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Ensinando MOB PARTE 2

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· Evelyn L. Billings 
John J Billings 
DO o TODO DA 
OVULAÇ O 
Parte 2 
,., 
VARIAÇ ES DO CICLO 
E SAÚDE REPRODUTIVA 
PAULUS 
ANTES DE INICIAR O USO DE QUALQUER 
MÉTODO NATURAL PROCURE UM 
INSTRUTOR CREDENCIADO PARA TIRAR 
TODAS AS SUAS DÚVIDAS SOBRE OS 
MESMOS, POIS SUA EFICÁCIA DEPENDE DA 
CORRETA APLICAÇÃO DE TODAS AS 
REGRAS.
DRA. EVELYN L. BILLINGS - DR. JOHN J. BILLINGS 
ENSINANDO 
O MÉTODO DA OVULAÇ O BILLINGS 
Variações do ciclo e saúde reprodutiva 
PARTE 2 
PAULUS 
ÍNDICE 
5 Agradecimento 
6 A saúde reprodutiva da mu lher 
7 Introdução 
I. VARIAÇÕES DO CICLO 
8 1. Ciclo fértil normal 
10 2. Ciclo fértil normal: aplicação ·das regras para adiamento da con-
cepção 
12 3. Ciclo fértil normal: muco contínuo 
14 4. Ciclo fértil normal: ciclo curto, ovulação precoce 
16 5. Sangramento fisiológico 
18 6. Ápice duvidoso 
20 7. Ciclo fértil normal: ciclo longo, ovulação retardada 
22 8. Ciclo longo: combinação de padrão básico de infertilidade, fase 
lútea curta e estrogênios de flutuação rápida 
24 9. Registro 8 anotado com símbolos 
26 10. Ciclo longo: sem ovulação, sem menstruação, sangramento 
anovulatório 
28 11. Padrão de muco de mudança rápida 
II. PADRÕES DO CICLO E SAÚDE REPRODUTNA 
30 12. Conseguindo uma gravidez 
32 13. Infertilidade, falha da ovulação 
34 14. Infertilidade, fase lútea curta 
36 15. Infertilidade, deficiência de secreção do muco 
38 16. Infertilidade, pós-pílula 
40 1 7. Carcinoma da cérvix 
42 18. Padrões anormais do muco, anomalias de sangramento 
e terapia hormonal de reposição 
III. APÊNDICES 
48 Apêndice 1. Hormônios hipofisários e ovarianos do ciclo 
reprodutor da mulher. Por J. B. Brown, D.Se. 
51 Apêndice 2. Anatomia e fisiologia da cérvix 
53 Apêndice 3. O Método de Ovulação Billings: 
observações, registros e regras 
)' 
A saúde reprodutiva da mulher 
O respeito pela dignidade da mulher exige que abordemos sua 
saúde globalmente. Uma parte do seu direito a cuidados médicos 
competentes diz respeito à Saúde Reprodutiva da Mulher, signifi-
cando a preservação ou restauração da sua capacidade de conceber 
e dar à luz uma criança, o que é chamado na Declaração Universal 
dos Direitos Humanos a obrigação de fornecer "cuidados e assistên-
cia especiais à maternidade". Isso significa que todas as mulheres 
deveriam ter acesso a serviços competentes de obstetrícia e ginecolo-
gia, incluindo cuidados apropriados do feto dentro do útero e assis-
tência em estabelecer a amamentação do filho após o nascimento. 
Este manual foi projetado para assistir a instrutora do Méto-
do de Ovulação Billings a "pensar em padrões hormonais" que 
são refletidos de maneira fiel nas observações que as usuárias 
fazem do seu muco cervical na vulva. Há exemplos que progridem 
de padrões simples até padrões mais complexos, um entendimen-
to (compreensão) do qual oferece a possibilidade de diagnóstico e 
tratamento precoces de anormalidades ginecológicas incluindo a 
infertilidade, de preocupação sempre crescente no mundo todo. 
O conceito do Padrão Básico de Infertilidade da infertilidade 
natural antes da ovulação no ciclo e a definição da infertilidade 
6 
pós-ovulatória, conhecida pela identificação do momento da ovu-
lação, completam um método natural eficiente para evitar uma 
gravidez. O reconhecimento do dia de fertilidade máxima tem-se 
tornado conduta primária na infertilidade aparente. 
John J. Billings Evelyn L. Billings 
Desenho da capa 
Este registro foi feito por um casal que ensina o Método de Ovula-
ção Billings já durante muitos anos. 
No lugar de selos, a mulher usa como símbolos uma flor vermelha 
durante a menstruação, um galho seco nos dias de secura, um galho 
com folhas verdes no início do muco e uma linda flor para anotar o dia 
Ápice, que é o dia mais fértil do ciclo significando uma criança para este 
povo. As folhas verdes continuando durante 3 dias após o Ápice indicam 
fertilidade persistente. 
Após o uso do símbolo no cabelo durante o dia, a esposa o coloca 
num barbante e o pendura no batente da porta, a fim de que o seu mari-
do o perceba na chegada à sua casa à noite. 
Este registro simples anota as observações essenciais, necessárias 
para regular a fertilidade e refletem com fidelidade a fisiologia hormonal, 
cervical e vaginal, normal e complexa. 
INTRODUÇAO 
A parte 1 desta série com título "Ensinando o Método de Ovu-
lação Billings" tratou da correlação dos eventos fisiológicos do ciclo 
reprodutivo feminino com observações feitas na vulva. Este manual, 
que forma a parte 2 da série, amplia estas correlações e fornece uma 
série extensa . e compreensiva de exemplos e de variações nos ciclos 
reprodutivos da mulher. Estes ciclos são ilustrados com símbolos co-
loridos e em preto e branco expondo as condições nas quais ocorrem. 
Para uma explicação e discussão mais amplas destas condições, por 
exemplo, durante a amamentação ou na menopausa, deve-se consul-
tar: 
Os livros citados acima e outras referências aprovados pela 
WOOMB; podem ser encontrados no seguinte endereço: Av. Bernardino 
de Campos, 110 apto 12 - Paraíso, São Paulo - SP - 04.004-040 - Tel. 
(011) 889-8800 - Fax. (011) 889-8801 
Legendas para selos e símbolos. As legendas para os diferentes selos coloridos usados nos seguintes registros, que também se aplicam aos símbolos em preto e branco 
representando estes selos coloridos, encontram-se em seguida: · 
1 ~ 11 r~ ii f 
r seco possivel- secreção, infértil ,~ 1,2,3 dias após o Ápice relação o infértil mente (1) PB de 1 de secre- possivelmente fértil - sexual fértil ção sem mudanças seco ou muco que não é antes do Ápice (il) a molhado ou escorrega-partir d~ quarto dia dia após o Apice f ) • [T F 1~ ~ ~~~ f 
7 
1. VARIAÇÕES DO CICLO 
1 . Ciclo fértil normal 
Registro das observações na vulva, da sensação e aparência 
do muco cervical 
- No primeiro mês, enquanto são feitas as observações, não deve 
ocorrer contato genital. O líquido seminal e as secreções da relação se-
xual podem retardar o aprendizado dos padrões do muco. 
- Enquanto se ensina a mulher a fazer observações, deve-se 
enfatizar "Como sente a sua vulva?" durante atividades normais 
como andar etc. É importante que nenhuma investigação interna seja 
feita. 
- Quando a menstruação inicia, a vulva não está seca. A sensação 
é de molhada ou pegajosa e o sangue é visível. 
-A sensação da vulva é de secura quando não há secreção saindo 
pela vagina. 
r - Quando o muco inicia, a sensação de seca muda progressiva-
mente. Algum muco pode ser visível ou não. 
- Cada mulher é uma pessoa e descreverá seu padrão de muco 
particular nas suas próprias palavras.Uma boa instrutora escuta aten-
tamente, a fim de poder ajudar a mulher a registrar as suas observações 
de maneira fiel e interpretá-las corretamente. 
- Enquanto se ensina, é importante não dizer à mulher o que ela 
encontrará, mas é importante encorajá-la a tornar-se consciente de seus 
próprios sinais. Estes podem ser interpretados para indicar infertilidade 
ou possível fertilidade. Em seguida as regras para conseguir ou evitar a 
concepção podem ser aplicadas com segurança. 
- Geralmente, o padrão fértil do muco muda dia após dia, pro-
gredindo da sensação de pegajoso até escorregadio, muitas vezes com 
fios visíveis transparentes ou turvos de muco até o sintoma Ápice, quan-
8 
do a vulva é escorregadia, inchada e com sensibilidade aumentada. Nesta 
hora, muito pouco ou nenhum muco pode ser visível. Os espermatozóides 
sobrevivem por 2 a 3 dias no muco favorável, as vezes por até 5 dias. 
- A ovulação ocorre muito próximo deste sintoma Ápice, isto é, o 
último dia da sensação escorregadia. A vulva em seguida torna-se seca 
ou pegajosa, não mais molhada ou escorregadia e rapidamente perde o 
inchaço. VE?r dia 15, Registros 1e2; dia 14, Registro 3. 
-Ao final do dia, o sinal mais fértil é registrado. 
- O tempo entre a ovulação e a menstruação é de 11 a 16 dias (fase 
lútea). 
O Padrão Básico de Infertilidade 
O Padrão Básico de Infertilidade (PB de I) éum padrão que não 
muda devido a: 
- níveis baixos de estrogênio antes da ovulação 
- ausência de resposta da cérvix aos níveis elevados de estrogênio 
durante o ciclo todo em circunstâncias especiais, p. ex., idade, patologi11. 
Nota: Dias de "spotting'' ou mancha de sangue somente, e com unia 
sensação de secura no final da menstruação, são inférteis. 
O PB de I pode ser: 
-seco 
- muco sem mudanças 
- uma combinação dos dois em ciclos longos. 
Nota: Em ciclos de duração média (abaixo d 5 dine o nt há 
um único tipo de PB de I... ou seco ou muco ontfnuo H 111 mudnnças. 
Não há sobrevida dos espermatozóid durnn.t o PB dt J. 
* ~ '1'21s'41s~!?ls'9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Fs 
11111111 ~~~~~~liill-~~~1111~~11111 
r r~h•do r hodo ""° ""° • í í í í nOomolo molhodo m~hodo 0000<- º"°'.. "'º'." í°"' iro i í°"' r~• j''"" -jooo r·mklo r·m~o í"" r•oo r íº rh•do rlh•do li r-11 *spolliog" spotting soco, turvo IUM> 1ogodlo regadio regadio opaco opaco turvo turvo turvo tuNO ou ou pogajoso com 1101 tran1pn· transpa- transpa-mancha mancha lurvo ronto rente rente de de com llo• vulva sangue sangue inchada Ápice 
Infértil Padrão sem mudanças: Possivelmente fértil Padrão em : 
mudança, tornando-se * Inférti l O óvulo está morto Sensação de molhado antes da menstruação é normal Padrão Básico de Infertilidade 
(PB de 1) progressivamenteescórregadlo ~~---------
Mudança definida, o muco não é mais molhado ou escorregadio. O tempo entre a ovulação até a menstruação é de 11 a 16 dia's (fase lútea) 
Registro 1. Anotando as observações feitas na vulva durante um ciclo fértil normal, usando selos e também símbolos. 
9 
2. Ciclo fértil normal: aplicação das regras para adiamento da concepção 
A regra dos primeiros dias (antes do Ápice) 
- Evitar relações sexuais nos dias de sangramento abundante 
durante a menstruação. 
- Noites alternadas são livres durante PB de 1 (seco ou muco con-
tínuo sem mudanças). 
- Qualquer mudança do PB de 1 no que diz respeito à sensação ou 
aparência incluindo sangramento, "Esperar para ver". Se não houver 
Ápice e o PB de 1 retornar, esperar mais três dias. O coito pode ser resu-
mido em noites alternadas até ocorrência de nova mudança. 
A regra do Ápice 
- O coito é liberado a partir do quarto dia após o Ápice. O óvulo 
está morto. 
Avaliar a fertilidade fazendo observações, não contando dias. É normal 
que ciclos variem em número de dias na sua extensão. 
As regras são confiáveis. O índice de gravidez relacionado ao método é 
menos que 1 %. O índice de gravidez relacionado ao ensinamento deve-
ria ser zero. O índice total de gravidez varia de menos de 1 % até núme-
ros maiores, de acordo com a escolha dos casais usando o método. 
10 
Durante o período de ensinamento, é importante concentrar-se nas obser-
vações fiéis, não nas interpretações. Por exemplo, não registrar fértil ou 
infértil. Anotar a descrição exata, prestando atenção especial na sensa-
ção na vulva. 
Interpretações seguras são feitas estudando o padrão do muco, não 
das observações isoladas (p. ex., muco pegajoso turvo que inicia a fase 
fértil, e muco pegajoso opaco nos primeiros três dias após o Ápice indi-
cam fertilidade possível). 
Sobrevida dos espermatozóides 
Durante os dias do PB de 1, a secreção do líquido seminal pode conti-
nuar durante várias horas durante o dia, depois de uma relação sexual 
na noite anterior. Não haverá espermatozóides vivos no líquido semi-
nal. Quando impedidos de entrar na cérvix, são destruídos rapidamente 
na vagina. 
Gravidez por contato 
Nota: Durante a fase fértil, qualquer contato entre os órgãos se-
xuais ou relação sexual com preservativo ou coito interrompido pode 
levar à concepção. 
rr-.-.r--r--*.-----r---r-r---com com • líquido liquido mais turvo turvo gadio gadlo gadio opaco opaco turvo turvo IUrvo mancha mancha seminal seminal seco, com fios transpa· transpa· transpa· · ou ou pegai o- rente rente rente "spottmg" "spottmg" so turvo com fios Aplce 
vulva 
Inchada 
Infértil Padrão sem mudanças: 
Padrão Básico de Infertilidade 
(PB de 1) 
Possivelmente fértil Padrão em : Ainda possivel- Infértil O óvulo está morto 
mudança progredindo até tornar- * mente fértil 
se escorregadio ---~-----------------~-
Registro 2. Aplicação da Regra dos Primeiros Dias secos e da Regra do Ápice para adiamento da concepção em ciclo fértil normal. O selo branco com bebê (ou o símbolo 
circular) é usado para indicar dias de possível fertilidade e para registrar mudança do PB de 1, e também é usado para anotar secreções após relações sexuais que 
poderiam mascarar o muco. 
*Mudança definida, o muco não está mais úmido ou escorregadio. O tempo entre a ovulação e a menstruação é de 11 a 16 dias (fase lútea) . 
11 
3. Ciclo fértil normal: muco contínuo 
Algumas mulheres nunca têm dias secos, mas notam sempre algu-
ma secreção na vulva. Isso é geralmente normal, mas pode ser devido a 
uma infecção especialmente quando acompanhado de sintomas de des-
conforto e odor ou coloração. 
Quando a mulher conhece o seu muco do ciclo normal, ela detecta-
rá rapidamente qualquer anormalidade e deveria consultar um médico 
em seguida. O casal deve ser tratado em conjunto e simultaneamente 
enquanto evitam atividade genital, a fim de erradicar a infecção. 
12 
Nota: O PB de I permanece igual ciclo após ciclo, com variações no 
número de dias. Três ciclos deveriam ser registrados antes da aplicação 
das Regras dos Primeiros Dias. 
Nos ciclos de duração média (menos de 35 dias) há somente um 
PB de 1 - ou dias secos ou muco contínuo sem mudanças. 
Nos casos de retardamento da ovulação, p. ex., amamentação, pré-
menopausa etc., muitas vezes ocorre um corrimento devido à descamação 
de células da parede vaginal. Isso constitui resposta normal aos níveis dis-
cretamente aumentados de estrogênio (ver Registro 7, Retardamento da 
Ovulação). 
Infértil Padrão sem mudanças: 
Padrão Básico de Infertilidade 
(PBde 1) 
Possivelmente fértil Padrão em f Ainda possivelmen- Infértil O óvulo está 
mudança torna-se progressiva- 1 te fértil morto 
mente escorregadio ~------'-----------------------
rrrrFFFFFFPPP~F~~FFFFFFFFFFFFllllll 
Registro 3. Ilustração de muco contínuo em ciclo fértil normal. A mudança de pegajoso, turvo (selo amarelo, dia 1 O) até úmido, turvo (selo branco com bebê, dia 11) deve ser 
observada durante três ciclos de duração média antes da aplicação das Regras dos Primeiros Dias Secos. Esta mudança não ocorrerá no mesmo dia em todos os ciclos. · 
Não contar os dias. Observar somente e registrar. A sensação na vulva é importante no registro da mudança. 
* Mudança definida, o muco não é mais molhado ou escorregadio. Ainda possivelmente fértil. 
13 
4. Ciclo fértil normal: ciclo curto, ovulação precoce 
Ovulação precoce 
Fase lútea normal 11 a 16 dias. 
Ocorrências 
Ciclos curtos ocorrem às vezes sem razão. Eles são comuns na: 
-Menarca. 
- Pré-menopausa. 
- Durante a amamentação. 
-Após a pílula. 
14 
Conduta 
- Não contar os dias para evitar uma gravidez. 
- Evitar relações sexuais durante sangramento abundante/pro-
longado ... o muco pode ser encoberto. 
- Fazer observações à medida da diminuição do sangramento. 
N.B.: Sensação. ' 
- Na ausência do PB de I, aplicar a Regra do Ápice quando este for 
observado. 
- Se uma gravidez for desejada, as relações devem ocorrer quando 
o muco estiver escorregadio na vulva. Pode ainda haver algum sangra-
mento. 
Possivelmente fértil Ainda passivei- Infértil O óvulo está morto 
Padrão em mudança mente fértil 
Registro 4. Ovulação precoce em ciclo fértil curto. 
15 
5. Sangramento fisiológico 
A menstruação segue após a ovulação, a menos que uma concepção 
tenha ocorrido (ciclo ovulatório normal). 
Sangramento entre menstruações 
Pode ocorrer sangramento sem ovulação anterior, devido a um au-
mento de estrogênios causando crescimento endometrial, mas não uma 
ovulação. 
Sangramento de disrupção ou "breakthrough bleed" 
Quando os níveis do estrogênio estão altos, ocorre sangramento 
devido a desprendimentodo endométrio espesso. 
Sangramento de deprivação ou "withdrawal bleed" 
Com a queda dos níveis do estrogênio, o endométrio perde o apoio e 
conseqüentemente sangra. Thr Registro 8. 
Ciclos com este tipo de sangramento têm sido chamados ciclos 
anovulatórios por não ser precedidos de ovulação. 
A ovulação pode ser precedida de perto por sangramento e, des-
te modo, este será associado com alto grau de fertilidade. Ver Regis-
tro 5. 
A menstruação é um sangramento de deprivação ou "withdra-
wal bleed". É causado pela queda dos níveis de estrogênio e progeste-
. rona quando o corpo lúteo degenera a partir do sexto dia após a ovu-
lação. 
16 
Sangramento de implantação ou nidação 
No início da gestação, a partir do sexto dia após a concepção, a 
implantação ou nidação do embrião no endométrio pode resultar em 
"spotting'' ou manchas de sangue, até mesmo em sangramento mais 
abundante que poderia ser confundido com uma menstruação no fim de 
fase lútea curta.Ver Registro 12. 
Se o Ápice for reconhecido antes do sangramento e a relação sexual 
é relacionada a um padrão de muco fértil, a concepção poderá ser deter-
minada com precisão. A data provável do parto do bebê será 266 dias 
mais ou menos após a concepção, que é intimamente relacionada com o 
Ápice (perto da ovulação). 
Ocorrências de sangramento imediatamente precedendo 
a ovulação 
- Completamente habitual e normal em algumas mulheres. 
- Pode ocorrer à medida que a mulher vai envelhecendo. 
- Quando a ovulação for retardada como em: amamentação; pré-
menopausa; estresse; após medicação contraceptiva. 
Conduta para evitar uma gravidez 
As Regras dos Primeiros Dias Secos e a Regra do Ápice são aplica-
das de acordo com as observações. N.B.: Qualquer sangramento não pre-
cedido por ovulação deve ser conduzido pelas Regras dos Primeiros Dias 
Secos "Esperar para ver 1,2,3". Ver Registro 6, Ápice duvidoso; Registro 7, 
Ovulação atrasada. 
Sangramento fora do habitual deve ser investigado e diagnostica-
do antes de propor qualquer tratamento. Thr Capítulo 18, Anomalias de 
Sangramento. 
* . 
~'2'3'41sls!? ls'9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Fs 
1111111 ll~~~~i~ 1 11111111~~1-~~~ 
rr.-r-r-r-r·r-r-r-r-r----~--r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-r-~~~~ 
. . 1urvo tronspa· escorro· gad10 gad~ gad10 
ron10 gadlo transpa- "spotting" transpa-
1ranspa· ren1e ou rente 
ren1o mancha Âplce 
de vulva 
sangue inchada 
Menstruação (sangramento de deprivação ou "withdrawal 
bleed") após a ovulação anterior. 
Sangramento de disrupção 
ou "breakthrough bteeding". 
Níveis altos de estrogênio. 
Menstruação - sangramento de 
deprivação ou ''withdrawat bteed". 
Níveis baixos de estrogênio e 
progesterona. 
A umidade logo antes da menstruação é devida à 
queda dos níveis de progesterona antes do 
estrogênio, o que estimula então a cérvix a produzir 
um muco fluido. Isso causa o desprendimento do 
tampão cervical da abertura da cérvix, deixando 
esta livre para o fluxo menstrual. 
Registro 5. Sangramento fisiológico. Notar o sangramento de disrupção ou "breakthrough bleeding" no dia 16 (*) imediatamente antes do sintoma Ápice. Pode-se notar 
também que a menstruação neste registro é um sangramento de deprivação ou "withdrawal bleed". Dia 1º até dia 6 não é um ciclo. O ciclo ovulatório é do dia 1º até o 
dia 30. 
17 
1 
6. Ápice duvidoso 
As mesmas regras são válidas para todas as circunstâncias ... ci-
clos normais e todas as suas variantes. 
Uma mulher reconhece o seu Ápice como um evento recorrente tí-
pico, pela vulva macia e inchada e sua sensação escorregadia. Perto da 
ovulação, as mudanças ocorrem rapidamente de acordo com os eventos 
hormonais típicos da ovulação. Qualquer mudança nestas observações 
pode significar um distúrbio hormonal da ovulação ou falta da resposta · 
cervical aos eventos hormonais normais. Em ambos os casos, o Ápice 
típico não será reconhecido. · 
· Ocorrências 
- Menarca. 
-Amamentação (desmame) . 
- Após a pílula. 
- Pré-menopausa. 
-Estresse. 
- Às vezes sem razão conhecida. 
Conduta 
- Episódios de muco podem ocorrer sem ovulação e nestes casos 
não há Ápice. 
-A ovulação pode ocorrer sem muco. A concepção não é possível. 
- A ovulação pode ocorrer sem padrão de muco definido. Isso sig-
nifica fertilidade possível. A conduta será diferente de acordo com ara-
zão do Ápice duvidoso. · 
- Se o Ápice torna-se pouco nítido e o casal deseja evitar a gravi-
dez, deve se aplicar continuadamente as Regras dos Primeiros Dias Se-
cos até o reconhecimento eventual do Ápice habitual. O sangramento 
não pode ser definido como menstruação verdadeira a menos que tenha 
sido precedido pelo Ápice habitual, o que significa ovulação. Assim um 
sangramento sem Ápice anterior ou precedente deve ser seguido por 
três dias de PB de I sem relações sexuais. 
- Se o problema for imaturidade em mulher jovem, não há indi-
cação de tratamento. A correção ocorrerá naturalmente com o decorrer 
do tempo. 
18 
- Se o problema for infertilidade na mulher jovem, um trata-
mento hormonal poderá induzir uma ovulação normal com padrão de 
muco. 
- Na amamentação, a fertilidade normal retornará após o des-
mame com um padrão de muco bom. Não é indicado tratamento ne-
nhum. 
Antes do retorno da fertilidade, alguns episódios de muco podem 
ocorrer sem ovulação. Nestes sinais de muco não há Ápice. A ovulação 
pode ocorrer sem padrão de muco definido ou com Ápice duvidoso. Pode 
haver episódios de sangramento devido às flutuações dos níveis de 
estrogênio, que estimulam o crescimento do endométrio. O sangramento 
indica possível fertilidade, visto que pode ocorrer logo antes da ovula-
ção. As Regras dos Primeiros Dias Secos são aplicadas até o Ápice tor-
nar-se nítido. 
Leva tempo para a cérvix recuperar-se após medicação contracep-
tiva e, às vezes, isso nunca acontece. Não se deve cogitar tratamento 
até decorrer pelo menos 2 anos após a cessação da medicação. Deve-se 
dar toda a oportunidade à natureza para restaurar a normalidade para 
a cérvix e vagina lesadas. A Pílula não deve ser dada para tratar anor-
malidades causadas pelo seu uso. 
- Com a aproximação da menopausa um Ápice duvidoso é 
freqüentemente observado. A resposta ao estrogênio é inadequada na 
cérvix que está envelhecendo. Mesmo na presença da ovulação, a mu-
lher pode ser infértil quando o muco for inadequado. Alguns ciclos terão 
padrões ovulatórios do muco normais e a concepção será possível nestas 
circunstâncias. Eventualmente o muco falhará, a ovulação falhará e a 
mulher tornar-se-á infértil. Níveis aumentados de estrogênio estimu-
lam o crescimento endometrial, o que poderá causar sangramento. Isso 
eventualmente cessará na menopausa. Ver Registros 5 e 8. 
- Estresse ocorrendo durante a fase fértil quando o muco já mos-
tra as características de fertilidade , leva ao desaparecimento dos 
caracteres férteis no caso de o estresse obstruir a ovulação. Isso pode 
resultar no registro de Ápice cedo demais com fase lútea parecendo lon-
ga ou extensa demais. Ver Registro 6, dia 1 O. 
? 
J1'2'3'41s'6'7 1a/9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
Ili ~~~ ~ ~· li 11 
rr-r-r~-rr--r-r--rr·r-r--r-r-rr-rr-r-r-r-r-r---r-rrr-
"spotting" ama1elo amarelo espesso transpa- molhado sangue sanguo so so 
ou rente traospa- spotting" -sponi'lg" 
mancha rente ou ou 
de mancha mancha 
- M ~ 
sangue sangue 
PB de 1, sem Sem mudança significativa no padrão de 
sobrevida dos muco e sem progressão até um Ápice 
espermatozóides normal ... Sensação de escorregadio pobre 
ou ausente. 
Registro 6. Ilustração de Ápice duvidoso (dia 1 O). O Ápice é definido pelas suas características próprias, não em retrospecto pela extensão da fase lútea. 
19 
. 1 
1 
Não presumir que uma gravidez tenha ocorrido (falha de menstrua-
ção). Aplicar as Regras dos Primeiros Dias Secos até a identificação do 
Ápice. Eventualmente vários episódios de muco podem ocorrer antes de 
a ovulação retornar. A gravidez será evitada aplicando as Regras dos 
Primeiros Dias Secos logo que ocorrem eventos estressantes, até a defi-7. Ciclo fértil normal: ciclo longo, ovulação retardada 
As flutuações nos níveis de estrogênio estimulam o muco cervical 
de tempos em tempos sem ovulação. Quando isso ocorre, não há aumen-
to do nível da progesterona e não há Ápice. Os níveis aumentados do 
estrogênio estimulam o endométrio com sangramento. Quando o nível é 
alto, este sangramento é chamado de sangramento de disrupção ou 
''breakthrough bleeding", e quando os níveis de estrogênio baixam, é 
chamado de sangramento de deprivação ou ''withdrawal blee-
ding". ~r Registro 5. 
Ocorrências comuns 
-Estresse. 
-Amamentação. 
- Pré-menopausa. 
-Após a Pílula. 
Ocorrências ocasionais 
- Em algumas mulheres, ciclos normais podem ser muito exten-
sos devido a ovulação infreqüente . . 
20 
nição nítida do Ápice. É sempre importante observar os 3 dias após um 
Ápice presumido. Durante estes 3 dias, não há presença de umidade ou 
sensação escorregadia. No caso de estar presente, iniciar novamente a 
contagem de 1,2,3. 
Conduta 
- Estabelecer PB de I (seco neste exemplo). 
-Aplicar as Regras dos Primeiros Dias Secos para evitar gravidez. 
- Noites alternadas dos dias secos são disponíveis para as rela-
ções sexuais. 
-Aplicar a regra "Esperar para ver 1,2,3" para quaisquer mudan-
ças - ver asteriscos, Registro 7: (a) muco; (b) muco e sangramento; (e) 
sangramento não precedido pelo Ápice. 
- Quando o Ápice ocorre, aplicar a Regra do Ápice. Nota : Qual-
quer sangramento sem explicação deve ser investigado. 
Padrão básico de infertilidade 
O Padrão Básico de Infertilidade é um padrão que reflete os níveis 
básicos do estrogênio na primeira parte do ciclo (antes do Ápice). Logo 
que os níveis de estrogênio aumentam suficientemente, a cérvix responde 
e o muco inicia. 
Em certas circunstâncias, p . ex. , na aproximação da menopausa ou 
dano causado pela pílula contraceptiva, a cérvix falha na resposta aos 
níveis altos de es'trogênio, não produzindo o muco capaz de garantir a 
sobrevida dos espermatozóides. O PB de I continua a despeito da ovula-
ção. A concepção não é possível. 
Estrogênio alto. San- Qued1 
gramento pré-ovulatório de 
de disrupção ou estro-
''breakthrough bleed". gênio. 
Estrogênio alto. Estrogênio baixo 
Sangramento 
de disrupção 
ou "breakthrou-
gh bleed". 
Estrogênio alto, 
progesterona alta. 
1 Elevação ou aumento 
da progesterona. 
Estrogênio aumentado. 
Sem progressão normal do muco. 
Sem Ápice.Estrogênio baixo 
Estrogênio baixo Sangramento de deprivação 
ou "withdrawal bleed" (não 
uma menstruação). 
Estrogênio baixo 
Queda do estrogênio Menstruação (sangramento de deprivação ou "withdrawal bleed") , estrogênio baixo e 
e da progesterona. progesterona baixa. 
Registro 7. Ovulação retardada em ciclo fértil normal. O registro inicia na fase pré-ovulatória. Notar a aplicação da Regra "Esperar para ver, 1,2,3". Cinco vezes(*) no ciclo, 
o padrão do muco retornou ao PB de 1 e a Regra de "Esperar para ver, 1,2,3" foi aplicada. No dia 42 a Regra "Esperar para ver'' foi aplicada e no dia 46 o Ápice foi 
reconhecido e a Regra do Ápice aplicada. 
21 
1 
8. Ciclo longo: combinação de padrão básico de infertilidade, fase lútea curta e estrogênios de flutuação rápida 
Níveis pouco elevados de estrogênio estimulam o crescimento das 
células da parede vaginal, que sofrem descamação, desintegram-se e 
causam uma secreção. Observações durante 2 semanas sem relações 
sexuais e na ausência de sangramento estabelecerão tratar-se de secre-
ção sem mudanças (PB de I). Pode ocorrer continuadamente ou ser inter-
rompido por qualquer número de dias secos (PB de 1 combinado). 
- Estrogênio baixo - sem crescimento das células vaginais (PB 
de 1 seco). 
- Níveis de estrogênio mantidos em grau intermediário causando 
secreção contínua (PB de 1 de secreção). 
- Níveis intermitentemente baixos e intermediários de estrogênio 
resultam em seqüência de dias secos e dias de secreção sem mudanças 
(PB de 1 combinado). 
Quando os níveis de estrogênio se elevam ainda mais, a cérvix res-
ponde produzindo muco com características férteis. Episódios de 
sangramento ocorrem à medida da flutuação dos níveis de estrogênio, 
causando crescimento e desprendimento do endométrio (ver Registro 8, 
dias 59 até 62). 
Há dias de níveis altos de estrogênio com presença de sinais de 
fertilidade: "molhado"(ver Registro 8, dias 53 até 57). No dia 58 há que-
da nos níveis de estrogênio e a mulher registra secura. Nos dias 59 até 
62, sangramento de deprivação ou "withdrawal bleed" ocorre, após o 
qual há uma elevação rápida dos níveis de estrogênio com muco de ca-
racterísticas férteis culminando no Ápice no dia 65. A menstruação ocor-
reu no dia 7 4, mostrando uma fase lútea de 8 dias, o que é curto, e o 
ciclo, portanto, infértil. Este registro mostra o quão rápido os níveis de 
estrogênio podem elevar-se e cair e como isso se reflete nas observações 
da mulher. 
22 
Ocorrências 
-Amamentação. 
- Pré-menopausa. 
-Após a Pílula. 
- Qualquer circunstância com retardamento da ovulação, p. ex., 
estresse. 
Conduta 
Estabelecer o PB de 1. 
- Seco - aplicar as Regras dos Primeiros Dias Secos. 
- Secreção (observar durante 2 semanas sem relações sexuais). 
Esta secreção permanecerá igual para cada mulher, porém será diferen-
te de mulher para mulher. Por exemplo, pode ser molhado, leitoso, dia 
após dia. Isso é um padrão comum durante a amamentação. 
-Aplicar as Regras dos Primeiros Dias Secos no PB de 1 contínuo 
ou combinado. Noites alternadas são disponíveis. Qualquer mudança, 
muco ou sangramento, "Esperar para ver 1,2,3". 
-Amamentação .. . o padrão progride para fertilidade. 
- Pré-menopausa ... o padrão progride para infertilidade. 
-'-Pós-Pílula ... o padrão pode progredir para fertilidade em 1 ou 2 
anos. 
'1'2'3[41s'6!Y ls'9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Fs~~ 
. 1 ~ ~ ~ 1 ~ ~ ~~ ~~~~~~~~~~~~ 
rrr·r-=r =r-r-r·r-=rr-r- =r~r~r=r-r- ~r=r=r:~~~~r=~~~ seminal seminal seminal seminal pegajo- pegajo- pegajo-so, turvo, so, tuJVO, so, turvo, esperar esperar esperar p/ver"1, p/ver "1, p/ver "1, 2,Y · z~ 2. ~ 
Fs~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
~~~lrR~f~ ~~~r~f~~~~~~ 1111~~~ i~ 
FF~r~r~r~=r~=r-r-=1~~~~=r-r-r-r-r-r-==r~r~;;.-;r-r~r~r-r-seminal seminal turvo seminal ou transpa· transpa· transpa-mancha rente rente rente de extens1- extensi-sangue vo vo 
Usar selos amarelos Estrogênio alto Sem Ápice. Sangramento de deprivação ou Ovulação dia 66. 
simples para registrar PB de 1 Estrogênio "withdrawal bleed''. Elevação da progesterona. 
baixo. Elevação até ápice do estrogênio 
Registro 8. Ilustração de PB de 1 combinado e ovulação retardada em ciclo longo. O registro inicia na fase pré-ovulatória. Notar a fase lútea curta de 8 dias, indicando um ciclo 
infértil. Ver também Registro 14. Não contar 3 dias após as 2 semanas que identificaram o PB de 1. 
23 
1 
1 
i' 
9. Registro 8 anotado com símbolos 
Tomar nota especialmente das mudanças na sensação vulvar. 
O PB de I é seco (1) até dia 18. Depois uma secreção pegajosa e 
turva ocorre. Isto é registrado como possivelmente fértil (0). A Regra é 
"Esperar para ver 1,2,3". Se após 2 semanas a secreção permanece sem 
mudanças e não tem havido sangramento, esta secreção contínua é re-
gistrada com o símbolo para infertilidade e secreção (=).A secreção pode 
ser interrompida por dias secos. 
24 
Se permanecer sem mudanças cada vez que recorre/ retorna num pe-
riódo de 2 semanas, significa infertilidade. As Regras dos Primeiros Dias Se-
cos continuam. O PB de I agora é combinado seco e secreção sem mudança. 
Quando se ensina um casal analfabeto, a instrutora deve prestar 
bem atenção na descrição da mulher. Elas se encontrarão cada semana 
ou duas até a instrutora estar satisfeita de que os símbolos usados re-
gistram as observações da mulher com precisão. A aplicação das regras 
conseqüentemente será segura. 
Registro 9. Este registro repete as anotações da ovulação retardada e da fase lútea curta do Registro 8, usando símbolos. Após a relação sexual, uma sensação de molhadoé anotado (O) devido ao líquido seminal e outras secreções que podem ocultar o muco. 
25 
J 
1 O. Ciclo longo: sem ovulação, sem menstruação; sangramento anovulatório 
Níveis de estrogênio discretamente aumentados estimulam o cres-
cimento das células vaginais, que sofrem descamação e causam uma 
secreção. Duas semanas sem relações sexuais e na ausência de san-
gramento, estabelecerão tratar-se de secreção sem mud~ça. É conse-
qüentemente infértil (PB de 1 de secreção). Pode ocorrer continuadamente 
ou ser interrompido por dias secos em qualquer proporção (PB de 1 com-
binado). 
Se não tem havido sangramento, não houve ovulação em circuns-
tâncias fisiológicas normais. A ovulação é sempre seguida de menstrua-
ção. Qualquer secreção não seguida por sangramento dentro de 2 sema-
nas não terá as características de.mudança da fertilidade. Pelo contrário, 
terá as características sem mudança da infertilidade. 
Ocorrências 
-Amamentação típica. 
- Pré-menopausa. 
- Pós-Pílula. 
- Qualquer circunstância com ovulação retardada, p. ex., estresse. 
Conduta 
Estabelecer PB de 1. 
- Seco - aplicar as Regras dos Primeiros Dias Secos. 
- Noites alternadas são disponíveis para relações sexuais. 
- No dia 8 há mudança (pegajoso, flocoso)."Esperar para ver 
1,2,3".Do dia 8 até o dia 21, a secreção (pegajoso, flocoso) retorna com 
freqüência muito grande, não permitindo relações sexuais após a con-
tagem de 3. A descrição da secreção é a mesma com cada recorrência. 
Não tem havido sangramento do dia 8 até o dia 23, indicando assim 
que esta secreção significa infertilidade como também os dias secos. 
Os dias de secreção são registrados agora com o símbofo da infertilida-
de com secreção - os selos amarelos simples, p. ex., dia 24. Os selos 
marrom (seco) e amarelo (secreção sem mudança) agora anotam um 
PB de 1 combinado. As Regras dos Primeiros Dias Secos se aplicam 
ao PB de 1 combinado. Relações sexuais são reiniciadas / retomadas 
no dia 26. 
- Amamentação .. . o padrão progride até fertilidade. 
- Pré-menopausa ... o padrão progride até infertilidade. 
26 
Amamentação 
No início da amamentação, quando o bebê .mama com freqüência 
de acordo com a sua fome, i.e., à demanda, a ovulação é inibida durante 
um tempo variável. Os níveis de estrogênio são baixos e o PB de 1 é bem 
definido - muitas vezes seco. As vezes o PB de 1 de secreção ocorre 
continuadamente ou alterna com dias secos. 
É importante identificar estes padrões inférteis e aplicar as Regras 
dos Primeiros Dias Secos. Assim a aproximação da fertilidade será anun-
ciada pelo muco* (ver Registro 10, dias 46,47,50,51), ou pelo sangramento 
(ver Registro 1 O, dias 69, 70, 71) que indicam que o endométrio está res-
pondendo ao nível em ascensão do estrogênio. 
À medida que o desmame prossegue, ou mesmo antes do desmame, 
quando o bebê mama no peito menos vezes, e há intervalos sempre maio-
res entre as mamadas, com um aumento de líquidos e sólidos na sua 
dieta, a demanda para o leite materno diminui.Vários episódios de muco 
podem ocorrer antes da identificação do Ápice. Pode haver muito pouco 
muco visível e ausência de fios. É importante reconhecer / identificar a 
sensação de escorregadio, o inchaço e a maciez da vulva. 
A menstruação pode marcar uma fase lútea curta neste tempo. 
A cérvix de mãe jovem que amamenta normalmente responde aos 
níveis elevados de estrogênio e produzirá um padrão de fertilidade em 
mudança associado com ovulação. 
Amenorréia da Lactação 
O Método de Amenorréia da Lactação declara que uma mulher é 
considerada infértil durante os primeiros 6 meses após o parto, com in-
cidência de gravidez de 2%, se ela procede a uma amamentação exclusi-
va ou quase exclusiva e não tem sangramento depois dos primeiros 56 
dias pós-parto. Não há observações ou aplicações de regras. Todavia, o 
Método de Ovulação Billings declara que ensinar a identificação do PB 
de 1 é treinamento excelente para todas as mulheres, já que é possível 
identificar com precisão as mudanças de muco significando o retorno da 
fertilidade. Sinais de muco e sangramento sem ovulação anterior indi-
cam níveis flutuantes de hormônios e fertilidade iminente. Lembrando 
que a ovulação precede a menstruação, o reconhecimento das mudanças 
do muco e a aplicação das Regras dos Primeiros Dias Secos são essen-
ciais sempre, quer ocorram antes ou depois de seis meses da ama-
- -------r-r-1---- -roor-r-r·-r-1---r-r-r --.-----llOCOflO llOCOBO tlocoso llocoso rtocoso liquido tlocoso líquido turvo flocoso ftocoso turvo transpa- liquido rtocoso 11ocoso tlocoso flocoso liquido flocoso flocoso sem menstruação, seminal seminal rente seminal seminal •sangramento anovu!atório" 
Registro 1 O. Padrões de muco registrados num período de 75 dias durante os quais não tem sido demonstrado Ápice nem sangramento menstrual verdadeiro. O registro inicia 
após o parto. O sangramento nos dias 69, 70 e 71 foi interpretado como sangramento "anovulatório". 
27 
mentação. O registro das observações deveria iniciar cerca de três se-
manas após o parto. 
A mulher que usou o Método de Ovulação Billings durante a ama-
mentação poderá ter confiança no seu manejo da situação na pré-meno-
pausa. As observações e as regras são iguais. _ 
11 . Padrão de muco de mudança rápida 
Às vezes a ansiedade leva a um padrão confuso, induzindo a 'mu-
lher a procurar muco dentro da vagina, que permanece sempre úmida. 
Assim, a informação torna-se confusa. É deveras de valia persuadir a 
mulher a simplificar as suas observações, pedindo que ela se limite a 
observar ou concentrar-se unicamente na sensação que o muco produz 
na vulva como se ela fosse cega. O padrão logo tornar-se-á evidente e 
qualquer sinal de fertilidade (escorregadio) e inchaço vulvar será acen-
tuado. O PB de I será agora reconhecido como sendo sem mudança. 
Quando há este padrão de muco de mudança rápida, não há possibilida-
de de aplicar a contagem de 3 dias ou permitir relações sexuais. 
Ocorrências 
Este padrão de muco de mudança rápida ocorre às vezes em: 
- Mulher na pré-menopausa. 
-No desmame. 
- Devido a medicação hormonal, p. ex., a pílula contraceptiva ou 
terapia hormonal de reposição. 
Conduta para evitar a concepção 
- Identificar o PB de I. Neste exemplo, o PB de I inicia seco e 
muda rapidamente para pegajoso, turvo e molhado, cremoso. Em vista 
da ausência de relações sexuais nas últimas 2 semanas, tempo durante 
o qual não tem havido sangramento e conseqüentemente há confirma-
ção de que a ovulação não ocorreu, o padrão inteiro de secreção indica 
infertilidade. 
- Escolher os dias com secreção de características menos férteis e 
sempre iguais, p. ex., pegajoso, turvo para ter relações sexuais. Nota: 
Não há sensação de escorregadio na vulva. 
28 
Na mulher madura aproximando-se da menopausa, a cérvix 
muitas vezes não responde aos níveis elevados de estrogênio. O padrão 
é sem mudanças e infértil mesmo em relação com a ovulação acompa-
rihada de sangramento 2 semanas depois. \-ér Registro 15. 
Relações sexuais não devem ocorrer em dias seguidos. No caso de o 
padrão mudar por causa de sangramento, evitar relações sexuais du-
rante o sangramento e durante mais 3 dias após sua cessação e o retor-
no do padrão infértil. 
Molhado, cremoso como também pegajoso, turvo neste caso fazem 
parte do padrão infértil como mostrados durante as primeiras 2 sema-
nas de observações. Portanto isso pode ser usado na contagem "Esperar 
para ver, 1,2,3" após o sangramento ou muco com características férteis, 
p. ex., escorregadio (ver Registro 11, dias 30 e 39). 
Nota: Na aproximação do desmame na mulher que amamenta pode 
ocorrer um padrão de muco de mudança rápida. É aconselhável poster-
gar as relações sexuais até o desmame ou o retorno de ciclos normais. 
Essa recomendação é' aceitável para casais que têm feito bom uso dos 
dias de evidente infertilidade durante as primeiras semanas da 
amamentação. No aumento da freqüência das mamadas, será muitas 
vezes observado que uma secreção sem mudanças ou um PBde I seco 
retornam. 
Na cessação do uso da pílula contraceptiva, mulheres costumam 
ter observações confusas durante bastante tempo, até 2 anos. Regis-
trando cuidadosamente, dembnstrará como o padrão do muco aos pou-
cos retorna ao normal, como também a fertilidade. 
Terapia Hormonal de Reposição (THR) mudará os padrões de 
muco sem todavia assegurar a infertilidade em todos os ·casos. Para evi-
tar a concepção, continuar a registrar e escolher os dias com caracterís-
ticas menos férteis para as relações sexuais, como explicado no exem-
plo. Sangramento deve sempre ser investigado. Pode ser devido à THR 
ou a outra patologia necessitando de tratamento. 
rr-r-----r-----r---------------------~ 
turvo turvo cremoso cremoso cremoso turvo c1emoso tulYO turvo cremoso cremoso lurvo turvo r cremoso turvo escorre· cremoso cremoso turvo xtensivo tuivo escorre- com com turvo cremoso turvo turvo extensi- cremoso turvo 
g.o;o '"'º 'à"""' ""'"' " 1 
Registro 11. Ilustração de como evitar concepção na presença de padrão de muco com mudanças rápidas. O registro inicia na fase pré-ovulatória. O Padrão Básico de 
Infertilidade foi estabelecido nas primeiras 2 semanas de observações durante as quais não havia nenhum sangramento. Tanto "molhado, cremoso" quanto "pegajoso, turvo" 
são incluídos no PB de 1. 
29 
li. PADRÕES DO CICLO E SAÚDE REPRODUTIVA 
12. Conseguindo uma gravidez 
Algumas mulheres secretam pouco muco e podem não observar 
nenhum. O único sinal de fertilidade pode ser o desenvolvimento da 
vulva macia, úmida e inchada. A concepção é muitas vezes conseguida 
com relações sexuais neste tempo. 
O muco nem sempre está presente na ovulação em cada ciclo, situa-
ção na qual não haverá uma concepção. 
Se o padrão de muco parecer normal e a WJamnese do casal não su-
gerir qualquer anormalidade, e se após 6 meses nenhuma concepção 
ocorreu, recomenda-se investigações iniciando com o teste de Huhner no 
tempo do Ápice, para avaliar a suficiência dos espermatozóides. O teste deve 
ser aplicado dentro de seis horas após a relação sexual no Ápice. O exa-
me microscópico do muco cervical mostrará motilidade ativa dos esper-
matozóides em condições normais. 
Um exame físico geral é feito no casal. Com o teste de Huhner posi-
tivo, deve-se proceder a um exame ginecológico apurado. Ambos os fato-
res masculinos e femininos contribuem para baixa fertilidade. 
Alguns fatores masculinos que contribuem são: 
- Fatores genéticos. 
- Falta de espermatozóides ou contagem baixa deles. 
-Anomalias dos órgãos reprodutivos, p. ex., anomalias na posição 
dos testículos. 
- Doenças sexualmente transmissíveis. 
- Outras infecções, p. ex., caxumba. 
- Fatores hormonais ... baixa produção de espermatozóides. 
-Fumo. 
-Algumas profissões (p. ex., motoristas de veículos de transporte, 
cozinheiros) nas quais a temperatura elevada do escroto leva a baixa 
contagem de espermatozóides. 
- Fadiga crônica. 
- Relações sexuais inadequadas. 
Relacionamento inadequado do casal. 
Alguns fatores femininos que contribuem são: 
- Idade. 
-Estresse. 
- Anomalias dos órgãos reprodutivos - malformações e alguns 
defeitos genéticos. 
30 
- Fatores hormonais: tumor pituitário, hiperprolactinemia, patolo-
gia da tireóide, cistos ovarianos, distúrbios da ovulação devido a contra-
cepção química. 
- Doenças sexualmente transmissíveis. 
- Endometriose. 
-Fumo. 
- Obesidade. 
-Fadiga. 
- Relacionamento inadequado do casal. 
Conduta 
- Aplicar as Regras dos Primeiros Dias para o PB de 1 (noites 
alternadas). 
- Na ocorrência de mudança, esperar até o desenvolvimento de 
sensação escorregadia. 
-A melhor perspectiva para conceber é tendo relações sexuais nos 
dias com sensação escorregadia. 
- Se as relações sexuais ocorrem em dias seguidos como neste caso 
(ver Registro 12, dias 13,14 e 15), o líquido seminal ocultará a mudança 
do muco que define o Ápice. A concepção é comum após uma única rela-
ção sexual ocorrendo no tempo onde o sintoma escorregadio do Ápice 
está mudando para pegajoso e/ou um muco transparente e líquido tor-
na-se espesso e turvo. Essa conduta proporciona uma boa definição do 
Ápice quando há muito pouco muco visível. Pode ser necessário esperar 
até uma mudança evidente na sensação antes de ter a relação sexual. 
Prestar atenção no inchaço e na maciez da vulva. 
- No caso do uso do lubrificante KY gel, este deve ser livre de 
espermicida. 
- O Sinal do Linfonodo é valioso em cerca de 7 5% dos casos. Ao 
redor da ovulação, um linfonodo na virilha, do mesmo lado do ovário que 
está ovulando, sofrerá um aumento até o tamanho de uma ervilha, sendo 
também sensível à pressão. Um exame diário revelará o aumento em ta-
manho e sensibilidade. A melhor maneira de fazer o exame é na posição 
supina (deitada de costas) com os dedos retos, em direção da perna, permi-
tindo que o dedo médio sinta a pulsação da artéria da perna. O indicador 
estará então em cima do linfonodo. Ver diagrama em seguida na página 31. 
/ 
t . * ~'2'3'41s'6'7 1a'9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
11111 R~R~~~~~11~- . 111 nn n11 ~~ 
r ~~~~r--r--r------r-r-rr·rr----r·r-r--r-r-r-r-r-~~ 
liquido liquido transpa· transpa- gadto gad10 liquido sangue sangue •spotting• turvo turvo 
seminal seminal rente rente fios transpa- seminal ou 
rente mancha 
Ápice de 
vulva sangue 
inchada 
Noites alternadas para 
relações sexuais. 
Na presença de mudança, Uma fase lútea maior do que 16 dias indica gravidez num ciclo sem manipulação hormonal. 
esperar até o in icio da sensação * 
de escorregadio. Sangramento devido a implantação do embrião no endométrio. Pode ocorrer a partir do dia 6 após a concepção. Não deve ser confundido com 
menstruação. Relações sexuais nos dias 13, 14 e 15 do ciclo resultaram em concepção. 
Registro 12. Conseguindo gravidez após relações 
sexuais ao redor do sintoma Ápice. A aplicação das 
Regras dos Primeiros Dias capacitou a mulher a 
identificar a mudança indicando a aproximação da 
ovulação. A espera até que o muco desenvolva a 
· característica de escorregadio permite o líquido 
seminal e a .contagem dos espermatozóides a 
alcançar um nível ótimo perto da ovulação. Nos dias 1 
e 2, o muco está mudado, porém o líquido seminal é 
molhado. O Ápice, portanto, não está definido. O 
inchaço vulvar desaparece. Um bom relacionamento 
entre o casal facilita a concepção e é fundamental 
para criar e educar um filho. 
Sinal do Linfonodo 
31 
Predeterminação do sexo do bebê 
Fazer o registro de um ciclo, com especial atenção à sensação escor-
regadia e ao sintoma Ápice (o último dia de qualquer sensação de escor-
regadio ou molhado). Para um menino - uma única relação durante a 
13. Infertilidade, falha da ovulação 
Amenorréia: registro 13, ciclo 1 
Quando o hormônio folículo estimulante (FSH) está em nível abai-
xo do limiar necessário para iniciar o crescimento dos folículos ovaria-
nos, a situação será a seguinte: 
- Elevação do nível do hormônio luteinizante (LH) - sem proges-
terona. 
- Sem ovulação. 
- Sem produção de estrogênio. 
- Sem muco cervical. 
- Sem crescimento das células vaginais. 
- Sem crescimento- endometrial. 
- Sem menstruação ou outro sangramento. 
- Vulva seca. 
Esta condição pode persistir durante semanas ou meses em cir-
cunstâncias de: 
- Estresse. 
- Amamentação. 
- Pré-menopausa. 
Sangramento anovulatório - ciclo anovulatório: registro 13, 
ciclo2 
Quando o FSH se eleva acima do limiar, mas não ultrapassa o 
nível intermediário, a ovulação não ocorrerá. Os níveis de FSH podem 
flutuar entre os dois níveis durante um período variável de tempo ou 
32 
fase fértil, imediatamente após o Ápice, quando a sensação de escorre-
gadio acaba de desaparecer. Para uma menina - uma única relação 
durante a fase fértil, quando o muco está tornando-se escorregadio an-
tes do Ápice. 
permanecer acima do limiar num estado crônico de estimulação 
folicular. Haverá: 
- Estimulação folicular. 
- Produção de estrogênio. 
- Crescimento vaginal e secreção. 
- Estimulação cervical com produção demuco ocasional (sinais). 
- Sem LH, sem ovulação. 
- Sem progesterona. 
- Sem Ápice. 
- Crescimento endometrial - episódios de sangramento. Isto é, 
sangramento anovulatório - de disrupção ou "breakthrough", ou de 
deprivação ou "withdrawal". Sangramento não precedido por ovulação 
não é menstruação verdadeira (ver Registro 5). 
Esta situação é comum quando a fertilidade retorna nas seguintes 
ocorrências: 
- Desmame. 
- Restabelecimento após estresse. 
-Menarca - aproximação da fertilidade. 
- Recuperação após medicação contraceptiva. 
- Na aproximação da menopausa com o declínio da fertilidade. 
Quando não há mais folículos presentes nos ovários da mulher, o 
FSH eleva-se até níveis altos, mas não há resposta. Há infertilidade 
natural. 
Nota: Uma elevação repentina ou onda maciça de LH nem sempre 
garante uma ovulação (ver Apêndice I). 
• 
Ciclo 1 : Amenorréia 
'1~J3'41s'6'71s'9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
1111r-
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr11111 
FSH abaixo do limiar. 
FSH abaixo do limiar 
Sem estrogênio 
Sem estimulação da cérvix 
Sem muco 
Sem crescimento vaginal 
Sem crescimento endometrial 
Vulva seca. 
FSH acima do limiar 
Alguma estimulação folicular 
Discreta elevação do estrogênio 
Secreção de células vaginais 
Padrão sem mudança de secreção na vulva (PB de 1) 
Vulva não mais seca 
Igual, dia após dia. 
PB de 1 seco Secreção de PB de 1 
FSH abaixo FSH acima do limiar. 
do limiar. 
Sem ovulação 
Sem menstruação 
FSH acima do limiar FSH abaixo do limiar. FSH abaixo do 
limiar 
Estrogênio baixo 
Sangramento de 
deprivação ou 
"withdrawal" 
Sem ovulação 
precedente. 
Estimulação folicular 
Elevação de estrogênio 
Estimulação cervical - muco 
Mudança na sensação vulvar 
Sangramento de disrupção ou 
"breakthrough" 
Sem elevação de LH 
Sem ovulação 
Sem progesterona / Sem Ápice. 
Registro 13. Infertilidade indicada pelo PB de 1 seco (Ciclo 1 ), PB de 1 combinado (Ciclo 2). Sem Ápice. As correlações dos hormônios da hipófise e dos ovários são indicados. 
Ver Apêndice 1. 
33 
14. Infertilidade, fase lútea curta 
Infertilidade - ovulação inadequada 
O ciclo com fase lútea curta (menor que 11 dias) é infértil devido a ovu-
lação inadequada e formação insatisfatória do corpo lúteo (corpo amarelo). 
Quando a ovulação é normal, após uma onda maciça adequada do 
hormônio luteinizante (LH), o corpo lúteo é formado no folículo a partir do 
qual o óvulo foi liberado. Os hormônios produzidos pelo corpo lúteo são a 
progesterona e o estrogênio. Estes produzem efeitos nos orgãos repro-
dutivos, preparando-os para uma eventual gravidez. Se a concepção ocor-
reu, o corpo lúteo é preservado pelos hormônios liberados pelo embrião 
em via de implantação para manter a produção dos hormônios estrogênio 
e progesterona, sustentando a gravidez. Caso a concepção não tenha ocor-
rido, o corpo lúteo começa a regredir cerca do dia 6 e os níveis dos dois hor-
mônios vão declinando gradativamente, eliminando sua influência no cres-
cimento endometrial que entra em colapso e sangra ao redor de 2 semanas 
após a ovulação. Isso é chamado menstruação, um sangramento típico de 
deprivação ou "withdrawal". O intervalo normal, consistente com a ferti-
lidade, é de 11 a 16 dias entre a ovulação e a menstruação. 
Ovulação imatura (Menarca) 
O sistema reprodutor de uma menina jovem torna-se maduro grada-
tivamente, em um ou dois anos. Antes de iniciar a ovulação, a atividade 
estrogênica causa crescimento periódico e descamação do endométrio com 
sangramento e também produz muco cervical, do qual a jovem se torna 
consciente na vulva. 
Eventualmente há tentativa de ovulação, que no início está imatu-
ra. O LH, que é o último hormônio hipofisário a amadurecer, não é ainda 
suficiente para produzir uma ovulação madura com corpo lúteo adequa-
do e níveis de progesterona e estrogênio satisfatórios. Assim o sangra-
mento segue em menos de 11 dias. Ajovem está infértil. 
O processo de maturação procede lentamente. Finalmente a onda 
maciça de LH será adequada. A ovulação e a formação do corpo lúteo 
serão normais com produção adequada de estrogênio e progesterona. O 
intervalo entre a ovulação e a menstruação será agora de 11a16 dias e a 
jovem está fértil. 
Distúrbios da ovulação 
Quando há distúrbio no mecanismo da ovulação, os níveis hormonais 
anormais poderão ser refletidos pelas observações do sintoma Ápice do 
muco, o qual parecerá diferente, não habitual ou duvidoso. Nestas 
34 
circunstâncias, se ela quiser evitar concepção, o padrão de muco duvido-
so deve ser considerado como mudança do PB de I e ela deve aplicar as 
Regras dos Primeiros Dias "Esperar para ver 1,2,3". As Regras dos Pri-
meiros Dias devem ser mantidas e aplicadas a quaisquer mudanças, 
incluindo qualquer sangramento que segue. 
O folículo não rompido e luteinizado 
Ocasionalmente uma tentativa de ovulação ocorre com falha do des-
prendimento do óvulo do folículo não rompido, que todavia sofre 
luteinização e produz estrogênio e progesterona em níveis variáveis, po-
rém inadequados, levando a fase lútea deficiente. O Ápice nestas cir-
cunstâncias geralmente está ausente ou patentemente anormal. O 
sangramento pode seguir dentro de número variável de dias ou não ocor-
rer até depois do reconhecimento de Ápice verdadeiro, tempos depois. 
Nestas condições deve-se aplicar as Regras dos Primeiros Dias. Na ocor-
rência desta anomalia particular da ovulação, o folículo pode regredir rapi-
damente e muitas vezes outro folículo tomará o lugar e prossegue até a ovu-
lação. Isso muitas vezes é acompanhado de sangramento pré-ovulatório. Isso 
não deve ser confundido com menstruação. As Regras dos Primeiros Dias 
devem ser aplicadas ao sangramento. O muco com características férteis e 
o Ápice serão reconhecidos à medida que o sangramento cessar. A mens-
truação verdadeira será então reconhecida dentro de 2 semanas após o Ápice. 
Na ocorrência de ovulação imatura com elevação parcial ou inade-
quada da progesterona, pode haver uma elevação da temperatura basal 
corporal. Esse aumento de temperatura não indica que tem havido uma 
ovulação. Os hormônios são inadequados para tal. 
Estresse é causa comum de interferência com a ovulação. A melhor 
maneira de lidar com esta circunstância é prestar bem atenção no Ápice 
e aplicar as Regras dos Primeiros Dias quando o Ápice seja anormal. 
(Vér Registro 6, Ápice duvidoso). 
Ocorrências comuns 
- Imaturidade da ovulação (menarca); pré-menopausa; após me-
dicação contraceptiva; estresse. 
Ocorrências ocasionais 
- Sem razão aparente; hiperprolactinemia; o estresse pode causar 
a formação de corpo lúteo inadequado e fase lútea curta pela interferên-
cia com a ovulação. 
Conduta 
- Aplicar as Regras dos Primeiros Dias e a Regra do Ápice para 
evitar a concepção. O ciclo pode ser definiç:lo infértil quando a menstrua-
ção ocorre em menos que 11 dias após o Apice. 
- O problema é infertilidade. 
- Nenhuma medicação deveria ser dada a uma jovem para mani-
pular a duração do ciclo. O LH é o último hormônio hipofisário a ama-
durecer e o primeiro a sofrer danos pela medicação hormonal sintética. 
Esta também pode causar danos às criptas cervicais de muco, em fase 
de maturação, que também são vitais para a fertilidade. 
Na mulher com fases lúteas curtas constantes e desejando engravi-
dar, um tratamento hormonal para estimular a ovulação normal pode 
ser usado. O uso das gonadotropinas é altamente especializado e neces-
sita monitorização cuidadosa para evitar ultra-estimulação e concep-
ções múltiplas. Clomiphene, usado freqüentemente para estimular a 
ovulação, tem efeitos adversos sobre a fertilidade, diminuindo a secre-
ção do muco. 
Uma fase lútea curta devido a amamentação se prolongará nor-
malmente até o intervalo fértil de 11 a 16 dias em poucos ciclos após o 
desmame, não necessitando medicação. Às vezes a condição persiste 
devido a níveis altos de prolactina e a mulher continua com a produção 
de leite materno. O tratamento específico é a Bromocriptina. Aos pou-
cos,a fase lútea se prolongará até o intervalo fértil de 11 a 16 dias, à 
medida que o sistema reprodutor retorna ao normal. 
Na mulher em pré-menopausa, uma fase lútea curta é sinal da 
infertilidade natural que vai progredindo até cessação da ovulação com 
infertilidade final. 
Na cessação da pílula menos de 2 anos antes, nenhuma medicação 
deve ser usada. Se a gravidez for desejada após este período, pode ser 
aconselhável estimular a ovulação normal, mas somente com moni-
torização cuidadosa dos níveis hormonais. 
Nota 1: Fase Lútea Curta Falsa 
Na gravidez, depois de contato genital durante a fase f1rtil, um 
sangramento de nidação pode ocorrer a partir do dia 6 após o Apice. Se 
o sangramento for incorretamente confundido com uma menstruação, 
também a fase lútea será incorretamente julgada como curta. 
O sangramento de nidação é causado pelo embrião, que implanta e 
cava o endométrio, em busca de vasos sangüíneos e glândulas produtoras de 
nutrientes. O sangramento pode variar de "spotting" ou mancha de sangue 
discreta até sangramento mais profuso parecendo/lembrando uma mens-
truação (ver Registro 12, dias 22, 23 e 24).É importante calcular a data 
provável do parto a partir do tempo de ovulação, e não do sangramento. 
Nota 2: Fase Lútea Maior que 16 Dias 
Isto é possível nas seguintes circunstâncias: 
-Gravidez. 
- Estresse; fase lútea falsa. ~r Registro 6. 
- Após o uso de Clomiphene ou gonadotrofinas. 
Infértil. Padrão sem mudança: Possivelmente fértil . Padrão em 
mudança. Progressivamente 
tornando-se escorregadio. 
?Í:Ainda possivelmente ! Infértil O óvulo está morto. Fase lútea menor que 11 dias. 
férti l. 1 Padrão Básico de Inferti lidade 
(PBde 1) 
1 
Registro 14. Mostrando ciclo com fase lútea de 8 dias. N.8.: O Ápice foi julgado pelas suas características próprias, não em retrospecto pela duração da fase lútea. 
* Mudança evidente, muco não mais molh!'ldo ou escorregadio. Ainda possivelmente fértil. 
35 
15. Infertilidade, deficiência de secreção do muco 
Na falta do muco cervical para sustentar, nutrir e proteger o esper-
ma, o casal será infértil. 
Uma mulher poderá ovular com padrão hormonal normal, mas a 
sua cérvix poderá falhar em responder com secreção de muco. Neste 
caso, relações sexuais no dia da ovulação não poderão conseguir uma 
gravidez. 
Ocorrências 
Esta situação ocorre na pré-menopausa e mais tarde, podendo ser 
devido ao envelhecimento da cérvix. Uma mulher nos seus 40 anos 
pode observar que, ao invés das observações anteriores, quando ela, de 
maneira freqüente, sempre conseguia reconhecer o muco molhado e 
escorregadio com fios, agora sente secura na vulva o tempo todo, ou 
quase. 
Ela pode ainda estar ovulando e menstruando ou simplesmente ter 
sangramento intermitente sem ovulação, com ou sem secreção. Ela re-
conhece a sua infertilidade progressiva pelo padrão básico de infertilidade 
seco ou com secreção sem mudança. Ela não poderá dizer se está ou não 
ovulando, o que só será possível se ela dispuser de indicadores hormonais, 
mas terá a certeza da sua infertilidade pela ausência de padrão de muco 
fértil e reconhecimento do PB de I. 
Uma mulher está no ápice da fertilidade ao redor dos 25 anos. No 
início dos 30 anos de vida, muitas observam que o muco já não é tão 
abundante e tem duração menor. A fertilidade inicia o seu declínio. A 
partir dos 40 anos, muitas mulheres têm dificuldade para engravidar. 
36 
A ausência do muco pode ocorrer sem razão aparente em mulher 
jovem com infertilidade. Estudos hormonais com padrões ovulatórios 
normais indicam que a cérvix falhou em responder e produzir o muco 
com conseqüente falha de concepção. 
A produção do muco é variável em algumas mulheres, sendo 
secretado durante a ovulação somente em alguns ciclos. Algumas mu-
lheres ovulam com muito pouco muco, tão pouco que não é perceptível. 
Estas mulheres precisam prestar bem atenção nas mudanças da vulva, 
por exemplo, a maciez, a sensação de escorregadio, a umidade e o 
entumescimento macio da área vulvar que pode ser bastante, ocasional 
e de curta duração, permanecendo às vezes por somente um meio dia. 
Relações sexuais durante este tempo freqüentemente têm sucesso em 
conseguir uma concepção. 
Procedimentos cirúrgicos na cérvix, tais como a cauterização, 
a criocirurgia e a conização, podem levar à erradicação das criptas 
cervicais, eliminando a produção do muco e causando infertilidade. Nes-
tes procedimentos, as criptas superiores, as mais importantes no trans-
porte do esperma, são muitas vezes poupadas, mas o volume do muco é 
muito reduzido. 
Conduta 
Quando há pouco muco visível, atenção especial deve ser dada às 
sensações vulvares discretas mas importantes. A maciez, a umidade, o 
entumescimento macio e o desenvolvimento do linfonodo sensível na 
virilha são indicadores valiosos da fertilidade. ("\kr Registro 12; ver tam-
bém Registro 16, Infertilidade Pós-Pílula). 
• 
Estrogênio baixo · Estrogênio em Alto... Baixo estrogênio. Estrogênio alto. 
Progesterona baixa elevação Progesterona em elevação Progesterona alta. 
Ovulação 
Estrogênio baixo. 
Progesterona baixa. 
Menstruação. 
Sem concepção. 
rrn~- 1rrrrrrr~~~~Frr~r~rr~~rr11r111111 
Registro 15. Infertilidade causada por deficiência de secreção do muco. Relações sexuais no dia da ovulação, definida pela monitorização hormonal, não resultou em 
concepção. 
37 
16. Infertilidade, pós-pílula 
A Pílula contraceptiva atua de três maneiras sobre o sistema 
reprodutor da mulher, a fim de prevenir nascimentos: 
- Interferindo com o mecanismo ovulatório, a Pílula produz efeito 
esterilizante - maior a dosagem, maior o efeito. 
-Agindo nas criptas S e P da cérvix, a Pílula altera o muco cau-
sando a redução da vitalidadl;'! do esperma inibindo sua progressão. Este 
é o efeito contraceptivo. Ver Apêndice 2. 
-Agindo no endométrio, a Pílula o torna impróprio para a implan-
tação do embrião, causando um aborto. 
É possível verificar estes efeitos durante algum tempo após a cessa-
ção do uso da Pílula, quando se levar em conta estas ações da Pílula e se 
estudar as observações no registro da mulher. No registro pode-se ver: 
- Após o Ápice, pode haver fase lútea curta indicando ovulação 
inadequada e infertilidade. 
-Ausência do padrão fértil do muco em mudança ou padrão fértil 
desordenado, indicando ovulação inadequada e/ou produção de muco 
inadequado. 
- Um padrão de muco sem mudança (PB de l) mesmo em presença 
da ovulação, como definida pelo indicador hormonal, p. ex., análise 
hormonal. 
- Fluxo menstrual pobre após ovulação. 
- Sangramento irregular pré-ovulatório. Aos poucos, em tempo 
variável (meses ou anos) após a cessação do uso da Pílula, sinais de 
recuperação podem ser observados pelo alongamento da fase lútea e o 
padrão de muco em mudança com características férteis e um Ápice bem 
definido. 
- Sucesso em conseguir uma gravidez é o sinal derradeiro do re-
torno à saúde reprodutiva. 
38 
É importante a recomendação de usar vitaminas durante e após o 
uso de Pílulas contraceptivas. A deficiência do ácido fólico tem sido 
responsabilizada pelos defeitos do tubo neural no feto - anencefalia, 
espinha bífida e meningocele. 
Caso clínico - ver registro 16 
Esta mulher cessou o uso de medicação contraceptiva após vários 
anos, a fim de conceber. O registro demonstrou umidade contínua du-
rante seis ciclos. Durante este tempo, a ovulação foi confirmada por aná-
lise hormonal, mas ela não concebeu. No sétimo ciclo, relações sexuais 
ocorreram no único dia quando o PB de I mudou de úmido para molha-
do. A concepção ocorreu. 
Este caso clínico ilustra a importância de observar uma quantida-
de mínima de muco cervical no tempo certo para conseguir uma concep-
ção e a impossibilidade de conceber sem ele, apesar de padrões normais 
hormonais de ovulação.Neste caso, a mudança em sensação era de impor-
tância vital já que não havia nada a ver. 
Esta mulher recobrou a sua fertilidade relativamente rápido após 
descontinuação da medicação. O tempo de recuperaçãoé variável e às 
vezes quando a gravidez tem sido adiada até a mulher estar com mais 
de 30 anos, não se consegue uma concepção. Quando este declínio natu-
ral da fertilidade é combinado com o uso de medicação contraceptiva, a 
fertilidade é muitas vezes muito baixa. Registros cuidadosos e a escolha 
dos sinais mínimos de fertilidade para o coito muitas vezes tem sido a 
base do sucesso em conseguir uma gravidez. 
Monitorizando com o Monitor Ovariano em casos de secreção míni-
ma do muco cervical tem tido grande sucesso. A ovulação pode ser defi-
nida com precisão. 
Registro 16. Fertilidade no sétimo ciclo após suspensão da medicação contraceptiva. Inicia-se o registro após término da menstruação. Coito no dia da mudança a partir do 
Padrão Básico de Infertil idade (dia 14) resultou em concepção. 
39 
17. Carcinoma da cérvix 
Saúde reprodutiva 
Todas as mulheres têm direito a um sistema reprodutor sadio. 
O objetivo desta seção é alertar as instrutoras do Método de Ovula-
ção Billings para o significado das mudanças dos padrões de muco e 
sangramento do normal, necessitando encaminhamento para conduta 
correta. Esta seção realça a importância do bom ensinamento, que in-
siste no registro cuidadoso e de confiança de observações válidas, que 
sempre são o espelho do padrão hormonal subjacente. Deste modo, são 
descobertos indicadores valiosos de anormalidade que, de maneira im-
portante, ajudarão o médico na conduta do caso. Deste modo haverá 
contribuições valiosas para a saúde ginecológica das mulheres. Isso não 
foi conseguido para todas as mulheres do mundo ainda, mas, através da 
diligência por parte das instrutoras e da cooperação progressiva e perí-
cia dos médicos, esta meta está tendo avanços consideráveis. 
É de suma importância que as instrutoras do Método de Ovulação 
Billings insistam que as mulheres solicitem um diagnóstico e uma ex-
plicação do tratamento proposto dos médicos aos quais foram encami-
nhadas. Devido aos ensinamentos recebidos, mulheres tornaram-se muito 
instruídas a respeito dos seus sistemas reprodutores e com este conheci-
mento podem cuidar bem melhor de si mesmas e evitar muitas das quei-
xas comuns de patologias ginecológicas. Elas logo recebem medicação 
eficiente de médicos bem-informados. 
Do mesmo modo que fluidos corporais, por exemplO, urina e sangue, 
fornecem informação diagnóstica em certas doenças, assim o padrão 
desordenado do muco cervical também fornece indicações valiosas de doen-
ças, tanto locais como sistêmicas. O conhecimento do padrão normal de 
infertilidade e fertilidade pelas observações e registros da mulher, de acordo 
com as diretrizes do Método de Ovulação Billings, fornece com precisão os 
padrões hormonais da fertilidade e da ovulação e da infertilidade. É ne-
cessário que a mulher seja bem instruída, a fim de reconhecer quaisquer 
desvios da normalidade que necessitem investigação. 
Quando a mulher se queixa ao médico, dizendo: "Há algo errado 
com meu muco", e ela apresenta um registro de padrão não habitual, 
pode ser aceito como ferramenta de diagnóstico valiosa, cuja interpreta-
ção fornece informação vital. 
40 
Felicidade e saúde têm correlação estreita no que diz respeito à saú- ·· 
de reprodutiva da mulher. Tem faltado autoconhecimento em muitas 
mulheres, e a emancipação conseguida pelo ensinamento e seguimento 
do planejamento familiar natural tem fornecido a elas força e confiança. 
Mesmo o conhecimento simples do reconhecimento do sintoma Ápice 
resulta em benefícios importantes: 
- A data provável do parto não mais é estimada a partir da data 
da última menstruação. É calculada com precisão a partir do tempo da 
ovulação. 
- A duração do ciclo pode ser prevista quando o sintoma Ápice 
tiver sido reconhecido. Isto é importante na mulher que sofre de estresse, 
o que adia a ovulação. Ela sabe a razão para este prolongamento do ciclo 
e saberá que não engravidou. 
- A medicação pode ser planejada com antecedência em casos de 
dismenorréia e síndrome pré-menstrual, após o reconhecimento do sin-
toma Ápice. Sintomas de irritabilidade, dores de cabeça, depressão, 
que são semelhantes aos da síndrome pré-menstrual, podem ocorrer a 
qualquer hora, não tendo nada que ver com os hormônios da mulher. 
O simples fato de a mulher manter um registro diário próprio, a 
leva a ser observadora e reconhecer o que é normal e o que é anormal, 
necessitando de atenção. Isso é conhecimento muito útil para o seu es-
poso, que aprende a entender aquelas necessidades da sua esposa rela-
cionadas fisicamente ao seu sistema reprodutor, e também para o médi-
co solicitado para proteger sua saúde e corrigir qualquer anormalidade. 
Quando se estuda o problema da "falha em conceber", a interpreta-
ção experta de observações válidas feitas pela mulher fornece informa-
ção importante, levando a altos índices de sucesso na correção das anor-
malidades e conseguindo uma concepção. 
Um caso clínico 
Esta mulher está com 30 anos de idade. Ela tem um filho e é usuária 
do Método de Ovulação Billings durante vários anos. Ela informa que os 
seus ciclos têm sido regulares "como um relógio" durante anos, com re-
gularidade e normalidade referente ao padrão de muco fértil em mu-
dança, o Ápice e a menstruação seguinte dentro de 2 semanas. 
" 
Ela observou num ciclo recente, após o Ápice, um retorno de muco 
com características férteis que ela rotulou abundante, extensível e escor-
regadio. Isso significou certamente uma anormalidade para a mulher, 
que consultou um médico para investigação. Tendo conhecimentos so-
bre o seu ciclo, ela informou ao médico que "no caso de haver patologia 
local, então deveria provavelmente estar bem intenso no canal cervical, 
por causa das qualidades do muco". Ela se referiu àquele tipo de muco S, 
secretado pelas células das criptas na parte superior do canal cervical. 
Ela comentou que este comportamento intermitente do seu muco não 
era como um ciclo de estresse, com o qual ela estava habituada. Estu-
dando seu registro próprio, era evidente que este ciclo tinha sido muito 
difícil de traçar. Iniciou normalmente e progrediu até um Ápice normal 
no dia 14 quando foi registrado escorregadio, que mudou para nada e 
depois seco (ver Registro 17, dias 14 e 15.). Pouco seco não é nada e con-
seqüentemente foi registrado com o selo amarelo com bebê ou com o = 
símbolo e contagem de um. 
O dia seguinte, muco com características férteis, retornou e ela o 
descreveu como tornando-se abundante. Isso continuou diariamente até 
o dia 21, quando houve novamente uma mudança até pouco seco e outro 
Ápice foi marcado no dia 20. Porém, o Ápice foi posto em dúvida, já que 
novamente no dia 26, muco discretamente escorregadio, transparente, 
amarelo, extensível foi notado. A umidade continuou até o início do 
sangramento no dia 31. Isso sugeriu que a ovulação tinha ocorrido ao 
redor do dia 15. 
O padrão normal do muco indicou uma anormalidade necessitando 
uma investigação. A possibilidade maior era que se tratava de problema 
local da cérvix, que produziu um padrão anormal em dois ciclos consecu-
tivos. Não era típico do efeito estresse, já que a ovulação não parecia ter 
tido nenhum distúrbio; a síndrome do ovário policístico também não era . 
provável pela mesma razão, pois a ovulação não mostrou distúrbio e os 
ciclos permaneceram regulares. 
Tinha chegado a hora de fazer novo teste de rotina de Papanicolau, 
que revelou "células de adenocarcinoma". Exame colposcópico mostrou 
"displasia". Biópsia em cone da cérvix confirmou o diagnóstico de 
adenocarcinoma do canal cervical. Uma pan-histerectomia foi feita. Os 
linfonodos ilíacos e pélvicos foram examinados e não revelaram nenhu-
ma evidência de câncer metastático. 
? 
~'2'3'4'5'6'7 1sf9~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 
11111~~~~~~~~i~~~~~i1~~~11~~~~~11 r11 
r1=r~~ 1-1-e~~~~~~ 1=5555eEEEl= 1=~51s15srllll los mancha mancha transpa· transpa- lranspa- nada escorre- abun- abun- abun- ver dio lrans· de de · rente rente rente gadio dante dante dante parente sar.gue sangue"-.... tampão extensí- extensl- amarelo vel vel exlensivel 
Registro 17. Carcinoma da cérvix. Ilustração do segundo ciclo anormal. Era semelhante ao primeiro ciclo e ocorreu após ciclos normais durante vários anos. 
41 
18. Padrões anormais do muco, anomalias de sangramento e terapia hormonal de reposição 
Comentário sobre padrões anormais de muco 
Dúvidas sobre a origem do distúrbio são normais quando há retor-
no do muco no ciclo, depois do que parece ser um padrão ovulatório an-
terior não habitual - se é de origem local como no Registro 17 dentro da 
cérvix ou se pode ser de origem hormonal, devido a anomalia da ovula-
ção, por exemplo, o estresse, causando interrupção do controle hormonal 
da ovulação no nível da hipófise por trauma emocional ou físico severo. 
Questionamentos cuidadosos e com sensibilidade da mulher poderá re-
velar uma história deste estresse. A ovulação pode ser adiada somente 
alguns dias ou às vezes alguns meses. O estresse pode interromper o 
processo da ovulação bem perto do evento atual, caso em que o folículo 
em desenvolvimento regrida, degenere e torne-se cicatricial (folículo 
atrésico). Quando a mulher se recupera dos efeitos do estresse, o nível 
do hormônio folículo estimulante se eleva e reinicia o processo ovulatório 
novamente. Assim, os sintomas de possível fertilidade são reconhecidos 
mais uma vez, o Ápice e a ovulação ocorrem, seguidos pela menstruação 
usual dentro de 2 semanas. Às vezes, quando o estresse ocorre logo an-
tes da ovulação, pode afetar o processo, levando à ovulação não total-
mente madura. Neste caso, há desenvolvimento defeituoso do corpo lúteo, 
podendo ser seguido por uma fase lútea curta devido à insuficiência des-
te corpo lúteo. Mulheres aprendem a ficar atentas para a possibilidade 
desta resposta ao estresse no seu ciclo e se elas aplicam as Regras dos 
Primeiros Dias até o reconhecimento do Ápice verdadeiro, elas têm se-
gurança no controle da sua fertilidade. Elas não se surpreenderão quan-
do o ciclo for ocasionalmente longo devido ao atraso da ovulação. 
A síndrome do ovário policístico apresenta usualmente uma 
continuação do muco com características férteis . No ciclo normal, quan-
do vários folículos são estimulados a amadurecer, o folículo dominante 
sofrerá um processo até a ovulação. Neste caso anormal, devido a meca7 
nismo deficitário da retroalimentação ou "feed-back", a progressão nor-
mal do folículo dominante até a ovulação não ocorre. O registro mostra-
rá então uma fase folicular prolongada com episódios recorrentes de muco 
com características férteis e evidência de estimulação endometrial devi-
do à elevação do estrogênio causando "spotting''ou mancha de sangue e/ 
ou sangramento. Haverá infertilidade causada pela ausência da ovula-
ção. "Ciclos" parecem irregulares devido a sangramentos intermitentes, 
que não são menstruações, mas sangramentos anovulatórios. Os ová-
42 
rios aumentam de tamanho pelo aumento do tecido cicatricial resultan-
te da regressão dos folículos (folículos atrésicos). 
Em todo o caso, onde a ovulação tem sido adiada como nos dois exem-
plos acima, estresse e síndrome do ovário policístico, mas também na con-
dição fisiológica do desmame após amamentação e no período prévio à 
menopausa, quando há flutuações naturais nos níveis do estrogênio, 
recorrências intermitentes do muco com características férteis serão obser-
vadas. A mulher se familiariza com este fenômeno e percebe facilmente a 
causa. Há concordância notável entre os padrões de muco da fertilidade e 
infertilidade registrados pela mulher e a análise hormonal. Isto é a razão 
pela qual há taxa de gravidez relativa ao método tão baixa (menor que 
1 %). Quando o registro é feito com fidelidade, não é necessário procurar 
as explicações para uma gravidez fora dos fatos biológicos conhecidos. Se 
o registro for válido, o próprio casal identificará o dia da concepção. 
Qualquer discordância entre o padrão hormonal e o padrão observa-
do do muco necessita de explicação. Por exemplo, uma mulher de 50 anos 
de idade com ondas de calor tem nível baixo de estrogênio. Normalmente 
ela deveria ter um Padrão Básico de Infertilidade de secura. O desenvol-
vimento de secreção com características férteis, enquanto ainda persis-
tem as ondas de calor, sugere a necessidade de exame ginecológico pen-
sando numa patologia cervical. Por exemplo: infecção dos folículos de 
N aboth, erosão devido a prolapso do útero, infecções agudas e crônicas da 
vagina, da cérvix, do endométrio ou das tubas uterinas ou de Fallópio. 
Observações internas com o dedo, a fim de "não perder algo" por 
mulher ansiosa e estressada, mostrará um registro com secreção contí-
nua no lugar de secura na vulva. Estimulação sexual sem coito produz 
uma secreção fluida diferente do padrão em mudança da fertilidade que 
prossegue até o Ápice sem interrupção. A secreção é aumentada devido 
ao coito com condom e será mesclado com líquido seminal quando há uso 
do DIU ou diafragma ou a prática de coito interrompido, todos produ-
zindo um padrão confuso. O efeito de estimulação sexual é facilmente 
reconhecido como fenômeno de causa e efeito e é de curta duração. 
Algumas mulheres-jovens demonstram, quando sob o efeito de 
estresse agudo, uma secre'ção de muco fino aguado durante a fase fértil, 
que durará algumas horas. É cogitado que seja devido à estimulação 
neurogênica das células já carregadas do muco S (Odeblad). 
Os níveis de estrogênio flutuam em algumas condições biológicas 
como amamentação, a menopausa, o retorno à fertilidade após suspen-
são da Pílula etc. Se permanecer durante algum tempo em níveis discre-
tamente aumentados, as células intermediárias do epitélio da vagina 
desenvolvem-se e depois sofrem descamação na cavidade vaginal, onde 
sofrem lise (desintegração) pela ação dos grânulos Z do istmo uterino. 
Isto sai da vagina e é reconhecido na vulva como padrão sem mudança 
(PB de 1 de secreção). 
Infecções agudas são reconhecidas com facilidade e tratáveis nas 
fases precoces, quando o casal é tratado enquanto evitam contato genital 
até a cura. Restringindo o coito num relacionamento de único parceiro é 
a melhor maneira de prevenir DST, especialmente quando se considera 
o temível vírus HIV (vírus humano de imunodeficiência). A cooperação 
mútua gerada pelo uso do Método de Ovulação Billings fortalece o vín-
culo de fidelidade nos casais, preservando a saúde reprodutiva deste 
modo. 
Infecções crônicas do sistema reprodutor muitas vezes são negli-
genciadas devido aos serviços médicos inadequados nas comunidades 
carentes. Isso não impede os casais de usar o Método de Ovulação Billings, 
apesar de exigir ensinamento paciente e encorajamento, a fim de assis-
tir estes casais. O padrão fértil do muco cervical é identificável como 
mudança distinta a partir da secreção patológica contínua e sem 
mudança.Todavia, é sempre no melhor interesse da mulher que ela seja 
tratada e a sua saúde recuperada. 
Anomalias de sangramento 
Anomalias de sangramento são muito conhecidas pelos ginecolo-
gistas. Qualquer sangramento não habitual não explicável pelo ciclo 
hormonal normal deve ser investigado e diagnosticado. 
Os estrogênios naturais da mulher flutuam durante meses ou anos 
ao redor do tempo da menopausa, resultando em padrões bem conheci-
dos de infertilidade e possível fertilidade que ela pode ser ensinada a 
reconhecer com precisão. Ondas de calor e sangramento de disrupção 
(ou ''breakthrough") e deprivação (ou "withdrawal") são eventos comuns. 
A maioria destes são explicáveis à medida que a mulher aprende a in-
terpretar as suas observações registradas. Por exemplo: reconhecendo o 
Ápice, ela reconhecerá o sangramento de deprivação (ou "witrdrawal") 
dentro de 16 dias como uma menstruação. 
43 
Ela estará consciente de que os seus estrogênios estão flutuando 
pela resposta do muco na cérvix, que responde e reconhecerá a mancha 
de sangue (ou "spotting'') ou sangramento acompanhante como sangra-
mento de disrupção (ou ''breakthrough")de alto nível de estrogênio. Ela 
reconhecerá o sangramento que seguirá uns dias depois como um sangra-
mento de deprivação (ou "withdrawal") de estrogênio, porque o sinal de 
muco precedente não mostrou um Ápice e, conseqüentemente, a ovula-
ção não tinha ocorrido. Referir aos Registros 5, 7,8, 1 O e 11. 
À medida que ela se aproxima mais da menopausa e a ovulação 
torna-se menos freqüente , a sua cérvix responde menos aos níveis altos 
de estrogênio, que continuam flutuando em níveis muito altos às vezes .. 
O endométrio permanece sensível aos estrogênios à medida que a m~­
lher envelhece e responderá com sangramento de vez em quando . 
Sangramento anovulatório (sangramento não precedido por ovulação) 
pode ser abundante ou discreto e também indolor, em contraste com 
menstruação verdadeira, que pode ser dolorosa. Ondas de calor acom-
panham estrogênio baixo e sinais evidentes de infertilidade, especialmen-
te secura na vulva. A fase lútea curta, comum à medida que a menopau-
sa se aproxima, indica infertilidade e segue uma ovulação inadequada. 
Isso muitas vezes é associado com "spotting''ou mancha de sangue antes 
da menstruação. Isso é devido à descamação em fragmentos do endo-
métrio, às vezes causando sangramento abundante com coágulos. Um 
tratamento curto com progesterona pode ajudar a mulher a superar 
esses episódios aflitivos e debilitantes. Podem ser severos e suficien-
temente freqüentes para causar anemia ferropriva que responda muito 
bem a tratamento. Estes episódios de sangramento podem ser ocasio-
nais, não necessitando de nenhum tratamento. 
O ginecologista que conhece o Método de Ovulação Billings estuda-
rá os registros cuidadosos da mulher e verá que são uma ferramenta de 
diagnóstico muito útil. Ele/ela também ganhará a confiança da paciente 
demo~strando um entendimento da interpretação do registro, especial-
mente neste estágio da vida reprodutiva com tanto estresse. 
Nenhuma mulher deveria aceitar um tratamento sem diagnóstico 
satisfatório ou explicação adequada que concorde com os fatos registrados 
por ela própria. O tratamento sintomático do sangramento por hormônios 
sintéticos pode adiar o diagnóstico de patalogia grave subjacente. As 
respostas de sangramento aos hormônios ovarianos sintéticos são bem 
conhecidas pelos médicos, como também a confusão que causam, o que 
torna essencial a providência de explicação satisfatória dos sangra-
mentos. 
Qualquer coisa que não se encaixe no padrão hormonal conhecido 
deve ser investigada, por exemplo, sangramento que ocorra durante um 
tempo de secura, precedido por semanas de secura, ondas de calor e 
ausência de provas de ovulação ou de níveis flutuantes de estrogênio, 
ou sangramento após o coito. 
Uma história adequada incorporando informação obtida do regis-
tro do Método de Ovulação Billings associada a um exame ginecológico 
cuidadoso, levará a uma conduta especializada e rápida das anomalias 
passíveis de correção. 
O Monitor Ovariano, desenvolvido pelo Professor J.B . Brown em 
Melbourne, Austrália, é um monitor correto dos hormônios ovarianos e 
verifica o registro da mulher com precisão. Fornece assistência valiosa 
ao ginecologista, esclarecendo os diversos eventos hormonais do ciclo da 
mulher. É importante distinguir entre sangramento normal devido a 
respostas hormonais e aqueles que são possivelmente patológicos. Des-
te modo, a mulher pode ser poupada de algumas investigações invasivas. 
Irregularidade é habitual em algumas mulheres, comum em jovens 
em via de amadurecimento, na mulher em pré-menopausa e em desma-
me, e estas irregularidades são devidas a ovulações precoces ou tardias 
no ciclo, mas sempre seguidas pelo sangramento de deprivação (ou 
"withdrawal") da menstruação. Estas são condições normais e não de-
vem sofrer "regulamentação" por tratamento hormonal. Dando hormô-
nios a uma mulher com este tipo de irregularidade, produzirá sangra-
mentos de deprivação (ou "withdrawal") regulares, pela substituição dos 
hormônios naturais pelos hormônios sintéticos, que anulam a ovulação 
natural. Os efeitos adversos destes hormônios em meninas jovens cujo 
mecanismo ovulatório, cérvix, vagina e endométrio estão em desenvol-
vimento, devem ser lembrados, considerando que poderiam causar da-
nos irreparáveis a sua futura fertilidade. A colegial fica encantada quan-
do as suas menstruações são muito mais leves por causa da Pílula, mas 
ela não entende o significado desastroso disso. A tendência é que a cole-
gial quer ficar com a Pílula até o desejo de um filho, uns 10 a 15 anos 
mais tarde, mas, naquela altura, a sua fertilidade pode ter sofrido da-
nos severos. 
O efeito da Pílula no sistema reprodutor diminui aos poucos, após 
sua interrupção. Sangramento irregular não deveria ser atribuído ao 
efeito continuado da Pílula sem exame ginecológico para excluir outras 
patologias. Pode haver a presença de pequenos sangramentos capilares 
em forma de estrelas na ectocérvix, vistos pelo exame colposcópico, quan-
44 
do o registro da mulher mostra "spotting'' ou mancha de sangue durante 
bastante tempo. A Pílula tem sido responsabilizada por isso. 
Sangramento severo e contínuo na menina jovem imatura e na 
mulher em pré-menopausa, às vezes é devido a sangramento da camada 
basal do endométrio muito delgado. Pode também ser provocado por 
implantação ou injeção de contraceptivos. Tratamento estrogênico é apro-
priado para interromper o sangramento, pela promoção do crescimento 
normal do endométrio. 
Um estudo colaborativo na Indonésia e na Universidade Monash, 
Melbourne, pesquisa financiada pela Organização Mundial da Saúde, 
descobriu que N orplant não somente causou adelgaçamento do endo-
métrio, como também estimulou o crescimento de vasos sangüíneos den-
tro do endométrio. Em alguns casos, estes vasos capilares são especial-
mente numerosos, resultando em sangramento de difícil controle em 
quase um terço das mulheres. 
Terapia hormonal de reposição 
A tendência atual de prescrever terapia hormonal de reposição 
(THR) em todas as mulheres durante períodos de tempo prolongados, se 
baseia na suposição de que este THR protegerá a mulher tanto da 
osteoporose quanto de doenças cardiovasculares, pois estas duas condi-
ções são devidas à deficiência de estrogênio e a menopausa não é evento 
natural. 
A constatação deveria ser analisada. A menopausa é evento que 
ocorre na natureza, sendo, deste modo, natural. Mulheres não são todas 
iguais e necessitam de avaliação individual antes de prescrever 
hormônios sintéticos por qualquer problema que possam ter. A deficiên-
cia do estrogênio não é a única explicação para os distúrbios do estado 
perimenopáusico, a reposição de estrogênio também não é o único remé-
dio, ou mesmo, remédio sem complicações. O fato de ser natural uma 
mulher na pós-menopausa ter níveis baixos de estrogênio, poderia su-
gerir que não é saudável para ela ter níveis elevados dele. Alguns pes-
quisadores têm alertado sobre o r isco aumentado do câncer da mama, 
devido à administração de estrogênios. O assunto ainda está sendo pes-
quisado. É sabidoque estrogênios causam hiperplasia endometrial; des-
te modo, progestogênios são necessários para compensar este efeito, efe-
tuando descamação completa do endométrio. 
Os progestogênios sintéticos têm os seus próprios problemas, cau-
sando vários sintomas desagradáveis. Eles são acusados de neutralizar 
qualquer efeito benéfico dos estrogênios, de prevenir problemas cardio-
vasculares, mas também podem provocar problemas de sangramento, 
que devem ser diferenciados de outras patologias, como também dos 
episódios de sangramento devidos à medicação estrogênica. 
Alguns dos desconfortos locais, causados pelos níveis baixos de estro-
gênio, tais como os distúrbios urinários e a secura da vagina, respondem 
bem à administração local de cremes de estrogênio. Deve ser lembrado 
que estes são absorvidos na circulação sangüínea, e, se usado extensiva-
mente, devem ser acompanhados da progesterona, a fim de proteger o 
endométrio. Normalmenteaplicações intermitentes têm sido suficien-
tes para aliviar estes problemas. 
Algumas mulheres não toleram muito bem as ondas de calor, tendo 
um sono perturbado e sentindo um efeito de grande cansaço. O fato de 
os estrogênios naturais da mulher terem níveis flutuantes, nesta época, 
significa que as ondas de calor desaparecerão naturalmente, de vez em 
quando, às vezes em várias semanas, quando os níveis de estrogênio 
aumentam, com retorno delas mais tarde, quando os níveis baixam no-
vamente durante várias semanas de vez. Por esta razão, no caso de se 
considerar a terapia de estrogênios de reposição para as ondas de calor, 
esta deve ser administrada apenas durante um curto período de tempo, 
não mais de 3 a 4 semanas, quando as ondas de calor são severas. Após 
esse período, deve ser descontinuada, a fim de deixar o corpo se ajustar 
gradativamente aos níveis flutuantes de estrogênio, até que, eventual-
mente, os níveis tornam-se em nível pós-menopáusico e a fisiologia da 
mulher faz uma adaptação natural. 
Cada mulher deve ser avaliada individualmente, e curtos perío-
dos de terapia hormonal de reposição podem beneficiar algumas mu-
lheres. 
No que diz respeito ao efeito benéfico dos estrogênios na doença 
cardiovascular, várias pesquisas atualmente em curso nos Estados Uni-
dos · não têm tido avaliação apropriada. Até hoje, as pesquisas foram 
feitas em mulheres sadias normais. Qualquer mulher com doença 
cardiovascular foi descartada da pesquisa. 
No que diz respeito à osteoporose, a fisiologia óssea indica que o 
componente de colágeno do osso é de grande importância, e a sua perda 
pode ser a causa fundamental da osteoporose pós-menopáusica. O 
45 
colágeno fornece força ao osso e é nesta base que ocorre a calcificação. 
Isso traz logicamente a necessidade de considerar a fisiologia do colágeno, 
sua produção e preservação. O estrogênio está implicado nestes proces-
sos, mas também é sabido que a deficiência da vitamina C leva à forma-
ção inadequada do colágeno. A formação do osso endocondral é inter-
rompida, mas a calcificação continua no osso presente. Este torna-se 
frágil, com propensão a fraturas. Também se sabe que a dieta em mui-
tas destas mulheres é pobre e deficiente em ingredientes crus. 
O efeito benéfico dos exercícios nos ossos é conhecido, por causa 
da estimulação contínua do suplemento sangüíneo aos ossos. Portan-
to, um regime saudável de exercícios com boa dieta, é recomendado 
como assistência natural para a saúde dos ossos e um bom sistema 
cardiovascular. Especialmente a inclusão da vitamina C é recomenda-
da, como também adição de cálcio para a saúde óssea. É apenas deste 
tipo de dieta que a maioria das mulheres necessita. Para as outras, 
terapia hormonal de reposição durante curtos períodos pode ser de gran-
de valia. [Referência: Hormone Replacement Therapy - breast versus 
heart versus bone. Editorial no New England Journal of Medicine , 1995, 
332 (24), 1638-9.] 
Terapia hormonal de reposição e controle de fertilidade 
Apesar de a THR provavelmente impedir a concepção na maioria 
do tempo, não tem sido recomendado como contraceptivo confiável. A 
dosagem é mais baixa que os hormônios na Pílula, mas eles afetam o 
sistema reprodutor do mesmo modo. 
Aqueles que são dedicados ao planejamento familiar natural e ao 
uso do Método de Ovulação Billings, devem manter um registro diário e 
aplicar as Regras dos Primeiros Dias, após a identificação do padrão 
sem mudanças (PB de 1). O estrogênio, muitas vezes administrado como 
Premarin, estimula a secreção do muco da cérvix e também às vezes 
sangramento endometrial. Esses episódios podem ser vistos como mu-
dança a partir do PB de 1 e nestas mudanças, as Regras dos Primeiros 
Dias devem ser aplicadas. O padrão pode sofrer mudanças rápidas. ~r 
Registro 11 . 
Estrogênio não é prescrito sem progesterona, em mulheres com 
útero. 
11 
1 
O Método de Ovulação Billings após a suspensão de medicação 
contraceptiva 
Um componente importante do ensinamento do Método de Ovula-
ção Billings é a restauração para a saúde reprodutiva e fertilidade após 
o uso da Pílula contraceptiva, especialmente em casais que querem um 
filho. 
Entender a ação da Pílula contraceptiva sobre o sistema reprodutivo 
da mulher na sua prevenção de nascimentos facilita a avaliação da in-
formação que a mulher registra, notadamente pelo estudo do seu pa-
drão de muco. O registro mostrará quais as possibilidades para ela con-
ceber, com o passar do tempo e quando os sinais da sua fertilidade e 
saúde retornam. 
Progestogênios sintéticos têm sido relatados na interferência com 
o mecanismo ovulatório: O efeito do Levonorgestrel, incorporado nos 
DIUs, tem sido estudado e foi encontrada alteração do desenvolvimento 
do folículo e sua ruptura, resultando em cistos foliculares e folículos 
luteinizados sem ruptura. Também havia alteração das propriedades 
químicas e físicas do muco cervical e alteração do endométrio, impedin-
do a implantação do embrião. [Referência: I Barbosa et al. Ovarian 
function after seven years' use of a levonorgestrel IUD. Advances in 
Contraception, 1995, 11 (2): 85-95.] 
Nas implantações para controle da fertilidade, se usa Levonor-
gestrel. 
Entendendo as ações destes hormônios sintéticos e estudando o re-
gistro das observações da mulher, é possível ver as evidências destes 
efeitos durante algum tempo após sua suspensão. 
Podem ser vistos no Registro: 
-Após o Ápice, pode haver uma fase lútea curta, indicando ovula-
ção imperfeita e formação de corpo lúteo pobre. 
-Ausência ou desarranjo do padrão de muco fértil típico em mu-
dança, indicando uma ovulação inadequada ou uma produção inadequada 
de muco ou ambos. 
- Um padrão de muco sem mudança (PB de I), mesmo na presen-
ça de uma ovulação determinada por indicador hormonal, p. ex., a tem-
46 
peratura corporal basal ou análise hormonal (Monitor Ovariano). '\tér 
Registro 16. 
- Um sangramento menstrual pobre após uma ovulação. 
- Um sangramento pré-ovulatório irregular e "spotting" ou mancha 
de sangue, na fase lútea. 
Gradativamente, após um tempo variável (meses ou anos), após a 
suspensão da Pílula, os sinais da recuperação podem ser vistos à medi-
da que a fertilidade da mulher retorna. A recuperação às vezes é incom-
pleta, e a concepção se esquiva do casal. 
As Pílulas de baixa dosagem nem sempre impedem a ovulação da 
mulher, mas um sangramento irregular pode continuar. A Pílula, às 
vezes, tem efeito importante na cérvix, causando atrofia das células 
produtoras do muco P e S no canal superior. Isso reduz ou elimina o 
muco necessário para a vitalidade dos espermatozóides e seu trans-
porte. Quanto maior tempo a mulher usa a Pílula, tanto maior será o 
dano (Odeblad). 
Supercrescimento das células produtoras do muco G no canal 
cervical inferior leva à produção de muco espesso, que bloqueia a entra-
da dos espermatozóides e também pode ser responsável pela erosão da 
abertura externa da cérvix, com conseqüente secreção. 
A fisiologia vaginal também é afetada pela Pílula. 
Normalmente após a ovulação, há liberação do manganês pelas 
bolsas de Shaw, localizadas ao redor da uretra, em resposta aos níveis 
elevados da progesterona. O resultado é secura do muco à medida que 
este vai passando através da vagina. Esse mecanismo muitas vezes é 
afetado pela Pílula, impedindo a reabsorção dos líquidos vaginais. A 
mulher mantém conseqüentemente uma secreção aguada e fina, cons-
tante. Deste modo, ela perde gradativamente muita proteína e pode 
aparentar magreza e parecer doente. 
Em muito poucos casos, o muco torna-se excessivamente seco na 
parte inferior da vagina, devido ao efeito da Pílula no epitélio vaginal, 
causando falha no sincronismo entre a liberação do manganês e as mu-
danças do padrão fértil do muco. Quando isso ocorre, a mulher não con-
segue mais detectar a presença do muco. O distúrbio do mecanismo de-
licado do manganês-muco tem sido implicado em casos onde a mulher 
não consegue detectar o início do sintoma do muco.Isso ocorre em cerca 
de 1a2 mu1heres em 1.000 casos pós-Pílula (Odeblad). 
É dada ênfase à importante técnica do ensinamento em alertar as 
mulheres para as mínimas mudanças de sensação na vulva. Aos poucos, 
após a suspensão da Pílula, estas anormalidades desaparecem e a saú-
de e a fertilidade da mulher geralmente retornam ao normal, com evi-
dência de padrão fértil normal do muco da fertilidade. 
O relacionamento do casal 
O ato físico do coito, além de ser uma fonte de uma nova vida, deve-
ria ser uma fonte de harmonia e conforto no relacionamento entre um 
homem e sua esposa. Ao contrário, quantas vezes não é fonte de medo e 
resistência por parte da mulher e fonte de frustração, raiva e agressão 
por parte do marido? Isso muitas vezes leva ao uso egoísta da mulher 
por parte de seu esposo, que não se importa com as sensibilidades da 
mulher a respeito do seu valor como mulher, esposa e mãe. 
47 
Durante o ensino do Método de Ovulação Billings, um conhecimen-
to simples mas vital está sendo fornecido, e, com a sua prática, uma 
segurança e um novo senso de dignidade pessoal é adquirido por ambas 
as partes. Agora que a mulher tem aprendido a acreditar em si mesma, 
ela adquire respeito por si própria. Conseqüentemente, ela pode exigir 
ou esperar respeito por parte de seu esposo, que também, a esta altura, 
está bem-informado. Ambos desfrutam agora do controle da sua fertili-
dade com segurança. Usando este conhecimento com um comportamen-
to racional, o marido demonstra o seu autocontrole, o quanto ele merece 
confiança como marido fiel e, também, uma apreciação profunda de sua 
esposa. Juntos, eles aprendem a se amar um ao outro, no que a natureza 
humana tem de melhor. 
É este amor inabalável que será a sua defesa durável contra todas 
as dificuldades que poderão surgir durante a vida. É esta solidariedade 
no amor que fornece à prole tanto uma segurança acima de qualquer 
preço, quanto uma herança e visão para o seu próprio futuro e àquele de 
seus próprios filhos. 
Ili. APÊNDICES 
Apêndice 1. Hormônios hipofisários e ovarianos do ciclo reprodutor da mulher. Por J. B. Brown, D.Se. 
A ovulação - a liberação do óvulo pelo ovário - é o evento mais 
importante do ciclo fértil; ocorre somente uma vez num momento espe-
cífico.durante o ciclo, mesmo quando há liberação de mais de um óvulo. 
O mecanismo ovulatório também produz os dois hormônios ovarianos, 
estradiol e progesterona. O estradiol é produzido somente pelo folículo 
em desenvolvimento, antes da ovulação: ele estimula as glândulas da 
cérvix para secretar um tipo específico de muco (o "muco com caracterís-
ticas férteis") que é essencial para a passagem dos espermatozóides atra-
vés da cérvix para alcançar o óvulo. O estradiol também estimula o cresci-
mento do endométrio revestindo o útero. Após a ovulação, a progesterona 
e o estradiol são produzidos pelo corpo lúteo, que é formado a partir do 
folículo rompido. Esta progesterona causa a mudança abrupta no muco 
que ocorre imediatamente após a ovulação, definindo o sintoma Ápice. A 
progesterona também prepara o endométrio, já preparado pelo estro-
gênio, para a implantação do óvulo fertilizado. Na ausência da gravidez, 
a produção de estradiol e progesterona começa a diminuir, aproximada-
mente 7 dias após a ovulação e isto resulta na descamação do endométrio 
como sangramento menstrual 11 a 16 dias após a ovulação. O Método de 
Ovulação Billings utiliza as mudanças na produção do muco cervical, 
tal qual são observadas pela própria mulher, para identificar os eventos 
subjacentes do ciclo ovulatório. 
As mudanças cíclicas da atividade ovariana são controladas pela 
secreção de dois hormônios, pela glândula hipofisária, o hormônio folículo 
estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). A produção destes 
hormônios por sua vez é controlada por uma área do cérebro chamada 
hipotálamo. O hipotálamo funciona como um computador, analisando 
os sinais nervosos a partir de outras áreas do cérebro, incluindo aquelas 
produzidas por emoções e por fatores ambientais, tais como a luz e a 
escuridão; também analisa sinais hormonais, produzidos pelos ovários e 
outras glândulas endócrinas e conduzidas pela corrente sangüínea. 
O ciclo ovariano segue por uma série de eventos bem ordenados 
(ver RegistroAl). Durante a última metade do ciclo anterior, a alta pro-
dução de estradiol e progesterona, agindo via hipotálamo, suprime a 
produção de FSH e LH pela hipófise. A produção decrescente de estradiol 
e progesterona pelo corpo lúteo, no fim do ciclo, elimina esta supressão e 
48 
os níveis de FSH se elevam.Os folículos dentro dos ovários têm um li-
miar de requisito para o FSH, abaixo do qual nenhuma estimulação 
ocorr e. Inicialmente os níveis de FSH encontram-se abaixo deste limiar, 
porém estes se elevam aos poucos até ultrapassá-lo, após o qual um 
grupo de folículos é estimulado até o crescimento ativo. Vários dias de 
crescimento são necessários, antes de estes folículos iniciarem a produ-
ção de estradiol, que é secretado na corrente sangüínea e alcança o 
hipotálamo para produzir o sinal de que o limiar foi atingido. Também 
há um nível intermediário de produção de FSH que necessita ser supe-
rado, antes que um folículo seja finalmente impulsionado para sua ple-
na resposta ovulatória. Um nível máximo de produção de FSH não pode 
ser ultrapassado, a fim de evitar a estimulação de vários folículos e a 
ocorrência de múltiplas ovulações. Este nível máximo se situa aproxima-
damente apenas 20% acima do limiar, assim é essencial um controle 
preciso de retroalimentação, ou feedback, da produção do FSH, feedback 
este fornecido pela produção de estrogênios pelos folículos. 
À medida que o folículo dominante dispara até a ovulação, ele 
produz rapidamente quantidade crescente de estradiol. Este estradiol 
estimula a produção do muco cervical e também impede a produção do 
FSH, abaixo do nível do limiar, removendo assim o apoio requerido 
pelos folículos menores, que estão competindo na corrida para a ovula-
ção . A queda no FSH também induz o mecanismo de amadurecimento 
do folículo dominante, e o torna receptivo para a segunda gonadotropina 
hipofisária, o LH. Os altos níveis de estradiol também ativam o meca-
nismo de retroalimentação positivo, dentro do hipotálamo, que leva a 
hipófise a liberar uma onda maciça do LH. Esta onda de LH constitui 
o gatilho que inicia a ruptura do folículo (ovulação) aproximadamente 
37 horas após o início da onda do LH ou 17 horas após o seu pico. A 
produção ovariana de estradiol cai abruptamente durante este inter-
valo antes da ovulação. Após a ovulação, o folículo rompido se transfor-
ma no corpo lúteo e a produção do segundo hormônio ovariano, a 
progesterona, aumenta rapidamente junto com o estradiol. Esta 
progesterona causa a mudança abrupta nas características do muco 
cervical, que definirá o sintoma Ápice; sua queda no fim do ciclo causa 
o sangramento - a menstruação. 
o ·.: 
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Centros superiores do cérebro 
Hipotálamo 
Maturação folicular 
Menstruação 
(
Terceiro ventnculo 
Area pré-ot1ca 
~roemmênc1a mediana 
__. ..... ---
Fatores de liberação para a hipófise anterior via sistema portal 
Ovulação 
l 
Corpo lúteo 
1 Estradiol e Progesterona 
Glândula hlpolisária 
hormônios FSH e LH 
lnlluenciamoovárlo 
Ovário 
hormõnios ovarianos, 
estrogênio 
&Pfogesterona 
influenciam os órgãos 
reprodutivos 
Tu:1~v:!:'aj 
trompas ele Falópio) Útero 
"--+-'f- Endométrio 
=7'--\- '""'° 
- Cérvbl 
....+----~>-- Vagina 
Registro A 1. Correlação dos eventos hormonais no ciclo reprodutivo da mulher, com as anotações com selos (marrom, seco; amarelo, infértil) feitas pela própria mulher neste 
ciclo. (Segundo J.B. Brown) 
49 
Todos estes mecanismos descritos acima requerem períodos de tem-
po que são praticamente constantes em cada ciclo e em cada mulher. 
Todavia,a ascensão da produção do FSH até o limiar e os níveis inter-
mediários podem estar sujeitos a atrasos . Durante o ciclo normal de 28 
dias, o limiar é atingido aproximadamente no dia 5, mas em mulheres 
com ciclos muito longos, pode levar vários meses, até aproximadamen-
te 23 dias antes da próxima menstruação. Não ocorre nenhum desen-
volvimento folicular até que o limiar seja atingido, e, assim, a secreção 
de estradiol é muito pequena e não há produção de muco. A mulher 
experimenta uma sucessão de dias "secos" durante este período. Os 
valores de FSH aumentam eventualmente até ultrapassar o limiar e o 
desenvolvimento folicular se inicia, a menos que a mulher tenha atin-
gido a menopausa ou tenha amenorréia permanente. Durante o ciclo 
normal, o aumento na produção de FSH acima do limiar continua sem 
interrupção com ultrapassagem do nível intermediário, dentro de al-
guns dias, e o folículo dominante recebe suficiente estimulação para 
ser impulsionado até a ovulação, sendo que o intervalo de tempo entre 
a superação do limiar e a ovulação é de 7 a 10 dias. Contudo, a ascen-
são pode ser interrompida antes de superar o nível intermediário, dei-
xando os folículos permanecerem em estado de estimulação crônica. 
As quantidades de estradiol secretadas estabilizam-se em níveis infe-
riores àqueles do pico pré-ovulatório e são suficientes para estimular o 
muco cervical com características mais férteis, permanecendo neste 
estado enquanto os níveis de estradiol são constantes e até que o folículo 
50 
dominante seja impulsionado até a ovulação com níveis mais altos de 
estradiol. O estradiol estimula o endométrio uterino, podendo resul-
tar, com o passar do tempo, em sangramento de disrupção ou "break-
through". Isto é a causa habitual de sangramento intermenstrual ou 
"spotting" (mancha de sangue). Eventualmente, os mecanismos de retro-
alimentação, ou "feedback'', levam a um aumento dos níveis de FSH 
acima do nível intermediário, e a ovulação ocorrerá prontamente em 7 
dias. A anotação de dias "secos" ou sinais de muco durante a fase_pré-
ovulatória de ciclos prolongados é, na verdade, o registro dos níveis de 
FSH, que estão respe_çtivamente abaixo ou acima do limiar assim como 
a ausência ou presença de folículos com produçã_o _de estradiol. Uma 
vez que o folículo dominante tem sido impúlsionado para a ovulação, 
os eventos resultantes ocorrem dentro de seqüências fixas de tempo. A 
fase de impulso leva 3 dias, o tempo entre o pico de produção de estradiol 
e a ovulação leva '1,5 dia e o intervalo entre a ovulação e a próxima 
menstruação é de 11 a 16 dias. A redução deste último intervalo para 
menos de 11 dias denota um ciclo infértil e um prolongamento signifi-
ca gravidez. Os sintomas máximos da produção de muco com caracte-
rísticas férteis são observados no dia de pico de produção de estradiol 
que precede o sintoma Ápice do muco e a ovulação; a mudança rápida, 
após o sintoma Ápice do muco, ocorre muito perto do dia da ovulação e 
é devida à produção crescente da progesterona nesta época. O início do 
próximo sangramento menstrual, na ausência de gravidez, é altamen-
te previsível a partir destes eventos. 
Apêndice 2. Anatomia e fisiologia da cérvix 
A cérvix está situada entre a vagina e o istmo que conduz ao corpo 
do útero. Ela tem 25 mm de comprimento e encerra várias centenas de 
criptas (glândulas) revestidas por células que produzem um muco sob 
influência hormonal e neural, sendo liberado no canal cervical. 
Diferentes criptas secretam tipos diferentes de muco: G-, G+, L, Se 
P (segundo E. Odeblad). 
O istmo produz uma enzima sob forma de grânulos designados Z. 
51 
As várias funções das secreções regulam a fertilidade da mulher. 
A mulher reconhece a sua fertilidade observando as mudanças na sen-
sação e aparência na vulva, devido às várias combinações das secreções. 
O tipo de muco pode ser identificado microscopicaí:nente por meio 
de amostras do canal cervical, espalhadas numa lâmina de vidro e dei-
xadas para secar ao ar livre, sem cobrir com outra lâmina. 
Os diferentes tipos de mucos são identificados pelas formas carac-
terísticas de cristais. 
Mapa das paredes laterais da cérvix em mulher vi rgem de 20 anos de idade 
Grânulos Z no istmo 1 
O muco L é secretado por criptas encontradas em toda a extensão do canal 
cervical. Quando ressecado, ele forma cristais com ângulo reto em relação 
ao tronco central no padrão típico de samambaia. Ele dá apoio ao muco P 
e à formação em fios do muco S. O muco L atrai espermatozóides de baixa 
qualidade, eliminando-os e deixando somente os espermatozóides de alta 
qualidade que enchem as criptas S. Estas por sua vez são fechadas pelo 
muco L durante meio a 2 dias, durante os quais as criptas são não-
secretoras e os espermatozóides permanecem imóveis. 
Criptas de muco Pt foram identificadas recentemente no canal cervical. 
Elas produzem um muco de tipo lubrificante. provavelmente sob influência 
neural, que tem um papel durante o transporte do esperma. 
O muco G não mostra formação de cristais. Ele tem muitas células e 
faz parte do sistema imunológico, protegendo o sistema reprodutivo da 
mulher de infecções. Ele também tampa a cérvix durante a maior parte 
do ciclo, impedindo a entrada do esperma na cérvix, assim 
assegurando a infertilidade durante estas épocas. O muco G-, que 
ocorre antes do início da fase férti l, mostra uma estrutura entrelaçada 
maior que o muco G +, que desenvolve após a ovulação. 
------
O muco P é produzido nas criptas mais altas da cérvix. Quando 
cristalizado, ele produz as estruturas hexagonais características com 
cristais a 60 graus em relação ao tronco principal. Ele mostra uma 
organização parecida com as camadas de uma cebola, um pouco 
abaixo do istmo. Imediatamente antes da ovulação, o muco P atinge 4 a 
8 "lo do volume total do muco e, enquanto combina com as enzimas dos 
grânulos Z do istmo, produz um efeito liquidificante, especialmente no 
muco L. Este efeito produz liberação em ondas sucessivas dos 
espermatozóides 1rancados nas criptas, e estes podem assim continuar 
a sua viagem em direção ao óvu lo, transmitidos pelas unidades do 
muco P. O efeito liquidificante do muco P dissolve os fios dos mucos L e 
S, deixando uma sensação muito lubrificante na vulva durante o 
sintoma Ápice, às vezes sem a presença de muco visível. 
As criptas secretoras do muco S ocupam a metade superior da cérvix e 
seu padrão cristalizado mostra agulhas paralelas. O muco S está presente 
em formação parecida com fios no canal cervical. Está presente durante 
um número variável de dias antes e até 3 dias após a ovulação. O muco S 
providencia nutrição para os espermatozóides de alta qualidade e 
também canais para seu transporte até as criptas S. 
O muco F, liberado por células dispersas através 
-------- de toda extensão da cérvix, não tem função espe-
cial reconhecida. 
---------i· Junção do epitélio colunar e escamoso. 
O padrão médio da função cervical. Este é um exemplo da atividade diária da cérvix durante um ciclo médio. Toda mulher é capaz de interpretar as suas próprias observações na vulva. 
-6 
-6 
Os níveis dos estrogênios são baixos. A 
cérvix estreita está ocluída pelo muco G-. O 
esperma está mantido fora, dentro da 
vagina. O tempo de sobrevida do esperma é 
curto. A vulva está seca. A mulher está 
infértil . 
-5 
O nível dos estrogênios aumenta. O muco P 
liquidifica o muco espesso G- e, misturado 
com o muco L, sai da cérvix. As célu las 
espermáticas podem entrar agora dentro do 
útero. O muco atinge rapidamente a vulva, 
que não é mais seca e indica possível 
fertilidade. O padrão em mudança da 
fertilldade Inicia nesse momento. 
-4-3-2-1 
A ascensão dos estrogênios atinge um pico. 
Ourante estes dias, o muco G- diminui, o 
muco L aumenta, o muco S inicia e aumenta, 
o muco P ocorre novamente muito perto da 
ovulação. As mudanças no padrão fértil são 
observadas na vulva e são causadas pelas 
proporções em mudança dos diferentes 
tipos de mucos. Fios,devido à combinação 
dos mucos L e S, aparecendo 1 ou 2 dias 
antes do Ápice, podem desaparecer 
deixando somente uma sensação 
escorregadia na vulva. Isto é devido ao efeito 
liquidificante do muco P nos fios S e L. 
Fertilidade alta. 
A ovulação é Iminente. A cérvix tem atingido 
o desenvolvimento máximo para uma 
concepção. O nível dos estrogênios está alto 
e prestes a cair abruptamente. As condições 
são as mais favoráveis para a seleção e o 
transporte rápido do esperma de alta 
qualidade. A progesterona está iniciando a 
sua elevação. A vulva está escorregadia e 
inchada.Fertilidade máxima. 
+1+2+3 
O muco G + inicia a sua formação nas criptas 
mais baixas. Canais para o transporte dos 
espermatozóides estão presentes em números 
menores durante estes 3 dias. Já que a 
ovulação pode ocorrer nos dias O, + 1 ou +2 e 
que o óvu lo pode sobreviver durante até 24 
horas, a concepção é passivei até o quarto dia 
após o dia Ápice (O). A vulva agora está seca 
ou pegajosa. A vulva não está mais molhada 
ou escorregadia nestes 3 dias, não obstante a 
mulher ainda estar fértil. 
Registro A2. Anatomia cervical , função cervical e tipos de muco cervical durante um ciclo médio em mulher virgem de 20 anos de idade. (Segundo E. Odeblad) 
52 
Apêndice 3. O Método de Ovulação Billings: observações, registros e regras 
Observações do muco 
Um ciclo tem duração a partir do início de uma menstruação até a 
véspera da próxima. Ele pode ser curto ou longo. 
Durante o caminhar, uma mulher pode sentir quando inicia a mens-
truação. Ela se sente molhada na vulva. Quando ela olha, ela vê sangue. 
Da mesma maneira natural, ela sente a prêseilça do muco qu~ndo : 
este inicia e ela observa também quando há mudánÇas de vez em quàn~ 
do. A sensação e a aparência mudam. Os espermatozóides vivem dentro 
do muco. O muco informa à mulher quando ela pode ou não conceber. 
Um registro é feito cada noite de qualquer sangramento ou muco 
que tem sido observado durante o dia, dando especial atenção às sensa-
ções da vulva. 
O primeiro registro é feito durante 2 a 4 semanas enquanto não há 
nenhum contato genital. 
53 
·Fertilidade 
Para a mulher estar fértil, devem estar presentes: 
- Uma ovulação satisfatória com hormônios ovarianos adequados, 
tanto os estrogênios como a progesterona. 
- Esperma sadio. 
- Uma função cervical àdequada para produzi~ o muco, podendo 
garantir que espermatozóides sadios alcancem e fertilizem o óvulo. 
-Tubas uterinas ou de Falópio sadias, permitindo a passagem dos 
espermatozóides até o óvulo e também permitindo que o embrião (o bebê) 
atinja o útero. 
- Um endométrio sàdio para a implantação do embrião. 
- Harmonia emocional entre o casal também é essencial para o 
funcionamento normal do sistema reprodutivo da mulher. 
Tubos ovarianos 
(antigamente 
trompas de Falópio) 
útero 
Descamação do endométrio. Ovário em O esperma imi)Ossibilitado de entrar 
fase de repouso. Vulva molhada. dentro do ú:1ro.Morte do esperma 
Vulva seca. 
Ovário em atividade: a cérviK produz muco fluido e 
o tampão deixa a cérvix permitindo que a entrada 
do esperma seja possível. Vulva não mais seca. 
ÁPICE. ,.. 
Fertilidade 
máxima.A 
vulva sen- Esperma alcança o óvulo na 
te-se hcha- tuba. O endométrio se prepa-
da, macia, rapara uma gravidez. A vulva 
escorre- não está mais molhada ou 
gadia. 
Fertilização 
,,,~~'(Jj 
orpo u eo por tampão r~ 
~:~7r~~ ~ia 4 ~ JJ 
após o Ápice. 
r~1111 
Moeo pogajMo (am'acoio oom ~S~oo~o (~ma_:::<eo~m~,;m::::p_::l"~i º~"'~lgo_:_m_m_oeo-,--',riá~,.~, l•~m-'-.,,-,o-,im-pl_:_"_I ,.-ol-ldo_:_o=,,,=,,.=lo=-.,=,,6=,,=ma=-, ,-,.-ma-,-.,.--
bebê) seco (marrom com bebê). 
O registro diário. Observa-
ção/ Sensação/ Aparência. 
Regras para evitar 
a concepção 
Regras para engravidar 
Menstruação Molhado, sangramen!o 
(vermelho) I Seco, ~spotting• ou mancha 
desangue / Se111 mucosen1idoouvis10. 
Sangramento abundante obscurece o 
muco quando a ovulação é precoce. 
Esperar durante sangramento 
abundan1e 
Esperar durante sangramento 
abundante 
Seco, nada visto ou sentido (marrom 
simples) ou discreto, pouco muco 
visive!, igual dia após dia (amarelo 
simples) 
Mudança Não mais seco na vulva (branco com bebê)/ 
Mudança da sensação. Mudança da aparência. Úmido, 
escorregadio na vulva. Fios transparentes de muco podem 
aparecer, depois desaparecer. A vulva continua escorregadia. 
Padrão Básico de Infertilidade (PB de 1). Padrão fértil. Padrão em mudança 
Padrão sem mudança antes da fase 
lértil,deduraçãovariável. 
Noites alternadas são disponíveis para 1 Esperar sem contato genita-1 
relaçães sexuais quando há 
identificação do PB de 1 
1 
Noites alternadas somente durante 
PBde 1 
~-----------~--
Esperar até que o muco se torne escorregadio 
Não mais molhado ou escorre-
gadio. 
Fértil duran1e 3 dias após o 1 ~fértil, o óvulo está morto. 
Ápice, o esperma ainda pode 
penetrar. A ovulação ocorre 
somente emúnicodiado 
ciclono ÁpiceouDia 1 ou 
Dia 2 após o Ápice. 
~---------------------------
O coito é disponlvel até o início da mens1ruação 
escorregàdíáLe inchada e . 
Coito q~andÔ a vulva está 1 Re1a .• çoe . . - s oo_ .. ·XU~is liberadas . 
durante 3 di~ após o Ápice 
Registro A3. Resumo das observações, dos registros (marrom, seco; amarelo, infértil) e das regras do Método de Ovulação Billings. 
54 
Menstruação 
Início do próximo ciclo (vermelho) 
1 E•pem 
A ovulação às vezes ocorre antes do fim 
do sangramento. Muco escorregadio 
indica a melhor hora para a concepção. 
Este registro foi feito 
por um casal que ensina o 
Método de Ovu 1 ação 
Billings já há muitos anos. 
No lugar de selos, a mulher usa como 
símbolos uma flor vermelha durante a 
menstruação, um ramo seco nos dias de secura, 
um ramo com folhas verdes no início do muco e · 
uma linda flor para anotar o dia do Ápice, que é o 
dia mais fértil do ciclo significando uma criança 
para este povo. As folhas verdes continuando 
durante 3 (três) dias após o Ápice indicam 
fertilidade persistente. 
Após o uso do símbolo no cabelo durante o 
dia, a esposa o coloca num barbante e o pendura 
no batente da porta, a fim de que o seu marido o 
perceba na chegada à sua casa à noite. 
Este registro simples anota as observações 
essenciais, necessárias para regular a fertilidade, 
e reflete com fidelidade a fisiologia hormonal, 
cervical e vaginal, normal e complexa. 
ISBN 85-349-1326-9 
9 788534 913263

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