
capazes de transformações biológicas; 
b) Gerenciamento de mudança. O gerenciamento facilita 
a transformação biológica, promovendo, ou pelo menos 
estabilizando, as condições necessárias para que o 
processo ocorra (por exemplo, nível de nutrientes, umidade, 
temperatura, fertilidade, luz). Tal gerenciamento é que 
distingue as atividades agrícolas de outras atividades. Por 
exemplo, colher de fontes não gerenciadas, tais como pesca 
no oceano ou desflorestamento, não é atividade agrícola; e 
c) Mensuração da mudança. A mudança na qualidade (por 
exemplo, mérito genético, densidade, amadurecimento, 
nível de gordura, conteúdo proteico e resistência da fibra) 
ou quantidade (por exemplo, descendência, peso, metros 
cúbicos, comprimento e/ou diâmetro da fibra e a quantidade 
de brotos) causada pela transformação biológica ou colheita 
é mensurada e monitorada como uma função rotineira de 
gerenciamento. 
Transformação biológica resulta dos seguintes eventos: 
a) Mudanças de ativos por meio de (i) crescimento (aumento 
em quantidade ou melhoria na qualidade do animal ou planta), 
(ii) degeneração (redução na quantidade ou deterioração na 
qualidade de animal ou planta) ou (iii) procriação (geração 
adicional de animais ou plantas); ou 
b) Produção de produtos agrícolas, tais como látex, folhas de 
chá, lã e leite. 
Definições gerais
Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento com 
significados específicos: 
Valor contábil é o montante pelo qual um ativo é reconhecido no 
balanço. 
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou 
que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação 
não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração.
Subvenção governamental é uma assistência governamental 
geralmente na forma de contribuição de natureza pecuniária, mas não 
só restrita a ela, concedida a uma entidade normalmente em troca 
do cumprimento passado ou futuro de certas condições relacionadas 
às atividades operacionais da entidade. Não são subvenções 
governamentais aquelas que não podem ser razoavelmente 
quantificadas em dinheiro e as transações com o governo que não 
podem ser distinguidas das transações comerciais normais da 
entidade.
1. Introdução
2. Reconhecimento e mensuração 
2.1. Ganhos e Perdas
2.2. Incapacidade de Mensurar o Valor Justo de Forma 
Confiável
3. Subvenções Governamentais
4. Divulgação
4.1 Disposições Gerais
4.2 Divulgações Adicionais para Ativos Biológicos em que o 
Valor Justo não pode ser Mensurado de Forma Confiável
4.3 Subvenções Governamentais
 
SUMÁRIO
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1. INTRODUÇÃO
A IAS 41 – Agricultura (CPC 29) descreve o tratamento contábil, a 
apresentação de demonstrações financeiras e as divulgações ligadas 
a atividades agrícolas. A norma será aplicada na contabilização de 
ativos biológicos, exceto plantas portadoras, produtos agrícolas no 
ponto de colheita e subvenções governamentais relacionadas a tais 
itens. Ela não deve ser aplicada a terrenos, plantas portadoras e ativos 
intangíveis relacionados à atividade agrícola e também não deve ser 
aplicada a subvenções e assistências governamentais relacionadas 
às plantas portadoras e nem sobre ativos de direito de uso decorrentes 
de arrendamento de terrenos relacionados à atividade agrícola.
Veja exemplo de ativos biológicos
Demonstração Financeira da BR FOODS, 2018, p. 59.
A tabela abaixo fornece alguns exemplos de ativos biológicos, produtos 
agrícolas e produtos que são resultados do processamento após a 
colheita: 
Ativos biológicos Produtos agrícolas Produtos resultantes do 
processamento após a 
colheita
Carneiros Lã Fio, tapete
Plantação de árvores 
para madeira
Árvore cortada Tora, madeira serrada
Plantação de algodão Algodão colhido Fio de algodão, roupa
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http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf
https://api.mziq.com/mzfilemanager/d/4d44a134-36cc-4fea-b520-393c4aceabb2/41929d28-7f03-e6c3-a1d0-5a094fb30a41?origin=1
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Cana-de-açúcar Cana colhida Açúcar
Gado de leite Leite Queijo
Porcos Carcaça Salsicha, presunto
Plantação de fumo Folha colhida Fumo curado
Arbusto de chá Folha colhida Chá
Videiras Uva colhida Vinho
Árvore frutífera Fruta colhida Fruta processada
Palmeira de dendê Fruta colhida Óleo de palma
Seringueira Látex colhido Produto da borracha
Algumas plantas (por exemplo, arbustos de chá, videiras, palmeira de dendê e 
seringueira), geralmente, atendem à definição de planta portadora e estão dentro 
do alcance da IAS 16 . No entanto, o produto de planta portadora (por exemplo, 
folhas de chá, uvas, óleo de palma e látex) está dentro do alcance da IAS 41.
Fonte: IAS 41
AULA VIRTUAL 1
https://fipecafi.blackboard.com/bbcswebdav/library/V%C3%ADdeos/2020.2/IAS41/IAS41_AV01.html
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2. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO
Veja a política contábil da BR FOODS para seus ativos biológicos.
Demonstração Financeira da BR FOODS, 2018, p. 26, item 3.11.
A IAS 41 determina que um ativo biológico deve ser reconhecido somente 
quando:
a) a entidade controlar o ativo como resultado de eventos passados;
b) for provável que benefícioseconômicos futuros associados ao 
ativo fluirão para a entidade;
c) o valor justo ou custo do ativo puder ser mensurado de forma 
confiável.
Um ativo biológico será mensurado no reconhecimento inicial e ao fim 
de cada período pelo seu valor justo menos os custos de venda, exceto 
quando o valor justo não puder ser mensurado de modo confiável. 
O produto agrícola colhido de ativos biológicos deve ser mensurado 
dessa mesma maneira no momento da colheita. Essa mensuração é 
o custo, nessa data, ao aplicar a IAS 2 – Estoques.
Para determinar o valor justo mais facilmente, pode-se agrupar os ativos 
biológicos ou produtos agrícolas de acordo com atributos significativos 
reconhecidos no mercado em que os preços são baseados, por 
exemplo, por idade ou por qualidade. Serão selecionados os atributos 
correspondentes àqueles usados no mercado como base para 
definição do preço.
Na transação de produtos agrícolas, frequentemente, são celebrados 
contratos para a venda em uma data futura. Os preços desses 
contratos nem sempre condizem com o valor justo, pois ele reflete o 
No que diz respeito aos estoques provenientes de produção 
agrícola que uma entidade tenha colhido de seus ativos 
biológicos, a norma IAS 2 orienta o atendimento da IAS 41, 
ou seja, esse tipo de estoque deve ser mensurado pelo valor 
justo (fair value) reduzido dos custos de vendas estimados à 
época da colheita.
(ERNST & YOUNG; FIPECAFI, 2010: 64)
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR
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mercado atual em que um comprador negocia com um vendedor. O 
valor justo de um ativo biológico ou produto agrícola não é ajustado 
por causa da existência de um contrato.
Algumas vezes, o custo se aproxima do valor justo, particularmente 
quando:
a) Uma pequena transformação biológica ocorre desde o 
momento inicial (por exemplo, mudas plantadas no período 
imediatamente anterior ao de encerramento das demonstrações 
contábeis ou gado recém-adquirido); ou
b) Não se espera que o impacto da transformação do ativo 
biológico sobre o preço seja material (por exemplo, para o 
crescimento inicial da plantação de pinos cujo ciclo de produção 
é de 30 anos).
Normalmente, os ativos biológicos estão ligados fisicamente ao terreno 
(como árvores em uma floresta de plantação). Talvez não exista um 
mercado ativo específico para esses ativos biológicos, mas pode 
existir para os ativos combinados, como um pacote.
Caso um valor de mercado exista apenas para os ativos biológicos 
em conjunto com a propriedade agrícola, a entidade deverá, a partir 
das informações existentes e de estimativas confiáveis, computar o 
valor justo dos ativos biológicos de maneira separada. Isso poderia 
ser feito, por exemplo, comparando-se o valor justo da propriedade 
com os ativos biológicos e sem; pela diferença, apurar-se-ia o valor 
justo dos ativos biológicos nas condições atuais. 
Devem ser reconhecidas no resultado do período em que 
ocorreram as variações nos valores de estoques detidos por:
- Operadores de commodities que mensurem os estoques 
pelo valor justo (fair value) menos o custo para vender. Esses 
estoques são adquiridos com a finalidade de venda no futuro 
próximo e de gerar lucro com base nas variações dos preços 
ou na margem dos corretores/negociantes;
- Produtores de mercadorias agrícolas e florestais que 
detenham produtos agrícolas após o ponto da colheita e de 
produtos minerais cujos estoques podem ser mensurados 
pelo valor realizável líquido de acordo com as práticas já 
estabelecidas nesses setores. Isso ocorre, por exemplo, 
quando as culturas agrícolas tenham sido colhidas ou os 
minerais tenham sido extraídos e a venda esteja assegurada 
nos termos de um contrato futuro ou de contrato com o 
governo ou quando exista um mercado ativo e haja um risco 
baixo do fracasso de venda.
(ERNST & YOUNG; FIPECAFI, 2010: 60)
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2.1. Ganhos e Perdas
AULA VIRTUAL 2
De acordo com a IAS 41, um ganho ou perda originado da mudança 
no valor justo menos a despesa de venda de ativo biológico no 
reconhecimento inicial até o final de cada período deve ser incluído no 
resultado do período em que tiver origem.
2.2. Incapacidade de mensurar o valor justo de forma confiável
Supõe-se que o valor justo pode ser mensurado de forma confiável 
em relação a um ativo biológico ou produto agrícola. No entanto, é 
possível refutar essa suposição no caso de ativo biológico cujo valor 
deveria ser cotado pelo mercado, porém, este não o tem disponível e 
as alternativas para mensurá-lo não são claramente confiáveis. Nesse 
caso, esse ativo será mensurado pelo seu custo menos qualquer 
depreciação ou perdas acumuladas por redução ao valor recuperável.
Quando o valor justo de tal ativo se tornar mensurável, deve ser 
mensurado pelo valor justo menos custos de venda. Quando o ativo 
biológico não circulante atender aos critérios para ser classificado 
como mantido para venda, é suposto que seu valor justo foi mensurado 
de maneira confiável.
A questão dos ganhos e perdas representa um dos pontos 
controversos e combatidos da IAS 41. Quanto aos ganhos, 
entre os profissionais mais conservadores, há grande rejeição 
de se reconhecer uma receita de um ativo biológico ainda não 
realizado. Os profissionais que suportam o reconhecimento do 
ganho apresentam o argumento de que o ganho é fundamental 
para o entendimento das operações de uma empresa, e 
trata-se de uma prática consistente com o princípio geral de 
competência de exercícios. Com relação às perdas, também 
há controvérsias quanto ao seu reconhecimento em certas 
circunstâncias. Um exemplo de desconforto comum ocorre 
quando uma empresa possui um contrato de venda futuro do 
produto agrícola que será colhido do atual ativo biológico que 
indica claramente que a empresa obterá lucro na transação.
https://fipecafi.blackboard.com/bbcswebdav/library/V%C3%ADdeos/2020.2/IAS41/IAS41_AV02.html
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https://fipecafi.blackboard.com/bbcswebdav/library/V%C3%ADdeos/2020.2/IAS41/IAS41_AV03.html
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3. SUBVENÇÕES GOVERNAMENTAIS
A norma diz que uma subvenção governamental incondicional 
relacionada a um ativo biológico, após a mensuração pelo valor justo 
menos a despesa de venda, deve ser reconhecida no resultado do 
exercício somente quando a subvenção se tornar recebível.
Se a subvenção governamental for condicional, incluindo quando 
exigir que uma entidade não se envolva com uma atividade agrícola 
específica, deve-se reconhecer a subvenção governamental no 
resultado do exercício quando, e apenas quando, as condições 
associadas a essa subvenção forem cumpridas.
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4. DIVULGAÇÃO
4.1. Disposições Gerais
A IAS 41 determina que “a entidade deve divulgar o ganho ou a perda 
do período corrente em relação ao valor inicial do ativo biológico e 
do produto agrícola e, também, os decorrentes da mudança no valor 
justo, menos a despesa de venda dos ativos biológicos”. Além disso, 
deve ser fornecida uma descrição, narrativa ou quantificada, de cada 
grupo de ativos biológicos.
É incentivado o fornecimento de uma descrição quantificada de 
cada grupo de ativos biológicos, distinguindo entre ativos biológicos 
consumíveis e de produção ou entre ativos biológicos maduros ou 
imaturos, conforme apropriado. Ativos biológicos consumíveis são 
aqueles colhidos como produtos agrícolas ou vendidos como ativos 
biológicos. Os ativos biológicos de produção (plantas portadoras) são 
aqueles diferentes dos consumíveis: não são produtos agrícolas, mas 
em vez disso, possuem autorregeneração, são mantidos para produzir 
produtos. Os ativos biológicos maduros são aqueles que atingiram as 
condições para serem colhidos ou estão aptos a sustentar colheitas 
regulares.
Veja exemplos de divulgação da BR FOODS acerca de seus 
tipos de ativos biológicos consumíveis e para produção.Demonstração Financeira da BR FOODS, 2018, p. 60.
Caso não tenha sido divulgado, deve-se descrever:
a) a natureza de suas atividades que envolvam cada grupo de 
ativos biológicos;
b) medidas ou estimativas não financeiras das grandes 
quantidades físicas de:
i. cada grupo dos ativos biológicos da entidade no final do 
período;
ii. produção de produtos agrícolas durante o período.
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Devem ser divulgados:
a) a existência e valores contábeis de ativos biológicos cujo 
título seja restrito e os valores contábeis de ativos biológicos 
oferecidos como garantia de passivos;
b) o valor de compromissos para o desenvolvimento ou 
aquisição de ativos biológicos;
c) as estratégias de gerenciamento de risco financeiro 
relacionadas à atividade agrícola.
Também deve ser apresentada uma conciliação das mudanças no 
valor contábil de ativos biológicos entre o início e o final do período 
corrente. Nela, devem constar:
a) o ganho ou perda resultante das mudanças no valor justo 
menos custos para vender;
b) aumentos devidos a compras;
c) reduções atribuíveis às vendas e ativos biológicos 
classificados como mantidos para venda;
d) reduções devido à colheita;
e) aumentos resultantes de combinações de negócios;
f) diferenças de câmbio líquidas que surjam na conversão de 
demonstrações financeiras para uma moeda de apresentação 
diferente e na conversão de uma operação no exterior para a 
moeda de apresentação da entidade que reporta;
g) outras mudanças.
4.2 Divulgações adicionais para ativos biológicos em que o valor 
justo não pode ser mensurado de forma confiável
A norma determina que, se ativos biológicos forem mensurados pelo 
seu custo menos qualquer depreciação acumulada e quaisquer perdas 
acumuladas por redução ao valor recuperável ao fim do período, 
devem ser divulgados para esses ativos biológicos:
a) uma descrição dos ativos biológicos;
b) uma explicação do motivo pelo qual o valor justo não pode 
ser mensurado de forma confiável;
c) se possível, a faixa de estimativa dentro da qual o valor justo 
tem alta probabilidade de se enquadrar;
d) o método de depreciação utilizado;
e) as vidas úteis ou as taxas de depreciação utilizadas;
f) o valor contábil bruto e a depreciação acumulada (agregados 
às perdas acumuladas por redução ao valor recuperável) no 
início e no fim do período.
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Na conciliação, deverão ser incluídas:
a) perdas por redução ao valor recuperável;
b) reversões de perdas por redução ao valor recuperável;
c) depreciação.
Se o valor justo dos ativos biológicos se tornar mensurável de forma 
confiável durante o período corrente, devem ser divulgados:
a) uma descrição dos ativos biológicos;
b) uma explicação do motivo pelo qual o valor justo se tornou 
mensurável de forma confiável;
c) o efeito da mudança.
4.3 Subvenções governamentais
A IAS 41 orienta que sejam divulgados os seguintes itens relacionados 
à atividade agrícola:
a) a natureza e a extensão das subvenções governamentais 
reconhecidas nas demonstrações financeiras;
b) as condições não cumpridas e outras contingências 
inerentes às subvenções governamentais;
c) reduções significativas esperadas no nível das subvenções 
governamentais
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REFERÊNCIAS 
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 29 – Ativo Bioló-
gico e Produto Agrícola. Brasília, 07 ago 2009. Disponível em: http://
www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf.
ERNST & YOUNG; FIPECAFI. Manual de normas internacionais 
de contabilidade: IFRS versus Normas Brasileiras. 2ª ed. São Paulo: 
Atlas, 2010. Capítulo 5.
IASB - International Accounting Standards Board. IAS 41 – Agriculture.
IBRACON. Normas Internacionais de Relatório Financeiro: confor-
me emitidas até 1° de janeiro de 2011. Parte A. / Fundação IFRS. São 
Paulo: IBRACON, 2011. IAS 41 – Agricultura.
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf
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