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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Compreensão E Interpretação De Texto
Ao ler, tomamos contato com textos dos mais variados tipos, sendo possível classificá-los de diversas
maneiras (poéticos, científicos, textos em verso e textos em prosa, políticos, religiosos etc).
Daí, tratar da classificação dos textos se revelará útil tanto para a leitura quanto para a produção de
textos.
I – Modos De Texto
Classificam-se os textos em Narrativos, Descritivos e Dissertativos, embora, na maioria das vezes,
não encontremos um texto em estado puro, já que o narrativo, o descritivo e o dissertativo podem
interpolar-se em um único texto.
a) Texto Narrativo: Relata as mudanças progressivas de estado que vão ocorrendo no tempo
(evolução cronológica) com as pessoas e as coisas. Nesse tipo de texto, existe uma relação de
anterioridade ou de posterioridade entre os episódios e os relatos.
De uma forma sucinta, podemos afirmar que predominam nos textos narrativos
a presença de verbos que indicam ação, advérbios temporais e conjunções temporais
sucessão temporal
o objetivo de relatar os fatos
tempos verbais: presente e pretérito-perfeito do Indicativo, isto é, tempos que expressam o fato que
ocorre no presente ou acontecido no passado, em uma sucessão temporal.
b) Texto Descritivo: Enquanto uma narração faz progredir uma história, a descrição consiste
justamente em interrompê-la, detendose em um personagem, um objeto – relatando suas
características – , em um lugar etc.
Os fatos reproduzidos numa descrição são simultâneos não existindo, portanto, progressão temporal
de um estado anterior para outro posterior.
Assim, podemos observar nos textos descritivos:
predominância de substantivos e adjetivos
ausência de passagem do tempo
o objetivo de identificar e qualificar os fatos
tempos verbais: o presente e o pretérito- imperfeito do Indicativo – tempos que indicam um fato
observado em um determinado momento do tempo.
c) Texto Dissertativo: Seu propósito principal é expor ou explanar, explicar ou interpretar idéias. Na
dissertação, expressamos o que sabemos ou acreditamos saber a respeito de determinado assunto;
externamos nossa opinião sobre o que é ou nos parece ser.
Observam-se nos textos argumentativos:
conectores relacionando argumentos
mecanismos de coesão
ausência da sucessão do tempo
objetivo de discutir, informar ou expor idéias
presença de opiniões e argumentos, com os verbos no Presente do Indicativo.
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Tipologia Textual (Modos De Texto) – Esquema
INTENÇÃO DO AUTOR EVOLUÇÃO CRONOLÓGICA
NARRATIVO Relatar acontecimento. SIM. Antes e depois. Marca
fundamental.
DESCRITIVO Caracterizar NÃO. Tempo congela. Fatos
ocorrem ao mesmo tempo.
DISSERTATIVO Discutir, abstrair, discorrer,
conceituar. Não Descreve.
Não é relevante.
Exercícios De Fixação
I) Identifique Os Modos De Organização Discursiva Dos Seguintes Trechos:
1- Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de quase
tumulto típico dessa hora. De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona
opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, insuficientes para substituir a
iluminação anterior.
2- Eis São Paulo às sete da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas, pedestres
apressados se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das
mesas. Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios.
3- As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são
reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço
que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam
afetados: o trânsito é lento; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação
de serviços, ineficazes.
II – Tipos de Texto
1) Informativo: Informar, veicular conhecimento que o leitor desconhece. É mais específico do
que expositivo. Exs: jornal, bula de remédio, etc. (*) Tem por marcas lingüísticas freqüentes a
clareza e a precisão. Procura meios de atrair a atenção do leitor para o que é veiculado. Traz
implícita a idéia de que o conteúdo do texto é de interesse dos leitores.
2) Didático: Ensinar, também são informações que o leitor desconhece. Ex: livros didáticos.
3) Expositivo: Expõe o que se sabe, sem opinar. Ex: questões discursivas em concursos
públicos.
4) Opinativo: Também chamado de Argumentativo. Diferente do expositivo. Há a colocação da
opinião do autor. Ex: os editoriais dos jornais.
5) Polêmico: Neste texto aparecem, ao menos, dois pontos de vista sobre um assunto. Ex.:
artigos que tratam de temas polêmicos – aborto, o sistema de reserva de quotas para negros
nas universidades etc.
6) Injuntivo: Tem por objetivo instruir em vista de uma ação. Ex: manuais.
Enunciados De Tipologia Textual
A seguir, os enunciados mais comuns de provas de concursos públicos sobre o assunto:
―O texto deve ser classificado de forma mais adequada...‖; ―Os textos narrativos/ informativos/
didáticos caracterizam-se por...‖; ―O texto lido poderia ser classificado como...‖; ―Quanto ao modo de
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organização do discurso, pode-se afirmar que o texto lido é...‖; ―O texto lido deve ser considerado
prioritariamente como...‖; ―A finalidade principal desse texto é a de...‖; ―O objeto maior do texto é...‖,
entre outros.
Tipologia Textual – Provas
►Quanto aos modos e tipos de textos, julgue os itens a seguir: TEXTO 01
O Construtor De Pontes
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um rio, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia
mudado. O que começou com um pequeno mal-entendido finalmente explodiu numa troca de
palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu
baterem à sua porta.
— Estou procurando trabalho, disse um forasteiro. Faço trabalhos de carpintaria. Talvez você tenha
algum serviço para mim.
— Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do rio? É do meu vizinho. Na realidade
é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira
ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
— Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo,
trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca,
uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou
enfurecido e falou:
— Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei! Mas as surpresas não
pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de 31 braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
— Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. De
repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se,
emocionados, no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho preparou-se para partir, com sua caixa de ferramentas.
— Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
Porém o carpinteiro respondeu:
— Eu gostaria, mas tenho outras pontes a construir...
1. O texto é essencialmentenarrativo, apesar de o parágrafo inicial ter passagem descritiva.
Texto 02
A Santa Cruz Da Estiva
No final do século passado, existia, rodeada por pequeno cemitério, outra igrejinha próxima ao local
onde hoje está erguida a Capela de Santa Cruz da Estiva. Junto à estrada que passa diante da
Capela, residia, então, um humilde lavrador que trabalhava as terras, auxiliado por sete filhos.
Rapagões fortes e destemidos, eram o orgulho do pai.
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Foi quando surgiu a febre amarela, ceifando vidas sem piedade. Por ironia, ela foi levando um por um
os sete filhos do lavrador, deixando-o sozinho com sua dor.
Passada a epidemia, o desventurado buscou consolo em Deus. E se propôs, apesar de passar por
dificuldades econômicas, a construir uma Capela nova junto à antiga, pedindo ao Senhor amparo
para as almas de seus sete rapazes, conseguindo-lhes, assim, a absolvição dos pecados
possivelmente cometidos.
Obteve com seus rogos que a dona da fazenda fizesse a doação de uma faixa de terreno e, com os
amigos e conhecidos, acertou o empreendimento de um mutirão.
Assim foi construída a Capela de Santa Cruz da Estiva, segundo se diz por aí...
(Adaptação de lenda de autor desconhecido)
1) A lenda ―A Santa Cruz da Estiva‖, quanto ao modo de organização textual e à justificativa para a
classificação, pode ser considerada um texto:
A) narrativo, porque relata mudanças progressivas de personagens e coisas através do tempo
B) descritivo, porque transmite imagens positivas ou negativas dos elementos descritos
C) dissertativo, porque analisa e interpreta dados da realidade por meio de conceitos abstratos
D) poético, porque utiliza jogos de figuras de modo a ocultar uma visão de mundo subjetiva
Texto 03
―Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e
também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se
finara e os moradores tinham fugido. Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho.
Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho
cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um
bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento da cerca do curral. Trepou-se no
mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume dos urubus.
Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e
não quis acordá-los.‖
(Graciliano Ramos, apud Carreter e outros, 1963:29)
a) descritivo;
b) jurídico;
c) didático;
d) narrativo;
e) argumentativo.
Texto 04
Quando era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um
futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas
e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem
será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Todavia, o que faz um quadro não é a tinta:
são as idéias que moram na cabeça do pintor. As idéias dançantes na cabeça fazem as tintas dançar
sobre a tela. Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Não sabemos pensar. (...)
Minha filha me fez uma pergunta: ―O que é pensar?‖ Disse-me que essa era uma pergunta que o
professor de Filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro, por ter ido
diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a
resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O
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pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar
sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas
certas. Para isto existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas.
As respostas nos permitem andar sobre a terra firme, mas somente as perguntas nos permitem entrar
pelo mar desconhecido.
Rubem Alves. Ao professor, com o meu carinho. São Paulo: Verus Editora, 2004, p. 57-58.
1 O texto caracteriza-se como texto científico devido ao uso de dados comprovados e ao excesso de
trechos descritivos.
Texto 05
Violência No Campo
José Saramago
No dia 17 de abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado
dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras...), 155 soldados da
polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação
de camponeses que bloqueavam a estrada em ação de protesto pelo atraso dos procedimentos
legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária
na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que
alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria
mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado
dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas.
Passados três meses sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará, arvorando-se
a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte acusada, veio a público
declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legítima
defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou procedimento judicial contra três dos
camponeses, por desacato, lesões e detenção ilegal de armas.
O arsenal bélico dos manifestantes era constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura
mais ou menos manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras armas
de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados ilegais nas mãos daqueles
que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para comer e terra para trabalhar, encontraram pela
frente a polícia militarizada do tempo, armada de espadas, lanças e albardas. Ao contrário do que
geralmente se pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a história do
mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento
rude do povo.
1. O texto é mais adequadamente classificado como:
a) descritivo;
b) narrativo;
c) argumentativo;
d) expositivo;
e) informativo.
Texto 06
O Medo Social
Jurandir Freire Costa
No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada
por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma
senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovação dos
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que presenciaram a cena. Verídica ou não, a história é exemplar. Ilustra o que é a cultura da
violência, a sua nova feição no Brasil.
Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques à sua integridade física e
moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios
truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idéia de
que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão do mundo que nos
é transmitida. Cria a convicção tácita de que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema,
então, é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a
violência,tornando-a nosso cotidiano.
Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida
como o instrumento de escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que
as leis perderam o valor normativo e os meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse
vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo decisões privadas,
dissociadas de princípios éticos válidos para todos. O crime é, assim, relativizado em seu valor de
infração. Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da lei ou da moral, pois
conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da
violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a
ideais comuns, condição prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima.
1. ―No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi
assaltada por um adolescente...‖; a passagem do pretérito imperfeito para o pretérito perfeito marca a
mudança de:
A)um texto descritivo para um texto narrativo;
B)a fala do narrador para a fala do personagem;
C)um tempo passado para um tempo presente;
D)um tempo presente para um tempo passado;
E)a mudança de narrador.
2) O texto acima pode ser classificado, de forma mais adequada, como:
a) narrativo moralizante;
b) informativo didático;
c) dissertativo opinativo;
d) normativo regulamentador;
e) dissertativo polêmico.
Texto 07
Por ser uma versão continental dos Jogos Olímpicos, o Pan é o mais importante evento esportivo das
Américas, envolvendo 42 países e um número estimado de 5.500 atletas, o que possibilita o
intercâmbio técnico e a descoberta de novos talentos e recordistas. Com a transmissão ao vivo para
vários países, o Pan também é uma ótima oportunidade de exposição de marca para a PETROBRAS,
visto que atende à sua estratégia de internacionalização.
Além do aporte financeiro ao evento, a companhia deverá participar do dia-a-dia da Vila Pan-
Americana, promovendo shows diários na Zona Internacional da vila com artistas patrocinados pelo
Programa PETROBRAS Cultural. O apoio ao Pan tem ainda como finalidade contribuir para a
educação da juventude por meio da prática esportiva e dentro do espírito olímpico, que exige
dedicação, trabalho em equipe e solidariedade. A PETROBRAS é, historicamente, uma das
empresas que mais contribuem para o crescimento do esporte brasileiro. Em 2006, por exemplo, a
companhia investiu cerca de R$ 70 milhões em modalidades como automobilismo, surfe, futebol,
tênis e handebol.
Predomina no texto o tipo textual narrativo.
Texto 08
A maioria do público acredita que os produtos químicos utilizados no diaa-dia já foram
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exaustivamente testados e que seus criadores sabem exatamente como a natureza os receberá de
volta quando eles forem jogados em esgotos ou simplesmente caírem no solo. Infelizmente essa não
é toda a verdade.
Apesar dos inúmeros cuidados e métodos desenvolvidos para se avaliar o impacto ambiental dos
compostos químicos, a realidade é que é virtualmente impossível testar como cada um deles vai se
comportar na natureza. ―Leva um tempo muito grande para se estimar o destino ambiental dos
compostos químicos — a indústria produz novos químicos muito mais rapidamente do que eles
podem ser testados‖, diz o Dr. Victor de Lorenzo, pesquisador que desenvolveu, no Centro Nacional
de Biotecnologia da Espanha, um programa de computador capaz de prever com grande precisão
como um determinado composto químico se comportará na natureza, se ele irá se biodegradar ou
não. O destino dos compostos orgânicos no meio ambiente, dos mata-matos aos medicamentos, é
largamente decidido pelos micróbios. Esses organismos quebram alguns compostos diretamente em
dióxido de carbono (CO2), mas, outros produtos químicos permanecem no meio ambiente por anos,
absolutamente intocados.
O novo sistema desenvolvido por Lorenzo mostra como os microrganismos digerem os compostos
químicos.
Diante de uma formulação que não seja digerida, é emitido um alerta que poderá auxiliar as
autoridades a estabelecerem restrições ou até a proibir a comercialização do novo produto químico.
O programa, chamado BDPServer, foi disponibilizado gratuitamente na Internet.
1. O texto apresenta aspectos textuais que permitem classificá-lo como dissertativo-informativo.
Texto 09
O laudo médico-pericial é utilizado como prova técnica, devendo estar isento de tendências, vícios e
distorções — condição básica para atingir seu objetivo principal: descrever e interpretar fatos médicos
para a correta aplicação da justiça, cumprindo seu papel como um dos principais instrumentos de
garantia aos Direitos Universais do Homem.
Não importa se vítima ou agressor: o periciado tem o direito de ser visto e respeitado como homem,
sendo examinado em ambiente neutro, sem a presença de estranhos, devendo sentir-se seguro e
livre de coações. Enfim, contar com total liberdade para relatar sua versão dos fatos. Por sua vez, o
médico-legista deve exercer seu mister livre de constrangimentos, coações ou pressões de quaisquer
espécies, mantendo o respeito incondicional pelo homem.
Para deixar mais claro: a própria Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio de 2002, veda ao médico a
realização de exames médico-periciais de corpo de delito em seres humanos no interior dos prédios
e(ou) dependências de delegacias, seccionais ou sucursais de polícia, unidades militares, casas de
detenção e presídios. Proíbe, ainda, exames de corpo de delito em seres humanos contidos por
algemas ou por qualquer outro meio — exceto quando o periciado oferecer risco à integridade física
do médicoperito.
Como ficaria a posição do legista, trabalhando no interior de delegacias policiais, quartéis ou casas
de detenção, repleta de policiais, caso assistisse à violação dos direitos humanos? Seria uma simples
testemunha ou um perito médico, com obrigação legal de relatar os fatos? Um legista não é (e não
pode ser visto como) testemunha ou cúmplice dos fatos.
Nunca, jamais, devem acontecer ocorrências que levem o periciado a confundir a figura imparcial e
isenta do médico-legista (interessado na busca da verdade, por meio da prova técnica) com o
aparelho repressor do Estado. Sua função é descrever, por meio da observação atenta e minuciosa,
os fatos ocorridos, interpretando-os para a justiça, com seus conhecimentos de medicina.
1. A partir do texto, assinale a opção que resume, corretamente, a idéia do parágrafo
correspondente.
A) primeiro parágrafo – apresentação de função, característica e objetivo dos laudos médico-periciais.
B) segundo parágrafo – relato da necessidade de agressores e vítimas descreverem as versões dos
fatos, responsavelmente.
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C) terceiro parágrafo – narrativa sintética dos princípios da Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio
de 2002.
D) último parágrafo – argumentação imparcial em defesa da isenção dos médicos-legistas.
Texto 10
Entende-se que policial militar é um trabalhador que desenvolve um processo de trabalho peculiar.
Concebe-se também que o exercício de sua atividade caracterize uma profissão, na medida em que a
atividade policial é exercida por um grupo social específico, que partilha idéias, valores e crenças
comuns. Considera-se, ainda, a polícia como uma profissão pelo conjunto de atividades atribuídas
pelo Estado à organização policial para a aplicação da lei e a manutenção da ordem pública. Júlio
Consul, em A Polícia Militar — revelando sua identidade, afirma que o trabalho de policial militar se
caracteriza pela percepção, pelas expectativas e pela retórica para legitimar, entreo eu e o outro, nós
e eles, o atributo de profissão policial sob os auspícios das atividades que eles desenvolvem no seu
cotidiano laboral.
O trabalho do policial militar compreende tudo aquilo que o profissional utiliza na realização de sua
atividade. Essa atividade comporta o aspecto instrumental e o conhecimento técnico-operativo,
descritos a seguir. Instrumental: São os equipamentos utilizados e os aprestos. São as ferramentas
que dão suporte ao policial militar na realização de suas atividades, tais como: uniforme (a farda),
capa de chuva, armas (arma de fogo, cassetete e algemas), viaturas, rádios transceptores, apito,
coletes refletores, papel, caneta, telefone; instrumentos de prevenção: colete à prova de balas,
capacete de controle de tumulto.
Conhecimento técnico-operativo da profissão: É o saber adquirido no exercício profissional e o
conjunto de conhecimentos que o policial militar adquire por meio dos cursos de formação e
habilitação. Isso orientará sua maneira de agir. O policial utiliza ainda outros recursos que podem
contribuir para a efetividade de sua ação, como diálogos com a comunidade, palestras e orientações.
Em resumo, o papel da polícia é tratar de problemas humanos quando sua solução necessita ou
possa necessitar do emprego da força. Assim, para que o policial possa realizar o seu trabalho com
eficiência, é fundamental que aprenda a intervir-nos mais distintos espaços, de modo que exerça sua
autoridade como profissional dentro das prerrogativas que lhe conferem o poder de polícia, mas sem
abusar desse poder, de maneira arbitrária ou autoritária.
1.O último parágrafo do texto faz uma síntese das idéias do parágrafo inicial sem a elas acrescentar
informação alguma, o que evidencia a natureza narrativa.
Texto 11
Em sua posse no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o embaixador
Sérgio Amaral reafirmou o explícito entusiasmo de enfrentar o desafio de incrementar as exportações
brasileiras. Ficou claro para todos que ele expressava uma posição de governo, enfatizada pelo
presidente da República, em uma demonstração de que o espírito das autoridades federais está
inoculado pela causa e de que a compreensão do que significa uma ação coordenada, visando à
inserção do Brasil na economia internacional, começa a se disseminar. Entre outras coisas, o ministro
declarou: ―Nossa prioridade é o MERCOSUL‖.
O governo federal foca seus esforços no aumento das exportações brasileiras e na direção certa,
mas há uma agenda aguardando definições e atos, particularmente no que diz respeito aos juros –
que precisam ser reduzidos a patamares compatíveis com os praticados nos lugares do mundo onde
nossos concorrentes se financiam. Espera-se também uma maior disponibilidade de recursos nos
programas de fomento às exportações; uma reforma tributária, que é urgente; um aperfeiçoamento da
legislação trabalhista e é uma ampliação e melhoria da infra-estrutura nacional, principalmente no
setor de transportes. Esse conjunto de fatores -- - enquanto não definidos e implementados --- é que
torna as empresas brasileiras vulneráveis no jogo do comércio internacional. Mas a questão da
América do Sul merece uma análise especial.
Dinheiro é um facilitador das transações, mas não é a única forma de relação comercial. O mundo
moderno não pode menosprezar a sabedoria de nossos antepassados, que sobreviveram séculos
fazendo trocas. Um bom exemplo de alinhamento entre estratégias empresariais e apoio
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governamental, que resultou em uma equação, é o caso da Odebrecht em Angola: esta construtora
constrói a hidrelétrica de que o país africano necessita, e o governo angolano paga com petróleo,
produto abundante naquele país.
O fato é que existe um vasto mercado para exportação na América do Sul que não pode ser
desconsiderado. Politicamente, esse é o mercado do Brasil, e o Brasil é o mercado para sua
viabilização. O governo federal não deve fechar-se sobre o MERCOSUL. Precisamos assumir o papel
geopolítico de liderança em toda a América do Sul, até porque nossa condição diferenciada no
contexto mundial facilita a captação de capitais internacionais, para financiar, aqui, operações dessa
natureza. A infraestrutura de transportes, geração de energia e telecomunicações e as riquezas do
subsolo estão esperando por investimentos. Se não os fizemos, outros farão.
Emílio Odebrecht. Ícaro Brasil, nov/2001, p. 28-30 (com adaptações)
1. Aplicando conhecimentos acerca de tipologia, estrutura e organização de um texto em parágrafos,
julgue os itens a seguir, segundo as idéias desenvolvidas no texto.
2.
a) No primeiro parágrafo, fica explícita a disposição do governo em enfrentar o desafio do aumento
das exportações brasileiras, prioritariamente junto aos países que compõem o MERCOSUL.
b) No segundo parágrafo, alude-se à ampliação dos limites do mercado, de forma a abranger todo o
continente sul-americano, e levantam-se algumas estratégias de ação para viabilizar esse propósito:
redução dos juros, aumento da disponibilidade de recursos, reforma tributária, aperfeiçoamento da
legislação trabalhista e ampliação e melhoria da infra-estrutura de transportes.
c) O terceiro parágrafo, predominantemente narrativo, apresenta o ponto de vista do narrador acerca
do dinheiro, da sabedoria dos antepassados e das estratégias empresariais do governo africano para
com o petróleo.
d) O quarto parágrafo descreve o vasto mercado para a exportação da América do Sul, além do
MERCOSUL, o papel geopolítico de liderança brasileira na região sul-americana, a condição
diferenciada do Brasil no contexto mundial e a infra-estrutura brasileira de transportes, de geração de
energia, de telecomunicações e de tecnologia.
d) Nesse texto, eminentemente dissertativo, o autor discute o assunto do incremento das
exportações brasileiras na América do Sul, apresentando vários argumentos que teriam, em tese, o
intuito de fazer o leitor partilhar do seu ponto de vista, que está resumindo na última idéia do texto:
―Se não o fizermos, outros farão‖.
Texto 12
A globalização começou no dia em que um anônimo primitivo, em alguma parte do continente ainda
sem nome, movido por um sentimento de curiosidade, caminhou além dos limites conhecidos por sua
tribo e encontrou um grupo de desconhecidos, com o qual entabulou algum tipo de comunicação. A
partir daquele momento, os homens nuca mais pararam de caminhar, de olhar ao redor e de integrar-
se em um processo de globalização cada vez mais amplo.
Desde o final do século XV, com a invenção de novos equipamentos de navegação e as grandes
descobertas, esse processo se espalhou por todo o planeta, ao mesmo tempo em que aumentava a
influência européia no mundo. No século XIX, o telégrafo submarino reduziu o tempo com que as
informações, as ordens e as diversas decisões importantes chegavam a diversos lugares do mundo –
em pontos específicos, em quantidades limitadas e com alguma defasagem de tempo.
O processo atual de globalização se diferencia do iniciado há centenas de milhares de anos porque o
mundo se tornou um só e instantâneo. O conhecimento das informações, o acesso às coisas e a
influência do poder ficaram internacionais e chegam ao mesmo tempo em todas as partes.
Globalização é essa ―simultaneidade totalizante‖, que se instalou sem uma integração entre os
homens. Para surpresa de todos que observam o mundo global, a globalização torna iguais os seres,
não importa o grupo a que pertençam, mas faz com que dentro de cada grupo as pessoas sejam
mais diferentes entre elas do que no passado.
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Uma das maiores manifestações lingüísticas na fronteira entre os séculos XX e XXI é a idéia de
globalização como um processo de internacionalização. A globalizaçãoé um processo de
disseminação das idéias, da cultura e dos objetivos sociais dos Estados Unidos. No lugar de
globalização, há uma ameriglobalização.
A melhor prova disso é que esse país defende a abertura comercial, mas fecha suas fronteiras e
toma medidas protecionistas sempre que necessário.
Analisando a tipologia do texto e a síntese das idéias nele desenvolvidas, assinale a opção incorreta.
a) O primeiro parágrafo apresenta o mais remoto indício da globalização, título do texto, de forma
expositiva, sem haver posicionamento explícito do autor frente aos acontecimentos.
b) O segundo parágrafo mostra a evolução do processo, em uma retrospectiva histórica, desde o final
do século XV, tempo e, que a influência européia no mundo se fez marcante, até o século XIX,
quando as informações chegavam a diversos lugares do mundo ―em quantidades limitadas e com
alguma defasagem de tempo‖.
c) No terceiro parágrafo, o autor, de forma descritiva e privilegiando a apresentação do quadro global
em vários pontos do planeta, discorre a respeito do processo de total simultaneidade, instalada sem
uma integração entre os homens.
d) No quarto parágrafo, o autor desmistifica a visão corrente de que a globalização é um processo
neutro de internacionalização, exemplificando com a atuação da sociedade norte-americana perante
o mundo.
e) Em todo o texto predomina a estrutura dissertativa, por meio da qual o assunto é abordado, em
linguagem objetiva e referencial, obedecendo a um viés cronológico, do passado ao presente.
Coesão E Coerência
A crescente escassez de profissionais qualificados no mercado de trabalho doméstico está obrigando
a Companhia Vale do Rio Doce a lançar uma campanha global de recrutamento para arregimentar
pessoal especializado nos EUA, na Inglaterra, na Austrália e no Canadá. A previsão é de 62 mil
contratações nos próximos cinco anos.
O Estado de S.Paulo, 21/3/2008 (com adaptações).
1) Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o fragmento de texto acima.
a) Essa disputa se tornou tão acirrada que elevou o nível médio salarial. Um soldador, por exemplo,
hoje tem um ordenado inicial entre R$ 1,2 mil e R$ 2,1 mil. Nas escolas do SESI e do SENAC, os
formandos são disputados pelos empregadores.
b) Essa é a iniciativa mais audaciosa já tomada por uma empresa brasileira em matéria de oferta de
emprego, e é mais uma das conseqüências da globalização da economia.
c) Entretanto, com o extraordinário crescimento da produção industrial chinesa, nos últimos anos, o
preço das commodities no mercado internacional disparou, o que abriu caminho para a expansão dos
setores de mineração, siderurgia, petróleo e equipamentos de transporte pesado.
d) Desde então, as empresas mais competitivas desses setores criaram milhares de novos postos de
trabalho e, de forma cada vez mais agressiva, vêm disputando trabalhadores preparados para ocupá-
los.
e) Todas essas empresas vêm publicando anúncios em inglês, em busca de profissionais qualificados
de nível técnico superior. As empresas também vêm contratando trabalhadores aposentados e
procurando atrair profissionais qualificados da PETROBRAS.
Há cinco anos, sob o comando de George W. Bush, os Estados Unidos da América (EUA) invadiam o
Iraque. Já se mostrou à exaustão que a aventura foi uma catástrofe humanitária e um fracasso
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político que encalacrou o Pentágono numa ocupação militar sem perspectiva de solução. Verifica-se,
agora, que foi também um desastre financeiro.
Folha de S.Paulo, 20/3/2008 (com adaptações).
2. Assinale a opção em que o fragmento constitui continuação coesa e coerente para o texto acima.
a) Entretanto, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, calcula que a empreitada poderá sair por
assombrosos US$ 4 trilhões ou mais, dependendo de quanto tempo a ocupação durar.
b) Mas, agora que o país se encontra numa situação de déficit fiscal, a conta da guerra contribui para
a crescente desvalorização da moeda norte-americana, num movimento que dificulta o combate à
crise de crédito nos EUA e agrava suas repercussões globais.
c) Às vésperas da invasão, a Casa Branca estimava que gastaria algo entre US$ 50 bilhões e US$ 60
bilhões para derrubar Saddam Hussein e instalar um novo governo no país. Hoje, a conta está em
US$ 600 bilhões e continua subindo.
d) Avaliações mais conservadoras, como a do Escritório de Orçamento do Congresso, órgão que
municia o Poder Legislativo com informações técnicas, concluem que a ocupação não atingirá
efetivamente a economia norteamericana.
e) Portanto, nada indica que o próximo presidente dos EUA terá condições de colocar um fim rápido à
aventura. Fala-se em retirar as tropas até o fim de 2009. Isso, é claro, no melhor cenário. E o
problema é que, no Iraque, o melhor cenário nunca se materializa.
O conflito do Tibete, que se arrasta desde o século 13, requer solução pacífica pautada pelo signo da
não-violência. Invadida pela China em 1950, a província luta pela autonomia há cinco décadas.
Pequim resiste. Além de constante desrespeito aos direitos humanos, procede ao que o dalai-lama
denomina ―genocídio cultural‖ — sistemático esmagamento das tradições da região.
Com o controle dos meios de comunicação, as autoridades chinesas exercem violenta censura à
informação e à livre circulação de pessoas. A tevê só mostra imagens liberadas pelos
administradores locais. O mesmo ocorre com as notícias e certos sítios da Internet. Jornalistas e
turistas encontram as fronteiras fechadas.
Torna-se difícil, assim, avaliar as dimensões e as conseqüências dos protestos que eclodiram
recentemente. Pequim soma 13 mortos. Os tibetanos falam em mais de 100 e de centenas de prisões
de dissidentes. Suspeita-se, com razão, do incremento da repressão.
Correio Braziliense, 20/3/2008 (com adaptações).
03) Assinale a opção que apresenta as idéias principais do texto acima.
a) Pequim controla os tibetanos, que vivem sob censura, sem possibilidade de livre circulação em sua
própria região.
b) A tevê só mostra imagens liberadas pelos administradores locais, e as fronteiras estão fechadas
para turistas e jornalistas.
c) Para Pequim, houve treze mortos nos conflitos recentes; para os tibetanos, houve mais de cem
mortos e centenas de prisões de dissidentes.
d) A China procede a um genocídio cultural no Tibete, quando esmaga as tradições da região.
e) Embora haja controle dos meios de comunicação e das fronteiras, suspeita-se do aumento da
repressão no Tibete, que luta pela autonomia, pois é ocupado pela China há mais de cinqüenta anos.
4. Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo: Até aqui o
governo se dedicou a expor seu ponto de vista e começou a mover suas pedras no tabuleiro, a partir
de sua opção pela prioridade sulamericana e do Mercosul. Estabeleceu, em seguida, uma série de
pontes e alianças possíveis com a África e a Ásia, como aconteceu com o G21, na reunião de
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Cancun da OMC, e como está acontecendo nas negociações do G3, com a África do Sul e com a
Índia. Ou ainda, como vem ocorrendo nas novas parcerias tecnológicas com a Ucrânia, a Rússia, a
China, ou com os projetos infra-estruturais com a Venezuela, a Bolívia, o Peru e a Argentina.
a) Não há dúvida, porquanto, de que essas principais disputas giraram em torno das divergências
econômicas entre os Estados Unidos e o Brasil, em particular as negociações da OMC, FMI e ALCA.
b) O que se vê é a afirmação de uma nova política externa, ativa, presente, baseada no interesse
nacional brasileiro e na afinidade histórica e territorial do Brasil com o resto da América do Sul, bem
como na sua afinidade de interesses com os demais grandes países em desenvolvimento.c) E do outro lado, naquele momento, estarão os grupos econômicos e as forças sociais, intelectuais
e políticas que sempre lutaram por um projeto de desenvolvimento para o Brasil.
d) E aqui, não há como se enganar sobre as forças que esta batalha despertava, dentro e fora do
governo: de um lado estarão, como sempre estiveram, os grupos de interesse que defendem uma
relação subserviente com os Estados Unidos, em troca de uma acesso mais favorecido ao mercado
interno americano.
e) Orientando-se pelos interesses nacionais do povo e não apenas pelos interesses imediatos e
particulares do seu agrobusiness, e dos seus grupos financeiros defendidos e acobertados pela
retórica diletante e pela política escandalosamente subserviente dos ―diplomatas descalços‖.
5.Os trechos a seguir constituem um texto, mas estão desordenados. Ordeneos nos parênteses e
aponte a opção correta:
( ) A aguda crise social desdobrou-se, então, em quatro vertentes de alternativa política: o fascismo
italiano, o nazismo alemão, a social democracia sueca e o New Deal norte-americano.
( ) O desemprego é uma tragédia social com profundas implicações políticas.
( ) Um dado dessa natureza é importante, pois estabelece a conexão entre a crise social e o efeito
político-eleitoral.
( ) A esmagadora maioria dos eleitores nas últimas eleições apontava esse fenômeno como o mais
grave problema do país.
( ) Tal conexão apareceu pela primeira vez na História, claramente, há mais de 70 anos, nos
principais países capitalistas, na Grande Depressão.
a) 5, 1, 3, 2, 4
b) 3, 5, 1, 4, 2
c) 2, 4, 3, 5, 1
d) 4, 1, 3, 5, 2
e) 2, 1, 4 5, 3
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VOCABULÁRIO
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
Vocabulário
# Palavra Pronúncia Tradução
1 the dhâ o, a, os, as
2 of âv de
3 to tuu Para
4 and énd E
5 a â um, uma
6 in ên em, dentro
7 is ês é
8 it êt este
9 you yuu você
10 that dhét que, aquele
11 he rrii ele
12 was uós era, estava
13 for fór por, para
14 on ón em
15 are ar são, estão
16 with uêdh com
17 as és como, enquanto
18 I ai eu
19 his rrês seu
VOCABULÁRIO
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
20 they dhei eles
21 be bii ser, estar
22 at ét em
23 one uân um
24 have rrév ter
25 this dhês este
26 from frâm de
27 or ór ou
28 had rréd tinha
29 by bai por, em
30 hot rrat quente
31 word uâd palavra
32 but bât mas
33 what uót o-que
34 some sâm algum
35 we uii nós
36 can kén pode, lata
37 out aut fora
38 other âdhâr outro
39 were uâr eram, esavam
40 all ól todo
VOCABULÁRIO
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
41 there thér lá
42 when uen quando
43 up âp para-cima
44 use iuz usar
45 your yór seu
46 how rráu como, quão
47 said séd disse
48 an én um, uma
49 each iich cada
50 she shii ela
51 which uêtch qual
52 do duu fazer, mesmo
53 their thér seus
54 time taim tempo, hora
55 if êf se
56 will uêl vai, vontade
57 way uei caminho, jeito
58 about âbaut sobre, quase
59 many méni muitos
60 then dhên então
61 them dhêm deles
VOCABULÁRIO
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
62 write rait escrever
63 would uôd deveria
64 like laik como, gostar
65 so sôu assim, tão
66 these dhiiz estes
67 her rrâr dela
68 long lóng longo
69 make meik fazer
70 thing thêng coisa
71 see sii ver
72 him rrêm dele
73 two tuu dois, duas
74 has rrés tem
75 look lôk olhar
76 more mór mais
77 day dei dia
78 could côd poderia
79 go gôu ir
80 come câm vir
81 did dêd fez, mesmo
82 number nâmbâr número
VOCABULÁRIO
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83 sound saund som
84 no nou não
85 most moust mais, maior
86 people piipâl pessoas, povo
87 my mai meu
88 over ouvâr sobre, acima-de
89 know nou saber
90 water uóttâr água
91 than dhén que
92 call cól chamar
93 first fârst primeiro
94 who rruu que
95 may mei maio, pode
96 down daun baixo
97 side said lado
98 been bên sido, estado
99 now nau agora
100 find faind encontrar
101 any éni qualquer
102 new nuu novo
103 work uârk trabalho
VOCABULÁRIO
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
104 part part parte
105 take teik pegar
106 get ghét ficar
107 place pleis lugar
108 made meid feito
109 live lêv, laiv viver, vivo
110 where uér onde
111 after éftâr após
112 back bék atrás, costas
113 little lêttâl pequeno, pouco
114 only ounli somente
115 round raund redondo, rodada
116 man mén homem
117 year yiir ano
118 came keim chegado
119 show shou mostrar
120 every evri cada
121 good gôd bom
122 me mii me, eu
123 give ghêv dar
124 our ar nosso
VOCABULÁRIO
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125 under ândâr sob
126 name neim nome
127 very véri muito, absoluto
128 through thruu através-de
129 just jâst justo, só
130 form fórm forma, formulário
131 sentence sêntâns sentença
132 great greit ótimo, excelente, grande
133 think thênk pensar
134 say sei dizer
135 help rrêlp ajudar
136 low lou baixo
137 line lain linha, fila
138 differ dêfâr diferir
139 turn târn tornar, vez
140 cause cóz causa
141 much mâtch muito
142 mean miin meio, significar
143 before bêfór antes
144 move muuv movimento
145 right rait direito
VOCABULÁRIO
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
146 boy bói garoto
147 old ould velho
148 too tuu também
149 same seim mesmo
150 tell têl contar
151 does dâz faz, mesmo
152 set sêt conjunto, fixar
153 three thrii três
154 want uânt querer
155 air ér ar
156 well uel bem, poço
157 also ólsou também
158 play plei peça, tocar
159 small smól pequeno
160 end ênd fim, finalizar
161 put pôt por
162 home rroum casa
163 read riid ler, lido
164 hand rrénd mão
165 port pórt porto
166 large larj grande
VOCABULÁRIO
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
167 spell spêl soletrar, encanto
168 add éd adicionar
169 even iivân mesmo
170 land lénd terra
171 here rriir aqui
172 must mâst dever
173 big bêg grande
174 high rrai alto
175 such sâtch tal
176 follow falou seguir
177 act ékt ato, agir
178 why uai por-que
179 ask ésk pedir, perguntar
180 men mên homens
181 change tcheinj mudar
182 went uent foi
183 light lait leve, luz
184 kind kaind bom, tipo
185 off óf por, desligado
186 need niid precisar
187 house rraus casa
VOCABULÁRIO
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188 picture pêktchâr foto, filme
189 try trai tentar
190 us âs nos
191 again âghein de-novo
192 animal énâmâl animal
193 point point ponto
194 mother mâdhâr mãe
195 world uârld mundo
196 near niir perto
197 build bêld construir
198 self self próprio, ego
199 earth ârth terra
200 father fódhâr pai
201 head rred cabeça
202 stand sténd permanecer, de-pé, banca
203 own oun próprio
204 page peij página
205 should shôd deveria
206 country cântri país
207 found faund encontrado, fundar
208 answer énsâr resposta
VOCABULÁRIO
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209 school skool escola
210 grow grou crescer
211 study stâdi estudo
212 still stêl até, calmo
213 learn lârn aprender
214 plant plént planta, fábrica
215 cover câvâr cobrir
216 food fuud comida
217 sun sân sol
218 four fór quatro
219 between bituiin entre
220 state steit estado
221 keep kiip guardar
222 eye ai olho
223 never nevâr nunca
224 last lést último, durar
225 let let deixar
226 thoughtthót pensamento, pensado
227 city cêtti cidade
228 tree trii árvore
229 cross crós cruz, cruzar
VOCABULÁRIO
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230 farm farm fazenda
231 hard rrard duro
232 start start começar
233 might mait poder, poderia
234 story stóri estória, andar(prédio)
235 saw só viu, serra
236 far far longe
237 sea sii mar
238 draw dró arrastar, empate
239 left left esquerda, deixado
240 late leit tarde
241 run rân correr
242 don't dount não
243 while uail enquanto
244 press pres pressão, imprensa
245 close clous fechar
246 night nait noite
247 real riil real
248 life laif vida
249 few fiu alguns
250 north nórth norte
VOCABULÁRIO
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251 open oupân aberto
252 seem siim parecer
253 together tâghedhâr juntos
254 next next próximo
255 white uait branco
256 children tchêldrân crianças
257 begin bêghên começar
258 got gat ficado
259 walk uók andar
260 example igzémpâl exemplo
261 ease iiz facilitar
262 paper peipâr papel
263 group grup grupo
264 always óluêz sempre
265 music miuzêk música
266 those dhouz aqueles
267 both bouth ambos
268 mark mark marcar
269 often ófân muitas-vezes
270 letter lettâr letra, carta
271 until ântêl até
VOCABULÁRIO
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272 mile mail milha
273 river rêvâr rio
274 car car carro
275 feet fiit pés
276 care kér cuidado
277 second secând segundo
278 book bôk livro
279 carry kéri carregar
280 took tôk pego
281 science sains ciência
282 eat iit comer
283 room ruum cômodo, quarto
284 friend frend amigo
285 sight sait visão
286 began bêgén começado
287 idea aidiia idéia
288 fish fêsh peixe, pescar
289 mountain mauntân montanha
290 stop stap parar
291 once uâns uma-vez
292 base beis base
VOCABULÁRIO
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293 hear rriir ouvir
294 horse rrórs cavalo
295 cut cât cortar
296 sure shôr certo
297 watch uótch assistir, relógio
298 color câlâr cor, colorir
299 face feis rosto
300 wood uôd madeira
301 main mein principal
302 enough inâf bastante
303 plain plein plano, simples
304 girl gârl garota
305 usual iuzhuâl usual, comum
306 young yâng jovem
307 ready riidi pronto
308 above âbâv acima
309 ever evâr sempre, já
310 red red vermelho
311 list lêst lista
312 though thou apesar-de
313 feel fiiól sentir, sentimendo
VOCABULÁRIO
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
314 talk tók conversar
315 bird bârd pássaro
316 soon suun logo
317 body baddi corpo
318 dog dóg cachorro
319 family fémâli família
320 direct dârekt direto
321 pose pouz posição
322 leave liiv deixar
323 song sóng canção
324 measure mejâr medida
325 door dór porta
326 product pradâkt produto
327 black blék negro
328 short shórt curto
329 numeral nuumârâl numeral
330 class clés classe
331 wind uênd vento
332 question quéschân questão, pergunta
333 happen rrépân acontecer
334 complete câmpliit completo
VOCABULÁRIO
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335 ship shêp navio, embarcar
336 area ériiâ área
337 half rréf metade
338 rock rak roque, rocha
339 order órdâr ordem, pedido
340 fire fair fogo, incêndio, despedir
341 south sauth sul
342 problem prablâm problema
343 piece piis peça, pedaço
344 told tould contado
345 knew nuu sabido
346 pass pés passar
347 since sêns desde
348 top tap topo, principal
349 whole rroul inteiro
350 king kêng rei
351 space speis espaço
352 heard rrârd ouvido
353 best best melhor
354 hour aur hora
355 better bettâr melhor
VOCABULÁRIO
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
356 true truu verdadeiro
357 during duurêng durante
358 hundred rrândrâd cem
359 five faiv cinco
360 remember rimembâr lembrar
361 step step passo
362 early ârli cedo
363 hold rrould guardar
364 west uest oeste
365 ground graund terra, amolado
366 interest êntrâst interesse, juros
367 reach riitch alcançar
368 fast fést rápido
369 verb vârb verbo
370 sing sêng cantar
371 listen lêssân ouvir
372 six sêks seis
373 table teibâl mesa, tabela
374 travel trévâl viajar
375 less les menos
376 morning mórnên manhã
VOCABULÁRIO
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377 ten ten dez
378 simple sêmpâl simples
379 several sevrâl vários
380 vowel vaul vogal
381 toward tuuard para
382 war uar guerra
383 lay lei deitar, amador
384 against âghenst contra
385 pattern péttârn padrão
386 slow slou devagar
387 center centâr centro
388 love lâv amor, amar
389 person pârsân pessoa
390 money mâni dinheiro
391 serve sârv servir
392 appear âpiir aparecer
393 road roud estrada
394 map mép mapa
395 rain rein chuva
396 rule ruul régua, regra
397 govern gâvârn governar
VOCABULÁRIO
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398 pull pôl puxar
399 cold could frio
400 notice nottâs aviso
401 voice vois voz
402 unit iunât unidade
403 power pauâr poder, força
404 town taun municipal
405 fine fain bom, excelente
406 certain sârtân certo
407 fly flai voar, mosca
408 fall fól cair, queda, outono
409 lead liid levar, chumbo
410 cry crai choro, chorar
411 dark dark escuro
412 machine mâshiin máquina
413 note nout anotar
414 wait ueit esperar
415 plan plén plano
416 figure fêghiâr figura, imaginar
417 star star estrela
418 box baks caixa
VOCABULÁRIO
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419 noun naun substantivo
420 field fiild campo
421 rest rest resto, descanso
422 correct cârekt correto
423 able eibâl capaz
424 pound paund libra
425 done dân feito
426 beauty biutti beleza
427 drive draiv direção, dirigir
428 stood stud permanecido
429 contain cântein conter
430 front frânt frente
431 teach tiitch ensinar
432 week uiik semana
433 final fainâl final
434 gave gheiv dado
435 green griin verde
436 oh ou ó
437 quick quêk rápido
438 develop dêvelâp desenvolver
439 ocean oushân oceano
VOCABULÁRIO
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440 warm uórm quente
441 free frii livre, grátis
442 minute mênât minuto
443 strong stróng forte
444 special speshâl especial
445 mind maind mente, importar-se
446 behind bêrraind atrás
447 clear cliir claro
448 tail teil rabo
449 produce prâdus produção
450 fact fékt fato
451 street striit rua
452 inch êntch polegada
453 multiply mâltâplai multiplicar
454 nothing nâthêng nada
455 course córs curso
456 stay stei ficar
457 wheel uiil roda
458 full fôl cheio
459 force fórs força, forçar
460 blue bluu azul
VOCABULÁRIO
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461 object âbjêkt objeto
462 decide dêsaid decidir
463 surface sârfâs superficie
464 deep diip profundo
465 moon muun lua
466 island ailând ilha
467 foot fuut pé
468 system sêstâm sistema
469 busy bêzi ocupado
470 test test teste
471 record recârd recorde, gravar, registro
472 boat bout barco
473 common camân comum
474 gold gould ouro
475 possible pasâbâl possível
476 plane plein avião
477 stead sted local
478 dry drai seco
479 wonder uândâr admirar
480 laugh léf rir
481 thousand thauzând mil
VOCABULÁRIO
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482 ago âgou atrás
483 ran rén corrido
484 check tchek cheque, checagem
485 game gheim jogo
486 shape sheip forma
487 equate iiqueit equacionar
488 miss mês sentir, senhorita
489 brought brót trazido
490 heat rriit calor
491 snow snou neve
492 tire tair pneu, cansar
493 bring brêng trazer
494 yes yes sim
495 distant dêstânt distante
496 fill fêl encher
497 east iist leste
498 paint peint pintar
499 language lénguêj língua
500 among âmâng entre
501 grand grénd grandioso
502 ball ból bola
VOCABULÁRIO
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503 yet yet ainda, já
504 wave ueiv onda
505 drop drap gota
506 heart rrórt coração
507 am ém sou, estou
508 present prezânt presente
509heavy rrevi pesado
510 dance déns dança
511 engine enjân motor
512 position pâzêshãn posição
513 arm arm braço
514 wide uaid amplo
515 sail seil vela(navio)
516 material mâtiiriâl material
517 size saiz tamanho
518 vary véri variar
519 settle settâl estabelecer
520 speak spiik falar
521 weight ueit peso
522 general jenral general, geral
523 ice ais gelo
VOCABULÁRIO
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524 matter méttâr matéria, importar-se
525 circle sârkâl círculo
526 pair pér par
527 include ênclud incluir
528 divide dêvaid dividir
529 syllable sêlâbâl sílaba
530 felt feólt sentido
531 perhaps pârhépps talvez
532 pick pêk escolher, apanhar
533 sudden sâdân imprevisto
534 count caunt contar, contagem, conde
535 square squér quadrado, praça
536 reason riizân razão
537 length lenth comprimento
538 represent reprêzent representar
539 art art arte
540 subject sâbjêkt sujeito, assunto
541 region riijân região
542 energy enârji energia
543 hunt rrânt caçar
544 probable prabâbâl provável
VOCABULÁRIO
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545 bed bed cama
546 brother brâdhâr irmão
547 egg eg ovo
548 ride raid passeio
549 cell ceól cela, célula
550 believe bêliiv acreditar
551 fraction frécshân fração
552 forest fórâst floresta
553 sit sêt sentar
554 race reis raça, corrida
555 window uêndou janela
556 store stór armazém
557 summer sâmâr verão
558 train trêin trem, treinar
559 sleep sliip dormir
560 prove pruuv provar
561 lone loun só
562 leg leg perna
563 exercise eksârsaiz exercício
564 wall uól parede
565 catch kétch pegar
VOCABULÁRIO
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566 mount maunt monte, montar
567 wish uêsh desejo
568 sky skai céu
569 board bórd quadro
570 joy jói alegria
571 winter uênttâr inverno
572 sat sét sentado
573 written rêtân escrito
574 wild uaild selvagem
575 instrument ênstrâmânt instrumento
576 kept kept guardado
577 glass glés vidro
578 grass grés grama
579 cow cau vaca
580 job jáb trabalho, jó
581 edge ej canto
582 sign sain sinal
583 visit vêzât visita
584 past pést passado
585 soft saft macio
586 fun fân alegria
VOCABULÁRIO
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587 bright brait claro
588 gas ghés gás, gasolina
589 weather uedhâr tempo
590 month mânt mês
591 million mêliân milhão
592 bear bér urso, carregar
593 finish fênish fim, finalizar
594 happy rrépi feliz
595 hope rroup esperança
596 flower flauâr flor
597 clothe cloudh vestir
598 strange streindj estranho
599 gone gón ido
600 jump jâmp pular
601 baby beibi bebê
602 eight eit oito
603 village vêlâj vila
604 meet miit encontrar
605 root ruut raiz
606 buy bai comprar
607 raise reiz levantar
VOCABULÁRIO
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608 solve soulv resolver
609 metal mettâl metal
610 whether uedhâr se
611 push pôsh empurrar, iniciativa
612 seven sevân sete
613 paragraph pérâgréf parágrafo
614 third thârd terceiro
615 shall shél vai
616 held rreld guardado
617 hair rrér cabelo
618 describe dêcraib descrever
619 cook côk cozinhar
620 floor flór chão, derrotar
621 either aidhâr um, ou outro, também
622 result rêzâlt resultado
623 burn bârn queimar
624 hill rrêl colina
625 safe seif seguro, cofre
626 cat két gato
627 century centri século
628 consider cânsêdâr considerar
VOCABULÁRIO
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629 type taip tipo, datilografar
630 law ló lei
631 bit bêt pouco, broca
632 coast coust costa, litoral
633 copy capi copiar
634 phrase freiz frase
635 silent sailânt silencio
636 tall tól alto(pessoa)
637 sand sénd areia
638 soil sóil solo
639 roll rôl giro, lista
640 temperature temprâchâr temperatura
641 finger fêngâr dedo
642 industry êndâstri indústria
643 value véliu valor
644 fight fait luta
645 lie lai deitar, mentir
646 beat biit bater
647 excite iksait instigar
648 natural nétchârâl natural
649 view viu vista
VOCABULÁRIO
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650 sense sens sentido
651 ear iir orelha, espiga
652 else els outro
653 quite quait muito
654 broke brouk quebrado
655 case keis caso, embalagem
656 middle mêdâl meio
657 kill kêl matar
658 son sân filho
659 lake leik lago
660 moment moumânt momento
661 scale skeil escada, escala, escama
662 loud laud alto(som)
663 spring sprêng primavera, mola
664 observe âbzârv observar
665 child tchaild criança
666 straight streit reto
667 consonant cansânânt consoante
668 nation neishân nação
669 dictionary dêkshânâri dicionário
670 milk mêlk leite
VOCABULÁRIO
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671 speed spiid velocidade
672 method méthâd método
673 organ órgân órgão
674 pay pei pagar
675 age eij idade
676 section sekshân seção
677 dress dres vestido
678 cloud claud nuvem
679 surprise sârpraiz surpresa
680 quiet quait quieto
681 stone stoun pedra
682 tiny taini minúsculo
683 climb claim escalar
684 cool cuul frio
685 design dêzain desenho
686 poor pôr pobre
687 lot lót muito, lote
688 experiment eksperâmânt experimento
689 bottom battâm baixo
690 key kii chave
691 iron airn ferro
VOCABULÁRIO
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692 single sêngâl só, solteiro
693 stick stêk vareta, fincar
694 flat flét achatado, plano
695 twenty tuenti vinte
696 skin skên pele
697 smile smail sorriso
698 crease criis ruga
699 hole rroul buraco
700 trade treid comércio
701 melody melâdi melodia
702 trip trêp viajar, passeio
703 office afâs escritório, função
704 receive riciiv receber
705 row rou remar, fila
706 mouth mauth boca
707 exact igzéct exato
708 symbol sêmbâl símbol
709 die dai morrer
710 least liist menos
711 trouble trâbâl preocupação
712 shout shaut gritar
VOCABULÁRIO
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713 except êkscept exceto
714 wrote rout escrito
715 seed siid semente
716 tone toun tom
717 join join juntar
718 suggest sâgjest sugerir
719 clean cliin limpo
720 break breik quebrar
721 lady leidi dama
722 yard yard jarda, quintal
723 rise raiz levantar
724 bad béd mal
725 blow blou assoprar
726 oil oil óleo, petróleo
727 blood blâd sangue
728 touch tâtch tocar
729 grew gruu crescido
730 cent cent centavo
731 mix mêks mistura
732 team tiim grupo
733 wire uair arame
VOCABULÁRIO
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734 cost cóst custo
735 lost lóst perdido
736 brown braun marrom
737 wear uér usar
738 garden gardân jardim
739 equal iiquâl igual
740 sent sent enviado
741 choose tchuuz escolher
742 fell fel caido
743 fit fêt ajustado
744 flow flou correr, corrente
745 fair fér feira, claro
746 bank bénk banco
747 collect câlect recolher, pagar
748 save seiv salvar
749 control cântroul controle
750 decimal dêsêmâl decimal
751 gentle jentâl gentil
752 woman uômân mulher
753 captain képtân capitão
754 practice précttâs prática
VOCABULÁRIO
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755 separate sepârât separado
756 difficult dêfêcâlt difícil
757 doctor dactâr doutor
758 please pliiz por-favor, agradar
759 protect prâtect proteger
760 noon nuun meio-dia
761 whose rruuz cujo
762 locate loukeit localizar
763 ring rêng anel, tocar
764 character kérêktâr caráter, personagem
765 insect ênsect inseto
766 caught cót pego
767 period pêriiâd período
768 indicate êndêkeit indicar
769 radio reidiiou rádio
770 spoke spouk falado, raio
771 atom étâm átomo
772 human rriumân humano
773 history rrêstâri história
774 effect êfect efeito
775 electric êlektrêk elétrico
VOCABULÁRIO
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776 expect ikspekt esperar
777 crop crap colheita
778 modern madârn moderno
779 element elêmânt elemento
780 hit rrêt acertar
781 student stuudânt estudante
782 corner córnâr esquina
783 partyparty partido, festa
784 supply sâplai suprir
785 bone boun osso
786 rail reil grade, trilho
787 imagine êmédjân imaginar
788 provide prâvaid fornecer
789 agree âgrii concordar
790 thus dhâs assim
791 capital képêtâl capital
792 won't uount não-vai
793 chair tchér cadeira
794 danger deindjâr perigo
795 fruit fruut fruta
796 rich rêtch rico
VOCABULÁRIO
39 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
797 thick thêk grosso
798 soldier souldjãr soldado
799 process prouces processo
800 operate apâreit operar
801 guess ghes adivinhar
802 necessary nesâséri necessário
803 sharp sharp agudo, sustenido
804 wing uêng asa
805 create crieit criar
806 neighbor neibâr vizinho
807 wash uósh lavar
808 bat bét morcego, bastão
809 rather raadhâr de-preferência
810 crowd craud multidão
811 corn córn milho
812 compare câmpér comparar
813 poem pouêm poema
814 string strêng corda
815 bell beól sino
816 depend dêpend depender
817 meat miit carne
VOCABULÁRIO
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818 rub râb esfregar
819 tube tuub tubo, tv
820 famous feimâs famoso
821 stream striim corrente
822 fear fiir medo, temer
823 thin thên fino, magro
824 triangle traiéngâl triângulo
825 planet plénât planeta
826 hurry rrâri pressa
827 chief chiif chefe
828 clock clak relógio
829 mine main meu, mina
830 tie tai amarrar
831 enter enttâr entrar
832 major meidjâr maior, major
833 fresh fresh fresco
834 search sârtch buscar
835 send send enviar
836 yellow yelou amarelo
837 gun gân arma
838 rose rouz rosa, levantado
VOCABULÁRIO
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839 allow âlau permitir
840 print prênt imprimir
841 dead ded morto
842 spot spat ponto
843 desert dêzârt deserto
844 suit suut terno
845 current cârânt atual
846 lift lêft levantar
847 continue cântêniu continuar
848 block blak bloco
849 chart tchart gráfico
850 hat rrét chapéu
851 sell sel vender
852 success sâkses sucesso
853 company câmpâni companhia, empresa
854 subtract sâbtréct subtrair
855 event ivent evento
856 particular partêkiâlar especial
857 deal diil negócio
858 term târm termo, período
859 opposite apâzât oposto
VOCABULÁRIO
42 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
860 wife uaif esposa
861 shoe shuu sapato
862 shoulder shouldâr ombro
863 spread spred espalhar
864 arrange âreindj arranjar
865 camp kémp campo
866 invent ênvent inventar
867 cotton catân algodão
868 born bórn nascido
869 determine dêtârmân determinar
870 quart quórt quarto(medida)
871 nine nain nove
872 truck trâk caminhão
873 noise nóiz barulho
874 level levâl nível
875 chance tchéns chance, acaso
876 gather ghédhâr juntar
877 shop shap loja
878 stretch stretch alcance
879 throw throu arremessar
880 shine shain brilhar
VOCABULÁRIO
43 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
881 property prapâtti propriedade
882 column calâm coluna
883 molecule malêkiul molécula
884 select sêlect selecionar
885 wrong róng errado
886 gray grei cinza
887 repeat rêpiit repetir
888 require rêquair exigir
889 broad bród amplo
890 prepare prêpér preparar
891 salt sólt sal
892 nose nouz nariz
893 plural plôrâl plural
894 anger éngâr raiva
895 claim cleim clamar
896 continent cantânânt continente
897 oxygen aksêdjân oxigênio
898 sugar shuugâr açúcar
899 death deth morte
900 pretty prêti belo, muito
901 skill skêl habilidade
VOCABULÁRIO
44 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
902 women uêmân mulheres
903 season seezân estação
904 solution sâlushân solução
905 magnet mégnât imã
906 silver sêlvãr prata
907 thank thénk agradecer
908 branch brénch galho
909 match métch competição, fósforo
910 suffix sâfêks sufixo
911 especially êspeshâli especialmente
912 fig fêg figo
913 afraid âfreid com-medo
914 huge rriudj grande, enorme
915 sister sêstâr irmã
916 steel stiil aço
917 discuss dêscâs discutir
918 dollar dalâr dólar
919 forward fóruârd adiante, passar adiante
920 similar sêmâlãr semelhante
921 guide gaid guia, guiar
922 experience êkspiiriâns experiência
VOCABULÁRIO
45 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
923 score scór placar, duas-dezenas
924 apple épâl maçã
925 bought bót comprado
926 led led levado
927 colony calâni colonia
928 pitch pêtch piche, arremeço
929 coat cout casaco
930 mass més massa, missa
931 card card cartão
932 band bénd banda
933 rope roup corda
934 slip slêp escorregar
935 win uên ganhar
936 dream driim sonho
937 evening iivnêng noite
938 condition cândêshân condição
939 feed fiid alimentar
940 tool tuul ferramenta
941 total toutãl total
942 basic beisêk básico
943 smell smel cheiro
VOCABULÁRIO
46 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
944 valley véli vale
945 nor nór nem
946 double dâbâl dobro
947 seat siit assento
948 arrive âraiv chegar
949 master méstâr mestre
950 track trék trilha
951 parent pérânt pais
952 shore shór praia
953 division dêvêzhân divisão
954 sheet shiit folha, lençol
955 substance sâbstâns substância
956 favor feivâr favor, favorecer
957 connect cânect conectar
958 post poast pós, posto
959 spend spend gastar
960 swim suêm nadar
961 chord córd acorde
962 fat fét gordo
963 glad gléd contente
964 original ârêdjânâl original
VOCABULÁRIO
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965 share shér parte
966 station steishân estação
967 dad déd papai
968 bread bréd pão
969 charge chardj carga, cobrança
970 proper prapâr próprio
971 bar bar bar, barra
972 offer afêr oferecer
973 segment segmânt segmento
974 slave sleiv escravo
975 duck dâk pato, mergulhar
976 instant ênstânt instante
977 market markât mercado
978 degree dêgrii grau
979 populate papiâleit povoar
980 chick tchêk pintinho
981 dear diir querido
982 enemy enâmi inimigo
983 reply rêplai resposta
984 drink drênk bebida
985 occur âcâr ocorrer
VOCABULÁRIO
48 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
986 support sâpórt apoiar
987 speech spiitch discurso
988 nature neitchâr natureza
989 range reindj alcance, pastagem
990 steam stiim vapor
991 motion moushân movimento
992 path péth caminho
993 liquid lêquâd líquido
994 log lóg lenha, diário
995 meant ment significado
996 quotient quoshânt quociente
997 teeth tiith dentes
998 shell shel concha
999 neck nek pescoço
1000 dessert dêssârt sobremesa
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TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
Tipologias e Generos Textuais
Tipologia Textual
1. Narração
Modalidade em que um narrador, participante ou não, conta um fato, real ou fictício, que ocorreu num
determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há
uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos
cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A
classe de palavras mais utilizada nessa produçãoé o adjetivo, pela sua função caracterizadora.
Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação
de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que
se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em gêneros
como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc.
3. Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre
assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe
ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos
científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.
3.1 Dissertação-Argumentação
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto,
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se
pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em:
sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e
revistas.
4. Injunção / Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria,
empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do
presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para
montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de
orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal,
aniversário, etc.).
OBS1: Muitos estudiosos do assunto listam apenas os tipos acima. Alguns outros consideram que
existe também o tipo predição.
5. Predição
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda está por
ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões meteorológicas,
previsões escatológicas/apocalípticas.
OBS2: Alguns estudiosos listam também o tipo Dialogal, ou Conversacional. Entretanto, esse nada
mais é que o tipo narrativo aplicado em certos contextos, pois toda conversação envolve
personagens, um momento temporal (não necessariamente explícito), um espaço (real ou virtual), um
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR
enredo (assunto da conversa) e um narrador, aquele que relata a conversa.
Dialogal / Conversacional
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista,
conversa telefônica, chat, etc.
Gêneros textuais
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos.
Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com
características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em
situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam
em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio,
podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos:
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se
trata de "carta pessoal", a presença de aspectosnarrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal é
mais comum. No caso da "carta denúncia", em que há o relato de um fato que o autor sente
necessidade de o exporao seu público, os tipos narrativos e dissertativo-expositivo são mais
utilizados.
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações
sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes,
mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de remédio: trata-se de um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo einjuntivo que tem
por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento.
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para
preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no
imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo
a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em
um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens.
Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes,
minuciosamente descritos.
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem,
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.
Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de duas
ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do
entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo-
expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas
pode também envolver aspectosnarrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos,
como na entrevista médica.
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos
quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação.
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento
atual, em sua grande maioria.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em
estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético.
Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia,
poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais
frequentes neste gênero. Importante também é a distinção entre poema e poesia. Poesia é o
conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem, ou seja, tudo o que toca e
comove pode ser considerado como poético. Assim, quando aplica-se a poesia ao gênero
<poema>, resulta-se em um poema poético, quando aplicada à prosa, resulta-se na prosa
poética (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados).
Canção: possui muitas semelhanças com o gênero poema, como a estruturação em estrofes e as
rimas. Ao contrário do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refrão, parte da letra que se
repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interação direta com os instrumentos musicais. A
tipologia narrativa tem prevalêncianeste caso.
Adivinha: é um gênero cômico, o qual consiste em perguntas cujas respostas exigem algum nível de
engenhosidade. Predominantemente dialogal.
Anais: um registro da história resumido, estruturadoano a ano. Atualmente, é utilizado para
publicações científicas ou artísticas que ocorram de modo periódico, não necessariamente a cada
ano. Possui caráter fundamentalmente dissertativo.
Anúncio publicitário: utiliza linguagem apelativa para persuadir o público a desejar aquilo que é
oferecido pelo anúncio. Por meio do uso criativo das imagens e dalinguagem, consegue utilizar todas
as tipologias textuais com facilidade.
Boletos, faturas, carnês: predomina o tipo descrição nestes casos, relacionados a informações de
um indivíduo ou empresa. O tipo injuntivo também se manifesta, através da orientação que cada um
traz.
Profecia: em geral, estão em um contexto religioso, e tratam de eventos que podem ocorrer no
futuro da época do autor. A predominância é a do tipo preditivo, havendo também características dos
tipos narrativo e descritivo.
Gêneros literários:
Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante
do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características
diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras
narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a
questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de
uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam
um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os
Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter
mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor
vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos que o separam,
o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final.
É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade
do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis,
e A Metamorfose, de Kafka.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras,
anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a
reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual conto
surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da
fantasia; contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto mais próximo da realidade;
contos folclóricos (conto popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um
contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de mistério, que envolvem o
suspense e a solução de um mistério.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais são
não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter
um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou
artigo de jornal, revistas e programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos
descritivos.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado.
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico,
filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades
como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo:Ensaio sobre a
tolerância, de John Locke.
Gênero Dramático:
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador
contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os
papéis das personagens nas cenas.
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror.
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e
completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror".
Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa: A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos como o absurdo, as
incongruências, os equívocos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o
engano.
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua
origem grega está ligada às festas populares.
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente,
significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural
nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
Gênero Lírico:
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à
do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os
pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um
poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e
cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus
símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma
ode com acompanhamento musical;
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza,
às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo
de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara);
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou
irônico.
Acalanto: ou canção de ninar;
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada
verso formam uma palavra ou frase;
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo
característico e refrão vocal que se destinam à dança;
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical;
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio;
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês formado de
três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 3°
verso 5 sílabas;
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima
geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnioe de maldizer);
satíricas, portanto.
Diferenças entre gêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuais são dois conceitos distintos, embora ainda seja bastante comum a
confusão entre esses elementos.
A compreensão e identificação dos gêneros textuais é um tema recorrente em concursos e
vestibulares. Entretanto, existem também os chamados “tipos textuais”, que são comumente
confundidos com os gêneros, induzindo inúmeros candidatos ao erro. As diferenças entre gêneros e
tipos textuaisexistem e são bem importantes!
Gêneros e tipos texuais são elementos distintos, observe:
Tipos Textuais
Gêneros textuais
Os tipos textuais são caracterizados por propriedades
linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos
verbais, construções frasais etc.
Possuem função comunicativa e estão
inseridos em um contexto cultural.
São eles: narração,
argumentação, descrição, injunção (ordem) e exposição
(que é o texto informativo).
Possuem um conjunto ilimitado de
características, que são determinadas
de acordo com o estilo do autor,
conteúdo, composição e função.
Geralmente variam entre 5 e 9 tipos. São infinitos os exemplos de gêneros:
receita culinária, blog, e-mail, lista de
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TEXTUAIS
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compras, bula de remédios,
telefonema, carta comercial, carta
argumentativa etc.
Podemos afirmar que a tipologia textual está relacionada com a forma como um texto apresenta-se e
é caracterizada pela presença de certos traços linguísticos predominantes. O gênero textual exerce
funções sociais específicas, que são pressentidas e vivienciadas pelos usuários da língua. Mas você
deve estar perguntando-se: “por que é importante saber a diferença entre gêneros e tipos textuais?”.
Saber as diferenças elencadas no quadro acima é fundamental para a correta distinção entre gêneros
e tipos textuais, pois quando conhecemos as características de cada um desses elementos, fica
muito mais fácil interpretar um texto. A interpretação está relacionada não apenas com a construção
de sentidos, mas também com os diversos fatores inerentes à estruturação textual.
Você sabe o que são tipos textuais?
Podemos chamar de tipos textuais o conjunto de enunciados organizados em uma estrutura bem
definida e facilmente identificada por suas características predominantes. O termo tipologia
textual (outra nomenclatura possível) designa uma sequência definida pela natureza linguística de
sua composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. Objetivamente, dizemos que o tipo
textual é a forma como o texto apresenta-se.
Podem variar entre cinco e nove tipos, contudo, os mais estudados e exigidos nas diferentes provas
de vestibular e concursos no Brasil são a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e a
exposição. Veja as principais características de cada um deles:
► Narração: Sua principal característica é contar uma história, real ou não, geralmente situada em
um tempo e espaço, com personagens, foco narrativo, clímax, desfecho, entre outros elementos. Os
gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, romance, biografias
etc.
► Dissertação: Tipo de texto opinativo em que ideias são desenvolvidas por meio de estratégias
argumentativas. Sua maior finalidade é conquistar a adesão do leitor aos argumentos apresentados.
Os gêneros que se apropriam da estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, dissertação,
editorial etc.
► Descrição: Têm por objetivo descrever objetiva ou subjetivamente coisas, pessoas ou situações.
Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de viagem etc.
Também podem ser encontrados em textos literários por meio da descrição subjetiva.
► Injunção: São textos que apresentam a finalidade de instruir e orientar o leitor, utilizando verbos
no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito. Os gêneros
que se apropriam da estrutura injuntiva são: manual de instruções, receitas culinárias, bulas,
regulamentos, editais, códigos, leis etc.
► Exposição: O texto expositivo tem por finalidade apresentar informações sobre um objeto ou fato
específico, enumerando suas características por meio de uma linguagem clara e concisa. Os gêneros
que se apropriam da estrutura expositiva são: reportagem, resumo, fichamento, artigo científico,
seminário etc.
Para que você conheça com detalhes cada um dos tipos textuais citados, o sítio de Português
preparou uma seção sobre tipologia textual. Nela você encontrará vários artigos que têm como
objetivo discutir as características que compõem a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e
a exposição, bem como apresentar as diferenças entre tipos e gêneros textuais. Esperamos que você
aproveite o conteúdo disponibilizado e, principalmente, desejamos que todas as informações aqui
encontradas possam transformar-se em conhecimento. Boa leitura e bons estudos!
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Gêneros Textuais
Os gêneros textuais são um modo de classificar os textos. Veja a diferença entre gênero textual,
literário e tipos de textos
Os textos, sejam eles escritos ou orais, embora sejam diferentes entre si, podem apresentar diversos
pontos em comum. Quando eles apresentam um conjunto de características semelhantes, podem ser
classificados em determinado gênero textual.
Dessa maneira, os gêneros textuais podem ser compreendidos como as diferentes formas de
linguagem empregadas nos textos, configurando-se como manifestações socialmente reconhecidas
que procuram alcançar intenções comunicativas semelhantes, exercendo funções sociais específicas.
Cada gênero textual tem o seu próprio estilo e pode ser diferenciado dos demais por meio das suas
características. Algumas das características que determinam o gênero textual são o assunto, o papel
dos interlocutores e a situação. Graças à sua natureza, torna-se impossível definir a quantidade de
gêneros textuais existentes na língua portuguesa.
Gênero Textual, tipo Textual e Gênero Literário
Antes de vermos mais detalhadamente alguns exemplos de gêneros textuais, é necessário abordar
alguns conceitos a fim de evitar possíveis confusões. Vejamos a seguir:
Gênero literário – Os gêneros textuais abrangem todos os tipos de texto, ao contrário dos gêneros
literários que, como o próprio nome já indica, aborda apenas os literários. O gênero literário é
classificado de acordo com a sua forma, podendo ser do gênero dramático, lírico, épico, narrativo etc.
Tipo textual – É a forma como um texto se apresenta. Pode ser classificado como narrativo,
argumentativo, dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo.
Observe que, enquanto os tipos textuais variam entre 5 e 9 tipos, temos infinitos exemplos de
gêneros textuais.
Os gêneros textuais
Os gêneros textuais são inúmeros e cada um deles possui o seu próprio estilo de escrita e de
estrutura. Confira alguns deles a seguir:
• Conto maravilhoso;
• Conto de fadas;
• Fábula;
• Carta pessoal;
• Lenda;
• Telefonema;
• Poema;
• Narrativa de ficção científica;
• Romance;
• E-mail;
• Manual de instruções;
• Lista de compras;
• Edital;
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• Conto;
• Piada;
• Relato;
• Relato de viagem;
• Diário;
• Autobiografia;
• Curriculum vitae;
• Notícia;
• Biografia;
• Relato histórico;
• Texto de opinião;
• Carta de leitor;
• Carta de solicitação;
• Editorial;
• Ensaio;
• Resenhas críticas;
• Seminário;
• Conferência;
• Palestra;
• Texto explicativo;
• Relatório científico;
• Receita culinária;
• Regulamento;
Vejamos alguns exemplos de gêneros textuais mais detalhadamente:
Carta
Na carta pessoal, é comum encontrarmos uma linguagem pessoal e a presençade aspectos
narrativos ou descritivos. Já a carta aberta, destinada à sociedade, tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo.
Diário
É escrito em linguagem informal, consta a data e geralmente o destinatário é a própria pessoa que
está escrevendo.
Notícia
Apresenta linguagem narrativa e descritiva e o objetivo é informar algo que aconteceu.
TIPOLOGIAS E GENEROS
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Como já foi dito, os gêneros textuais são inúmeros e, por isso, seria impossível estudá-los ao mesmo
tempo. Para produzir um bom texto em determinado gênero textual, é importante estudar as suas
características e ler alguns exemplos.
Os gêneros e os tipos textuais estão intrinsecamente relacionados, o que torna difícil a dissociação
entre as duas noções
Você já deve ter ouvido falar sobre gêneros e tipos textuais, certo? Mas será que você sabe como
diferenciar essas duas noções?
Diferenciar gêneros e tipologias textuais não é tarefa fácil, contudo é importante que saibamos alguns
aspectos que possam defini-los para, dessa forma, facilitar nossos estudos. Vamos então à análise:
Gêneros textuais
Os gêneros textuais são aqueles que encontramos em nossa vida diária, inclusive em nossos
momentos de interação verbal. Quando nos comunicamos verbalmente, fazemos, intuitivamente, uso
de algum gênero textual. Sendo assim, a língua, sob a perspectiva dos gêneros textuais, é
compreendida por seus aspectos discursivos e enunciativos, e não em suas peculiaridades formais.
Os gêneros privilegiam a funcionalidade da língua, ou seja, a maneira como os falantes podem dela
dispor, e não seus aspectos estruturais. São inúmeros os gêneros textuais utilizados em nossas
ações sociocomunicativas:
Telefonema
Carta comercial
Carta pessoal
Poema
Cardápio de restaurante
Receita culinária
Bula de remédio
Bilhete
Notícia de jornal
Romance
Edital de concurso
Piada
Carta eletrônica
Formulário de inscrição
Inquérito policial
História em quadrinhos
Entrevista
Biografia
Monografia
Aviso
Conto
Obra teatral
É importante ressaltar que os gêneros textuais são passíveis de modificação, pois devem atender
às situações comunicativas do cotidiano. Podemos destacar também que os gêneros atendem a
necessidades específicas, que vão desde a elaboração do cardápio do restaurante à elaboração de
um e-mail. Novos gêneros podem surgir (ou desaparecer) de acordo com a demanda linguística dos
falantes.
Tipos textuais
Os tipos textuais diferem dos gêneros textuais por serem limitados, abrangendo categorias
conhecidas como:
Narração
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Argumentação
Exposição
Descrição
Injunção (imposição)
O termo Tipologia textual designa uma sequência definida pela natureza linguística de sua
composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal.
Apesar dessa tentativa arbitrária de diferenciação entre gêneros e tipos textuais – o tema costuma
provocar polêmica até mesmo entre linguistas –, é importante observar que essas duas noções estão
intrinsecamente relacionadas. Um texto narrativo (tipo textual) poderá contar com elementos
descritivos (gênero textual), e, para classificá-lo, a predominância de um elemento sobre o outro deve
ser observada, pois um texto pode ser tipologicamente variado.
Os gêneros textuais são classificados conforme as características comuns que os textos
apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo.
Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores (emissor
e receptor) de determinado discurso.
São exemplos resenha crítica jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, bilhete
ou lista de supermercado.
É importante considerar seu contexto, função e finalidade, pois o gênero textual pode conter mais de
um tipo textual. Isso, por exemplo, quer dizer que uma receita de bolo apresenta a lista de
ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo).
Tipos de Gêneros Textuais
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura. Note que existem inúmeros gêneros textuais dentro
das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais são estruturas textuais
peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo
e injuntivo.
Texto Narrativo
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. A estrutura
da narração é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos:
• Romance
• Novela
• Crônica
• Contos de Fada
• Fábula
• Lendas
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Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento.
Dessa forma, são textos repletos de adjetivos, os quais descrevem ou apresentam imagens a partir
das percepções sensoriais do locutor (emissor).
São exemplos de gêneros textuais descritivos:
• Diário
• Relatos (viagens, históricos, etc.)
• Biografia e autobiografia
• Notícia
• Currículo
• Lista de compras
• Cardápio
• Anúncios de classificados
Texto Dissertativo-Argumentativo
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de
argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese
(desenvolvimento), nova tese (conclusão).
Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
• Editorial Jornalístico
• Carta de opinião
• Resenha
• Artigo
• Ensaio
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
Veja também: Texto Dissertativo.
Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como:
definição, conceituação, informação, descrição e comparação.
Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos:
• Seminários
• Palestras
• Conferências
• Entrevistas
• Trabalhos acadêmicos
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• Enciclopédia
• Verbetes de dicionários
Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica uma ordem, de modo
que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na
maioria dos casos, verbos no imperativo.
Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos:
• Propaganda
• Receita culinária
• Bula de remédio
• Manual de instruções
• Regulamento
• Textos prescritivos
Conheça mais gêneros textuais:
• Anedota
• Blog
• Reportagem
• Charge
• Carta
• E-mail
• Declaração
• Memorando
• Bilhete
• Relatório
• Requerimento
• ATA
• Cartaz
• Cartum
• Procuração
• Atestado
• Circular
• Contrato
TIPOLOGIA TEXTUAL
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TEXTUAIS
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Quando falamos em tipos de textos, normalmente nos limitamos a tripartição, sob o enfoque
tradicional: Descrição, Narração e Dissertação. Vamos um pouco mais além no intuito de conhecer
um pouco mais sobre este assunto.
TEXTO DESCRITIVO
A descrição usa um tipo de texto em que se faz um retrato falado de uma pessoa, animal, objeto ou
lugar. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função
caracterizadora, dando ao leitor uma grande riqueza de detalhes.
A descrição, ao contrário da narração, não supõe ação. È uma estrutura pictórica, em que os
aspectos sensoriais predominam. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas
telas, o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
Quanto à descrição de pessoas, podemos atribuir-lhes características físicas ou psicológicas.
TEXTONARRATIVO
Esta é uma modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou real, ocorrido num determinado
tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O
tempo verbal predominante é o passado.
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O narrar surge da busca de transmitir, de comunicar
qualquer acontecimento ou situação. A narração em primeira pessoa pressupõe a participação do
narrador ( narrador personagem) e em terceira pessoa mostra o que ele viu ou ouviu ( narrador
observador ).
Na narração encontramos ainda os personagens ( principais ou secundários ), o espaço ( cenário) e o
tempo da narrativa.
TEXTO DISSERTATIVO
Neste tipo de texto há posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem por base a
argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim de defender um ponto de vista. Assim, a
dissertação consiste na ordenação e exposição de um determinado assunto. É a nossa conhecida
“redação” de cada dia. É a modalidade mais exigida nos concursos, já que exige dos candidatos um
conhecimento de leitura do mundo, como também um bom domínio da norma culta.
Está estruturada basicamente assim:
1. Idéia principal ( introdução )
2. Desenvolvimento ( argumentos e aspectos que o tema envolve )
3. Conclusão ( síntese da posição assumida )
TEXTO EXPOSITIVO
Apresenta informações sobre determinados assuntos, expondo idéias, explicando e avaliando. Como
o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação.
As exposições orais ou escritas entre professores e alunos numa sala de aula, os livros e as fontes
de consulta, são exemplos maiores desta modalidade.
TEXTO INJUNTIVO
Este tipo de texto indica como realizar uma determinada ação. Ele normalmente pede, manda ou
aconselha. Utiliza linguagem direta, objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados
no modo imperativo.
Bons exemplos deste tipo de texto são as receitas de culinária, os manuais, receitas médicas, editais
, etc.
GÊNEROS TEXTUAIS
Muitos confundem os tipos de texto com os gêneros. No primeiro, eles funcionam como modos de
organização, sendo limitados. No segundo, são os chamados textos materializados,encontrados em
nosso cotidiano. Eles são muitos, apresentando características sócio-comunicativas definidas por seu
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TEXTUAIS
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estilo, função, composição conteúdo e canal.
Assim, quando se escreve um bilhete ou uma carta, quando se envia ou recebe um e-mail ou usamos
o Orkut ou MSN, estamos utilizando diversos gêneros textuais.
Tipos Textuais
Descrição
Narração
Dissertação
Exposição
Injunção
Gêneros Textuais
Bilhete
Carta pessoal, comercial
Diário, agenda, anotações
Romance
Blog, e-mail,Orkut, MSN
Aulas
Reuniões
Entrevistas
Piadas
Cardápio
Horóscopo
Telegrama, telefonema
Lista de compras, etc.
Tipologia Textual: Conheça Os 5 Tipos Textuais e as Principais Características e Regras
Gramaticais de Cada Tipo
Sempre cai nas provas o assunto “Tipologia textual” (Tipos textuais) mas muita gente confunde
com “Gêneros Textuais” (gêneros discursivos).
Querem dizer a mesma coisa?
Não.
Estas são duas classificações que recebem os textos que produzimos a longo de nossa vida, seja na
forma oral ou escrita.
Sendo que a primeira leva em consideração estruturas específicas de cada tipo, ou seja, seguem
regras gramaticais, algo mais formal.
Já a segunda preocupa-se não em classificar um texto por regras, mas sim levando em consideração
a finalidade do texto; o papel dos interlocutores; a situação de comunicação. São inúmeros os
gêneros textuais: Piada, conto, romance, texto de opinião, carta do leitor, noticia, biografia, seminário,
palestras, etc.
O Que É Tipologia Textual?
Como dito anteriormente, são as classificações recebidas por um texto de acordo com as regras
gramaticais, dependendo de suas características. São as classificações mais clássicas de um texto:
A narração, a descrição e a dissertação. Hoje já se admite também a exposição e a injunção. Ao
todo são 5 (cinco) tipos textuais.
NARRAÇÃO
Ao longo de nossa vida estamos sempre relatando algo que nos aconteceu ou aconteceu com outros,
pois nosso dia-a-dia é feito de acontecimentos que necessitamos contar/relatar. Seja na forma escrita
ou na oralidade, esta é a mais antiga das tipologias, vem desde os tempos das cavernas quando o
homem registrava seus momentos através dos desenhos nas paredes.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Regra gramatical para este tipo de texto (NARRAÇÃO):
Narrar é contar uma história que envolve personagens e acontecimentos. São apresentadas ações e
personagens: O que aconteceu, com quem, como, onde e quando.
Segue a seguinte estrutura:
NARRAÇÃO/NARRAR
(CONTAR)
Personagens (com quem/ quem vive a história – reais ou imaginários)
Enredo (o que/ como – fatos reais ou imaginários)
Espaço (onde? /quando? )
Exemplo:
Minha vida de menina
Faço hoje quinze anos. Que aniversário triste! Vovó chamou-me cedo, ansiada como está, coitadinha
e disse: "Sei que você vai ser sempre feliz, minha filhinha, e que nunca se esquecerá de sua
avozinha que lhe quer tanto". As lágrimas lhe correram pelo rosto abaixo e eu larguei dos braços dela
e vim desengasgar-me aqui no meu quarto, chorando escondida.
Como eu sofro de ver que mesmo na cama, penando com está, vovó não se esquece de mim e de
meus deveres e que eu não fui o que deveria ter sido para ela! Mas juro por tudo, aqui nesta hora,
que eu serei um anjo para ela e me dedicarei a esta avozinha tão boa e que me quer tanto.
Vou agora entrar no quarto para vê-la e já sei o que ela vai dizer: "Já estudou suas lições? Então vá
se deitar, mas antes procure alguma coisa para comer. Vá com Deus". Helena Morley
DESCRIÇÃO
a intenção deste tipo de texto é que o interlocutor possa criar em sua mente uma imagem do que está
sendo descrito. Podemos utilizar alguns recursos auxiliares da descrição. São eles:
A-) A enumeração:
Pela enumeração podemos fazer um “retrato do que está sendo descrito, pois dá uma ideia de
ausência de ações dentro do texto.
B-) A comparação:
Quando não conseguimos encontrar palavras que descrevam com exatidão o que percebemos,
podemos utilizar a comparação, pois este processo de comparação faz com que o leitor associe a
imagem do que estamos descrevendo, já que desperta referências no leitor. Utilizamos comparações
do tipo: o objeto tem a cor de ..., sua forma é como ..., tem um gosto que lembra ..., o cheiro parece
com ..., etc.
C-) Os cinco sentidos:
Percebemos que até mesmo utilizando a comparação para poder descrever, estamos utilizando
também os cinco sentidos: Audição, Visão, Olfato, Paladar, Tato como auxílio para criação desta
imagem, proporcionando que o interlocutor visualize em sua mente o objeto, o local ou a pessoa
descrita.
Por exemplo: Se você fosse descrever um momento de lazer com seus amigos numa praia. O que
você perceberia na praia utilizando a sua visão (a cor do mar neste dia, a beleza das pessoas à sua
volta, o colorido das roupas dos banhistas) e a sua audição (os sons produzidos pelas pessoas ao
redor, por você e pelos seus amigos, pelos ambulantes). Não somente estes dois, você pode utilizar
também os outros sentidos para caracterizar o objeto que você quer descrever.
Regra Gramatical para este tipo de texto (Descrição):
Descrever é apresentar as características principais de um objeto, lugar ou alguém.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Pode ser:
Objetiva: Predomina a descrição real do objeto, lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de descrição
não há a interferência da opinião de quem descreve, há a tendência de se privilegiar o que é visto,
em detrimento do sujeito que vê.
Subjetiva: aparecem, neste tipo de descrição, as opiniões, sensações e sentimentos de quem
descreve pressupondo quehaja uma relação emocional de quem descreve com o que foi descrito.
Características do texto descritivo
• - É um retrato verbal
• - Ausência de ação e relação de anterioridade ou posterioridade entre as frases
• - As classes gramaticais mais utilizadas são: substantivos, adjetivos e locuções adjetivas
• - Como na narração há a utilização da enumeração e comparação
• - Presença de verbos de ligação
• - Os verbos são flexionados no presente ou no pretérito (passado)
• - Emprego de orações coordenadas justapostas
A estrutura do texto descritivo
A descrição apresenta três passos básicos:
1- Introdução: apresentação do que se pretende descrever.
2- Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou objetiva da descrição.
3- Conclusão: finalização da apresentação e caracterização de algo.
Exemplo:
Alguns dados sobre Rudy Steiner
“Ele era oito meses mais velho do que Liesel e tinha pernas ossudas, dentes afiado, olhos azuis
esbugalhados e cabelos cor de limão. Como um dos seis filhos dos Steiner, estava sempre com
fome. Na rua Himmel, era considerado meio maluco ...”
DISSERTAÇÃO
Podemos dizer que dissertar é falar sobre algo, sobre determinado assunto; é expor; é debater. Este
tipo de texto apresenta a defesa de uma opinião, de um ponto de vista, predomina a apresentação
detalhada de determinados temas e conhecimentos.
Para construção deste tipo de texto há a necessidade de conhecimentos prévios do assunto/tema
tratado.
Regra gramatical para esse tipo de texto (Dissertação):
Dissertar é expor os conhecimentos que se tem sobre um assunto ou defender um ponto de vista
sobre um tema, por meio de argumentos.
Estrutura da dissertação
EXPOSITIVA
Predomínio da exposição, explicação
ARGUMENTATIVA
Predomínio do uso de argumentos, visando o
convencimento, à adesão do leitor.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Introdução
Apresentação do assunto sobre o
qual se escreve (Apresentação da
tese).
Apresentação do assunto sobre o qual se
escreve (apresentação da tese) e do ponto
de vista assumido em relação a ele.
Desenvolvimento
Exposição das informações e
conhecimentos a respeito do assunto
(é o momento da discussão da tese)
A fundamentação do ponto de vista e sua
defesa com argumentos. (Defende-se a tese
proposta)
Conclusão
Finalização do texto, com o
encerramento do que foi dito
Retomada do ponto de vista para fechar o
texto de modo mais persuasivo
Exemplo:
Redução da maioridade penal, grande falácia
O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que é contrário à mudança na maioridade
penal.
Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um crime bárbaro foi praticado por um
adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe os artigos 27 do CP, 104 do ECA e
228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela redução da maioridade penal, mas
logo descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e haverá mais discussão, para reduzir para
14 ou 12 anos. Analisando a legislação de 57 países, constatou-se que apenas 17% adotam idade
menor de 18 anos como definição legal de adulto.
Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma como fazemos com os adultos, estamos
admitindo que eles devem pagar pela ineficácia do Estado, que não cumpriu a lei e não lhes deu a
proteção constitucional que é seu direito. A prisão é hipócrita, afirmando que retira o indivíduo infrator
da sociedade com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o, para depois reintegrá-lo. Com a
redução da menoridade penal, o nosso sistema penitenciário entrará em colapso.
Cerca de 85% dos menores em conflito com a lei praticam delitos contra o patrimônio ou por atuarem
no tráfico de drogas, e somente 15% estão internados por atentarem contra a vida. Afirmar que os
adolescentes não são punidos ou responsabilizados é permitir que a mentira, tantas vezes dita,
transforme-se em verdade, pois não é o ECA que provoca a impunidade, mas a falta de ação do
Estado. Ao contrário do que muitos pensam, hoje em dia os adolescentes infratores são punidos com
muito mais rigor do que os adultos.
Apresentar propostas legislativas visando à redução da menoridade penal com a modificação do
disposto no artigo 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º,
inciso IV de nossa Carta Magna não admite que sejam objeto de deliberação de emenda à
Constituição os direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula pétrea.
A prevenção à criminalidade está diretamente associada à existência de políticas sociais básicas e
não à repressão, pois não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas sim a certeza de
sua aplicação e sua capacidade de inclusão social.
Dalio Zippin Filho é advogado criminalista. 10/06/2013
Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013
EXPOSIÇÃO
Aqueles textos que nos levam a uma explicação sobre determinado assunto, informa e esclarece sem
a emissão de qualquer opinião a respeito, é um texto expositivo.
Regras gramaticas para este tipo textual (Exposição):
Neste tipo de texto são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias;
explica; avalia; reflete. Tudo isso sem que haja interferência do autor, sem que haja sua opinião a
respeito. Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do
indicativo.
TIPOLOGIAS E GENEROS
TEXTUAIS
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Exemplos: Notícias Jornalísticas
INJUNÇÃO
Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida nas mais variadas situações, como por exemplo
quando adquirimos um aparelho eletrônico e temos que verificar manual de instruções para o
funcionamento, ou quando vamos fazer um bolo utilizando uma receita, ou ainda quando lemos a
bula de um remédio ou a receita médica que nos foi prescrita. Os textos injuntivos são aqueles textos
que nos orientam, nos ditam normas, nos instruem.
Regras gramaticais para este tipo de texto (Injunção):
Como são textos que expressão ordem, normas, instruções tem como característica principal a
utilização de verbos no imperativo. Pode ser classificado de duas formas:
-Instrucional: O texto apresenta apenas um conselho, uma indicação e não uma ordem.
-Prescrição: O texto apresenta uma ordem, a orientação dada no texto é uma imposição.
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DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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Discurso Direto E Indireto
O discursodireto é caracterizado por ser uma transcrição exata da fala das personagens, sem
participação do narrador.
O discurso indireto é caracterizado por ser uma intervenção do narrador no discurso ao utilizar as
suas próprias palavras para reproduzir as falas das personagens.
Exemplo De Discurso Direto:
A aluna afirmou:
- Preciso estudar muito para o teste.
Exemplo De Discurso Indireto:
A aluna afirmara que precisava estudar muito para o teste.
Veja também: Características do discurso direto e Características do discurso indireto.
Passagem Do Discurso Direto Para Discurso Indireto
Mudança Das Pessoas Do Discurso:
A 1.ª pessoa no discurso direto passa para a 3.ª pessoa no discurso indireto.
Os pronomes eu, me, mim, comigo no discurso direto passas para ele, ela, se, si, consigo, o, a, lhe
no discurso indireto.
Os pronomes nós, nos, conosco no discurso direto passam para eles, elas, os, as, lhes no discurso
indireto.
Os pronomes meu, meus, minha, minhas, nosso, nossos, nossa, nossas no discurso direto passam
para seu, seus, sua e suas no discurso indireto.
Mudança De Tempos Verbais:
Presente do indicativo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do indicativo no discurso
indireto.
Pretérito perfeito do indicativo no discurso direto passa para pretérito mais-que-perfeito do indicativo
no discurso indireto.
Futuro do presente do indicativo no discurso direto passa para futuro do pretérito do indicativo no
discurso indireto.
Presente do subjuntivo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso
indireto.
Futuro do subjuntivo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso
indireto.
Imperativo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso indireto.
Mudança Na Pontuação Das Frases:
Frases interrogativas, exclamativas e imperativas no discurso direto passam para frases
declarativas no discurso indireto.
Mudança Dos Advérbios E Adjuntos Adverbiais:
Ontem no discurso direto passa para no dia anterior no discurso indireto.
Hoje e agora no discurso direto passam para naquele dia e naquele momento no discurso indireto.
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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Amanhã no discurso direto passa para no dia seguinte no discurso indireto.
Aqui, aí, cá no discurso direto passam para ali e lá no discurso indireto.
Este, esta e isto no discurso direto passam para aquele, aquela, aquilo no discurso indireto.
Exemplos de passagem do discurso direto para o discurso indireto
Discurso direto: - Eu comecei minha dieta ontem.
Discurso indireto: Ela disse que começara sua dieta no dia anterior.
Discurso direto: - Vou ali agora e volto rápido.
Discurso indireto: Ele disse que ia lá naquele momento e que voltava rápido.
Discurso direto: - Nós viajaremos amanhã.
Discurso indireto: Eles disseram que viajariam no dia seguinte.
Discurso Direto, Indireto E Indireto Livre
Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Indireto Livre são tipos de discursos utilizados no
gênero narrativo para introduzir as falas e os pensamentos dos personagens. Seu uso varia de
acordo com a intenção do narrador.
Discurso Direto
No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do
personagem.
O objetivo desse tipo de discurso é transmitir autenticidade e espontaneidade. Assim, o narrador se
distancia do discurso não se responsabilizando pelo que é dito.
Pode ser também utilizado por questões de humildade - para não falar algo que foi dito por um
estudioso, por exemplo, como se fosse de sua própria autoria.
Características do Discurso Direto
Utilização dos verbos da categoria dicendi, ou seja, aqueles que têm relação com o verbo "dizer".
São chamados de "verbos de elocução", a saber: falar, responder, perguntar, indagar, declarar,
exclamar, dentre outros.
Utilização dos sinais de pontuação - travessão, exclamação, interrogação, dois pontos, aspas.
Inserção do discurso no meio do texto - não necessariamente numa linha isolada.
Exemplos de Discurso Direto
1. Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e respeitar meus semelhantes com
firmeza e honestidade.".
2. O réu afirmou: "Sou inocente!"
3. Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:
— Alô, quem fala?
— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia.
Discurso Indireto
No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem donde profere suas
palavras. Aqui não encontramos as próprias palavras da personagem.
Características do Discurso Indireto
O discurso é narrado em terceira pessoa.
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar, responder, perguntar,
indagar, declarar, exclamar. Contudo não há utilização do travessão, pois geralmente as orações
são subordinadas, ou seja, dependem de outras orações, o que pode ser marcado através
da conjunção ―que‖ (verbo + que).
Exemplos de Discurso Indireto
1. Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitar seus semelhantes com firmeza
e honestidade.
2. O réu afirmou que era inocente.
3. Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou quem estava falando. Do
outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e perguntou com tom de simpatia com quem a pessoa
queria falar.
Transposição do Discurso Direto para o Indireto
Nos exemplos a seguir verificaremos as alterações feitas a fim de moldar o discurso de acordo com a
intenção pretendida.
1. Direto: Preciso sair por alguns instantes. (enunciado na 1.ª pessoa)
Indireto: Disse que precisava sair por alguns instantes. (enunciado na 3.ª pessoa)
2. Direto: Sou a pessoa com quem falou há pouco. (enunciado no presente)
Indireto: Disse que era a pessoa com quem tinha falado há pouco. (enunciado no imperfeito)
3. Direto: Não li o jornal hoje. (enunciado no pretérito perfeito)
Indireto: Disse que não tinha lido o jornal. (enunciado no pretérito mais que perfeito)
4. Direto: O que fará relativamente aquele assunto? (enunciado no futuro do presente)
Indireto: Perguntou-me o que faria relativamente aquele assunto. (enunciado no futuro de pretérito)
5. Direto: Não me ligues mais! (enunciado no modo imperativo)
Indireto: Pediu que não lhe ligasse mais. (enunciado no modo subjuntivo)
6. Direto: Isto não é nada agradável. (pronome demonstrativo em 1.ª pessoa)
Indireto: Disse que aquilo não era nada agradável. (pronome demonstrativo em 3.ª pessoa)
7. Direto: Vivemos muito bem aqui. (advérbio de lugar aqui)
Indireto: Disse que viviam muito bem lá. (advérbio de lugar lá)
Discurso Indireto Livre
No discurso indireto livre há uma fusão dos tipos de discurso (direto e indireto), ou seja, há
intervenções do narrador bem como da fala dos personagens.
Não existem marcas que mostrem a mudança do discurso. Por isso, as falas dos personagens e do
narrador - que sabe tudo o que se passa no pensamento dos personagens - podem ser confundidas.
Características Do Discurso Indireto Livre
Liberdade sintática.
Aderência do narrador ao personagem.
Exemplos De Discurso Indireto Livre
1. Fez o que julgava necessário. Não estava arrependido, mas sentia um
peso. Talveznão tenha sido suficientemente justo com as crianças…
2. O despertador tocou um pouco mais cedo. Vamos lá, eu sei que consigo!
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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3. Amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia assistindo televisão!
Nas orações destacadas os discursos são diretos, embora não tenha sido sinalizada a mudança da
fala do narrador para a do personagem.
O discurso é uma prática social, pois se refere ao meio pelo qual o homem constrói textos, sejam eles
escritos ou orais, transmitindo uma ideia ou expondo uma opinião. Ao analisarmos um discurso,
devemos considerar o contexto em que está inserido,as personagens e as condições de produção do
texto.
Nos textos narrativos, nós conhecemos o desenrolar da história e as ações das personagens por
meio da voz do narrador, que se dá de formas distintas.
Os Três Tipos De Discurso
Em um texto narrativo, o desenrolar dos fatos e as ações das personagens pode ser registrada de
formas distintas, como a forma direta, indireta ou, em alguns casos, a fusão de ambas.
Ao inserir a fala das personagens na narrativa, o autor pode escolher entre três variedades de
discurso: o direto, o indireto e o indireto livre.
Discurso Direto
É o mais natural e comum dos tipos de discurso, sendo caracterizado por ser uma transcrição fiel das
falas das personagens, sem a interferência do narrador.
O discurso direto ocorre normalmente em diálogos, permitindo que os traços da personalidade das
personagens ganhem destaque nos textos.
Para introduzir a fala das personagens, o narrador utiliza-se de alguns sinais de pontuação e
emprega alguns verbos de elocução que anunciam o discurso, tais como: dizer, perguntar, responder,
falar, comentar, observar, retrucar, exclamar, gritar, murmurar, ordenar, indagar, entre outros. Os
travessões, dois pontos, aspas e exclamações costumam aparecer com frequência durante a
reprodução das falas.
Exemplos:
‖ — Que crepúsculo fez hoje! – disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
— Não, não reparamos em nada – respondeu uma delas. – Nós estávamos aqui esperando
Cezimbra.‖ – Coisas Incríveis no céu e na terra, Mário Quintana.
―Não gosto disso.‖ – disse Daniel em tom zangado.
Discurso Indireto
Neste tipo de discurso, o narrador reproduz as falas das personagens utilizando as suas próprias
palavras. Assim sendo, o discurso indireto é sempre feito na 3ª pessoa, nunca na 1ª pessoa.
Exemplos:
Em tom calmo, o garoto disse que não gosta de brigar com as pessoas que ama.
―Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que
iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus
afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de
outros gêneros, quase todos alimentícios.‖ O sonho do feijão, Carlos Eduardo Novaes.
Discurso Indireto Livre
Neste tipo de discurso de terceira pessoa, as formas direta e indireta fundem-se, uma vez que o
narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, conforme a necessidade do escritor.
Exemplos:
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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―Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…‖ (Ana
Maria Machado)
―Seu Tomé da bolandeira falava bem, estragava os olhos em cima de jornais e livros, mas não sabia
mandar: pedia. Esquisitice de um homem remediado ser cortês. Até o povo censurava aquelas
maneiras. Mas todos obedeciam a ele. Ah! Quem disse que não obedeciam?‖ Vidas Secas,
Graciliano Ramos.
O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa,
as coloca em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa
Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde
assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-
se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo:
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por
que não a levei comigo."
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto:
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a
trouxe consigo?
Tipos De Discurso
As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o
narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto.
Discurso Direto
Caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.
Coisa Incríveis No Céu E Na Terra
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a
acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá,
que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque
o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo,
havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira.
- Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra.
E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração...
Mário Quintana
As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas
por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de
regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo
que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc.
No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas),
mas abre mão dos dois-pontos.
Numa estrutura mais tradicional teríamos:
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação,
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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disse-lhes eu:
- Que crepúsculo fez hoje!
Respondeu-me uma delas:
- Não, não reparamos em nada."
Discurso Indireto
Ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem.
No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração
principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte
passagem.
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que
iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus
afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de
outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou
a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'"
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.
Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e
a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão".
Ao contrário da fala do marido, em que o narrador reproduz fielmente as palavras do personagem, a
fala de Dona Abigail não é reproduzida como as palavras que ela teria utilizado naquele momento. O
narrador é quem reproduz com suas próprias palavras aquilo que Dona Abigail teria dito. Temos aí
um exemplo de discurso indireto.
Veja como ficaria o trecho acima se fosse utilizado o discurso direto:
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe:
- Sonhei que vai faltar feijão."
Verifique que, ao transformar o discurso indireto em discurso direto, o verbo de elocução (disse) se
manteve, o conectivo (que) desapareceu e a fala da personagem passou a ser marcada por sinal de
pontuação.
Veja, ainda, que o verbo sonhar, que no discurso indireto se encontrava no pretérito mais-que-perfeito
composto (havia sonhado), no discurso direto passa para o pretérito perfeito simples (sonhei), e o
verbo ir, que no discurso indireto estava no pretérito (iria), no discurso direto aparece no presente do
indicativo (vai).
Repare que o tempo verbal, no discurso indireto, será sempre passado em relação ao tempo verbal
do discurso direto. Reproduzimos, a seguir, um quadro com as respectivasrelações:
Verbo no presente do indicativo: - Não bebo dessa água - afirmou a menina.
Verbo no pretérito imperfeito do indicativo: - A menina afirmou que não bebia daquela água.
Verbo no pretérito perfeito: - Perdi meu guarda-chuva - disse ele.
Verbo no pretérito mais-que-perfeito: Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva.
Verbo no futuro do indicativo: - Irei ao jogo.
Verbo no futuro do pretérito: Ele confessou que iria ao jogo.
Verbo no imperativo: - Aplaudam! - ordenou o diretor.
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo: O diretor ordenou que aplaudíssemos.
Discurso Indireto Livre
Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras
do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte
passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles.
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia
flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela
sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem
neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes."
Na forma do discurso direto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz:
- Assim tenho neve o ano inteiro.
Mas por que neve o ano inteiro?"
Na forma do discurso indireto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."
Outro Exemplo
Discurso Direto
- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
- O senhor sabe o número dela?
- Ela é meio gordinha.
- O maior tamanho que temos é 44.
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.
Discuro Indireto (Conta Com O Narrador)
O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua
mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda,
ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou
que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns
modelos para que o homem pudesse vê-los."
Veja mais:
Aí vai tudo o que você precisa saber sobre o assunto, diretamente de um dos maiores gramáticos
brasileiros: Celso Cunha:
Discurso direto
Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade:
"O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que
vida dura esta de guaxinim do banhado!..."
verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar-se "Lá na
língua dele", reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido.
A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias
palavras, denominamos discurso direto.
Observação
No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim.
Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das narrativas memorialistas feitas na
primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o personagem-narrador do romance de Grande Sertão:
Veredas, de Guimarães Rosa.
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é
num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito
perigoso?"
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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Ou, também, nestes versos de Augusto Meyer, em que o autor, liricamente identificado com a
natureza de sua terra, ouve na voz do Minuano o convite que, na verdade, quem lhe faz é a sua
própria alma:
"Ouço o meu grito gritar na voz do vento:
- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!"
Características Do Discurso Direto
1. No plano formal, um enunciado é marcado, geralmente, pela presença de verbos do tipo dizer,
afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ou expressões sinônimas, que podem introduzi-lo,
arrematá-lo ou nele se inserir:
"E Alexandre abriu a torneira:
- Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram." (Graciliano Ramos)
"Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor." (Cecília Meirelles)
"Os que não têm filhos são órfãos às avessas", escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial
de Aires. (A.F. Schmidt)
Quando falta um desses verbos dicendi, cabe ao contexto e a recursos gráficos - tais como os dois
pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. É o
que observamos neste passo:
"Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino:
- Joãozinho!
Nada. Será que ele voou mesmo?"
2. No plano expressivo, a força da narração em provém essencialmente de sua capacidade de
atualizar o episódio, fazendo emergir da situação o personagem, tornando-o vivo para o ouvinte, à
maneira de uma cena teatral, em que o narrador desempenha a mera função de indicador das falas.
Daí ser esta forma de relatar preferencialmente adotada nos atos diários de comunicação e nos
estilos literários narrativos em que os autores pretendem representar diante dos que os lêem "a
comédia humana, com a maior naturalidade possível". (E. Zola)
Discurso Indireto
1. Tomemos como exemplo esta frase de Machado de Assis:
"Elisiário confessou que estava com sono."
Ao contrário do que observamos nos enunciados em discurso direto, o narrador incorpora aqui, ao
seu próprio falar, uma informação do personagem (Elisiário), contentando-se em transmitir ao leitor o
seu conteúdo, sem nenhum respeito à forma linguística que teria sido realmente empregada.
Este processo de reproduzir enunciados chama-se discurso indireto.
2. Também, neste caso, narrador e personagem podem confundir-se num só:
"Engrosso a voz e afirmo que sou estudante." (Graciliano Ramos)
Características Do Discurso Indireto
1. No plano formal verifica-se que, introduzidas também por um verbo declarativo (dizer, afirmar,
ponderar, confessar, responder, etc), as falas dos personagens se contêm, no entanto, numa oração
subordinada substantiva, de regra desenvolvida:
"O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doudos no mundo e menos
ainda o inexplicável de alguns casos."
Nestas orações, como vimos, pode ocorrer a elipse da conjunção integrante:
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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"Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois
estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava
podiam ser onze horas." (Lima Barreto)
A conjunção integrante falta, naturalmente, quando, numa construção em discurso indireto, a
subordinada substantiva assume a forma reduzida.:
"Um dos vizinhos disse-lhe serem as autoridades do Cachoeiro." (Graça Aranha)
2. No plano expressivo assinala-se, em primeiro lugar, que o emprego do discurso indireto pressupõe
um tipo de relato de caráter predominantemente informativo e intelectivo, sem a feição teatral e
atualizadora do discurso direto. O narrador passa a subordinar a si o personagem, com retirar-lhe a
forma própria da expressão. Mas não se conclua daí que o discurso indireto seja uma construção
estilística pobre. É, na verdade, do emprego sabiamente dosado de um e de outro tipo de discurso
que os bons escritores extraem da narrativa os mais variados efeitos artísticos, em consonância com
intenções expressivas que só a análise em profundidade de uma dada obra pode revelar.
Transposição Do Discurso Direto Para O Indireto
Do Confronto Destas Duas Frases:
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt)
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia."
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se
modificam, por acomodação ao novomolde sintático.
a) D.D. enunciado 1ª ou 2ª pessoa.
"-Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a pedir mais." (M. de Assis)
D.I.: enunciado em 3ª pessoa:
"Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais"
b)D.D.: verbo enunciado no presente:
"- O major é um filósofo, disse ele com malícia." (Lima Barreto)
D.I.: verbo enunciado no imperfeito:
"Disse ele com malícia que o major era um filósofo."
c) D.D.: verbo enunciado no pretérito perfeito:
"- Caubi voltou, disse o guerreiro Tabajara."(José de Alencar)
D.I.: verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito:
"O guerreiro Tabajara disse que Caubi tinha voltado."
d) D.D.: verbo enunciado no futuro do presente:
"- Virão buscar V muito cedo? - perguntei."(A.F. Schmidt)
D.I.: verbo enunciado no futuro do pretérito:
"Perguntei se viriam buscar V. muito cedo"
e) D.D.: verbo no modo imperativo:
"- Segue a dança! , gritaram em volta. (A. Azevedo)
D.I.: verbo no modo subjuntivo:
DISCURSO DIRETO E INDIRETO
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"Gritaram em volta que seguisse a dança."
f) D.D.: enunciado justaposto:
"O dia vai ficar triste, disse Caubi."
D.I.: enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que:
"Disse Caubi que o dia ia ficar triste."
g) D.D.: enunciado em forma interrogativa direta:
"Pergunto - É verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora?" (Guimarães Rosa)
D.I.: enunciado em forma interrogativa indireta:
"Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora."
h) D.D.: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este, esta, isto) ou de 2ª pessoa (esse, essa, isso).
"Isto vai depressa, disse Lopo Alves."(Machado de Assis)
D.I.: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo).
"Lopo Alves disse que aquilo ia depressa."
i) D.D.: advérbio de lugar aqui:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo:
- Aqui, não está o que procuro."(Afonso Arinos)
D.I.: advérbio de lugar ali:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo que ali não estava o
que procurava."
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INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA E IMPLÍCITA
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Intertextualidade Explícita E Implícita
A intertextualidade é um elemento muito importante para o processo de construção de sentidos do
texto, ocorrendo de maneira explícita ou implícita.
Afinal, O Que É Intertextualidade?
Antes de falarmos sobre os tipos de intertexto, é importante que façamos uma breve análise sobre o
conceito de intertextualidade. Podemos dizer, basicamente, que a intertextualidade nada mais é do
que a influência de um texto sobre outro. Todo texto, em maior ou menor grau, é um intertexto, pois é
normal que durante o processo da escrita aconteçam relações dialógicas entre o que estamos
escrevendo e outros textos previamente lidos por nós. A intertextualidade pode acontecer de maneira
proposital ou não, mas é certo que cada texto faz parte de uma corrente de produções verbais e,
conscientemente ou não, retomamos, ou contestamos, os chamados textos-fonte, fundamentais na
memória coletiva de uma sociedade. Posto isso, passemos à análise dos tipos de intertextualidade.
A intertextualidade pode ser construída de maneira explícita ou implícita. Na intertextualidade
explícita, ficam claras as fontes nas quais o texto baseou-se e acontece, obrigatoriamente, de
maneira intencional. Pode ser encontrada em textos do tipo resumo, resenhas, citações e traduções.
Podemos dizer que, por nos fornecer diversos elementos que nos remetem a um texto-fonte, a
intertextualidade explícita exige de nós mais compreensão do que dedução. Observe os exemplos:
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu
coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Até o fim
Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
"inda" garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto
sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu
vou
Mas vou até o fim
Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA E IMPLÍCITA
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Carlos Drummond de Andrade Mas vou até o fim
Chico Buarque de Holanda
É possível observar, após a leitura dos dois textos, que o poema de Drummond serviu de texto-fonte
para a música de Chico Buarque, pois há uma referência explícita aos versos do poeta, sobretudo no
início da canção.
A intertextualidade implícita demanda de nós um pouco mais de atenção e análise. Como o próprio
nome diz, esse tipo de intertexto não se encontra na superfície textual, visto que não fornece para o
leitor elementos que possam ser imediatamente relacionados com algum outro tipo de texto-fonte.
Sendo assim, pedem de nós uma maior capacidade de realizar analogias e inferências, fazendo com
que o leitor reative conhecimentos preservados em sua memória para então compreender
integralmente o texto lido. A intertextualidade implícita é muito comum em textos parodísticos, irônicos
e em apropriações. Observe o exemplo:
Hora Do Mergulho
feche a porta, esqueça o barulho
feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho
eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo
super-homem não supera a superfície
nós mortais viemos do fundoeu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo
eu quero paz:
uma trégua do lilás-neon-Las Vegas
profundidade: 20.000 léguas
"se queres paz, te prepara para a guerra"
"se não queres nada, descansa em paz"
"luz" - pediu o poeta
(últimas palavras, lucidez completa)
depois: silêncio
esqueça a luz... respire o fundo
eu sou um déspota esclarecido
nessa escura e profunda mediocracia.
Engenheiros do Hawaii
Na letra da canção há uma referência a um famoso provérbio latino: si uis pacem, para bellum, cuja
tradução é Se queres paz, te prepara para a guerra, exemplificando, assim, aquilo que chamamos de
intertextualidade implícita, pois não foi feita a citação do texto-fonte.
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COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS
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Coerência e Coesão Textuais
Coesão
Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados,
um dando continuidade ao outro.
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias entre as frases e os parágrafos.
Observe a coesão presente no texto a seguir:
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram
injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um
ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra.”
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do texto, podemos dizer que elas são
responsáveis pela coesão do texto.
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os principais são:
- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto, estabelecem a inter-
relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, alguns
advérbios e locuções adverbiais.
Veja Algumas Palavras e Expressões de Transição e seus Respectivos Sentidos:
- inicialmente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- antes de tudo (começo, introdução)
- desde já (começo, introdução)
- além disso (continuação)
- do mesmo modo (continuação)
- acresce que (continuação)
- ainda por cima (continuação)
- bem como (continuação)
- outrossim (continuação)
- enfim (conclusão)
- dessa forma (conclusão)
- em suma (conclusão)
- nesse sentido (conclusão)
- portanto (conclusão)
- afinal (conclusão)
- logo após (tempo)
- ocasionalmente (tempo)
- posteriormente (tempo)
- atualmente (tempo)
- enquanto isso (tempo)
- imediatamente (tempo)
- não raro (tempo)
- concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
- segundo (semelhança, conformidade)
- conforme (semelhança, conformidade)
- assim também (semelhança, conformidade)
- de acordo com (semelhança, conformidade)
- daí (causa e consequência)
- por isso (causa e consequência)
- de fato (causa e consequência)
- em virtude de (causa e consequência)
- assim (causa e consequência)
- naturalmente (causa e consequência)
COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS
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- então (exemplificação, esclarecimento)
- por exemplo (exemplificação, esclarecimento)
- isto é (exemplificação, esclarecimento)
- a saber (exemplificação, esclarecimento)
- em outras palavras (exemplificação, esclarecimento)
- ou seja (exemplificação, esclarecimento)
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui
uma melhor qualidade de vida.
- Coesão por referência: existem palavras que têm a função de fazer referência, são elas:
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal resultado demonstra que ela se esforçou
bastante para alcançar o objetivo que tanto almejava.
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos
ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no
corpo do texto.
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”;
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”;
João Paulo II: Sua Santidade;
Vênus: A Deusa da Beleza.
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. Não é por acaso que o "Poeta dos
Escravos" é considerado o mais importante da geração a qual representou.
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados agrupados em conjuntos.
Tipos de Coerência
São seis os tipos de coerência: sintática, semântica, temática, pragmática, estilística e genérica.
Conhecê-los contribui para a escrita de uma boa redação.
Conhecer os tipos de coerência pode ajudar na construção da coerência global de um texto, seja ele
oral ou escrito.
Você já deve saber que alguns elementos são indispensáveis para a construção de um bom texto.
Entre esses elementos, está a coerência textual, fator que garante a inteligibilidade das ideias
apresentadas em uma redação. Quando falta coerência, a construção de sentidos fica seriamente
comprometida.
É importante que você saiba que existem tipos de coerência, elementos que colaboram para a
construção da coerência global de um texto. São eles:
Coerência sintática: está relacionada com a estrutura linguística, como termo de ordem dos
elementos, seleção lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos estruturas
ambíguas, bem como o uso inadequado dos conectivos.
Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja presente em um texto, é preciso,
antes de tudo, que o texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está relacionada com
as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar uma incoerência, é preciso que se faça uma
leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e inferência.
COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS
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Coerência temática: Todos os enunciados de um texto precisam ser coerentes e relevantes para o
tema, com exceção das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser evitados,
impedindo assim o comprometimento da coerência temática.
Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como uma sequência de atos de fala. Os textos,
orais ou escritos, são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às condições para a
sua realização. Se o locutor ordena algo a alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um
pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, esperamos receber como resposta uma
afirmação ou uma negação, jamais uma sequência de fala desconectada daquilo que foi indagado.
Quando essas condições são ignoradas, temos como resultado a incoerência pragmática.
Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma variedade de língua adequada, que deve
ser mantida do início ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A incoerência estilísticanão provoca prejuízos para a interpretabilidade de um texto, contudo, a mistura de registros — como
o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem formal — deve ser evitada, principalmente
nos textos não literários.
Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero textual, que deve estar de acordo
com o conteúdo do enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social exige que ele tenha
como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender ou comprar algum produto, e que sua
linguagem seja concisa e objetiva, pois essas são as características essenciais do gênero. Uma
ruptura com esse padrão, entretanto, é comum nos textos literários, nos quais podemos encontrar um
determinado gênero assumindo a forma de outro.
É importante ressaltar que em alguns tipos de texto, especialmente nos textos literários, uma ruptura
com os tipos de coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos demais textos, a coerência
contribui para a construção de enunciados cuja significação seja aceitável, ajudando na compreensão
do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência depende de outros aspectos, como o conhecimento
linguístico de quem acessa o conteúdo, a situacionalidade, a informatividade, a intertextualidade e a
intencionalidade.
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FIGURAS DE LINGUAGEM
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Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos linguísticos a que os autores recorrem para tornar a linguagem
mais rica e expressiva. Esses recursos revelam a sensibilidade de quem os utiliza, traduzindo
particularidades estilísticas do emissor da linguagem. As figuras de linguagem exprimem também o
pensamento de modo original e criativo, exploram o sentido não literal das palavras, realçam
sonoridade de vocábulos e frases e até mesmo, organizam orações, afastando-a, de algum modo, de
uma estrutura gramatical padrão, a fim de dar destaque a algum de seus elementos. As figuras de
linguagem costumam ser classificadas em figuras de som, figuras de construção e figuras de palavras
ou semânticas.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos da linguagem utilizados para dar maior ênfase às
palavras ou expressões da língua, sendo classificadas de acordo com as características que querem
expressar, a saber:
• Figuras de Pensamento: estas figuras de linguagem estão relacionadas ao significado (campo
semântico) das palavras, por exemplo: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole,
gradação, prosopopeia e apóstrofe.
• Figuras de Palavras: semelhantes às figuras de pensamento, elas também alteram o nível
semântico (significado das palavras), por exemplo: metáfora, metonímia, comparação, catacrese,
sinestesia e antonomásia.
• Figuras de Som: nesse caso, as figuras estão intimamente relacionada com a sonoridade, por
exemplo: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia.
• Figuras de Sintaxe: também chamadas de “Figuras de construção”, estão relacionadas com a
estrutura gramatical da frase, as quais modificam o período, por exemplo: elipse, zeugma, hipérbato,
anacoluto, anáfora, elipse, silepse, pleonasmo, assíndeto e polissíndeto.
Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la
mais bonita.
Elas são classificadas em
• Figuras de palavras ou semânticas
• Figuras de pensamento
• Figuras de sintaxe ou construção
• Figuras de som ou harmonia
Figuras de Palavras
Metáfora
Comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na
frase.
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.)
Na semântica, a metáfora representa uma das figuras de linguagem, ou seja, recursos linguísticos-
semânticos utilizados em diversos contextos a fim de dar mais ênfase aos enunciados.
Assim, a metáfora, considerada uma figura de palavra, utiliza os termos no sentido denotativo e os
transforma no modo figurado (conotativo), afim de estabelecer uma analogia (comparação metafórica),
tendo em vista a relação de semelhança entre eles.
Do grego, a palavra “metáfora” (metáfora) é formada pelos termos “metá” (entre), e “pherō” (carregar)
que significa transporte, transferência, mudança.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Da língua latina a palavra metáfora, representa a união dos termos “meta” (algo) e “phora” (sem
sentido), no sentido literal é "algo sem sentido".
De acordo com estudos linguísticos, a metáfora é uma das figuras de linguagem mais utilizadas
cotidianamente.
Comparação
Comparação explícita. Ao contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de comparação
(como, assim, tal qual).
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas.
A comparação (ou símile) é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de palavras.
Ela é determinada por meio da relação de similaridade, ou seja, pela comparação de dois termos ou
ideias num enunciado.
Geralmente, é acompanhada de elementos comparativos (conectivos): com, como, tal qual, tal como,
assim, tão, quanto, parece, etc.
É muito comum o emprego da comparação na linguagem informal (coloquial) e nos textos artísticos,
por exemplo, na música, na literatura e no teatro.
Além da comparação, temos as figuras de palavras:
metáfora, metonímia, catacrese, perífrase (ou antonomásia) e sinestesia.
Exemplos
Para compreender melhor a figura de linguagem comparação, confira abaixo alguns exemplos na
literatura e na música:
• “É que teu riso penetra n'alma/Como a harmonia de uma orquestra santa.” (Castro Alves)
• “Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja.” (Oswald de Andrade)
• “Meu coração tombou na vida/tal qual uma estrela ferida/pela flecha de um caçador”. (Cecília
Meireles)
• “Eu faço versos como quem chora/De desalento... de desencanto...” (Manuel Bandeira)
• “A vida vem em ondas,/como um mar/Num indo e vindo/infinito.” (Música “Como uma onda” de Lulu
Santos)
• “Avião parece passarinho/Que não sabe bater asa/Passarinho voando longe/Pareceborboleta que
fugiu de casa.” (Música “Sonho de uma flauta” de Teatro Mágico)
Comparação e Metáfora
É muito comum haver confusão entre as figuras de palavras: comparação e metáfora. Apesar de
ambas utilizarem uma analogia entre termos, elas são diferentes.
Enquanto na metáfora ocorre uma comparação entre dois termos de forma implícita, na comparação
ela acontece de maneira explícita.
Importante ressaltar que a metáfora não utiliza um elemento comparativo, o qual surge na comparação.
Exemplos:
Nossa vida tem sido um mar de rosas. (metáfora ou comparação implícita)
Nossa vida tem sido como um mar de rosas. (comparação ou comparação explícita)
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Metonímia
Transposição de significadosconsiderando parte pelo todo, autor pela obra.
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.)
Na semântica, a metonímia é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de palavra, as
quais são largamente utilizadas para dar ênfase aos discursos.
Dessa maneira, a metonímia é um recurso linguístico-semântico que substitui outro termo segundo a
relação de contiguidade e/ou afinidade estabelecida entre duas palavras, conceitos, ideias, por
exemplo:
Aquele homem é um sem-teto (nesse caso, a expressão “sem-teto”, representa a substituição de um
conceito referente às pessoas que não possuem casa.
Do grego, a palavra "metonímia" (metonymía) é constituída pelos termos “meta” (mudança) e “onoma”
(nome) que literalmente significa “mudança de nome”.
Exemplos de Metonímia
A metonímia pode ocorrer de inúmeras maneiras sendo as mais comum os casos abaixo:
• Parte pelo todo: Ele possuía inúmeras cabeças de gado. (bois)
• Causa pelo efeito: Consegui comprar a televisão com meu suor. (trabalho)
• Autor pela obra: Li muitas vezes Camões. (obra literária do autor)
• Inventor pelo Invento: Meu pai me presenteou com um Ford. (inventor da marca Ford: Henri Ford)
• Marca pelo produto: Meu pai adora tomar Nescau com leite. (chocolate em pó)
• Matéria pelo objeto: Passou a vida atrás do vil metal. (dinheiro)
• Singular pelo plural: O cidadão foi às ruas lutar pelos seus direitos. (vários cidadãos)
• Concreto pelo abstrato: Natália, a melhor aluna da classe, tem ótima cabeça. (inteligência)
• Continente pelo conteúdo: Quero um copo d’água. (copo com água)
• Gênero pela espécie: Os homens cometeram barbaridades. (humanidade)
Catacrese
Emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica.
Exemplo: Embarcou há pouco no avião.
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico para o avião,
embarcar é o utilizado.
A catacrese é uma figura de linguagem que representa um tipo de metáfora de uso comum que, com o
passar do tempo, foi desgastada e se cristalizou.
Isso porque ao utilizarmos tanto determinada palavra, não notamos mais o sentido figurado expresso
nela. Por exemplo: O pé da cadeiraestá quebrado.
O exemplo acima nos leva a pensar no sentido denotativo e conotativo das palavras. Ou seja, a cadeira
não possui um “pé”, que no sentido denotativo é uma extremidade do membro inferior encontrada nos
animais terrestres.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Lembre-se que o sentido denotativo é aquele encontrado nos dicionários, o qual representa o conceito
“real” da palavra. No exemplo acima, o pé da cadeira está no sentido conotativo (ou figurado) da
palavra.
Sendo assim, a catacrese é um tipo especial de metáfora que já foi incorporada por todos os falantes
da língua.
Mas, por ser uma expressão muito utilizada e, portanto, desgastada, estereotipada, viciada e pouco
original, ela é considerada uma catacrese.
Nesse sentido, utilizamos essa figura de linguagem por meio da aproximação ou semelhança da forma
de tal objeto.
Assim, a catacrese faz uma comparação e usa um determinado termo por não ter outro que designe
algo específico. De tal modo, a palavra perde seu sentido original.
Entenda mais sobre os conceitos de:
• Conotação e Denotação
• Metáfora
A catacrese está na categoria de figuras de palavras, ao lado da metáfora, metonímia, comparação,
antonomásia e sinestesia.
Exemplos de Catacrese
A catacrese é muito utilizada na linguagem coloquial (informal) e também em textos poéticos e
músicas. Pode ser considerada uma gíria, uma vez que facilita o processo comunicativo pelo uso de
outras palavras.
Confira abaixo alguns exemplos muito comuns de catacrese:
• Árvore genealógica
• Fio de óleo
• Céu da boca
• Boca do túnel
• Boca da garrafa
• Pele do tomate
• Braço do sofá
• Braço da cadeira
• Braço de rio
• Corpo do texto
• Pé da página
• Pé da cama
• Pé da montanha
• Pé de limão
• Perna da mesa
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• Maçã do rosto
• Coroa do abacaxi
• Asa da xícara
• Asa do avião
• Dentes do serrote
• Dentes de alho
• Cabeça do alho
• Cabeça do prego
• Cabeça do alfinete
• Batata da perna
Exemplo de Catacrese na Literatura
“Dobrando o cotovelo da estrada, Fabiano sentia distanciar-se um pouco dos lugares onde tinha vivido
alguns anos.” (Graciliano Ramos em Vidas Secas.)
A expressão “cotovelo da estrada” é um tipo de catacrese, utilizada nos textos poéticos para oferecer
maior expressividade ao texto.
Exemplo de Catacrese na Música
“Usei a cara da lua/As asas do vento/Os braços do mar/O pé da montanha” (MPB-4 em “Composição
Estranha”)
As expressões “os braços do mar” e “o pé da montanha” são exemplos de catacrese.
Já as expressões “cara da lua” e “asas do vento” são exemplos de metáfora que ocorrem por meio de
uma relação de similaridade.
Curiosidades sobre Catacrese
Segundo a origem etimológica, a palavra catacrese vem do latim “catachresis” e do grego “katakhresis”
e significa “mau uso”.
Originalmente, o termo “embarcar” era utilizado para expressar a entrada num barco. Mas de tanto que
foi utilizada pelos falantes para entrar em outros meios de transporte, hoje a utilizamos sem notar seu
sentido original. Assim, a palavra “embarcar” trata-se de uma catacrese.
Da mesma forma, a palavra “azulejo” era utilizada para determinar ladrilhos azuis. Atualmente, a
utilizamos para determinar qualquer cor de ladrilho. E, portanto, também se trata de uma catacrese.
Ainda temos a palavra “encaixar” que no sentido original significava “colocar em caixas”. O termo foi
tão utilizado pelos falantes da língua que hoje determina a colocação de algo num local que cabe
perfeitamente.
Sinestesia
Associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes.
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada.
A frieza está associada ao tato e não à visão.
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A sinestesia é uma figura de linguagem que faz parte das figuras de palavras. Ela está associada com
a mistura de sensações relacionadas aos sentidos: tato, audição, olfato, paladar e visão.
Sendo assim, essa figura de linguagem estabelece uma relação entre planos sensoriais diferentes.
Ela é muito utilizada como recurso estilístico e, portanto, surge em diversos textos poéticos e musicais.
No movimento simbolista, a sinestesia foi muito empregada pelos escritores.
Além da sinestesia, outras figuras de palavras são: a metáfora, a metonímia, a comparação,
a catacrese e a perífrase (ou antonomásia).
Exemplos
Confira abaixo alguns exemplos de sinestesia na literatura:
• “E um doce vento, que se erguera, punha nas folhas alagadas e lustrosas um frêmito alegre e
doce.” (Eça De Queiros)
• “Por uma única janela envidraçada, (…) entravam claridades cinzentas e surdas, sem sombras.”
(Clarice Lispector)
• “Insônia roxa. A luz a virgular-se em medo. / O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou /
Gritam-me sons de cor e de perfumes.” (Mário de Sá-Carneiro)
• “As falas sentidas, que os olhos falavam/ Não quero, não posso, não devo contar.” (Casimiro de
Abreu)
• “Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha,
meio manacá, meio alfazema.” (Mário de Andrade)
• “O céu ia envolvendo-a até comunicar-lhe a sensação do azul, acariciando-a como um esposo,
deixando-lhe o odor e a delícia da tarde.” (Gabriel Miró)
• “Que tristeza de odor a jasmim!” (Juan Ramón Jiménez)
Sinestesia na Medicina
A sinestesia é um termo utilizado também na área da medicina. Trata-se de uma condição neurológica
(não é considerada doença), geralmente de causa genética (hereditária).
Ela faz com que um estímulo neurológico cognitivo ou sensorial provoque uma resposta numa outra via
cognitiva ou sensorial. Trata-se, portanto, de uma confusão mental.
Assim, umestímulo num determinado sentido provoca reações em outro, criando uma combinação
entre visão, audição, olfato, paladar e tato.
Pessoas que tem essa condição neurológica, por exemplo, ouvem cores e sentem sons.
Curiosidades
Do grego, o termo “synaísthesis” é formado pelos vocábulos “syn” (união) e “esthesia” (sensação).
Assim, a palavra está relacionada com a união de sensações.
O termo “cinestesia” (com c) está relacionado com a percepção corporal por meio da ação dos
músculos e da sustentação do corpo.
Perífrase
Substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique.
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é
ouvido a uma distância de 8 quilômetros.)
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A perífrase é uma figura de linguagem que está relacionada com as palavras. Por esse motivo, ela está
na categoria de figuras de palavras.
A perífrase ocorre pela substituição de uma ou mais palavras por outra expressão. Essa substituição é
feita mediante uma característica ou atributo marcante sobre determinado termo (ser, objeto ou lugar).
Além de ser usada na linguagem coloquial (informal), é comum a utilização da perífrase como recurso
estilístico em textos poéticos e musicais.
Ainda que a perífrase e a antonomásia sejam consideradas a mesma figura de linguagem, a
antonomásia trata-se de um tipo de perífrase. Assim, a antonomásia é quando se refere a uma pessoa
(nomes próprios).
Note que a perífrase é também chamada de circunlóquio uma vez que apresenta um pensamento de
modo indireto, com rodeios. Do grego, a palavra “períphrasis” significa o ato de falar em círculos.
Outras figuras de palavras são: metáfora, metonímia, comparação, catacrese e sinestesia.
Para saber mais sobre essa figura de linguagem, confira abaixo alguns exemplos.
Exemplos de Perífrase
• A cidade luz foi atingida por terroristas nessa tarde. (Paris)
• A terra da garoa está cada vez mais perigosa. (São Paulo)
• Sampa é o grande centro financeiro do país. (São Paulo)
• O país do futebol conquistou mais uma medalha nas olimpíadas. (Brasil)
• O país do carnaval celebrou mais uma conquista política. (Brasil)
• A cidade maravilhosa foi palco das olimpíadas 2016. (Rio de Janeiro)
• O Timão venceu mais um campeonato. (Corinthians)
• Mais ouro negro foi descoberto no Brasil. (Petróleo)
• O Velho Chico vem sofrendo com problemas ambientais. (Rio São Francisco)
• O pulmão do mundo está sofrendo com o desmatamento desenfreado. (Amazônia)
Exemplos de Antonomásia
• O poeta dos escravos escreveu diversos poemas abolicionistas. (Castro Alves)
• O rei do reggae recebeu em 1976 o prêmio de "Banda do Ano". (Bob Marley)
• A dama do teatro brasileiro foi indicada ao Oscar de melhor atriz. (Fernanda Montenegro)
• O divino mestre partilhou diversos ensinamentos. (Jesus)
• O pai da aviação foi um grande inventor brasileiro. (Santos Dumont)
• O poeta da vila é considerado um dos mais importantes músicos do Brasil. (Noel Rosa)
• O show do Rei estava lotado. (Roberto Carlos)
• O rei do pop faleceu em Los Angeles no ano de 2009. (Michael Jackson)
• A rainha dos baixinhos nasceu na cidade de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. (Xuxa)
• O rei do futebol é considerado um dos maiores futebolistas da história mundial. (Pelé)
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Perífrase Verbal
No âmbito da gramática, a perífrase verbal é uma locução verbal que substitui um verbo simples, por
exemplo:
Ele deve trabalhar essa noite. (verbo auxiliar e verbo principal)
Hipérbole
Exagero intencional na expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma
figura de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador.
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo:
"Estou morrendo de sede".
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica.
Figuras de Pensamento
Hipérbole
Exagero intencional na expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma
figura de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador.
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo:
"Estou morrendo de sede".
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica.
Eufemismo
Forma de suavizar o discurso.
Exemplo: Entregou a alma a Deus.
Acima, a frase informa a morte de alguém.
O Eufemismo é uma figura de pensamento, que corresponde a um dos subgrupos das figuras de
linguagem, a qual está intimamente relacionada ao significado das palavras. Do grego, a palavra
“euphémein” é formada pelo termo “pheme” (palavra) e o prefixo "eu-" (bom, agradável), que significa
“pronunciar palavras agradáveis”.
Sendo assim, o eufemismo é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem coloquial bem como
nos textos literários com o intuito de atenuar ou suavizar o sentido das palavras, substituindo assim, os
termos contidos no discurso, embora o sentido essencial permanece, por exemplo: Ele deixou esse
mundo. (nesse caso, a expressão “deixou esse mundo”, ameniza o discurso real: ele morreu.)
Dessa forma, esse recurso é utilizado muitas vezes pelo emissor do discurso, para que o receptor não
se ofenda com a mensagem triste ou desagradável que será enunciada. No entanto, há expressões em
que notamos a presença do eufemismo, com um tom irônico, por exemplo: Ela vestiu o paletó de
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madeira, frase indicando a morte da pessoa, de forma que a expressão “paletó de madeira” faz
referência ao objeto “caixão, ataúde, urna funerária”.
Note que o eufemismo se opõe a figura de pensamento denominada hipérbole, visto que ela é baseada
no exagero intencional do enunciador do discurso. Em outras palavras, enquanto o eufemismo suaviza
as expressões, a principal função da hipérbole é intensificar ou aumentar o sentido das palavras.
Litote
Forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como é a oposição da
hipérbole.
Exemplo: — Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe.
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não serem más, também não são boas.
Litote é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de pensamento. Ele é usado para
abrandar uma expressão por meio da negação do contrário. Ele permite afirmar algo por meio da
negação, por exemplo:
Eu não estou feliz com a notícia da prefeitura. Nesse exemplo, a expressão “não estou feliz” atenua a
ideia de “ficar triste”.
Lembre-se que essas palavras de significados opostos são chamadas de antônimos, por exemplo: bom
e mau, feliz e triste, caro e barato, bonito e feio, rico e pobre, etc.
O litote é muito utilizado na linguagem coloquial (informal) e geralmente o locutor tem o intuito de não
dizer diretamente o que se pretende. Além disso, ele é empregado nos textos literários.
Isso porque algumas vezes a expressão pode soar desagradável ou mesmo ter um tom agressivo para
o ouvinte.
Exemplos
• Joana pode não ser das melhores alunas da classe. (é ruim, ou seja, não é boa)
• Luíza não é das mais bonitas. (é feia, ou seja, não é bonita)
• Essa camisa não é cara. (é barata, ou seja, não é cara)
• Seus conselhos não são maus. (são bons, ou seja, não são maus)
• Rafael não está certo sobre o crime. (está errado, ou seja,não está certo)
• Essa bebida não está quente. (está fria, ou seja, não está quente)
• Sofia não é nada boba. (é esperta, ou seja, não é boba)
• Samuel não é pobre pois tem uma grande casa na praia. (é rico, ou seja, não é pobre)
• Manuela não dançou bem na apresentação da escola. (dançou mal, ou seja, não dançou bem)
• O supervisor Marcos não está limpo. (está sujo, ou seja, não está limpo)
Litote e Eufemismo
O litote e o eufemismo são duas figuras que pensamento que podem causar confusão. Isso porque o
eufemismo também é usado para atenuar uma ideia, por exemplo: Salvador não está mais entre nós
(ele morreu).
Da mesma maneira, o litote suaviza um enunciado, mas lembre-se que ele ocorre mediante a negação
do contrário.
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Sendo assim, o litote se opõe à figura de pensamento chamada hipérbole, uma vez que ela marca um
exagero intencional do enunciador.
Ironia
Representação do contrário daquilo que se afirma.
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada.
Sarcasmo e Ironia
O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os
textos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado.
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando, dessa maneira, as palavras em seu sentido
conotativo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo.
Diferença entre Sarcasmo e Ironia
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o
sarcasmo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo
utilizado sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma
figura de linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar.
Sarcasmo e Ironia
O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os
textos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado.
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando, dessa maneira, as palavras em seu sentido
conotativo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo.
Diferença entre Sarcasmo e Ironia
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o
sarcasmo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo
utilizado sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma
figura de linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar.
Em resumo, o sarcasmo e a ironia estão intimamente ligados, entretanto, diferem na intenção
estabelecida pelo escritor, ou seja, o sarcasmo sempre apresenta um tom provocador, mordaz e de
zombaria, que apela ao humor ou ao riso, todavia, a ironia apresenta um tom menos áspero, de forma
que se trata de uma contradição do sentido literal das palavras, sendo utilizada de forma mais amena,
sutil.
Não obstante, para alguns estudiosos do tema, o sarcasmo corresponde a um tipo de ironia com um
teor provocativo, e por sua vez, a ironia pode ser classificada de três maneiras, a saber: a ironia oral,
que expressa a diferença entre o discurso e a intenção; a ironia dramática ou satírica, diferença entre a
expressão e a compreensão; e a ironia de situação que corresponde a diferença existente entre a
intenção e o resultado da ação.
Ambos termos são provenientes da língua grega: a palavra sarcasmo (sarkasmós) significa zombaria,
escárnio, enquanto a palavra ironia (euroneia) significa dissimular, fingir. Para o escritor
contemporâneo brasileiro Gabito Nunes: “Quando uso o humor como escudo, é ironia. Quando uso o
humor como arma, é sarcasmo”.
Exemplos
Para estabelecer melhor essa distinção entre o sarcasmo e a ironia, vejamos os exemplos abaixo:
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• Ela é tão inteligente que errou todas as questões da prova. (Ironia)
• Sua maquiagem está linda, mas seu rosto é bem mais. (Sarcasmo)
Personificação
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais.
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
Na língua portuguesa, a personificação (também chamada de prosopopeia ou animismo) é uma figura
de linguagem, mais precisamente, uma figura de pensamento muito utilizada nos textos literários.
Ela está diretamente relacionada com o significado (campo semântico) das palavras e corresponde ao
efeito de “personificar”, ou seja, dar vida aos seres inanimados.
Desse modo, a personificação é utilizada para atribuir sensações, sentimentos, comportamentos,
características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou
seres irracionais, por exemplo: O dia acordou feliz.
Segundo o exemplo, a característica de “acordar feliz” é uma característica humana, que, nesse caso,
está atribuída ao dia (substantivo inanimado).
Note que a personificação pode também atribuir qualidades de seres animados a outros seres
animados, por exemplo, os animais: A cachorro sorriu para o dono.
A palavra personificação, derivada do verbo personificar, possui origem latina, sendo formada pelos
termos “persona” (pessoa, face, máscara) e o sufixo "–ção", que denota ação, ou seja, significa, ao pé
da letra, uma pessoa mascarada.
Da mesma maneira, a palavra prosopopeia, derivada do grego, é formada pelos termos “prosopon”
(pessoa, face, máscara) e “poeio” (finjo), ou seja, significa pessoa que finge.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos muito utilizadas nos textos literários, de modo que o
enunciador (emissor, autor) pretende dar mais ênfase ao seu discurso. Assim, ele emprega as palavras
no sentido conotativo, ou seja, no sentido figurado, em detrimento do sentido real atribuído à palavra, o
sentido denotativo.
As figuras de linguagem são classificadas em:
• Figuras de Palavras: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, sinestesia e antonomásia.
• Figuras de Pensamento: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole, gradação,
personificação e apóstrofe.
• Figuras de Sintaxe: elipse, zeugma, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, pleonasmo, anacoluto
e hipérbato.
• Figuras de Som: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia.
Exemplos de Personificação
Segue abaixo alguns exemplos em que a personificação é empregada:
O dia acordou feliz e o sol sorria para mim.
O vento assobiava esta manhã em que o céu chorava.
Naquela noite, a lua beijava o céu.
Após a erupção do vulcão, o fogo dançava por entre as casas.
Nos exemplos acima, nota-se a utilização da personificação, na medida em que características de
seres animados (que possuem alma, vida) são atribuídas aos seres inanimados (sem vida).
Note que os verbos ligados os substantivos inanimados (dia, sol, vento, fogo e lua) são características
dos seres humanos: acordar, sorrir, assobiar, chorar e beijar.
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Antítese
Uso de termos que têm sentidos opostos.
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz.
A Antítese representa uma figura de pensamento, pertencente a um dos subgrupos que compõem as
figuras de linguagem, que por sua vez, são recursos estilísticos que buscam proporcionar maior
ênfase, destaque ou expressividade ao discurso proferido.
De tal modo, a antítese corresponde a aproximação de palavras com sentidos opostos, por exemplo: o
ódio e a amor andam de mãos dadas. (nesse caso, o termo “ódio” está posicionada ao lado de seu
termo contrário, o "amor")
Na história literatura, a linguagem do período barroco (1580-1756), escola literária baseadanos
contrastes, conflitos, dualidades e excessos, utilizou a antítese como um dos principais recursos
estilísticos. Do grego, a palavra “antithèsis” é formada pelos termos “anti” (contra) e thèsis (ideia), que
significa literalmente ideia contra.
Diferença entre Antítese e Paradoxo
Muito comum haver confusão entre as figuras de pensamento denominadas antítese e paradoxo, uma
vez que ambas estão pautadas na oposição.
No entanto, a antítese apresenta palavras ou expressões que contenham significados contrários,
enquanto o paradoxo (também chamado de oximoro) emprega ideias opostas e absurdas entre o
mesmo referente no discurso.
Para entender melhor essa diferença, observe os exemplos abaixo:
• Durante a vida, acreditamos em muitas verdades e mentiras (antítese)
• Para mim, a melhor companhia é a solidão. (paradoxo)
Ambos exemplos estão pautados na oposição, no entanto, o primeiro buscou expor palavras contrárias,
ou seja, "verdade" e "mentira", enquanto no segundo, a oposição ocorre no mesmo referente, por meio
da ideia absurda de que a solidão é boa companhia, o que contraria o conceito ruim associado à
condição da solidão: não ter amigos ou companheiros, ser um dos principais motivos da depressão,
suicídios, dentre outros.
Exemplos de Antítese
Segue abaixo alguns exemplos em que a antítese é empregada. Note que os termos em destaque
apontam para seus opostos:
• A relação deles era de amor e ódio.
• O dia está frio e meu corpo está quente.
• A vida e a morte: duas figuras de uma mesma moeda.
• A tristeza e a felicidade fazem parte da vida.
• Bonito para alguns, feio para outros.
• Vivemos num paraíso ou num inferno?
• Faça sol ou faça chuva, estarei no teatro.
• O céu e a terra se fundem tal qual uma pintura.
• A luz e a escuridão estavam presentes em sua obra.
• Não sei dizer qual verdade reside na mentira.
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Paradoxo
Uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese).
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom.
Como é possível alguém estar cego e ver?
Na literatura, o paradoxo (também chamado de oximoro) é uma figura de pensamento baseada na
contradição.
Muitas vezes pode apresentar uma expressão absurda e aparentemente sem nexo, entretanto, expõem
uma ideia fundamentada na verdade.
Esse conceito é também utilizado em outras áreas do conhecimento, tal qual a filosofia, psicologia,
retórica, matemática e física.
Do latim, o termo paradoxo (paradoxum) é formado pelo prefixo “para” (contrário ou oposto) e o sufixo
“doxa” (opinião), que literalmente significa opinião contrária.
Exemplo de Paradoxo
Para entender melhor o conceito de paradoxo, vejamos a seguir, o soneto do português Luís Vaz de
Camões (1524-1580).
O escritor utiliza o paradoxo como principal figura de linguagem, ao unir ideais contraditórias que, por
sua vez, apresentam uma coerência:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Gradação
Apresentação de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax).
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo.
No exemplo acima acompanhamos a progressão da tranquilidade até o nervosismo.
A gradação (ou clímax) é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de pensamento. Ela
ocorre mediante uma hierarquia dos termos que compõem a frase.
A gradação é empregada por meio da enumeração de elementos frasais. Tem o intuito de enfatizar as
ideias numa sentença de ritmo crescente, até atingir o clímax (grau máximo).
Ou seja, ela oferece maior expressividade ao texto utilizando uma sequência de palavras que
intensificam uma ideia de maneira gradativa, e por isso recebe esse nome.
Essa figura de estilo é utilizada na linguagem artística, seja em textos poéticos ou musicais.
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Classificação
Na gradação, essa hierarquia pode ocorrer na forma crescente ou decrescente. Quando ela ocorre de
maneira crescente é chamada de clímax ou gradação ascendente.
Por sua vez, se ocorre de maneira decrescente é chamada de anticlímax ou gradação descendente.
Para compreender melhor, confira abaixo os exemplos:
• No restaurante, sentei, pedi, comi, paguei. (clímax)
• Ana estava pelo mundo e chegou no país, no estado, na cidade, no bairro. (anticlímax)
Exemplos de Gradação
Veja abaixo exemplos de gradação na literatura e na música:
• “Por mais que me procure, antes de tudo ser feito,/eu era amor. Só isso encontro./Caminho, navego,
voo,/- sempre amor.” (Cecília Meireles)
• “Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, uns cingidos de luz, outros ensangüentados (...).”
(Machado de Assis)
• “Em cada porta um freqüentado olheiro,/que a vida do vizinho, e da vizinha/pesquisa, escuta,
espreita, e esquadrinha,/para a levar à Praça, e ao Terreiro.” (Gregório de Matos)
• “Oh, não aguardes, que a madura idade/Te converta em flor, essa beleza/Em terra, em cinza, em
pó, em sobra, em nada.” (Gregório de Matos)
• “O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se.” (Padre Antônio Vieira)
• “Ninguém deve aproximar-se da jaula, o felino poderá enfurecer-se, quebrar as grades, despedaçar
meio mundo.” (Murilo Mendes)
• “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato)
• “Carregando flores/E a se desmanchar/E foram virando peixes/Virando conchas/Virando
seixos/Virando areia.” (Música “Mar e Lua” de Chico Buarque)
• “E o meu jardim da vida/Ressecou, morreu/Do pé que brotou Maria/Nem margarida nasceu.”
(Música “Flor de Lis de Djavan)
Apóstrofe
Interpelação feita com ênfase.
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais?
Apóstrofe é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de pensamento.
É caracterizada pelas expressões que envolvem invocações, chamamentos e interpelações de um
interlocutor (seres reais ou não).
Por esse motivo, a apóstrofe exerce a função sintática de vocativo, sendo, portanto, uma característica
dos discursos diretos.
De tal maneira, ela interrompe a narração com o intuito de invocar alguém ou algo que esteja presente
ou ausente no momento da fala.
A apóstrofe é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem informal (cotidiana), nos textos
religiosos, políticos e poéticos.
Além da apóstrofe, as figuras de pensamento são: gradação (ou clímax), personificação(ou
prosopopeia), eufemismo, hipérbole (ou auxese), litote, antítese, paradoxo (ou oxímoro) e ironia.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Exemplos
• Ó Deus! Ó Céus! Porque não me ligou?
• Senhor, tende piedade de nós.
• Padre, posso me confessar?
• Povo de São Paulo! Vamos vencer juntos.
• Liberdade, Liberdade! É isso que pretendemos nessa luta.
• Nossa! Como você conseguiu?
• Minha Filha! Que linda você está!
Exemplos na Literatura
• “Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
• “Olha Marília, as flautas dos pastores,/Que bem que soam, como são cadentes!” (Bocage)
• “Criança! não verás país nenhum como este:/Imita na grandeza a terra em que nasceste!” (Olavo
Bilac)
• “Tende piedade de mim, Senhor, de todas as mulheres.” (Vinícius de Moraes)
• “Deus, ó Deus! Onde estás, que não me respondes?” (Castro Alves).
• “Supremo Senhor e Governador do universo, que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e
chagas de Cristo, sucedamas heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?...” (Padre
Antônio Vieira)
Atenção!
Não confunda apóstrofe com apóstrofo. Enquanto o primeiro é uma figura de pensamento, o segundo é
um sinal gráfico (’) que indica a supressão de letras e sons, por exemplo: copo d’água.
A apóstrofe e o apóstrofo são palavras parônimas. Ou seja, termos que se assemelham na grafia e na
pronúncia, mas diferem no sentido.
Figuras de Sintaxe
Elipse
Omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil.
Exemplo: Tomara você me entenda (Tomara que você me entenda).
A elipse é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe (ou de construção).
Isso porque ela está relacionada com a construção sintática dos enunciados.
Ela é utilizada para omitir termos numa sentença que não forem mencionados anteriormente. No
entanto, esses termos são facilmente identificáveis pelo interlocutor.
Exemplo: Comi no restaurante da minha avó na semana passada.
No exemplo acima, sabemos que pela conjugação do verbo (primeira pessoa do singular), o termo
omitido foi o pronome pessoal (eu). Esse caso é chamado de “elipse de sujeito”.
Além da omissão do sujeito, a elipse pode ocorrer com outros termos da frase: verbos, advérbios e
conjunções.
Utilizamos essa figura de linguagem (ou estilo) cotidianamente nos discursos informais (linguagem
oral).
Ela é também muito empregada nos textos de modo a oferecer maior fluidez textual, evitando, por
exemplo, a repetição de alguns termos nas frases. Importante notar que a ausência desses termos não
interfere na compreensão textual.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Além da elipse, outras figuras de sintaxe são:
zeugma, hipérbato, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, anacoluto e pleonasmo.
Exemplos
Confira abaixo alguns exemplos de elipse na música e na literatura:
• “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (Machado de Assis) – omissão do verbo “haver”. (Na
sala havia apenas quatro ou cinco convidados)
• “A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.” (Carlos Drummond de Andrade) –
omissão da conjunção “se”. (A tarde talvez fosse azul se não houvesse tantos desejos)
• “Onde se esconde a minha bem-amada?/Onde a minha namorada...” (música “Canto triste” Edu
Lobo) – omissão do verbo “está”. (Onde está a minha namorada...)
• “Quando olhaste bem nos olhos meus/E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei.” (música
“Atrás da porta”) –omissão dos pronomes “tu” e “eu” (Quando tu olhaste bem nos olhos meus/E o teu
olhar era de adeus, eu juro que não acreditei)
Elipse e Zeugma
A zeugma, tal qual a elipse, é figura de sintaxe. Ela é considerada um tipo de elipse.
A diferença entre elas consiste na identificação do termo na frase. Ou seja, na elipse, o termo pode ser
identificado pelo contexto, ou mesmo, pela gramática. Mas, na elipse esses termos não foram
mencionados anteriormente.
Já na zeugma, os termos que foram omitidos já foram mencionados. Para compreender melhor, veja
abaixo os exemplos:
• Elipse: Andei por todo o parque. (Eu)
• Zeugma: Anne comprou banana, eu, maçã. (Comprei)
Atenção!
Quando a zeugma é empregada, o uso da vírgula, do ponto e vírgula ou do ponto final é obrigatório.
Exemplos:
• Na casa de Alfredo tinha jacuzzi; na minha, uma piscina. (omissão de “tinha”)
• Na casa de Maria havia laranjeira. Na minha, limoeiro. (omissão de “havia”)
• Mariana prefere artes plásticas, eu, cinema. (omissão de “prefiro”)
Curiosidades
• Do grego, o termo “élleipsis” significa “omissão” ou “falta”.
• Na matemática, o termo elipse define um tipo de forma ou de gráfico.
• Na astronomia, as elipses designam órbitas planetárias.
Zeugma
Omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes.
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.)
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A Zeugma é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe ou de construção.
Isso porque ela interfere na construção sintática das frases.
Ela é usada para omitir termos na oração com o intuito de evitar a repetição desnecessária de alguns
termos, como o verbo ou o substantivo.
Sendo assim, ela torna a linguagem do texto mais fluida. Quando é utilizada, o uso da vírgula torna-se
necessário.
A zeugma é utilizada na linguagem informal, e também é empregada em diversos textos poéticos e
musicais.
Exemplos
Confira exemplos de frases literárias e musicais em que a zeugma foi utilizada:
• “O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca.” (Raul Pompeia)
• “Um deles queria saber dos meus estudos; outro, se trazia coleção de selos.” (José Lins do Rego).
• “A vida é um grande jogo e o destino, um parceiro temível.” (Érico Veríssimo)
• “Pensaremos em cada menina/que vivia naquela janela;/uma que se chamava Arabela,/outra que se
chamou Carolina.” (Cecília Meireles)
• “O meu pai era paulista/Meu avô, pernambucano/O meu bisavô, mineiro/Meu tataravô, baiano.”
(Chico Buarque)
Zeugma e Elipse: Diferenças
É muito comum haver confusão entre as duas figuras de sintaxe: zeugma e elipse. No entanto, elas
apresentam diferenças.
Para muito estudiosos do tema, a zeugma é considerada um tipo de elipse, visto que também é
empregada por meio da omissão de um ou mais termos na oração.
A elipse é a omissão de um ou mais termos do discurso que não foram expressos anteriormente. Mas
estes são facilmente identificáveis pelo interlocutor (receptor). Já na zeugma, os termos já foram
mencionados antes no discurso.
Confira abaixo os exemplos:
• Ficamos ansiosos com o resultado. (pelo conjugação verbal podemos identificar a omissão do
pronome “nós”.) – elipse
• Joaquim comprou duas calças, eu uma. (omissão do verbo no segundo período: comprei). –
zeugma
Curiosidade
Do grego, o termo “zeygma” significa “ligação”.
Hipérbato
Alteração da ordem direta da oração.
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.)
O hipérbato ou inversão é uma figura de sintaxe que faz parte das figuras de linguagem. Ele é
caracterizado pela inversão brusca da ordem direta dos termos de uma oração ou período.
Na construção usual da língua, a ordem natural dos termos da oração vem posicionada dessa maneira:
sujeito + predicado + complemento.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Sendo assim, o hipérbato interfere na estrutura gramatical, invertendo a ordem natural dos termos da
frase. Por exemplo: Feliz ele estava. Na ordem direta a frase ficaria: Ele estava feliz.
Note que o uso do hipérbato pode comprometer muitas vezes o entendimento, ou mesmo gerar
ambiguidade.
Anástrofe e Sínquise
Outras figuras de sintaxe que invertem os termos da frase são: a anástrofe e a sínquise.
A anástrofe é uma inversão suave dos termos frasais. Já a sínquise é uma inversão mais acentuada e
que pode prejudicar o entendimento do período.
Por esse motivo, a anástrofe e a sínquise são consideradas por diversos estudiosos como tipos de
hipérbato.
Hipérbato e Anacoluto
Muitas vezes o hipérbato é confundido com o anacoluto, no entanto eles são diferentes. O anacoluto
apresenta uma irregularidade gramatical na estrutura gramatical do período, mudando de maneira
repentina a estrutura da frase.
Exemplo: Ele, parece que está passando mal.
Dessa maneira, temos a impressão de que o pronome “ele” não exerce sua função sintática
corretamente visto a pausa do período. E de fato, ele não possui relação sintática com os outros
termos da frase.
O anacoluto altera, portanto, a sequência lógica do plano sintático dos termos da frase, o que não
ocorre no hipérbato.
Já o hipérbato não é marcado por uma pausa, e sim pela inversão sintática dos termos da frase.
Exemplos de Hipérbato
Tanto na literatura, como namúsica, o hipérbato é usado muitas vezes para auxiliar na rima e
sonoridade dos versos.
Mas lembre-se que também utilizamos essa figura de linguagem no cotidiano, por exemplo:
• Está pronta a comida. (na ordem direta: a comida está pronta)
• Morreu meu vizinho (na ordem direta: meu vizinho morreu)
Hipérbato na Música
O hino nacional brasileiro é um exemplo notório em que o hipérbato foi utilizado muitas vezes. Analise
abaixo os trechos:
• “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante”
• “E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, /Brilhou no céu da Pátria nesse instante.”
Ordem direta do primeiro trecho: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um
povo heroico.
Ordem direta do segundo trecho: O sol da Liberdade brilhou em raios fúlgidos no céu da Pátria nesse
instante.
Hipérbato na Literatura
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O hipérbato é utilizado com fins estilísticos para dar maior ênfase ou expressividade à linguagem
literária.
“Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada/E triste, e triste e fatigado eu vinha. /Tinhas a alma de sonhos
povoada, /E alma de sonhos povoada eu tinha...” (Olavo Bilac)
Na ordem direta, o poema de Olavo Bilac ficaria: E eu vinha triste, e triste e fatigado/ Tinhas a alma
povoada de sonhos/ E eu tinha a alma povoada de sonhos.
“Aquela triste e leda madrugada, /cheia toda de mágoa e de piedade, /enquanto houver no mundo
saudade, /quero que seja sempre celebrada.” (Luís de Camões)
Na ordem direta o primeiro verso do soneto de Camões ficaria: aquela madrugada triste e leda.
Polissíndeto
Uso repetido de conectivos.
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes.
O polissíndeto é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe.
Ele é caracterizado pelo uso de síndetos, ou seja, de elementos conectivos (conjunções) nos períodos
compostos.
o polissíndeto forma as orações coordenadas sindéticas sendo que os elementos mais utilizados são:
e, ou, nem.
Essa figura de sintaxe é muito utilizada como recurso estilístico, sobretudo nos textos poéticos e
musicais.
Esse uso repetitivo das conjunções dá uma ideia de acréscimo, sucessão e continuidade, oferecendo
mais expressividade ao texto.
Exemplos
Confira abaixo alguns exemplos de frases com polissíndeto na música e na poesia:
• “As ondas vão e vem/ E vão e são como o tempo.” (Música “Sereia” de Lulu Santos)
• “Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ índios e padres e bichas, negros e
mulheres/E adolescentes fazem o carnaval.” (Música “Podre Poderes” de Caetano veloso)
• “Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,/Porque o presente é todo o passado e
todo o futuro.” (Ode Triunfal de Fernando Pessoa)
• “Do claustro, na paciência e no sossego,/Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!” (“A um poeta” de
Olavo Bilac)
Polissíndeto e Anáfora
A anáfora é uma figura de sintaxe que também está relacionada com a repetição.
O que a difere do polissíndeto é que essa repetição pode ser de palavras ou expressões, e não
somente de elementos conectivos. Geralmente, a anáfora aparece no início das frases.
Para compreender melhor, veja abaixo um exemplo de anáfora e polissíndeto:
"E o olhar estaria ansioso esperando
E a cabeça ao sabor da mágoa balançando
E o coração fugindo e o coração voltando
E os minutos passando e os minutos passando..."
("O olhar para trás", Vinícius de Moraes)
Acima, temos um exemplo em que as duas figuras de linguagem estão presentes por meio da
repetição da conjunção "e".
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Curiosidade: Você Sabia?
Do grego, o termo “polysýndeton” é formado pelo vocábulo “polýs” (muitos) e pelo verbo “syndéo” (unir,
ligar). Sendo assim, a palavra polissíndeto significa “muitas ligações”.
Assíndeto
Omissão de conectivos. É o contrário do polissíndeto.
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios.
O assíndeto é uma figura de linguagem, mais precisamente umafigura de sintaxe. Ela é caracterizada
pela ausência de síndeto.
O síndeto, nesse caso, é uma conjunção coordenativa utilizada para unir termos nas orações
coordenadas.
Logo, o assíndeto corresponde a uma figura de sintaxe marcada pela omissão de conjunções
(conectivos) nos períodos compostos.
Geralmente, no lugar dos conectivos são colocados vírgula ou ponto e vírgula, criando assim orações
coordenadas assindéticas.
Além de ser utilizada na linguagem oral, o assíndeto é empregado como recurso estilístico nos textos
poéticos e musicais com o intuito de aumentar a expressividade, bem como enfatizar alguns termos da
oração.
Exemplos de Assíndeto
• “Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado, se quiser voar. Pra lua, a taxa é
alta. Pro sol: identidade.” (música “Carimbador Maluco” de Raul Seixas)
• “Por você eu largo tudo. Vou mendigar, roubar, matar./ Que por você eu largo tudo. Carreira,
dinheiro, canudo.” (música “Exagerado” de Cazuza)
• “Nascendo, rompendo, rasgando, E tomando meu corpo e então...Eu... chorando, sofrendo,
gostando, adorando.” (música “Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)” de Gonzaguinha)
• “A tua raça de aventura quis ter a terra, o céu, o mar/A tua raça quer partir, guerrear, sofrer, vencer,
voltar.” (“Epigrama nº 7” de Cecília Meireles)
• “Tive ouro, tive gado, tive fazendas.” (“Confidência do Itabirano” de Carlos Drummond de Andrade)
• “Era impossível saber onde se fixava o olho de padre Inácio, duro, de vidro, imóvel na órbita escura.
Ninguém me viu. Fiquei num canto, roendo as unhas, olhando os pés do finado, compridos, chatos,
amarelos.” (“Angústia” de Graciliano Ramos)
Assíndeto e Polissíndeto: Diferenças
Enquanto o assíndeto é determinado pela omissão de uma conjunção (síndeto), o polissíndeto é
marcado pela repetição da conjunção coordenativa (conectivo).
Exemplos:
• Maria correu, pegou o ônibus, foi para o trabalho. (Assíndeto)
• Maria correu e pegou o ônibus e foi para o trabalho. (Polissíndeto)
Saiba mais sobre os Conectivos.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Curiosidade: Você sabia?
Do grego, o vocábulo “asýndetos” é composto pelo “a”, que indica uma negação, e pelo verbo
“syndéo”, que significa “unir”, “ligar”. Portanto, o termo assíndeto significa a ausência de ligação.
Anacoluto
Mudança repentina na estrutura da frase.
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando zonzo.)
O anacoluto é uma figura de linguagem que está relacionada com a sintaxe das frases. Por esse
motivo, é chamada de figura de sintaxe.
Ele é caracterizado por alterar a sequência lógica da estrutura da frase por meio de uma pausa no
discurso. Assim, o anacoluto realiza uma “interrupção” na estrutura sintática da frase.
Note que as figuras de linguagem são muito utilizadas nos textos poéticos. Isso porque elas oferecem
maior expressividade ao texto.
No caso do anacoluto, na maioria das vezes, ele enfatiza uma ideia ou mesmo uma pessoa do
discurso.
Normalmente, o termo inicial fica “solto” na frase sem apresentar uma relação sintática com os outros
termos. Por exemplo: Meu vizinho, soube que ele está no hospital.
A expressão "meu vizinho" parece ser o sujeito da oração, mas quando terminamos a frase podemos
constatar que ele não possui essa função sintática estabelecida.
Além de ser usado na linguagem literária e musical, o anacoluto é utilizado na linguagem coloquial
(informal). Na linguagem cotidiana ele é empregado pela espontaneidade típica desses tipos de
discursos.
Para compreender melhor essa figura de sintaxe, veja abaixo alguns exemplos:
Exemplos
Anacoluto na Linguagem Oral
• Eu, acho que estou passando mal.
• Nora, lembro dela sempre que chego aqui.
• A vida, não sei como será sem ele.
• Crianças,como são difíceis de lidar.
• Lúcia, ouvi dizer que está viajando.
• Portugal, quantas lembranças tenho.
Anacoluto na Literatura
• “Eu, que era branca e linda, eis-me medonha e escura.” (Manuel Bandeira)
• “Eu, porque sou mole, você fica abusando.” (Rubem Braga)
• “O relógio da parede eu estou acostumado com ele, mas você precisa mais de relógio do que eu”.
(Rubem Braga)
• “Umas carabinas que guardavam atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de tão
imprestáveis.” (José Lins do Rego)
• “A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha.” (Camilo Castelo Branco)
• “E o desgraçado tremiam-lhe as pernas, sufocando-o a tosse.” (Almeida Garret)
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Figuras de Sintaxe
Além do anacoluto, outras figuras de sintaxe (ou de construção) que interferem na estrutura gramatical
das frases são:
• Elipse
• Zeugma
• Hipérbato
• Silepse
• Assíndeto
• Polissíndeto
• Anáfora
• Pleonasmo
Pleonasmo
Repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado.
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.)
O pleonasmo é uma figura ou um vício de linguagem que acrescenta uma informação desnecessária
ao discurso, seja de maneira intencional ou não.
Do Latim, o termo “pleonasmo” significa superabundância.
Classificação
O pleonasmo é classificado de duas maneiras segundo a intenção do enunciador do discurso:
Pleonasmo Vicioso
Também chamado de redundância, o pleonasmo vicioso é utilizado como vício de linguagem.
Nesse caso, ele é um erro sintático não intencional que a pessoa comete por desconhecimento das
normas gramaticais.
Trata-se de um desvio gramatical que passa despercebido pelos falantes da língua. Note que ele é
muito utilizado no cotidiano e na linguagem coloquial.
Exemplos:
• subir para cima: o verbo “subir” já indica ir para cima, elevar-se.
• descer para baixo: o verbo “descer” já denota mover de cima para baixo, declinar.
• entrar para dentro: o verbo “entrar” já indica passar para dentro.
• sair para fora: o verbo “sair” é sempre passar de dentro para fora, afastar-se.
• encarar de frente: o verbo “encarar” significa olhar de frente, de cara. Ou seja, quando encaramos,
já estamos posicionados de frente.
• ver com os olhos: o verbo “ver” (perceber pela vista) está intimamente relacionado com os olhos,
uma vez que enxergamos com esse órgão
• hemorragia de sangue: a “hemorragia” é um termo que indica derramamento de sangue. Quando
utilizamos essa palavra, não é necessário utilizar o vocábulo sangue.
• multidão de pessoas: a palavra “multidão” já determina um grande agrupamento de pessoas.
• surpresa inesperada: a palavra “surpresa” já indica algo inesperado.
• outra alternativa: a palavra “alternativa” denota outra escolha dentre duas ou mais opções.
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Pleonasmo Literário
Já o pleonasmo literário (ou intencional) é usado com intenção poética de oferecer maior
expressividade ao texto. Assim, nesse caso ele é considerado uma figura de linguagem.
Em outras palavras, o pleonasmo literário é utilizado intencionalmente como recurso estilístico e
semântico para reforçar o discurso de seu enunciador. Observe que nesse viés, o escritor tem 'licença
poética' para fazer essa ligação.
Exemplos:
• “E rir meu riso e derramar meu pranto” (Vinicius de Moraes)
• “E ali dançaram tanta dança” (Chico Buarque e Vinicius de Moraes)
• “Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã” (Chico Buarque)
• “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
• “Morrerás morte vil na mão de um forte” (Gonçalves Dias)
• “Quando com os olhos eu quis ver de perto” (Alberto de Oliveira)
• “Chovia uma triste chuva de resignação” (Manuel Bandeira)
Vícios de Linguagem
Os Vícios de Linguagem são desvios das normas gramaticais que podem ocorrer por descuido do
falante ou por desconhecimento das regras da língua.
Tratam-se de irregularidades que ocorrem no dia-a-dia, das quais se destacam: pleonasmo,
barbarismo, ambiguidade, solecismo, estrangeirismo, plebeísmo, cacofonia, hiato, eco e colisão.
Silepse
Concordância com o que se entende e não com o que está implícito. Há silepse de gênero, de número
e de pessoa.
Exemplos:
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade
de São Paulo.)
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioriados
clientes ficou insatisfeita com o produto.)
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de
eles: Todos terminaram os exercícios)
A silepse é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de sintaxe (ou de construção).
Isso porque ela está intimamente relacionada com a construção sintática das frases.
A silepse é empregada mediante a concordância da ideia e não do termo utilizado na frase. Dessa
forma, ela não obedece as regras de concordância gramatical e sim por meio de uma concordância
ideológica.
Classificação
Dependendo do campo gramatical que ela atua, a silepse é classificada em:
• Silepse de Gênero: quando há discordância entre os gêneros (feminino e masculino);
• Silepse de Número: quando há discordância entre o singular e o plural;
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• Silepse de Pessoa: quando há discordância entre o sujeito, que aparece na terceira pessoa, e o
verbo, que surge na primeira pessoa do plural.
Exemplos
Para compreender melhor, confira abaixo exemplos de silepse:
• Silepse de Gênero: A velha São Paulo cresce a cada dia.
• Silepse de Número: O povo se uniu e gritavam muito alto nas ruas.
• Silepse de Pessoa: Todos os pesquisadores estamos ansiosos com o congresso.
No primeiro exemplo, notamos a união dos gêneros masculino (São Paulo) e feminino (velha).
No segundo exemplo, o uso do singular e plural denota o uso da silepse de número: povo (singular) e
gritavam (plural).
No terceiro exemplo, o verbo não concorda com o sujeito, e sim com a pessoa gramatical:
pesquisadores (terceira pessoa); estamos (primeira pessoa do plural)..
Anáfora
Repetição de uma ou mais palavras de forma regular.
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui
sempre para você.
A anáfora é uma figura de linguagem que está intimamente relacionada com a construção sintática do
texto. Por esse motivo, ela é chamada de figura de sintaxe.
A anáfora ocorre por meio da repetição de termos no começo das frases (ou dos versos). É um recurso
estilístico muito utilizado pelos escritores na construção dos versos com o intuito de intensificar uma
expressão.
Exemplos
A anáfora é muito utilizada na poesia, na música e nas propagandas publicitárias. Veja abaixo alguns
exemplos:
Anáfora na Música
"É o pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira"
(Trecho da música “Águas de Março” de Tom Jobim)
Anáfora na Literatura
"É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
FIGURAS DE LINGUAGEM
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é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO."
(“Poema da Necessidade” de Carlos Drummond de Andrade)
Anáfora naPublicidade
"Tá na moda. Tá na mão, tá na C&A." (Publicidade da C&A - loja de vestuário)
Anáfora e Catáfora: Diferenças
Além da figura de linguagem anáfora, temos também a anáfora como mecanismo de coesão textual.
Nesse caso, ela retoma um componente textual, ou seja, faz referência a uma informação que já fora
mencionada no texto. Ela pode ser chamada de elemento anafórico.
Por sua vez, a catáfora antecipa um componente textual, sendo chamada de elemento catafórico.
Figuras de Som
Aliteração
Repetição de sons consonantais.
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
A aliteração é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de som (ou de harmonia).
É definida pela repetição de fonemas consonantais num enunciado. Isso significa que esses sons
podem ser parecidos ou iguais e, geralmente, estão localizados no início ou no meio da palavra.
A aliteração produz um efeito sonoro interessante, marcando o ritmo e sugerindo alguns sons
semelhantes às palavras que compõem o texto.
Sendo assim, a aliteração é um recurso linguístico muito utilizado nos textos poéticos para enfatizar
determinado som oferecendo maior expressividade ao texto.
Exemplos de Aliteração
Confira abaixo alguns trechos que utilizam a aliteração.
• “Vozes veladas, veludosas vozes,/Volúpias dos violões, vozes veladas/Vagam
nos velhos vórtices velozes/Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Souza) – repetição da
consoante “v”.
• “Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.” (Luís de Camões) – repetição da consoante “v”.
• “O rato roeu a roupa do rei de Roma.” (provérbio popular) – repetição da consoante “r”.
• “Quem com ferro fere com ferro será ferido.” (provérbio popular) – repetição da consoante “f”.
• “O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.” (provérbio popular) –
repetição da consoante “s”.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Paronomásia
Repetição de palavras cujos sons são parecidos.
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo,
cavalheiro = homem gentil)
A paronomásia é uma figura de linguagem que está definida na categoria de figuras de som.
Isso porque ela está relacionada com a sonoridade das palavras. Dessa forma, ela utiliza os parônimos
para enfatizar uma ideia e por isso recebe esse nome.
Lembre-se que as palavras parônimas apresentam sonoridade e são escritas de forma semelhante.
Mas o significado delas é muito diferente.
Geralmente a paronomásia é utilizada em textos literários, mas também pode ser usada na linguagem
oral e popular.
Palavras Parônimas
As palavras parônimas se assemelham no som e escrita. Mas fique atento, pois um erro pode
causar grande confusão. Veja abaixo algumas palavras parônimas:
• Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
• Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico)
• Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
• Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
• Delatar (denunciar) e dilatar (alargar)
• Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos)
• Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião (brinquedo)
Exemplos de Frases com Paronomásia
• Eu vou te delatar se você não dilatar a pupila.
• Aprendeu nas aulas por meio da apreensão dos conhecimentos.
• José é um cavaleiro da fazenda muito cavalheiro.
• O docente aplicou a prova essa tarde para os discentes.
• Durante seu descanso o peão jogava pião com seus colegas.
Obs: O trava-línguas é um tipo de parlenda que faz parte da literatura popular. Um dos recursos
estilístico utilizado para dificultar o falante na recitação da frase é a paronomásia, por exemplo: "Fia, fio
a fio, fino fio, frio a frio".
Nesse caso, além da aproximação de palavras semelhantes, temos também a repetição da consoante
"f" e da vogal "o". Portanto, o uso das figuras de som: aliteração e assonância.
Assonância
Repetição de sons vocálicos.
Exemplo:
"O que o vago e incógnito desejo
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
A assonância é um tipo de figura de linguagem, chamada de figura de som ou harmonia. Ela é
caracterizada pela repetição harmônica de sons vocálicos (vogais) numa frase.
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É um recurso estilístico muito utilizado na literatura, na música e nos provérbios populares. Ela oferece
maior expressividade ao texto por meio da intensificação da musicalidade e do ritmo.
Além da assonância, as figuras de som mais importantes são: aliteração, paronomásia, onomatopeia.
Exemplos
Confira abaixo dois exemplos de assonância na música:
“Juro que não acreditei, eu te estranhei/Me debrucei sobre teu corpo e duvidei/E me arrastei e te
arranhei/E me agarrei nos teus cabelos” (Atrás da Porta – Chico Buarque) – repetição das vogais “ei”.
“Meu amor/O que você faria/Se só te restasse esse dia?/Se o mundo fosse acabar/Me diz o que você
faria” (O que você faria – Lenine) – repetição das vogais “ia”.
Aliteração e Assonância
Quanto às figuras de som, há duas que geram maior confusão. São elas a aliteração e a assonância.
Enquanto a assonância é a repetição de vogais, a aliteração é a repetição de consoantes. Para
clarificar melhor, veja abaixo os exemplos:
• Aliteração: “O pato pateta pintou o caneco” (Vinícius de Moraes) – repetição das consoantes “p” e
“t”.
• Assonância: “Minha foz do Iguaçu/Pólo sul, meu azul/Luz do sentimento nu(Djavan) – repetição da
vogal “u”.
Há muitos casos em que elas são utilizadas num mesmo verso ou frase, por exemplo:
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse…/O sol, celestial girassol, esmorece…/E as
cantilenas de serenos sons amenos/Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos…” (Eugênio de Castro)
No exemplo acima notamos o uso de ambas figuras de som. A aliteração dos fonemas “ss” e “c”, além
da repetição das consoantes “f”. Já a assonância é marcada pela repetição das vogais tônicas “e”.
Onomatopeia
Inserção de palavras que imitam sons.
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio.
A Onomatopeia é uma figura de linguagem que reproduz fonemas ou palavras que imitam os sons
naturais, quer sejam de objetos, de pessoas ou de animais.
Esse recurso aumenta a expressividade do discurso, motivo pelo qual é muito utilizado na literatura e
nas histórias em quadrinhos.
Exemplo de onomatopeia nos quadrinhos
Também é muito empregada nos textos enviados pela internet. São exemplos os fonemas que
expressam, por exemplo, o som do riso: “hahahaha, kkkkkk, rsrsrs”.
Do grego o termo “onomatopeia” (onomatopoiía) é formado pelos vocábulos “onoma” (nome) e “poiein”
(fazer”) o qual significa “criar ou fazer um nome”.
Exemplos
Segue abaixo lista das principais onomatopeias:
• Ratimbum: som de instrumentos musicais (Ra = caixa, tim = pratos, bum = bombo)
FIGURAS DE LINGUAGEM
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• Tic-tac: som do relógio
• Toc-toc: som de bater na porta
• Sniff sniff: som de pessoa triste, chorando
• Buááá: ruído de choro
• Atchim: barulho de espirro
• Uhuuu: grito de felicidade ou adrenalina
• Aaai: grito de dor
• Cof-cof: som de tosse
• Urgh: referente ao nojo
• Nhac: ruído de mordida
• Aff: som que expressa tédio e raiva
• Grrr: som de raiva
• Zzzz: som de homem ou animal dormindo
• Tchibum: som de mergulho
• Tum-tum: batidas do coração
• Plaft: som de queda
• Bum: ruído de explosão
• Crash: som de batida
• Smack: som de beijo
• Au Au: som do cachorro
• Miau: som do gato
• Cocóricó: som do galo cantando
• Piu-piu: som do passarinho
• Vrum-vrum: som de motor (moto, carro, etc.)
• Bang-bang: som de tiro
• Bi-bi: som de buzina
• Din-don: som da campainha
• Blém-blém: badalar dos sinos
• Trrrim-trrrim: ruído de telefone tocando
Confira na tabela abaixo o que diferencia cadauma das figuras de linguagem, bem como cada um dos
seus tipos.
Figuras de
Palavras ou
semânticas
Figuras de Pensamento
Figuras de Sintaxe ou
construção
Figuras de Som ou
harmonia
Produzem maior
expressividade à
comunicação
através das
palavras.
Produzem maior
expressividade à
comunicação através da
combinação de ideias e
pensamentos.
Produzem maior
expressividade à
comunicação através da
inversão, repetição ou
omissão dos termos na
construção das frases.
Produzem maior
expressividade à
comunicação
através da
sonoridade.
• metáfora
• comparação
• metonímia
• hipérbole
• eufemismo
• litote
• elipse
• pleonasmo
• zeugma
• aliteração
• paronomásia
• assonância
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Figuras de
Palavras ou
semânticas
Figuras de Pensamento
Figuras de Sintaxe ou
construção
Figuras de Som ou
harmonia
• catacrese
• sinestesia
• perífrase ou
antonomásia
• ironia
• personificação ou
prosopopeia
• antítese
• paradoxo ou oxímoro
• gradação ou clímax
• apóstrofe
• hipérbato
• silepse
• polissíndeto
• assíndeto
• anacoluto
• anáfora
• onomatopeia
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FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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1. LÍNGUA E FALA
A) LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO
Quando duas pessoas se comunicam e interagem entre si, dizemos que eles assumem papeis de
interlocutores no ato comunicativo.
Interlocutores são as pessoas que participam do processo de interação humana.
Para se comunicar e interagir, as pessoas fazem uso da linguagem.
Linguagem é o processo de interação comunicativa que se constitui pela construção.
A fala, os gestos, o desenho, a pintura, a música, a dança, o código morse, o código de trânsito, o
código dos surdos, o código telegráfico, tudo isso é linguagem.
Linguagem verbal é aquela cuja unidade é a palavra; já as linguagens não verbais têm unidade
diferentes da palavra, como o gesto, a imagem, a nota musical, etc. Existem também as
linguagens mistas, que combinam unidades próprias de diferentes linguagens.
Que tipo de linguagem veicula com maior rapidez uma informação? Por quê?
1.1 O Código
Código é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a transmissão de
mensagens
Língua é um tipo de código formado por palavras e leis combinatórias por meio do qual as
pessoas de uma comunidade se comunicam e interagem entre si.
2. VARIEDADES LINGUISTICAS
1.2 As Variedades Linguísticas
Cada um de nós começa a aprender sua língua em casa, em contato com a família, imitando o que
ouve e apropriando-se, aos poucos, do vocabulário e das leis combinatórias da língua. Nós vamos,
também, treinando nosso aparelho fonador ( a língua, os lábios, os dentes, os maxilares, as cordas
vocais) para produzir sons que se transformam em palavras, em frase e em textos inteiros.
Em contato com outras pessoas, na rua, na escola, no trabalho, observamos que nem todos falam
como nós. Há pessoas que falam de modo diferente por serem de outras cidades ou regiões do país,
ou por terem idade diferente da nossa, ou por fazerem parte de outro grupo ou classe social. Essas
diferenças no uso da língua constituem as variedades Linguísticas.
Variedades Linguísticas são variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições
sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
TEXTO E DISCURSO
Um texto é uma mensagem oral ou escrita. pelo menos é neste sentidop que tomaremos aqui o
termo.
Quanto a discurso – termo tomado em mais de um sentido por professores e pesquisadores –
significa aqui processo de produção e de interpretação do texto. Um estudo da linguagem sensível ao
discurso, neste sentido do termo, é aquele que não se limita ao texto em si, levando em conta as
circunstâncias em que ele é produzido e interpretado, a saber, a cultura em que ele se insere, o perfil
do emissor e do receptor, o momento histórico, o tipo de texto ( literário, didático, científico,
burocrático, jurídico etc.), o canal utilizado ( televisão, rádio, jornal, telefone, faz, e-mail, a pura e
simples conversa tête-a tête etc.)
3. O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
A) ESTUDO INSTRUMENTAL E PRÁTICO DA LINGUA PORTUGUESA
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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3.1 EXPRESSÃO ORAL E ESCRITA
A língua, representada por sons, palavras, frases, textos, é um material de comunicação, dependente
de vários fatores, para, em conjunto com eles, produzir significados e estabelecer relações humanas.
Portanto, não se isola como única a produzir entendimentos entre pessoas. Depende principalmente
de situações (contexto) e de intenções para significar mais completamente. Um gato nem sempre é
um felino; às vezes, uma pessoa bonita, o namorado de alguém; às vezes, pode se dirigir a alguém
quando furta alguma coisa; em outras, pode designar uma ligação elétrica clandestina.
3.2 NÍVEIS E MODALIDADES DA LÍNGUA
É por depender de situações e de intenções, principalmente, que a língua apresenta variações,
dentro de suas modalidades básicas, a oral e a escrita. Como se sabe, essas duas modalidades
apresentam entre si diferentes níveis, desde o vulgar, passando pelo descontraído, pelo formal, em
ambas as modalidades, até o considerado mais nobre, o literário, na escrita.
Kury (1972) apresenta um quadro das variações socioculturais com as duas modalidades de língua,
oral e escrita, cada qual com quatro diferentes níveis e registros:
• Modalidade falada – vulgar, coloquial corrente, coloquial culto e ultraformal
• Modalidade escrita – vulgar, descontraído, formal e literário.
Modalidade Falada
Vulgar – próprio dos falantes sem instrução, analfabetos e semi-analfabetos, bem como dos
elementos marginais da sociedade, e usado igualmente pelos que os imitam. É neste registro que se
mesclam mais habitualmente os modismos grupais – e também os termos chulos, grosseiros, de
calão. As normas e padrão de correção geralmente aceitos pela comunidade sãototalmente
ignorados.
Coloquial corrente (descontraído) – é registro da linguagem familiar, corrente, usada pela maioria
dos membros de uma comunidade linguística, nas situações informais, na maior parte das situações
da vida social. É uma linguagem despreocupada, espontânea, nada ou pouco fiscalizada quanto à
correção – em suma, a linguagem de todas as horas.
Coloquial culto – “da linguagem cuidada, tensa, fiscalizada quanto à correção, seguindo os padrões
gramaticais geralmente aceitos. É uma ‘lingua de paletó e gravata’, empregada pelas pessoas
educadas, em circunstâncias algo formais, como por exemplo uma sala de aulas, uma reunião
profissional, uma palestra dirigida ao público em geral, uma conversa não descontraída entre pessoas
de instrução. Devidamente utilizada, a língua culta não foge à naturalidade, o que não acontece no
registro seguinte.”
Ultraformal – “em que, pelo fato de se imitar servilmente a língua literária conservadora, a fala tem
certo sabor antiquado, e soa como artificial, rebuscada. Há preocupação extrema com a correção
gramatical, o usuário parece trajar sempre casaca ou fraque... ( dos modelos mais quadrados...). È a
linguagem de conferências e discursos empolgados cerimoniosos e empolgados, de certas reuniões
acadêmicas, excessivamente formais, e dos puristas em geral – um tanto fora da realidade, em
suma.”
A) MODALIDADE ESCRITA
Vulgar – “de pessoas sem instrução, apenas alfabetizadas, obrigadas em certas circunstâncias a
escrever, a expressão vem carregada de formas pertencentes ao registro vulgar da modalidade oral,
consideradas como desvios da norma vigente para a língua escrita. Situam-se neste nível, por
exemplo, um recado ou bilhete apressado, o orçamento de um serviço doméstico, cartazes, avisos
improvisados, tabuletas, pedido, solicitações etc., e mesmo os escritos daqueles que, em certas
seções da imprensa, intencionalmente imitam o linguajar das classes baixas”.
Descontraído – “de que o melhor exemplo é a correspondência íntima, mesmo entre pessoas de
instrução. Sofre duas influências antagônicas: a da língua coloquial corrente [portanto oral] e a língua
escrita formal (nível seguinte), do que resulta o seu caráter misto, um tanto híbrido, de um lado, termo
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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e expressões familiares, inclusive de gíria, com o desrespeito, muitas vezes voluntário, de certas
normas de gramática, de outro, pelo próprio lastro cultural de quem escreve, surgem termos e
construções eruditos, determinados pelo próprio assunto versado. É a crônica, muitas vezes,
excelente exemplo da utilização deste registro”
Formal – “em que, sem intuito específico, é visível a preocupação de se seguir a norma gramatical.
Neste registro se redigem (ou pelo menos deveriam redigir-se) as leis e outros atos oficiais, livros
didáticos e científicos, ensaios, etc. É nesta variante da língua escrita que o aluno deve ser
progressivamente levado a expandir-se – dura tarefa para o professor de Português, dificultada cada
vez mais, hoje em dia, pelo relaxamento crescente da boa expressão escrita, graças, em grande
parte, à invasão progressiva e avassaladora dos meios não verbais (televisão, cartazes de
propaganda, quadrinhos etc.).”
Literário – “o nível mais alto da língua escrita, de finalidade estética, buscando cingir-se às normas
vigentes (mal formuladas ainda, no seu todo), e que se diversifica atualmente em duas grandes
correntes:
a) a corrente conservadora, tradicionalista (...) que à sensibilidade da maioria dos brasileiros soa bem
antiquada e artificial;
b) a corrente renovadora, que procura aproximar a língua literária da oralidade expressiva e
incorpora termos e sobretudo construções de há muito vigorantes nessa, e que a corrente
conservadora evita ciosamente. Vão-se utilizando cada vez mais os torneios expressivos da língua
viva, que assim vai contribuindo para renovar permanentemente a língua escrita, injetando-lhe nova
seiva.
Nesta corrente há uma ramificação que podemos chamar revolucionária, de caráter experimental,
esteticamente das mais válidas, sem a menor dúvida, mas que, pelo fato de fugir deliberadamente da
norma em vigor, não pode indicar-se para modelo. Mário de Andrade e Guimarães Rosa pós-
Sagarana podem exemplificar esta variante”
Bibliografia Básica:
GARCIA, Othon. Comunicação em Prosa Moderna. 17ª ed. Rio de janeiro: Fundação Getúlio
Vargas, 1996.
Machado, Leo Bárbara. A Conversação. Rio de janeiro: UFRJ, caderno de pós-graduação em
Linguística do Texto., 2000.
4. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Estes dois conceitos são muito fáceis de entender se lembrarmos que duas partes distintas, mas
interdependentes, constituem o signo linguístico: o significante ou plano da expressão - uma parte
perceptível, constituída de sons - e o significado ou plano do conteúdo - a parte inteligível, o conceito.
Por isto, numa palavra que ouvimos, percebemos um conjunto de sons ( o significante), que nos faz
lembrar de um conceito (o significado).
A denotação é justamente o resultado da união existente entre o significante e o significado, ou entre
o plano da expressão e o plano do conteúdo. A conotação resulta do acréscimo de outros significados
paralelos ao significado de base da palavra, isto é, um outro plano de conteúdo pode ser combinado
ao plano da expressão. Este outro plano de conteúdo reveste-se de impressões, valores afetivos e
sociais, negativos ou positivos, reações psíquicas que um signo evoca.
Portanto, o sentido conotativo difere de uma cultura para outra, de uma classe social para outra, de
uma época a outra. Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente a
mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no prestígio
que cada uma delas evoca.
Desta maneira, podemos dizer que os sentidos das palavras compreendem duas ordens: referencial
ou denotativa e afetiva ou conotativa.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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A palavra tem valor referencial ou denotativo quando é tomada no seu sentido usual ou literal, isto
é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é objetivo, explícito, constante. Ela designa ou
denota determinado objeto, referindo-se à realidade palpável.
Além do sentido referencial, literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais,
conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras idéias associadas, de ordem abstrata,
subjetiva.
O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e conotação:
a) Exemplos de conotação e denotação (textos 1 e 2)
Nas receitas abaixo, as palavras têm, na primeira, um sentido objetivo, explícito, constante; foram
usadas denotativamente. Na segunda, apresentam múltiplos sentidos, foram usadas
conotativamente. Observa-se que os verbos que ocorrem tanto em uma quanto em outra dissolver,
cortar, juntar, servir, retirar, reservar - são aqueles que costumam ocorrer nas receitas; entretanto, o
que faz a diferença são as palavras com as quais os verbos combinam, combinações esperadas no
texto 1, combinações inusitadas no texto 2.
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FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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b) Exemplo de texto denotativo (texto 3)
Os textos informativos (científicos e jornalísticos), por serem, em geral, objetivos, prendem-se ao
sentido denotativo das palavras. Vejamos o texto abaixo, em que a linguagem está estruturada em
expressões comuns, com um sentido único.
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Texto 3 - texto técnico-científico
c) Exemplo de texto conotativo (texto 4)
Além dos poetas, os humoristas e os publicitários fazem um amplo uso das palavras no seu
sentido conotativo, o que contribui para que os anúncios despertem a atenção dos prováveis
consumidores e para que o dito humorístico atinja o seu objetivo de fazer rir, às vezes até com uma
certa dose de ironia.
Por exemplo, na propaganda de um ‘shopping’, foi usada a seguinte frase:
Texto 4 - propaganda
O anúncio tem aí um duplo sentido, pois transmite duas informações:
1. o Rio Design Center ganhou uma nova loja - PAVIMENTO SUPERIOR -onde estão à venda pisos
especiais;
2. nesta loja é possível encontrar o material para piso, importado da Holanda, que se chama
Marmoleum.
Na frase que fecha o anúncio, desfaz-se a ambiguidade: "Venha até a (ao invés de o) Pavimento
Superior e confira esta e outras novidades de revestimentos para pisos". Mas a frase de abertura faz
pensar em outros sentidos: o centro comercial ganhou um novo andar, um novo pavimento, ou
ganhou um revestimento novo em todo o seu piso, em todo o seu chão.
d) Exemplo de conotação
Os provérbios ou ditos populares são também um outro exemplo de exploração da linguagem no
seu uso conotativo. Assim, "Quem está na chuva é para se molhar" equivale a "/Quando alguém
opta por uma determinada experiência, deve assumir todas as regras e consequências decorrentes
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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dessa experiência". Do mesmo modo, "Casa de ferreiro, espeto de pau" significa O que a pessoa
faz fora de casa, para os outros, não faz em casa, para si mesma.
A respeito de conotação, Othon M. Garcia (1973) observa: "Conotação implica, portanto, em relação
à coisa designada, um estado de espírito, uma opinião, um juízo, um sentimento, que variam
conforme a experiência, o temperamento, a sensibilidade, a cultura e os hábitos do falante ou ouvinte,
do autor ou leitor. Conotação é, assim, uma espécie de emanação semântica, possível graças à
faculdade que nos permite relacionar coisas análogas ou semelhadas. Esse é, em essência, o traço
característico do processo metafórico, pois metaforização é conotação".
A Oralidade Na Gramática Do Ensino
Preti ( 1994, p.62) confirma:
Os meios de comunicação de massa tentam, hoje, uma aproximação entre a língua falada e a escrita,
e, por isso, a imprensa, o radio, a tevê e o cinema servem-se, quase sempre, de uma norma comum,
intermediária, que satisfaz ao receptor, aproximando-se de sua linguagem falada e que, por outro
lado, não choca as tradições escritas, com obediência à ortografia oficial, etc.
Nessa medida, tornam-se necessários o conhecimento e o domínio do papel dos elementos da
comunicação no processo das relações sociolinguísticas, bem com as funções da linguagem.
Tomemos as palavras de Jakobson (1970, p.123), sobre o processo e seus elementos da
comunicação:
O REMETENTE envia uma MENSAGEM ao DESTINATÁRIO. Para ser eficaz, a mensagem requer
um CONTEXTO (...), apreensível pelo destinatário, e que seja verbal ou suscetível de verbalização;
um CÓDIGO total ou parcialmente comum ao remetente e o destinatário (ou, em outras palavras, ao
codificador e ao decodificador da mensagem); e finalmente, um CONTACTO, um canal físico e uma
conexão psicológica entre o remetente e o destinatário, que os capacite a ambos a entrarem e
permanecerem em comunicação.
Remetente e destinatários são também chamados de emissor e receptor, respectivamente.
Esses fatores da comunicação soam em geral assim representados:
Esses fatores da comunicação determinam as seguintes funções da linguagem:
• emotiva – mensagem centrada no remetente
“Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou
poeta” (Cecília Meireles)
• conativa – também chamada de função apelativa. Orienta-se para o destinatário. Diferentemente
da emotiva, que muitas vezes manifesta-se pela interjeição, a conativa, como diz Jakobson (1970,
p.126), “encontra sua expressão mais pura no vocativo e no imperativo”
Chegue bem em Visconde de Mauá.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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• Fática – utilizada para testar o contato, para “prolongar ou interromper a comunicação, para verificar
se o canal funciona (“alô, está me ouvindo?), para atrair a atenção do interlocutor ou confirmar sua
atenção continuada.” (Jakobson, 1970, p.126)
“entende?”
“Não é?”
“...tipo assim...”
“você ta prestando atenção no que tou falando?
• Referencial – o mesmo que função denotativa. Orienta-se para o objeto, para o referente.
“ O Rio de Janeiro é uma grande cidade, mas apresenta sérios problemas sociais.”
“ Chove no Nordeste”
• Poética – o mesmo que função conotativa. Orienta-se para a mensagem. “É o enfoque da
mensagem por ela própria” (Jakobson, 1970: 128). Valem para esta função os mesmos princípios do
registro literário, desenvolvido na unidade anterior.
“ Chove no meu coração”.
• Metalinguística – orienta-se para o código. Fala da própria linguagem. Nessa medida, todo esta
apostila, assim como todo curso, utiliza-se da metalinguagem.
Considerando-se a estreita relação dos elementos da comunicação com as funções da linguagem,
eis o esquema destas:
Pelo que se visualiza nas duas representações, mais o fato de que os ingredientes da comunicação
são determinantes das funções da linguagem, juntamos os dois gráficos.
É notória a influência da linguagem oral sobre a escrita. O uso repetido e crescente de certas formas
e construções acabam por atingir a norma e provocar certas mudanças. Mas, na maioria dos casos,
resiste-se a certas tendências, no sentido de preservar o estatuto da escrita que, pelo tempo de que
dispõem leitor e escritor e pela possibilidade de uma visão mais crítica sobre o texto, permite a
observação dos fatores de escolha no sentido da correção, da clareza, da estética e da comunicação
da mensagem. A prática de uma gramática conversacional deve desenvolver-se em questões que
respondam à pergunta feita no início desta unidade:
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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Quais as interferências da oralidade que criam dificuldades no uso da língua escrita ou que podem
gerar novas tomadas de posição da gramática tradicional, quer modificando-se para a aceitação pela
força do uso, quer reforçando-se no sentido de sustentar as normas existentes?
Sendo assim, do ponto de vista prático, que aponte na direção do ensino do uso da língua, a
gramática conversacional vai implicar os elementos de organização da língua, na fronteira entre a fala
e a escrita, ou de todos os elementos da fala aceitos na escrita, ou toda sinalização da fala marcada
na escrita. Neste caso, apresentamos a seguir alguns dos mecanismos da gramática conversacional.
a) a seleção e a adequação vocabulares, que muitas vezes sofrem consequências dessa
aproximação oral/escrita. São casos, por exemplo, de substantivos e verbos, principalmente, de
sentido genérico, utilizados com diferentes acepções e aceitos na fala e que passam para a escrita.
Por exemplo, a palavra coisa e seu verbo coisar; o pronome você, em vez de nós, a gente, a gente, a
pessoa, alguém, o indivíduo; certosconectivos, sobretudo que; os verbos ter nos sentidos de
carregar, sofrer de, hospedar, gozar etc.; pôr por vestir, depositar, arrumar, publicar etc; fazer em vez
de construir, criar, escrever, arrumar, completar et.; dar em lugar de cobrir, encontrar, bater, publicar,
oferecer.;
b) a pontuação, enquanto representante da fala na escrita;
c) a concordância, em certas dificuldades na escrita por influência da fala, neste caso, por exemplo,
do verbo com o sujeito posposto e de toda silepse;
d) a regência, no chamado pronome relativo universal ( a moça que eu falei ontem) e em outros
pronomes precedidos ou não da preposição; em verbos como usufruir, desfrutar, sonhar, concordar,
discordar, assistir etc.; em casos de regência nominal em que a norma pede preposição e o oral
recusa, por exemplo: tenho a impressão que, tenho dúvida que;
e) a colocação, em que predomina a tendência à próclise por influência da fala brasileira;
f) a repetição, sobretudo de palavras, um dos traços mais marcantes da fala;
g) os pronomes, no uso dos pessoais retos pelos oblíquos e vice-versa: entre você e eu; pra mim
fazer;
h) a ortografia, em certas confusões como e e i e vice-versa, por exemplo:
empecilho, impecilho;
impedimento, empedimento;
tábua, taboa;
mágoa, mágua;
i) a morfologia na combinação agramatical de sufixo e base em certas derivadas:
sutil, sutilidade em vez de sutileza;
cândido, candidura em vez de candura;
gozar, gozadeira em vez de gozação ou gozo;
agudo, agudez/agudidez em vez de agudeza;
j) a translineação, na separação das sílabas de certas palavras:
tran-sa-tlân-ti-co e não trans-a-tlân-ti-co;
bi-sa-vô e não bis-a-vô;
su-pe-re-le-gan-te e não su-per-e-le-gan-te;
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
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in-te-res-ta-du-al e não in-ter-es-ta-du-al.
Eis um panorama de possibilidades de se trabalhar a gramática de ensino relacionada à fala, o que
significa basear-se no uso. Essa é uma das formas de ensino gramatical, que pode ser completada
com o auxílio do texto, não só a partir dele, como também para ele.
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FONOLOGIA E FONÉTICA
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Fonética E Fonologia
A Gramática registra e descreve todos os aspectos das línguas. Como sabemos, esses aspectos são
diversos e seu estudo é organizados em partes: Fonética e Fonologia, Morfolog ia e Sintaxe
(morfossintaxe), Semântica e Estilística.
Neste texto vamos refletir a respeito da primeira parte dos estudos da Gramática Descritiva,
a Fonética e Fonologia, que tratam dos aspectos fônicos, físicos e fisiológicos da nossa língua.
Fonética
A Fonética é o estudo dos aspectos acústicos e fisiológicos dos sons efetivos (reais) dos atos de
fala no que se refere à produção, articulação e variedades. Em outras palavras, a Fonética preocupa-
se com os sons da fala em sua realização concreta. Quando um falante pronuncia a palavra 'dia', à
Fonética interessa de que forma a consoante /d/ é pronunciada: /d/ /i/ /a/ ou /dj/ /i/ /a/.
Fonologia
A Fonologia é o estudo dos Fonemas (os sons) de uma língua. Para a Fonologia, o fonema é uma
unidade acústica que não é dotada de significado. Isso significa que osfonemas são os diferentes
sons que produzimos para exprimir nossas ideias, sentimentos e emoções a partir da junção de
unidades distintas. Essas unidades, juntas, formam as sílabas e as palavras.
A palavra 'Fonema' tem origem grega (fono = som + emas = unidades distintas) e representa
as menores unidades sonoras que formam as palavras. As palavras são a unidade básica da
interação verbal e são criadas pela junção de unidades menores: as sílabas e os sons, na fala, ou as
sílabas e letras, na escrita.
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes. Essa classificação existe em
virtude dos diferentes tipos de sons produzidos pela corrente de ar que sai dos nossos pulmões e é
liberada, com ou sem obstáculos, pela boca e/ou pelo nariz.
Fonética E Fonologia
1. Fonologia
É a parte da Gramática que estuda o comportamento dos fonemas de uma língua, tomando-os como
unidades sonoras capazes de criar diferença de significados. Outros nomes: fonêmica, fonemática.
2. Fonética
É a parte da Gramática que estuda as particularidades dos fonemas, ou seja, as variações que
podem ocorrer na realização dos fonemas.
3. Fonema E Letra
Fonema é a menor unidade sonora e distintiva de uma língua. Os fonemas dividem-se em vogais,
semivogais e consoantes. Convém reforçar que o fonema é uma realidade acústica.
Letra é o sinal gráfico que, na escrita, representa o fonema. A letra é uma realidade gráfico-visual do
fonema.
Observações Importantes:
a) Uma mesma letra pode representar fonemas diferentes. É o que ocorre com a letra “x” em palavras
como sexo (x = ks), feixe (x = ch), exato (x = z) e próximo (x = ss).
b) Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes. É o que ocorre em flecha (ch = x)
e lixo (x = ch).
c) Uma única letra pode representar dois fonemas. A esse fenômeno, chama-se dífono. Exemplo: táxi
(lê-se “táksi” – x = ks).
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d) Duas letras podem representar um único fonema. A esse fenômeno, chama-se dígrafo. Exemplo:
chave (lê-se “xávi” – ch = x).
4. Alfabeto Fonético
Como as letras da escrita não conseguem representar fielmente os fonemas, criaram-se símbolos
especiais para a representação fiel dos sons formadores dos vocábulos. Esses símbolos formam o
alfabeto fonético, utilizado na transcrição fonética dos sons da linguagem.
Qual É A DiferençaEntre Fonética E Fonologia?
Fonética
Estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala humana. Preocupa-se com a
parte significante do signo linguístico e não com o seu conteúdo; como os sons são produzidos pela
posição e função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios…)
Exemplo:
Distorção do /s/;
Diferença entre /d/ e /d^z/
Fonologia
Estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação
linguística. A fonologia se preocupa com a maneira como eles se organizam dentro de uma língua.
Estuda também a estrutura silábica, o acento e a entonação.
Exemplo:
Troca de /v/ pelo /f/ = vaca – faca
Classificação Dos Fonemas E Dígrafos
Os fonemas da Língua Portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem de ar, chegando livremente ao
exterior. Exemplos: pato, bota.
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba.
Exemplos: couro, baile.
Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para que não sejam
confundidos com as vogais i e u serão representados por [y] e [w] e chamados, respectivamente,
de iode e vau.
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais (língua, dentes,
lábios) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno, lâmpada.
Dicas:
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e indispensável para a formação da sílaba.
Você encontrará sílabas constituídas só de vogais, mas nunca formadas somente com consoantes.
Exemplos: viúva, abelha.
Dígrafos
É a união de duas letras representando um só fonema. Observe que no caso dos dígrafos não há
correspondência direta entre o número de letras e o número de fonemas.
Dígrafos que desempenham a função de consoantes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e
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outros.
Dígrafos que desempenham a função de vogais nasais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.
Classificação Dos Fonemas
Há quatro os critérios de classificação para as vogais:
Zona De Articulação
média ou central: a
anteriores ou palatais: é, ê, i
posteriores ou velares: ó, ô, u
Intensidade
tônicas: mais intensidade
átonas: intensidade fraca
a vogal átona pode ser:pretônica, postônica ou subtônica / facilmente = a (subton.), i (preton.), último
e (post).
Timbre
abertas – a, é, ó (em sílaba tônica ou subtônica)
fechadas – ê, ô, i, u (em sílabas tônicas, subtônicas ou átonas)
reduzidas – vogais átonas finais, proferidas fracamente
Papel Das Cavidades Bucal E Nasal
orais – a, é, ê, i, ó, ô, u – ressonância apenas da boca
nasais – todas as vogais nasalisadas – ressonância em parte da cavidade nasal. Índices de
nasalidade: ~ e m ou n em fim de sílaba.
Observação
As vogais nasais são sempre fechadas.
As consoantes também apresentam quatro critérios de classificação
Modo De Articulação
oclusivas – corrente de ar encontra na boca obstáculo total – p, b, t, d, c(=k) e q, g (=guê)
constritivas – corrente de ar encontra obstáculo parcial na boca – f, v, s, z, x, j, l, lh, r, rr. Elas
subdividem-se em: fricativas – f, v, s, z, x, j / laterais – l, lh / vibrantes – r, rr
Observação
As consoantes nasais (m, n, nh) são ponto de divergência entre gramáticos, no tocante a agrupá-las
como oclusivas ou constritivas. Isso se deve ao fato de a oclusão ser apenas bucal, chegando o ar às
fossas nasais onde ressoa. Para Faraco e Moura, são oclusivas. Hildebrando não as coloca em
nenhum dos dois grupos.
Ponto De Articulação
Bilabiais – p, b, m
labiodentais – f, v
linguodentais – t, d, n
alveolares – s, z, l, r
palatais – x, j, lh, nh
velares – c(=k), qu, g (=guê), rr
Papel Das Cordas Vocais
FONOLOGIA E FONÉTICA
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surdas – sem vibração – p, t, c(=k), qu, f, s, x
sonoras – com vibração – b, d, g, v, z, j, l, lh, m, n, nh, r (fraca), rr (forte)
Papel Das Cavidades Bucal E Nasal
nasais – m, n, nh
orais – todas as outras
Classificação dos Fonemas – Tipos
Existem três tipos de fonemas em português:
Vogal
Semivogal
Consoante
Vogal
É o fonema produzido livremente, sem que o ar encontre, na cavidade bucal, qualquer obstáculo à
sua passagem.
As vogais podem ser:
a) Orais: Quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /u/.
b) Nasais: Quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: /ã/.
c) Átonas: Pronunciadas com menor intensidade.
d) Tônicas: Pronunciadas com maior intensidade.
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/, quando formam sílaba com uma vogal:
Pai
são
Consoantes
São os fonemas produzidos quando a corrente de ar encontra , na cavidade bucal, obstáculos à sua
passagem.
Exemplos: /p/, /b/, /t/, /d/, /k/, /g/, /f/, /v/, /s/.
Fonemas
1 – Vogal
Fonema que sai livremente pela boca, não encontando nenhum obstáculo à pas- sagem do ar pelo
aparelho fonador.
Exemplos: /a/ /ê/ /i/ /ô/ /u/ /ã/ /e/ /i/ /o/ /u/ /é/ /ó/
2 – Semivogal
Nome dado aos sons /i/ e /u/ quando são pronunciados juntamente com uma outra vogal, numa só
emissão de voz.
Observação: Os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por e, o ou m.
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Exemplos: – mãe – a letra e tem o som de um i átono, sendo pronunciada juntamente com o a =
/m/ã/i/. – mão – a letra o tem o som de um u átono, sendo pronunciada juntamente com o u = /m/ã/u/.
– também – a sílaba final é pronunciada com um i:”tambeim”.
3 – Consoante
Fonema produzido graças aos obstáculos que impedem a passagem livre do ar. Exemplos: /b/, /d/, /g/
etc…
Classificação Dos Fonemas – Cordas Vocais
Vogais
São fonemas que fazem vibrar as cordas vocais, em cuja produção a corrente de ar vinda dos
pulmões não encontra obstáculos.
São doze, e não cinco como muitos imaginam.
São silábicos, isto é, constituem a base da sílaba.
/ a / / ã / / é / / ê / / / / i / / / / ó / / ô / / õ / / u / /
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/ quando formam sílabas com uma vogal.
can-tai a = vogal
i = semivogal
le-vou a = vogal
i = semivogal
Observação
As letras e e o também podem representar semivogal:
põe = [põi] mão = [mãu]
Consoantes
São fonemas resultantes de obstáculos encontrados pela corrente de ar vinda dos pulmões. São
assilábicos porque não podem formar sílaba sem auxílio de uma vogal.
bo-ca, ca-sa, da-do, fa-ca
A) Vogais
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema.
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma
vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas;
inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais.
B) Consoantes
Como o próprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para
serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais.
Cabe relembrar que, para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita).
Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é
o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui
fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”.
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C) Semivogais
Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza destas
nem a autonomia daquelas.
São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força
de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente,
como “i” e “u”, também serão semivogais.
Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem:
Semivogais Vogais
Pais país
Mau baú
Mágoa pessoaVídeo Leo
Mário Maria
Observações:
1ª) O a é sempre vogal, aberto ou fechado, oral ou nasal.
2ª) Qualquer uma das letras a, e, i, o, u, isolada ou entre duas consoantes, será vogal.
3ª) O fonema que receber o acento tônico será obviamente vogal.
4ª) Pode haver duas vogais juntas, mas jamais se juntarão duas semivogais.
Representação De Fonemas
A ortografia brasileira não é biunívoca, ou seja, na maioria dos casos não temos relação um para um
bi direcional entre grafemas e fonemas. Em função disso, vamos analisar os casos em que nossa
ortografia apresenta peculiaridades na representação dos fonemas.
Grafemas Biunívocos
São biunívocos os grafemas b, d, f, p, t e v que usamos para representar os fonemas /b/, /d/, /f/, /p/, /t/
e /v/ respectivamente.
Representação De Vogais Nasais
As vogais nasais são representadas de duas formas distintas: pelo uso de grafemas com o diacrítico
til ou por dígrafos formados por grafema vocálico seguido de n ou m. Veja exemplos na tabela a
seguir:
Vogal nasal Grafema com til Dígrafos
/ã/ Irmã, cãibra, mãe, mão. Ambos, âmbito,antes, ânfora.
/ẽ/ Empuxo, êmbolo,ensino, ênclise.
/ĩ/ Impróprio, ímpio,interno, índio.
/õ/ Compõe, anões. Ombro, cômputo,ontem, cônsul.
/ũ/ Umbigo, plúmbeo,unção, anúncio.
Observando a tabela, vemos que o til só é usado na representação das vogais nasais /ã/ e /õ/. Nos
demais casos, nossa ortografia recorre aos dígrafos. Além disso, a vogal /õ/ só é representada
por õ quando ocorre na seqüência /õy/ como em /prôpõy/, /sifrõys/, /furácõys/ e /pêõys/.
Os dígrafos que representam vogais nasais em nossa ortografia terminam em n ou m. Há uma regra
que define quando se usa um ou outro grafema. Quando a vogal nasal antecede /p/ ou /b/, o dígrafo
será finalizado com m. Quando a vogal nasal antecede qualquer outra consoante, o dígrafo terminará
em n.
Quando a vogal nasal ocorre no final de palavra, podemos ter representação com til (somente para a
vogal /ã/), com dígrafo finalizado em m ou, mais raramente, com dígrafo terminado em n. Veja
exemplos:
Órfã, irmã, cidadã, cupim, cupom, urucum, lúmen, próton.
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Outra peculiaridade na representação de vogais nasais ocorre em palavras
como também,convém, compraram e fariam que correspondem a /tãbẽy/, /cõvẽy/, /cõprárãw/ e
/fáriãw/ respectivamente. Nesses casos, a vogal nasal está associada a uma semivogal não
representada na escrita.
Representação De Vogais Orais
A representação de vogais orais não apresenta dificuldades exceto pelos casos em que os grafemas
apresentam diacríticos, mas deixaremos para estudar as representações de vogais orais com
diacríticos na área referente à acentuação. Aqui nos limitaremos a tratar da representação das vogais
por meio de grafemas sem diacríticos. Vemos isso na tabela a seguir.
Vogal oral Grafema Exemplo
/á/ a aberto
/â/ a mama
/é/ e era
/ê/ e espaço
/i/ i idade
/ó/ o obra
/ô/ o ostra
/u/ u uva
Observe que usamos o grafema a para representar os fonemas /á/ e /â/. Do mesmo modo,
usamos e para representar /é/ e /ê/ e o grafema o para representar /ó/ e /ô/. Nosso alfabeto, herdado
da escrita romana, não tem grafemas suficientes para uma representação biunívoca das vogais sem
recorrer a diacríticos.
Representação De Semivogais
Não temos grafemas dedicados à representação de /y/ e /w/, as duas semivogais da nossa língua.
Essas semivogais são representadas por e, i, o, ue l, conforme vemos nos exemplos a seguir.
Mãe, Boi, Canção, Mau, Normal.
As regras para representação de semivogais podem ser resumidas assim:
Quando /y/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por i. Ex.: Foi, sabia.
Quando /w/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por u ou l. Ex.: Pau, mal.
Quando /y/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por e. Ex.: Mãe,porões.
Quando /w/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por o. Ex.:Cidadão.
Uma Exceção À Regra: Cãibra.
É comum o uso do l para representar /w/ no final de muitas palavras do nosso idioma. Na variante
regional gaúcha, porém, tais palavras são pronunciadas com /l/ em vez de /w/. Por exemplo: A
palavra normal é pronunciada /nôrmáw/ na variante culta e /nôrmál/ na variante gaúcha.
Temos um caso particular de representação de semivogal em palavras como: compõem epropõem.
São flexões de verbo da terceira pessoa plural, grafadas com um m extra no final da palavra para
distinguir da flexão da terceira pessoa singular de mesma pronúncia: (compõe,propõe). Obviamente,
essa distinção só ocorre no discurso escrito, não tendo correspondência no discurso oral.
As palavras mau e mal têm a mesma pronúncia na variante culta: /máw/. No entanto, são grafadas de
forma distinta.
Representação De /G/ E /J/
O fonema /g/ pode ser representado por g como em garra, golpe e guri, ou então, por gu como
emguerra e guincho.
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Já o fonema /j/ se representa por j como emjarro, jeito, jirau, joçaou jumento, ou então, porg como
em gelo e gibi.
Veja na tabela um resumo dos usos do grafemag.
Quando a sílaba contém Os fonemas representados são Exemplos
ga /gá/ garra
/gâ/ gamo
gá /gá/ gávea
gâ /gâ/ poligâmico
g + vogal /ã/ /gã/ gânglio
ge /jê/ gelo
/jé/ germe
gé /jé/ gélido
gê /jê/ gênero
g + vogal /ẽ/ /jẽ/ gente
gi /ji/ gibi
gí /jí/ gíria
g + vogal /ĩ/ /jĩ/ ginga
go /gó/ gosma
/go/ governo
gó /gó/ gótico
gô /gô/ gônada
gu /gu/ guri
gú /gu/ augúrio
g + vogal /ũ/ /gũ/ algum
g + consoante /g/ + consoante gleba
grotesco
gnomo
gu + vogal /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ /g/ + vogal guerra
gueto
alguém
guichê
guincho
gu + vogal /á/ /gw/ + vogal água
gü + vogal /é/, /ê/, /ẽ/ ou /i/ /gw/ + vogal ungüento
sagüi
O Fonema /J/ Pode Ser Representado Tanto Por Gcomo Por J.
Não há uma regularidade que nos ajude a selecionar g ou j para representar /j/. O que sabemos é
que o grafema g apresenta algumas limitações para representar /j/. Por outro lado, o grafema j,
representa /j/ nos mais variados contextos. De resto, somente o convívio com o idioma para nos
orientar a grafia correta. Veja os exemplos:
Jarra, jambo, jegue, jeito, jirau, jóia, jornal, juro, jejum.
Germe, geração, gente, gibão, gíria, gim.
Representação De /K/
O fonema /k/ pode ser representado pelos grafemas c, k e q ou pelo dígrafo qu.
O grafema c representa tanto o fonema /k/ como o grafema /s/. A regra para saber qual o valor
fonológico desse grafema pode ser resumida assim:
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Quando o grafema c é seguido pelas vogais /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/, /õ/, /u/, /ũ/ ou por consoante terá
valor fonológico de /k/.
Exemplos: casa, campo, cópia, covarde,comprado, cura, cúmplice, cnidário, cancro.
Quando c é sucedido pelas vogais /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ representará o fonema /s/.
Exemplos: cebola, cético, centro, cínico,cinta.
O uso do grafema k na representação de /k/ é pouco comum em nosso idioma. São exemplos:kaiser,
kilobyte e know-how. Em função de um esforço pela eliminação do k da nossa ortografia, sua
utilização ficou restrita a casos em que a palavra se escreve com k também em outros idiomas como
na representação de unidades internacionais de medida (km, kg, etc.) ou palavras derivadas de
nomes próprios (kantiano,kafkiano, trotskista, etc.).
O uso do grafema q na representação de /k/ é bastante comum em nossa ortografia.
Exemplos:quando, quase, quociente, quotidiano, freqüente.
O dígrafo qu também representa /k/ em nossa ortografia. Exemplos: queijo, arqueiro, querela,quiabo.
Em nossa ortografia, o grafema q sempre ocorre seguido de u ou ü. Nesse caso, o grafema u, ora é
mudo, ora não. A regra para saber se o grafemaué mudo ou não é a seguinte:
Se após qu vier /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/ ou /õ/, o grafema u não é mudo.
Exemplos: quadra,quântico, quota, quociente.
Se após qu vier /é/,/ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ o grafema u será mudo. Exemplos: quero,queijo, quente, quiabo.
Em nossa língua há uma tendência para suprimir a semivogal /w/ em palavras como quotidiano,
quota ou quociente. São palavras que apresentam as seqüências /kwô/ ou /kwó/. Tanto que os
dicionários já registram duas possibilidades de pronúncia e grafia para esses casos.
Quotidiano, /kwôtidiânô/, cotidiano, /kôtidiânô/
Quota, /kwótá/, cota, /kótá/.
Quociente, /kwôsiẽtê/, cociente, /kôciẽtê/.
Representação de /λ/ e /ñ/
Os fonemas /λ/ e /ñ/ são representados de forma biunívoca pelos dígrafos lh e nh, respectivamente.
Exemplos: lhama, telha, molhado, enfadonho, aranha, manha.
Representação de /r/ e /R/
O fonema /r/, em nossa ortografia, é representado pelo grafema r. Por exemplo:caroço, arara, barato.
Já o fonema /R/ pode ser representado tanto por r como pelo dígrafo rr. A regra para representar /R/
corretamente é simples. Quando /R/ estiver no início da palavra, usamos r, e nos demais casos
usamos o dígraforr. Exemplos:
Raiz, rato, repolho.
Carroça, derrapagem.
Representação de /s/ e /z/
O fonema /s/ é o que apresenta mais possibilidades de representação na nossa escrita. Podemos
representá-lo de oito formas diferentes, como se vê nesses exemplos: seta, cebola, espesso,
excesso, açúcar, desça, auxílio easceta. Podemos representar /s/ com s, c, ss, xc, ç, sç, x e sc.
Infelizmente não há uma regularidade que nos ajude a selecionar o grafema correto para representar
este fonema. Somente o convívio com o idioma escrito nos dá a fluência necessária na escolha.
O fonema /z/ é representado pelos grafemas z ous, como vemos nesses exemplos: azeite, zênite,
casa e asilo. Igualmente, não temos regras para selecionar um ou outro grafema na representação de
/z/.
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Representação de /x/
O fonema /x/ pode ser representado pelo grafema x, ou pelo dígrafo ch. Veja os exemplos:
Xícara, xarope, xereta.
Chuva, chumbo, chave.
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DIVISÃO SILÁBICA
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Divisão Silábica
Você sabe como separar as sílabas corretamente? Para fazer isso é preciso saber algumas regras da
língua portuguesa. Confira!
Imagine que você está escrevendo uma redação na escola ou em algum processo avaliativo. Entre
tantas palavras, uma delas não coube inteiramente na linha que você escrevia. Então, o que se deve
fazer? Bom, nesses casos é indicado separar o vocábulo em duas partes, colocando um hífen (-)
entre elas.
E logo vem a dúvida: onde colocar? Não se deve separá-las de qualquer maneira. É preciso,
portanto, saber as regras de divisão silábica e assim conseguir escrever dentro da norma culta da
língua portuguesa. Veja a seguir essas normas e aplique-as em seu cotidiano.
Dividindo As Sílabas
Para realizar uma divisão correta, é preciso ter em mente, a princípio, que em todas as sílabas deve
haver pelo menos uma vogal, sem exceções. Por essa razão, essa norma se torna geral. Conheça
agora as regras práticas.
Não se separam
Ditongos E Tritongos
Palavras que possuem, respectivamente, duas e três vogais juntas. Na separação silábica elas
pertencem a uma mesma sílaba.
Exemplos: cau-le, ân-sia, di-nhei-ro, trei-no, des-mai-a-do, U-ru-guai, sa-guão, Pa-ra-guai, a-ve-ri-
guou, quais-quer, etc.
Dígrafos
São encontros consonantais, isto é, duas consoantes juntas, que possuem um mesmo som. Alguns
devem ser separados, mas outros não. Esse é o caso do: ch, lh, nh, gu e qu.
Exemplos: chu-va, fa-cha-da, es-ta-nho, fro-nha, a-que-la, co-lhei-ta, fi-lha, ni-nho, quei-jo, etc.
Encontros Consonantais Com L E R
Quando duas consoantes estão juntas na palavra e a segunda é l ou r, não há a separação delas.
Observe:
Exemplos: fla-gran-te, gló-ria, pla-no, cla-va, a-pre-sen-tar, a-brir, re-tra-to, re-gra, a-bran-dar, dra-
gão, tra-ve, etc.
Nessa regra há uma exceção, lembrem-se dela: ab-rup-to.
Encontros Consonantais Iniciais
Se a palavra tiver duas sílabas juntas no início, elas não são separáveis. Entenda.
Exemplos: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co, gno-mo, psi-có-lo-go, pneu-mo-ni-a, etc.
Palavra Terminada Em Consoante
Em nenhuma hipótese uma palavra que termine com consoante terá uma divisão silábica em que a
consoante fique isolada no final. Nesse sentido, a última letra se une à anterior.
Exemplos: sub-lin-gual, su-ben-ten-der, en-xá-guam, a-guen-tar, etc.
Separam-se
Ditongo Decrescente + Vogal
DIVISÃO SILÁBICA
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São palavras formadas por três vogais, mas não é a mesma coisa que o tritongo. Nessas palavras, a
formação é feita com uma vogal (a, e, o) + semivogal (i,u) + uma outra vogal (a,e,o). Preste atenção!
Exemplos: prai–a, tei–a, joi–a, sa-bo-rei–e, es-tei–o, ar-roi–o, etc.
OBS: A formação do tritongo é diferente, sendo semivogal + vogal + semivogal: Paraguai (“u” e “i”
são semi e “a” é vogal).
Hiatos
Quando há um encontro de duas vogais. Diferem-se do ditongo pela forma que são pronunciadas.
Exemplos: sa–ú-de, Sa–a-ra, ca–o-olho, du–e-lo, etc.
Outros Dígrafos
Como já dito, dígrafo ocorre quando duas consoantes juntas forma um único som. Nos casos
de: rr, ss, sc, sç, xs, e xc eles devem ser separados.
Exemplos: bar-ro, as-sun-to, guer–ra, sos–se-go, des–çam, cres–ço, etc.
Encontros Consonantais
Com exceção dos casos já citados, onde a segunda consoante é L ou R, nos outros casos a
separação ocorre.
Exemplos: de-cep–ção, ab–do-me, sub–ma-ri-no, ap–ti-dão, con-vic-ção, as-tu-to, ap-to, cír-cu-lo,
rit–mo, etc.
Vogais Idênticas
aa, ee, ii, oo, uu e os grupos consonantais cc, cç, também são separados.
Exemplos: Sa–a-ra, com-pre–en-do, xi–i-ta, vo–o, pa-ra-cu-u-ba; oc–ci-pi-tal, in-fec–cão, etc.
Divisão Silábica
Como sabemos, as sílabas são fonemaspronunciados por meio de uma única emissão de voz e
também que a base das sílabas da língua portuguesa são as vogais: a - e - i - o - u. Assim,
todo fonemapronunciado em uma única emissão de voz tem, pelo menos, uma vogal.
É importante ressaltarmos que, em algumaspalavras, os fonemas /i/ e /u/ não sãovogais, já que
aparecem apoiados a outra(s) vogal(is), formando uma só emissão de voz (uma sílaba). Essas vogais
que apoiam as outras são chamadas de semivogais. O que diferencia as vogais das semivogais é
o fato de que as últimas não desempenham o papel de núcleo silábico. A palavra “papai”, por
exemplo, é formada por duas sílabas (dissílaba), sendo a segunda formada por uma vogal (a) e por
uma semivogal (i).
A par dessas informações, podemos afirmar que, para saber o número de sílabas que compõem as
palavras, basta identificar quantas vogais há nessa palavra.
Vejamos Os Exemplos:
• pipoca – pi – po – ca (emissão de três fonemas sequenciais que estão ligados a vogais);
• aparelho – a – pa – re – lho (emissão de quatro fonemas sequenciais que estão ligados a vogais);
• pernambucana – per – nam – bu – ca - na (emissão de cinco fonemas sequenciais que estão
ligados a vogais.
Classificação Das Palavras Quanto Ao Número De Sílabas
• Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba: pé, flor, mão.
DIVISÃO SILÁBICA
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• Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas: balão (ba-lão); suco (su-co); santo (san-to).
• Trissílabas: palavras que possuem três sílabas: hóspede (hós-pe-de); lareira (la-rei-ra); sapato (sa-
pa-to).
• Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas: literatura (li-te-ra-tu-ra); amaciante (a-
ma-ci-an-te); sambódromo (sam-bó-dro-mo).
Divisão Silábica
→ Os dígrafos “ch”, “lh”, “nh”, “gu” e “qu” devem pertencer a uma única sílaba:
chu – va
o – lho
fe - char
que – ri – do
vo - zi – nho
→ Os dígrafos “rr”, “ss”, “sc”, “sç”, “xs” e “xc” devem ser separados em sílabas diferentes.
car – ro - ça
as – sas – si – no
cres – cer
nas – ceu
ex – ce – ção
→ Ditongos e tritongos devem permanecer na mesma sílaba.
U – ru – guai
ba – lai – o
→ Os hiatos devem ser separados em duas sílabas distintas.
di – a
ca – de – a – do
ba – ú
→ Os encontros consonantais devem ser separados, exceto aqueles cuja segunda consoante é “l”
ou “r”.
bru – to
blu – sa
cla - ro
tra - go
→ Os encontros consonantais que iniciam palavras são mantidos juntos na divisão silábica.
pneu – má – ti – co
gno – mo
DIVISÃO SILÁBICA
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Regras Para Divisão Silábica
Na modalidade escrita, indicamos a divisão silábica com o hífen. Essa separação obedece às regras
de silabação.
Não se separam:
a) as letras com que representamos os dígrafos ch, lh e nh.
Exemplos:
• ca-cha-ça
• pa-lho-ça
• ama-nhe-cer
b) os encontros consonantais que iniciam sílaba.
Exemplos:
• a-blu-ção
• a-cla-rar
• re-gra-do
• a-bran-dar
• sa-la-man-dra
• ca-tra-ca
c) a consoante inicial seguida de outra consoante.
Exemplos:
• gno-mo
• mne-mô-ni-co
• psi-có-ti-co
d) as letras com que representamos os tritongos.
Exemplos:
• a-guen-tar
• sa-guão
• Pa-ra-guai
• ar-guiu
• en-xa-guam
Separam-se:
a) as letras com que representamos os dígrafos rr, ss, sc, sç e xc.
Exemplos:
DIVISÃO SILÁBICA
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• car-ro
• pás-sa-ro
• des-ci-da
• cres-ça
• ex-ce-len-te
b) as letras com que representamos os hiatos.
Exemplos:
• sa-ú-de
• cru-el
• gra-ú-na
• re-cu-o
• vo-o
c) as consoantes seguidas que pertencem a sílabas diferentes.
Exemplos:
• ab-di-car
• cis-mar
• ab-dó-men
• bis-ca-te
• sub-lo-car
• as-pec-to
Observações
a) Não separamos as vogais dos ditongos decrescentes.
Exemplos: or-dei-ro, ju-deu, mau.
b) As vogais dos ditongos crescentes aceitam dupla partição.
Exemplos: cá-rie/cá-ri-e, sá-bio/sá-bi-o.
A separação silábica representa um dos requisitos relacionados à linguagem escrita e, como tal,
compõe uma das tantas competências que precisamos dispor, em se tratando de tal circunstância
comunicativa. Assim dizendo, esse fato está submetido a regras predefinidas, e, portanto, precisa ser
incorporado o quanto antes ao nosso conhecimento.
Ocupemo-nos em verificar algumas particularidades inerentes a esse fato da língua. Constatemos,
pois, as elucidações dispostas a seguir:
* As letras que formam os dígrafos “rr”, “ss”, “sc”, “sç”, “xs”, e “xc” devem permanecer em sílabas
diferentes. Verifiquemos alguns casos:
ex – ce – ção
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des – cer
ter – ra
pás – sa – ro...
* Os dígrafos “ch”, “nh”, “lh”, “gu” e “qu” pertencem a uma única sílaba. Vejamos:
guer – ra
ni – nho
chu – va
quei – jo...
* Os hiatos não devem permanecer na mesma sílaba. São exemplos:
ca – de – a – do
ju – í – za
La – ís...
* Os ditongos e tritongos devem pertencer a uma única sílaba. Constatemos:
Pa – ra – guai
a – ve – ri – guei
cai – xa
fei – xe
* Os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas não devem permanecer juntos, a não
ser aqueles em que a segunda consoante é “l” ou “r”. Vejamos alguns exemplos:
flau – ta (permaneceram juntos, pois a segunda letra é representada pelo “l”)
pra – to (o mesmo ocorre com esse exemplo)
ap – to
ab – dô – men
cír – cu – lo...
Observações passíveis de nota:
Alguns grupos consonantais iniciam palavras, por isso não devem ser separados. Observemos
alguns casos:
pneu – mo – ni – a
pneu – má – ti – co
psi – có – lo – go...
Sílaba E Divisão Silábica
De forma geral, uma sílaba é um conjunto de fonemas (menores unidades sonoras que constroem
uma palavra) formados por vogais e consoantes que são pronunciados num só impulso de voz.
Podemos classificar uma palavra e sua sílaba de acordo com: sua tonicidade(se uma palavra possui
sílaba tônica ou átona) ou o número de sílabas (quantidade de sílabas que uma palavra possui).
Classificação Quanto À Tonicidade
Em uma palavra, uma sílaba sempre será pronunciada com mais força do que as outras. Essas
sílabas são chamadas de tônicas, enquanto todas as outras de menor intensidade são chamadas
DIVISÃO SILÁBICA
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de sílabas átonas, como podemos ver nos exemplos a seguir, onde as sílabas marcadas
correspondem às tônicas as não marcadas às átonas:
Exemplos
an-ti-pá-ti-co, ve-lo-ci-da-de, lí-qui-do
Dependendo da posição da sílaba tônica em uma palavra, podemos classifica-las ainda
em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, como podemos ver na tabela abaixo:
Classificação Posição da sílaba tônica Exemplos
Oxítona Última sílaba tônica café, quintal, guaraná
Paroxítona Penúltima sílaba tônica velocidade, repórter, digno
Proparoxítona Antepenúltima sílaba tônica simpático, próximo, lâmina
Classificação quanto ao número de sílabas
As palavras podem ser classificadas também quanto ao número de sílabas: palavras de uma sílaba
só são monossílabas, duas sílabas são chamadas de dissílabas, três sílabas são as trissílabas e
as palavras de quatro sílabas ou mais são chamadas de polissílabas.
Divisão silábica
A divisão silábica das palavras geralmente é baseada de acordo com a sua pronúncia, mas existem
algumas particularidades, como vemos na tabela abaixo:
Ocorrência Orientação Exemplos
Ditongo e Tritongo Não separar Uruguai – U-ru-guai, Faixa – Fai-xa
Hiato Separar Saúde – Sa-ú-de
Dígrafos ss, rr, sc, sç,
xc
Separar Carrossel – Car-ros-sel, Cresça – Cres-ça, Exceção
– Ex-ce-ção, Piscina – Pis-ci-na
Consoante não
seguida de vogal
Deixar na sílaba da
esquerda
Magnífico – Mag-ní-fi-co
Prefixos + vogal Separar Desigualdade – De-si-gual-da-de
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SÍLABA E DIVISÃO SILÁBICA
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Sílaba E Divisão Silábica
Uma sílaba é um conjunto de fonemas (menores unidades sonoras que constroem uma palavra)
formados por vogais e consoantes que são pronunciados num só impulso de voz. Podemos classificar
uma palavra e sua sílaba de acordo com: sua tonicidade (se uma palavra possui sílaba tônica ou
átona) ou o número de sílabas (quantidade de sílabas que uma palavra possui).
Em uma palavra, uma sílaba sempre será pronunciada com mais força do que as outras. Essas
sílabas são chamadas de tônicas, enquanto todas as outras de menor intensidade são chamadas
de sílabas átonas, como podemos ver nos exemplos a seguir, onde as sílabas marcadas
correspondem às tônicas as não marcadas às átonas:
Exemplos
an-ti-pá-ti-co, ve-lo-ci-da-de, lí-qui-do
Dependendo da posição da sílaba tônica em uma palavra, podemos classifica-las ainda
em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, como podemos ver na tabela abaixo:
Classificação Posição da sílaba tônica Exemplos
Oxítona Última sílaba tônica café, quintal, guaraná
Paroxítona Penúltima sílaba tônica velocidade, repórter, digno
Proparoxítona Antepenúltima sílaba tônica simpático, próximo, lâmina
Classificação
As palavras podem ser classificadas também quanto ao número de sílabas: palavras de uma sílaba só
são monossílabas, duas sílabas são chamadas de dissílabas, três sílabas são as trissílabas e as
palavras de quatro sílabas ou mais são chamadas de polissílabas.
Divisão silábica
A divisão silábica das palavras geralmente é baseada de acordo com a sua pronúncia, mas existem
algumas particularidades, como vemos na tabela abaixo:
Ocorrência Orientação Exemplos
Ditongo e Tritongo Não separar Uruguai – U-ru-guai, Faixa – Fai-xa
Hiato Separar Saúde – Sa-ú-de
Dígrafos ss, rr, sc, sç,
xc
Separar Carrossel – Car-ros-sel, Cresça – Cres-ça, Exceção –
Ex-ce-ção, Piscina – Pis-ci-na
Consoante não
seguida de vogal
Deixar na sílaba da
esquerda
Magnífico – Mag-ní-fi-co
Prefixos + vogal Separar Desigualdade – De-si-gual-da-de
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ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Acentuação Gráfica
Regras de Acentuação Gráfica
Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são
as paroxítonas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -
em, podendo ou não ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas
graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas.
Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:
trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
l fácil
n pólen
r cadáver
ps bíceps
x tórax
us vírus
i, is júri, lápis
om, ons iândom, íons
um, uns álbum, álbuns
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos
ditongo oral (seguido ou não de s) jóquei, túneis
Observações:
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam
em "ens", não (hifens, jovens).
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super).
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s),
ia(s), ue(s), ie(s), uo(s), io(s).
Exemplos:
várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
a(s): sofá, sofás
e(s): jacaré, vocês
o(s): paletó, avós
em, ens: ninguém, armazéns
A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos símbolos escritos sobre
determinadas letras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. De
forma geral estes acentos são usados para auxiliar a pronúncia de palavras que fogem do padrão
prosódico mais comum.
Acento Agudo
O acento agudo ( ´ ) é usado na maioria dos idiomas para assinalar geralmente uma vogal aberta ou
longa. Em português, aparece em todas as vogais tônicas na última sílaba ou na antepenúltima
sílaba. Aparece também nos grupos "em" e "ens" (como em armazém, além, etc.) e para separar as
letras i e u dentro de um hiato (como em alaúde). Em idiomas como o holandês e o islandês, pode
funcionar como marca diferencial em palavras homônimas cujo significado não pode ser inferido pelo
contexto. Na escrita pinyin do mandarimindica o segundo tom, de baixo para cima. Em polonês pode
aparecer sobre as consoantes c e n para indicar a palatização (passando a ser pronunciadas como
/tch/ e /nh/).
Acento grave
O acento grave (`) era usado geralmente para designar uma vogal curta ou grave em latim e grego.
Em português serve para marcar a crase. É de uso frequente em italiano e francês para marcar a
sílaba tônica de algumas palavras. Em norueguês e romeno, serve como acento para desambiguação
de palavras. Na escrita pinyin, indica o quarto tom, de cima para baixo.
Acento circunflexo
O acento circunflexo (^) é um sinal diacrítico usado em português e galês tem função de marcar a
posição da sílaba tônica. No caso específico do português, aparece sobre as vogais a, e, o quando
são tônicas na última ou antepenúltima sílaba (p. ex.: lâmpada, pêssego, supôs) e têm timbre
fechado. Em francês é usado para marcar vogais longas decorrentes da supressão da letra s na
evolução histórica da palavra (p. ex. hospital → hôpital).
Cáron
O cáron (ˇ), ou circunflexo invertido, é um acento inexistente em português. Aparece em várias
línguas balto-eslavas e línguas urálicas sobre consoantes para indicar a palatização. Também indica
o terceiro tom na escrita pinyin do mandarim (alto - baixo - alto).
Til
O til é um sinal diacrítico cujo uso mais frequente é em português. Serve para indicar a nasalização
das vogais - atualmente somente nos ditongos ão, ãe, õe e isoladamente na vogal ã, mas no passado
podia aparecer também sobre a vogal e. Também aparece no espanhol sobre a letra n para indicar a
palatização (devendo ser pronunciada como /nh/) e no estoniano sobre a letra o para indicar uma
vogal intermediária entre /o/ e /e/.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Trema
O trema (¨) é um sinal gráfico presente em várias línguas românicas e línguas germânicas, e usado
em português do Brasil até o acordo ortográfico de 1990 sobre a letra u nos
grupos que, qui, gue e gui quando fossem pronunciados,como em freqüência e ungüento, uso ainda
presente em espanhol. Em francês, holandês e italiano, serve para marcar a segunda vogal de um
hiato.
Em alemão, sueco e finlandês aparece sobre as vogais a, o e u para indicar que devem ser
pronunciadas como vogais posteriores.
Cedilha
A cedilha (¸) é usada geralmente para indicar que uma consoante deve ser pronunciada de forma
sibilante. Em português, francês e turco aparece sob a letra c (ç) - no caso do turco, para indicar a
palatização. Em romeno aparece sob as letras s e t.
Anel
O anel (˚) é um acento inexistente em português. Aparece nas línguas escandinavas sobre a
letra a (å) para indicar que deve ser pronunciada como /ó/. Também aparece em checosobre a
letra u para indicar que deve ser pronunciada como uma vogal longa.
Ogonek
O ogonek (˛) é um acento exclusivo do polonês, colocado abaixo das vogais nasais (ą, ę, ǫ, ų). Tem a
mesma função do til em português.
Regras básicas de acentuação em português
Monossílabos
Os monossílabos tônicos terminados em a, e ou o, seguidos ou não de s, são acentuados. [1]
Exemplos: pá, vá, gás, Brás, cá, má, pé, fé, mês, três, crê, vê, lê, sê, nós, pôs, xô, nó, pó, só.
Oxítonas ou agudas
As palavras oxítonas ou agudas (quando a última sílaba é a sílaba tônica) com a mesma terminação
dos monossílabos tônicos acentuados, com acréscimo do em e ens, são acentuadas. [1] Também são
acentuadas as oxítonas terminadas nos ditongos éu, éi e ói. Exemplos: pará, vatapá, estás, irás, cajá,
você, café, Urupês, jacarés, jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó, alguém, armazéns,
vintém, parabéns, também, ninguém, aquém, refém, réu, céu, pastéis, herói.
Paroxítonas ou graves
As palavras paroxítonas ou graves (quando a penúltima sílaba é a sílaba tônica) que possuem
terminação diferente das oxítonas acentuadas, são acentuadas. [1] Exemplos: táxi, beribéri, lápis,
grátis, júri,bónus/bônus, álbum, álbuns, nêutron, prótons, incrível, útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen,
pólen, éter, mártir, caráter, revólver, destróier, tórax, ónix/ônix, fénix/fênix, bíceps, fórceps, ímã, órfã,
ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. São exceções as com prefixos como anti e super.
Proparoxítonas ou esdrúxulas
As palavras proparoxítonas ou esdrúxulas (quando a antepenúltima sílaba é a sílaba tônica) são
todas acentuadas. A vogal com timbre aberto é acentuada com um acento agudo, já a com timbre
fechado ou nasal é acentuada com um acento circunflexo. [1] Exemplos: lâmpada, relâmpago,
Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido.
Observação.: Palavras terminadas em encontro vocálico átono podem ser consideradas tanto
paroxítonas quanto proparoxítonas, e devem ser todas acentuadas. Encontros vocálicos átonos no
fim de palavras tanto podem ser entendidos como ditongos quanto como hiatos.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Exemplos: cárie, história, árduo, água, errôneo. FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda
(2010). mini Aurélio 8 ed. Curitiba: Positivo. p. 20. ISBN 85-385-4239-1 Verifique |isbn=(ajuda) </ref>
Exemplos: anéis, fiéis, papéis, céu, troféu, véu, constrói, dói, herói.
Hiatos
As letras i e u (seguidos ou não de s) quando em hiatos, são acentuados desde que estas letras
sejam precedidas por vogal e que estejam isoladas em uma sílaba (só o i ou só o u).
Exemplos: a-í, ba-la-ús-tre, e-go-ís-ta, fa-ís-ca, vi-ú-vo, he-ro-í-na, sa-í-da, sa-ú-de.
Obs.: Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u, seguidos ou não do s, pois
fogem a regra das oxítonas acentuadas. Palavras como baú, saí, Anhangabaú, etc., são acentuadas
não por serem oxítonas, mas pelo i e u formarem sílabas sozinhos (hiato).
Não se acentuam hiatos que precedem as letras l, r, z, m, n, e o dígrafo nh. Exemplo contribuinte.
Acento diferencial
• pôde (pret. perf. do ind. de poder) de pode (pres. do ind. de poder);
• pôr (verbo) de por (preposição);
• têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) de tem (terceira pessoa do singular do verbo ter);
• derivados do verbo ter têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa
do plural tem um acento circunflexo "^" mantém/mantêm;
• vêm (terceira pessoa do plural do verbo vir) - vem (terceira pessoa do singular do verbo vir);
• derivados do verbo vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa
do plural tem um acento circunflexo "^" provém/provêm.
Casos em que o acento diferencial é opcional:
• Acento diferencial do pretérito: chegámos (1ª pessoa do plural no pretérito -
indicativo) chegamos (1ª pessoa do plural no presente - indicativo)
• fôrma (substantivo) de forma (substantivo e verbo)
Após a reforma ortográfica, o acento diferencial foi quase totalmente eliminado da escrita, porém,
obviamente, a pronúncia continua a mesma.
Acentuação Gráfica
O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Toda palavra da língua
portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas tônicas das
palavras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial
em arte, a final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso, notou que a sílaba tônica
nem sempre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão
acento tônico, mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a oralidade (fala) assim
como o acento gráfico está para a escrita (grafia).
Oxítonas
1. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e
com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s.
Exemplos:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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a já, cajá, vatapá
as ás, ananás, mafuás
e fé, café, jacaré
es pés, pajés, pontapés
o pó, cipó, mocotó
os nós, sós, retrós
e crê, dendê, vê
es freguês, inglês, lês
o avô, bordô, metrô
os bisavôs, borderôs, propôs
2. São acentuados os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Exemplos: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo, pô-los etc.
3. Nunca se acentuam as oxítonas terminadas em i e u e em consoantes.
Exemplos: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor.
4. Nunca se acentuam os infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Exemplos: fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las
5. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens.
Exemplos: alguém, armazém, também, parabéns, reféns.
Paroxítonas
1. Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas
em i, is, ã,ãs, ão, ãos, us, l, um, uns, n, ps, r, x:
Exemplos:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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i dândi, júri, táxi
is lápis, tênis, Clóvis
ã/ãs ímã, órfã, ímãs
ão/ãos bênção, órfão, órgãos
us bônus, ônus, vírus
l amável, fácil, imóvel
um/uns álbum, médium, quóruns
n albúmen, hífen, Nílton
ps bíceps, fórceps, tríceps
r César, mártir, revólver
x fênix, látex, tórax
O b s e r v a ç ã o
As paroxítonas terminadas em -en perdem o acento no plural.
Exemplos: hifens, liquens.
2. Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são acentuados
graficamente.
Exemplos: inter-humano, inter-racial, anti-ibérico, anti-humano, semi-hebdomadário, semi-infantil,
super-homem, super-requintado.
3. Não se acentuam graficamente as paroxítonas apenas porque apresentam vogais tônicas
abertas ou fechadas.
Exemplos: espelho, famosa, medo, ontem, socorro, pires, tela.
4. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento no i e no u tônicos das palavras
paroxítonas quando vierem depois de um ditongo decrescente. Se o i ou o u forem precedidos
de ditongo crescente, porém, o acento permanece.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Exemplos: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, guaíba, Guaíra.
Proparoxítonas
Todas asproparoxítonas são acentuadas graficamente.
Exemplos: abóbora, bússola, cântaro, dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora.
Casos especiais
1. Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éis, éu(s) e ói(s).
Exemplos: fiéis, céu, chapéus, herói, caracóis etc.
2. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das
palavras paroxítonas.
Exemplos: alcateia, geleia, ideia, plateia, boia, joia, asteroide, heroico.
3. Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou
são seguidos de s.
Exemplos: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo.
4. Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não
de s.
Exemplos: área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis.
5. Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais.
Exemplos: afã, coração, devoções, maçã, relação.
6. Depois do Acordo Ortográfico, não é mais acentuado o primeiro o do hiato oo.
Exemplos: enjoo, voo.
7. Depois do Acordo Ortográfico, não são mais acentuadas as formas verbais dissílabas
terminadas em eem.
Exemplos: creem, leem, veem, deem e correlatas.
8. Depois do Acordo Ortográfico, o trema não é mais utilizado.
Exemplos: frequente, tranquilo.
O b s e r v a ç ã o
O trema permanece, porém, nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.
9. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis,
(ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu
composto redarguir.
10. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar,
apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas
pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do
imperativo.
a) Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) Se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
O b s e r v a ç ã o
a) A vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras.
b) No Brasil, a pronúncia mais corrente é a com a e i tônicos.
11. O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual
maneira. Depois do Acordo Ortográfico, passamos a usar apenas alguns acentos diferenciais.
Exemplos:
pôde (pretérito perfeito do indicativo de poder) pode (presente do indicativo de poder)
pôr (verbo) por (preposição)
têm (3.a pessoa do plural do verbo ter) tem (3.a pessoa do singular do verbo ter)
vêm (3.a pessoa do plural do verbo ter) vem (3.a pessoa do singular do verbo ter)
O b s e r v a ç õ e s
a) O Acordo Ortográfico passou a aceitar a dupla grafia da palavra fôrma/forma, acentuada ou não.
b) Os derivados do verbo ter (conter, deter, manter etc.) seguem a mesma regra do verbo ter.
Exemplos:
Ele contém Eles contêm
Ele detém Eles detêm
Ele mantém Eles mantêm
c) Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para,
péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Exemplos:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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• Ele para o carro.
• Ele foi ao polo Norte.
• Ele gosta de jogar polo.
• Esse gato tem pelos brancos.
• Comi uma pera.
Acentuação
Gramática
O Novo Acordo Ortográfico, em uso desde 2009, estabeleceu muitas mudanças nas regras de
acentuação gráfica.
Em se tratando de acentuação, devemos nos ater à questão das novas regras ortográficas da
Língua Portuguesa, as quais entraram em uso desde o dia 1º de janeiro de 2009. Como toda
mudança implica adequação, o ideal é que façamos uso das novas regras o quanto antes.
O estudo exposto a seguir visa a aprofundar seus conhecimentos no que se refere à maneira correta
de grafar as palavras, levando em consideração as regras de acentuação e o que foi proposto pelo
novo acordo ortográfico.
Acentuação Tônica
A acentuação tônica refere-se à intensidade em que são pronunciadas as sílabas das palavras.
Aquela que é pronunciada de forma mais acentuada é a sílaba tônica. As demais, como são
pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:
• Oxítonas: são aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
• Paroxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na penúltima sílaba.
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
• Proparoxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Acentuação gráfica
Regras fundamentais:
• Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: analítico, hipérbole, jurídico, cólica.
• Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em", seguidas ou
não do plural(s). Ex.: Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
→ Monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
→ Formas verbais terminadas em "a", "e", "o" tônicos seguidas de lo, la, los, las.
Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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• Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
→ i, is
Ex.: táxi – lápis – júri
→ us, um, uns
Ex.: vírus – álbuns – fórum
→ l, n, r, x, ps
Ex.: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
→ ã, ãs, ão, ãos
Ex.: ímã – ímãs – órfão – órgãos
→ Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
→ Os ditongos de pronúncia aberta "ei", "oi", que antes eram acentuados, perderam o acento
com o Novo Acordo. Veja na tabela a seguir alguns exemplos:
ANTES AGORA
Assembléia Assembleia
Idéia Ideia
Geléia Geleia
Jibóia Jiboia
Apóia (verbo apoiar) Apoia
Paranóico Paranoico
→ Quando "i" e "u" tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de
"s", desde que não sejam seguidos por "-nh", haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
→ Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de
ditongo:
ANTES AGORA
Bocaiúva Bocaiuva
Feiúra Feiura
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Sauípe Sauipe
→ O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” foi abolido.
ANTES AGORA
crêem creem
lêem leem
vôo voo
enjôo enjoo
→ Não se acentuam as vogais "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:
Ex.: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba .
No entanto, em se tratando de palavra proparoxítona, haverá o acento, já que a regra de
acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:
Ex.: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo
→ As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz com "u" tônico precedido de "g" ou
"q" e seguido de "e" ou "i" não serão mais acentuadas.
ANTES AGORA
apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
→ Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e dos seus
compostos (conter, reter, advir, convir etc.).
SINGULAR PLURAL
ele tem eles têm
ele vem eles vêm
ele contém eles contêmele obtém eles obtêm
ele retém eles retêm
→ Não se acentuam mais as palavras homógrafas para diferenciá-las de outras semelhantes.
Apenas em algumas exceções, como:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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• A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda
continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do
indicativo). O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciá-lo da preposição por.
Exemplos de palavras homógrafas:
• pera (substantivo) - pera (preposição antiga)
• para (verbo) - para (preposição)
• pelo(s) (substantivo) - pelo (do verbo pelar)
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EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE
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Emprego do Sinal Indicativo de Crase
CRASE: é uma palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão". Nos estudos de Língua
Portuguesa, é o nome dado à fusão ou contração de duas letras "a" em uma só. A crase é indicada
pelo acento grave (`) sobre o "a". Crase, portanto, NÃO é o nome do acento, mas do fenômeno
(junção a + a) representado através do acento grave.
A crase pode ser a fusão da preposição a com:
1) o artigo feminino definido a (ou as): Fomos à cidade e assistimos às festas.
2) o pronome demonstrativo a (ou as): Irei à (loja) do centro.
3) os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: Refiro-me àquele fato.
4) o a dos pronomes relativos a qual e as quais: Há cidades brasileiras às quais não é possível
enviar correspondência.
Observe que a ocorrência da crase depende da verificação da existência de duas
vogais "a" (preposição + artigo ou preposição + pronome) no contexto sintático.
REGRAS PRÁTICAS
1 - Substitua a palavra feminina por uma masculina, de mesma natureza. Se aparecer a
combinação ao, é certo que OCORRERÁ crase antes do termo feminino:
Amanhã iremos ao colégio / à escola.
Prefiro o futebol ao voleibol / à natação.
Resolvi o problema / a questão.
Vou ao campo / à praia.
Eles foram ao parque / à praça.
2 - Substitua o termo regente da preposição a por outro que exija uma preposição diferente
(de, em, por). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem as
formas da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase:
Refiro-me a você. (sem crase) - Gosto de você / Penso em você / Apaixonei-me por você.
Refiro-me à menina. (com crase) - Gosto da menina / Penso na menina / Apaixonei-me pela
menina.
Começou a gritar. (sem crase) - Gosta de gritar / Insiste em gritar / Optou por gritar.
3 - Substitua verbos que transmitem a idéia de movimento (ir, voltar, vir, chegar etc.) pelo verbo
voltar. Ocorrendo a preposição "de", NÃO haverá crase. E se ocorrer a preposição "da",
HAVERÁ crase:
Vou a Roma. / Voltei de Roma.
Vou à Roma dos Césares. / Voltei da Roma dos Césares.
Voltarei a Paris e à Suiça. / Voltarei de Paris e da Suiça.
Ocorrendo a preposição "de", NÃO haverá crase. E se ocorrer a preposição "da", HAVERÁ
crase:
Vou a Roma. / Voltei de Roma.
Vou à Roma dos Césares. / Voltei da Roma dos Césares.
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE
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Voltarei a Paris e à Suiça. / Voltarei de Paris e da Suiça.
4 - A crase deve ser usada no caso de locuções, ou seja, reunião de palavras que equivalem a
uma só idéia. Se a locução começar por preposição e se o núcleo da locução for palavra
feminina, então haverá crase:
Gente à toa.
Vire à direita.
Tudo às claras.
Hoje à noite.
Navio à deriva.
Tudo às avessas.
No caso da locução "à moda de", a expressão "moda de" pode vir subentendida, deixando
apenas o "à" expresso, como nos exemplos que seguem:
Sapatos à Luiz XV.
Relógios à Santos Dummont.
Filé à milanesa.
Churrasco à gaúcha.
No caso de locuções relativas a horários, somente no caso de horas definidas e especificadas
ocorrerá a crase:
À meia-noite.
À uma hora.
À duas horas.
Às três e quarenta.
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ORTOGRAFIA
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Ortografia
A Ortografia é o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa para a grafia correta das
palavras e o uso de acentos, da crase e dos sinais de pontuação. A origem da palavra é grega e
significa -orthós = certo, correto, direito, exato; e -grafia = escrita, estabelecendo, portanto, padrões
para a forma escrita correta das palavras de uma língua.
A escrita correta das palavras de uma língua está relacionada tanto com critérios ligados à origem das
palavras (etimológicos) quanto aos ligados aos fonemas(fonológicos). A forma de grafar/escrever as
palavras é fruto de uma convenção social, ou seja, de acordos ortográficos que envolvem os diversos
países em que uma língua é reconhecida como sendo idioma oficial.
Acordos ortográficos da Língua Portuguesa
Quando falamos sobre ortografia, é preciso também refletirmos a respeito dos acordos
ortográficos envolvendo países cuja língua portuguesa representa o idioma oficial. O primeiro acordo
foi realizado em 1931 com o objetivo de promover a unificação dos dois sistemas ortográficos,
entretanto, não obteve êxito. No Brasil, houve reformasortográficas nos anos de 1943, 1945, 1971 e
1973. Em 1986, no Rio de Janeiro, houve um encontro de todos os representantes dos países
lusófonos, ficando estabelecido o acordo ortográfico de 1986, mas também foi inviabilizado.
O último acordo ortográfico entre os países lusófonos entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2009.
Esse acordo legitimou outra reforma ortográfica, estabelecendo mudanças em diferentes aspectos,
como a inclusão das letras “K”, “W” e “Y” ao alfabeto português oficial.
Dicionário
Para que os falantes possam acessar a grafia correta das palavras de uma língua, basta recorrer
ao dicionário, um livro que reúne todas (ou quase todas) as palavras da língua, seus significados
e classificação gramatical. As palavras são apresentadas no dicionário em ordem alfabética. Alguns
dicionários também foram criados para a tradução de uma língua para outra.
A assimilação da ortografia de uma língua, independentemente se esta é materna ou não, ocorre de
maneira gradativa, constante e ininterrupta. É consenso de muitos estudiosos e profissionais da
linguagem que a aprendizagem da ortografia de qualquer língua depende de
muita leitura, escrita, observação e dedicação dos falantes, já que a língua é um sistema complexo e
de extrema relevância para a interação verbal entre os sujeitos.
Ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de
uma língua. A ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa
"correto" e graphos (γραφος) que significa "escrita".[1] Definindo, nomeadamente, o conjunto de
símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de
maiúsculas, etc. É o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa.
Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os
sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição costuma se dar sempre por
aproximação e raramente está isenta de ambiguidades.
Um dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa, que usa uma combinação de
várias centenas de caracteres ideográficos, o kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakana e
hiragana, e ainda o alfabeto latino (não se trata de alfabeto latino, mas sim a forma fonética de
representar os silabários) , a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser
escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode ser identificada por
caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, nomeadamente o uso mais
habitual, a facilidade de leitura ou até as opções estilísticas de quem escreve.
Analisando as línguas europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes:
Ortografia fonética
Cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras únicos e cada letra ou grupo de letras
corresponde a um único som.
ORTOGRAFIA
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Ortografia etimológica
Um mesmo som pode corresponder a diversas letras e cada letra ou grupo de letras pode corresponder
a diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais.
Exceto o Alfabeto Fonético Internacional, que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos
de todos os sons, não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos
dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa,
turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola. No caso particular do espanhol, podemos
admitir que se trata de uma ortografia fonética em relação ao espanhol padrão falado na Espanha, mas
não tanto em relação aos falares latino-americanos, em especial aos da Argentina e Cuba, nos quais
nem sempre se verifica que cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras.
A ortografia atual do português é, também, mais fonética do que etimológica. No entanto, antes
da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era marcadamente
etimológica. Escrevia-se, por
exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos
actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma, dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional
etimológica perdurou no Brasil até a década de 1930.
Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (por
exemplo: ough) pode ter mais de quatro sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É
também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo
som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonas au, aux, haut, hauts,
os, aulx, oh, eau, eaux.
Erros ortográficos
Paragrama
Um paragrama é um erro ortográfico que resulta da troca de uma letra por outra,
como previlégio (privilégio), visinho (vizinho), vizita (visita), meza (mesa) e outras.
A Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma correta de escrita das palavras da
Língua Portuguesa.
As orientações ortográficas levam em conta a etimologia (origem) das palavras, bem como a fonologia
(sons), de modo que a Ortografia se insere numa categoria ainda maior da gramática que é justamente
a Fonologia.
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho", que quer
dizer correto e "grafo", por sua vez, que significa escrita.
A ortografia se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as
partes que compõem a gramática.
A ortografia é influenciada pela etimologia e fonologia das palavras. Além disso, são feitas convenções
entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos
ortográficos.
O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons da linguagem.
Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado de alfabeto.
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y.
Emprego das letras K, W e Y
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).
ORTOGRAFIA
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• Antropônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kelly, Darwin,
darwinismo.
• Topônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kosovo, Kuwait,
kuwaitiano.
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby.
Regras Ortográficas
Uso do x/ch
O x é utilizado nas seguintes situações:
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.
Exceção: O verbo encher escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele derivem:
enchente, encharcar, enchido.
Escreve-se com x
Escreve-se com ch
bexiga bochecha
bruxa boliche
caxumba broche
elixir cachaça
faxina chuchu
graxa colcha
lagartixa fachada
mexerico mochila
xerife salsicha
xícara tocha
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Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico baía é
grafado sem h.
Uso do s/z
O s é utilizado nas seguintes situações:
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-osa que indicam grande quantidade, estado ou
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa.
• Depois de ditongos: coisa,maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Nos sufixos -ez/-eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza,
grande - grandeza.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.
Escreve-se com s
Escreve-se com z
alisar amizade
análise aprazível
atrás azar
através azia
aviso desprezo
gás giz
groselha prazer
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Escreve-se com s
Escreve-se com z
invés rodízio
jus talvez
uso verniz
Uso do g/j
O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio, relógio,
refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.
Observações:
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que ) eles/elas viajem.
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído para jantes do a ou
do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir
- ajam, ajo.
Escreve-se com g
Escreve-se com j
angélico anjinho
estrangeiro berinjela
gengibre cafajeste
geringonça gorjeta
gim jeito
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Escreve-se com g
Escreve-se com j
gíria jiboia
ligeiro jiló
sargento laje
tangerina sarjeta
tigela traje
Parônimos e Homônimos
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo significado é diferente.
Assim, estamos diante de palavras parônimas quando as palavras são parecidas na grafia ou na
pronúncia, mas têm significados diferentes.
Exemplos:
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado)
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar)
descrição (descrever) discrição (de discreto)
descriminar (absolver) discriminar (distinguir)
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país)
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras têm a mesma
pronúncia, mas significados diferentes.
Exemplos:
cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos)
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez)
ORTOGRAFIA
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esperto (perspicaz) experto (experiente)
ruço (pardo claro) russo (da Rússia)
tachar (censurar) taxar (fixar taxa)
Palavras e Expressões que Oferecem Dificuldades
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há uma série de
palavras e expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: A baixo / Abaixo, Onde / Aonde, Mas
/ Mais, entre tantas outras.
Veja toda a matéria de Ortografia:
Palavras difíceis e seus significados
Palavras difíceis são geralmente as que não são utilizadas com frequência, que surgem principalmente
em contexto formal. Por esse motivo, parecem diferentes, ou mesmo estranhas. A sua dificuldade
respeita ao seu significado, mas também ao ato de falar, ou seja, a forma correta de pronunciá-las.
Palavras difíceis de entender
1. Alvíssaras
Expressão de alegria por notícia recebida. Exemplo: Alvíssaras ao novo presidente!
2. Agnóstico
Aquele que não acredita em Deus e nem nega a sua existência. Exemplo: Ele dizia ser agnóstico, até
que, desesperado, se viu a pedir ajuda a Deus.
3. Beneplácito
Consentimento ou aprovação. Exemplo: Foram recebidos com o beneplácito da Assembleia.
4. Cuntatório
Em que há demora. Exemplo: Tenha paciência! Esse tipo de processo é cuntatório.
5. Desasnado
Que recebeu instrução, que desasnou. Exemplo: Depois de muita instrução, finalmente parece
desasnado.
6. Empedernido
Aquele que não se deixa persuadir ou não se comove. Exemplo: É a tal ponto empedernido que nem
uma notícia dessas o comove.
7. Filaucioso
Presunçoso. Exemplo: Com seu ar filaucioso, disse que já sabia tudo aquilo.
8. Graçolar
Dizer graçolas ou brincadeiras. Exemplo: Apesar da sua condição, passa os dias a graçolar.
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9. Horrípilo
Horripilante. Exemplo: O tom da sua voz é horrípilo!
10. Iconoclasta
Aquele que contesta a veneração de símbolos religiosos. Exemplo: Não faz sentido contar com um
iconoclasta para a restauração desse monumento religioso.
11. Inócuo
Inofensivo. Exemplo: Com a garantia de que qualquer reação seria inócua, aceitou experimentar.
12. Juvenelizante
Que rejuvenesce. Exemplo: Sinto-me muito melhor! O passeio foi realmente juvenelizante.
13. Kafkaesco
Que se assemelha às propostas de Kafka. Exemplo: A realidade transcendente presente nas obras
traduz o seu estilo kafkaesco.
14. Loquaz
Eloquente, aquele que fala muito. Exemplo: É admirável a maneira loquaz com que discursa à plateia.
15. Mendacioso
Aquele que mente. Exemplo: Ninguém seria capaz em acreditar num discurso tão mendacioso.
16. Nitidificar
Tornar nítido. Exemplo: Com mais esclarecimentos sobre o tema, conseguiremos nitidificar tudo o que
foi exposto.
17. Odiento
Que guarda ódio. Exemplo: Não chegará a lado nenhum com suas palavras odientas.
18. Prognóstico
Que indica previsão. Exemplo: O prognóstico do médico indicou sérias complicações no seu estado de
saúde.
19. Putrefato
Em estado de apodrecimento. Exemplo: Tempos depois da tragédia, foram encontrados vários animais
putrefatos.
20. Quimera
Sonho que não é possível realizar. Exemplo: Nesse momento, resolver esse problema seria uma
verdadeira quimera.
21. Recôndito
Oculto. Exemplo: Procurou um local recôndito e começou a chorar.
22. Sumidade
Aquele que se destaca pela erudição. Exemplo: O professor era uma sumidade em arte barroca.
ORTOGRAFIA
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23. Tergiversar
Fazer rodeios. Exemplo: Não tentem tergiversar porque já entendi muito bem o que tais candidatos
querem.
24. Ufanismo
Aquele que se orgulha de algo de forma exagerada. Exemplo: O ufanismo o faz encarar os problemas
com muita seriedade.
25. Vicissitude
Sucessão de mudanças. Exemplo: Dependerá não só de nós, mas das vicissitudes da vida.
26. Vitupério
Comportamento ofensivo. Exemplo: Jamais imaginaria que ele respondesse com vitupério.
27. Warrantagem
Garantia pelo título de crédito conhecido como warrant. Exemplo: Sugeriu a warrantagem como
garantia.
28. Xaropear
Aborrecer. Exemplo: O que meu colega de turma mais sabe fazer é xaropear com conversas sem
sentido.
29. Yanomami
Denominação de povo indígena que habita o Brasil e a Venezuela. Exemplo: Faz parte da cultura dos
Yanomamis usar vários tipos de corantes nas pinturas corporais.
30. Zoomórfico
Que apresenta forma de animal. Exemplo: Seu aspecto zoomórfico assusta qualquer um.
As maiores palavras da língua portuguesa
Essa é a maior palavra da língua portuguesa:
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico
Não precisa contar. Ela tem 46 letras!
Além dessas há várias palavras difíceis de falar especialmente em virtude de sua extensão. Muitas
delas estão ligadas às área de Biologia e Química:
• Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, por exemplo, é uma doença. Tem 44 letras.
• Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol e Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona, com 43 e 37
letras, respectivamente, são nomes de substâncias.
• Hipopotomonstrosesquipedaliofobia também é o nome de uma doença e tem 33 letras.
• Anticonstitucionalissimamente é o maior de todos os advérbios. Tem 29 letras.
Perca ou Perda?
Perca é verbo, enquanto perda é substantivo. O uso incorreto de perca ou perda é um dos erros de
português mais frequentes. Isso acontece porque essas palavras são parônimas, o que quer dizer que
elas são parecidas tanto na grafia como na pronúncia, mas têm significados diferentes.ORTOGRAFIA
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Se ambas as palavras existem, como sei quando usar cada uma delas? Pense no seu significado e
confira os exemplos:
1) Perca ou perda de tempo
• Não perca seu tempo com isso!
• Você vai ver como isso é uma perda de tempo.
2) Perca ou perda de peso
• Caso não perca peso, vamos ter que ser mais rigorosos com a tua alimentação.
• Pesquise sobre algo que possa te ajudar com a perda de peso.
3) Perca ou perda de memória
• Que eu perca minha memória, menos minha família.
• Há várias doenças que podem causar perda de memória.
4) Perca ou perda de um ente querido
• Que ele a perca quando não houver outra saída.
• A perda de alguém é muito dolorosa.
5) Sentimento de perca ou perda
• Perca esse sentimento que só faz mal a você.
• Ninguém sabe lidar bem com o sentimento de perda.
6) Perca ou perda de material
• Não perca os livros!
• A perda desse material seria irreparável.
7) Perda total ou perca total
• A seguradora considerou a perda total do veículo.
• É melhor que você perca o total interesse por esse rapaz.
8) Perca dos direitos ou perda dos direitos
• Espero que ela perca os direitos políticos.
• A perda dos direitos políticos é constitucional?
O mesmo acontece com as palavras perdas e percas:
• As perdas de alimentos são um desafio para a sociedade.
• Tomara que tu percas o jogo.
Erros de Português
Para você não errar mais, confira 40 dos maiores erros de português mais comuns que tiram a
credibilidade do seu texto. Se você prestar atenção, terá mais chance de gabaritar na prova de redação
no Enem e no Vestibular.
ORTOGRAFIA
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1. Precisa-se ou Precisam-se
Precisa-se de pessoas que lembrem: quando o “se” indica índice de indeterminação de sujeito, o verbo
é sempre conjugado na 3ª pessoa do singular, nunca do plural.
Por isso, "precisam-se" está errado!
2. Anexo, Anexa ou Em anexo
A dúvida anexa é um dos erros anexos mais comuns.
"Anexo" é um adjetivo, tal como bonita. Assim, foto bonita, foto anexa, certo? Foto em bonita, foto em
anexa? Não, não pode ser.
Então, "em anexo" está errado!
3. Você ou Voçê
Você tem que deixar de cometer este erro! O ç somente é usado antes das letras “a”, “o” e “u”,
somente essas, nunca antes do “e” e do “i”.
Não esqueça, "voçê" não existe!
Leia Uso do Ç.
Além da dúvida quanto à ortografia, esse pronome de tratamento também confunde na hora da crase.
4. A você ou À você
A você que não quer errar mais, dedico este ponto. A crase só existe quando o artigo “a” se une à
preposição “a”, o que não acontece neste caso.
A senhora, a vossa alteza, por exemplo, pode ser antecedidas por artigo “a”, mas “a você” não dá, não
é? Então, esqueça a crase! "À você" também não existe!
5. A ou Há
Daqui a pouco você não terá mais dúvidas, pois isto é muito fácil. Quando estiver falando do futuro
deve usar “a”, mas se estiver falando do passado, você usa o “há”.
Há pouco eu disse que você não teria mais dúvidas, não disse?
Leia Há ou A: quando usar?
6. Em vez de ou Ao invés de
“Em vez de” significa uma coisa no lugar de outra. “Ao invés de” tem o sentido de contrário.
Em vez de explicar, vamos ao exemplo, ao invés de deixar que as pessoas fiquem mais confusas.
7. Ao encontro de ou De encontro a
“Ao encontro de” tem o sentido de mesma direção. “De encontro a” significa direção contrária.
Espero que essa explicação vá ao encontro das suas expectativas. Se for de encontro, ficarei muito
aborrecido!
Leia Ao encontro de ou De encontro a: quando usar?
8. Medeia ou Media
ORTOGRAFIA
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Se você quer dizer que algo está no meio ou que é intermediário, ou seja, que ele "medeia", é assim
que deve falar.
Isso porque a conjugação do verbo mediar é: eu medeio, tu medeias, ele medeia, nós mediamos, vós
mediais, eles medeiam.
"Ele media" está errado!
9. Através de ou Por meio de
“Através de” carrega a ideia de atravessar. “Por meio de” indica o instrumento utilizado para
determinado fim.
Através da janela posso ver o que o professor escreveu no quadro. É por meio dele que eu consigo
aprender alguma coisa.
10. A princípio ou Em princípio
“A princípio” é usado para expressar tempo inicial. “Em princípio” é sinônimo de “em tese”.
A princípio estavam confusos, mas em princípio todos parecem ter aprendido.
11. Senão ou Se não
“Senão” tem o mesmo sentido de “caso contrário”. “Se não” é uma expressão que impõe condição.
Se não aprender agora, ficarei desapontado. Senão podemos tentar de outra forma.
Como se não soubesse quais são as suas dúvidas… Mais um exemplo, senão não passamos para o
ponto n.º 12.
Leia Senão ou Se não: quando usar?
12. Onde ou Aonde
“Onde” indica a localização de algo. “Aonde” tem o mesmo sentido de “para onde”.
Onde estamos mesmo? No ponto n.º 12. E aonde vamos a seguir? Para o ponto n.º 13.
Leia Uso do Onde e Aonde.
13. Onde ou Em que
“Onde” e “em que” são usados quando fazemos referência a um lugar.
Quando não há referência a lugar somente “em que” deve ser utilizado.
Onde acaba esta conversa? Vamos arejar um pouco e terminar a aula ao ar livre. Lá (naquele lugar, ao
ar livre) terminaremos a nossa conversa sobre erros de português.
Sem tempo para conversar mais, aquele livro que indiquei em que há vários problemas gerais com a
língua, ajudará você em dúvidas futuras.
14. Ratificar ou Retificar
“Ratificar” é o mesmo que confirmar. “Retificar” é o mesmo que corrigir.
Ratifico que compreendo as suas dúvidas, mas a partir de agora você já consegue retificar algumas.
Conheça outros parônimos.
ORTOGRAFIA
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15. Entre mim e você ou Entre eu e você
Agora é entre mim e você: vamos acabar com essa dúvida de uma vez!
As preposições vem sempre seguidas de pronomes pessoais do caso oblíquo (mim, ti) e nunca de
pronomes pessoais do caso reto (eu, tu).
Isso quer dizer que "entre eu e você" está errado!
16. A fim ou Afim
“A fim” significa finalidade, enquanto “afim” indica semelhança.
A fim de você entender, leia isto com atenção. É este o nosso objetivo afim: esclarecer dúvidas e
eliminar erros de português.
Leia A fim ou Afim?
17. Tem ou Têm
A forma “tem” é a conjugação do verbo ter na 3.ª pessoa do singular. “Têm” é a conjugação do verbo
ter na 3.ª pessoa do plural.
Ele tem menos dúvidas agora. Eles têm mais chances de escrever melhor.
18. Assistir ao ou Assistir o
“Assistir ao” tem o sentido de ver. “Assistir o” significa dar assistência.
Assisto ao debate na sala de aula. De seguida, assisto os alunos com as dúvidas que discutiram.
19. A nível de ou Em nível de
“A nível de” tem o sentido de nivelar. “Em nível de” é o mesmo que “em termos de”.
Em nível de erros de português, prometo ajudar você a chegar a um nível que nunca tinha chegado
antes.
Leia Ao nível de ou Em nível de.
20. Chego ou Chegado
Se a dúvida é qual o particípio do verbo chegar, a resposta é "chegado": Como sempre, eu
tinha chegado atrasado.
É normal que você tenha essa dúvida, afinal há muitos verbos que têm mais do que uma forma
de particípio, a regular e a irregular. Por exemplo: aceitado e aceito, matado e morto, prendido e preso.
"Chego" é a conjugação do verbo chegar na 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo: Eu
sempre chego atrasado.
21. Meio ou Meia
“Meio” significa um pouco. “Meia” é o mesmo que metade e como é um número fracionário, varia
conforme o termo a que se refere.
Parece meio difícil, mas em menos de meia hora você não terá mais dúvidas sobre isso.
E não esqueça, o certo é meio-dia e meia! Porque meio concorda com “dia”, enquanto meia concorda
com “hora”.
ORTOGRAFIA
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22. Mal ou Mau
“Mal” é o contrário de bem. “Mau” é o contrário de bom.
Mal eu terminei de explicar e você já entendeu. Agora, vai ser muito mau se você voltar a cometer o
mesmo erro.
LeiaMal ou Mau?
23. À medida que ou Na medida em que
“À medida que” equivale à “à proporção que”. “Na medida em que” tem o sentido de “porque”.
À medida que o você aprende, fica mais descansado, na medida em que terá mais chances de passar
em qualquer concurso.
24. Mas ou Mais
"Mas" significa “porém”. "Mais" é o contrário de menos.
Vocês está ficando cada vez mais esperto, mas não pense que já sabe tudo. Ainda temos alguns
pontos pela frente.
Leia Mais ou Mas.
25. Perca ou perda
"Perca" é uma forma de conjugar o verbo perder. "Perda" é um substantivo, que é o contrário de
“ganho”.
Não perca tempo! Vamos a mais exemplos:
• Que eu perca tudo, menos a minha paciência. Afinal, essa seria uma grande perda.
• Perca o seu tempo como quiser. Estudar não é perda de tempo.
Leia Perca ou Perda?
26. Deu ou Deram tantas horas
"Deu" ou "deram" podem ser utilizados corretamente na indicação de horas. Tudo vai depender do
sujeito da oração.
Deu uma hora. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “uma hora”).
Deram duas horas. (certo. Neste caso o sujeito é “duas horas”).
O relógio deu três horas. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “o relógio”).
Deram quatro horas no meu relógio. (certo, “no meu relógio” indica lugar e não é o sujeito. Nesta
oração o sujeito é “quatro horas”, com o qual o verbo está concordando).
27. Trás ou Traz
"Trás" indica posição, enquanto "traz" é uma conjugação do verbo trazer.
Não vá para trás. Os próximos pontos trazem mais dúvidas.
28. Obrigado ou Obrigada
Se quem agradece é do sexo masculino, deve usar sempre “Obrigado”. Se quem agradece é do sexo
feminino, deve usar sempre “Obrigada”.
“Obrigado”, dirá o aluno. “Obrigada”, dirá a aluna.
ORTOGRAFIA
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29. Descriminar ou Discriminar
“Descriminar” é sinônimo de descriminalizar, ou seja, absolver. “Discriminar” significa excluir ou
classificar conforme as características.
A partir de hoje, não vou mais descriminar os alunos do crime cometido contra a língua até agora. Eles
precisam entender que há muitas pessoas que discriminam as pessoas pelo fato de falarem errado.
30. Acerca de ou A cerca de
“Acerca de” significa “a respeito de”. “A cerca de” tem o sentido de “próximo”.
Nunca tínhamos falado acerca disto. Estamos a cerca de chegar dez pontos para terminar.
31. A meu ver ou Ao meu ver
É isso mesmo, tanto “a meu ver” como “ao meu ver” são expressões que podem usadas. No entanto,
“a meu ver” é mais aceita, por ser a mais clássica.
Ao meu ver isto ficou esclarecido. Mas, a meu ver, os gramáticos preferiam condenar uma das
expressões.
Então, "ao meu ver" não está errado, mas de preferência vamos usar "a meu ver".
32. Por hora ou Por ora
“Por hora” faz referência às horas. “Por ora” tem o mesmo sentido de que “por enquanto”.
Vamos nos dedicar a quatro erros de português por hora. Por ora, penso que conseguiremos nos
organizar assim.
33. Vem, Vêm ou Veem
"Vem" e "vêm" são formas de conjugação do verbo vir. "Veem" é uma forma de conjugação do verbo
ver.
Ele vem às aulas com frequência. (3.ª pessoa do singular do verbo vir no presente do indicativo)
Eles também vêm. (3.ª pessoa do plural do verbo vir no presente do indicativo)
Eles veem o horário antes das aulas começarem. (3.ª pessoa do plural do verbo ver no presente do
indicativo)
34. Eminente ou Iminente
“Eminente” significa excelente. “Iminente” é algo que está prestes a acontecer.
Vocês são eminentes alunos. É iminente o ingresso de cada um de vocês na universidade.
35. Seção, Sessão ou Cessão
“Seção” é uma parte, “sessão” é a duração de algo, “cessão” é o mesmo que cedência, de ceder.
Nesta seção, vamos aprender algumas palavras homófonas. Esta sessão terá a duração de 45
minutos. A cessão do material utilizado nas aulas será feita por e-mail.
Leia Sessão ou Seção.
36. Por que, Por quê, Porque ou Porquê
“Por que” e “Por quê” são usados quando se questiona algo. O que os diferencia é que com acento
vem sempre no fim das orações.
“Porque” é usado quando se responde ou explica o motivo de algo.
“Porquê” significa “motivo”.
ORTOGRAFIA
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Por que estamos falando sobre isso? Por quê?
Porque esta é uma dúvida frequente.
O porquê de estarmos falando sobre isso é que esta é a dúvida de muitos.
Leia Uso do Por que, Porquê, Por quê e Porque.
37. Embaixo ou Em baixo
“Embaixo” é um advérbio de lugar, tem o mesmo sentido que “debaixo” e é o antônimo de “em cima”.
“Em baixo” é um adjetivo, ou seja, é usado para indicar algo em altura inferior.
Embaixo há mais pontos que vão acabar de vez com as suas dúvidas. Se não estiver fácil de entender,
chame-me em baixo tom e eu vou até sua mesa.
Leia Embaixo ou Em Baixo?
38. Ainda assim ou Ainda sim
Isto é fácil, ainda assim vou explicar.
“Ainda assim” é uma conjunção adversativa, ou seja, ela indica oposição ou compensação. Por isso
que eu disse que era fácil, apesar disso iria explicar.
Isso quer dizer que "ainda sim" está errado!
39. Chegar a ou Chegar em
De acordo com a norma culta, quando você chega, chega a algum lugar.
É muito comum ouvirmos “chegar em”. Isso até pode indicar que a língua se transforma com o tempo,
mas na dúvida, use sempre “chegar a”.
40. Viagem ou Viajem
Viagem (com G) é substantivo. Viajem (com J) é a conjugação do verbo viajar na 3.ª pessoa do plural
do presente do subjuntivo (Que eles viajem) ou o seu imperativo (Viajem eles).
Aprender é uma viagem, mas não se distraía muito para que os alunos não viajem nos seus
pensamentos.
Acerca ou A Cerca
O “acerca” escrito junto, e o “a cerca” escrito separado, são termos utilizados em diferentes contextos.
Por isso, causam muita confusão na hora de escrever um texto. Para acabar com a dúvida, confira
abaixo as regras, os usos e alguns exemplos.
Acerca
Acerca, escrito junto, é um advérbio que significa que algo está próximo. É muito comum ser utilizado
com a preposição “de”, formando assim uma locução prepositiva: acerca de.
Nesse caso, é utilizado com o significado de sobre, a respeito de, com relação a, relativamente a, etc.
Exemplos:
Nossa opinião acerca do tema é que tais ações são de extrema importância.
Naquela noite, discutimos acerca da nossa relação.
Obs: O termo "acercar" é um verbo transitivo e pronominal que significa aproximação, por exemplo:
Estamos nos acercando da propriedade.
ORTOGRAFIA
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A Cerca
A cerca, escrito separado, significa “aproximado” sendo sinônimo do advérbio “perto”. É formado pelo
artigo “a” e o substantivo “cerca”. Geralmente, esse termo vem acompanhado com a preposição “de”.
Exemplo: Estamos a cerca de 15 km de São Paulo.
Obs: quando utilizamos a expressão “cerca de” significa “aproximadamente”, por exemplo:
Cerca de quinhentas pessoas morreram no acidente de avião.
Cerca de dez mil pessoas estavam na passeata.
A campanha forneceu cerca de dez quilos de alimentos.
E o Há Cerca?
Nesse caso, o “há”, forma conjugada do verbo haver, é utilizado com o significado de existir e indica
tempo decorrido. A expressão “há cerca de” significa, portanto, “faz aproximadamente”.
Exemplos:
Há cerca de um mês que estamos esperando a consulta.
Há cerca de duzentos livros para doar.
Conversei com Sabrina há cerca de dois meses.
Obs: Note que “a cerca de” faz referência à distância e “há cerca de” ao tempo.
Abaixo ou A Baixo?
Os termos "abaixo", escrito junto, e "a baixo", escrito separado, costumam confundir quando vamos
escrever um texto.No entanto, eles são usados em contextos diferentes. Para que você não erre mais,
confira abaixo as regras, os usos e alguns exemplos.
Abaixo
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição inferior. Portanto, essa
palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por baixo", etc.
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é utilizadoem situações
que envolvem interjeições.
Exemplos:
Abaixo a Ditadura!
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que reúne diversas
assinaturas.
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o documento é escrito sem o
hífen:
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado.
Atenção!
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é se o verbo é escrito
no singular ou plural.
ORTOGRAFIA
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Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no plural, o verbo
também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o verbo também será escrito no
singular.
Exemplos:
Segue abaixo a foto do evento.
Segue abaixo a lista de formandos.
Seguem abaixo os documentos para matrícula.
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.
A Baixo
Já a expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou “até embaixo” e
antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o papel de locução
adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”.
Exemplos:
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.
Neusa observou o candidato de alto a baixo.
Roupas e calçados a baixo preço.
Obs: O termo “a baixo” não leva crase.
Enfim ou Em Fim?
O “enfim”, escrito junto, e o “em fim”, escrito separado, costumam confundir muito quando vamos
escrever um texto. Eles têm significados diferentes e, portanto, devem ser usados em contextos
distintos.
Saiba aqui como se escreve e quando você deve usar cada um deles. Confira abaixo as regras, usos e
exemplos.
Enfim
“Enfim”, escrito junto e com “n” depois do “e”, é um termo sinônimo de finalmente, por fim, afinal, etc.
Trata-se de um advérbio de tempo que é também utilizado com sentido de que algo está concluído: em
síntese, em conclusão, em suma, etc..
Exemplos:
Enfim sós!
Após tantas dificuldades, enfim poderemos comprar o carro.
Enfim poderei ver Maciel nesse final de semana.
Após tantas provas, podemos enfim viajar.
Atenção!
A expressão “En fim”, escrito separado e com “n” depois do “e”, não existe na língua portuguesa.
Exemplo: Até que enfim você chegou!
Em Fim
O “em fim”, escrito separado, é utilizado com o sentido de “no final de” ou “no fim de”. Portanto, essa
expressão indica o fim próximo ou mesmo o término de algo.
ORTOGRAFIA
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Trata-se de uma locução adverbial de tempo, ou seja, que desempenha o papel de advérbio na frase.
Ela é formada pela preposição “em” mais o substantivo “fim”.
Exemplos:
Roberto trabalhou 25 anos e está em fim de carreira.
Vitória está no hospital em fim de vida.
Quando estamos em fim de uma prova, queremos sair logo.
Juliana é uma grávida em fim de tempo.
Acima ou A Cima?
O termo “acima” e a locução “a cima” possuem o mesmo som, no entanto, são utilizadas em contextos
diferentes. Por isso, causam grande confusão quando temos que escrever um texto.Para que você
aprenda de uma vez por todas a usá-las corretamente, confira abaixo dicas com as regras, os usos e
alguns exemplos.
Acima
A palavra “acima”, escrito junta, é um advérbio de lugar e antônima de “abaixo”. Assim, ela é
empregada com o sentido de que algo está num local elevado, ou seja, localizado numa posição
superior.
Exemplos:
Hoje eu estacionei o carro mais acima.
Vi seu nome mais acima na lista de convocados.
Nosso apartamento está acima do seu.
Essa cidade está acima do nível do mar.
Para entender melhor a matéria, confira os exemplos acima.
Obs: Uma dica para saber se o termo está sendo utilizado corretamente é trocá-lo por seu antônimo:
Estacionei o carro mais abaixo.
Fique Atento!
A expressão “acima de” é uma locução prepositiva muito utilizada, por exemplo: Suas médias
estão acima de qualquer um da sala.
A Cima
O termo “a cima”, escrito separado, é sinônimo de “para cima” e antônimo de “de baixo” ou “para baixo”
e não leva crase.
Ele significa que algo está no alto ou no topo sendo formado pela preposição “a” mais o substantivo
“cima”.
Exemplo:
Fiquei muito nervosa pois quando entrei na sala ela me olhou de baixo a cima.
Antes de comprar a casa José verificou tudo de baixo a cima.
Levamos quatro horas para subir a montanha de baixo a cima.
Resolvemos correr na ladeira de baixo a cima.
O elevador subiu de baixo a cima em poucos segundos.
Obs: uma dica para saber se você está utilizando o termo corretamente é trocar pelo seu sinônimo
“para cima”: o elevador subiu de baixo para cima em poucos segundos.
Fique Atento!
A expressão “de cima” é uma locução adverbial. Já as expressões “para cima de”, “por cima de” ou “em
cima de” são locuções prepositivas.
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
Mauro estava olhando de cima do prédio.
O gato pulou para cima da pia rapidamente.
Sua ambição passa por cima de qualquer pessoa.
Meu cachorro ficou em cima de mim a tarde toda.
Sob ou Sobre?
O “sob” e o “sobre” são duas preposições essenciais que causam muita confusão na hora de escrever
um texto.Isso porque elas são palavras parônimas, uma vez que são muito semelhantes na pronúncia
e na escrita, entretanto, possuem significados diferentes.
Sendo assim, o sob e o sobre são termos antônimos, ou seja, o significado de uma é o contrário da
outra.
Lembre-se que preposição é uma palavra invariável utilizada para ligar dois termos numa oração.
Confira aqui o significado, usos e exemplos de cada uma delas.
Sob
O sob é uma preposição utilizada com o sentido de “embaixo de”, “por baixo de” e “debaixo de”. Ou
seja, faz referência a algo que esteja numa posição inferior.
Além disso, ela pode ser usada com o sentido de “condição” ou “em estado de”.
Exemplos:
Passamos sob a ponte essa tarde.
Não consigo trabalhar sob pressão.
A loja de móveis está sob nova direção.
O garoto está sob minha responsabilidade.
A situação dela está sob controle.
Sobre
O “sobre” é uma preposição utilizada como sinônimo de “em cima de”, “por cima de” e “acima de”. Ou
seja, ela faz referência a algo que esteja numa posição superior.
Esse termo também pode ser utilizado com o sentido de “acerca de”, “em relação à” e “a respeito de”.
Exemplos:
Deixei meus óculos sobre a mesa da sala.
Nunca deixe o celular sobre a pia da cozinha.
Enquanto o cachorro ladrava, o gato permaneceu sobre o muro.
A aula de hoje é sobre animais peçonhentos.
Falamos a tarde toda sobre nossa infância.
Debaixo ou De Baixo?
"Debaixo" e "de baixo" são dois termos utilizados em situações diferentes. A grande confusão na hora
de escrever é porque essas palavras possuem o mesmo som. Portanto, confira aqui as principais
regras, usos e exemplos sobre cada um desses vocábulos.
Debaixo
A palavra “debaixo”, escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está localizado na
parte inferior em relação à outra coisa.
Assim, ela é sinônimo de embaixo, abaixo, sob, por dentro; e antônimo de em cima ou acima. Na maior
parte das vezes, esse advérbio vem acompanhado de uma proposição formando assim, uma locução
adverbial: debaixo de.
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Exemplos:
João estava debaixo do viaduto esperando a chuva passar.
As chaves estavam debaixo da almofada.
Encontrei uma barata debaixo do tapete.
O mendigo mora debaixo da ponte.
Encontrei seu gorro debaixo da bolsa.
Obs: Geralmenteo termo “debaixo” pode ser substituído pela preposição “sob”. Dessa forma, você
pode substituí-la na frase para confirmar se o termo que está usando é o correto. Assim, se a sentença
estiver coerente o termo utilizado está certo.
Exemplo: As chaves estavam sob a almofada. (debaixo da almofada)
De Baixo
Quando é escrito de maneira separada, esse termo exerce a função de adjetivo de modo que qualifica
o substantivo na frase. A palavra “de baixo” é formada pela preposição “de” mais o adjetivo “baixo”.
Exemplos:
Nossa conversa foi de baixo nível.
Eu acho que Tarcísio é um homem de baixo caráter.
Toda a entrevista esteve permeada por palavras de baixo calão.
Quando cheguei na reunião, Carolina olhou de baixo a cima.
Nosso apartamento fica no andar de baixo.
Obs: Uma dica é substituir a palavra por “sob” e se a sentença não fizer sentido, o termo correto é
“debaixo”.
Embaixo ou Em Baixo?
Os termos “embaixo”, escrito junto, e “em baixo”, escrito separado, são duas palavras que possuem o
mesmo som, porém grafias diferentes. Além disso, são utilizadas em situações distintas.
Ambas causam muita confusão quando temos que escrever uma redação. Portanto, aprenda de uma
vez por todas a usá-las corretamente conferindo abaixo seus significados, regras, usos e exemplos.
Embaixo
A palavra "embaixo", escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está numa posição
inferior em relação a outra coisa.
Ela é sinônimo de abaixo, debaixo, sob, por baixo e antônimo de em cima, acima e sobre.
Além disso, é comum esse termo vir acompanhado de uma preposição, formado assim, uma locução
adverbial, por exemplo: embaixo de.
Exemplos:
Eu deixei a bolsa embaixo da escada.
Os livros estão embaixo da escrivaninha.
Durante a brincadeira, as crianças se esconderam embaixo da mesa.
Vá até em casa e pegue as chaves que deixei embaixo do tapete.
Passei o dia todo embaixo dos cobertores.
Obs: uma maneira de saber se está utilizando o termo correto, é trocar na frase pelo seu antônimo.
Exemplo: Os livros estão em cima da mesa.
Em Baixo
Quando escrito de forma separada o termo “em baixo” desempenha a função de adjetivo na sentença.
Ou seja, nesse caso, ele qualifica um substantivo:
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
Durante a aula falem com a voz em baixo tom.
A pintura do artista é em baixo relevo.
Nesse trecho é melhor dirigir em baixa velocidade.
Nessa opção a câmera fica em baixo contraste.
Na entrevista a conversa foi em baixo calão.
Você sabia?
No português falado em Portugal o termo escrito separado “em baixo” é utilizado como advérbio de
lugar: "Estou em baixo do toldo te esperando".
Trás ou Traz?
O “trás” e o “traz” são dois termos homófonos, ou seja, que possuem o mesmo som, porém grafias
diferentes.
Por esse motivo, esses monossílabos tônicos causam muita confusão quando vamos escrever um
texto.
Portanto, confira aqui as principais regras, usos e exemplos dessas palavras.
Trás
O trás com “s” e acento agudo é uma palavra que significa na parte traseira, sendo utilizada como
sinônima de atrás, detrás, após, etc.
Esse termo sempre vem sempre precedido por uma preposição e, nesse caso, desempenha o papel de
um advérbio de lugar formando uma locução adverbial.
Exemplos:
Não olhe para trás enquanto dirige.
Depois da bronca, ele não saiu de trás da cortina.
Com certeza existe muita coisa por trás desse caso político.
Obs: A palavra “atrás” é grafada com “s” no final e, portanto, o termo “atraz” está incorreto.
Traz
O traz com “z” é uma forma verbal do verbo trazer que significa transportar, levar, conduzir,
encaminhar, ocasionar, oferecer, etc.
Essa forma é conjugada na terceira pessoa do singular do indicativo (ele/ela traz) e ainda, na segunda
pessoa do singular do imperativo (traz tu).
Exemplos:
Todos os dias Joana traz sua marmita.
Dinheiro não traz felicidade.
Traz o guarda-chuva pois está chovendo.
Obs: uma dica para verificar se o uso desse termo está correto é substituindo por verbos relacionados,
por exemplo, o levar:
Todos os dias Joana leva sua marmita.
Assim, se a sentença estiver coerente, você está usando o termo corretamente. Do contrário, você
deve utilizar o advérbio de lugar “trás”.
ORTOGRAFIA
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Encima ou Em Cima?
"Encima" junto e "em cima" separado são duas palavras homófonas que apresentam sonoridade igual,
porém grafias diferentes.
Confira aqui o significado de cada uma para você não ficar mais na dúvida de quando usar cada uma
delas.
Encima
O termo “encima”, escrito junto e com “n” representa uma forma verbal do verbo encimar. Esse verbo,
pouco utilizado pelos falantes da língua, significa colocar sobre algo, sendo sinônimo de elevar, coroar,
etc.
Ele é conjugado na terceira pessoa do singular (ele/ela encima) do indicativo ou na segunda pessoa do
singular do imperativo (encima tu).
Exemplos:
A estrela de Belém encima a árvore de natal.
Essa árvore encima o monte.
O chapéu encima a cabeça da presidente.
Em Cima
Já o termo “em cima” escrito separado é o antônimo de embaixo. Numa frase ela exerce a função de
locução adverbial de lugar.
Portanto, utilizamos essa palavra para nos referir a algo que está numa posição elevada em relação a
outra coisa.
Exemplos:
O bebê está em cima da cama.
Pegue o açúcar em cima da mesa.
Eu deixei as chaves em cima da cômoda.
Curiosidade
Utilizamos frequentemente na linguagem coloquial (informal) a expressão “dar em cima”. Ela faz
referência quando alguém está cortejando ou interessado numa pessoa.
Exemplo: Na festa de sábado vimos o Felipe dando em cima da Camila.
Acento Agudo
O acento agudo (´) é um sinal gráfico utilizado em todas as vogais da língua: a, e, i, o, u.
Eles marcam a sílaba tônica (mais forte) de uma palavra e, portanto, são utilizados nas vogais abertas
e semiabertas.
Além do acento agudo, o mais utilizado na nossa língua, há também o circunflexo (^) e o grave (`), esse
último chamado de crase.
Regras
O acento agudo é utilizado:
Nas vogais tônicas abertas e semiabertas “a”, “e” e “o”, por exemplo:
• sofá
• estádio
ORTOGRAFIA
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• átomo
• réptil
• sintético
• parabéns
• sólido
• ótica
• dominó
Nas vogais tônicas “i” e “u”, por exemplo:
• íngreme
• almíscar
• líquen
• útil
• inútil
• úmido
Novo Acordo Ortográfico
Com a implementação do Novo Acordo Ortográfico (2009), algumas palavras paroxítonas perderam o
acento agudo.
Palavras homógrafas
• Para
• Polo
Antes do Acordo eram grafadas da seguinte maneira:
• Pára
• Pólo
Ditongos abertos “oi” e “ei”
• Heroico
• Jiboia
• Paranoia
• Assembleia
• Ideia
Antes do Acordo elas eram acentuadas:
• Heróico
• Jibóia
ORTOGRAFIA
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• Paranóia
• Assembléia
• Idéia
Obs: Segundo o Novo Acordo Ortográfico o acento agudo permanece nos monossílabos tônicos e nas
palavras oxítonas com ditongos abertos “éi”, “éu” ou “oi”:
Exemplos:
• anéis
• decibéis
• chapéu
• ilhéus
• herói
• remóis
Palavras com Acento Agudo
Confira abaixo algumas palavras que levam o acento agudo:
Palavras Oxítonas: última sílaba é a tônica.
• Sofá
• Olá
• Chalé
• Café
• Açaí
• Piauí
• Avó
• Paletó
• Baú
• Grajaú
Palavras Paroxítonas: a penúltima sílaba é a tônica.
• Cadáver
• Amável
• Réptil
• Éden
• Ímpar
• Vírus
ORTOGRAFIA
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• Dócil
• Fóssil
• Lúmen
• Túnel
Palavras Proparoxítonas: a antepenúltima sílaba é a tônica.
• Árabe
• Cálice
• Exército
• Espécie
• Líquido
• Míope
• Próximo
• Cleópatra
• Rústico
• Músico
Atenção!
Algumas palavras iguais escritas com e sem acento agudo, são utilizadas em contextos diferentes.
Exemplos:
Hoje foi o término do nosso namoro
Se continuar assim, eu termino com ele.
Recebo um auxílio moradia todos os meses.Eu auxilio minha irmã caçula nas tarefas de casa.
Acento Circunflexo
O acento circunflexo (^) é um tipo de notação léxica utilizado nas vogais tônicas semifechadas: “a”, “e”
e “o”.
No português as semivogais “i” e “u” nunca levam esse tipo de acento. Além do circunflexo, temos o
acento agudo (´) e o grave (`)
Regras e Usos
O acento circunflexo é geralmente usado nas vogais fechadas /â/, /ê/ e /ô/ e nas vogais nasais que
aparecem nos dígrafos “âm”, “ân”, “êm”, “ên’, “ôm” e “ôn”.
Exemplos:
• Importância
• Êxito
• Metrô
ORTOGRAFIA
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• Âmbito
• Discrepância
• Efêmero
• Essência
• Nômade
• Antagônico
O Circunflexo e o Novo Acordo Ortográfico
No Novo Acordo Ortográfico (2009) algumas palavras que recebiam o acento circunflexo foram
alteradas. Portanto, fique atento às novas regras para não errar na hora da escrita.
Nas palavras paroxítonas que possuem o ditongo “ee” e “oo”, o circunflexo foi abolido:
• Leem
• Deem
• Creem
• Abençoo
• Enjoo
• Voo
Você deve lembrar que antes do acordo, a primeira vogal igual levava o acento circunflexo. Sendo
assim, elas eram escritas da seguinte maneira:
• Lêem
• Dêem
• Crêem
• Abençôo
• Enjôo
• Vôo
Nas palavras paroxítonas homógrafas (mesma grafia) o acento circunflexo era mantido para diferenciar
uma da outra, por exemplo:
Pêlo
Pêra
No entanto, depois do acordo essas palavras são grafadas da seguinte maneira:
Pelo: pode significar “por onde” ou “revestimento corporal”.
Exemplo:
Nádia sempre vai pelo mesmo caminho.
Zulmira tem muito pelo no braço.
Pera: pode ser o substantivo fruta ou pelo no queixo (barba ou barbicha).
ORTOGRAFIA
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Exemplo:
Ontem comemos uma pera deliciosa.
Eu gostei da pera no queixo do Ismael.
• Por outro lado, alguns acentos circunflexos foram mantidos:
• Pôr
• Pôde
• Têm
• Vêm
Curiosidade: Você sabia?
O acento circunflexo é mais usado no português do Brasil do que no de Portugal.
Portanto, segundo o Novo Acordo Ortográfico, algumas palavras podem ser escritas de duas maneiras:
Português do Brasil Português de Portugal
Bebê Bebé
Purê Puré
Bônus Bónus
Fêmur Fémur
Patrimônio Património
Antônimo Antónimo
Sinônimo Sinónimo
Antônio António
Fenômeno Fenómeno
Gênero Género
Palavras com Acento Circunflexo
Confira abaixo alguns exemplos de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas que levam acento
circunflexo:
ORTOGRAFIA
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Palavras Oxítonas
Palavras terminadas com vogal “e”:
• Purê
• Bebê
• Nenê
• Caratê
Palavras terminadas com vogal “o”:
• Robô
• Avô
• Pôs
• Pôr
Palavras terminadas no ditongo nasal “em”:
• Advêm
• Convêm
• Detêm
• Retêm
Palavras Paroxítonas
Palavras terminadas com as consoantes “l”, “n”, “r”, “x”:
• Têxtil
• Plâncton
• Câncer
• Fênix
Palavras terminadas em “ão (s)”, “ei (s)” ou “us”:
• Zângão
• Escrevêsseis
• Tônus
Palavras Proparoxítonas
Palavras terminadas em vogais “a”, “e” e “o”, seguidas das consoantes nasais “m” ou “n”:
• Cânfora
• Lâmpada
• Amêndoa
• Amazônia
ORTOGRAFIA
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• Mântua
• Tênue
• Gêmeo
• Gênio
• Cômodo
• Acadêmico
Curiosidade
Algumas palavras escritas com e sem acento circunflexo são utilizadas em contextos diferentes.
Exemplo:
O Japão possui grande influência na economia mundial.
O Japão influencia muitos países do mundo.
E o Acento Agudo?
O acento agudo (´) é utilizado nas vogais abertas “a”, “e”, “o” e nas semivogais “i” e “u”. Além disso,
vogais nasais representadas por alguns dígrafos (ín, ím, ún, e úm) também levam o acento agudo.
Confira alguns exemplos abaixo:
• Sofá
• Café
• Jiló
• Ídolo
• Útil
• Índio
• Ímpio
• Único
• Úmero
Há ou A?
“Há” e “A” são dois termos que geram muita confusão para os utilizadores da língua. Isso porque
ambas possuem o mesmo som, porém apresentam grafias diferentes.
Aqui você vai encontrar explicações e exemplos de quando você deve usar cada uma delas.
Há
Com o “h” o “há” representa uma forma do verbo haver. Assim, podemos utilizar o “há” quando o verbo
haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”.
Essa forma verbal é conjugada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.
Há muitas pessoas no mundo.
Existem muitas pessoas no mundo.
ORTOGRAFIA
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Obs: Mesmo que a frase esteja no plural, o “há” permanece no singular.
Há muito erro nessa prova.
Há muitos erros nessa prova.
Também utilizamos o “há” em frases que expressam tempo passado e, nesse caso, pode ser
substituído pelo verbo “fazer” ou “ter”.
Há muitos anos que não vejo o Miguel.
Faz muitos anos que não vejo o Miguel.
Há muito tempo que não comia doces.
Tem muito tempo que não comia doces.
Fique Atento!
É muito comum usarmos esse termo com a palavra “atrás”, por exemplo:
Estive nos Estados Unidos há um ano atrás.
Como o “há” pode ser utilizado para fazer referência a algo que ocorreu no passado, fica redundante
colocar esse vocábulo na mesma sentença.
Portanto, o correto seria:
Estive nos Estados Unidos há um ano.
Curiosidade
Existe também outra forma que tem o mesmo som do “há”: ah!
Nesse caso, ele é usado como interjeição, ou seja, quando expressa emoção ou sentimento.
Ah! Que bom te ver por aqui!
A
O “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e diferente do “há” que indica um tempo
passado, esse é utilizado para falar de uma ação futura.
Além disso, ele é empregado quando estamos nos referindo a distância.
Daqui a três anos irei para a Inglaterra.
Estamos morando a cinco quilômetros do metrô.
E o “À” e o “Á”?
Além do “a” sem acento, temos mais duas formas acentuadas que surgem dúvidas quando utilizadas.
O “à” representa a união e contração de duas vogais: o artigo definido “a” e a preposição “a” marcada
pelo acento grave: à (a+a). Nesse caso, é chamada de “crase”.
Veja abaixo algumas regras para o uso da crase.
1. Empregada antes de alguns verbos que indiquem destino: ir, vir, voltar, etc.
Semana que vem vou à Europa.
2. Utilizada antes de palavras femininas. Por sua vez, antes de palavras masculinas não se utiliza a
crase.
Fomos à praia esse final de semana.
ORTOGRAFIA
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3. Empregada nos pronomes demonstrativos: àquele, àquilo e àquela.
Não devemos voltar àquele lugar no verão.
4. Usada em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas tais como: à medida que, às pressas, às
vezes, à tarde, à noite, etc.
Saímos à tarde para comprar roupas.
Já o “á” com acento agudo não é utilizado isoladamente, ou seja, sozinho esse termo não existe. Ele é
empregado na sílaba tônica (mais forte) de uma palavra.
No entanto, existem diversas regras de acentuação que você deve conhecer para utilizá-la
corretamente. Veja alguns exemplos de palavras com “á”.
Sofá
Água
Fácil
Árvore
Lápis
Mais ou Mas?
O “mais” e o “mas” são duas palavras que tem um som parecido, no entanto, são utilizadas em
contextos distintos. Aprenda aqui a diferença entre elas.
Mais
A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma ou o aumento da
quantidade de algo.
Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função que exerce na frase,
o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido ou conjunção.
Exemplos:
Quero ir mais vezes para a Europa.
Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.
Jonatas foi à festa com seu amigo mais sua namorada.
Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar pelo seu antônimo
“menos”.
Mas
A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.
Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito, por exemplo:
Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.
Como conjunção adversativa,o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que
foi dita anteriormente:
Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.
Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que, etc.
Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação, por exemplo:
Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo doces.
Obs: a palavra "más" com acento é o plural de "mal", ou seja, é um adjetivo sinônimo de ruim, por
exemplo: Nesse semetre suas notas estão muito más.
ORTOGRAFIA
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Senão ou Se não?
"Senão" ou "se não" são dois termos que possuem o mesmo som, no entanto, são utilizados em
situações diferentes. Aprenda de uma vez por todas a usá-los corretamente.
Senão
Quando esse termo é escrito junto, ele geralmente significa “do contrário”, “caso contrário”, “a não ser”.
Exemplo:
Tenho que ir à aula, senão perderei os comentários do professor.
Tenho que ir à aula, caso contrário perderei os comentários do professor.
No entanto, dependendo de sua função na frase, essa palavra pode desempenhar o papel de
substantivo, conjunção ou preposição.
Quando é substantivo significa um problema, falha ou algo com defeito.
Talita tem apenas um senão, é muito impulsiva.
Talita tem apenas um defeito, é muito impulsiva
Quando é conjunção significa algo negativo, e pode ser substituído por “do contrário”, “caso contrário”,
“de outro modo (maneira)”, etc.
Nesse caso, o termo pode desempenhar o papel de uma conjunção alternativa ou conjunção
adversativa.
Conjunção Alternativa
Não podemos sair, senão perdemos a apresentação.
Não podemos sair, caso contrário perdemos a apresentação.
Conjunção Adversativa
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, senão pelas bodas de casamento.
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, mas pelas bodas de casamento
Quando é preposição significa uma exceção, e pode ser substituído por: “exceto”, “com exceção de”,
“salvo”, “a menos que”.
Luana não comprou nada na feira, senão uma camiseta.
Luana não comprou nada na feira, exceto uma camiseta.
Se não
Já quando o termo é escrito separadamente ele dá a ideia de “caso não”. Portanto, para saber qual
palavra usar você deve substituir na frase e analisar se continua coerente.
Essa expressão é formada pela conjunção "se" e o advérbio "não".
Exemplo:
Se não chegar a tempo da aula, perderei a prova
Caso não chegue a tempo da aula, perderei a prova
A fim ou Afim?
A fim ou afim são dois termos que causam muita confusão nos usuários da língua. Usar esse termo
junto ou separado pode afetar o entendimento do texto.
Enquanto o primeiro é parte de uma locução, o segundo é um adjetivo. Portanto, vale saber qual o
proposito para que você não erre mais.
ORTOGRAFIA
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A fim
O termo quando usado separado faz parte de uma locução prepositiva “a fim de”. Nesse caso, ela tem
o significado de finalidade. Ou seja, apresenta uma intenção, um objetivo, um intuito ou um propósito.
Exemplo: A fim de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Para visualizar melhor, podemos perceber que no exemplo acima se trocarmos o “a fim de” por outros
termos, a frase tem o mesmo significado:
Com o propósito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com o intuito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com o objetivo de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com a finalidade de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com a intenção de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Obs: É comum usarmos esse termo para nos referirmos a algo que nos agrade, que temos vontade ou
mesmo quando estamos interessados em alguém.
Nesse caso, ele acompanha o verbo "estar": estar afim de alguém; estar afim de algo, etc.
O Joel está a fim da Ana.
Eu estou a fim de ir à praia esse final de semana.
Importante destacar que esse termo é utilizado numa linguagem informal ou coloquial. Ou seja, não
devemos utilizá-la num texto formal, a não ser que seja esse mesmo o enfoque, por exemplo, na fala
de personagens.
Afim
Quando usamos esse termo junto ele pertence as classes gramaticais de substantivos e adjetivos.
Note que se usado no plural, o termo fica “afins” e não “afims”.
Como substantivo, o termo é sinônimo de afinidade, parentesco, aliado.
Irei convidar todos os familiares e afins.
Quando desempenha o papel de adjetivo na frase, ele significa igual, semelhante, próximo.
O espanhol é uma língua afim com o italiano. (semelhante)
São Paulo e Campinas são cidades afins. (próxima)
Mal ou Mau?
“Mal” e “mau” são duas palavras homófonas. Ou seja, elas são pronunciadas da mesma maneira, mas
escritas de maneiras diferentes.
Uma vez que possuem o mesmo som, elas costumam gerar muitas dúvidas para os utilizadores da
língua.
Diferenças e Exemplos
Mal
A palavra mal com “l” é antônima de bem. Portanto, para usá-la da forma correta basta lembrar qual
termo é seu contrário.
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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• Estou me sentindo mal essa manhã. (Estou me sentido bem essa manhã)
• Fui muito mal no exame final. (Fui muito bem no exame final)
• Felipe nasceu para fazer o mal. (Felipe nasceu para fazer o bem)
Fique Atento!
Esse vocábulo pode ser um advérbio de modo, um substantivo e ainda, uma conjunção subordinativa
temporal.
Quando é advérbio, mal significa que algo foi realizado de maneira errada, por exemplo: Sofia se
comportou mal na palestra.
Quando é substantivo, esse termo é sinônimo de doença, problema, angústia, tristeza ou sofrimento,
por exemplo: Todo o mal deve ser evitado.
Nesse caso, o artigo “o” colocado na frente do termo determina esse substantivo.
Quando é conjunção, mal significa “assim que; logo que; quando”, por exemplo: Malcheguei ao colégio,
os portões fecharam.
Mau
A palavra mau com “u” é antônimo de bom. Da mesma maneira que sua homófona, para usá-la da
forma correta basta lembrar a palavra que é contrária dela.
Em relação à classe gramatical, esse vocábulo é um adjetivo que qualifica seres e objetos.
Exemplos:
• João é mau aluno. (João é bom aluno)
• Ele foi muito mau comigo. (Ele foi muito bom comigo)
• O chefe sempre estava de mau humor (O chefe sempre estava de bom humor)
Obs: Quando nos referimos à má disposição de alguém, o termo correto é mau humor.
Nesse caso, ele não é escrito com o hífen. Portanto, as palavras mau-humor, mal humor e mal-humor
estão escritas de maneira errada.
Por outro lado, devemos lembrar que quem tem mau humor é uma pessoa mal-humorada. Nesse caso,
utilizamos o mal com “l” visto que o contrário seria “bem-humorado”.
Além disso, de acordo com as regras de ortografia esses termos são separados por hífen.
Saiba mais sobre o Emprego do Hífen.
Demais ou De Mais
Demais é, na maior parte das vezes, advérbio de intensidade, mas também pode ser substantivo ou
adjetivo.
De mais também existe. É uma expressão que tem o sentido equivalente a “de menos”. E ademais,
existe ou não?
Demais
1. A palavra demais é empregada como advérbio de intensidade com o sentido de muito.
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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• Ele serviu demais.
• Levantaram-se tarde demais.
• Molhou-se demais.
• Éramos crianças demais.
2. Demais também pode ser empregada como substantivo.
Exemplos:
• Coube aos demais absorver aquele acontecimento.
• Quanto aos demais, que se acostumem às novas regras.
• Os demais lavam o quintal.
• Servirei peixe aos demais.
3. Demais, finalmente, pode ser adjetivo ou pronome indefinido no sentido de "osoutros".
Exemplos:
• Os demais membros da família ainda não foram comunicados sobre o ocorrido.
• Por que eu tenho que ir com os demais alunos?
• Não quero ficar os demais livros.• Os demais funcionários decidiram não fazer greve.
De Mais
A expressão "de mais" refere-se a um substantivo ou a um pronome e tem o sentido contrário de
"de menos".
Exemplos:
• Não vejo nada de mais nessa gravura.
• Aquele vestido não tinha nada de mais.
• Uns falam de mais, outros de menos.
• Acham que falei de mais?
Ademais
Ademais é um advérbio que tem o mesmo sentido de “além disso”.
Exemplos:
• Acho que você deveria aproveitar porque não está chovendo. Ademais, pode não ter tempo para
sair amanhã.
• Fazemos as compras hoje, ademais estamos perto do supermercado.
• Não tem com o que se preocupar, ademais, eu estou aqui para o que precisar.
• Fui mal atendida! Ademais, estava cheia de dores de cabeça.
ORTOGRAFIA
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Não erre mais!
• Demais = muito, os outros.
• De mais = “de menos”.
• Ademais = além disso.
Fonema e Letra
Fonema e Letra representam respetivamente sons (fala) e sinais gráficos (escrita).
Os fonemas são as unidades sonoras que compõem o discurso ou a fala e são representados entre
barras oblíquas.
As letras, por sua vez, são os sinais gráficos que tornam possível a escrita. Juntas de forma ordenada,
as letras constituem o alfabeto.
Exemplos:
coçar = 5 letras
/k/ /o/ /s/ /a/ /r/ = 5 fonemas
máximo = 6 letras
/m/ /á/ /s/ /i/ /m/ /o/ = 6 fonemas
acesso = 6 letras
/a/ /c/ /e/ /s/ /o/ = 5 fonemas
chute = 5 letras
/x/ /u/ /t/ /e/ = 4 fonemas
Classificação dos Fonemas
Os fonemas classificam-se em vogais, consoantes e semivogais.
Vogais
São sons que são emitidos sem obstáculos, somente pela boca (a, e, i , o, u), ou pela boca e pelas
fossas nasais (ã, ẽ, ĩ, õ, ũ).
Exemplos: pia, ando, cesto,quero, lente, li, lindo, sonho, avó, som, susto, untar.
Consoantes
As consoantes encontram obstáculos na sua passagem pela boca, por isso, precisam sempre do
acompanhamento das vogais.
Exemplos: base, deduzir, falar, pedaço, redigir, sintetizar.
Semivogais
As semivogais são os fonemas /i/ e /u/ que aparecem juntos com uma vogal formando uma sílaba. É
importante dizer que enquanto as vogais são essenciais na formação de sílabas, as semivogais não.
Exemplos: cárie, mau, rei, quatro, seita, venceu.
Diferença entre Fonema e Letra
Embora o número de fonemas e letras coincidam em muitas palavras, nem sempre essa equivalência
existe.
ORTOGRAFIA
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Letra G (fonemas /g/ e /j/).
Exemplos:
gole = 4 letras
/g/ /o/ /l/ /e/ = 4 fonemas
singelo = 7 letras
/s/ /ĩ/ /j/ /e/ /l/ /o/ = 6 fonemas
Letra H.
No início de palavras, a letra H não é fonema.
Exemplos:
harpa = 5 letras
/a/ /r/ /p/ /a/ = 4 fonemas
hoje = 4 letras
/o/ /j/ /e/ = 3 fonemas
Letras M e N
Quando tem função de nasalização, as letras M e N não são fonemas.
Exemplos:
campo = 5 letras
/k/ /ã/ /p/ /o/ = 4 fonemas
atento = 6 letras
/a/ /t/ /ẽ/ /t/ /o/ = 5 fonemas
navio = 5 letras
/n/ /a/ /v/ /i/ /o/ = 5 fonemas
Letra X (fonemas /s/, /z/, /ks/).
Exemplos:
sexto = 5 letras
/s/ /e/ s/ /t/ /o/ = 5 fonemas
exalar = 6 letras
/e/ /z/ /a/ /l/ /a/ /r/ = 6 fonemas
fixo = 4 letras
/f/ /i/ /k/ /s/ /o/ = 5 fonemas
Dígrafos
Além das letras acima, há ainda os dígrafos, por exemplo:
• ch chuva /x/ /u/ /v/ /a/
• nh arranhar /a/ /rr/ /a/ /nh/ /a/ /r/
• qu quindim /k/ /ĩ/ /d/ /ĩ/
• rr aborrecer /a/ /b/ /o/ /rr/ /e/ /c/ /e/ /r/
• sc nascer /n/ /a/ /c/ /e/ /r/
Emprego do Hífen
Aqui, de forma simples, você vai percorrer todas as regras para aprender de vez o Emprego do Hífen.
ORTOGRAFIA
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Esse é um dos temas contemplados no novo acordo ortográfico, onde é abordado em três das 21
bases que compõem esse documento.
Para começar, lembre-se que o hífen é usado para:
• Formar palavras compostas;
• Ligar pronomes oblíquos ao verbo;
• Separar sílabas, bem como na translineação das palavras.
Todas as Regras
Palavras compostas
1) Palavras compostas por justaposição (radicais que se juntam sem que haja alteração fonética).
Exemplos: couve-flor, ano-luz, arco-íris.
2) Nomes de lugares que se iniciam com grã, grão ou que sejam ligados por artigos.
Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Baía de Todos-os-Santos.
Outros nomes de lugares não levam hífen. Exceção: Guiné-Bissau.
3) Espécies Botânicas e Zoológicas. Exemplos: amor-perfeito, tamanduá-bandeira, pimenta-do-reino.
4) Bem e Mal. Palavras compostas cujo primeiro elemento são as palavras bem ou mal e os elementos
que se seguem se iniciam com a letra h ou com vogal. Exemplos: bem-humorado, bem-amado, mal-
assombrado.
Contudo, no caso do advérbio bem, há palavras cujos elementos se iniciam com consoante em que o
hífen é empregado, embora com o advérbio mal não sejam. Exemplos: bem-criado, mas malcriado.
5) Além, Aquém, Recém e Sem. Exemplos: além-fronteira, aquém-mar, recém-casado, sem-teto.
6) Encadeamentos Vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, rodovia Rio-Santo, austro-húngaro.
Hífen com Prefixos
1) Segundo elemento começa com a letra h. Exemplos: pré-história, super-homem, sobre-humano.
2) Segundo elemento começa com a vogal igual a que termina o primeiro elemento, ou prefixo.
Exemplos: micro-ondas, auto-observação, semi-interno.
Exceção: com o prefixo co o hífen é dispensado, tal como em cooperante.
3) Circum e Pan. Quando o segundo elemento começa com vogal ou com as letras h, m ou n.
Exemplos: circum-ambiente, pan-americano, pan-africanismo.
4) Hiper-, Inter- e Super-. Quando o segundo elemento começa com a letra r. Exemplos: hiper-
resistente, inter-relação, super-revista.
5) Ex-, Vice-. Exemplos: ex-mulher, vice-presidente, vice-prefeito.
6) Pós-, Pré- e Pró-. Quando são acentuados. Exemplos: pós-moderno, pré-escola, pró-europeu.
7) Sufixos de origem tupi-guarani. Exemplos: capim-açu, cajá-mirim, Embu-guaçu.
Pronomes Oblíquos
Ênclise e Mesóclise. Exemplos: amo-lhe, orgulho-me, orgulhar-me-ei.
O hífen é um sinal gráfico. Quer saber quais são os outros? Leia Notações Léxicas.
ORTOGRAFIA
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Ao Encontro de e De Encontro a
Ao Encontro de e De Encontro a são expressões opostas. Enquanto uma significa "a favor de" a outra
é justamente "contra alguma coisa".
Usadas no cotidiano, essas expressões podem confundir na hora da elaboração de um texto e, mesmo
em uma conversa informal.
Seu emprego incorreto pode não oferecer a ideia do que, de fato, o emissor gostaria de transmitir.
Não confunda!
• Ao encontro de = a favor de.
• De encontro a = contra alguma coisa.
Ao Encontro de
A expressão "ao encontro" é usada para reger a preposição "de" e significa "a favor de", "em direção
a", "de acordo com".
Exemplos:
• Aquele pensamento vai ao encontro do que eu esperava.
• Aquelas posições vão ao encontro de nossas necessidades.
• Ela foi ao encontro de respostas.
• Foram ao encontro das pessoas.
De Encontro a
A expressão "de encontro" é utilizada para reger a preposição "a" e significa "contra alguma coisa".
Exemplos:
• Aqueles projetos vão de encontro ao que planejávamos.
• A palestra foi de encontro às minhas expectativas.
• Os eixos ficaram de encontro ao asfalto.
• As tuas opiniões vão de encontro às minhas.
Sessão ou Seção
As palavras sessão e seção (ou secção) estão escritas corretamente. Apesar das grafias diferentes,
apresentam a mesma pronúncia, com excepção da palavra secção, cujo c é pronunciado.
Pelo fato de serem pronunciadas da mesma forma, mas serem escritas de forma diferente, são
chamadas de palavras homófonas. Conforme a sua grafia, cada uma delas apresenta um significado
diferente.
Sessão: tempo de um encontro
É o tempo de uma reunião, um encontro, uma assembleia.
Exemplos:
1. Chegaremos atrasados à sessão do cinema.
2. Hoje, a sessão de fotos será no exterior.
ORTOGRAFIA
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3. A sessão de terapia está atrasada.
4. Os senadores reuniram-se em sessão extraordinária.