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Panorama do Direito
1.1 - Conceito de direito
O homem é um ser eminentemente social. Não vive isolado, mas em grupos. A convivência impõe uma certa ordem, determinada por regras de conduta. Essa ordenação pressupõe a existência de restrições que limitam a atividade dos indivíduos componentes dos diversos grupos sociais. O fim do direito é precisamente determinar regras que permitam aos homens a vida em sociedade.
Em todo tempo, por mais distante que se olhe no passado, em qualquer agrupamento social, por mais rudimentar que seja, sempre se encontrará presente o fenômeno jurídico, representado pela observância de um mínimo de condições existenciais da vida em sociedade. Seja na unidade tribal em estado primitivo, seja na unidade estatal, sempre houve e haverá uma norma, uma regra de conduta pautando a atuação do indivíduo, nas suas relações com os outros indivíduos. 
A ordem jurídica tem; assim, como premissa o estabelecimento dessas restrições, a determinação desses limites aos indivíduos, aos quais todos indistintamente devem se submeter, para que s~ torne possível a coexistência social.
Não há um consenso sobre o conceito do direito. A esse respeito divergem juristas, filósofos e sociólogos, desde tempos remotos. Deixando de lado as várias escolas e correntes existentes, apontamos como ideal, pela concisão e clareza, a definição de Washington de Barros Monteiro, segundo a qual direito "é o conjunto das normas gerais e positivas, que regulam a vida social".
A palavra "direito" é usada, na acepção comum, para designar o conjunto de regras com que se disciplina a vida em sociedade, regras essas que se caracterizam pelo caráter genérico, concernente à indistinta aplicação a todos os indivíduos, e jurídico, que as diferencia das demais regras de comportamento social e lhes confere eficácia garantida pelo Estado. As referidas normas de conduta encontram-se nas leis, nos costumes, na jurisprudência, nos princípios gerais do direito, constituindo o direito objetivo e positivo, posto na sociedade por uma vontade superior.
Origina-se a palavra "direito" do latim directum, significando aquilo que é reto; que está de acordo com a lei. Os jurisconsultos romanos já relacionavam direito com o que é justo. Da necessidade da justiça nas relações humanas é que nasce o direito. De outra parte, a criação do direito não tem outro objetivo senão a realização da justiça.
O direito nasceu junto com o homem que, por natureza, é um ser social. As normas de direito, como visto, asseguram as condições de equilíbrio da coexistência dos seres humanos, da vida em sociedade.
1.2 - Direito positivo e direito natural
Direito positivo é o ordenamento jurídico em vigor num determinado país e numa determinada época (jus in civitate positum). Direito natural é a ideia abstrata do direito, o ordenamento ideal, correspondente a uma justiça superior e suprema.
O direito positivo, em outras palavras, é o "conjunto de princípios que, pautam a vida social de determinado povo em determinada época", sendo nesta acepção que nos referimos ao direito romano, ao direito inglês, ao direito alemão, ao direito brasileiro etc., não importando seja escrito ou não escrito, de elaboração sistemática ou de formação jurisprudência. 
Na época moderna, o direito natural desenvolve-se sob o nome de jusnaturalismo, sendo visto como "expressão de princípios superiores ligados à natureza racional e social do homem”.
É a existência de um direito ideal e eterno, ao lado· do direito positivo, sendo considerado o fundador da nova Escola de Direito Natural. É quase um direito divino. Pensemos no seguinte. Atualmente, casos extraconjugais não são mais considerados crimes pelo Direito Penal. Apesar de poderem ser objeto de discussão na esfera cível, não mais podem ser discutidos no âmbito criminal. Contudo, em um sentido cristão, a prática de adultério é condenada. Assim, apesar de não ser necessariamente ilícito, pode ser considerado imoral por algumas pessoas, de determinada sociedade.
1.3 – Direito objetivo e direito subjetivo
Direito objetivo é o conjunto de normas impostas pelo Estado, de caráter geral, a cuja inobservância os indivíduos podem ser compelidos mediante coerção. Esse conjunto de regras jurídicas comportamentais (norma agendi) gera para os indivíduos a faculdade de satisfazer determinadas pretensões e de praticar os atos destinados a alcançar tais objetivos.
Direito subjetivo é "o poder que a ordem jurídica confere a alguém de agir e de exigir de outrem determinado comportamento”. É, portanto, o meio de satisfazer interesses humanos e deriva do direito objetivo, nascendo com ele. Se o direito objetivo é modificado, altera-se o direito subjetivo. 
Podemos dizer que há referência ao direito objetivo quando se diz, por exemplo, que "o direito impõe a todos o respeito à propriedade"; e que é feita alusão ao direito subjetivo quando se proclama que "o proprietário tem o direito de repelir a agressão à coisa que lhe pertence".
1.4 - Direito público e direito privado
Embora a divisão do direito objetivo em público e privado remonte ao direito romano, até hoje não há consenso sobre seus traços diferenciadores. Vários critérios foram propostos, com base no interesse, na utilidade, no sujeito, na finalidade da norma, no ius imperium, sem que todos eles estejam imunes a críticas.
Direito público é o que corresponde às coisas do Estado; direito privado, o que pertence à utilidade das pessoas". Pelo critério adotado, da utilidade ou do interesse visado pela norma, o direito público era o direito do Estado romano, o que dizia respeito aos negócios de interesse deste. O direito privado, por sua vez, era o que disciplinava os interesses particulares, dos cidadãos.
Embora o direito público vise proteger os interesses da sociedade e o direito privado busque assegurar, integralmente, a satisfação dos interesses individuais, tal critério se mostra insuficiente. Não se pode, com efeito, dissociar o interesse público do interesse privado, como se fossem antagônicos, mesmo porque, na maioria das vezes, torna - se difícil distinguir o interesse protegido. As normas não costumam atingir apenas o interesse do Estado ou do particular, mas entrelaçam-se e interpenetram-se. Destinam-se elas, em sua generalidade, à proteção de todos os interesses. Os dos particulares são também de natureza pública, tendo em vista o bem comum, e vice-versa.
Tem-se apontado também a natureza do sujeito ou titular da relação jurídica como elemento diferenciador. Segundo esse critério, público é o direito que regula as relações do Estado com outro Estado, ou as do Estado com os cidadãos, e privado o que disciplina as relações entre os indivíduos como tais, nas quais predomina imediatamente o interesse de ordem particular.
Na realidade, o direito deve ser visto como um todo, sendo dividido em direito público e privado somente por motivos didáticos. A interpenetração de suas normas é comum, encontrando-se com frequência nos diplomas reguladores dos direitos privados as atinentes ao direito público e vice-versa.
Do direito civil, que é o cerne do direito privado, destacaram-se outros ramos, especialmente o direito empresarial, o direito do trabalho, o direito do consumidor, por exemplo.
Pertencem ao direito público, por outro lado, o direito constitucional, o direito administrativo, o direito tributário, o direito penal, o direito processual (civil e penal), o direito internacional (público e privado) e o direito ambiental.
Normas de ordem pública são às de aplicação obrigatória. São as que se impõem de modo absoluto, não sendo possível a sua derrogação pela vontade das partes. Normas de ordem privada são as que vigoram enquanto a vontade dos interessados não convencionar de forma diversa, tendo, pois, caráter supletivo. Um processo de inventário, tem que respeitar as normas públicas, as quais temos a obrigatoriedade de transmissão da herança para o cônjuge meeiro e para os herdeiros legítimos. Mesmo que a pessoa falecida não queira deixar nenhuma parte de seu patrimônio para esposa e filhos,os bens serão a eles destinados por disposição legal e por ser norma de cumprimento obrigatório.
Contudo, caso duas pessoas resolvam constituir uma empresa em que um dos sócios possua 90% do capital e o outro sócio tenha apenas 10%, tal contrato será possível, já que não há norma obrigatória que impeça tal acordo.
1.5 - Diferenças entre Perícia e Auditoria 
A contabilidade é uma ciência social do qual seu objetivo é o patrimônio das entidades, sua base é o patrimônio, sendo este a atenção de outros interessados. Esta ciência busca zelar pelas informações obtidas, fazendo com que sejam pertinentes, oportunas, suficientes e inteligíveis.
A contabilidade busca entender as mutações sofridas no seu Patrimônio, com um objetivo de verificar suas possíveis variações e suas causas. 
Para a contabilidade ter informações mais precisas, são necessárias ferramentas que possibilitam a avaliação dessas informações.
As ferramentas mais utilizadas para garantir as informações contábeis: Perícia Contábil e a Auditoria Contábil, que estão diretamente associadas às informações do patrimônio.
Mesmo que sejam duas ferramentas da mesma área, são diferentes entre si, enquanto a Auditoria averigua as informações a Perícia constata a informação.
A Auditoria Contábil segundo ATTIE, 2000: “É uma especialização contábil voltada para testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado.”
A auditoria busca por problemas no controle interno e financeiro e apresenta sugestões de melhoria.
Existem dois tipos de auditoria, a interna e a externa, que no final se unem.
A auditoria interna é feita normalmente por um próprio auditor da empresa, que analisará os procedimentos técnicos, examinará a integridade, adequação e eficácia dos controles internos, propor melhorias nos procedimentos de informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais como um todo.
Já a auditoria externa se fará com um auditor externo, que não terá nenhum vínculo empregatício com a empresa, e poderá ser feito em conjunto com o auditor interno, até para poder testar a eficiência dos métodos utilizados.
Mesmo que ambas tenham algumas característica diferentes, juntas tem o mesmo objetivo, que é de combater erros e fraudes.
Já a Perícia Contábil:
A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente
Sobre isso, a Perícia busca a verdade real das informações no aspecto patrimonial para ajudar os processos jurídicos. Ela servirá como ferramenta que firma a verdade formal para fins decisórios. Ela quem guia o julgamento de um fato, partindo do interesse das partes, da justiça e do interesse público para apresentar fatos que não tenham provas documentais.
A perícia é executada por um perito, que terá que ser habilitado com situação regular perante o Conselho Regional de Contabilidade, que terá que ter capacidade profissional para pesquisar, examinar, analisar, sintetizar e fundamentar a prova no laudo pericial e no parecer pericial contábil.
Dadas as diferenças conforme o quadro abaixo:
	Perícia Contábil
	Auditoria Contábil
	Executada somente por pessoa física, profissional com nível universitário e registro em órgão de classe (artigo 156, §1º CPC).
	Pode ser executada por pessoa física ou jurídica.
	A perícia é usada em uma época específica, sobre um questionamento específico, como, por exemplo, a apuração de haveres em uma dissolução de sociedade.
	Regra geral é constante e contínua, tendo que ser elaborada todos os anos.
	A perícia se prende a um caráter científico de uma prova, com o objetivo de esclarecer controvérsias.
	O objeto da auditoria é aumentar o grau de confiança dos usuários, que estão preocupados com a continuidade operacional da empresa
	É específica, restrita aos quesitos e pontos controvertidos, discutidos dentro do processo judicial.
	Pode ser específica ou não: será específica quando for uma auditoria de imobilizado, por exemplo. Não será específica quando for a auditoria contábil.
	Sua análise é irrestrita e abrangente.
	Análise feita por amostragem
	Usuários do serviço: as partes e, principalmente, o juiz.
	Usuários do serviço: sócios, investidores, administradores, bancos, fornecedores, clientes, etc.
1. 6 - Panorama da Justiça Comum, com demonstração dos campos de atuação da Perícia Contábil
Há dois tipos de perícia contábil: judicial ou extrajudicial(especial). No caso da judicial, o perito contador é nomeado por um juiz para analisar uma determinada causa e emitir seu parecer. No caso da perícia extrajudicial, ela serve para avaliar bens e direitos, cálculo de indenizações, venda e compra de empresas, partilha de bens, liquidação de haveres, divórcio. A perícia é o único meio de prova capaz e eficaz de avaliar as questões materiais que são controvertidas durante a ação.
A Perícia Judicial está contida no Código do Processo Civil em vários artigos, que serão abordados no decorrer do semestre, dando embasamento teórico ao juiz de direito a nomear um profissional com conhecimento técnico sobre o assunto do litígio, caso o assunto não seja do seu domínio; sendo assim a perícia tem força de prova, podendo a mesma ser contestada pelas partes envolvidas no processo.
“Perícia Contábil judicial é a que visa servir de prova, esclarecendo o juiz sobre assuntos em litígio que merecem seu julgamento, objetivando fatos relativos ao patrimônio aziendal ou de pessoas” (SÁ, 2000, p. 63).
A perícia judicial é verificada quando a questão envolve uma ação no âmbito do Poder Judiciário. Logo, é motivada por uma questão judicial e solicitada em juízo, tendo o objetivo de dar ao Juiz elementos para esclarecer fatos que estão obscuros, através da realização de exames, vistorias e avaliações, com o intuito de certificar a verdade para não prejudicar as partes envolvidas.
A perícia judicial é aquela que se realiza dentro dos procedimentos do Poder Judiciário, por determinação, requerimento ou necessidade dos seus agentes ativos, se processando segundo as regras legais e específicas avaliadas em cada lide.
Quando o Juiz solicita a realização do trabalho pericial, o mesmo pretende o convencimento a respeito do assunto da lide através da opinião mencionada pelo perito na constituição do laudo pericial, pois, a perícia contábil judicial existe pela necessidade em se ter conhecimento técnico ou especializado de um profissional contábil para a tomada de decisão.
 Em áreas como a Justiça do Trabalho é muito grande a procura pela perícia. Já na Justiça Estadual, onde estão as áreas cíveis, de família e fazenda pública, a perícia não é muito pedida na fase de instrução do processo. Mas, em compensação, o laudo pericial é solicitado na liquidação da sentença.
O perito é indicado pelo juiz e goza da confiança do mesmo, devendo realizar o trabalho e apresentar o laudo por escrito, respondendo aos quesitos determinados. Quesitos são questões ou perguntas determinadas pelo juiz ou pelas partes interessadas.
É possível identificarmos o maior uso, então, da perícia contábil no âmbito da justiça do trabalho. A presença do contador é compulsória quando o objeto da perícia recai sobre aspectos contábeis e está explícita a questão de cálculos trabalhistas, estes cálculos deverão ser elaborados por contador habilitado para exercer o ofício. Nesse contexto, relevante é a função do perito contábil para realizar os cálculos e emitir opinião válida, competente, que irá subsidiar a decisão do magistrado.
As outras incidências por demanda de perícias contábeis ocorrem na Justiça Federal e na Justiça Estadual, em ações envolvendo direitos patrimoniais de pessoas físicas e jurídicas. Sendo que os principais tipos de litígios que requerem a perícia contábil são: cível em geral, criminal, familiare sucessória, falimentar, responsabilidade administrativa, tributária e trabalhista.
Em meio aos vários campos de atuação na esfera judicial, tem-se a perícia contábil do processo do trabalho, que é demandada em quase todos os litígios, sobretudo na fase de liquidação e execução de sentença, quando, então, se faz necessário quantificar a expressão monetária exata contida no título executivo, embora possa ocorrer também na fase de instrução processual, quando então o juízo, em busca de subsídios para sustentar seu julgamento, nomeia um especialista de sua confiança para a produção de prova pericial contábil.
Portanto, constitui prerrogativa do Juiz, no curso do processo judicial trabalhista, quando se fizer necessário, nomear perito contábil para auxiliá-lo no andamento do processo, podendo tal fato ocorrer tanto na fase de conhecimento, que é o momento que antecede a prolação da sentença, quanto no momento da liquidação das obrigações constantes no comando decisório, ou seja, após o trânsito em julgado da sentença.
A perícia contábil é ensejada em duas ocasiões, nos processos trabalhistas: na apuração de haveres dos empregados retidos junto ao patrimônio dos empregadores, e na análise dos valores patrimoniais dos empregadores, nas ações trabalhistas em que se discutem dissídios coletivos.
1. 7 - Panorama da Justiça Especial, com demonstração dos campos de atuação da Perícia Contábil
A perícia extrajudicial “é aquela realizada fora do judiciário, por vontade das partes [...], demonstrar a veracidade ou não do fato em questão, discriminar interesses de cada pessoa envolvida em matéria conflituosa; comprovar fraude, desvios, simulação.” (ANCIOTO, COSTA, GOMES, 2009 p.14). É muito utilizada quando ocorre fusão, cisão, incorporação nas empresas.
A perícia extrajudicial é contratada por necessidade e escolhida pelo interessado ou de forma consensual entre as partes. Neste caso, ainda não há litígio.
Na perícia extrajudicial, o que prevalece é a vontade legítima das partes na solução de controvérsias, em que as partes envolvidas não têm a capacitação técnica para tomar uma decisão de forma isolada, pois carecem de conhecimentos específicos, buscando um profissional competente que os auxilie.
Na perícia extrajudicial há subdivisões em conformidade com a finalidade para as quais são contratadas, sendo classificadas em: demonstrativas, discriminativas e comprobatórias.
· Serão demonstrativas quando a finalidade é demonstrar, de forma insofismável (indiscutível), a veracidade, ou não, do objeto da perícia contratada, utilizando-se o perito de toda a técnica requerida para que não reste dúvida às partes sobre o que foi periciado.
· As discriminativas são voltadas para o detalhamento do objeto periciado, de forma a colocar para os interessados a pormenorização dos fatos constatados, para que os envolvidos possam ter conforto e segurança na tomada da melhor decisão que motivou o trabalho.
· Por fim, as comprobatórias terão a finalidade de comprovar, através de fatos e registros contábeis, eventuais distorções, erros, simulações, fraudes, ou qualquer situação que fuja à normalidade das transações ocorridas sobre o objeto periciado.
Já a perícia arbitral busca solucionar os desacordos entre as partes, fora do âmbito da justiça para agilizar acordos entre elas. A perícia arbitral é aquela exercida sob o controle da lei de arbitragem. 
A perícia arbitral funciona como um mix entre a perícia judicial e a extrajudicial, portanto não se enquadra diretamente em nenhuma das demais espécies estudadas anteriormente.
A perícia arbitral é voltada para aquelas situações em que o desejo das partes envolvidas é pela rapidez, segurança e credibilidade para a conclusão e o desfecho do litígio, com o rigor muito próximo àquele que seria obtido no Poder Judiciário.
A arbitragem no Brasil foi normatizada pela Lei 9.307 de 23 de setembro de 1996, na qual institucionalizou no sistema brasileiro o juízo arbitral como a instância adequada para resolver conflitos com maior rapidez e segurança.
A arbitragem é um meio alternativo de solução de conflitos, através do qual as partes elegem um terceiro, que exercerá o poder decisório sobre as partes que será irrevogável e não tem natureza jurisdicional, por ser externa ao Poder Judiciário. Prevista no texto constitucional, como forma alternativa de solução dos conflitos trabalhistas (art. 114, §§ 1° e 2° da CF), foi efetivada no ordenamento jurídico pátrio com a Reforma Trabalhista.
Pode-se, ainda, conceituar arbitragem como "um processo de solução de conflitos jurídicos pelo qual o terceiro, estranho aos interesses das partes, tenta conciliar e, sucessivamente, decide a controvérsia".
Quando ocorrer esta decisão, as partes apenas se comprometem a cumprir o que foi decidido, pois esta não tem força executiva, devendo a parte que seja prejudicada pelo descumprimento, submeter a questão ao Judiciário para a execução.
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