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Livro: Lições do Príncipe e outras lições (O Intelectual, A Política e a Educação)
Autor: Neidson Rodrigues
1-O INTELECTUAL E A POLÍTICA; QUESTÕES DA PRÁTICA.
O autor inicia sua abordagem destacando que é necessário que nossas ideias estejam ligadas com a realidade, que tenham o compromisso de mudar o espaço onde circulam, deixando de ser tão abstrata se tornando algo real, capaz de transformar uma sociedade.
O autor destaca que é necessário que todos que desenvolvem trabalhos no campo intelectual, assumam a responsabilidade de conduzir os diversos segmentos sociais na intenção de transformá-los, revendo suas práticas e tendo sempre o objetivo de conduzir à uma mudança significativa do campo social.
Ao apontar os caminhos que os intelectuais precisam trilhar, ele utiliza a metáfora do Jequitibá para mostrar que assim como ele, nós também buscamos um lugar para criar nossas raízes, enfrentando as adversidades do cotidiano na busca de um lugar onde nossas ideias sejam capazes de ser transformadoras, mas é comum cairmos na tentação de nos acomodarmos, permanecendo onde estamos para evitar conflitos e assim florescer na tranquilidade de um jardim. No entanto ao fazer essa escolha deixamos de ter vida significativa, pois a nossa existência se resume a permanecer no jardim, deixando de ter vida e de ter uma história.
O autor utiliza a metáfora para mostrar como estamos enfrentando os desafios de hoje, pois confrontados num processo político é preciso mostrar se as nossas ideias têm raízes, é preciso fazer a articulação entre o saber e a prática, como aplicar a teoria que conhecemos em nossa realidade. Ele demonstra como acontece essa mudança de sair do debate de ideias para uma prática que requer consciência histórica.
Ao acontecer esse movimento de mudança é possível perceber que ocorre um estranhamento, pois agora é preciso mostrar ações concretas saindo do campo das ideias, que o discurso se transforme em prática.
Ele destaca essa instabilidade no processo de mudança, como é preciso lidar com aquilo que antes estava distante, como superar as desconfianças e oposições que vão existir no caminho, e que é preciso contar com o apoio da maioria que se pretende atingir, pois nenhum projeto se realiza se não existir apoio.
O autor menciona como a sociedade demonstra estar num processo de conformidade, de aceitação à sua realidade, de descrença em acreditar na mudança, por isso a necessidade de devolver a confiança ao povo, de fazer com que acreditem na mudança, nas palavras do autor “É necessário um trabalho de reconstituição da força de crescer”.
Ele encerra esse primeiro tópico reforçando a ideia de que é preciso aprender a caminhar adiante, deixar o lugar onde estamos e buscar mudanças, não permitir ter os mesmos pensamentos atrofiados, mas sermos capazes de seguir adiante abertos à novas possibilidades, pois permanecer onde estamos não irá trazer benefícios e nem vai mudar a nossa história.
2-FILOSOFIA E ACÃO; A PRÁTICA DO INTELECTUAL.
O autor destaca o papel da Filosofia, que sempre foi de interrogar e questionar o mundo, exercendo um papel crítico diante de sua realidade. Assim é preciso exercer esse papel, pois segundo o autor nada é permanente, mas está sujeito a mudança, é preciso questionar para que a realidade seja transformada. É importante destacar que todos podem ser filósofos, pois todos podem interrogar e buscar ações transformadoras.
Podemos usar como exemplo a função do professor dentro da sala de aula, o bom professor não é aquele que deposita um conhecimento uniforme e acabado, esperando que pela repetição seja memorizado por todos. A verdadeira explicitação de conhecimento é conduzir seus alunos ao questionamento de sua realidade, por meio do questionamento é possível trabalhar a capacidade de pensar por si, agir e transformar seu meio.
A Filosofia faz parte de todos os homens. O propósito da filosofia não seria dar respostas concluídas, mas por meio do questionamento trazer à luz debates e instigar mais a investigação. A Filosofia tende a tirar do senso comum, a tarefa do filósofo não seria a de realizar a elevação intelectual, mas possibilitar outros olhares a respeito do já existente
Sendo o homem capaz de pensar por si mesmo, é possível criar suas verdades independente daquilo que é ditado pelo mundo. Assim a filosofia está presente em todos e se manifesta em várias vertentes da vida, religião, linguagem, política, porém o que nem todos são capazes é descrever suas ações como resultado de uma determinada ‘’visão do mundo”.

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