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COACHING PARA CONCURSOS – ESTRATÉGIAS PARA SER APROVADO 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Compreensão E Interpretação De Texto 
Ao ler, tomamos contato com textos dos mais variados tipos, sendo possível classificá-los de diversas 
maneiras (poéticos, científicos, textos em verso e textos em prosa, políticos, religiosos etc). 
Daí, tratar da classificação dos textos se revelará útil tanto para a leitura quanto para a produção de 
textos. 
I – Modos De Texto 
Classificam-se os textos em Narrativos, Descritivos e Dissertativos, embora, na maioria das vezes, 
não encontremos um texto em estado puro, já que o narrativo, o descritivo e o dissertativo podem 
interpolar-se em um único texto. 
a) Texto Narrativo: Relata as mudanças progressivas de estado que vão ocorrendo no tempo 
(evolução cronológica) com as pessoas e as coisas. Nesse tipo de texto, existe uma relação de 
anterioridade ou de posterioridade entre os episódios e os relatos. 
De uma forma sucinta, podemos afirmar que predominam nos textos narrativos 
 a presença de verbos que indicam ação, advérbios temporais e conjunções temporais 
 sucessão temporal 
 o objetivo de relatar os fatos 
 tempos verbais: presente e pretérito-perfeito do Indicativo, isto é, tempos que expressam o fato que 
ocorre no presente ou acontecido no passado, em uma sucessão temporal. 
b) Texto Descritivo: Enquanto uma narração faz progredir uma história, a descrição consiste 
justamente em interrompê-la, detendose em um personagem, um objeto – relatando suas 
características – , em um lugar etc. 
Os fatos reproduzidos numa descrição são simultâneos não existindo, portanto, progressão temporal 
de um estado anterior para outro posterior. 
Assim, podemos observar nos textos descritivos: 
 predominância de substantivos e adjetivos 
 ausência de passagem do tempo 
 o objetivo de identificar e qualificar os fatos 
 tempos verbais: o presente e o pretérito- imperfeito do Indicativo – tempos que indicam um fato 
observado em um determinado momento do tempo. 
c) Texto Dissertativo: Seu propósito principal é expor ou explanar, explicar ou interpretar idéias. Na 
dissertação, expressamos o que sabemos ou acreditamos saber a respeito de determinado assunto; 
externamos nossa opinião sobre o que é ou nos parece ser. 
Observam-se nos textos argumentativos: 
 conectores relacionando argumentos 
 mecanismos de coesão 
 ausência da sucessão do tempo 
 objetivo de discutir, informar ou expor idéias 
 presença de opiniões e argumentos, com os verbos no Presente do Indicativo. 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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Tipologia Textual (Modos De Texto) – Esquema 
 INTENÇÃO DO AUTOR EVOLUÇÃO CRONOLÓGICA 
NARRATIVO Relatar acontecimento. SIM. Antes e depois. Marca 
fundamental. 
DESCRITIVO Caracterizar NÃO. Tempo congela. Fatos 
ocorrem ao mesmo tempo. 
DISSERTATIVO Discutir, abstrair, discorrer, 
conceituar. Não Descreve. 
Não é relevante. 
 
Exercícios De Fixação 
I) Identifique Os Modos De Organização Discursiva Dos Seguintes Trechos: 
 
1- Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de quase 
tumulto típico dessa hora. De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona 
opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, insuficientes para substituir a 
iluminação anterior. 
 
2- Eis São Paulo às sete da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas, pedestres 
apressados se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das 
mesas. Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios. 
 
3- As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são 
reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço 
que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam 
afetados: o trânsito é lento; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação 
de serviços, ineficazes. 
 
II – Tipos de Texto 
 
1) Informativo: Informar, veicular conhecimento que o leitor desconhece. É mais específico do 
que expositivo. Exs: jornal, bula de remédio, etc. (*) Tem por marcas lingüísticas freqüentes a 
clareza e a precisão. Procura meios de atrair a atenção do leitor para o que é veiculado. Traz 
implícita a idéia de que o conteúdo do texto é de interesse dos leitores. 
 
2) Didático: Ensinar, também são informações que o leitor desconhece. Ex: livros didáticos. 
 
3) Expositivo: Expõe o que se sabe, sem opinar. Ex: questões discursivas em concursos 
públicos. 
 
4) Opinativo: Também chamado de Argumentativo. Diferente do expositivo. Há a colocação da 
opinião do autor. Ex: os editoriais dos jornais. 
 
5) Polêmico: Neste texto aparecem, ao menos, dois pontos de vista sobre um assunto. Ex.: 
artigos que tratam de temas polêmicos – aborto, o sistema de reserva de quotas para negros 
nas universidades etc. 
 
6) Injuntivo: Tem por objetivo instruir em vista de uma ação. Ex: manuais. 
 
Enunciados De Tipologia Textual 
 
A seguir, os enunciados mais comuns de provas de concursos públicos sobre o assunto: 
 
―O texto deve ser classificado de forma mais adequada...‖; ―Os textos narrativos/ informativos/ 
didáticos caracterizam-se por...‖; ―O texto lido poderia ser classificado como...‖; ―Quanto ao modo de 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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organização do discurso, pode-se afirmar que o texto lido é...‖; ―O texto lido deve ser considerado 
prioritariamente como...‖; ―A finalidade principal desse texto é a de...‖; ―O objeto maior do texto é...‖, 
entre outros. 
 
Tipologia Textual – Provas 
 
►Quanto aos modos e tipos de textos, julgue os itens a seguir: TEXTO 01 
 
O Construtor De Pontes 
 
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um rio, entraram em conflito. 
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia 
mudado. O que começou com um pequeno mal-entendido finalmente explodiu numa troca de 
palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu 
baterem à sua porta. 
 
— Estou procurando trabalho, disse um forasteiro. Faço trabalhos de carpintaria. Talvez você tenha 
algum serviço para mim. 
 
— Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do rio? É do meu vizinho. Na realidade 
é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira 
ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta. 
 
— Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. 
 
Mostre-me onde estão a pá e os pregos. 
 
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, 
trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, 
uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou 
enfurecido e falou: 
 
— Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei! Mas as surpresas não 
pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de 31 braços abertos. 
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. 
 
O irmão mais novo então falou: 
 
— Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. De 
repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, 
emocionados, no meio da ponte. 
 
O carpinteiro que fez o trabalho preparou-se para partir, com sua caixa de ferramentas. 
— Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você. 
 
Porém o carpinteiro respondeu: 
 
— Eu gostaria, mas tenho outras pontes a construir... 
 
1. O texto é essencialmentenarrativo, apesar de o parágrafo inicial ter passagem descritiva. 
 
Texto 02 
 
A Santa Cruz Da Estiva 
 
No final do século passado, existia, rodeada por pequeno cemitério, outra igrejinha próxima ao local 
onde hoje está erguida a Capela de Santa Cruz da Estiva. Junto à estrada que passa diante da 
Capela, residia, então, um humilde lavrador que trabalhava as terras, auxiliado por sete filhos. 
Rapagões fortes e destemidos, eram o orgulho do pai. 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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Foi quando surgiu a febre amarela, ceifando vidas sem piedade. Por ironia, ela foi levando um por um 
os sete filhos do lavrador, deixando-o sozinho com sua dor. 
 
Passada a epidemia, o desventurado buscou consolo em Deus. E se propôs, apesar de passar por 
dificuldades econômicas, a construir uma Capela nova junto à antiga, pedindo ao Senhor amparo 
para as almas de seus sete rapazes, conseguindo-lhes, assim, a absolvição dos pecados 
possivelmente cometidos. 
 
Obteve com seus rogos que a dona da fazenda fizesse a doação de uma faixa de terreno e, com os 
amigos e conhecidos, acertou o empreendimento de um mutirão. 
 
Assim foi construída a Capela de Santa Cruz da Estiva, segundo se diz por aí... 
(Adaptação de lenda de autor desconhecido) 
 
1) A lenda ―A Santa Cruz da Estiva‖, quanto ao modo de organização textual e à justificativa para a 
classificação, pode ser considerada um texto: 
 
A) narrativo, porque relata mudanças progressivas de personagens e coisas através do tempo 
B) descritivo, porque transmite imagens positivas ou negativas dos elementos descritos 
C) dissertativo, porque analisa e interpreta dados da realidade por meio de conceitos abstratos 
D) poético, porque utiliza jogos de figuras de modo a ocultar uma visão de mundo subjetiva 
 
Texto 03 
 
―Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e 
também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se 
finara e os moradores tinham fugido. Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. 
 
Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho 
cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um 
bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento da cerca do curral. Trepou-se no 
mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume dos urubus. 
Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo 
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e 
não quis acordá-los.‖ 
 
(Graciliano Ramos, apud Carreter e outros, 1963:29) 
a) descritivo; 
b) jurídico; 
c) didático; 
d) narrativo; 
e) argumentativo. 
Texto 04 
Quando era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um 
futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas 
e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem 
será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Todavia, o que faz um quadro não é a tinta: 
são as idéias que moram na cabeça do pintor. As idéias dançantes na cabeça fazem as tintas dançar 
sobre a tela. Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Não sabemos pensar. (...) 
 
Minha filha me fez uma pergunta: ―O que é pensar?‖ Disse-me que essa era uma pergunta que o 
professor de Filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro, por ter ido 
diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a 
resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar 
sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas 
certas. Para isto existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. 
As respostas nos permitem andar sobre a terra firme, mas somente as perguntas nos permitem entrar 
pelo mar desconhecido. 
Rubem Alves. Ao professor, com o meu carinho. São Paulo: Verus Editora, 2004, p. 57-58. 
1 O texto caracteriza-se como texto científico devido ao uso de dados comprovados e ao excesso de 
trechos descritivos. 
Texto 05 
Violência No Campo 
José Saramago 
No dia 17 de abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado 
dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras...), 155 soldados da 
polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação 
de camponeses que bloqueavam a estrada em ação de protesto pelo atraso dos procedimentos 
legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária 
na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que 
alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria 
mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado 
dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas. 
Passados três meses sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará, arvorando-se 
a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte acusada, veio a público 
declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legítima 
defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou procedimento judicial contra três dos 
camponeses, por desacato, lesões e detenção ilegal de armas. 
 
O arsenal bélico dos manifestantes era constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura 
mais ou menos manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras armas 
de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados ilegais nas mãos daqueles 
que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para comer e terra para trabalhar, encontraram pela 
frente a polícia militarizada do tempo, armada de espadas, lanças e albardas. Ao contrário do que 
geralmente se pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a história do 
mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento 
rude do povo. 
1. O texto é mais adequadamente classificado como: 
a) descritivo; 
b) narrativo; 
c) argumentativo; 
d) expositivo; 
e) informativo. 
Texto 06 
O Medo Social 
Jurandir Freire Costa 
No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada 
por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma 
senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovação dos 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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que presenciaram a cena. Verídica ou não, a história é exemplar. Ilustra o que é a cultura da 
violência, a sua nova feição no Brasil. 
Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques à sua integridade física e 
moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios 
truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idéia de 
que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão do mundo que nos 
é transmitida. Cria a convicção tácita de que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema, 
então, é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a 
violência,tornando-a nosso cotidiano. 
Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida 
como o instrumento de escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que 
as leis perderam o valor normativo e os meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse 
vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo decisões privadas, 
dissociadas de princípios éticos válidos para todos. O crime é, assim, relativizado em seu valor de 
infração. Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da lei ou da moral, pois 
conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da 
violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a 
ideais comuns, condição prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima. 
1. ―No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi 
assaltada por um adolescente...‖; a passagem do pretérito imperfeito para o pretérito perfeito marca a 
mudança de: 
 
A)um texto descritivo para um texto narrativo; 
B)a fala do narrador para a fala do personagem; 
C)um tempo passado para um tempo presente; 
D)um tempo presente para um tempo passado; 
E)a mudança de narrador. 
 
2) O texto acima pode ser classificado, de forma mais adequada, como: 
 
a) narrativo moralizante; 
b) informativo didático; 
c) dissertativo opinativo; 
d) normativo regulamentador; 
e) dissertativo polêmico. 
 
Texto 07 
 
Por ser uma versão continental dos Jogos Olímpicos, o Pan é o mais importante evento esportivo das 
Américas, envolvendo 42 países e um número estimado de 5.500 atletas, o que possibilita o 
intercâmbio técnico e a descoberta de novos talentos e recordistas. Com a transmissão ao vivo para 
vários países, o Pan também é uma ótima oportunidade de exposição de marca para a PETROBRAS, 
visto que atende à sua estratégia de internacionalização. 
 
Além do aporte financeiro ao evento, a companhia deverá participar do dia-a-dia da Vila Pan-
Americana, promovendo shows diários na Zona Internacional da vila com artistas patrocinados pelo 
Programa PETROBRAS Cultural. O apoio ao Pan tem ainda como finalidade contribuir para a 
educação da juventude por meio da prática esportiva e dentro do espírito olímpico, que exige 
dedicação, trabalho em equipe e solidariedade. A PETROBRAS é, historicamente, uma das 
empresas que mais contribuem para o crescimento do esporte brasileiro. Em 2006, por exemplo, a 
companhia investiu cerca de R$ 70 milhões em modalidades como automobilismo, surfe, futebol, 
tênis e handebol. 
 
Predomina no texto o tipo textual narrativo. 
Texto 08 
 
A maioria do público acredita que os produtos químicos utilizados no diaa-dia já foram 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
exaustivamente testados e que seus criadores sabem exatamente como a natureza os receberá de 
volta quando eles forem jogados em esgotos ou simplesmente caírem no solo. Infelizmente essa não 
é toda a verdade. 
Apesar dos inúmeros cuidados e métodos desenvolvidos para se avaliar o impacto ambiental dos 
compostos químicos, a realidade é que é virtualmente impossível testar como cada um deles vai se 
comportar na natureza. ―Leva um tempo muito grande para se estimar o destino ambiental dos 
compostos químicos — a indústria produz novos químicos muito mais rapidamente do que eles 
podem ser testados‖, diz o Dr. Victor de Lorenzo, pesquisador que desenvolveu, no Centro Nacional 
de Biotecnologia da Espanha, um programa de computador capaz de prever com grande precisão 
como um determinado composto químico se comportará na natureza, se ele irá se biodegradar ou 
não. O destino dos compostos orgânicos no meio ambiente, dos mata-matos aos medicamentos, é 
largamente decidido pelos micróbios. Esses organismos quebram alguns compostos diretamente em 
dióxido de carbono (CO2), mas, outros produtos químicos permanecem no meio ambiente por anos, 
absolutamente intocados. 
O novo sistema desenvolvido por Lorenzo mostra como os microrganismos digerem os compostos 
químicos. 
Diante de uma formulação que não seja digerida, é emitido um alerta que poderá auxiliar as 
autoridades a estabelecerem restrições ou até a proibir a comercialização do novo produto químico. 
O programa, chamado BDPServer, foi disponibilizado gratuitamente na Internet. 
1. O texto apresenta aspectos textuais que permitem classificá-lo como dissertativo-informativo. 
Texto 09 
O laudo médico-pericial é utilizado como prova técnica, devendo estar isento de tendências, vícios e 
distorções — condição básica para atingir seu objetivo principal: descrever e interpretar fatos médicos 
para a correta aplicação da justiça, cumprindo seu papel como um dos principais instrumentos de 
garantia aos Direitos Universais do Homem. 
Não importa se vítima ou agressor: o periciado tem o direito de ser visto e respeitado como homem, 
sendo examinado em ambiente neutro, sem a presença de estranhos, devendo sentir-se seguro e 
livre de coações. Enfim, contar com total liberdade para relatar sua versão dos fatos. Por sua vez, o 
médico-legista deve exercer seu mister livre de constrangimentos, coações ou pressões de quaisquer 
espécies, mantendo o respeito incondicional pelo homem. 
Para deixar mais claro: a própria Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio de 2002, veda ao médico a 
realização de exames médico-periciais de corpo de delito em seres humanos no interior dos prédios 
e(ou) dependências de delegacias, seccionais ou sucursais de polícia, unidades militares, casas de 
detenção e presídios. Proíbe, ainda, exames de corpo de delito em seres humanos contidos por 
algemas ou por qualquer outro meio — exceto quando o periciado oferecer risco à integridade física 
do médicoperito. 
Como ficaria a posição do legista, trabalhando no interior de delegacias policiais, quartéis ou casas 
de detenção, repleta de policiais, caso assistisse à violação dos direitos humanos? Seria uma simples 
testemunha ou um perito médico, com obrigação legal de relatar os fatos? Um legista não é (e não 
pode ser visto como) testemunha ou cúmplice dos fatos. 
Nunca, jamais, devem acontecer ocorrências que levem o periciado a confundir a figura imparcial e 
isenta do médico-legista (interessado na busca da verdade, por meio da prova técnica) com o 
aparelho repressor do Estado. Sua função é descrever, por meio da observação atenta e minuciosa, 
os fatos ocorridos, interpretando-os para a justiça, com seus conhecimentos de medicina. 
1. A partir do texto, assinale a opção que resume, corretamente, a idéia do parágrafo 
correspondente. 
A) primeiro parágrafo – apresentação de função, característica e objetivo dos laudos médico-periciais. 
B) segundo parágrafo – relato da necessidade de agressores e vítimas descreverem as versões dos 
fatos, responsavelmente. 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
C) terceiro parágrafo – narrativa sintética dos princípios da Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio 
de 2002. 
D) último parágrafo – argumentação imparcial em defesa da isenção dos médicos-legistas. 
Texto 10 
Entende-se que policial militar é um trabalhador que desenvolve um processo de trabalho peculiar. 
Concebe-se também que o exercício de sua atividade caracterize uma profissão, na medida em que a 
atividade policial é exercida por um grupo social específico, que partilha idéias, valores e crenças 
comuns. Considera-se, ainda, a polícia como uma profissão pelo conjunto de atividades atribuídas 
pelo Estado à organização policial para a aplicação da lei e a manutenção da ordem pública. Júlio 
Consul, em A Polícia Militar — revelando sua identidade, afirma que o trabalho de policial militar se 
caracteriza pela percepção, pelas expectativas e pela retórica para legitimar, entreo eu e o outro, nós 
e eles, o atributo de profissão policial sob os auspícios das atividades que eles desenvolvem no seu 
cotidiano laboral. 
O trabalho do policial militar compreende tudo aquilo que o profissional utiliza na realização de sua 
atividade. Essa atividade comporta o aspecto instrumental e o conhecimento técnico-operativo, 
descritos a seguir. Instrumental: São os equipamentos utilizados e os aprestos. São as ferramentas 
que dão suporte ao policial militar na realização de suas atividades, tais como: uniforme (a farda), 
capa de chuva, armas (arma de fogo, cassetete e algemas), viaturas, rádios transceptores, apito, 
coletes refletores, papel, caneta, telefone; instrumentos de prevenção: colete à prova de balas, 
capacete de controle de tumulto. 
Conhecimento técnico-operativo da profissão: É o saber adquirido no exercício profissional e o 
conjunto de conhecimentos que o policial militar adquire por meio dos cursos de formação e 
habilitação. Isso orientará sua maneira de agir. O policial utiliza ainda outros recursos que podem 
contribuir para a efetividade de sua ação, como diálogos com a comunidade, palestras e orientações. 
Em resumo, o papel da polícia é tratar de problemas humanos quando sua solução necessita ou 
possa necessitar do emprego da força. Assim, para que o policial possa realizar o seu trabalho com 
eficiência, é fundamental que aprenda a intervir-nos mais distintos espaços, de modo que exerça sua 
autoridade como profissional dentro das prerrogativas que lhe conferem o poder de polícia, mas sem 
abusar desse poder, de maneira arbitrária ou autoritária. 
1.O último parágrafo do texto faz uma síntese das idéias do parágrafo inicial sem a elas acrescentar 
informação alguma, o que evidencia a natureza narrativa. 
Texto 11 
Em sua posse no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o embaixador 
Sérgio Amaral reafirmou o explícito entusiasmo de enfrentar o desafio de incrementar as exportações 
brasileiras. Ficou claro para todos que ele expressava uma posição de governo, enfatizada pelo 
presidente da República, em uma demonstração de que o espírito das autoridades federais está 
inoculado pela causa e de que a compreensão do que significa uma ação coordenada, visando à 
inserção do Brasil na economia internacional, começa a se disseminar. Entre outras coisas, o ministro 
declarou: ―Nossa prioridade é o MERCOSUL‖. 
O governo federal foca seus esforços no aumento das exportações brasileiras e na direção certa, 
mas há uma agenda aguardando definições e atos, particularmente no que diz respeito aos juros – 
que precisam ser reduzidos a patamares compatíveis com os praticados nos lugares do mundo onde 
nossos concorrentes se financiam. Espera-se também uma maior disponibilidade de recursos nos 
programas de fomento às exportações; uma reforma tributária, que é urgente; um aperfeiçoamento da 
legislação trabalhista e é uma ampliação e melhoria da infra-estrutura nacional, principalmente no 
setor de transportes. Esse conjunto de fatores -- - enquanto não definidos e implementados --- é que 
torna as empresas brasileiras vulneráveis no jogo do comércio internacional. Mas a questão da 
América do Sul merece uma análise especial. 
Dinheiro é um facilitador das transações, mas não é a única forma de relação comercial. O mundo 
moderno não pode menosprezar a sabedoria de nossos antepassados, que sobreviveram séculos 
fazendo trocas. Um bom exemplo de alinhamento entre estratégias empresariais e apoio 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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governamental, que resultou em uma equação, é o caso da Odebrecht em Angola: esta construtora 
constrói a hidrelétrica de que o país africano necessita, e o governo angolano paga com petróleo, 
produto abundante naquele país. 
O fato é que existe um vasto mercado para exportação na América do Sul que não pode ser 
desconsiderado. Politicamente, esse é o mercado do Brasil, e o Brasil é o mercado para sua 
viabilização. O governo federal não deve fechar-se sobre o MERCOSUL. Precisamos assumir o papel 
geopolítico de liderança em toda a América do Sul, até porque nossa condição diferenciada no 
contexto mundial facilita a captação de capitais internacionais, para financiar, aqui, operações dessa 
natureza. A infraestrutura de transportes, geração de energia e telecomunicações e as riquezas do 
subsolo estão esperando por investimentos. Se não os fizemos, outros farão. 
Emílio Odebrecht. Ícaro Brasil, nov/2001, p. 28-30 (com adaptações) 
1. Aplicando conhecimentos acerca de tipologia, estrutura e organização de um texto em parágrafos, 
julgue os itens a seguir, segundo as idéias desenvolvidas no texto. 
2. 
a) No primeiro parágrafo, fica explícita a disposição do governo em enfrentar o desafio do aumento 
das exportações brasileiras, prioritariamente junto aos países que compõem o MERCOSUL. 
 
b) No segundo parágrafo, alude-se à ampliação dos limites do mercado, de forma a abranger todo o 
continente sul-americano, e levantam-se algumas estratégias de ação para viabilizar esse propósito: 
redução dos juros, aumento da disponibilidade de recursos, reforma tributária, aperfeiçoamento da 
legislação trabalhista e ampliação e melhoria da infra-estrutura de transportes. 
 
c) O terceiro parágrafo, predominantemente narrativo, apresenta o ponto de vista do narrador acerca 
do dinheiro, da sabedoria dos antepassados e das estratégias empresariais do governo africano para 
com o petróleo. 
 
d) O quarto parágrafo descreve o vasto mercado para a exportação da América do Sul, além do 
MERCOSUL, o papel geopolítico de liderança brasileira na região sul-americana, a condição 
diferenciada do Brasil no contexto mundial e a infra-estrutura brasileira de transportes, de geração de 
energia, de telecomunicações e de tecnologia. 
 
d) Nesse texto, eminentemente dissertativo, o autor discute o assunto do incremento das 
exportações brasileiras na América do Sul, apresentando vários argumentos que teriam, em tese, o 
intuito de fazer o leitor partilhar do seu ponto de vista, que está resumindo na última idéia do texto: 
―Se não o fizermos, outros farão‖. 
Texto 12 
A globalização começou no dia em que um anônimo primitivo, em alguma parte do continente ainda 
sem nome, movido por um sentimento de curiosidade, caminhou além dos limites conhecidos por sua 
tribo e encontrou um grupo de desconhecidos, com o qual entabulou algum tipo de comunicação. A 
partir daquele momento, os homens nuca mais pararam de caminhar, de olhar ao redor e de integrar-
se em um processo de globalização cada vez mais amplo. 
 
Desde o final do século XV, com a invenção de novos equipamentos de navegação e as grandes 
descobertas, esse processo se espalhou por todo o planeta, ao mesmo tempo em que aumentava a 
influência européia no mundo. No século XIX, o telégrafo submarino reduziu o tempo com que as 
informações, as ordens e as diversas decisões importantes chegavam a diversos lugares do mundo – 
em pontos específicos, em quantidades limitadas e com alguma defasagem de tempo. 
 
O processo atual de globalização se diferencia do iniciado há centenas de milhares de anos porque o 
mundo se tornou um só e instantâneo. O conhecimento das informações, o acesso às coisas e a 
influência do poder ficaram internacionais e chegam ao mesmo tempo em todas as partes. 
Globalização é essa ―simultaneidade totalizante‖, que se instalou sem uma integração entre os 
homens. Para surpresa de todos que observam o mundo global, a globalização torna iguais os seres, 
não importa o grupo a que pertençam, mas faz com que dentro de cada grupo as pessoas sejam 
mais diferentes entre elas do que no passado. 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Uma das maiores manifestações lingüísticas na fronteira entre os séculos XX e XXI é a idéia de 
globalização como um processo de internacionalização. A globalizaçãoé um processo de 
disseminação das idéias, da cultura e dos objetivos sociais dos Estados Unidos. No lugar de 
globalização, há uma ameriglobalização. 
 
A melhor prova disso é que esse país defende a abertura comercial, mas fecha suas fronteiras e 
toma medidas protecionistas sempre que necessário. 
 
Analisando a tipologia do texto e a síntese das idéias nele desenvolvidas, assinale a opção incorreta. 
 
a) O primeiro parágrafo apresenta o mais remoto indício da globalização, título do texto, de forma 
expositiva, sem haver posicionamento explícito do autor frente aos acontecimentos. 
 
b) O segundo parágrafo mostra a evolução do processo, em uma retrospectiva histórica, desde o final 
do século XV, tempo e, que a influência européia no mundo se fez marcante, até o século XIX, 
quando as informações chegavam a diversos lugares do mundo ―em quantidades limitadas e com 
alguma defasagem de tempo‖. 
 
c) No terceiro parágrafo, o autor, de forma descritiva e privilegiando a apresentação do quadro global 
em vários pontos do planeta, discorre a respeito do processo de total simultaneidade, instalada sem 
uma integração entre os homens. 
 
d) No quarto parágrafo, o autor desmistifica a visão corrente de que a globalização é um processo 
neutro de internacionalização, exemplificando com a atuação da sociedade norte-americana perante 
o mundo. 
 
e) Em todo o texto predomina a estrutura dissertativa, por meio da qual o assunto é abordado, em 
linguagem objetiva e referencial, obedecendo a um viés cronológico, do passado ao presente. 
 
Coesão E Coerência 
 
A crescente escassez de profissionais qualificados no mercado de trabalho doméstico está obrigando 
a Companhia Vale do Rio Doce a lançar uma campanha global de recrutamento para arregimentar 
pessoal especializado nos EUA, na Inglaterra, na Austrália e no Canadá. A previsão é de 62 mil 
contratações nos próximos cinco anos. 
 
O Estado de S.Paulo, 21/3/2008 (com adaptações). 
 
1) Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o fragmento de texto acima. 
a) Essa disputa se tornou tão acirrada que elevou o nível médio salarial. Um soldador, por exemplo, 
hoje tem um ordenado inicial entre R$ 1,2 mil e R$ 2,1 mil. Nas escolas do SESI e do SENAC, os 
formandos são disputados pelos empregadores. 
b) Essa é a iniciativa mais audaciosa já tomada por uma empresa brasileira em matéria de oferta de 
emprego, e é mais uma das conseqüências da globalização da economia. 
c) Entretanto, com o extraordinário crescimento da produção industrial chinesa, nos últimos anos, o 
preço das commodities no mercado internacional disparou, o que abriu caminho para a expansão dos 
setores de mineração, siderurgia, petróleo e equipamentos de transporte pesado. 
d) Desde então, as empresas mais competitivas desses setores criaram milhares de novos postos de 
trabalho e, de forma cada vez mais agressiva, vêm disputando trabalhadores preparados para ocupá-
los. 
e) Todas essas empresas vêm publicando anúncios em inglês, em busca de profissionais qualificados 
de nível técnico superior. As empresas também vêm contratando trabalhadores aposentados e 
procurando atrair profissionais qualificados da PETROBRAS. 
Há cinco anos, sob o comando de George W. Bush, os Estados Unidos da América (EUA) invadiam o 
Iraque. Já se mostrou à exaustão que a aventura foi uma catástrofe humanitária e um fracasso 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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político que encalacrou o Pentágono numa ocupação militar sem perspectiva de solução. Verifica-se, 
agora, que foi também um desastre financeiro. 
Folha de S.Paulo, 20/3/2008 (com adaptações). 
2. Assinale a opção em que o fragmento constitui continuação coesa e coerente para o texto acima. 
 
a) Entretanto, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, calcula que a empreitada poderá sair por 
assombrosos US$ 4 trilhões ou mais, dependendo de quanto tempo a ocupação durar. 
 
b) Mas, agora que o país se encontra numa situação de déficit fiscal, a conta da guerra contribui para 
a crescente desvalorização da moeda norte-americana, num movimento que dificulta o combate à 
crise de crédito nos EUA e agrava suas repercussões globais. 
 
c) Às vésperas da invasão, a Casa Branca estimava que gastaria algo entre US$ 50 bilhões e US$ 60 
bilhões para derrubar Saddam Hussein e instalar um novo governo no país. Hoje, a conta está em 
US$ 600 bilhões e continua subindo. 
 
d) Avaliações mais conservadoras, como a do Escritório de Orçamento do Congresso, órgão que 
municia o Poder Legislativo com informações técnicas, concluem que a ocupação não atingirá 
efetivamente a economia norteamericana. 
 
e) Portanto, nada indica que o próximo presidente dos EUA terá condições de colocar um fim rápido à 
aventura. Fala-se em retirar as tropas até o fim de 2009. Isso, é claro, no melhor cenário. E o 
problema é que, no Iraque, o melhor cenário nunca se materializa. 
 
O conflito do Tibete, que se arrasta desde o século 13, requer solução pacífica pautada pelo signo da 
não-violência. Invadida pela China em 1950, a província luta pela autonomia há cinco décadas. 
Pequim resiste. Além de constante desrespeito aos direitos humanos, procede ao que o dalai-lama 
denomina ―genocídio cultural‖ — sistemático esmagamento das tradições da região. 
 
Com o controle dos meios de comunicação, as autoridades chinesas exercem violenta censura à 
informação e à livre circulação de pessoas. A tevê só mostra imagens liberadas pelos 
administradores locais. O mesmo ocorre com as notícias e certos sítios da Internet. Jornalistas e 
turistas encontram as fronteiras fechadas. 
 
Torna-se difícil, assim, avaliar as dimensões e as conseqüências dos protestos que eclodiram 
recentemente. Pequim soma 13 mortos. Os tibetanos falam em mais de 100 e de centenas de prisões 
de dissidentes. Suspeita-se, com razão, do incremento da repressão. 
 
Correio Braziliense, 20/3/2008 (com adaptações). 
03) Assinale a opção que apresenta as idéias principais do texto acima. 
a) Pequim controla os tibetanos, que vivem sob censura, sem possibilidade de livre circulação em sua 
própria região. 
b) A tevê só mostra imagens liberadas pelos administradores locais, e as fronteiras estão fechadas 
para turistas e jornalistas. 
c) Para Pequim, houve treze mortos nos conflitos recentes; para os tibetanos, houve mais de cem 
mortos e centenas de prisões de dissidentes. 
d) A China procede a um genocídio cultural no Tibete, quando esmaga as tradições da região. 
e) Embora haja controle dos meios de comunicação e das fronteiras, suspeita-se do aumento da 
repressão no Tibete, que luta pela autonomia, pois é ocupado pela China há mais de cinqüenta anos. 
4. Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo: Até aqui o 
governo se dedicou a expor seu ponto de vista e começou a mover suas pedras no tabuleiro, a partir 
de sua opção pela prioridade sulamericana e do Mercosul. Estabeleceu, em seguida, uma série de 
pontes e alianças possíveis com a África e a Ásia, como aconteceu com o G21, na reunião de 
 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 
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Cancun da OMC, e como está acontecendo nas negociações do G3, com a África do Sul e com a 
Índia. Ou ainda, como vem ocorrendo nas novas parcerias tecnológicas com a Ucrânia, a Rússia, a 
China, ou com os projetos infra-estruturais com a Venezuela, a Bolívia, o Peru e a Argentina. 
a) Não há dúvida, porquanto, de que essas principais disputas giraram em torno das divergências 
econômicas entre os Estados Unidos e o Brasil, em particular as negociações da OMC, FMI e ALCA. 
b) O que se vê é a afirmação de uma nova política externa, ativa, presente, baseada no interesse 
nacional brasileiro e na afinidade histórica e territorial do Brasil com o resto da América do Sul, bem 
como na sua afinidade de interesses com os demais grandes países em desenvolvimento.c) E do outro lado, naquele momento, estarão os grupos econômicos e as forças sociais, intelectuais 
e políticas que sempre lutaram por um projeto de desenvolvimento para o Brasil. 
d) E aqui, não há como se enganar sobre as forças que esta batalha despertava, dentro e fora do 
governo: de um lado estarão, como sempre estiveram, os grupos de interesse que defendem uma 
relação subserviente com os Estados Unidos, em troca de uma acesso mais favorecido ao mercado 
interno americano. 
e) Orientando-se pelos interesses nacionais do povo e não apenas pelos interesses imediatos e 
particulares do seu agrobusiness, e dos seus grupos financeiros defendidos e acobertados pela 
retórica diletante e pela política escandalosamente subserviente dos ―diplomatas descalços‖. 
5.Os trechos a seguir constituem um texto, mas estão desordenados. Ordeneos nos parênteses e 
aponte a opção correta: 
( ) A aguda crise social desdobrou-se, então, em quatro vertentes de alternativa política: o fascismo 
italiano, o nazismo alemão, a social democracia sueca e o New Deal norte-americano. 
( ) O desemprego é uma tragédia social com profundas implicações políticas. 
( ) Um dado dessa natureza é importante, pois estabelece a conexão entre a crise social e o efeito 
político-eleitoral. 
( ) A esmagadora maioria dos eleitores nas últimas eleições apontava esse fenômeno como o mais 
grave problema do país. 
( ) Tal conexão apareceu pela primeira vez na História, claramente, há mais de 70 anos, nos 
principais países capitalistas, na Grande Depressão. 
a) 5, 1, 3, 2, 4 
b) 3, 5, 1, 4, 2 
c) 2, 4, 3, 5, 1 
d) 4, 1, 3, 5, 2 
e) 2, 1, 4 5, 3 
_________________________________________________________________________________ 
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 VOCABULÁRIO 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Vocabulário 
# Palavra Pronúncia Tradução 
1 the dhâ o, a, os, as 
2 of âv de 
3 to tuu Para 
4 and énd E 
5 a â um, uma 
6 in ên em, dentro 
7 is ês é 
8 it êt este 
9 you yuu você 
10 that dhét que, aquele 
11 he rrii ele 
12 was uós era, estava 
13 for fór por, para 
14 on ón em 
15 are ar são, estão 
16 with uêdh com 
17 as és como, enquanto 
18 I ai eu 
19 his rrês seu 
 VOCABULÁRIO 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
20 they dhei eles 
21 be bii ser, estar 
22 at ét em 
23 one uân um 
24 have rrév ter 
25 this dhês este 
26 from frâm de 
27 or ór ou 
28 had rréd tinha 
29 by bai por, em 
30 hot rrat quente 
31 word uâd palavra 
32 but bât mas 
33 what uót o-que 
34 some sâm algum 
35 we uii nós 
36 can kén pode, lata 
37 out aut fora 
38 other âdhâr outro 
39 were uâr eram, esavam 
40 all ól todo 
 VOCABULÁRIO 
 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
41 there thér lá 
42 when uen quando 
43 up âp para-cima 
44 use iuz usar 
45 your yór seu 
46 how rráu como, quão 
47 said séd disse 
48 an én um, uma 
49 each iich cada 
50 she shii ela 
51 which uêtch qual 
52 do duu fazer, mesmo 
53 their thér seus 
54 time taim tempo, hora 
55 if êf se 
56 will uêl vai, vontade 
57 way uei caminho, jeito 
58 about âbaut sobre, quase 
59 many méni muitos 
60 then dhên então 
61 them dhêm deles 
 VOCABULÁRIO 
 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
62 write rait escrever 
63 would uôd deveria 
64 like laik como, gostar 
65 so sôu assim, tão 
66 these dhiiz estes 
67 her rrâr dela 
68 long lóng longo 
69 make meik fazer 
70 thing thêng coisa 
71 see sii ver 
72 him rrêm dele 
73 two tuu dois, duas 
74 has rrés tem 
75 look lôk olhar 
76 more mór mais 
77 day dei dia 
78 could côd poderia 
79 go gôu ir 
80 come câm vir 
81 did dêd fez, mesmo 
82 number nâmbâr número 
 VOCABULÁRIO 
 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
83 sound saund som 
84 no nou não 
85 most moust mais, maior 
86 people piipâl pessoas, povo 
87 my mai meu 
88 over ouvâr sobre, acima-de 
89 know nou saber 
90 water uóttâr água 
91 than dhén que 
92 call cól chamar 
93 first fârst primeiro 
94 who rruu que 
95 may mei maio, pode 
96 down daun baixo 
97 side said lado 
98 been bên sido, estado 
99 now nau agora 
100 find faind encontrar 
101 any éni qualquer 
102 new nuu novo 
103 work uârk trabalho 
 VOCABULÁRIO 
 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
104 part part parte 
105 take teik pegar 
106 get ghét ficar 
107 place pleis lugar 
108 made meid feito 
109 live lêv, laiv viver, vivo 
110 where uér onde 
111 after éftâr após 
112 back bék atrás, costas 
113 little lêttâl pequeno, pouco 
114 only ounli somente 
115 round raund redondo, rodada 
116 man mén homem 
117 year yiir ano 
118 came keim chegado 
119 show shou mostrar 
120 every evri cada 
121 good gôd bom 
122 me mii me, eu 
123 give ghêv dar 
124 our ar nosso 
 VOCABULÁRIO 
 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
125 under ândâr sob 
126 name neim nome 
127 very véri muito, absoluto 
128 through thruu através-de 
129 just jâst justo, só 
130 form fórm forma, formulário 
131 sentence sêntâns sentença 
132 great greit ótimo, excelente, grande 
133 think thênk pensar 
134 say sei dizer 
135 help rrêlp ajudar 
136 low lou baixo 
137 line lain linha, fila 
138 differ dêfâr diferir 
139 turn târn tornar, vez 
140 cause cóz causa 
141 much mâtch muito 
142 mean miin meio, significar 
143 before bêfór antes 
144 move muuv movimento 
145 right rait direito 
 VOCABULÁRIO 
 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
146 boy bói garoto 
147 old ould velho 
148 too tuu também 
149 same seim mesmo 
150 tell têl contar 
151 does dâz faz, mesmo 
152 set sêt conjunto, fixar 
153 three thrii três 
154 want uânt querer 
155 air ér ar 
156 well uel bem, poço 
157 also ólsou também 
158 play plei peça, tocar 
159 small smól pequeno 
160 end ênd fim, finalizar 
161 put pôt por 
162 home rroum casa 
163 read riid ler, lido 
164 hand rrénd mão 
165 port pórt porto 
166 large larj grande 
 VOCABULÁRIO 
 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
167 spell spêl soletrar, encanto 
168 add éd adicionar 
169 even iivân mesmo 
170 land lénd terra 
171 here rriir aqui 
172 must mâst dever 
173 big bêg grande 
174 high rrai alto 
175 such sâtch tal 
176 follow falou seguir 
177 act ékt ato, agir 
178 why uai por-que 
179 ask ésk pedir, perguntar 
180 men mên homens 
181 change tcheinj mudar 
182 went uent foi 
183 light lait leve, luz 
184 kind kaind bom, tipo 
185 off óf por, desligado 
186 need niid precisar 
187 house rraus casa 
 VOCABULÁRIO 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
188 picture pêktchâr foto, filme 
189 try trai tentar 
190 us âs nos 
191 again âghein de-novo 
192 animal énâmâl animal 
193 point point ponto 
194 mother mâdhâr mãe 
195 world uârld mundo 
196 near niir perto 
197 build bêld construir 
198 self self próprio, ego 
199 earth ârth terra 
200 father fódhâr pai 
201 head rred cabeça 
202 stand sténd permanecer, de-pé, banca 
203 own oun próprio 
204 page peij página 
205 should shôd deveria 
206 country cântri país 
207 found faund encontrado, fundar 
208 answer énsâr resposta 
 VOCABULÁRIO 
 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
209 school skool escola 
210 grow grou crescer 
211 study stâdi estudo 
212 still stêl até, calmo 
213 learn lârn aprender 
214 plant plént planta, fábrica 
215 cover câvâr cobrir 
216 food fuud comida 
217 sun sân sol 
218 four fór quatro 
219 between bituiin entre 
220 state steit estado 
221 keep kiip guardar 
222 eye ai olho 
223 never nevâr nunca 
224 last lést último, durar 
225 let let deixar 
226 thoughtthót pensamento, pensado 
227 city cêtti cidade 
228 tree trii árvore 
229 cross crós cruz, cruzar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
230 farm farm fazenda 
231 hard rrard duro 
232 start start começar 
233 might mait poder, poderia 
234 story stóri estória, andar(prédio) 
235 saw só viu, serra 
236 far far longe 
237 sea sii mar 
238 draw dró arrastar, empate 
239 left left esquerda, deixado 
240 late leit tarde 
241 run rân correr 
242 don't dount não 
243 while uail enquanto 
244 press pres pressão, imprensa 
245 close clous fechar 
246 night nait noite 
247 real riil real 
248 life laif vida 
249 few fiu alguns 
250 north nórth norte 
 VOCABULÁRIO 
 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
251 open oupân aberto 
252 seem siim parecer 
253 together tâghedhâr juntos 
254 next next próximo 
255 white uait branco 
256 children tchêldrân crianças 
257 begin bêghên começar 
258 got gat ficado 
259 walk uók andar 
260 example igzémpâl exemplo 
261 ease iiz facilitar 
262 paper peipâr papel 
263 group grup grupo 
264 always óluêz sempre 
265 music miuzêk música 
266 those dhouz aqueles 
267 both bouth ambos 
268 mark mark marcar 
269 often ófân muitas-vezes 
270 letter lettâr letra, carta 
271 until ântêl até 
 VOCABULÁRIO 
 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
272 mile mail milha 
273 river rêvâr rio 
274 car car carro 
275 feet fiit pés 
276 care kér cuidado 
277 second secând segundo 
278 book bôk livro 
279 carry kéri carregar 
280 took tôk pego 
281 science sains ciência 
282 eat iit comer 
283 room ruum cômodo, quarto 
284 friend frend amigo 
285 sight sait visão 
286 began bêgén começado 
287 idea aidiia idéia 
288 fish fêsh peixe, pescar 
289 mountain mauntân montanha 
290 stop stap parar 
291 once uâns uma-vez 
292 base beis base 
 VOCABULÁRIO 
 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
293 hear rriir ouvir 
294 horse rrórs cavalo 
295 cut cât cortar 
296 sure shôr certo 
297 watch uótch assistir, relógio 
298 color câlâr cor, colorir 
299 face feis rosto 
300 wood uôd madeira 
301 main mein principal 
302 enough inâf bastante 
303 plain plein plano, simples 
304 girl gârl garota 
305 usual iuzhuâl usual, comum 
306 young yâng jovem 
307 ready riidi pronto 
308 above âbâv acima 
309 ever evâr sempre, já 
310 red red vermelho 
311 list lêst lista 
312 though thou apesar-de 
313 feel fiiól sentir, sentimendo 
 VOCABULÁRIO 
 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
314 talk tók conversar 
315 bird bârd pássaro 
316 soon suun logo 
317 body baddi corpo 
318 dog dóg cachorro 
319 family fémâli família 
320 direct dârekt direto 
321 pose pouz posição 
322 leave liiv deixar 
323 song sóng canção 
324 measure mejâr medida 
325 door dór porta 
326 product pradâkt produto 
327 black blék negro 
328 short shórt curto 
329 numeral nuumârâl numeral 
330 class clés classe 
331 wind uênd vento 
332 question quéschân questão, pergunta 
333 happen rrépân acontecer 
334 complete câmpliit completo 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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335 ship shêp navio, embarcar 
336 area ériiâ área 
337 half rréf metade 
338 rock rak roque, rocha 
339 order órdâr ordem, pedido 
340 fire fair fogo, incêndio, despedir 
341 south sauth sul 
342 problem prablâm problema 
343 piece piis peça, pedaço 
344 told tould contado 
345 knew nuu sabido 
346 pass pés passar 
347 since sêns desde 
348 top tap topo, principal 
349 whole rroul inteiro 
350 king kêng rei 
351 space speis espaço 
352 heard rrârd ouvido 
353 best best melhor 
354 hour aur hora 
355 better bettâr melhor 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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356 true truu verdadeiro 
357 during duurêng durante 
358 hundred rrândrâd cem 
359 five faiv cinco 
360 remember rimembâr lembrar 
361 step step passo 
362 early ârli cedo 
363 hold rrould guardar 
364 west uest oeste 
365 ground graund terra, amolado 
366 interest êntrâst interesse, juros 
367 reach riitch alcançar 
368 fast fést rápido 
369 verb vârb verbo 
370 sing sêng cantar 
371 listen lêssân ouvir 
372 six sêks seis 
373 table teibâl mesa, tabela 
374 travel trévâl viajar 
375 less les menos 
376 morning mórnên manhã 
 VOCABULÁRIO 
 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
377 ten ten dez 
378 simple sêmpâl simples 
379 several sevrâl vários 
380 vowel vaul vogal 
381 toward tuuard para 
382 war uar guerra 
383 lay lei deitar, amador 
384 against âghenst contra 
385 pattern péttârn padrão 
386 slow slou devagar 
387 center centâr centro 
388 love lâv amor, amar 
389 person pârsân pessoa 
390 money mâni dinheiro 
391 serve sârv servir 
392 appear âpiir aparecer 
393 road roud estrada 
394 map mép mapa 
395 rain rein chuva 
396 rule ruul régua, regra 
397 govern gâvârn governar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
398 pull pôl puxar 
399 cold could frio 
400 notice nottâs aviso 
401 voice vois voz 
402 unit iunât unidade 
403 power pauâr poder, força 
404 town taun municipal 
405 fine fain bom, excelente 
406 certain sârtân certo 
407 fly flai voar, mosca 
408 fall fól cair, queda, outono 
409 lead liid levar, chumbo 
410 cry crai choro, chorar 
411 dark dark escuro 
412 machine mâshiin máquina 
413 note nout anotar 
414 wait ueit esperar 
415 plan plén plano 
416 figure fêghiâr figura, imaginar 
417 star star estrela 
418 box baks caixa 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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419 noun naun substantivo 
420 field fiild campo 
421 rest rest resto, descanso 
422 correct cârekt correto 
423 able eibâl capaz 
424 pound paund libra 
425 done dân feito 
426 beauty biutti beleza 
427 drive draiv direção, dirigir 
428 stood stud permanecido 
429 contain cântein conter 
430 front frânt frente 
431 teach tiitch ensinar 
432 week uiik semana 
433 final fainâl final 
434 gave gheiv dado 
435 green griin verde 
436 oh ou ó 
437 quick quêk rápido 
438 develop dêvelâp desenvolver 
439 ocean oushân oceano 
 VOCABULÁRIO 
 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
440 warm uórm quente 
441 free frii livre, grátis 
442 minute mênât minuto 
443 strong stróng forte 
444 special speshâl especial 
445 mind maind mente, importar-se 
446 behind bêrraind atrás 
447 clear cliir claro 
448 tail teil rabo 
449 produce prâdus produção 
450 fact fékt fato 
451 street striit rua 
452 inch êntch polegada 
453 multiply mâltâplai multiplicar 
454 nothing nâthêng nada 
455 course córs curso 
456 stay stei ficar 
457 wheel uiil roda 
458 full fôl cheio 
459 force fórs força, forçar 
460 blue bluu azul 
 VOCABULÁRIO 
 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
461 object âbjêkt objeto 
462 decide dêsaid decidir 
463 surface sârfâs superficie 
464 deep diip profundo 
465 moon muun lua 
466 island ailând ilha 
467 foot fuut pé 
468 system sêstâm sistema 
469 busy bêzi ocupado 
470 test test teste 
471 record recârd recorde, gravar, registro 
472 boat bout barco 
473 common camân comum 
474 gold gould ouro 
475 possible pasâbâl possível 
476 plane plein avião 
477 stead sted local 
478 dry drai seco 
479 wonder uândâr admirar 
480 laugh léf rir 
481 thousand thauzând mil 
 VOCABULÁRIO 
 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
482 ago âgou atrás 
483 ran rén corrido 
484 check tchek cheque, checagem 
485 game gheim jogo 
486 shape sheip forma 
487 equate iiqueit equacionar 
488 miss mês sentir, senhorita 
489 brought brót trazido 
490 heat rriit calor 
491 snow snou neve 
492 tire tair pneu, cansar 
493 bring brêng trazer 
494 yes yes sim 
495 distant dêstânt distante 
496 fill fêl encher 
497 east iist leste 
498 paint peint pintar 
499 language lénguêj língua 
500 among âmâng entre 
501 grand grénd grandioso 
502 ball ból bola 
 VOCABULÁRIO 
 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
503 yet yet ainda, já 
504 wave ueiv onda 
505 drop drap gota 
506 heart rrórt coração 
507 am ém sou, estou 
508 present prezânt presente 
509heavy rrevi pesado 
510 dance déns dança 
511 engine enjân motor 
512 position pâzêshãn posição 
513 arm arm braço 
514 wide uaid amplo 
515 sail seil vela(navio) 
516 material mâtiiriâl material 
517 size saiz tamanho 
518 vary véri variar 
519 settle settâl estabelecer 
520 speak spiik falar 
521 weight ueit peso 
522 general jenral general, geral 
523 ice ais gelo 
 VOCABULÁRIO 
 
 
26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
524 matter méttâr matéria, importar-se 
525 circle sârkâl círculo 
526 pair pér par 
527 include ênclud incluir 
528 divide dêvaid dividir 
529 syllable sêlâbâl sílaba 
530 felt feólt sentido 
531 perhaps pârhépps talvez 
532 pick pêk escolher, apanhar 
533 sudden sâdân imprevisto 
534 count caunt contar, contagem, conde 
535 square squér quadrado, praça 
536 reason riizân razão 
537 length lenth comprimento 
538 represent reprêzent representar 
539 art art arte 
540 subject sâbjêkt sujeito, assunto 
541 region riijân região 
542 energy enârji energia 
543 hunt rrânt caçar 
544 probable prabâbâl provável 
 VOCABULÁRIO 
 
 
27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
545 bed bed cama 
546 brother brâdhâr irmão 
547 egg eg ovo 
548 ride raid passeio 
549 cell ceól cela, célula 
550 believe bêliiv acreditar 
551 fraction frécshân fração 
552 forest fórâst floresta 
553 sit sêt sentar 
554 race reis raça, corrida 
555 window uêndou janela 
556 store stór armazém 
557 summer sâmâr verão 
558 train trêin trem, treinar 
559 sleep sliip dormir 
560 prove pruuv provar 
561 lone loun só 
562 leg leg perna 
563 exercise eksârsaiz exercício 
564 wall uól parede 
565 catch kétch pegar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
566 mount maunt monte, montar 
567 wish uêsh desejo 
568 sky skai céu 
569 board bórd quadro 
570 joy jói alegria 
571 winter uênttâr inverno 
572 sat sét sentado 
573 written rêtân escrito 
574 wild uaild selvagem 
575 instrument ênstrâmânt instrumento 
576 kept kept guardado 
577 glass glés vidro 
578 grass grés grama 
579 cow cau vaca 
580 job jáb trabalho, jó 
581 edge ej canto 
582 sign sain sinal 
583 visit vêzât visita 
584 past pést passado 
585 soft saft macio 
586 fun fân alegria 
 VOCABULÁRIO 
 
 
29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
587 bright brait claro 
588 gas ghés gás, gasolina 
589 weather uedhâr tempo 
590 month mânt mês 
591 million mêliân milhão 
592 bear bér urso, carregar 
593 finish fênish fim, finalizar 
594 happy rrépi feliz 
595 hope rroup esperança 
596 flower flauâr flor 
597 clothe cloudh vestir 
598 strange streindj estranho 
599 gone gón ido 
600 jump jâmp pular 
601 baby beibi bebê 
602 eight eit oito 
603 village vêlâj vila 
604 meet miit encontrar 
605 root ruut raiz 
606 buy bai comprar 
607 raise reiz levantar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
608 solve soulv resolver 
609 metal mettâl metal 
610 whether uedhâr se 
611 push pôsh empurrar, iniciativa 
612 seven sevân sete 
613 paragraph pérâgréf parágrafo 
614 third thârd terceiro 
615 shall shél vai 
616 held rreld guardado 
617 hair rrér cabelo 
618 describe dêcraib descrever 
619 cook côk cozinhar 
620 floor flór chão, derrotar 
621 either aidhâr um, ou outro, também 
622 result rêzâlt resultado 
623 burn bârn queimar 
624 hill rrêl colina 
625 safe seif seguro, cofre 
626 cat két gato 
627 century centri século 
628 consider cânsêdâr considerar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
629 type taip tipo, datilografar 
630 law ló lei 
631 bit bêt pouco, broca 
632 coast coust costa, litoral 
633 copy capi copiar 
634 phrase freiz frase 
635 silent sailânt silencio 
636 tall tól alto(pessoa) 
637 sand sénd areia 
638 soil sóil solo 
639 roll rôl giro, lista 
640 temperature temprâchâr temperatura 
641 finger fêngâr dedo 
642 industry êndâstri indústria 
643 value véliu valor 
644 fight fait luta 
645 lie lai deitar, mentir 
646 beat biit bater 
647 excite iksait instigar 
648 natural nétchârâl natural 
649 view viu vista 
 VOCABULÁRIO 
 
 
32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
650 sense sens sentido 
651 ear iir orelha, espiga 
652 else els outro 
653 quite quait muito 
654 broke brouk quebrado 
655 case keis caso, embalagem 
656 middle mêdâl meio 
657 kill kêl matar 
658 son sân filho 
659 lake leik lago 
660 moment moumânt momento 
661 scale skeil escada, escala, escama 
662 loud laud alto(som) 
663 spring sprêng primavera, mola 
664 observe âbzârv observar 
665 child tchaild criança 
666 straight streit reto 
667 consonant cansânânt consoante 
668 nation neishân nação 
669 dictionary dêkshânâri dicionário 
670 milk mêlk leite 
 VOCABULÁRIO 
 
 
33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
671 speed spiid velocidade 
672 method méthâd método 
673 organ órgân órgão 
674 pay pei pagar 
675 age eij idade 
676 section sekshân seção 
677 dress dres vestido 
678 cloud claud nuvem 
679 surprise sârpraiz surpresa 
680 quiet quait quieto 
681 stone stoun pedra 
682 tiny taini minúsculo 
683 climb claim escalar 
684 cool cuul frio 
685 design dêzain desenho 
686 poor pôr pobre 
687 lot lót muito, lote 
688 experiment eksperâmânt experimento 
689 bottom battâm baixo 
690 key kii chave 
691 iron airn ferro 
 VOCABULÁRIO 
 
 
34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
692 single sêngâl só, solteiro 
693 stick stêk vareta, fincar 
694 flat flét achatado, plano 
695 twenty tuenti vinte 
696 skin skên pele 
697 smile smail sorriso 
698 crease criis ruga 
699 hole rroul buraco 
700 trade treid comércio 
701 melody melâdi melodia 
702 trip trêp viajar, passeio 
703 office afâs escritório, função 
704 receive riciiv receber 
705 row rou remar, fila 
706 mouth mauth boca 
707 exact igzéct exato 
708 symbol sêmbâl símbol 
709 die dai morrer 
710 least liist menos 
711 trouble trâbâl preocupação 
712 shout shaut gritar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
713 except êkscept exceto 
714 wrote rout escrito 
715 seed siid semente 
716 tone toun tom 
717 join join juntar 
718 suggest sâgjest sugerir 
719 clean cliin limpo 
720 break breik quebrar 
721 lady leidi dama 
722 yard yard jarda, quintal 
723 rise raiz levantar 
724 bad béd mal 
725 blow blou assoprar 
726 oil oil óleo, petróleo 
727 blood blâd sangue 
728 touch tâtch tocar 
729 grew gruu crescido 
730 cent cent centavo 
731 mix mêks mistura 
732 team tiim grupo 
733 wire uair arame 
 VOCABULÁRIO 
 
 
36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
734 cost cóst custo 
735 lost lóst perdido 
736 brown braun marrom 
737 wear uér usar 
738 garden gardân jardim 
739 equal iiquâl igual 
740 sent sent enviado 
741 choose tchuuz escolher 
742 fell fel caido 
743 fit fêt ajustado 
744 flow flou correr, corrente 
745 fair fér feira, claro 
746 bank bénk banco 
747 collect câlect recolher, pagar 
748 save seiv salvar 
749 control cântroul controle 
750 decimal dêsêmâl decimal 
751 gentle jentâl gentil 
752 woman uômân mulher 
753 captain képtân capitão 
754 practice précttâs prática 
 VOCABULÁRIO 
 
 
37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
755 separate sepârât separado 
756 difficult dêfêcâlt difícil 
757 doctor dactâr doutor 
758 please pliiz por-favor, agradar 
759 protect prâtect proteger 
760 noon nuun meio-dia 
761 whose rruuz cujo 
762 locate loukeit localizar 
763 ring rêng anel, tocar 
764 character kérêktâr caráter, personagem 
765 insect ênsect inseto 
766 caught cót pego 
767 period pêriiâd período 
768 indicate êndêkeit indicar 
769 radio reidiiou rádio 
770 spoke spouk falado, raio 
771 atom étâm átomo 
772 human rriumân humano 
773 history rrêstâri história 
774 effect êfect efeito 
775 electric êlektrêk elétrico 
 VOCABULÁRIO 
 
 
38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
776 expect ikspekt esperar 
777 crop crap colheita 
778 modern madârn moderno 
779 element elêmânt elemento 
780 hit rrêt acertar 
781 student stuudânt estudante 
782 corner córnâr esquina 
783 partyparty partido, festa 
784 supply sâplai suprir 
785 bone boun osso 
786 rail reil grade, trilho 
787 imagine êmédjân imaginar 
788 provide prâvaid fornecer 
789 agree âgrii concordar 
790 thus dhâs assim 
791 capital képêtâl capital 
792 won't uount não-vai 
793 chair tchér cadeira 
794 danger deindjâr perigo 
795 fruit fruut fruta 
796 rich rêtch rico 
 VOCABULÁRIO 
 
 
39 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
797 thick thêk grosso 
798 soldier souldjãr soldado 
799 process prouces processo 
800 operate apâreit operar 
801 guess ghes adivinhar 
802 necessary nesâséri necessário 
803 sharp sharp agudo, sustenido 
804 wing uêng asa 
805 create crieit criar 
806 neighbor neibâr vizinho 
807 wash uósh lavar 
808 bat bét morcego, bastão 
809 rather raadhâr de-preferência 
810 crowd craud multidão 
811 corn córn milho 
812 compare câmpér comparar 
813 poem pouêm poema 
814 string strêng corda 
815 bell beól sino 
816 depend dêpend depender 
817 meat miit carne 
 VOCABULÁRIO 
 
 
40 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
818 rub râb esfregar 
819 tube tuub tubo, tv 
820 famous feimâs famoso 
821 stream striim corrente 
822 fear fiir medo, temer 
823 thin thên fino, magro 
824 triangle traiéngâl triângulo 
825 planet plénât planeta 
826 hurry rrâri pressa 
827 chief chiif chefe 
828 clock clak relógio 
829 mine main meu, mina 
830 tie tai amarrar 
831 enter enttâr entrar 
832 major meidjâr maior, major 
833 fresh fresh fresco 
834 search sârtch buscar 
835 send send enviar 
836 yellow yelou amarelo 
837 gun gân arma 
838 rose rouz rosa, levantado 
 VOCABULÁRIO 
 
 
41 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
839 allow âlau permitir 
840 print prênt imprimir 
841 dead ded morto 
842 spot spat ponto 
843 desert dêzârt deserto 
844 suit suut terno 
845 current cârânt atual 
846 lift lêft levantar 
847 continue cântêniu continuar 
848 block blak bloco 
849 chart tchart gráfico 
850 hat rrét chapéu 
851 sell sel vender 
852 success sâkses sucesso 
853 company câmpâni companhia, empresa 
854 subtract sâbtréct subtrair 
855 event ivent evento 
856 particular partêkiâlar especial 
857 deal diil negócio 
858 term târm termo, período 
859 opposite apâzât oposto 
 VOCABULÁRIO 
 
 
42 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
860 wife uaif esposa 
861 shoe shuu sapato 
862 shoulder shouldâr ombro 
863 spread spred espalhar 
864 arrange âreindj arranjar 
865 camp kémp campo 
866 invent ênvent inventar 
867 cotton catân algodão 
868 born bórn nascido 
869 determine dêtârmân determinar 
870 quart quórt quarto(medida) 
871 nine nain nove 
872 truck trâk caminhão 
873 noise nóiz barulho 
874 level levâl nível 
875 chance tchéns chance, acaso 
876 gather ghédhâr juntar 
877 shop shap loja 
878 stretch stretch alcance 
879 throw throu arremessar 
880 shine shain brilhar 
 VOCABULÁRIO 
 
 
43 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
881 property prapâtti propriedade 
882 column calâm coluna 
883 molecule malêkiul molécula 
884 select sêlect selecionar 
885 wrong róng errado 
886 gray grei cinza 
887 repeat rêpiit repetir 
888 require rêquair exigir 
889 broad bród amplo 
890 prepare prêpér preparar 
891 salt sólt sal 
892 nose nouz nariz 
893 plural plôrâl plural 
894 anger éngâr raiva 
895 claim cleim clamar 
896 continent cantânânt continente 
897 oxygen aksêdjân oxigênio 
898 sugar shuugâr açúcar 
899 death deth morte 
900 pretty prêti belo, muito 
901 skill skêl habilidade 
 VOCABULÁRIO 
 
 
44 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
902 women uêmân mulheres 
903 season seezân estação 
904 solution sâlushân solução 
905 magnet mégnât imã 
906 silver sêlvãr prata 
907 thank thénk agradecer 
908 branch brénch galho 
909 match métch competição, fósforo 
910 suffix sâfêks sufixo 
911 especially êspeshâli especialmente 
912 fig fêg figo 
913 afraid âfreid com-medo 
914 huge rriudj grande, enorme 
915 sister sêstâr irmã 
916 steel stiil aço 
917 discuss dêscâs discutir 
918 dollar dalâr dólar 
919 forward fóruârd adiante, passar adiante 
920 similar sêmâlãr semelhante 
921 guide gaid guia, guiar 
922 experience êkspiiriâns experiência 
 VOCABULÁRIO 
 
 
45 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
923 score scór placar, duas-dezenas 
924 apple épâl maçã 
925 bought bót comprado 
926 led led levado 
927 colony calâni colonia 
928 pitch pêtch piche, arremeço 
929 coat cout casaco 
930 mass més massa, missa 
931 card card cartão 
932 band bénd banda 
933 rope roup corda 
934 slip slêp escorregar 
935 win uên ganhar 
936 dream driim sonho 
937 evening iivnêng noite 
938 condition cândêshân condição 
939 feed fiid alimentar 
940 tool tuul ferramenta 
941 total toutãl total 
942 basic beisêk básico 
943 smell smel cheiro 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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944 valley véli vale 
945 nor nór nem 
946 double dâbâl dobro 
947 seat siit assento 
948 arrive âraiv chegar 
949 master méstâr mestre 
950 track trék trilha 
951 parent pérânt pais 
952 shore shór praia 
953 division dêvêzhân divisão 
954 sheet shiit folha, lençol 
955 substance sâbstâns substância 
956 favor feivâr favor, favorecer 
957 connect cânect conectar 
958 post poast pós, posto 
959 spend spend gastar 
960 swim suêm nadar 
961 chord córd acorde 
962 fat fét gordo 
963 glad gléd contente 
964 original ârêdjânâl original 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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965 share shér parte 
966 station steishân estação 
967 dad déd papai 
968 bread bréd pão 
969 charge chardj carga, cobrança 
970 proper prapâr próprio 
971 bar bar bar, barra 
972 offer afêr oferecer 
973 segment segmânt segmento 
974 slave sleiv escravo 
975 duck dâk pato, mergulhar 
976 instant ênstânt instante 
977 market markât mercado 
978 degree dêgrii grau 
979 populate papiâleit povoar 
980 chick tchêk pintinho 
981 dear diir querido 
982 enemy enâmi inimigo 
983 reply rêplai resposta 
984 drink drênk bebida 
985 occur âcâr ocorrer 
 VOCABULÁRIO 
 
 
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986 support sâpórt apoiar 
987 speech spiitch discurso 
988 nature neitchâr natureza 
989 range reindj alcance, pastagem 
990 steam stiim vapor 
991 motion moushân movimento 
992 path péth caminho 
993 liquid lêquâd líquido 
994 log lóg lenha, diário 
995 meant ment significado 
996 quotient quoshânt quociente 
997 teeth tiith dentes 
998 shell shel concha 
999 neck nek pescoço 
1000 dessert dêssârt sobremesa 
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TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Tipologias e Generos Textuais 
Tipologia Textual 
1. Narração 
Modalidade em que um narrador, participante ou não, conta um fato, real ou fictício, que ocorreu num 
determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há 
uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos 
cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo 
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc. 
2. Descrição 
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A 
classe de palavras mais utilizada nessa produçãoé o adjetivo, pela sua função caracterizadora. 
Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação 
de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer 
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que 
se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em gêneros 
como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc. 
3. Dissertação 
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do 
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo. 
3.1 Dissertação-Exposição 
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre 
assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe 
ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos 
científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc. 
3.1 Dissertação-Argumentação 
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, 
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se 
pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em: 
sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e 
revistas. 
4. Injunção / Instrucional 
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, 
empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do 
presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para 
montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de 
orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal, 
aniversário, etc.). 
OBS1: Muitos estudiosos do assunto listam apenas os tipos acima. Alguns outros consideram que 
existe também o tipo predição. 
 
5. Predição 
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda está por 
ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões meteorológicas, 
previsões escatológicas/apocalípticas. 
 
OBS2: Alguns estudiosos listam também o tipo Dialogal, ou Conversacional. Entretanto, esse nada 
mais é que o tipo narrativo aplicado em certos contextos, pois toda conversação envolve 
personagens, um momento temporal (não necessariamente explícito), um espaço (real ou virtual), um 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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enredo (assunto da conversa) e um narrador, aquele que relata a conversa. 
 
Dialogal / Conversacional 
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista, 
conversa telefônica, chat, etc. 
Gêneros textuais 
 
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. 
Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com 
características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em 
situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam 
em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, 
podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos: 
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se 
trata de "carta pessoal", a presença de aspectosnarrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal é 
mais comum. No caso da "carta denúncia", em que há o relato de um fato que o autor sente 
necessidade de o exporao seu público, os tipos narrativos e dissertativo-expositivo são mais 
utilizados. 
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações 
sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, 
mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo. 
Bula de remédio: trata-se de um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo einjuntivo que tem 
por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento. 
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para 
preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no 
imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. 
 
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo 
a passo e de maneira simplificada, como fazer algo. 
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da 
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade. 
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em 
um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. 
Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, 
minuciosamente descritos. 
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, 
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta. 
Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de duas 
ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do 
entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo-
expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas 
pode também envolver aspectosnarrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, 
como na entrevista médica. 
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos 
quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação. 
 
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de 
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento 
atual, em sua grande maioria. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em 
estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético. 
Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia, 
poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais 
frequentes neste gênero. Importante também é a distinção entre poema e poesia. Poesia é o 
conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem, ou seja, tudo o que toca e 
comove pode ser considerado como poético. Assim, quando aplica-se a poesia ao gênero 
<poema>, resulta-se em um poema poético, quando aplicada à prosa, resulta-se na prosa 
poética (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados). 
Canção: possui muitas semelhanças com o gênero poema, como a estruturação em estrofes e as 
rimas. Ao contrário do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refrão, parte da letra que se 
repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interação direta com os instrumentos musicais. A 
tipologia narrativa tem prevalêncianeste caso. 
Adivinha: é um gênero cômico, o qual consiste em perguntas cujas respostas exigem algum nível de 
engenhosidade. Predominantemente dialogal. 
Anais: um registro da história resumido, estruturadoano a ano. Atualmente, é utilizado para 
publicações científicas ou artísticas que ocorram de modo periódico, não necessariamente a cada 
ano. Possui caráter fundamentalmente dissertativo. 
Anúncio publicitário: utiliza linguagem apelativa para persuadir o público a desejar aquilo que é 
oferecido pelo anúncio. Por meio do uso criativo das imagens e dalinguagem, consegue utilizar todas 
as tipologias textuais com facilidade. 
 
Boletos, faturas, carnês: predomina o tipo descrição nestes casos, relacionados a informações de 
um indivíduo ou empresa. O tipo injuntivo também se manifesta, através da orientação que cada um 
traz. 
 
Profecia: em geral, estão em um contexto religioso, e tratam de eventos que podem ocorrer no 
futuro da época do autor. A predominância é a do tipo preditivo, havendo também características dos 
tipos narrativo e descritivo. 
Gêneros literários: 
 Gênero Narrativo: 
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o 
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante 
do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características 
diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras 
narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a 
questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir: 
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de 
uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam 
um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os 
Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero. 
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter 
mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor 
vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos que o separam, 
o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final. 
É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda. 
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade 
do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, 
e A Metamorfose, de Kafka. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, 
anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a 
reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual conto 
surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da 
fantasia; contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto mais próximo da realidade; 
contos folclóricos (conto popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um 
contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de mistério, que envolvem o 
suspense e a solução de um mistério. 
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais são 
não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral. 
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter 
um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou 
artigo de jornal, revistas e programas da TV.. 
 
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos 
descritivos. 
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e 
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. 
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, 
filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades 
como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo:Ensaio sobre a 
tolerância, de John Locke. 
 Gênero Dramático: 
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador 
contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os 
papéis das personagens nas cenas. 
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. 
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e 
completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror". 
Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare. 
Farsa: A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos como o absurdo, as 
incongruências, os equívocos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o 
engano. 
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua 
origem grega está ligada às festas populares. 
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente, 
significava a mistura do real com o imaginário. 
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural 
nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo. 
 Gênero Lírico: 
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à 
do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os 
pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem. 
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto 
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um 
poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare. 
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e 
cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus 
símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma 
ode com acompanhamento musical; 
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, 
às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo 
de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a 
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara); 
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou 
irônico. 
Acalanto: ou canção de ninar; 
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada 
verso formam uma palavra ou frase; 
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo 
característico e refrão vocal que se destinam à dança; 
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical; 
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio; 
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês formado de 
três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 3° 
verso 5 sílabas; 
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima 
geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d. 
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnioe de maldizer); 
satíricas, portanto. 
Diferenças entre gêneros e tipos textuais 
Gêneros e tipos textuais são dois conceitos distintos, embora ainda seja bastante comum a 
confusão entre esses elementos. 
A compreensão e identificação dos gêneros textuais é um tema recorrente em concursos e 
vestibulares. Entretanto, existem também os chamados “tipos textuais”, que são comumente 
confundidos com os gêneros, induzindo inúmeros candidatos ao erro. As diferenças entre gêneros e 
tipos textuaisexistem e são bem importantes! 
Gêneros e tipos texuais são elementos distintos, observe: 
Tipos Textuais 
 
Gêneros textuais 
Os tipos textuais são caracterizados por propriedades 
linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos 
verbais, construções frasais etc. 
Possuem função comunicativa e estão 
inseridos em um contexto cultural. 
São eles: narração, 
argumentação, descrição, injunção (ordem) e exposição 
(que é o texto informativo). 
Possuem um conjunto ilimitado de 
características, que são determinadas 
de acordo com o estilo do autor, 
conteúdo, composição e função. 
Geralmente variam entre 5 e 9 tipos. São infinitos os exemplos de gêneros: 
receita culinária, blog, e-mail, lista de 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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compras, bula de remédios, 
telefonema, carta comercial, carta 
argumentativa etc. 
 
Podemos afirmar que a tipologia textual está relacionada com a forma como um texto apresenta-se e 
é caracterizada pela presença de certos traços linguísticos predominantes. O gênero textual exerce 
funções sociais específicas, que são pressentidas e vivienciadas pelos usuários da língua. Mas você 
deve estar perguntando-se: “por que é importante saber a diferença entre gêneros e tipos textuais?”. 
Saber as diferenças elencadas no quadro acima é fundamental para a correta distinção entre gêneros 
e tipos textuais, pois quando conhecemos as características de cada um desses elementos, fica 
muito mais fácil interpretar um texto. A interpretação está relacionada não apenas com a construção 
de sentidos, mas também com os diversos fatores inerentes à estruturação textual. 
Você sabe o que são tipos textuais? 
Podemos chamar de tipos textuais o conjunto de enunciados organizados em uma estrutura bem 
definida e facilmente identificada por suas características predominantes. O termo tipologia 
textual (outra nomenclatura possível) designa uma sequência definida pela natureza linguística de 
sua composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por 
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. Objetivamente, dizemos que o tipo 
textual é a forma como o texto apresenta-se. 
Podem variar entre cinco e nove tipos, contudo, os mais estudados e exigidos nas diferentes provas 
de vestibular e concursos no Brasil são a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e a 
exposição. Veja as principais características de cada um deles: 
► Narração: Sua principal característica é contar uma história, real ou não, geralmente situada em 
um tempo e espaço, com personagens, foco narrativo, clímax, desfecho, entre outros elementos. Os 
gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, romance, biografias 
etc. 
► Dissertação: Tipo de texto opinativo em que ideias são desenvolvidas por meio de estratégias 
argumentativas. Sua maior finalidade é conquistar a adesão do leitor aos argumentos apresentados. 
Os gêneros que se apropriam da estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, dissertação, 
editorial etc. 
► Descrição: Têm por objetivo descrever objetiva ou subjetivamente coisas, pessoas ou situações. 
Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de viagem etc. 
Também podem ser encontrados em textos literários por meio da descrição subjetiva. 
► Injunção: São textos que apresentam a finalidade de instruir e orientar o leitor, utilizando verbos 
no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito. Os gêneros 
que se apropriam da estrutura injuntiva são: manual de instruções, receitas culinárias, bulas, 
regulamentos, editais, códigos, leis etc. 
► Exposição: O texto expositivo tem por finalidade apresentar informações sobre um objeto ou fato 
específico, enumerando suas características por meio de uma linguagem clara e concisa. Os gêneros 
que se apropriam da estrutura expositiva são: reportagem, resumo, fichamento, artigo científico, 
seminário etc. 
Para que você conheça com detalhes cada um dos tipos textuais citados, o sítio de Português 
preparou uma seção sobre tipologia textual. Nela você encontrará vários artigos que têm como 
objetivo discutir as características que compõem a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e 
a exposição, bem como apresentar as diferenças entre tipos e gêneros textuais. Esperamos que você 
aproveite o conteúdo disponibilizado e, principalmente, desejamos que todas as informações aqui 
encontradas possam transformar-se em conhecimento. Boa leitura e bons estudos! 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Gêneros Textuais 
Os gêneros textuais são um modo de classificar os textos. Veja a diferença entre gênero textual, 
literário e tipos de textos 
Os textos, sejam eles escritos ou orais, embora sejam diferentes entre si, podem apresentar diversos 
pontos em comum. Quando eles apresentam um conjunto de características semelhantes, podem ser 
classificados em determinado gênero textual. 
Dessa maneira, os gêneros textuais podem ser compreendidos como as diferentes formas de 
linguagem empregadas nos textos, configurando-se como manifestações socialmente reconhecidas 
que procuram alcançar intenções comunicativas semelhantes, exercendo funções sociais específicas. 
Cada gênero textual tem o seu próprio estilo e pode ser diferenciado dos demais por meio das suas 
características. Algumas das características que determinam o gênero textual são o assunto, o papel 
dos interlocutores e a situação. Graças à sua natureza, torna-se impossível definir a quantidade de 
gêneros textuais existentes na língua portuguesa. 
Gênero Textual, tipo Textual e Gênero Literário 
Antes de vermos mais detalhadamente alguns exemplos de gêneros textuais, é necessário abordar 
alguns conceitos a fim de evitar possíveis confusões. Vejamos a seguir: 
Gênero literário – Os gêneros textuais abrangem todos os tipos de texto, ao contrário dos gêneros 
literários que, como o próprio nome já indica, aborda apenas os literários. O gênero literário é 
classificado de acordo com a sua forma, podendo ser do gênero dramático, lírico, épico, narrativo etc. 
Tipo textual – É a forma como um texto se apresenta. Pode ser classificado como narrativo, 
argumentativo, dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. 
Observe que, enquanto os tipos textuais variam entre 5 e 9 tipos, temos infinitos exemplos de 
gêneros textuais. 
Os gêneros textuais 
Os gêneros textuais são inúmeros e cada um deles possui o seu próprio estilo de escrita e de 
estrutura. Confira alguns deles a seguir: 
• Conto maravilhoso; 
• Conto de fadas; 
• Fábula; 
• Carta pessoal; 
• Lenda; 
• Telefonema; 
• Poema; 
• Narrativa de ficção científica; 
• Romance; 
• E-mail; 
• Manual de instruções; 
• Lista de compras; 
• Edital; 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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• Conto; 
• Piada; 
• Relato; 
• Relato de viagem; 
• Diário; 
• Autobiografia; 
• Curriculum vitae; 
• Notícia; 
• Biografia; 
• Relato histórico; 
• Texto de opinião; 
• Carta de leitor; 
• Carta de solicitação; 
• Editorial; 
• Ensaio; 
• Resenhas críticas; 
• Seminário; 
• Conferência; 
• Palestra; 
• Texto explicativo; 
• Relatório científico; 
• Receita culinária; 
• Regulamento; 
Vejamos alguns exemplos de gêneros textuais mais detalhadamente: 
Carta 
Na carta pessoal, é comum encontrarmos uma linguagem pessoal e a presençade aspectos 
narrativos ou descritivos. Já a carta aberta, destinada à sociedade, tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo. 
Diário 
É escrito em linguagem informal, consta a data e geralmente o destinatário é a própria pessoa que 
está escrevendo. 
Notícia 
Apresenta linguagem narrativa e descritiva e o objetivo é informar algo que aconteceu. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Como já foi dito, os gêneros textuais são inúmeros e, por isso, seria impossível estudá-los ao mesmo 
tempo. Para produzir um bom texto em determinado gênero textual, é importante estudar as suas 
características e ler alguns exemplos. 
Os gêneros e os tipos textuais estão intrinsecamente relacionados, o que torna difícil a dissociação 
entre as duas noções 
Você já deve ter ouvido falar sobre gêneros e tipos textuais, certo? Mas será que você sabe como 
diferenciar essas duas noções? 
Diferenciar gêneros e tipologias textuais não é tarefa fácil, contudo é importante que saibamos alguns 
aspectos que possam defini-los para, dessa forma, facilitar nossos estudos. Vamos então à análise: 
Gêneros textuais 
Os gêneros textuais são aqueles que encontramos em nossa vida diária, inclusive em nossos 
momentos de interação verbal. Quando nos comunicamos verbalmente, fazemos, intuitivamente, uso 
de algum gênero textual. Sendo assim, a língua, sob a perspectiva dos gêneros textuais, é 
compreendida por seus aspectos discursivos e enunciativos, e não em suas peculiaridades formais. 
Os gêneros privilegiam a funcionalidade da língua, ou seja, a maneira como os falantes podem dela 
dispor, e não seus aspectos estruturais. São inúmeros os gêneros textuais utilizados em nossas 
ações sociocomunicativas: 
 
Telefonema 
Carta comercial 
Carta pessoal 
Poema 
Cardápio de restaurante 
Receita culinária 
Bula de remédio 
Bilhete 
Notícia de jornal 
Romance 
Edital de concurso 
Piada 
Carta eletrônica 
Formulário de inscrição 
Inquérito policial 
História em quadrinhos 
Entrevista 
Biografia 
Monografia 
Aviso 
Conto 
Obra teatral 
 
É importante ressaltar que os gêneros textuais são passíveis de modificação, pois devem atender 
às situações comunicativas do cotidiano. Podemos destacar também que os gêneros atendem a 
necessidades específicas, que vão desde a elaboração do cardápio do restaurante à elaboração de 
um e-mail. Novos gêneros podem surgir (ou desaparecer) de acordo com a demanda linguística dos 
falantes. 
Tipos textuais 
Os tipos textuais diferem dos gêneros textuais por serem limitados, abrangendo categorias 
conhecidas como: 
Narração 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Argumentação 
Exposição 
Descrição 
Injunção (imposição) 
 
O termo Tipologia textual designa uma sequência definida pela natureza linguística de sua 
composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por 
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. 
Apesar dessa tentativa arbitrária de diferenciação entre gêneros e tipos textuais – o tema costuma 
provocar polêmica até mesmo entre linguistas –, é importante observar que essas duas noções estão 
intrinsecamente relacionadas. Um texto narrativo (tipo textual) poderá contar com elementos 
descritivos (gênero textual), e, para classificá-lo, a predominância de um elemento sobre o outro deve 
ser observada, pois um texto pode ser tipologicamente variado. 
Os gêneros textuais são classificados conforme as características comuns que os textos 
apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo. 
Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores (emissor 
e receptor) de determinado discurso. 
São exemplos resenha crítica jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, bilhete 
ou lista de supermercado. 
É importante considerar seu contexto, função e finalidade, pois o gênero textual pode conter mais de 
um tipo textual. Isso, por exemplo, quer dizer que uma receita de bolo apresenta a lista de 
ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo). 
Tipos de Gêneros Textuais 
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura. Note que existem inúmeros gêneros textuais dentro 
das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais são estruturas textuais 
peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo 
e injuntivo. 
Texto Narrativo 
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. A estrutura 
da narração é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. 
Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos: 
• Romance 
• Novela 
• Crônica 
• Contos de Fada 
• Fábula 
• Lendas 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Texto Descritivo 
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. 
Dessa forma, são textos repletos de adjetivos, os quais descrevem ou apresentam imagens a partir 
das percepções sensoriais do locutor (emissor). 
São exemplos de gêneros textuais descritivos: 
• Diário 
• Relatos (viagens, históricos, etc.) 
• Biografia e autobiografia 
• Notícia 
• Currículo 
• Lista de compras 
• Cardápio 
• Anúncios de classificados 
Texto Dissertativo-Argumentativo 
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de 
argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam 
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese 
(desenvolvimento), nova tese (conclusão). 
Exemplos de gêneros textuais dissertativos: 
• Editorial Jornalístico 
• Carta de opinião 
• Resenha 
• Artigo 
• Ensaio 
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado 
Veja também: Texto Dissertativo. 
Texto Expositivo 
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como: 
definição, conceituação, informação, descrição e comparação. 
Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos: 
• Seminários 
• Palestras 
• Conferências 
• Entrevistas 
• Trabalhos acadêmicos 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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• Enciclopédia 
• Verbetes de dicionários 
Texto Injuntivo 
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica uma ordem, de modo 
que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na 
maioria dos casos, verbos no imperativo. 
Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos: 
• Propaganda 
• Receita culinária 
• Bula de remédio 
• Manual de instruções 
• Regulamento 
• Textos prescritivos 
Conheça mais gêneros textuais: 
• Anedota 
• Blog 
• Reportagem 
• Charge 
• Carta 
• E-mail 
• Declaração 
• Memorando 
• Bilhete 
• Relatório 
• Requerimento 
• ATA 
• Cartaz 
• Cartum 
• Procuração 
• Atestado 
• Circular 
• Contrato 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Quando falamos em tipos de textos, normalmente nos limitamos a tripartição, sob o enfoque 
tradicional: Descrição, Narração e Dissertação. Vamos um pouco mais além no intuito de conhecer 
um pouco mais sobre este assunto. 
TEXTO DESCRITIVO 
A descrição usa um tipo de texto em que se faz um retrato falado de uma pessoa, animal, objeto ou 
lugar. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função 
caracterizadora, dando ao leitor uma grande riqueza de detalhes. 
A descrição, ao contrário da narração, não supõe ação. È uma estrutura pictórica, em que os 
aspectos sensoriais predominam. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas 
telas, o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade. 
Quanto à descrição de pessoas, podemos atribuir-lhes características físicas ou psicológicas. 
TEXTONARRATIVO 
Esta é uma modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou real, ocorrido num determinado 
tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O 
tempo verbal predominante é o passado. 
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O narrar surge da busca de transmitir, de comunicar 
qualquer acontecimento ou situação. A narração em primeira pessoa pressupõe a participação do 
narrador ( narrador personagem) e em terceira pessoa mostra o que ele viu ou ouviu ( narrador 
observador ). 
Na narração encontramos ainda os personagens ( principais ou secundários ), o espaço ( cenário) e o 
tempo da narrativa. 
TEXTO DISSERTATIVO 
Neste tipo de texto há posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem por base a 
argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim de defender um ponto de vista. Assim, a 
dissertação consiste na ordenação e exposição de um determinado assunto. É a nossa conhecida 
“redação” de cada dia. É a modalidade mais exigida nos concursos, já que exige dos candidatos um 
conhecimento de leitura do mundo, como também um bom domínio da norma culta. 
Está estruturada basicamente assim: 
1. Idéia principal ( introdução ) 
2. Desenvolvimento ( argumentos e aspectos que o tema envolve ) 
3. Conclusão ( síntese da posição assumida ) 
TEXTO EXPOSITIVO 
Apresenta informações sobre determinados assuntos, expondo idéias, explicando e avaliando. Como 
o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação. 
As exposições orais ou escritas entre professores e alunos numa sala de aula, os livros e as fontes 
de consulta, são exemplos maiores desta modalidade. 
TEXTO INJUNTIVO 
Este tipo de texto indica como realizar uma determinada ação. Ele normalmente pede, manda ou 
aconselha. Utiliza linguagem direta, objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados 
no modo imperativo. 
Bons exemplos deste tipo de texto são as receitas de culinária, os manuais, receitas médicas, editais 
, etc. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
Muitos confundem os tipos de texto com os gêneros. No primeiro, eles funcionam como modos de 
organização, sendo limitados. No segundo, são os chamados textos materializados,encontrados em 
nosso cotidiano. Eles são muitos, apresentando características sócio-comunicativas definidas por seu 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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estilo, função, composição conteúdo e canal. 
Assim, quando se escreve um bilhete ou uma carta, quando se envia ou recebe um e-mail ou usamos 
o Orkut ou MSN, estamos utilizando diversos gêneros textuais. 
Tipos Textuais 
Descrição 
Narração 
Dissertação 
Exposição 
Injunção 
Gêneros Textuais 
Bilhete 
Carta pessoal, comercial 
Diário, agenda, anotações 
Romance 
Blog, e-mail,Orkut, MSN 
Aulas 
Reuniões 
Entrevistas 
Piadas 
Cardápio 
Horóscopo 
Telegrama, telefonema 
Lista de compras, etc. 
Tipologia Textual: Conheça Os 5 Tipos Textuais e as Principais Características e Regras 
Gramaticais de Cada Tipo 
Sempre cai nas provas o assunto “Tipologia textual” (Tipos textuais) mas muita gente confunde 
com “Gêneros Textuais” (gêneros discursivos). 
Querem dizer a mesma coisa? 
Não. 
Estas são duas classificações que recebem os textos que produzimos a longo de nossa vida, seja na 
forma oral ou escrita. 
Sendo que a primeira leva em consideração estruturas específicas de cada tipo, ou seja, seguem 
regras gramaticais, algo mais formal. 
Já a segunda preocupa-se não em classificar um texto por regras, mas sim levando em consideração 
a finalidade do texto; o papel dos interlocutores; a situação de comunicação. São inúmeros os 
gêneros textuais: Piada, conto, romance, texto de opinião, carta do leitor, noticia, biografia, seminário, 
palestras, etc. 
O Que É Tipologia Textual? 
Como dito anteriormente, são as classificações recebidas por um texto de acordo com as regras 
gramaticais, dependendo de suas características. São as classificações mais clássicas de um texto: 
A narração, a descrição e a dissertação. Hoje já se admite também a exposição e a injunção. Ao 
todo são 5 (cinco) tipos textuais. 
NARRAÇÃO 
Ao longo de nossa vida estamos sempre relatando algo que nos aconteceu ou aconteceu com outros, 
pois nosso dia-a-dia é feito de acontecimentos que necessitamos contar/relatar. Seja na forma escrita 
ou na oralidade, esta é a mais antiga das tipologias, vem desde os tempos das cavernas quando o 
homem registrava seus momentos através dos desenhos nas paredes. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Regra gramatical para este tipo de texto (NARRAÇÃO): 
Narrar é contar uma história que envolve personagens e acontecimentos. São apresentadas ações e 
personagens: O que aconteceu, com quem, como, onde e quando. 
Segue a seguinte estrutura: 
NARRAÇÃO/NARRAR 
(CONTAR) 
Personagens (com quem/ quem vive a história – reais ou imaginários) 
Enredo (o que/ como – fatos reais ou imaginários) 
Espaço (onde? /quando? ) 
 
Exemplo: 
Minha vida de menina 
Faço hoje quinze anos. Que aniversário triste! Vovó chamou-me cedo, ansiada como está, coitadinha 
e disse: "Sei que você vai ser sempre feliz, minha filhinha, e que nunca se esquecerá de sua 
avozinha que lhe quer tanto". As lágrimas lhe correram pelo rosto abaixo e eu larguei dos braços dela 
e vim desengasgar-me aqui no meu quarto, chorando escondida. 
Como eu sofro de ver que mesmo na cama, penando com está, vovó não se esquece de mim e de 
meus deveres e que eu não fui o que deveria ter sido para ela! Mas juro por tudo, aqui nesta hora, 
que eu serei um anjo para ela e me dedicarei a esta avozinha tão boa e que me quer tanto. 
Vou agora entrar no quarto para vê-la e já sei o que ela vai dizer: "Já estudou suas lições? Então vá 
se deitar, mas antes procure alguma coisa para comer. Vá com Deus". Helena Morley 
DESCRIÇÃO 
a intenção deste tipo de texto é que o interlocutor possa criar em sua mente uma imagem do que está 
sendo descrito. Podemos utilizar alguns recursos auxiliares da descrição. São eles: 
A-) A enumeração: 
Pela enumeração podemos fazer um “retrato do que está sendo descrito, pois dá uma ideia de 
ausência de ações dentro do texto. 
B-) A comparação: 
Quando não conseguimos encontrar palavras que descrevam com exatidão o que percebemos, 
podemos utilizar a comparação, pois este processo de comparação faz com que o leitor associe a 
imagem do que estamos descrevendo, já que desperta referências no leitor. Utilizamos comparações 
do tipo: o objeto tem a cor de ..., sua forma é como ..., tem um gosto que lembra ..., o cheiro parece 
com ..., etc. 
C-) Os cinco sentidos: 
Percebemos que até mesmo utilizando a comparação para poder descrever, estamos utilizando 
também os cinco sentidos: Audição, Visão, Olfato, Paladar, Tato como auxílio para criação desta 
imagem, proporcionando que o interlocutor visualize em sua mente o objeto, o local ou a pessoa 
descrita. 
Por exemplo: Se você fosse descrever um momento de lazer com seus amigos numa praia. O que 
você perceberia na praia utilizando a sua visão (a cor do mar neste dia, a beleza das pessoas à sua 
volta, o colorido das roupas dos banhistas) e a sua audição (os sons produzidos pelas pessoas ao 
redor, por você e pelos seus amigos, pelos ambulantes). Não somente estes dois, você pode utilizar 
também os outros sentidos para caracterizar o objeto que você quer descrever. 
Regra Gramatical para este tipo de texto (Descrição): 
Descrever é apresentar as características principais de um objeto, lugar ou alguém. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Pode ser: 
Objetiva: Predomina a descrição real do objeto, lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de descrição 
não há a interferência da opinião de quem descreve, há a tendência de se privilegiar o que é visto, 
em detrimento do sujeito que vê. 
Subjetiva: aparecem, neste tipo de descrição, as opiniões, sensações e sentimentos de quem 
descreve pressupondo quehaja uma relação emocional de quem descreve com o que foi descrito. 
Características do texto descritivo 
• - É um retrato verbal 
• - Ausência de ação e relação de anterioridade ou posterioridade entre as frases 
• - As classes gramaticais mais utilizadas são: substantivos, adjetivos e locuções adjetivas 
• - Como na narração há a utilização da enumeração e comparação 
• - Presença de verbos de ligação 
• - Os verbos são flexionados no presente ou no pretérito (passado) 
• - Emprego de orações coordenadas justapostas 
A estrutura do texto descritivo 
A descrição apresenta três passos básicos: 
1- Introdução: apresentação do que se pretende descrever. 
2- Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou objetiva da descrição. 
3- Conclusão: finalização da apresentação e caracterização de algo. 
Exemplo: 
Alguns dados sobre Rudy Steiner 
“Ele era oito meses mais velho do que Liesel e tinha pernas ossudas, dentes afiado, olhos azuis 
esbugalhados e cabelos cor de limão. Como um dos seis filhos dos Steiner, estava sempre com 
fome. Na rua Himmel, era considerado meio maluco ...” 
DISSERTAÇÃO 
Podemos dizer que dissertar é falar sobre algo, sobre determinado assunto; é expor; é debater. Este 
tipo de texto apresenta a defesa de uma opinião, de um ponto de vista, predomina a apresentação 
detalhada de determinados temas e conhecimentos. 
Para construção deste tipo de texto há a necessidade de conhecimentos prévios do assunto/tema 
tratado. 
Regra gramatical para esse tipo de texto (Dissertação): 
Dissertar é expor os conhecimentos que se tem sobre um assunto ou defender um ponto de vista 
sobre um tema, por meio de argumentos. 
Estrutura da dissertação 
 
EXPOSITIVA 
Predomínio da exposição, explicação 
ARGUMENTATIVA 
Predomínio do uso de argumentos, visando o 
convencimento, à adesão do leitor. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Introdução 
Apresentação do assunto sobre o 
qual se escreve (Apresentação da 
tese). 
Apresentação do assunto sobre o qual se 
escreve (apresentação da tese) e do ponto 
de vista assumido em relação a ele. 
Desenvolvimento 
Exposição das informações e 
conhecimentos a respeito do assunto 
(é o momento da discussão da tese) 
A fundamentação do ponto de vista e sua 
defesa com argumentos. (Defende-se a tese 
proposta) 
Conclusão 
Finalização do texto, com o 
encerramento do que foi dito 
Retomada do ponto de vista para fechar o 
texto de modo mais persuasivo 
 
Exemplo: 
Redução da maioridade penal, grande falácia 
O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que é contrário à mudança na maioridade 
penal. 
Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um crime bárbaro foi praticado por um 
adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe os artigos 27 do CP, 104 do ECA e 
228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela redução da maioridade penal, mas 
logo descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e haverá mais discussão, para reduzir para 
14 ou 12 anos. Analisando a legislação de 57 países, constatou-se que apenas 17% adotam idade 
menor de 18 anos como definição legal de adulto. 
Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma como fazemos com os adultos, estamos 
admitindo que eles devem pagar pela ineficácia do Estado, que não cumpriu a lei e não lhes deu a 
proteção constitucional que é seu direito. A prisão é hipócrita, afirmando que retira o indivíduo infrator 
da sociedade com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o, para depois reintegrá-lo. Com a 
redução da menoridade penal, o nosso sistema penitenciário entrará em colapso. 
Cerca de 85% dos menores em conflito com a lei praticam delitos contra o patrimônio ou por atuarem 
no tráfico de drogas, e somente 15% estão internados por atentarem contra a vida. Afirmar que os 
adolescentes não são punidos ou responsabilizados é permitir que a mentira, tantas vezes dita, 
transforme-se em verdade, pois não é o ECA que provoca a impunidade, mas a falta de ação do 
Estado. Ao contrário do que muitos pensam, hoje em dia os adolescentes infratores são punidos com 
muito mais rigor do que os adultos. 
Apresentar propostas legislativas visando à redução da menoridade penal com a modificação do 
disposto no artigo 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º, 
inciso IV de nossa Carta Magna não admite que sejam objeto de deliberação de emenda à 
Constituição os direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula pétrea. 
A prevenção à criminalidade está diretamente associada à existência de políticas sociais básicas e 
não à repressão, pois não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas sim a certeza de 
sua aplicação e sua capacidade de inclusão social. 
Dalio Zippin Filho é advogado criminalista. 10/06/2013 
Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013 
EXPOSIÇÃO 
Aqueles textos que nos levam a uma explicação sobre determinado assunto, informa e esclarece sem 
a emissão de qualquer opinião a respeito, é um texto expositivo. 
Regras gramaticas para este tipo textual (Exposição): 
Neste tipo de texto são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias; 
explica; avalia; reflete. Tudo isso sem que haja interferência do autor, sem que haja sua opinião a 
respeito. Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do 
indicativo. 
TIPOLOGIAS E GENEROS 
TEXTUAIS 
 
 
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Exemplos: Notícias Jornalísticas 
INJUNÇÃO 
Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida nas mais variadas situações, como por exemplo 
quando adquirimos um aparelho eletrônico e temos que verificar manual de instruções para o 
funcionamento, ou quando vamos fazer um bolo utilizando uma receita, ou ainda quando lemos a 
bula de um remédio ou a receita médica que nos foi prescrita. Os textos injuntivos são aqueles textos 
que nos orientam, nos ditam normas, nos instruem. 
Regras gramaticais para este tipo de texto (Injunção): 
Como são textos que expressão ordem, normas, instruções tem como característica principal a 
utilização de verbos no imperativo. Pode ser classificado de duas formas: 
-Instrucional: O texto apresenta apenas um conselho, uma indicação e não uma ordem. 
-Prescrição: O texto apresenta uma ordem, a orientação dada no texto é uma imposição. 
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 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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Discurso Direto E Indireto 
O discursodireto é caracterizado por ser uma transcrição exata da fala das personagens, sem 
participação do narrador. 
O discurso indireto é caracterizado por ser uma intervenção do narrador no discurso ao utilizar as 
suas próprias palavras para reproduzir as falas das personagens. 
Exemplo De Discurso Direto: 
A aluna afirmou: 
- Preciso estudar muito para o teste. 
Exemplo De Discurso Indireto: 
A aluna afirmara que precisava estudar muito para o teste. 
Veja também: Características do discurso direto e Características do discurso indireto. 
Passagem Do Discurso Direto Para Discurso Indireto 
Mudança Das Pessoas Do Discurso: 
 A 1.ª pessoa no discurso direto passa para a 3.ª pessoa no discurso indireto. 
 Os pronomes eu, me, mim, comigo no discurso direto passas para ele, ela, se, si, consigo, o, a, lhe 
no discurso indireto. 
 Os pronomes nós, nos, conosco no discurso direto passam para eles, elas, os, as, lhes no discurso 
indireto. 
 Os pronomes meu, meus, minha, minhas, nosso, nossos, nossa, nossas no discurso direto passam 
para seu, seus, sua e suas no discurso indireto. 
Mudança De Tempos Verbais: 
 Presente do indicativo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do indicativo no discurso 
indireto. 
 Pretérito perfeito do indicativo no discurso direto passa para pretérito mais-que-perfeito do indicativo 
no discurso indireto. 
 Futuro do presente do indicativo no discurso direto passa para futuro do pretérito do indicativo no 
discurso indireto. 
 Presente do subjuntivo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso 
indireto. 
 Futuro do subjuntivo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso 
indireto. 
 Imperativo no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo no discurso indireto. 
Mudança Na Pontuação Das Frases: 
 Frases interrogativas, exclamativas e imperativas no discurso direto passam para frases 
declarativas no discurso indireto. 
Mudança Dos Advérbios E Adjuntos Adverbiais: 
 Ontem no discurso direto passa para no dia anterior no discurso indireto. 
 Hoje e agora no discurso direto passam para naquele dia e naquele momento no discurso indireto. 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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 Amanhã no discurso direto passa para no dia seguinte no discurso indireto. 
 Aqui, aí, cá no discurso direto passam para ali e lá no discurso indireto. 
 Este, esta e isto no discurso direto passam para aquele, aquela, aquilo no discurso indireto. 
Exemplos de passagem do discurso direto para o discurso indireto 
Discurso direto: - Eu comecei minha dieta ontem. 
Discurso indireto: Ela disse que começara sua dieta no dia anterior. 
Discurso direto: - Vou ali agora e volto rápido. 
Discurso indireto: Ele disse que ia lá naquele momento e que voltava rápido. 
Discurso direto: - Nós viajaremos amanhã. 
Discurso indireto: Eles disseram que viajariam no dia seguinte. 
Discurso Direto, Indireto E Indireto Livre 
Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Indireto Livre são tipos de discursos utilizados no 
gênero narrativo para introduzir as falas e os pensamentos dos personagens. Seu uso varia de 
acordo com a intenção do narrador. 
Discurso Direto 
No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do 
personagem. 
O objetivo desse tipo de discurso é transmitir autenticidade e espontaneidade. Assim, o narrador se 
distancia do discurso não se responsabilizando pelo que é dito. 
Pode ser também utilizado por questões de humildade - para não falar algo que foi dito por um 
estudioso, por exemplo, como se fosse de sua própria autoria. 
Características do Discurso Direto 
 Utilização dos verbos da categoria dicendi, ou seja, aqueles que têm relação com o verbo "dizer". 
São chamados de "verbos de elocução", a saber: falar, responder, perguntar, indagar, declarar, 
exclamar, dentre outros. 
 Utilização dos sinais de pontuação - travessão, exclamação, interrogação, dois pontos, aspas. 
 Inserção do discurso no meio do texto - não necessariamente numa linha isolada. 
Exemplos de Discurso Direto 
1. Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e respeitar meus semelhantes com 
firmeza e honestidade.". 
2. O réu afirmou: "Sou inocente!" 
3. Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar: 
— Alô, quem fala? 
— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia. 
Discurso Indireto 
No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem donde profere suas 
palavras. Aqui não encontramos as próprias palavras da personagem. 
Características do Discurso Indireto 
 O discurso é narrado em terceira pessoa. 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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 Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar, responder, perguntar, 
indagar, declarar, exclamar. Contudo não há utilização do travessão, pois geralmente as orações 
são subordinadas, ou seja, dependem de outras orações, o que pode ser marcado através 
da conjunção ―que‖ (verbo + que). 
Exemplos de Discurso Indireto 
1. Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitar seus semelhantes com firmeza 
e honestidade. 
2. O réu afirmou que era inocente. 
3. Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou quem estava falando. Do 
outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e perguntou com tom de simpatia com quem a pessoa 
queria falar. 
Transposição do Discurso Direto para o Indireto 
Nos exemplos a seguir verificaremos as alterações feitas a fim de moldar o discurso de acordo com a 
intenção pretendida. 
1. Direto: Preciso sair por alguns instantes. (enunciado na 1.ª pessoa) 
Indireto: Disse que precisava sair por alguns instantes. (enunciado na 3.ª pessoa) 
2. Direto: Sou a pessoa com quem falou há pouco. (enunciado no presente) 
Indireto: Disse que era a pessoa com quem tinha falado há pouco. (enunciado no imperfeito) 
3. Direto: Não li o jornal hoje. (enunciado no pretérito perfeito) 
Indireto: Disse que não tinha lido o jornal. (enunciado no pretérito mais que perfeito) 
4. Direto: O que fará relativamente aquele assunto? (enunciado no futuro do presente) 
Indireto: Perguntou-me o que faria relativamente aquele assunto. (enunciado no futuro de pretérito) 
5. Direto: Não me ligues mais! (enunciado no modo imperativo) 
Indireto: Pediu que não lhe ligasse mais. (enunciado no modo subjuntivo) 
6. Direto: Isto não é nada agradável. (pronome demonstrativo em 1.ª pessoa) 
Indireto: Disse que aquilo não era nada agradável. (pronome demonstrativo em 3.ª pessoa) 
7. Direto: Vivemos muito bem aqui. (advérbio de lugar aqui) 
Indireto: Disse que viviam muito bem lá. (advérbio de lugar lá) 
Discurso Indireto Livre 
No discurso indireto livre há uma fusão dos tipos de discurso (direto e indireto), ou seja, há 
intervenções do narrador bem como da fala dos personagens. 
Não existem marcas que mostrem a mudança do discurso. Por isso, as falas dos personagens e do 
narrador - que sabe tudo o que se passa no pensamento dos personagens - podem ser confundidas. 
Características Do Discurso Indireto Livre 
 Liberdade sintática. 
 Aderência do narrador ao personagem. 
Exemplos De Discurso Indireto Livre 
1. Fez o que julgava necessário. Não estava arrependido, mas sentia um 
peso. Talveznão tenha sido suficientemente justo com as crianças… 
2. O despertador tocou um pouco mais cedo. Vamos lá, eu sei que consigo! 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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3. Amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia assistindo televisão! 
Nas orações destacadas os discursos são diretos, embora não tenha sido sinalizada a mudança da 
fala do narrador para a do personagem. 
O discurso é uma prática social, pois se refere ao meio pelo qual o homem constrói textos, sejam eles 
escritos ou orais, transmitindo uma ideia ou expondo uma opinião. Ao analisarmos um discurso, 
devemos considerar o contexto em que está inserido,as personagens e as condições de produção do 
texto. 
Nos textos narrativos, nós conhecemos o desenrolar da história e as ações das personagens por 
meio da voz do narrador, que se dá de formas distintas. 
Os Três Tipos De Discurso 
Em um texto narrativo, o desenrolar dos fatos e as ações das personagens pode ser registrada de 
formas distintas, como a forma direta, indireta ou, em alguns casos, a fusão de ambas. 
Ao inserir a fala das personagens na narrativa, o autor pode escolher entre três variedades de 
discurso: o direto, o indireto e o indireto livre. 
Discurso Direto 
É o mais natural e comum dos tipos de discurso, sendo caracterizado por ser uma transcrição fiel das 
falas das personagens, sem a interferência do narrador. 
O discurso direto ocorre normalmente em diálogos, permitindo que os traços da personalidade das 
personagens ganhem destaque nos textos. 
Para introduzir a fala das personagens, o narrador utiliza-se de alguns sinais de pontuação e 
emprega alguns verbos de elocução que anunciam o discurso, tais como: dizer, perguntar, responder, 
falar, comentar, observar, retrucar, exclamar, gritar, murmurar, ordenar, indagar, entre outros. Os 
travessões, dois pontos, aspas e exclamações costumam aparecer com frequência durante a 
reprodução das falas. 
Exemplos: 
‖ — Que crepúsculo fez hoje! – disse-lhes eu, ansioso de comunicação. 
— Não, não reparamos em nada – respondeu uma delas. – Nós estávamos aqui esperando 
Cezimbra.‖ – Coisas Incríveis no céu e na terra, Mário Quintana. 
―Não gosto disso.‖ – disse Daniel em tom zangado. 
Discurso Indireto 
Neste tipo de discurso, o narrador reproduz as falas das personagens utilizando as suas próprias 
palavras. Assim sendo, o discurso indireto é sempre feito na 3ª pessoa, nunca na 1ª pessoa. 
Exemplos: 
Em tom calmo, o garoto disse que não gosta de brigar com as pessoas que ama. 
―Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que 
iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus 
afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de 
outros gêneros, quase todos alimentícios.‖ O sonho do feijão, Carlos Eduardo Novaes. 
Discurso Indireto Livre 
Neste tipo de discurso de terceira pessoa, as formas direta e indireta fundem-se, uma vez que o 
narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, conforme a necessidade do escritor. 
Exemplos: 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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―Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…‖ (Ana 
Maria Machado) 
―Seu Tomé da bolandeira falava bem, estragava os olhos em cima de jornais e livros, mas não sabia 
mandar: pedia. Esquisitice de um homem remediado ser cortês. Até o povo censurava aquelas 
maneiras. Mas todos obedeciam a ele. Ah! Quem disse que não obedeciam?‖ Vidas Secas, 
Graciliano Ramos. 
O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, 
as coloca em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo: 
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa 
Teresa. 
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde 
assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia. 
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura." 
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-
se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo: 
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por 
que não a levei comigo." 
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto: 
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a 
trouxe consigo? 
Tipos De Discurso 
As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o 
narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto. 
Discurso Direto 
Caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem. 
Coisa Incríveis No Céu E Na Terra 
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a 
acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá, 
que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque 
o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo, 
havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. 
- Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação. 
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra. 
E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração... 
Mário Quintana 
As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas 
por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de 
regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo 
que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc. 
No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas), 
mas abre mão dos dois-pontos. 
Numa estrutura mais tradicional teríamos: 
 
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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disse-lhes eu: 
- Que crepúsculo fez hoje! 
Respondeu-me uma delas: 
- Não, não reparamos em nada." 
Discurso Indireto 
Ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem. 
No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração 
principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte 
passagem. 
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que 
iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus 
afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de 
outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou 
a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'" 
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão. 
Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e 
a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão". 
Ao contrário da fala do marido, em que o narrador reproduz fielmente as palavras do personagem, a 
fala de Dona Abigail não é reproduzida como as palavras que ela teria utilizado naquele momento. O 
narrador é quem reproduz com suas próprias palavras aquilo que Dona Abigail teria dito. Temos aí 
um exemplo de discurso indireto. 
Veja como ficaria o trecho acima se fosse utilizado o discurso direto: 
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe: 
- Sonhei que vai faltar feijão." 
Verifique que, ao transformar o discurso indireto em discurso direto, o verbo de elocução (disse) se 
manteve, o conectivo (que) desapareceu e a fala da personagem passou a ser marcada por sinal de 
pontuação. 
Veja, ainda, que o verbo sonhar, que no discurso indireto se encontrava no pretérito mais-que-perfeito 
composto (havia sonhado), no discurso direto passa para o pretérito perfeito simples (sonhei), e o 
verbo ir, que no discurso indireto estava no pretérito (iria), no discurso direto aparece no presente do 
indicativo (vai). 
Repare que o tempo verbal, no discurso indireto, será sempre passado em relação ao tempo verbal 
do discurso direto. Reproduzimos, a seguir, um quadro com as respectivasrelações: 
Verbo no presente do indicativo: - Não bebo dessa água - afirmou a menina. 
Verbo no pretérito imperfeito do indicativo: - A menina afirmou que não bebia daquela água. 
Verbo no pretérito perfeito: - Perdi meu guarda-chuva - disse ele. 
Verbo no pretérito mais-que-perfeito: Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva. 
Verbo no futuro do indicativo: - Irei ao jogo. 
Verbo no futuro do pretérito: Ele confessou que iria ao jogo. 
Verbo no imperativo: - Aplaudam! - ordenou o diretor. 
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo: O diretor ordenou que aplaudíssemos. 
Discurso Indireto Livre 
Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras 
do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte 
passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles. 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia 
flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela 
sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem 
neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes." 
Na forma do discurso direto, teríamos: 
"Então ela sacode de novo e diz: 
- Assim tenho neve o ano inteiro. 
Mas por que neve o ano inteiro?" 
Na forma do discurso indireto, teríamos: 
"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro." 
Outro Exemplo 
Discurso Direto 
- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher. 
- O senhor sabe o número dela? 
- Ela é meio gordinha. 
- O maior tamanho que temos é 44. 
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88. 
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver. 
Discuro Indireto (Conta Com O Narrador) 
O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua 
mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, 
ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou 
que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns 
modelos para que o homem pudesse vê-los." 
Veja mais: 
Aí vai tudo o que você precisa saber sobre o assunto, diretamente de um dos maiores gramáticos 
brasileiros: Celso Cunha: 
Discurso direto 
Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade: 
"O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que 
vida dura esta de guaxinim do banhado!..." 
verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar-se "Lá na 
língua dele", reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido. 
A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias 
palavras, denominamos discurso direto. 
Observação 
No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim. 
Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das narrativas memorialistas feitas na 
primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o personagem-narrador do romance de Grande Sertão: 
Veredas, de Guimarães Rosa. 
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é 
num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito 
perigoso?" 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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Ou, também, nestes versos de Augusto Meyer, em que o autor, liricamente identificado com a 
natureza de sua terra, ouve na voz do Minuano o convite que, na verdade, quem lhe faz é a sua 
própria alma: 
"Ouço o meu grito gritar na voz do vento: 
- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!" 
Características Do Discurso Direto 
1. No plano formal, um enunciado é marcado, geralmente, pela presença de verbos do tipo dizer, 
afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ou expressões sinônimas, que podem introduzi-lo, 
arrematá-lo ou nele se inserir: 
"E Alexandre abriu a torneira: 
- Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram." (Graciliano Ramos) 
"Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor." (Cecília Meirelles) 
"Os que não têm filhos são órfãos às avessas", escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial 
de Aires. (A.F. Schmidt) 
Quando falta um desses verbos dicendi, cabe ao contexto e a recursos gráficos - tais como os dois 
pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. É o 
que observamos neste passo: 
"Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino: 
- Joãozinho! 
Nada. Será que ele voou mesmo?" 
2. No plano expressivo, a força da narração em provém essencialmente de sua capacidade de 
atualizar o episódio, fazendo emergir da situação o personagem, tornando-o vivo para o ouvinte, à 
maneira de uma cena teatral, em que o narrador desempenha a mera função de indicador das falas. 
Daí ser esta forma de relatar preferencialmente adotada nos atos diários de comunicação e nos 
estilos literários narrativos em que os autores pretendem representar diante dos que os lêem "a 
comédia humana, com a maior naturalidade possível". (E. Zola) 
Discurso Indireto 
1. Tomemos como exemplo esta frase de Machado de Assis: 
"Elisiário confessou que estava com sono." 
Ao contrário do que observamos nos enunciados em discurso direto, o narrador incorpora aqui, ao 
seu próprio falar, uma informação do personagem (Elisiário), contentando-se em transmitir ao leitor o 
seu conteúdo, sem nenhum respeito à forma linguística que teria sido realmente empregada. 
Este processo de reproduzir enunciados chama-se discurso indireto. 
2. Também, neste caso, narrador e personagem podem confundir-se num só: 
"Engrosso a voz e afirmo que sou estudante." (Graciliano Ramos) 
Características Do Discurso Indireto 
1. No plano formal verifica-se que, introduzidas também por um verbo declarativo (dizer, afirmar, 
ponderar, confessar, responder, etc), as falas dos personagens se contêm, no entanto, numa oração 
subordinada substantiva, de regra desenvolvida: 
"O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doudos no mundo e menos 
ainda o inexplicável de alguns casos." 
Nestas orações, como vimos, pode ocorrer a elipse da conjunção integrante: 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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"Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois 
estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava 
podiam ser onze horas." (Lima Barreto) 
A conjunção integrante falta, naturalmente, quando, numa construção em discurso indireto, a 
subordinada substantiva assume a forma reduzida.: 
"Um dos vizinhos disse-lhe serem as autoridades do Cachoeiro." (Graça Aranha) 
2. No plano expressivo assinala-se, em primeiro lugar, que o emprego do discurso indireto pressupõe 
um tipo de relato de caráter predominantemente informativo e intelectivo, sem a feição teatral e 
atualizadora do discurso direto. O narrador passa a subordinar a si o personagem, com retirar-lhe a 
forma própria da expressão. Mas não se conclua daí que o discurso indireto seja uma construção 
estilística pobre. É, na verdade, do emprego sabiamente dosado de um e de outro tipo de discurso 
que os bons escritores extraem da narrativa os mais variados efeitos artísticos, em consonância com 
intenções expressivas que só a análise em profundidade de uma dada obra pode revelar. 
Transposição Do Discurso Direto Para O Indireto 
Do Confronto Destas Duas Frases: 
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt) 
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia." 
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se 
modificam, por acomodação ao novomolde sintático. 
a) D.D. enunciado 1ª ou 2ª pessoa. 
"-Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a pedir mais." (M. de Assis) 
D.I.: enunciado em 3ª pessoa: 
"Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais" 
b)D.D.: verbo enunciado no presente: 
"- O major é um filósofo, disse ele com malícia." (Lima Barreto) 
D.I.: verbo enunciado no imperfeito: 
"Disse ele com malícia que o major era um filósofo." 
c) D.D.: verbo enunciado no pretérito perfeito: 
"- Caubi voltou, disse o guerreiro Tabajara."(José de Alencar) 
D.I.: verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito: 
"O guerreiro Tabajara disse que Caubi tinha voltado." 
d) D.D.: verbo enunciado no futuro do presente: 
"- Virão buscar V muito cedo? - perguntei."(A.F. Schmidt) 
D.I.: verbo enunciado no futuro do pretérito: 
"Perguntei se viriam buscar V. muito cedo" 
e) D.D.: verbo no modo imperativo: 
"- Segue a dança! , gritaram em volta. (A. Azevedo) 
D.I.: verbo no modo subjuntivo: 
 DISCURSO DIRETO E INDIRETO 
 
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"Gritaram em volta que seguisse a dança." 
f) D.D.: enunciado justaposto: 
"O dia vai ficar triste, disse Caubi." 
D.I.: enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que: 
"Disse Caubi que o dia ia ficar triste." 
g) D.D.: enunciado em forma interrogativa direta: 
"Pergunto - É verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora?" (Guimarães Rosa) 
D.I.: enunciado em forma interrogativa indireta: 
"Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora." 
h) D.D.: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este, esta, isto) ou de 2ª pessoa (esse, essa, isso). 
"Isto vai depressa, disse Lopo Alves."(Machado de Assis) 
D.I.: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo). 
"Lopo Alves disse que aquilo ia depressa." 
i) D.D.: advérbio de lugar aqui: 
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo: 
- Aqui, não está o que procuro."(Afonso Arinos) 
D.I.: advérbio de lugar ali: 
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo que ali não estava o 
que procurava." 
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 INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA E IMPLÍCITA 
 
 
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Intertextualidade Explícita E Implícita 
A intertextualidade é um elemento muito importante para o processo de construção de sentidos do 
texto, ocorrendo de maneira explícita ou implícita. 
Afinal, O Que É Intertextualidade? 
Antes de falarmos sobre os tipos de intertexto, é importante que façamos uma breve análise sobre o 
conceito de intertextualidade. Podemos dizer, basicamente, que a intertextualidade nada mais é do 
que a influência de um texto sobre outro. Todo texto, em maior ou menor grau, é um intertexto, pois é 
normal que durante o processo da escrita aconteçam relações dialógicas entre o que estamos 
escrevendo e outros textos previamente lidos por nós. A intertextualidade pode acontecer de maneira 
proposital ou não, mas é certo que cada texto faz parte de uma corrente de produções verbais e, 
conscientemente ou não, retomamos, ou contestamos, os chamados textos-fonte, fundamentais na 
memória coletiva de uma sociedade. Posto isso, passemos à análise dos tipos de intertextualidade. 
A intertextualidade pode ser construída de maneira explícita ou implícita. Na intertextualidade 
explícita, ficam claras as fontes nas quais o texto baseou-se e acontece, obrigatoriamente, de 
maneira intencional. Pode ser encontrada em textos do tipo resumo, resenhas, citações e traduções. 
Podemos dizer que, por nos fornecer diversos elementos que nos remetem a um texto-fonte, a 
intertextualidade explícita exige de nós mais compreensão do que dedução. Observe os exemplos: 
Poema de sete faces 
Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. 
As casas espiam os homens 
que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
não houvesse tantos desejos. 
O bonde passa cheio de pernas: 
pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu 
coração. 
Porém meus olhos 
não perguntam nada. 
O homem atrás do bigode 
é sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
o homem atrás dos óculos e do bigode. 
Meu Deus, por que me abandonaste 
se sabias que eu não era Deus, 
se sabias que eu era fraco. 
Mundo mundo vasto mundo 
se eu me chamasse Raimundo 
seria uma rima, não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo, 
mais vasto é meu coração. 
Eu não devia te dizer 
mas essa lua 
mas esse conhaque 
botam a gente comovido como o diabo. 
Até o fim 
Quando nasci veio um anjo safado 
O chato do querubim 
E decretou que eu estava predestinado 
A ser errado assim 
Já de saída a minha estrada entortou 
Mas vou até o fim 
"inda" garoto deixei de ir à escola 
Cassaram meu boletim 
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola 
Nem posso ouvir clarim 
Um bom futuro é o que jamais me esperou 
Mas vou até o fim 
Eu bem que tenho ensaiado um progresso 
Virei cantor de festim 
Mamãe contou que eu faço um bruto 
sucesso 
Em quixeramobim 
Não sei como o maracatu começou 
Mas vou até o fim 
Por conta de umas questões paralelas 
Quebraram meu bandolim 
Não querem mais ouvir as minhas mazelas 
E a minha voz chinfrim 
Criei barriga, a minha mula empacou 
Mas vou até o fim 
Não tem cigarro acabou minha renda 
Deu praga no meu capim 
Minha mulher fugiu com o dono da venda 
O que será de mim ? 
Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu 
vou 
Mas vou até o fim 
Como já disse era um anjo safado 
O chato dum querubim 
Que decretou que eu estava predestinado 
A ser todo ruim 
Já de saída a minha estrada entortou 
 INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA E IMPLÍCITA 
 
 
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Carlos Drummond de Andrade Mas vou até o fim 
Chico Buarque de Holanda 
É possível observar, após a leitura dos dois textos, que o poema de Drummond serviu de texto-fonte 
para a música de Chico Buarque, pois há uma referência explícita aos versos do poeta, sobretudo no 
início da canção. 
A intertextualidade implícita demanda de nós um pouco mais de atenção e análise. Como o próprio 
nome diz, esse tipo de intertexto não se encontra na superfície textual, visto que não fornece para o 
leitor elementos que possam ser imediatamente relacionados com algum outro tipo de texto-fonte. 
Sendo assim, pedem de nós uma maior capacidade de realizar analogias e inferências, fazendo com 
que o leitor reative conhecimentos preservados em sua memória para então compreender 
integralmente o texto lido. A intertextualidade implícita é muito comum em textos parodísticos, irônicos 
e em apropriações. Observe o exemplo: 
Hora Do Mergulho 
feche a porta, esqueça o barulho 
feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho 
eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo 
super-homem não supera a superfície 
nós mortais viemos do fundoeu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo 
eu quero paz: 
uma trégua do lilás-neon-Las Vegas 
profundidade: 20.000 léguas 
"se queres paz, te prepara para a guerra" 
"se não queres nada, descansa em paz" 
"luz" - pediu o poeta 
(últimas palavras, lucidez completa) 
depois: silêncio 
esqueça a luz... respire o fundo 
eu sou um déspota esclarecido 
nessa escura e profunda mediocracia. 
Engenheiros do Hawaii 
Na letra da canção há uma referência a um famoso provérbio latino: si uis pacem, para bellum, cuja 
tradução é Se queres paz, te prepara para a guerra, exemplificando, assim, aquilo que chamamos de 
intertextualidade implícita, pois não foi feita a citação do texto-fonte. 
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 COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS 
 
 
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Coerência e Coesão Textuais 
Coesão 
Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição 
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, 
um dando continuidade ao outro. 
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias entre as frases e os parágrafos. 
Observe a coesão presente no texto a seguir: 
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram 
injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um 
ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra.” 
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do texto, podemos dizer que elas são 
responsáveis pela coesão do texto. 
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os principais são: 
- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto, estabelecem a inter-
relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, alguns 
advérbios e locuções adverbiais. 
 
Veja Algumas Palavras e Expressões de Transição e seus Respectivos Sentidos: 
- inicialmente (começo, introdução) 
- primeiramente (começo, introdução) 
- primeiramente (começo, introdução) 
- antes de tudo (começo, introdução) 
- desde já (começo, introdução) 
- além disso (continuação) 
- do mesmo modo (continuação) 
- acresce que (continuação) 
- ainda por cima (continuação) 
- bem como (continuação) 
- outrossim (continuação) 
- enfim (conclusão) 
- dessa forma (conclusão) 
- em suma (conclusão) 
- nesse sentido (conclusão) 
- portanto (conclusão) 
- afinal (conclusão) 
- logo após (tempo) 
- ocasionalmente (tempo) 
- posteriormente (tempo) 
- atualmente (tempo) 
- enquanto isso (tempo) 
- imediatamente (tempo) 
- não raro (tempo) 
- concomitantemente (tempo) 
- igualmente (semelhança, conformidade) 
- segundo (semelhança, conformidade) 
- conforme (semelhança, conformidade) 
- assim também (semelhança, conformidade) 
- de acordo com (semelhança, conformidade) 
- daí (causa e consequência) 
- por isso (causa e consequência) 
- de fato (causa e consequência) 
- em virtude de (causa e consequência) 
- assim (causa e consequência) 
- naturalmente (causa e consequência) 
 COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS 
 
 
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- então (exemplificação, esclarecimento) 
- por exemplo (exemplificação, esclarecimento) 
- isto é (exemplificação, esclarecimento) 
- a saber (exemplificação, esclarecimento) 
- em outras palavras (exemplificação, esclarecimento) 
- ou seja (exemplificação, esclarecimento) 
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento) 
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento). 
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui 
uma melhor qualidade de vida. 
- Coesão por referência: existem palavras que têm a função de fazer referência, são elas: 
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os... 
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... 
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele... 
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... 
- pronomes relativos: que, o qual, onde... 
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... 
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal resultado demonstra que ela se esforçou 
bastante para alcançar o objetivo que tanto almejava. 
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos 
ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no 
corpo do texto. 
 
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; 
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; 
João Paulo II: Sua Santidade; 
Vênus: A Deusa da Beleza. 
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. Não é por acaso que o "Poeta dos 
Escravos" é considerado o mais importante da geração a qual representou. 
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados agrupados em conjuntos. 
Tipos de Coerência 
São seis os tipos de coerência: sintática, semântica, temática, pragmática, estilística e genérica. 
Conhecê-los contribui para a escrita de uma boa redação. 
Conhecer os tipos de coerência pode ajudar na construção da coerência global de um texto, seja ele 
oral ou escrito. 
Você já deve saber que alguns elementos são indispensáveis para a construção de um bom texto. 
Entre esses elementos, está a coerência textual, fator que garante a inteligibilidade das ideias 
apresentadas em uma redação. Quando falta coerência, a construção de sentidos fica seriamente 
comprometida. 
É importante que você saiba que existem tipos de coerência, elementos que colaboram para a 
construção da coerência global de um texto. São eles: 
 Coerência sintática: está relacionada com a estrutura linguística, como termo de ordem dos 
elementos, seleção lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos estruturas 
ambíguas, bem como o uso inadequado dos conectivos. 
 Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja presente em um texto, é preciso, 
antes de tudo, que o texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está relacionada com 
as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar uma incoerência, é preciso que se faça uma 
leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e inferência. 
 COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS 
 
 
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 Coerência temática: Todos os enunciados de um texto precisam ser coerentes e relevantes para o 
tema, com exceção das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser evitados, 
impedindo assim o comprometimento da coerência temática. 
 Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como uma sequência de atos de fala. Os textos, 
orais ou escritos, são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às condições para a 
sua realização. Se o locutor ordena algo a alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um 
pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, esperamos receber como resposta uma 
afirmação ou uma negação, jamais uma sequência de fala desconectada daquilo que foi indagado. 
Quando essas condições são ignoradas, temos como resultado a incoerência pragmática. 
 Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma variedade de língua adequada, que deve 
ser mantida do início ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A incoerência estilísticanão provoca prejuízos para a interpretabilidade de um texto, contudo, a mistura de registros — como 
o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem formal — deve ser evitada, principalmente 
nos textos não literários. 
 Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero textual, que deve estar de acordo 
com o conteúdo do enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social exige que ele tenha 
como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender ou comprar algum produto, e que sua 
linguagem seja concisa e objetiva, pois essas são as características essenciais do gênero. Uma 
ruptura com esse padrão, entretanto, é comum nos textos literários, nos quais podemos encontrar um 
determinado gênero assumindo a forma de outro. 
É importante ressaltar que em alguns tipos de texto, especialmente nos textos literários, uma ruptura 
com os tipos de coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos demais textos, a coerência 
contribui para a construção de enunciados cuja significação seja aceitável, ajudando na compreensão 
do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência depende de outros aspectos, como o conhecimento 
linguístico de quem acessa o conteúdo, a situacionalidade, a informatividade, a intertextualidade e a 
intencionalidade. 
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FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Figuras de Linguagem 
As figuras de linguagem são recursos linguísticos a que os autores recorrem para tornar a linguagem 
mais rica e expressiva. Esses recursos revelam a sensibilidade de quem os utiliza, traduzindo 
particularidades estilísticas do emissor da linguagem. As figuras de linguagem exprimem também o 
pensamento de modo original e criativo, exploram o sentido não literal das palavras, realçam 
sonoridade de vocábulos e frases e até mesmo, organizam orações, afastando-a, de algum modo, de 
uma estrutura gramatical padrão, a fim de dar destaque a algum de seus elementos. As figuras de 
linguagem costumam ser classificadas em figuras de som, figuras de construção e figuras de palavras 
ou semânticas. 
Figuras de Linguagem 
As figuras de linguagem são recursos estilísticos da linguagem utilizados para dar maior ênfase às 
palavras ou expressões da língua, sendo classificadas de acordo com as características que querem 
expressar, a saber: 
• Figuras de Pensamento: estas figuras de linguagem estão relacionadas ao significado (campo 
semântico) das palavras, por exemplo: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole, 
gradação, prosopopeia e apóstrofe. 
• Figuras de Palavras: semelhantes às figuras de pensamento, elas também alteram o nível 
semântico (significado das palavras), por exemplo: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, 
sinestesia e antonomásia. 
• Figuras de Som: nesse caso, as figuras estão intimamente relacionada com a sonoridade, por 
exemplo: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia. 
• Figuras de Sintaxe: também chamadas de “Figuras de construção”, estão relacionadas com a 
estrutura gramatical da frase, as quais modificam o período, por exemplo: elipse, zeugma, hipérbato, 
anacoluto, anáfora, elipse, silepse, pleonasmo, assíndeto e polissíndeto. 
Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la 
mais bonita. 
Elas são classificadas em 
• Figuras de palavras ou semânticas 
• Figuras de pensamento 
• Figuras de sintaxe ou construção 
• Figuras de som ou harmonia 
Figuras de Palavras 
Metáfora 
Comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na 
frase. 
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) 
Na semântica, a metáfora representa uma das figuras de linguagem, ou seja, recursos linguísticos-
semânticos utilizados em diversos contextos a fim de dar mais ênfase aos enunciados. 
Assim, a metáfora, considerada uma figura de palavra, utiliza os termos no sentido denotativo e os 
transforma no modo figurado (conotativo), afim de estabelecer uma analogia (comparação metafórica), 
tendo em vista a relação de semelhança entre eles. 
Do grego, a palavra “metáfora” (metáfora) é formada pelos termos “metá” (entre), e “pherō” (carregar) 
que significa transporte, transferência, mudança. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Da língua latina a palavra metáfora, representa a união dos termos “meta” (algo) e “phora” (sem 
sentido), no sentido literal é "algo sem sentido". 
De acordo com estudos linguísticos, a metáfora é uma das figuras de linguagem mais utilizadas 
cotidianamente. 
Comparação 
Comparação explícita. Ao contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de comparação 
(como, assim, tal qual). 
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas. 
A comparação (ou símile) é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de palavras. 
Ela é determinada por meio da relação de similaridade, ou seja, pela comparação de dois termos ou 
ideias num enunciado. 
Geralmente, é acompanhada de elementos comparativos (conectivos): com, como, tal qual, tal como, 
assim, tão, quanto, parece, etc. 
É muito comum o emprego da comparação na linguagem informal (coloquial) e nos textos artísticos, 
por exemplo, na música, na literatura e no teatro. 
Além da comparação, temos as figuras de palavras: 
metáfora, metonímia, catacrese, perífrase (ou antonomásia) e sinestesia. 
Exemplos 
Para compreender melhor a figura de linguagem comparação, confira abaixo alguns exemplos na 
literatura e na música: 
• “É que teu riso penetra n'alma/Como a harmonia de uma orquestra santa.” (Castro Alves) 
• “Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja.” (Oswald de Andrade) 
• “Meu coração tombou na vida/tal qual uma estrela ferida/pela flecha de um caçador”. (Cecília 
Meireles) 
• “Eu faço versos como quem chora/De desalento... de desencanto...” (Manuel Bandeira) 
• “A vida vem em ondas,/como um mar/Num indo e vindo/infinito.” (Música “Como uma onda” de Lulu 
Santos) 
• “Avião parece passarinho/Que não sabe bater asa/Passarinho voando longe/Pareceborboleta que 
fugiu de casa.” (Música “Sonho de uma flauta” de Teatro Mágico) 
Comparação e Metáfora 
É muito comum haver confusão entre as figuras de palavras: comparação e metáfora. Apesar de 
ambas utilizarem uma analogia entre termos, elas são diferentes. 
Enquanto na metáfora ocorre uma comparação entre dois termos de forma implícita, na comparação 
ela acontece de maneira explícita. 
Importante ressaltar que a metáfora não utiliza um elemento comparativo, o qual surge na comparação. 
Exemplos: 
Nossa vida tem sido um mar de rosas. (metáfora ou comparação implícita) 
Nossa vida tem sido como um mar de rosas. (comparação ou comparação explícita) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Metonímia 
Transposição de significadosconsiderando parte pelo todo, autor pela obra. 
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.) 
Na semântica, a metonímia é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de palavra, as 
quais são largamente utilizadas para dar ênfase aos discursos. 
Dessa maneira, a metonímia é um recurso linguístico-semântico que substitui outro termo segundo a 
relação de contiguidade e/ou afinidade estabelecida entre duas palavras, conceitos, ideias, por 
exemplo: 
Aquele homem é um sem-teto (nesse caso, a expressão “sem-teto”, representa a substituição de um 
conceito referente às pessoas que não possuem casa. 
Do grego, a palavra "metonímia" (metonymía) é constituída pelos termos “meta” (mudança) e “onoma” 
(nome) que literalmente significa “mudança de nome”. 
Exemplos de Metonímia 
A metonímia pode ocorrer de inúmeras maneiras sendo as mais comum os casos abaixo: 
• Parte pelo todo: Ele possuía inúmeras cabeças de gado. (bois) 
• Causa pelo efeito: Consegui comprar a televisão com meu suor. (trabalho) 
• Autor pela obra: Li muitas vezes Camões. (obra literária do autor) 
• Inventor pelo Invento: Meu pai me presenteou com um Ford. (inventor da marca Ford: Henri Ford) 
• Marca pelo produto: Meu pai adora tomar Nescau com leite. (chocolate em pó) 
• Matéria pelo objeto: Passou a vida atrás do vil metal. (dinheiro) 
• Singular pelo plural: O cidadão foi às ruas lutar pelos seus direitos. (vários cidadãos) 
• Concreto pelo abstrato: Natália, a melhor aluna da classe, tem ótima cabeça. (inteligência) 
• Continente pelo conteúdo: Quero um copo d’água. (copo com água) 
• Gênero pela espécie: Os homens cometeram barbaridades. (humanidade) 
Catacrese 
Emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica. 
Exemplo: Embarcou há pouco no avião. 
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico para o avião, 
embarcar é o utilizado. 
A catacrese é uma figura de linguagem que representa um tipo de metáfora de uso comum que, com o 
passar do tempo, foi desgastada e se cristalizou. 
Isso porque ao utilizarmos tanto determinada palavra, não notamos mais o sentido figurado expresso 
nela. Por exemplo: O pé da cadeiraestá quebrado. 
O exemplo acima nos leva a pensar no sentido denotativo e conotativo das palavras. Ou seja, a cadeira 
não possui um “pé”, que no sentido denotativo é uma extremidade do membro inferior encontrada nos 
animais terrestres. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Lembre-se que o sentido denotativo é aquele encontrado nos dicionários, o qual representa o conceito 
“real” da palavra. No exemplo acima, o pé da cadeira está no sentido conotativo (ou figurado) da 
palavra. 
Sendo assim, a catacrese é um tipo especial de metáfora que já foi incorporada por todos os falantes 
da língua. 
Mas, por ser uma expressão muito utilizada e, portanto, desgastada, estereotipada, viciada e pouco 
original, ela é considerada uma catacrese. 
Nesse sentido, utilizamos essa figura de linguagem por meio da aproximação ou semelhança da forma 
de tal objeto. 
Assim, a catacrese faz uma comparação e usa um determinado termo por não ter outro que designe 
algo específico. De tal modo, a palavra perde seu sentido original. 
Entenda mais sobre os conceitos de: 
• Conotação e Denotação 
• Metáfora 
A catacrese está na categoria de figuras de palavras, ao lado da metáfora, metonímia, comparação, 
antonomásia e sinestesia. 
Exemplos de Catacrese 
A catacrese é muito utilizada na linguagem coloquial (informal) e também em textos poéticos e 
músicas. Pode ser considerada uma gíria, uma vez que facilita o processo comunicativo pelo uso de 
outras palavras. 
Confira abaixo alguns exemplos muito comuns de catacrese: 
• Árvore genealógica 
• Fio de óleo 
• Céu da boca 
• Boca do túnel 
• Boca da garrafa 
• Pele do tomate 
• Braço do sofá 
• Braço da cadeira 
• Braço de rio 
• Corpo do texto 
• Pé da página 
• Pé da cama 
• Pé da montanha 
• Pé de limão 
• Perna da mesa 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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• Maçã do rosto 
• Coroa do abacaxi 
• Asa da xícara 
• Asa do avião 
• Dentes do serrote 
• Dentes de alho 
• Cabeça do alho 
• Cabeça do prego 
• Cabeça do alfinete 
• Batata da perna 
Exemplo de Catacrese na Literatura 
“Dobrando o cotovelo da estrada, Fabiano sentia distanciar-se um pouco dos lugares onde tinha vivido 
alguns anos.” (Graciliano Ramos em Vidas Secas.) 
A expressão “cotovelo da estrada” é um tipo de catacrese, utilizada nos textos poéticos para oferecer 
maior expressividade ao texto. 
Exemplo de Catacrese na Música 
“Usei a cara da lua/As asas do vento/Os braços do mar/O pé da montanha” (MPB-4 em “Composição 
Estranha”) 
As expressões “os braços do mar” e “o pé da montanha” são exemplos de catacrese. 
Já as expressões “cara da lua” e “asas do vento” são exemplos de metáfora que ocorrem por meio de 
uma relação de similaridade. 
Curiosidades sobre Catacrese 
Segundo a origem etimológica, a palavra catacrese vem do latim “catachresis” e do grego “katakhresis” 
e significa “mau uso”. 
Originalmente, o termo “embarcar” era utilizado para expressar a entrada num barco. Mas de tanto que 
foi utilizada pelos falantes para entrar em outros meios de transporte, hoje a utilizamos sem notar seu 
sentido original. Assim, a palavra “embarcar” trata-se de uma catacrese. 
Da mesma forma, a palavra “azulejo” era utilizada para determinar ladrilhos azuis. Atualmente, a 
utilizamos para determinar qualquer cor de ladrilho. E, portanto, também se trata de uma catacrese. 
Ainda temos a palavra “encaixar” que no sentido original significava “colocar em caixas”. O termo foi 
tão utilizado pelos falantes da língua que hoje determina a colocação de algo num local que cabe 
perfeitamente. 
Sinestesia 
Associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes. 
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. 
A frieza está associada ao tato e não à visão. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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A sinestesia é uma figura de linguagem que faz parte das figuras de palavras. Ela está associada com 
a mistura de sensações relacionadas aos sentidos: tato, audição, olfato, paladar e visão. 
Sendo assim, essa figura de linguagem estabelece uma relação entre planos sensoriais diferentes. 
Ela é muito utilizada como recurso estilístico e, portanto, surge em diversos textos poéticos e musicais. 
No movimento simbolista, a sinestesia foi muito empregada pelos escritores. 
Além da sinestesia, outras figuras de palavras são: a metáfora, a metonímia, a comparação, 
a catacrese e a perífrase (ou antonomásia). 
Exemplos 
Confira abaixo alguns exemplos de sinestesia na literatura: 
• “E um doce vento, que se erguera, punha nas folhas alagadas e lustrosas um frêmito alegre e 
doce.” (Eça De Queiros) 
• “Por uma única janela envidraçada, (…) entravam claridades cinzentas e surdas, sem sombras.” 
(Clarice Lispector) 
• “Insônia roxa. A luz a virgular-se em medo. / O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou / 
Gritam-me sons de cor e de perfumes.” (Mário de Sá-Carneiro) 
• “As falas sentidas, que os olhos falavam/ Não quero, não posso, não devo contar.” (Casimiro de 
Abreu) 
• “Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, 
meio manacá, meio alfazema.” (Mário de Andrade) 
• “O céu ia envolvendo-a até comunicar-lhe a sensação do azul, acariciando-a como um esposo, 
deixando-lhe o odor e a delícia da tarde.” (Gabriel Miró) 
• “Que tristeza de odor a jasmim!” (Juan Ramón Jiménez) 
Sinestesia na Medicina 
A sinestesia é um termo utilizado também na área da medicina. Trata-se de uma condição neurológica 
(não é considerada doença), geralmente de causa genética (hereditária). 
Ela faz com que um estímulo neurológico cognitivo ou sensorial provoque uma resposta numa outra via 
cognitiva ou sensorial. Trata-se, portanto, de uma confusão mental. 
Assim, umestímulo num determinado sentido provoca reações em outro, criando uma combinação 
entre visão, audição, olfato, paladar e tato. 
Pessoas que tem essa condição neurológica, por exemplo, ouvem cores e sentem sons. 
Curiosidades 
Do grego, o termo “synaísthesis” é formado pelos vocábulos “syn” (união) e “esthesia” (sensação). 
Assim, a palavra está relacionada com a união de sensações. 
O termo “cinestesia” (com c) está relacionado com a percepção corporal por meio da ação dos 
músculos e da sustentação do corpo. 
Perífrase 
Substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique. 
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é 
ouvido a uma distância de 8 quilômetros.) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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A perífrase é uma figura de linguagem que está relacionada com as palavras. Por esse motivo, ela está 
na categoria de figuras de palavras. 
A perífrase ocorre pela substituição de uma ou mais palavras por outra expressão. Essa substituição é 
feita mediante uma característica ou atributo marcante sobre determinado termo (ser, objeto ou lugar). 
Além de ser usada na linguagem coloquial (informal), é comum a utilização da perífrase como recurso 
estilístico em textos poéticos e musicais. 
Ainda que a perífrase e a antonomásia sejam consideradas a mesma figura de linguagem, a 
antonomásia trata-se de um tipo de perífrase. Assim, a antonomásia é quando se refere a uma pessoa 
(nomes próprios). 
Note que a perífrase é também chamada de circunlóquio uma vez que apresenta um pensamento de 
modo indireto, com rodeios. Do grego, a palavra “períphrasis” significa o ato de falar em círculos. 
Outras figuras de palavras são: metáfora, metonímia, comparação, catacrese e sinestesia. 
Para saber mais sobre essa figura de linguagem, confira abaixo alguns exemplos. 
Exemplos de Perífrase 
• A cidade luz foi atingida por terroristas nessa tarde. (Paris) 
• A terra da garoa está cada vez mais perigosa. (São Paulo) 
• Sampa é o grande centro financeiro do país. (São Paulo) 
• O país do futebol conquistou mais uma medalha nas olimpíadas. (Brasil) 
• O país do carnaval celebrou mais uma conquista política. (Brasil) 
• A cidade maravilhosa foi palco das olimpíadas 2016. (Rio de Janeiro) 
• O Timão venceu mais um campeonato. (Corinthians) 
• Mais ouro negro foi descoberto no Brasil. (Petróleo) 
• O Velho Chico vem sofrendo com problemas ambientais. (Rio São Francisco) 
• O pulmão do mundo está sofrendo com o desmatamento desenfreado. (Amazônia) 
Exemplos de Antonomásia 
• O poeta dos escravos escreveu diversos poemas abolicionistas. (Castro Alves) 
• O rei do reggae recebeu em 1976 o prêmio de "Banda do Ano". (Bob Marley) 
• A dama do teatro brasileiro foi indicada ao Oscar de melhor atriz. (Fernanda Montenegro) 
• O divino mestre partilhou diversos ensinamentos. (Jesus) 
• O pai da aviação foi um grande inventor brasileiro. (Santos Dumont) 
• O poeta da vila é considerado um dos mais importantes músicos do Brasil. (Noel Rosa) 
• O show do Rei estava lotado. (Roberto Carlos) 
• O rei do pop faleceu em Los Angeles no ano de 2009. (Michael Jackson) 
• A rainha dos baixinhos nasceu na cidade de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. (Xuxa) 
• O rei do futebol é considerado um dos maiores futebolistas da história mundial. (Pelé) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Perífrase Verbal 
No âmbito da gramática, a perífrase verbal é uma locução verbal que substitui um verbo simples, por 
exemplo: 
Ele deve trabalhar essa noite. (verbo auxiliar e verbo principal) 
Hipérbole 
Exagero intencional na expressão. 
Exemplo: Quase morri de estudar. 
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma 
figura de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador. 
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a 
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: 
"Estou morrendo de sede". 
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele 
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica. 
Figuras de Pensamento 
Hipérbole 
Exagero intencional na expressão. 
Exemplo: Quase morri de estudar. 
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma 
figura de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador. 
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a 
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: 
"Estou morrendo de sede". 
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele 
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica. 
Eufemismo 
Forma de suavizar o discurso. 
Exemplo: Entregou a alma a Deus. 
Acima, a frase informa a morte de alguém. 
O Eufemismo é uma figura de pensamento, que corresponde a um dos subgrupos das figuras de 
linguagem, a qual está intimamente relacionada ao significado das palavras. Do grego, a palavra 
“euphémein” é formada pelo termo “pheme” (palavra) e o prefixo "eu-" (bom, agradável), que significa 
“pronunciar palavras agradáveis”. 
Sendo assim, o eufemismo é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem coloquial bem como 
nos textos literários com o intuito de atenuar ou suavizar o sentido das palavras, substituindo assim, os 
termos contidos no discurso, embora o sentido essencial permanece, por exemplo: Ele deixou esse 
mundo. (nesse caso, a expressão “deixou esse mundo”, ameniza o discurso real: ele morreu.) 
Dessa forma, esse recurso é utilizado muitas vezes pelo emissor do discurso, para que o receptor não 
se ofenda com a mensagem triste ou desagradável que será enunciada. No entanto, há expressões em 
que notamos a presença do eufemismo, com um tom irônico, por exemplo: Ela vestiu o paletó de 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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madeira, frase indicando a morte da pessoa, de forma que a expressão “paletó de madeira” faz 
referência ao objeto “caixão, ataúde, urna funerária”. 
Note que o eufemismo se opõe a figura de pensamento denominada hipérbole, visto que ela é baseada 
no exagero intencional do enunciador do discurso. Em outras palavras, enquanto o eufemismo suaviza 
as expressões, a principal função da hipérbole é intensificar ou aumentar o sentido das palavras. 
Litote 
Forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como é a oposição da 
hipérbole. 
Exemplo: — Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe. 
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não serem más, também não são boas. 
Litote é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de pensamento. Ele é usado para 
abrandar uma expressão por meio da negação do contrário. Ele permite afirmar algo por meio da 
negação, por exemplo: 
Eu não estou feliz com a notícia da prefeitura. Nesse exemplo, a expressão “não estou feliz” atenua a 
ideia de “ficar triste”. 
Lembre-se que essas palavras de significados opostos são chamadas de antônimos, por exemplo: bom 
e mau, feliz e triste, caro e barato, bonito e feio, rico e pobre, etc. 
O litote é muito utilizado na linguagem coloquial (informal) e geralmente o locutor tem o intuito de não 
dizer diretamente o que se pretende. Além disso, ele é empregado nos textos literários. 
Isso porque algumas vezes a expressão pode soar desagradável ou mesmo ter um tom agressivo para 
o ouvinte. 
Exemplos 
• Joana pode não ser das melhores alunas da classe. (é ruim, ou seja, não é boa) 
• Luíza não é das mais bonitas. (é feia, ou seja, não é bonita) 
• Essa camisa não é cara. (é barata, ou seja, não é cara) 
• Seus conselhos não são maus. (são bons, ou seja, não são maus) 
• Rafael não está certo sobre o crime. (está errado, ou seja,não está certo) 
• Essa bebida não está quente. (está fria, ou seja, não está quente) 
• Sofia não é nada boba. (é esperta, ou seja, não é boba) 
• Samuel não é pobre pois tem uma grande casa na praia. (é rico, ou seja, não é pobre) 
• Manuela não dançou bem na apresentação da escola. (dançou mal, ou seja, não dançou bem) 
• O supervisor Marcos não está limpo. (está sujo, ou seja, não está limpo) 
Litote e Eufemismo 
O litote e o eufemismo são duas figuras que pensamento que podem causar confusão. Isso porque o 
eufemismo também é usado para atenuar uma ideia, por exemplo: Salvador não está mais entre nós 
(ele morreu). 
Da mesma maneira, o litote suaviza um enunciado, mas lembre-se que ele ocorre mediante a negação 
do contrário. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Sendo assim, o litote se opõe à figura de pensamento chamada hipérbole, uma vez que ela marca um 
exagero intencional do enunciador. 
Ironia 
Representação do contrário daquilo que se afirma. 
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada. 
Sarcasmo e Ironia 
O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os 
textos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado. 
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer 
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando, dessa maneira, as palavras em seu sentido 
conotativo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo. 
Diferença entre Sarcasmo e Ironia 
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o 
sarcasmo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo 
utilizado sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma 
figura de linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar. 
Sarcasmo e Ironia 
O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os 
textos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado. 
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer 
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando, dessa maneira, as palavras em seu sentido 
conotativo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo. 
 
Diferença entre Sarcasmo e Ironia 
 
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o 
sarcasmo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo 
utilizado sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma 
figura de linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar. 
Em resumo, o sarcasmo e a ironia estão intimamente ligados, entretanto, diferem na intenção 
estabelecida pelo escritor, ou seja, o sarcasmo sempre apresenta um tom provocador, mordaz e de 
zombaria, que apela ao humor ou ao riso, todavia, a ironia apresenta um tom menos áspero, de forma 
que se trata de uma contradição do sentido literal das palavras, sendo utilizada de forma mais amena, 
sutil. 
Não obstante, para alguns estudiosos do tema, o sarcasmo corresponde a um tipo de ironia com um 
teor provocativo, e por sua vez, a ironia pode ser classificada de três maneiras, a saber: a ironia oral, 
que expressa a diferença entre o discurso e a intenção; a ironia dramática ou satírica, diferença entre a 
expressão e a compreensão; e a ironia de situação que corresponde a diferença existente entre a 
intenção e o resultado da ação. 
Ambos termos são provenientes da língua grega: a palavra sarcasmo (sarkasmós) significa zombaria, 
escárnio, enquanto a palavra ironia (euroneia) significa dissimular, fingir. Para o escritor 
contemporâneo brasileiro Gabito Nunes: “Quando uso o humor como escudo, é ironia. Quando uso o 
humor como arma, é sarcasmo”. 
 
Exemplos 
 
Para estabelecer melhor essa distinção entre o sarcasmo e a ironia, vejamos os exemplos abaixo: 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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• Ela é tão inteligente que errou todas as questões da prova. (Ironia) 
• Sua maquiagem está linda, mas seu rosto é bem mais. (Sarcasmo) 
 
Personificação 
 
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais. 
 
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada. 
Na língua portuguesa, a personificação (também chamada de prosopopeia ou animismo) é uma figura 
de linguagem, mais precisamente, uma figura de pensamento muito utilizada nos textos literários. 
Ela está diretamente relacionada com o significado (campo semântico) das palavras e corresponde ao 
efeito de “personificar”, ou seja, dar vida aos seres inanimados. 
Desse modo, a personificação é utilizada para atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, 
características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou 
seres irracionais, por exemplo: O dia acordou feliz. 
Segundo o exemplo, a característica de “acordar feliz” é uma característica humana, que, nesse caso, 
está atribuída ao dia (substantivo inanimado). 
Note que a personificação pode também atribuir qualidades de seres animados a outros seres 
animados, por exemplo, os animais: A cachorro sorriu para o dono. 
A palavra personificação, derivada do verbo personificar, possui origem latina, sendo formada pelos 
termos “persona” (pessoa, face, máscara) e o sufixo "–ção", que denota ação, ou seja, significa, ao pé 
da letra, uma pessoa mascarada. 
Da mesma maneira, a palavra prosopopeia, derivada do grego, é formada pelos termos “prosopon” 
(pessoa, face, máscara) e “poeio” (finjo), ou seja, significa pessoa que finge. 
 
Figuras de Linguagem 
 
As figuras de linguagem são recursos estilísticos muito utilizadas nos textos literários, de modo que o 
enunciador (emissor, autor) pretende dar mais ênfase ao seu discurso. Assim, ele emprega as palavras 
no sentido conotativo, ou seja, no sentido figurado, em detrimento do sentido real atribuído à palavra, o 
sentido denotativo. 
As figuras de linguagem são classificadas em: 
 
• Figuras de Palavras: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, sinestesia e antonomásia. 
• Figuras de Pensamento: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole, gradação, 
personificação e apóstrofe. 
• Figuras de Sintaxe: elipse, zeugma, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, pleonasmo, anacoluto 
e hipérbato. 
• Figuras de Som: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia. 
 
Exemplos de Personificação 
 
Segue abaixo alguns exemplos em que a personificação é empregada: 
 
O dia acordou feliz e o sol sorria para mim. 
O vento assobiava esta manhã em que o céu chorava. 
Naquela noite, a lua beijava o céu. 
Após a erupção do vulcão, o fogo dançava por entre as casas. 
Nos exemplos acima, nota-se a utilização da personificação, na medida em que características de 
seres animados (que possuem alma, vida) são atribuídas aos seres inanimados (sem vida). 
Note que os verbos ligados os substantivos inanimados (dia, sol, vento, fogo e lua) são características 
dos seres humanos: acordar, sorrir, assobiar, chorar e beijar. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Antítese 
 
Uso de termos que têm sentidos opostos. 
 
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz. 
A Antítese representa uma figura de pensamento, pertencente a um dos subgrupos que compõem as 
figuras de linguagem, que por sua vez, são recursos estilísticos que buscam proporcionar maior 
ênfase, destaque ou expressividade ao discurso proferido. 
De tal modo, a antítese corresponde a aproximação de palavras com sentidos opostos, por exemplo: o 
ódio e a amor andam de mãos dadas. (nesse caso, o termo “ódio” está posicionada ao lado de seu 
termo contrário, o "amor") 
Na história literatura, a linguagem do período barroco (1580-1756), escola literária baseadanos 
contrastes, conflitos, dualidades e excessos, utilizou a antítese como um dos principais recursos 
estilísticos. Do grego, a palavra “antithèsis” é formada pelos termos “anti” (contra) e thèsis (ideia), que 
significa literalmente ideia contra. 
 
Diferença entre Antítese e Paradoxo 
 
Muito comum haver confusão entre as figuras de pensamento denominadas antítese e paradoxo, uma 
vez que ambas estão pautadas na oposição. 
No entanto, a antítese apresenta palavras ou expressões que contenham significados contrários, 
enquanto o paradoxo (também chamado de oximoro) emprega ideias opostas e absurdas entre o 
mesmo referente no discurso. 
Para entender melhor essa diferença, observe os exemplos abaixo: 
 
• Durante a vida, acreditamos em muitas verdades e mentiras (antítese) 
• Para mim, a melhor companhia é a solidão. (paradoxo) 
 
Ambos exemplos estão pautados na oposição, no entanto, o primeiro buscou expor palavras contrárias, 
ou seja, "verdade" e "mentira", enquanto no segundo, a oposição ocorre no mesmo referente, por meio 
da ideia absurda de que a solidão é boa companhia, o que contraria o conceito ruim associado à 
condição da solidão: não ter amigos ou companheiros, ser um dos principais motivos da depressão, 
suicídios, dentre outros. 
 
Exemplos de Antítese 
 
Segue abaixo alguns exemplos em que a antítese é empregada. Note que os termos em destaque 
apontam para seus opostos: 
 
• A relação deles era de amor e ódio. 
• O dia está frio e meu corpo está quente. 
• A vida e a morte: duas figuras de uma mesma moeda. 
• A tristeza e a felicidade fazem parte da vida. 
• Bonito para alguns, feio para outros. 
• Vivemos num paraíso ou num inferno? 
• Faça sol ou faça chuva, estarei no teatro. 
• O céu e a terra se fundem tal qual uma pintura. 
• A luz e a escuridão estavam presentes em sua obra. 
• Não sei dizer qual verdade reside na mentira. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Paradoxo 
 
Uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese). 
 
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom. 
Como é possível alguém estar cego e ver? 
Na literatura, o paradoxo (também chamado de oximoro) é uma figura de pensamento baseada na 
contradição. 
Muitas vezes pode apresentar uma expressão absurda e aparentemente sem nexo, entretanto, expõem 
uma ideia fundamentada na verdade. 
Esse conceito é também utilizado em outras áreas do conhecimento, tal qual a filosofia, psicologia, 
retórica, matemática e física. 
Do latim, o termo paradoxo (paradoxum) é formado pelo prefixo “para” (contrário ou oposto) e o sufixo 
“doxa” (opinião), que literalmente significa opinião contrária. 
 
Exemplo de Paradoxo 
 
Para entender melhor o conceito de paradoxo, vejamos a seguir, o soneto do português Luís Vaz de 
Camões (1524-1580). 
O escritor utiliza o paradoxo como principal figura de linguagem, ao unir ideais contraditórias que, por 
sua vez, apresentam uma coerência: 
 
Amor é fogo que arde sem se ver, 
é ferida que dói, e não se sente; 
é um contentamento descontente, 
é dor que desatina sem doer. 
É um não querer mais que bem querer; 
é um andar solitário entre a gente; 
é nunca contentar-se de contente; 
é um cuidar que ganha em se perder. 
É querer estar preso por vontade; 
é servir a quem vence, o vencedor; 
é ter com quem nos mata, lealdade. 
Mas como causar pode seu favor 
nos corações humanos amizade, 
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
 
Gradação 
 
Apresentação de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). 
 
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo. 
No exemplo acima acompanhamos a progressão da tranquilidade até o nervosismo. 
A gradação (ou clímax) é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de pensamento. Ela 
ocorre mediante uma hierarquia dos termos que compõem a frase. 
A gradação é empregada por meio da enumeração de elementos frasais. Tem o intuito de enfatizar as 
ideias numa sentença de ritmo crescente, até atingir o clímax (grau máximo). 
Ou seja, ela oferece maior expressividade ao texto utilizando uma sequência de palavras que 
intensificam uma ideia de maneira gradativa, e por isso recebe esse nome. 
Essa figura de estilo é utilizada na linguagem artística, seja em textos poéticos ou musicais. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Classificação 
 
Na gradação, essa hierarquia pode ocorrer na forma crescente ou decrescente. Quando ela ocorre de 
maneira crescente é chamada de clímax ou gradação ascendente. 
Por sua vez, se ocorre de maneira decrescente é chamada de anticlímax ou gradação descendente. 
Para compreender melhor, confira abaixo os exemplos: 
 
• No restaurante, sentei, pedi, comi, paguei. (clímax) 
• Ana estava pelo mundo e chegou no país, no estado, na cidade, no bairro. (anticlímax) 
 
Exemplos de Gradação 
 
Veja abaixo exemplos de gradação na literatura e na música: 
 
• “Por mais que me procure, antes de tudo ser feito,/eu era amor. Só isso encontro./Caminho, navego, 
voo,/- sempre amor.” (Cecília Meireles) 
• “Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, uns cingidos de luz, outros ensangüentados (...).” 
(Machado de Assis) 
• “Em cada porta um freqüentado olheiro,/que a vida do vizinho, e da vizinha/pesquisa, escuta, 
espreita, e esquadrinha,/para a levar à Praça, e ao Terreiro.” (Gregório de Matos) 
• “Oh, não aguardes, que a madura idade/Te converta em flor, essa beleza/Em terra, em cinza, em 
pó, em sobra, em nada.” (Gregório de Matos) 
• “O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se.” (Padre Antônio Vieira) 
• “Ninguém deve aproximar-se da jaula, o felino poderá enfurecer-se, quebrar as grades, despedaçar 
meio mundo.” (Murilo Mendes) 
• “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 
• “Carregando flores/E a se desmanchar/E foram virando peixes/Virando conchas/Virando 
seixos/Virando areia.” (Música “Mar e Lua” de Chico Buarque) 
• “E o meu jardim da vida/Ressecou, morreu/Do pé que brotou Maria/Nem margarida nasceu.” 
(Música “Flor de Lis de Djavan) 
 
Apóstrofe 
 
Interpelação feita com ênfase. 
 
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais? 
Apóstrofe é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de pensamento. 
É caracterizada pelas expressões que envolvem invocações, chamamentos e interpelações de um 
interlocutor (seres reais ou não). 
Por esse motivo, a apóstrofe exerce a função sintática de vocativo, sendo, portanto, uma característica 
dos discursos diretos. 
De tal maneira, ela interrompe a narração com o intuito de invocar alguém ou algo que esteja presente 
ou ausente no momento da fala. 
A apóstrofe é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem informal (cotidiana), nos textos 
religiosos, políticos e poéticos. 
Além da apóstrofe, as figuras de pensamento são: gradação (ou clímax), personificação(ou 
prosopopeia), eufemismo, hipérbole (ou auxese), litote, antítese, paradoxo (ou oxímoro) e ironia. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Exemplos 
 
• Ó Deus! Ó Céus! Porque não me ligou? 
• Senhor, tende piedade de nós. 
• Padre, posso me confessar? 
• Povo de São Paulo! Vamos vencer juntos. 
• Liberdade, Liberdade! É isso que pretendemos nessa luta. 
• Nossa! Como você conseguiu? 
• Minha Filha! Que linda você está! 
 
Exemplos na Literatura 
 
• “Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa) 
• “Olha Marília, as flautas dos pastores,/Que bem que soam, como são cadentes!” (Bocage) 
• “Criança! não verás país nenhum como este:/Imita na grandeza a terra em que nasceste!” (Olavo 
Bilac) 
• “Tende piedade de mim, Senhor, de todas as mulheres.” (Vinícius de Moraes) 
• “Deus, ó Deus! Onde estás, que não me respondes?” (Castro Alves). 
• “Supremo Senhor e Governador do universo, que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e 
chagas de Cristo, sucedamas heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?...” (Padre 
Antônio Vieira) 
 
Atenção! 
Não confunda apóstrofe com apóstrofo. Enquanto o primeiro é uma figura de pensamento, o segundo é 
um sinal gráfico (’) que indica a supressão de letras e sons, por exemplo: copo d’água. 
A apóstrofe e o apóstrofo são palavras parônimas. Ou seja, termos que se assemelham na grafia e na 
pronúncia, mas diferem no sentido. 
 
Figuras de Sintaxe 
 
Elipse 
 
Omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil. 
 
Exemplo: Tomara você me entenda (Tomara que você me entenda). 
A elipse é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe (ou de construção). 
Isso porque ela está relacionada com a construção sintática dos enunciados. 
Ela é utilizada para omitir termos numa sentença que não forem mencionados anteriormente. No 
entanto, esses termos são facilmente identificáveis pelo interlocutor. 
Exemplo: Comi no restaurante da minha avó na semana passada. 
No exemplo acima, sabemos que pela conjugação do verbo (primeira pessoa do singular), o termo 
omitido foi o pronome pessoal (eu). Esse caso é chamado de “elipse de sujeito”. 
Além da omissão do sujeito, a elipse pode ocorrer com outros termos da frase: verbos, advérbios e 
conjunções. 
Utilizamos essa figura de linguagem (ou estilo) cotidianamente nos discursos informais (linguagem 
oral). 
Ela é também muito empregada nos textos de modo a oferecer maior fluidez textual, evitando, por 
exemplo, a repetição de alguns termos nas frases. Importante notar que a ausência desses termos não 
interfere na compreensão textual. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Além da elipse, outras figuras de sintaxe são: 
zeugma, hipérbato, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, anacoluto e pleonasmo. 
 
Exemplos 
 
Confira abaixo alguns exemplos de elipse na música e na literatura: 
 
• “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (Machado de Assis) – omissão do verbo “haver”. (Na 
sala havia apenas quatro ou cinco convidados) 
• “A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.” (Carlos Drummond de Andrade) – 
omissão da conjunção “se”. (A tarde talvez fosse azul se não houvesse tantos desejos) 
• “Onde se esconde a minha bem-amada?/Onde a minha namorada...” (música “Canto triste” Edu 
Lobo) – omissão do verbo “está”. (Onde está a minha namorada...) 
• “Quando olhaste bem nos olhos meus/E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei.” (música 
“Atrás da porta”) –omissão dos pronomes “tu” e “eu” (Quando tu olhaste bem nos olhos meus/E o teu 
olhar era de adeus, eu juro que não acreditei) 
 
Elipse e Zeugma 
 
A zeugma, tal qual a elipse, é figura de sintaxe. Ela é considerada um tipo de elipse. 
A diferença entre elas consiste na identificação do termo na frase. Ou seja, na elipse, o termo pode ser 
identificado pelo contexto, ou mesmo, pela gramática. Mas, na elipse esses termos não foram 
mencionados anteriormente. 
Já na zeugma, os termos que foram omitidos já foram mencionados. Para compreender melhor, veja 
abaixo os exemplos: 
 
• Elipse: Andei por todo o parque. (Eu) 
• Zeugma: Anne comprou banana, eu, maçã. (Comprei) 
 
Atenção! 
Quando a zeugma é empregada, o uso da vírgula, do ponto e vírgula ou do ponto final é obrigatório. 
 
Exemplos: 
 
• Na casa de Alfredo tinha jacuzzi; na minha, uma piscina. (omissão de “tinha”) 
• Na casa de Maria havia laranjeira. Na minha, limoeiro. (omissão de “havia”) 
• Mariana prefere artes plásticas, eu, cinema. (omissão de “prefiro”) 
 
Curiosidades 
 
• Do grego, o termo “élleipsis” significa “omissão” ou “falta”. 
• Na matemática, o termo elipse define um tipo de forma ou de gráfico. 
• Na astronomia, as elipses designam órbitas planetárias. 
 
Zeugma 
 
Omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes. 
 
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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A Zeugma é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe ou de construção. 
Isso porque ela interfere na construção sintática das frases. 
Ela é usada para omitir termos na oração com o intuito de evitar a repetição desnecessária de alguns 
termos, como o verbo ou o substantivo. 
Sendo assim, ela torna a linguagem do texto mais fluida. Quando é utilizada, o uso da vírgula torna-se 
necessário. 
A zeugma é utilizada na linguagem informal, e também é empregada em diversos textos poéticos e 
musicais. 
 
Exemplos 
 
Confira exemplos de frases literárias e musicais em que a zeugma foi utilizada: 
 
• “O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca.” (Raul Pompeia) 
• “Um deles queria saber dos meus estudos; outro, se trazia coleção de selos.” (José Lins do Rego). 
• “A vida é um grande jogo e o destino, um parceiro temível.” (Érico Veríssimo) 
• “Pensaremos em cada menina/que vivia naquela janela;/uma que se chamava Arabela,/outra que se 
chamou Carolina.” (Cecília Meireles) 
• “O meu pai era paulista/Meu avô, pernambucano/O meu bisavô, mineiro/Meu tataravô, baiano.” 
(Chico Buarque) 
 
Zeugma e Elipse: Diferenças 
 
É muito comum haver confusão entre as duas figuras de sintaxe: zeugma e elipse. No entanto, elas 
apresentam diferenças. 
Para muito estudiosos do tema, a zeugma é considerada um tipo de elipse, visto que também é 
empregada por meio da omissão de um ou mais termos na oração. 
A elipse é a omissão de um ou mais termos do discurso que não foram expressos anteriormente. Mas 
estes são facilmente identificáveis pelo interlocutor (receptor). Já na zeugma, os termos já foram 
mencionados antes no discurso. 
 
Confira abaixo os exemplos: 
 
• Ficamos ansiosos com o resultado. (pelo conjugação verbal podemos identificar a omissão do 
pronome “nós”.) – elipse 
• Joaquim comprou duas calças, eu uma. (omissão do verbo no segundo período: comprei). – 
zeugma 
 
Curiosidade 
 
Do grego, o termo “zeygma” significa “ligação”. 
 
Hipérbato 
 
Alteração da ordem direta da oração. 
 
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.) 
O hipérbato ou inversão é uma figura de sintaxe que faz parte das figuras de linguagem. Ele é 
caracterizado pela inversão brusca da ordem direta dos termos de uma oração ou período. 
Na construção usual da língua, a ordem natural dos termos da oração vem posicionada dessa maneira: 
sujeito + predicado + complemento. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Sendo assim, o hipérbato interfere na estrutura gramatical, invertendo a ordem natural dos termos da 
frase. Por exemplo: Feliz ele estava. Na ordem direta a frase ficaria: Ele estava feliz. 
Note que o uso do hipérbato pode comprometer muitas vezes o entendimento, ou mesmo gerar 
ambiguidade. 
 
Anástrofe e Sínquise 
 
Outras figuras de sintaxe que invertem os termos da frase são: a anástrofe e a sínquise. 
A anástrofe é uma inversão suave dos termos frasais. Já a sínquise é uma inversão mais acentuada e 
que pode prejudicar o entendimento do período. 
Por esse motivo, a anástrofe e a sínquise são consideradas por diversos estudiosos como tipos de 
hipérbato. 
 
Hipérbato e Anacoluto 
 
Muitas vezes o hipérbato é confundido com o anacoluto, no entanto eles são diferentes. O anacoluto 
apresenta uma irregularidade gramatical na estrutura gramatical do período, mudando de maneira 
repentina a estrutura da frase. 
 
Exemplo: Ele, parece que está passando mal. 
Dessa maneira, temos a impressão de que o pronome “ele” não exerce sua função sintática 
corretamente visto a pausa do período. E de fato, ele não possui relação sintática com os outros 
termos da frase. 
O anacoluto altera, portanto, a sequência lógica do plano sintático dos termos da frase, o que não 
ocorre no hipérbato. 
Já o hipérbato não é marcado por uma pausa, e sim pela inversão sintática dos termos da frase. 
 
Exemplos de Hipérbato 
 
Tanto na literatura, como namúsica, o hipérbato é usado muitas vezes para auxiliar na rima e 
sonoridade dos versos. 
Mas lembre-se que também utilizamos essa figura de linguagem no cotidiano, por exemplo: 
 
• Está pronta a comida. (na ordem direta: a comida está pronta) 
• Morreu meu vizinho (na ordem direta: meu vizinho morreu) 
 
Hipérbato na Música 
 
O hino nacional brasileiro é um exemplo notório em que o hipérbato foi utilizado muitas vezes. Analise 
abaixo os trechos: 
 
• “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante” 
• “E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, /Brilhou no céu da Pátria nesse instante.” 
 
Ordem direta do primeiro trecho: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um 
povo heroico. 
Ordem direta do segundo trecho: O sol da Liberdade brilhou em raios fúlgidos no céu da Pátria nesse 
instante. 
 
Hipérbato na Literatura 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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O hipérbato é utilizado com fins estilísticos para dar maior ênfase ou expressividade à linguagem 
literária. 
“Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada/E triste, e triste e fatigado eu vinha. /Tinhas a alma de sonhos 
povoada, /E alma de sonhos povoada eu tinha...” (Olavo Bilac) 
Na ordem direta, o poema de Olavo Bilac ficaria: E eu vinha triste, e triste e fatigado/ Tinhas a alma 
povoada de sonhos/ E eu tinha a alma povoada de sonhos. 
“Aquela triste e leda madrugada, /cheia toda de mágoa e de piedade, /enquanto houver no mundo 
saudade, /quero que seja sempre celebrada.” (Luís de Camões) 
Na ordem direta o primeiro verso do soneto de Camões ficaria: aquela madrugada triste e leda. 
 
Polissíndeto 
 
Uso repetido de conectivos. 
 
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes. 
O polissíndeto é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe. 
Ele é caracterizado pelo uso de síndetos, ou seja, de elementos conectivos (conjunções) nos períodos 
compostos. 
o polissíndeto forma as orações coordenadas sindéticas sendo que os elementos mais utilizados são: 
e, ou, nem. 
Essa figura de sintaxe é muito utilizada como recurso estilístico, sobretudo nos textos poéticos e 
musicais. 
Esse uso repetitivo das conjunções dá uma ideia de acréscimo, sucessão e continuidade, oferecendo 
mais expressividade ao texto. 
 
Exemplos 
 
Confira abaixo alguns exemplos de frases com polissíndeto na música e na poesia: 
 
• “As ondas vão e vem/ E vão e são como o tempo.” (Música “Sereia” de Lulu Santos) 
• “Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ índios e padres e bichas, negros e 
mulheres/E adolescentes fazem o carnaval.” (Música “Podre Poderes” de Caetano veloso) 
• “Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,/Porque o presente é todo o passado e 
todo o futuro.” (Ode Triunfal de Fernando Pessoa) 
• “Do claustro, na paciência e no sossego,/Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!” (“A um poeta” de 
Olavo Bilac) 
 
Polissíndeto e Anáfora 
 
A anáfora é uma figura de sintaxe que também está relacionada com a repetição. 
O que a difere do polissíndeto é que essa repetição pode ser de palavras ou expressões, e não 
somente de elementos conectivos. Geralmente, a anáfora aparece no início das frases. 
Para compreender melhor, veja abaixo um exemplo de anáfora e polissíndeto: 
"E o olhar estaria ansioso esperando 
E a cabeça ao sabor da mágoa balançando 
E o coração fugindo e o coração voltando 
E os minutos passando e os minutos passando..." 
("O olhar para trás", Vinícius de Moraes) 
Acima, temos um exemplo em que as duas figuras de linguagem estão presentes por meio da 
repetição da conjunção "e". 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Curiosidade: Você Sabia? 
 
Do grego, o termo “polysýndeton” é formado pelo vocábulo “polýs” (muitos) e pelo verbo “syndéo” (unir, 
ligar). Sendo assim, a palavra polissíndeto significa “muitas ligações”. 
 
 
Assíndeto 
 
Omissão de conectivos. É o contrário do polissíndeto. 
 
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios. 
O assíndeto é uma figura de linguagem, mais precisamente umafigura de sintaxe. Ela é caracterizada 
pela ausência de síndeto. 
O síndeto, nesse caso, é uma conjunção coordenativa utilizada para unir termos nas orações 
coordenadas. 
Logo, o assíndeto corresponde a uma figura de sintaxe marcada pela omissão de conjunções 
(conectivos) nos períodos compostos. 
Geralmente, no lugar dos conectivos são colocados vírgula ou ponto e vírgula, criando assim orações 
coordenadas assindéticas. 
Além de ser utilizada na linguagem oral, o assíndeto é empregado como recurso estilístico nos textos 
poéticos e musicais com o intuito de aumentar a expressividade, bem como enfatizar alguns termos da 
oração. 
 
Exemplos de Assíndeto 
 
• “Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado, se quiser voar. Pra lua, a taxa é 
alta. Pro sol: identidade.” (música “Carimbador Maluco” de Raul Seixas) 
• “Por você eu largo tudo. Vou mendigar, roubar, matar./ Que por você eu largo tudo. Carreira, 
dinheiro, canudo.” (música “Exagerado” de Cazuza) 
• “Nascendo, rompendo, rasgando, E tomando meu corpo e então...Eu... chorando, sofrendo, 
gostando, adorando.” (música “Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)” de Gonzaguinha) 
• “A tua raça de aventura quis ter a terra, o céu, o mar/A tua raça quer partir, guerrear, sofrer, vencer, 
voltar.” (“Epigrama nº 7” de Cecília Meireles) 
• “Tive ouro, tive gado, tive fazendas.” (“Confidência do Itabirano” de Carlos Drummond de Andrade) 
• “Era impossível saber onde se fixava o olho de padre Inácio, duro, de vidro, imóvel na órbita escura. 
Ninguém me viu. Fiquei num canto, roendo as unhas, olhando os pés do finado, compridos, chatos, 
amarelos.” (“Angústia” de Graciliano Ramos) 
 
Assíndeto e Polissíndeto: Diferenças 
 
Enquanto o assíndeto é determinado pela omissão de uma conjunção (síndeto), o polissíndeto é 
marcado pela repetição da conjunção coordenativa (conectivo). 
 
Exemplos: 
 
• Maria correu, pegou o ônibus, foi para o trabalho. (Assíndeto) 
• Maria correu e pegou o ônibus e foi para o trabalho. (Polissíndeto) 
Saiba mais sobre os Conectivos. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Curiosidade: Você sabia? 
 
Do grego, o vocábulo “asýndetos” é composto pelo “a”, que indica uma negação, e pelo verbo 
“syndéo”, que significa “unir”, “ligar”. Portanto, o termo assíndeto significa a ausência de ligação. 
 
 
Anacoluto 
 
Mudança repentina na estrutura da frase. 
 
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando zonzo.) 
O anacoluto é uma figura de linguagem que está relacionada com a sintaxe das frases. Por esse 
motivo, é chamada de figura de sintaxe. 
Ele é caracterizado por alterar a sequência lógica da estrutura da frase por meio de uma pausa no 
discurso. Assim, o anacoluto realiza uma “interrupção” na estrutura sintática da frase. 
Note que as figuras de linguagem são muito utilizadas nos textos poéticos. Isso porque elas oferecem 
maior expressividade ao texto. 
No caso do anacoluto, na maioria das vezes, ele enfatiza uma ideia ou mesmo uma pessoa do 
discurso. 
Normalmente, o termo inicial fica “solto” na frase sem apresentar uma relação sintática com os outros 
termos. Por exemplo: Meu vizinho, soube que ele está no hospital. 
A expressão "meu vizinho" parece ser o sujeito da oração, mas quando terminamos a frase podemos 
constatar que ele não possui essa função sintática estabelecida. 
Além de ser usado na linguagem literária e musical, o anacoluto é utilizado na linguagem coloquial 
(informal). Na linguagem cotidiana ele é empregado pela espontaneidade típica desses tipos de 
discursos. 
Para compreender melhor essa figura de sintaxe, veja abaixo alguns exemplos: 
 
Exemplos 
 
Anacoluto na Linguagem Oral 
 
• Eu, acho que estou passando mal. 
• Nora, lembro dela sempre que chego aqui. 
• A vida, não sei como será sem ele. 
• Crianças,como são difíceis de lidar. 
• Lúcia, ouvi dizer que está viajando. 
• Portugal, quantas lembranças tenho. 
 
Anacoluto na Literatura 
 
• “Eu, que era branca e linda, eis-me medonha e escura.” (Manuel Bandeira) 
• “Eu, porque sou mole, você fica abusando.” (Rubem Braga) 
• “O relógio da parede eu estou acostumado com ele, mas você precisa mais de relógio do que eu”. 
(Rubem Braga) 
• “Umas carabinas que guardavam atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de tão 
imprestáveis.” (José Lins do Rego) 
• “A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha.” (Camilo Castelo Branco) 
• “E o desgraçado tremiam-lhe as pernas, sufocando-o a tosse.” (Almeida Garret) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Figuras de Sintaxe 
 
Além do anacoluto, outras figuras de sintaxe (ou de construção) que interferem na estrutura gramatical 
das frases são: 
 
• Elipse 
• Zeugma 
• Hipérbato 
• Silepse 
• Assíndeto 
• Polissíndeto 
• Anáfora 
• Pleonasmo 
 
Pleonasmo 
 
Repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado. 
 
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.) 
O pleonasmo é uma figura ou um vício de linguagem que acrescenta uma informação desnecessária 
ao discurso, seja de maneira intencional ou não. 
Do Latim, o termo “pleonasmo” significa superabundância. 
 
Classificação 
 
O pleonasmo é classificado de duas maneiras segundo a intenção do enunciador do discurso: 
Pleonasmo Vicioso 
Também chamado de redundância, o pleonasmo vicioso é utilizado como vício de linguagem. 
Nesse caso, ele é um erro sintático não intencional que a pessoa comete por desconhecimento das 
normas gramaticais. 
Trata-se de um desvio gramatical que passa despercebido pelos falantes da língua. Note que ele é 
muito utilizado no cotidiano e na linguagem coloquial. 
 
Exemplos: 
 
• subir para cima: o verbo “subir” já indica ir para cima, elevar-se. 
• descer para baixo: o verbo “descer” já denota mover de cima para baixo, declinar. 
• entrar para dentro: o verbo “entrar” já indica passar para dentro. 
• sair para fora: o verbo “sair” é sempre passar de dentro para fora, afastar-se. 
• encarar de frente: o verbo “encarar” significa olhar de frente, de cara. Ou seja, quando encaramos, 
já estamos posicionados de frente. 
• ver com os olhos: o verbo “ver” (perceber pela vista) está intimamente relacionado com os olhos, 
uma vez que enxergamos com esse órgão 
• hemorragia de sangue: a “hemorragia” é um termo que indica derramamento de sangue. Quando 
utilizamos essa palavra, não é necessário utilizar o vocábulo sangue. 
• multidão de pessoas: a palavra “multidão” já determina um grande agrupamento de pessoas. 
• surpresa inesperada: a palavra “surpresa” já indica algo inesperado. 
• outra alternativa: a palavra “alternativa” denota outra escolha dentre duas ou mais opções. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Pleonasmo Literário 
 
Já o pleonasmo literário (ou intencional) é usado com intenção poética de oferecer maior 
expressividade ao texto. Assim, nesse caso ele é considerado uma figura de linguagem. 
Em outras palavras, o pleonasmo literário é utilizado intencionalmente como recurso estilístico e 
semântico para reforçar o discurso de seu enunciador. Observe que nesse viés, o escritor tem 'licença 
poética' para fazer essa ligação. 
 
Exemplos: 
 
• “E rir meu riso e derramar meu pranto” (Vinicius de Moraes) 
• “E ali dançaram tanta dança” (Chico Buarque e Vinicius de Moraes) 
• “Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã” (Chico Buarque) 
• “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa) 
• “Morrerás morte vil na mão de um forte” (Gonçalves Dias) 
• “Quando com os olhos eu quis ver de perto” (Alberto de Oliveira) 
• “Chovia uma triste chuva de resignação” (Manuel Bandeira) 
 
Vícios de Linguagem 
 
Os Vícios de Linguagem são desvios das normas gramaticais que podem ocorrer por descuido do 
falante ou por desconhecimento das regras da língua. 
Tratam-se de irregularidades que ocorrem no dia-a-dia, das quais se destacam: pleonasmo, 
barbarismo, ambiguidade, solecismo, estrangeirismo, plebeísmo, cacofonia, hiato, eco e colisão. 
 
Silepse 
 
Concordância com o que se entende e não com o que está implícito. Há silepse de gênero, de número 
e de pessoa. 
 
Exemplos: 
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade 
de São Paulo.) 
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioriados 
clientes ficou insatisfeita com o produto.) 
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de 
eles: Todos terminaram os exercícios) 
A silepse é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de sintaxe (ou de construção). 
Isso porque ela está intimamente relacionada com a construção sintática das frases. 
A silepse é empregada mediante a concordância da ideia e não do termo utilizado na frase. Dessa 
forma, ela não obedece as regras de concordância gramatical e sim por meio de uma concordância 
ideológica. 
 
Classificação 
 
Dependendo do campo gramatical que ela atua, a silepse é classificada em: 
 
• Silepse de Gênero: quando há discordância entre os gêneros (feminino e masculino); 
• Silepse de Número: quando há discordância entre o singular e o plural; 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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• Silepse de Pessoa: quando há discordância entre o sujeito, que aparece na terceira pessoa, e o 
verbo, que surge na primeira pessoa do plural. 
 
Exemplos 
 
Para compreender melhor, confira abaixo exemplos de silepse: 
 
• Silepse de Gênero: A velha São Paulo cresce a cada dia. 
• Silepse de Número: O povo se uniu e gritavam muito alto nas ruas. 
• Silepse de Pessoa: Todos os pesquisadores estamos ansiosos com o congresso. 
No primeiro exemplo, notamos a união dos gêneros masculino (São Paulo) e feminino (velha). 
No segundo exemplo, o uso do singular e plural denota o uso da silepse de número: povo (singular) e 
gritavam (plural). 
No terceiro exemplo, o verbo não concorda com o sujeito, e sim com a pessoa gramatical: 
pesquisadores (terceira pessoa); estamos (primeira pessoa do plural).. 
 
Anáfora 
 
Repetição de uma ou mais palavras de forma regular. 
 
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui 
sempre para você. 
A anáfora é uma figura de linguagem que está intimamente relacionada com a construção sintática do 
texto. Por esse motivo, ela é chamada de figura de sintaxe. 
A anáfora ocorre por meio da repetição de termos no começo das frases (ou dos versos). É um recurso 
estilístico muito utilizado pelos escritores na construção dos versos com o intuito de intensificar uma 
expressão. 
 
Exemplos 
 
A anáfora é muito utilizada na poesia, na música e nas propagandas publicitárias. Veja abaixo alguns 
exemplos: 
 
Anáfora na Música 
 
"É o pau, é a pedra, é o fim do caminho 
É um resto de toco, é um pouco sozinho 
É um caco de vidro, é a vida, é o sol 
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol 
É peroba no campo, é o nó da madeira" 
(Trecho da música “Águas de Março” de Tom Jobim) 
 
Anáfora na Literatura 
 
"É preciso casar João, 
é preciso suportar, Antônio, 
é preciso odiar Melquíades 
é preciso substituir nós todos. 
É preciso salvar o país, 
é preciso crer em Deus, 
é preciso pagar as dívidas, 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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é preciso comprar um rádio, 
é preciso esquecer fulana. 
É preciso estudar volapuque, 
é preciso estar sempre bêbado, 
é preciso ler Baudelaire, 
é preciso colher as flores 
de que rezam velhos autores. 
É preciso viver com os homens 
é preciso não assassiná-los, 
é preciso ter mãos pálidas 
e anunciar O FIM DO MUNDO." 
(“Poema da Necessidade” de Carlos Drummond de Andrade) 
Anáfora naPublicidade 
"Tá na moda. Tá na mão, tá na C&A." (Publicidade da C&A - loja de vestuário) 
 
Anáfora e Catáfora: Diferenças 
 
Além da figura de linguagem anáfora, temos também a anáfora como mecanismo de coesão textual. 
Nesse caso, ela retoma um componente textual, ou seja, faz referência a uma informação que já fora 
mencionada no texto. Ela pode ser chamada de elemento anafórico. 
Por sua vez, a catáfora antecipa um componente textual, sendo chamada de elemento catafórico. 
 
Figuras de Som 
 
Aliteração 
 
Repetição de sons consonantais. 
 
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
A aliteração é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de som (ou de harmonia). 
É definida pela repetição de fonemas consonantais num enunciado. Isso significa que esses sons 
podem ser parecidos ou iguais e, geralmente, estão localizados no início ou no meio da palavra. 
A aliteração produz um efeito sonoro interessante, marcando o ritmo e sugerindo alguns sons 
semelhantes às palavras que compõem o texto. 
Sendo assim, a aliteração é um recurso linguístico muito utilizado nos textos poéticos para enfatizar 
determinado som oferecendo maior expressividade ao texto. 
 
Exemplos de Aliteração 
 
Confira abaixo alguns trechos que utilizam a aliteração. 
 
• “Vozes veladas, veludosas vozes,/Volúpias dos violões, vozes veladas/Vagam 
nos velhos vórtices velozes/Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Souza) – repetição da 
consoante “v”. 
• “Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.” (Luís de Camões) – repetição da consoante “v”. 
• “O rato roeu a roupa do rei de Roma.” (provérbio popular) – repetição da consoante “r”. 
• “Quem com ferro fere com ferro será ferido.” (provérbio popular) – repetição da consoante “f”. 
• “O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.” (provérbio popular) – 
repetição da consoante “s”. 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Paronomásia 
 
Repetição de palavras cujos sons são parecidos. 
 
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo, 
cavalheiro = homem gentil) 
A paronomásia é uma figura de linguagem que está definida na categoria de figuras de som. 
Isso porque ela está relacionada com a sonoridade das palavras. Dessa forma, ela utiliza os parônimos 
para enfatizar uma ideia e por isso recebe esse nome. 
Lembre-se que as palavras parônimas apresentam sonoridade e são escritas de forma semelhante. 
Mas o significado delas é muito diferente. 
Geralmente a paronomásia é utilizada em textos literários, mas também pode ser usada na linguagem 
oral e popular. 
 
Palavras Parônimas 
 
As palavras parônimas se assemelham no som e escrita. Mas fique atento, pois um erro pode 
causar grande confusão. Veja abaixo algumas palavras parônimas: 
 
• Absolver (perdoar) e absorver (aspirar) 
• Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico) 
• Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar) 
• Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil) 
• Delatar (denunciar) e dilatar (alargar) 
• Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos) 
• Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião (brinquedo) 
 
Exemplos de Frases com Paronomásia 
 
• Eu vou te delatar se você não dilatar a pupila. 
• Aprendeu nas aulas por meio da apreensão dos conhecimentos. 
• José é um cavaleiro da fazenda muito cavalheiro. 
• O docente aplicou a prova essa tarde para os discentes. 
• Durante seu descanso o peão jogava pião com seus colegas. 
 
Obs: O trava-línguas é um tipo de parlenda que faz parte da literatura popular. Um dos recursos 
estilístico utilizado para dificultar o falante na recitação da frase é a paronomásia, por exemplo: "Fia, fio 
a fio, fino fio, frio a frio". 
Nesse caso, além da aproximação de palavras semelhantes, temos também a repetição da consoante 
"f" e da vogal "o". Portanto, o uso das figuras de som: aliteração e assonância. 
 
Assonância 
 
Repetição de sons vocálicos. 
 
Exemplo: 
"O que o vago e incógnito desejo 
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa) 
A assonância é um tipo de figura de linguagem, chamada de figura de som ou harmonia. Ela é 
caracterizada pela repetição harmônica de sons vocálicos (vogais) numa frase. 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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É um recurso estilístico muito utilizado na literatura, na música e nos provérbios populares. Ela oferece 
maior expressividade ao texto por meio da intensificação da musicalidade e do ritmo. 
Além da assonância, as figuras de som mais importantes são: aliteração, paronomásia, onomatopeia. 
 
Exemplos 
 
Confira abaixo dois exemplos de assonância na música: 
“Juro que não acreditei, eu te estranhei/Me debrucei sobre teu corpo e duvidei/E me arrastei e te 
arranhei/E me agarrei nos teus cabelos” (Atrás da Porta – Chico Buarque) – repetição das vogais “ei”. 
“Meu amor/O que você faria/Se só te restasse esse dia?/Se o mundo fosse acabar/Me diz o que você 
faria” (O que você faria – Lenine) – repetição das vogais “ia”. 
 
Aliteração e Assonância 
 
Quanto às figuras de som, há duas que geram maior confusão. São elas a aliteração e a assonância. 
Enquanto a assonância é a repetição de vogais, a aliteração é a repetição de consoantes. Para 
clarificar melhor, veja abaixo os exemplos: 
 
• Aliteração: “O pato pateta pintou o caneco” (Vinícius de Moraes) – repetição das consoantes “p” e 
“t”. 
• Assonância: “Minha foz do Iguaçu/Pólo sul, meu azul/Luz do sentimento nu(Djavan) – repetição da 
vogal “u”. 
 
Há muitos casos em que elas são utilizadas num mesmo verso ou frase, por exemplo: 
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse…/O sol, celestial girassol, esmorece…/E as 
cantilenas de serenos sons amenos/Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos…” (Eugênio de Castro) 
No exemplo acima notamos o uso de ambas figuras de som. A aliteração dos fonemas “ss” e “c”, além 
da repetição das consoantes “f”. Já a assonância é marcada pela repetição das vogais tônicas “e”. 
 
Onomatopeia 
 
Inserção de palavras que imitam sons. 
 
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio. 
A Onomatopeia é uma figura de linguagem que reproduz fonemas ou palavras que imitam os sons 
naturais, quer sejam de objetos, de pessoas ou de animais. 
Esse recurso aumenta a expressividade do discurso, motivo pelo qual é muito utilizado na literatura e 
nas histórias em quadrinhos. 
Exemplo de onomatopeia nos quadrinhos 
 
Também é muito empregada nos textos enviados pela internet. São exemplos os fonemas que 
expressam, por exemplo, o som do riso: “hahahaha, kkkkkk, rsrsrs”. 
Do grego o termo “onomatopeia” (onomatopoiía) é formado pelos vocábulos “onoma” (nome) e “poiein” 
(fazer”) o qual significa “criar ou fazer um nome”. 
 
Exemplos 
 
Segue abaixo lista das principais onomatopeias: 
 
• Ratimbum: som de instrumentos musicais (Ra = caixa, tim = pratos, bum = bombo) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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• Tic-tac: som do relógio 
• Toc-toc: som de bater na porta 
• Sniff sniff: som de pessoa triste, chorando 
• Buááá: ruído de choro 
• Atchim: barulho de espirro 
• Uhuuu: grito de felicidade ou adrenalina 
• Aaai: grito de dor 
• Cof-cof: som de tosse 
• Urgh: referente ao nojo 
• Nhac: ruído de mordida 
• Aff: som que expressa tédio e raiva 
• Grrr: som de raiva 
• Zzzz: som de homem ou animal dormindo 
• Tchibum: som de mergulho 
• Tum-tum: batidas do coração 
• Plaft: som de queda 
• Bum: ruído de explosão 
• Crash: som de batida 
• Smack: som de beijo 
• Au Au: som do cachorro 
• Miau: som do gato 
• Cocóricó: som do galo cantando 
• Piu-piu: som do passarinho 
• Vrum-vrum: som de motor (moto, carro, etc.) 
• Bang-bang: som de tiro 
• Bi-bi: som de buzina 
• Din-don: som da campainha 
• Blém-blém: badalar dos sinos 
• Trrrim-trrrim: ruído de telefone tocando 
 
Confira na tabela abaixo o que diferencia cadauma das figuras de linguagem, bem como cada um dos 
seus tipos. 
 
Figuras de 
Palavras ou 
semânticas 
Figuras de Pensamento 
Figuras de Sintaxe ou 
construção 
Figuras de Som ou 
harmonia 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação 
através das 
palavras. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através da 
combinação de ideias e 
pensamentos. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação através da 
inversão, repetição ou 
omissão dos termos na 
construção das frases. 
Produzem maior 
expressividade à 
comunicação 
através da 
sonoridade. 
• metáfora 
• comparação 
• metonímia 
• hipérbole 
• eufemismo 
• litote 
• elipse 
• pleonasmo 
• zeugma 
• aliteração 
• paronomásia 
• assonância 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
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Figuras de 
Palavras ou 
semânticas 
Figuras de Pensamento 
Figuras de Sintaxe ou 
construção 
Figuras de Som ou 
harmonia 
• catacrese 
• sinestesia 
• perífrase ou 
antonomásia 
• ironia 
• personificação ou 
prosopopeia 
• antítese 
• paradoxo ou oxímoro 
• gradação ou clímax 
• apóstrofe 
• hipérbato 
• silepse 
• polissíndeto 
• assíndeto 
• anacoluto 
• anáfora 
• onomatopeia 
 
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 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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1. LÍNGUA E FALA 
A) LINGUAGEM, COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO 
Quando duas pessoas se comunicam e interagem entre si, dizemos que eles assumem papeis de 
interlocutores no ato comunicativo. 
Interlocutores são as pessoas que participam do processo de interação humana. 
Para se comunicar e interagir, as pessoas fazem uso da linguagem. 
Linguagem é o processo de interação comunicativa que se constitui pela construção. 
A fala, os gestos, o desenho, a pintura, a música, a dança, o código morse, o código de trânsito, o 
código dos surdos, o código telegráfico, tudo isso é linguagem. 
Linguagem verbal é aquela cuja unidade é a palavra; já as linguagens não verbais têm unidade 
diferentes da palavra, como o gesto, a imagem, a nota musical, etc. Existem também as 
linguagens mistas, que combinam unidades próprias de diferentes linguagens. 
Que tipo de linguagem veicula com maior rapidez uma informação? Por quê? 
1.1 O Código 
Código é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a transmissão de 
mensagens 
Língua é um tipo de código formado por palavras e leis combinatórias por meio do qual as 
pessoas de uma comunidade se comunicam e interagem entre si. 
2. VARIEDADES LINGUISTICAS 
1.2 As Variedades Linguísticas 
Cada um de nós começa a aprender sua língua em casa, em contato com a família, imitando o que 
ouve e apropriando-se, aos poucos, do vocabulário e das leis combinatórias da língua. Nós vamos, 
também, treinando nosso aparelho fonador ( a língua, os lábios, os dentes, os maxilares, as cordas 
vocais) para produzir sons que se transformam em palavras, em frase e em textos inteiros. 
Em contato com outras pessoas, na rua, na escola, no trabalho, observamos que nem todos falam 
como nós. Há pessoas que falam de modo diferente por serem de outras cidades ou regiões do país, 
ou por terem idade diferente da nossa, ou por fazerem parte de outro grupo ou classe social. Essas 
diferenças no uso da língua constituem as variedades Linguísticas. 
Variedades Linguísticas são variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições 
sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. 
TEXTO E DISCURSO 
Um texto é uma mensagem oral ou escrita. pelo menos é neste sentidop que tomaremos aqui o 
termo. 
Quanto a discurso – termo tomado em mais de um sentido por professores e pesquisadores – 
significa aqui processo de produção e de interpretação do texto. Um estudo da linguagem sensível ao 
discurso, neste sentido do termo, é aquele que não se limita ao texto em si, levando em conta as 
circunstâncias em que ele é produzido e interpretado, a saber, a cultura em que ele se insere, o perfil 
do emissor e do receptor, o momento histórico, o tipo de texto ( literário, didático, científico, 
burocrático, jurídico etc.), o canal utilizado ( televisão, rádio, jornal, telefone, faz, e-mail, a pura e 
simples conversa tête-a tête etc.) 
3. O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO 
A) ESTUDO INSTRUMENTAL E PRÁTICO DA LINGUA PORTUGUESA 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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3.1 EXPRESSÃO ORAL E ESCRITA 
A língua, representada por sons, palavras, frases, textos, é um material de comunicação, dependente 
de vários fatores, para, em conjunto com eles, produzir significados e estabelecer relações humanas. 
Portanto, não se isola como única a produzir entendimentos entre pessoas. Depende principalmente 
de situações (contexto) e de intenções para significar mais completamente. Um gato nem sempre é 
um felino; às vezes, uma pessoa bonita, o namorado de alguém; às vezes, pode se dirigir a alguém 
quando furta alguma coisa; em outras, pode designar uma ligação elétrica clandestina. 
3.2 NÍVEIS E MODALIDADES DA LÍNGUA 
É por depender de situações e de intenções, principalmente, que a língua apresenta variações, 
dentro de suas modalidades básicas, a oral e a escrita. Como se sabe, essas duas modalidades 
apresentam entre si diferentes níveis, desde o vulgar, passando pelo descontraído, pelo formal, em 
ambas as modalidades, até o considerado mais nobre, o literário, na escrita. 
Kury (1972) apresenta um quadro das variações socioculturais com as duas modalidades de língua, 
oral e escrita, cada qual com quatro diferentes níveis e registros: 
• Modalidade falada – vulgar, coloquial corrente, coloquial culto e ultraformal 
• Modalidade escrita – vulgar, descontraído, formal e literário. 
Modalidade Falada 
Vulgar – próprio dos falantes sem instrução, analfabetos e semi-analfabetos, bem como dos 
elementos marginais da sociedade, e usado igualmente pelos que os imitam. É neste registro que se 
mesclam mais habitualmente os modismos grupais – e também os termos chulos, grosseiros, de 
calão. As normas e padrão de correção geralmente aceitos pela comunidade sãototalmente 
ignorados. 
Coloquial corrente (descontraído) – é registro da linguagem familiar, corrente, usada pela maioria 
dos membros de uma comunidade linguística, nas situações informais, na maior parte das situações 
da vida social. É uma linguagem despreocupada, espontânea, nada ou pouco fiscalizada quanto à 
correção – em suma, a linguagem de todas as horas. 
Coloquial culto – “da linguagem cuidada, tensa, fiscalizada quanto à correção, seguindo os padrões 
gramaticais geralmente aceitos. É uma ‘lingua de paletó e gravata’, empregada pelas pessoas 
educadas, em circunstâncias algo formais, como por exemplo uma sala de aulas, uma reunião 
profissional, uma palestra dirigida ao público em geral, uma conversa não descontraída entre pessoas 
de instrução. Devidamente utilizada, a língua culta não foge à naturalidade, o que não acontece no 
registro seguinte.” 
Ultraformal – “em que, pelo fato de se imitar servilmente a língua literária conservadora, a fala tem 
certo sabor antiquado, e soa como artificial, rebuscada. Há preocupação extrema com a correção 
gramatical, o usuário parece trajar sempre casaca ou fraque... ( dos modelos mais quadrados...). È a 
linguagem de conferências e discursos empolgados cerimoniosos e empolgados, de certas reuniões 
acadêmicas, excessivamente formais, e dos puristas em geral – um tanto fora da realidade, em 
suma.” 
A) MODALIDADE ESCRITA 
Vulgar – “de pessoas sem instrução, apenas alfabetizadas, obrigadas em certas circunstâncias a 
escrever, a expressão vem carregada de formas pertencentes ao registro vulgar da modalidade oral, 
consideradas como desvios da norma vigente para a língua escrita. Situam-se neste nível, por 
exemplo, um recado ou bilhete apressado, o orçamento de um serviço doméstico, cartazes, avisos 
improvisados, tabuletas, pedido, solicitações etc., e mesmo os escritos daqueles que, em certas 
seções da imprensa, intencionalmente imitam o linguajar das classes baixas”. 
Descontraído – “de que o melhor exemplo é a correspondência íntima, mesmo entre pessoas de 
instrução. Sofre duas influências antagônicas: a da língua coloquial corrente [portanto oral] e a língua 
escrita formal (nível seguinte), do que resulta o seu caráter misto, um tanto híbrido, de um lado, termo 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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e expressões familiares, inclusive de gíria, com o desrespeito, muitas vezes voluntário, de certas 
normas de gramática, de outro, pelo próprio lastro cultural de quem escreve, surgem termos e 
construções eruditos, determinados pelo próprio assunto versado. É a crônica, muitas vezes, 
excelente exemplo da utilização deste registro” 
Formal – “em que, sem intuito específico, é visível a preocupação de se seguir a norma gramatical. 
Neste registro se redigem (ou pelo menos deveriam redigir-se) as leis e outros atos oficiais, livros 
didáticos e científicos, ensaios, etc. É nesta variante da língua escrita que o aluno deve ser 
progressivamente levado a expandir-se – dura tarefa para o professor de Português, dificultada cada 
vez mais, hoje em dia, pelo relaxamento crescente da boa expressão escrita, graças, em grande 
parte, à invasão progressiva e avassaladora dos meios não verbais (televisão, cartazes de 
propaganda, quadrinhos etc.).” 
Literário – “o nível mais alto da língua escrita, de finalidade estética, buscando cingir-se às normas 
vigentes (mal formuladas ainda, no seu todo), e que se diversifica atualmente em duas grandes 
correntes: 
a) a corrente conservadora, tradicionalista (...) que à sensibilidade da maioria dos brasileiros soa bem 
antiquada e artificial; 
b) a corrente renovadora, que procura aproximar a língua literária da oralidade expressiva e 
incorpora termos e sobretudo construções de há muito vigorantes nessa, e que a corrente 
conservadora evita ciosamente. Vão-se utilizando cada vez mais os torneios expressivos da língua 
viva, que assim vai contribuindo para renovar permanentemente a língua escrita, injetando-lhe nova 
seiva. 
Nesta corrente há uma ramificação que podemos chamar revolucionária, de caráter experimental, 
esteticamente das mais válidas, sem a menor dúvida, mas que, pelo fato de fugir deliberadamente da 
norma em vigor, não pode indicar-se para modelo. Mário de Andrade e Guimarães Rosa pós-
Sagarana podem exemplificar esta variante” 
Bibliografia Básica: 
GARCIA, Othon. Comunicação em Prosa Moderna. 17ª ed. Rio de janeiro: Fundação Getúlio 
Vargas, 1996. 
Machado, Leo Bárbara. A Conversação. Rio de janeiro: UFRJ, caderno de pós-graduação em 
Linguística do Texto., 2000. 
4. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO 
Estes dois conceitos são muito fáceis de entender se lembrarmos que duas partes distintas, mas 
interdependentes, constituem o signo linguístico: o significante ou plano da expressão - uma parte 
perceptível, constituída de sons - e o significado ou plano do conteúdo - a parte inteligível, o conceito. 
Por isto, numa palavra que ouvimos, percebemos um conjunto de sons ( o significante), que nos faz 
lembrar de um conceito (o significado). 
A denotação é justamente o resultado da união existente entre o significante e o significado, ou entre 
o plano da expressão e o plano do conteúdo. A conotação resulta do acréscimo de outros significados 
paralelos ao significado de base da palavra, isto é, um outro plano de conteúdo pode ser combinado 
ao plano da expressão. Este outro plano de conteúdo reveste-se de impressões, valores afetivos e 
sociais, negativos ou positivos, reações psíquicas que um signo evoca. 
Portanto, o sentido conotativo difere de uma cultura para outra, de uma classe social para outra, de 
uma época a outra. Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente a 
mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no prestígio 
que cada uma delas evoca. 
Desta maneira, podemos dizer que os sentidos das palavras compreendem duas ordens: referencial 
ou denotativa e afetiva ou conotativa. 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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A palavra tem valor referencial ou denotativo quando é tomada no seu sentido usual ou literal, isto 
é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é objetivo, explícito, constante. Ela designa ou 
denota determinado objeto, referindo-se à realidade palpável. 
 
Além do sentido referencial, literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais, 
conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras idéias associadas, de ordem abstrata, 
subjetiva. 
 
O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e conotação: 
 
a) Exemplos de conotação e denotação (textos 1 e 2) 
 
Nas receitas abaixo, as palavras têm, na primeira, um sentido objetivo, explícito, constante; foram 
usadas denotativamente. Na segunda, apresentam múltiplos sentidos, foram usadas 
conotativamente. Observa-se que os verbos que ocorrem tanto em uma quanto em outra dissolver, 
cortar, juntar, servir, retirar, reservar - são aqueles que costumam ocorrer nas receitas; entretanto, o 
que faz a diferença são as palavras com as quais os verbos combinam, combinações esperadas no 
texto 1, combinações inusitadas no texto 2. 
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 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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b) Exemplo de texto denotativo (texto 3) 
Os textos informativos (científicos e jornalísticos), por serem, em geral, objetivos, prendem-se ao 
sentido denotativo das palavras. Vejamos o texto abaixo, em que a linguagem está estruturada em 
expressões comuns, com um sentido único. 
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 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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Texto 3 - texto técnico-científico 
 
c) Exemplo de texto conotativo (texto 4) 
Além dos poetas, os humoristas e os publicitários fazem um amplo uso das palavras no seu 
sentido conotativo, o que contribui para que os anúncios despertem a atenção dos prováveis 
consumidores e para que o dito humorístico atinja o seu objetivo de fazer rir, às vezes até com uma 
certa dose de ironia. 
Por exemplo, na propaganda de um ‘shopping’, foi usada a seguinte frase: 
Texto 4 - propaganda 
 
O anúncio tem aí um duplo sentido, pois transmite duas informações: 
1. o Rio Design Center ganhou uma nova loja - PAVIMENTO SUPERIOR -onde estão à venda pisos 
especiais; 
2. nesta loja é possível encontrar o material para piso, importado da Holanda, que se chama 
Marmoleum. 
Na frase que fecha o anúncio, desfaz-se a ambiguidade: "Venha até a (ao invés de o) Pavimento 
Superior e confira esta e outras novidades de revestimentos para pisos". Mas a frase de abertura faz 
pensar em outros sentidos: o centro comercial ganhou um novo andar, um novo pavimento, ou 
ganhou um revestimento novo em todo o seu piso, em todo o seu chão. 
d) Exemplo de conotação 
Os provérbios ou ditos populares são também um outro exemplo de exploração da linguagem no 
seu uso conotativo. Assim, "Quem está na chuva é para se molhar" equivale a "/Quando alguém 
opta por uma determinada experiência, deve assumir todas as regras e consequências decorrentes 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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dessa experiência". Do mesmo modo, "Casa de ferreiro, espeto de pau" significa O que a pessoa 
faz fora de casa, para os outros, não faz em casa, para si mesma. 
A respeito de conotação, Othon M. Garcia (1973) observa: "Conotação implica, portanto, em relação 
à coisa designada, um estado de espírito, uma opinião, um juízo, um sentimento, que variam 
conforme a experiência, o temperamento, a sensibilidade, a cultura e os hábitos do falante ou ouvinte, 
do autor ou leitor. Conotação é, assim, uma espécie de emanação semântica, possível graças à 
faculdade que nos permite relacionar coisas análogas ou semelhadas. Esse é, em essência, o traço 
característico do processo metafórico, pois metaforização é conotação". 
A Oralidade Na Gramática Do Ensino 
Preti ( 1994, p.62) confirma: 
Os meios de comunicação de massa tentam, hoje, uma aproximação entre a língua falada e a escrita, 
e, por isso, a imprensa, o radio, a tevê e o cinema servem-se, quase sempre, de uma norma comum, 
intermediária, que satisfaz ao receptor, aproximando-se de sua linguagem falada e que, por outro 
lado, não choca as tradições escritas, com obediência à ortografia oficial, etc. 
Nessa medida, tornam-se necessários o conhecimento e o domínio do papel dos elementos da 
comunicação no processo das relações sociolinguísticas, bem com as funções da linguagem. 
Tomemos as palavras de Jakobson (1970, p.123), sobre o processo e seus elementos da 
comunicação: 
O REMETENTE envia uma MENSAGEM ao DESTINATÁRIO. Para ser eficaz, a mensagem requer 
um CONTEXTO (...), apreensível pelo destinatário, e que seja verbal ou suscetível de verbalização; 
um CÓDIGO total ou parcialmente comum ao remetente e o destinatário (ou, em outras palavras, ao 
codificador e ao decodificador da mensagem); e finalmente, um CONTACTO, um canal físico e uma 
conexão psicológica entre o remetente e o destinatário, que os capacite a ambos a entrarem e 
permanecerem em comunicação. 
Remetente e destinatários são também chamados de emissor e receptor, respectivamente. 
Esses fatores da comunicação soam em geral assim representados: 
 
Esses fatores da comunicação determinam as seguintes funções da linguagem: 
• emotiva – mensagem centrada no remetente 
“Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou 
poeta” (Cecília Meireles) 
• conativa – também chamada de função apelativa. Orienta-se para o destinatário. Diferentemente 
da emotiva, que muitas vezes manifesta-se pela interjeição, a conativa, como diz Jakobson (1970, 
p.126), “encontra sua expressão mais pura no vocativo e no imperativo” 
Chegue bem em Visconde de Mauá. 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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• Fática – utilizada para testar o contato, para “prolongar ou interromper a comunicação, para verificar 
se o canal funciona (“alô, está me ouvindo?), para atrair a atenção do interlocutor ou confirmar sua 
atenção continuada.” (Jakobson, 1970, p.126) 
“entende?” 
“Não é?” 
“...tipo assim...” 
“você ta prestando atenção no que tou falando? 
• Referencial – o mesmo que função denotativa. Orienta-se para o objeto, para o referente. 
“ O Rio de Janeiro é uma grande cidade, mas apresenta sérios problemas sociais.” 
“ Chove no Nordeste” 
• Poética – o mesmo que função conotativa. Orienta-se para a mensagem. “É o enfoque da 
mensagem por ela própria” (Jakobson, 1970: 128). Valem para esta função os mesmos princípios do 
registro literário, desenvolvido na unidade anterior. 
“ Chove no meu coração”. 
• Metalinguística – orienta-se para o código. Fala da própria linguagem. Nessa medida, todo esta 
apostila, assim como todo curso, utiliza-se da metalinguagem. 
 Considerando-se a estreita relação dos elementos da comunicação com as funções da linguagem, 
eis o esquema destas: 
 
Pelo que se visualiza nas duas representações, mais o fato de que os ingredientes da comunicação 
são determinantes das funções da linguagem, juntamos os dois gráficos. 
 
É notória a influência da linguagem oral sobre a escrita. O uso repetido e crescente de certas formas 
e construções acabam por atingir a norma e provocar certas mudanças. Mas, na maioria dos casos, 
resiste-se a certas tendências, no sentido de preservar o estatuto da escrita que, pelo tempo de que 
dispõem leitor e escritor e pela possibilidade de uma visão mais crítica sobre o texto, permite a 
observação dos fatores de escolha no sentido da correção, da clareza, da estética e da comunicação 
da mensagem. A prática de uma gramática conversacional deve desenvolver-se em questões que 
respondam à pergunta feita no início desta unidade: 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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Quais as interferências da oralidade que criam dificuldades no uso da língua escrita ou que podem 
gerar novas tomadas de posição da gramática tradicional, quer modificando-se para a aceitação pela 
força do uso, quer reforçando-se no sentido de sustentar as normas existentes? 
Sendo assim, do ponto de vista prático, que aponte na direção do ensino do uso da língua, a 
gramática conversacional vai implicar os elementos de organização da língua, na fronteira entre a fala 
e a escrita, ou de todos os elementos da fala aceitos na escrita, ou toda sinalização da fala marcada 
na escrita. Neste caso, apresentamos a seguir alguns dos mecanismos da gramática conversacional. 
a) a seleção e a adequação vocabulares, que muitas vezes sofrem consequências dessa 
aproximação oral/escrita. São casos, por exemplo, de substantivos e verbos, principalmente, de 
sentido genérico, utilizados com diferentes acepções e aceitos na fala e que passam para a escrita. 
Por exemplo, a palavra coisa e seu verbo coisar; o pronome você, em vez de nós, a gente, a gente, a 
pessoa, alguém, o indivíduo; certosconectivos, sobretudo que; os verbos ter nos sentidos de 
carregar, sofrer de, hospedar, gozar etc.; pôr por vestir, depositar, arrumar, publicar etc; fazer em vez 
de construir, criar, escrever, arrumar, completar et.; dar em lugar de cobrir, encontrar, bater, publicar, 
oferecer.; 
b) a pontuação, enquanto representante da fala na escrita; 
c) a concordância, em certas dificuldades na escrita por influência da fala, neste caso, por exemplo, 
do verbo com o sujeito posposto e de toda silepse; 
d) a regência, no chamado pronome relativo universal ( a moça que eu falei ontem) e em outros 
pronomes precedidos ou não da preposição; em verbos como usufruir, desfrutar, sonhar, concordar, 
discordar, assistir etc.; em casos de regência nominal em que a norma pede preposição e o oral 
recusa, por exemplo: tenho a impressão que, tenho dúvida que; 
e) a colocação, em que predomina a tendência à próclise por influência da fala brasileira; 
f) a repetição, sobretudo de palavras, um dos traços mais marcantes da fala; 
g) os pronomes, no uso dos pessoais retos pelos oblíquos e vice-versa: entre você e eu; pra mim 
fazer; 
h) a ortografia, em certas confusões como e e i e vice-versa, por exemplo: 
empecilho, impecilho; 
impedimento, empedimento; 
tábua, taboa; 
mágoa, mágua; 
i) a morfologia na combinação agramatical de sufixo e base em certas derivadas: 
sutil, sutilidade em vez de sutileza; 
cândido, candidura em vez de candura; 
gozar, gozadeira em vez de gozação ou gozo; 
agudo, agudez/agudidez em vez de agudeza; 
j) a translineação, na separação das sílabas de certas palavras: 
tran-sa-tlân-ti-co e não trans-a-tlân-ti-co; 
bi-sa-vô e não bis-a-vô; 
su-pe-re-le-gan-te e não su-per-e-le-gan-te; 
 FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
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in-te-res-ta-du-al e não in-ter-es-ta-du-al. 
 Eis um panorama de possibilidades de se trabalhar a gramática de ensino relacionada à fala, o que 
significa basear-se no uso. Essa é uma das formas de ensino gramatical, que pode ser completada 
com o auxílio do texto, não só a partir dele, como também para ele. 
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FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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Fonética E Fonologia 
A Gramática registra e descreve todos os aspectos das línguas. Como sabemos, esses aspectos são 
diversos e seu estudo é organizados em partes: Fonética e Fonologia, Morfolog ia e Sintaxe 
(morfossintaxe), Semântica e Estilística. 
Neste texto vamos refletir a respeito da primeira parte dos estudos da Gramática Descritiva, 
a Fonética e Fonologia, que tratam dos aspectos fônicos, físicos e fisiológicos da nossa língua. 
 Fonética 
A Fonética é o estudo dos aspectos acústicos e fisiológicos dos sons efetivos (reais) dos atos de 
fala no que se refere à produção, articulação e variedades. Em outras palavras, a Fonética preocupa-
se com os sons da fala em sua realização concreta. Quando um falante pronuncia a palavra 'dia', à 
Fonética interessa de que forma a consoante /d/ é pronunciada: /d/ /i/ /a/ ou /dj/ /i/ /a/. 
 Fonologia 
A Fonologia é o estudo dos Fonemas (os sons) de uma língua. Para a Fonologia, o fonema é uma 
unidade acústica que não é dotada de significado. Isso significa que osfonemas são os diferentes 
sons que produzimos para exprimir nossas ideias, sentimentos e emoções a partir da junção de 
unidades distintas. Essas unidades, juntas, formam as sílabas e as palavras. 
A palavra 'Fonema' tem origem grega (fono = som + emas = unidades distintas) e representa 
as menores unidades sonoras que formam as palavras. As palavras são a unidade básica da 
interação verbal e são criadas pela junção de unidades menores: as sílabas e os sons, na fala, ou as 
sílabas e letras, na escrita. 
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes. Essa classificação existe em 
virtude dos diferentes tipos de sons produzidos pela corrente de ar que sai dos nossos pulmões e é 
liberada, com ou sem obstáculos, pela boca e/ou pelo nariz. 
Fonética E Fonologia 
1. Fonologia 
 
É a parte da Gramática que estuda o comportamento dos fonemas de uma língua, tomando-os como 
unidades sonoras capazes de criar diferença de significados. Outros nomes: fonêmica, fonemática. 
2. Fonética 
É a parte da Gramática que estuda as particularidades dos fonemas, ou seja, as variações que 
podem ocorrer na realização dos fonemas. 
3. Fonema E Letra 
 
Fonema é a menor unidade sonora e distintiva de uma língua. Os fonemas dividem-se em vogais, 
semivogais e consoantes. Convém reforçar que o fonema é uma realidade acústica. 
Letra é o sinal gráfico que, na escrita, representa o fonema. A letra é uma realidade gráfico-visual do 
fonema. 
Observações Importantes: 
a) Uma mesma letra pode representar fonemas diferentes. É o que ocorre com a letra “x” em palavras 
como sexo (x = ks), feixe (x = ch), exato (x = z) e próximo (x = ss). 
b) Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes. É o que ocorre em flecha (ch = x) 
e lixo (x = ch). 
c) Uma única letra pode representar dois fonemas. A esse fenômeno, chama-se dífono. Exemplo: táxi 
(lê-se “táksi” – x = ks). 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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d) Duas letras podem representar um único fonema. A esse fenômeno, chama-se dígrafo. Exemplo: 
chave (lê-se “xávi” – ch = x). 
4. Alfabeto Fonético 
Como as letras da escrita não conseguem representar fielmente os fonemas, criaram-se símbolos 
especiais para a representação fiel dos sons formadores dos vocábulos. Esses símbolos formam o 
alfabeto fonético, utilizado na transcrição fonética dos sons da linguagem. 
Qual É A DiferençaEntre Fonética E Fonologia? 
Fonética 
Estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala humana. Preocupa-se com a 
parte significante do signo linguístico e não com o seu conteúdo; como os sons são produzidos pela 
posição e função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios…) 
Exemplo: 
 Distorção do /s/; 
 Diferença entre /d/ e /d^z/ 
Fonologia 
Estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação 
linguística. A fonologia se preocupa com a maneira como eles se organizam dentro de uma língua. 
Estuda também a estrutura silábica, o acento e a entonação. 
Exemplo: 
 Troca de /v/ pelo /f/ = vaca – faca 
Classificação Dos Fonemas E Dígrafos 
Os fonemas da Língua Portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. 
 
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem de ar, chegando livremente ao 
exterior. Exemplos: pato, bota. 
 
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba. 
Exemplos: couro, baile. 
Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para que não sejam 
confundidos com as vogais i e u serão representados por [y] e [w] e chamados, respectivamente, 
de iode e vau. 
 
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais (língua, dentes, 
lábios) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno, lâmpada. 
 
Dicas: 
 
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e indispensável para a formação da sílaba. 
Você encontrará sílabas constituídas só de vogais, mas nunca formadas somente com consoantes. 
Exemplos: viúva, abelha. 
Dígrafos 
 
É a união de duas letras representando um só fonema. Observe que no caso dos dígrafos não há 
correspondência direta entre o número de letras e o número de fonemas. 
 
Dígrafos que desempenham a função de consoantes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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outros. 
 
Dígrafos que desempenham a função de vogais nasais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros. 
Classificação Dos Fonemas 
Há quatro os critérios de classificação para as vogais: 
Zona De Articulação 
média ou central: a 
anteriores ou palatais: é, ê, i 
posteriores ou velares: ó, ô, u 
Intensidade 
tônicas: mais intensidade 
átonas: intensidade fraca 
a vogal átona pode ser:pretônica, postônica ou subtônica / facilmente = a (subton.), i (preton.), último 
e (post). 
Timbre 
abertas – a, é, ó (em sílaba tônica ou subtônica) 
fechadas – ê, ô, i, u (em sílabas tônicas, subtônicas ou átonas) 
reduzidas – vogais átonas finais, proferidas fracamente 
Papel Das Cavidades Bucal E Nasal 
orais – a, é, ê, i, ó, ô, u – ressonância apenas da boca 
nasais – todas as vogais nasalisadas – ressonância em parte da cavidade nasal. Índices de 
nasalidade: ~ e m ou n em fim de sílaba. 
Observação 
As vogais nasais são sempre fechadas. 
As consoantes também apresentam quatro critérios de classificação 
Modo De Articulação 
oclusivas – corrente de ar encontra na boca obstáculo total – p, b, t, d, c(=k) e q, g (=guê) 
constritivas – corrente de ar encontra obstáculo parcial na boca – f, v, s, z, x, j, l, lh, r, rr. Elas 
subdividem-se em: fricativas – f, v, s, z, x, j / laterais – l, lh / vibrantes – r, rr 
Observação 
As consoantes nasais (m, n, nh) são ponto de divergência entre gramáticos, no tocante a agrupá-las 
como oclusivas ou constritivas. Isso se deve ao fato de a oclusão ser apenas bucal, chegando o ar às 
fossas nasais onde ressoa. Para Faraco e Moura, são oclusivas. Hildebrando não as coloca em 
nenhum dos dois grupos. 
Ponto De Articulação 
Bilabiais – p, b, m 
labiodentais – f, v 
linguodentais – t, d, n 
alveolares – s, z, l, r 
palatais – x, j, lh, nh 
velares – c(=k), qu, g (=guê), rr 
Papel Das Cordas Vocais 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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surdas – sem vibração – p, t, c(=k), qu, f, s, x 
sonoras – com vibração – b, d, g, v, z, j, l, lh, m, n, nh, r (fraca), rr (forte) 
Papel Das Cavidades Bucal E Nasal 
nasais – m, n, nh 
orais – todas as outras 
Classificação dos Fonemas – Tipos 
Existem três tipos de fonemas em português: 
Vogal 
Semivogal 
Consoante 
Vogal 
É o fonema produzido livremente, sem que o ar encontre, na cavidade bucal, qualquer obstáculo à 
sua passagem. 
As vogais podem ser: 
a) Orais: Quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /u/. 
b) Nasais: Quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: /ã/. 
c) Átonas: Pronunciadas com menor intensidade. 
d) Tônicas: Pronunciadas com maior intensidade. 
Semivogais 
São os fonemas /i/ e /u/, quando formam sílaba com uma vogal: 
Pai 
são 
Consoantes 
São os fonemas produzidos quando a corrente de ar encontra , na cavidade bucal, obstáculos à sua 
passagem. 
Exemplos: /p/, /b/, /t/, /d/, /k/, /g/, /f/, /v/, /s/. 
Fonemas 
1 – Vogal 
Fonema que sai livremente pela boca, não encontando nenhum obstáculo à pas- sagem do ar pelo 
aparelho fonador. 
Exemplos: /a/ /ê/ /i/ /ô/ /u/ /ã/ /e/ /i/ /o/ /u/ /é/ /ó/ 
2 – Semivogal 
Nome dado aos sons /i/ e /u/ quando são pronunciados juntamente com uma outra vogal, numa só 
emissão de voz. 
Observação: Os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por e, o ou m. 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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Exemplos: – mãe – a letra e tem o som de um i átono, sendo pronunciada juntamente com o a = 
/m/ã/i/. – mão – a letra o tem o som de um u átono, sendo pronunciada juntamente com o u = /m/ã/u/. 
– também – a sílaba final é pronunciada com um i:”tambeim”. 
3 – Consoante 
Fonema produzido graças aos obstáculos que impedem a passagem livre do ar. Exemplos: /b/, /d/, /g/ 
etc… 
Classificação Dos Fonemas – Cordas Vocais 
Vogais 
São fonemas que fazem vibrar as cordas vocais, em cuja produção a corrente de ar vinda dos 
pulmões não encontra obstáculos. 
São doze, e não cinco como muitos imaginam. 
São silábicos, isto é, constituem a base da sílaba. 
/ a / / ã / / é / / ê / / / / i / / / / ó / / ô / / õ / / u / / 
Semivogais 
São os fonemas /i/ e /u/ quando formam sílabas com uma vogal. 
can-tai a = vogal 
i = semivogal 
le-vou a = vogal 
i = semivogal 
Observação 
As letras e e o também podem representar semivogal: 
põe = [põi] mão = [mãu] 
Consoantes 
São fonemas resultantes de obstáculos encontrados pela corrente de ar vinda dos pulmões. São 
assilábicos porque não podem formar sílaba sem auxílio de uma vogal. 
bo-ca, ca-sa, da-do, fa-ca 
A) Vogais 
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema. 
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma 
vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas; 
inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais. 
B) Consoantes 
Como o próprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para 
serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais. 
Cabe relembrar que, para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita). 
Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é 
o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui 
fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”. 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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C) Semivogais 
Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza destas 
nem a autonomia daquelas. 
São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força 
de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente, 
como “i” e “u”, também serão semivogais. 
Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem: 
Semivogais Vogais 
Pais país 
Mau baú 
Mágoa pessoaVídeo Leo 
Mário Maria 
Observações: 
1ª) O a é sempre vogal, aberto ou fechado, oral ou nasal. 
2ª) Qualquer uma das letras a, e, i, o, u, isolada ou entre duas consoantes, será vogal. 
3ª) O fonema que receber o acento tônico será obviamente vogal. 
4ª) Pode haver duas vogais juntas, mas jamais se juntarão duas semivogais. 
Representação De Fonemas 
A ortografia brasileira não é biunívoca, ou seja, na maioria dos casos não temos relação um para um 
bi direcional entre grafemas e fonemas. Em função disso, vamos analisar os casos em que nossa 
ortografia apresenta peculiaridades na representação dos fonemas. 
Grafemas Biunívocos 
São biunívocos os grafemas b, d, f, p, t e v que usamos para representar os fonemas /b/, /d/, /f/, /p/, /t/ 
e /v/ respectivamente. 
Representação De Vogais Nasais 
As vogais nasais são representadas de duas formas distintas: pelo uso de grafemas com o diacrítico 
til ou por dígrafos formados por grafema vocálico seguido de n ou m. Veja exemplos na tabela a 
seguir: 
Vogal nasal Grafema com til Dígrafos 
/ã/ Irmã, cãibra, mãe, mão. Ambos, âmbito,antes, ânfora. 
/ẽ/ Empuxo, êmbolo,ensino, ênclise. 
/ĩ/ Impróprio, ímpio,interno, índio. 
/õ/ Compõe, anões. Ombro, cômputo,ontem, cônsul. 
/ũ/ Umbigo, plúmbeo,unção, anúncio. 
 
Observando a tabela, vemos que o til só é usado na representação das vogais nasais /ã/ e /õ/. Nos 
demais casos, nossa ortografia recorre aos dígrafos. Além disso, a vogal /õ/ só é representada 
por õ quando ocorre na seqüência /õy/ como em /prôpõy/, /sifrõys/, /furácõys/ e /pêõys/. 
Os dígrafos que representam vogais nasais em nossa ortografia terminam em n ou m. Há uma regra 
que define quando se usa um ou outro grafema. Quando a vogal nasal antecede /p/ ou /b/, o dígrafo 
será finalizado com m. Quando a vogal nasal antecede qualquer outra consoante, o dígrafo terminará 
em n. 
Quando a vogal nasal ocorre no final de palavra, podemos ter representação com til (somente para a 
vogal /ã/), com dígrafo finalizado em m ou, mais raramente, com dígrafo terminado em n. Veja 
exemplos: 
Órfã, irmã, cidadã, cupim, cupom, urucum, lúmen, próton. 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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Outra peculiaridade na representação de vogais nasais ocorre em palavras 
como também,convém, compraram e fariam que correspondem a /tãbẽy/, /cõvẽy/, /cõprárãw/ e 
/fáriãw/ respectivamente. Nesses casos, a vogal nasal está associada a uma semivogal não 
representada na escrita. 
Representação De Vogais Orais 
A representação de vogais orais não apresenta dificuldades exceto pelos casos em que os grafemas 
apresentam diacríticos, mas deixaremos para estudar as representações de vogais orais com 
diacríticos na área referente à acentuação. Aqui nos limitaremos a tratar da representação das vogais 
por meio de grafemas sem diacríticos. Vemos isso na tabela a seguir. 
Vogal oral Grafema Exemplo 
/á/ a aberto 
/â/ a mama 
/é/ e era 
/ê/ e espaço 
/i/ i idade 
/ó/ o obra 
/ô/ o ostra 
/u/ u uva 
 
Observe que usamos o grafema a para representar os fonemas /á/ e /â/. Do mesmo modo, 
usamos e para representar /é/ e /ê/ e o grafema o para representar /ó/ e /ô/. Nosso alfabeto, herdado 
da escrita romana, não tem grafemas suficientes para uma representação biunívoca das vogais sem 
recorrer a diacríticos. 
Representação De Semivogais 
Não temos grafemas dedicados à representação de /y/ e /w/, as duas semivogais da nossa língua. 
Essas semivogais são representadas por e, i, o, ue l, conforme vemos nos exemplos a seguir. 
Mãe, Boi, Canção, Mau, Normal. 
As regras para representação de semivogais podem ser resumidas assim: 
 Quando /y/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por i. Ex.: Foi, sabia. 
 Quando /w/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por u ou l. Ex.: Pau, mal. 
 Quando /y/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por e. Ex.: Mãe,porões. 
 Quando /w/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por o. Ex.:Cidadão. 
Uma Exceção À Regra: Cãibra. 
É comum o uso do l para representar /w/ no final de muitas palavras do nosso idioma. Na variante 
regional gaúcha, porém, tais palavras são pronunciadas com /l/ em vez de /w/. Por exemplo: A 
palavra normal é pronunciada /nôrmáw/ na variante culta e /nôrmál/ na variante gaúcha. 
Temos um caso particular de representação de semivogal em palavras como: compõem epropõem. 
São flexões de verbo da terceira pessoa plural, grafadas com um m extra no final da palavra para 
distinguir da flexão da terceira pessoa singular de mesma pronúncia: (compõe,propõe). Obviamente, 
essa distinção só ocorre no discurso escrito, não tendo correspondência no discurso oral. 
As palavras mau e mal têm a mesma pronúncia na variante culta: /máw/. No entanto, são grafadas de 
forma distinta. 
Representação De /G/ E /J/ 
O fonema /g/ pode ser representado por g como em garra, golpe e guri, ou então, por gu como 
emguerra e guincho. 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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Já o fonema /j/ se representa por j como emjarro, jeito, jirau, joçaou jumento, ou então, porg como 
em gelo e gibi. 
Veja na tabela um resumo dos usos do grafemag. 
Quando a sílaba contém Os fonemas representados são Exemplos 
ga /gá/ garra 
/gâ/ gamo 
gá /gá/ gávea 
gâ /gâ/ poligâmico 
g + vogal /ã/ /gã/ gânglio 
ge /jê/ gelo 
/jé/ germe 
gé /jé/ gélido 
gê /jê/ gênero 
g + vogal /ẽ/ /jẽ/ gente 
gi /ji/ gibi 
gí /jí/ gíria 
g + vogal /ĩ/ /jĩ/ ginga 
go /gó/ gosma 
/go/ governo 
gó /gó/ gótico 
gô /gô/ gônada 
gu /gu/ guri 
gú /gu/ augúrio 
g + vogal /ũ/ /gũ/ algum 
g + consoante /g/ + consoante gleba 
grotesco 
gnomo 
gu + vogal /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ /g/ + vogal guerra 
gueto 
alguém 
guichê 
guincho 
gu + vogal /á/ /gw/ + vogal água 
gü + vogal /é/, /ê/, /ẽ/ ou /i/ /gw/ + vogal ungüento 
sagüi 
O Fonema /J/ Pode Ser Representado Tanto Por Gcomo Por J. 
Não há uma regularidade que nos ajude a selecionar g ou j para representar /j/. O que sabemos é 
que o grafema g apresenta algumas limitações para representar /j/. Por outro lado, o grafema j, 
representa /j/ nos mais variados contextos. De resto, somente o convívio com o idioma para nos 
orientar a grafia correta. Veja os exemplos: 
Jarra, jambo, jegue, jeito, jirau, jóia, jornal, juro, jejum. 
Germe, geração, gente, gibão, gíria, gim. 
Representação De /K/ 
O fonema /k/ pode ser representado pelos grafemas c, k e q ou pelo dígrafo qu. 
O grafema c representa tanto o fonema /k/ como o grafema /s/. A regra para saber qual o valor 
fonológico desse grafema pode ser resumida assim: 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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 Quando o grafema c é seguido pelas vogais /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/, /õ/, /u/, /ũ/ ou por consoante terá 
valor fonológico de /k/. 
Exemplos: casa, campo, cópia, covarde,comprado, cura, cúmplice, cnidário, cancro. 
 Quando c é sucedido pelas vogais /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ representará o fonema /s/. 
Exemplos: cebola, cético, centro, cínico,cinta. 
O uso do grafema k na representação de /k/ é pouco comum em nosso idioma. São exemplos:kaiser, 
kilobyte e know-how. Em função de um esforço pela eliminação do k da nossa ortografia, sua 
utilização ficou restrita a casos em que a palavra se escreve com k também em outros idiomas como 
na representação de unidades internacionais de medida (km, kg, etc.) ou palavras derivadas de 
nomes próprios (kantiano,kafkiano, trotskista, etc.). 
O uso do grafema q na representação de /k/ é bastante comum em nossa ortografia. 
Exemplos:quando, quase, quociente, quotidiano, freqüente. 
O dígrafo qu também representa /k/ em nossa ortografia. Exemplos: queijo, arqueiro, querela,quiabo. 
Em nossa ortografia, o grafema q sempre ocorre seguido de u ou ü. Nesse caso, o grafema u, ora é 
mudo, ora não. A regra para saber se o grafemaué mudo ou não é a seguinte: 
 Se após qu vier /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/ ou /õ/, o grafema u não é mudo. 
Exemplos: quadra,quântico, quota, quociente. 
 Se após qu vier /é/,/ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ o grafema u será mudo. Exemplos: quero,queijo, quente, quiabo. 
Em nossa língua há uma tendência para suprimir a semivogal /w/ em palavras como quotidiano, 
quota ou quociente. São palavras que apresentam as seqüências /kwô/ ou /kwó/. Tanto que os 
dicionários já registram duas possibilidades de pronúncia e grafia para esses casos. 
Quotidiano, /kwôtidiânô/, cotidiano, /kôtidiânô/ 
Quota, /kwótá/, cota, /kótá/. 
Quociente, /kwôsiẽtê/, cociente, /kôciẽtê/. 
Representação de /λ/ e /ñ/ 
Os fonemas /λ/ e /ñ/ são representados de forma biunívoca pelos dígrafos lh e nh, respectivamente. 
Exemplos: lhama, telha, molhado, enfadonho, aranha, manha. 
Representação de /r/ e /R/ 
O fonema /r/, em nossa ortografia, é representado pelo grafema r. Por exemplo:caroço, arara, barato. 
Já o fonema /R/ pode ser representado tanto por r como pelo dígrafo rr. A regra para representar /R/ 
corretamente é simples. Quando /R/ estiver no início da palavra, usamos r, e nos demais casos 
usamos o dígraforr. Exemplos: 
Raiz, rato, repolho. 
Carroça, derrapagem. 
Representação de /s/ e /z/ 
O fonema /s/ é o que apresenta mais possibilidades de representação na nossa escrita. Podemos 
representá-lo de oito formas diferentes, como se vê nesses exemplos: seta, cebola, espesso, 
excesso, açúcar, desça, auxílio easceta. Podemos representar /s/ com s, c, ss, xc, ç, sç, x e sc. 
Infelizmente não há uma regularidade que nos ajude a selecionar o grafema correto para representar 
este fonema. Somente o convívio com o idioma escrito nos dá a fluência necessária na escolha. 
O fonema /z/ é representado pelos grafemas z ous, como vemos nesses exemplos: azeite, zênite, 
casa e asilo. Igualmente, não temos regras para selecionar um ou outro grafema na representação de 
/z/. 
FONOLOGIA E FONÉTICA 
 
 
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Representação de /x/ 
O fonema /x/ pode ser representado pelo grafema x, ou pelo dígrafo ch. Veja os exemplos: 
Xícara, xarope, xereta. 
Chuva, chumbo, chave. 
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 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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Divisão Silábica 
Você sabe como separar as sílabas corretamente? Para fazer isso é preciso saber algumas regras da 
língua portuguesa. Confira! 
Imagine que você está escrevendo uma redação na escola ou em algum processo avaliativo. Entre 
tantas palavras, uma delas não coube inteiramente na linha que você escrevia. Então, o que se deve 
fazer? Bom, nesses casos é indicado separar o vocábulo em duas partes, colocando um hífen (-) 
entre elas. 
E logo vem a dúvida: onde colocar? Não se deve separá-las de qualquer maneira. É preciso, 
portanto, saber as regras de divisão silábica e assim conseguir escrever dentro da norma culta da 
língua portuguesa. Veja a seguir essas normas e aplique-as em seu cotidiano. 
Dividindo As Sílabas 
Para realizar uma divisão correta, é preciso ter em mente, a princípio, que em todas as sílabas deve 
haver pelo menos uma vogal, sem exceções. Por essa razão, essa norma se torna geral. Conheça 
agora as regras práticas. 
Não se separam 
Ditongos E Tritongos 
Palavras que possuem, respectivamente, duas e três vogais juntas. Na separação silábica elas 
pertencem a uma mesma sílaba. 
Exemplos: cau-le, ân-sia, di-nhei-ro, trei-no, des-mai-a-do, U-ru-guai, sa-guão, Pa-ra-guai, a-ve-ri-
guou, quais-quer, etc. 
Dígrafos 
São encontros consonantais, isto é, duas consoantes juntas, que possuem um mesmo som. Alguns 
devem ser separados, mas outros não. Esse é o caso do: ch, lh, nh, gu e qu. 
Exemplos: chu-va, fa-cha-da, es-ta-nho, fro-nha, a-que-la, co-lhei-ta, fi-lha, ni-nho, quei-jo, etc. 
Encontros Consonantais Com L E R 
Quando duas consoantes estão juntas na palavra e a segunda é l ou r, não há a separação delas. 
Observe: 
Exemplos: fla-gran-te, gló-ria, pla-no, cla-va, a-pre-sen-tar, a-brir, re-tra-to, re-gra, a-bran-dar, dra-
gão, tra-ve, etc. 
Nessa regra há uma exceção, lembrem-se dela: ab-rup-to. 
Encontros Consonantais Iniciais 
Se a palavra tiver duas sílabas juntas no início, elas não são separáveis. Entenda. 
Exemplos: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co, gno-mo, psi-có-lo-go, pneu-mo-ni-a, etc. 
Palavra Terminada Em Consoante 
Em nenhuma hipótese uma palavra que termine com consoante terá uma divisão silábica em que a 
consoante fique isolada no final. Nesse sentido, a última letra se une à anterior. 
Exemplos: sub-lin-gual, su-ben-ten-der, en-xá-guam, a-guen-tar, etc. 
 
Separam-se 
 
Ditongo Decrescente + Vogal 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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São palavras formadas por três vogais, mas não é a mesma coisa que o tritongo. Nessas palavras, a 
formação é feita com uma vogal (a, e, o) + semivogal (i,u) + uma outra vogal (a,e,o). Preste atenção! 
Exemplos: prai–a, tei–a, joi–a, sa-bo-rei–e, es-tei–o, ar-roi–o, etc. 
OBS: A formação do tritongo é diferente, sendo semivogal + vogal + semivogal: Paraguai (“u” e “i” 
são semi e “a” é vogal). 
Hiatos 
Quando há um encontro de duas vogais. Diferem-se do ditongo pela forma que são pronunciadas. 
Exemplos: sa–ú-de, Sa–a-ra, ca–o-olho, du–e-lo, etc. 
Outros Dígrafos 
Como já dito, dígrafo ocorre quando duas consoantes juntas forma um único som. Nos casos 
de: rr, ss, sc, sç, xs, e xc eles devem ser separados. 
Exemplos: bar-ro, as-sun-to, guer–ra, sos–se-go, des–çam, cres–ço, etc. 
Encontros Consonantais 
Com exceção dos casos já citados, onde a segunda consoante é L ou R, nos outros casos a 
separação ocorre. 
Exemplos: de-cep–ção, ab–do-me, sub–ma-ri-no, ap–ti-dão, con-vic-ção, as-tu-to, ap-to, cír-cu-lo, 
rit–mo, etc. 
Vogais Idênticas 
aa, ee, ii, oo, uu e os grupos consonantais cc, cç, também são separados. 
Exemplos: Sa–a-ra, com-pre–en-do, xi–i-ta, vo–o, pa-ra-cu-u-ba; oc–ci-pi-tal, in-fec–cão, etc. 
Divisão Silábica 
Como sabemos, as sílabas são fonemaspronunciados por meio de uma única emissão de voz e 
também que a base das sílabas da língua portuguesa são as vogais: a - e - i - o - u. Assim, 
todo fonemapronunciado em uma única emissão de voz tem, pelo menos, uma vogal. 
É importante ressaltarmos que, em algumaspalavras, os fonemas /i/ e /u/ não sãovogais, já que 
aparecem apoiados a outra(s) vogal(is), formando uma só emissão de voz (uma sílaba). Essas vogais 
que apoiam as outras são chamadas de semivogais. O que diferencia as vogais das semivogais é 
o fato de que as últimas não desempenham o papel de núcleo silábico. A palavra “papai”, por 
exemplo, é formada por duas sílabas (dissílaba), sendo a segunda formada por uma vogal (a) e por 
uma semivogal (i). 
A par dessas informações, podemos afirmar que, para saber o número de sílabas que compõem as 
palavras, basta identificar quantas vogais há nessa palavra. 
Vejamos Os Exemplos: 
• pipoca – pi – po – ca (emissão de três fonemas sequenciais que estão ligados a vogais); 
• aparelho – a – pa – re – lho (emissão de quatro fonemas sequenciais que estão ligados a vogais); 
• pernambucana – per – nam – bu – ca - na (emissão de cinco fonemas sequenciais que estão 
ligados a vogais. 
Classificação Das Palavras Quanto Ao Número De Sílabas 
• Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba: pé, flor, mão. 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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• Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas: balão (ba-lão); suco (su-co); santo (san-to). 
• Trissílabas: palavras que possuem três sílabas: hóspede (hós-pe-de); lareira (la-rei-ra); sapato (sa-
pa-to). 
• Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas: literatura (li-te-ra-tu-ra); amaciante (a-
ma-ci-an-te); sambódromo (sam-bó-dro-mo). 
Divisão Silábica 
→ Os dígrafos “ch”, “lh”, “nh”, “gu” e “qu” devem pertencer a uma única sílaba: 
chu – va 
o – lho 
fe - char 
que – ri – do 
vo - zi – nho 
→ Os dígrafos “rr”, “ss”, “sc”, “sç”, “xs” e “xc” devem ser separados em sílabas diferentes. 
car – ro - ça 
as – sas – si – no 
cres – cer 
nas – ceu 
ex – ce – ção 
→ Ditongos e tritongos devem permanecer na mesma sílaba. 
U – ru – guai 
ba – lai – o 
→ Os hiatos devem ser separados em duas sílabas distintas. 
di – a 
ca – de – a – do 
ba – ú 
→ Os encontros consonantais devem ser separados, exceto aqueles cuja segunda consoante é “l” 
ou “r”. 
bru – to 
blu – sa 
cla - ro 
tra - go 
→ Os encontros consonantais que iniciam palavras são mantidos juntos na divisão silábica. 
pneu – má – ti – co 
gno – mo 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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Regras Para Divisão Silábica 
Na modalidade escrita, indicamos a divisão silábica com o hífen. Essa separação obedece às regras 
de silabação. 
Não se separam: 
a) as letras com que representamos os dígrafos ch, lh e nh. 
Exemplos: 
• ca-cha-ça 
• pa-lho-ça 
• ama-nhe-cer 
b) os encontros consonantais que iniciam sílaba. 
Exemplos: 
• a-blu-ção 
• a-cla-rar 
• re-gra-do 
• a-bran-dar 
• sa-la-man-dra 
• ca-tra-ca 
c) a consoante inicial seguida de outra consoante. 
Exemplos: 
• gno-mo 
• mne-mô-ni-co 
• psi-có-ti-co 
d) as letras com que representamos os tritongos. 
Exemplos: 
• a-guen-tar 
• sa-guão 
• Pa-ra-guai 
• ar-guiu 
• en-xa-guam 
Separam-se: 
a) as letras com que representamos os dígrafos rr, ss, sc, sç e xc. 
Exemplos: 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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• car-ro 
• pás-sa-ro 
• des-ci-da 
• cres-ça 
• ex-ce-len-te 
b) as letras com que representamos os hiatos. 
Exemplos: 
• sa-ú-de 
• cru-el 
• gra-ú-na 
• re-cu-o 
• vo-o 
c) as consoantes seguidas que pertencem a sílabas diferentes. 
Exemplos: 
• ab-di-car 
• cis-mar 
• ab-dó-men 
• bis-ca-te 
• sub-lo-car 
• as-pec-to 
Observações 
a) Não separamos as vogais dos ditongos decrescentes. 
Exemplos: or-dei-ro, ju-deu, mau. 
b) As vogais dos ditongos crescentes aceitam dupla partição. 
Exemplos: cá-rie/cá-ri-e, sá-bio/sá-bi-o. 
A separação silábica representa um dos requisitos relacionados à linguagem escrita e, como tal, 
compõe uma das tantas competências que precisamos dispor, em se tratando de tal circunstância 
comunicativa. Assim dizendo, esse fato está submetido a regras predefinidas, e, portanto, precisa ser 
incorporado o quanto antes ao nosso conhecimento. 
Ocupemo-nos em verificar algumas particularidades inerentes a esse fato da língua. Constatemos, 
pois, as elucidações dispostas a seguir: 
* As letras que formam os dígrafos “rr”, “ss”, “sc”, “sç”, “xs”, e “xc” devem permanecer em sílabas 
diferentes. Verifiquemos alguns casos: 
ex – ce – ção 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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des – cer 
ter – ra 
pás – sa – ro... 
* Os dígrafos “ch”, “nh”, “lh”, “gu” e “qu” pertencem a uma única sílaba. Vejamos: 
guer – ra 
ni – nho 
chu – va 
quei – jo... 
* Os hiatos não devem permanecer na mesma sílaba. São exemplos: 
ca – de – a – do 
ju – í – za 
La – ís... 
* Os ditongos e tritongos devem pertencer a uma única sílaba. Constatemos: 
Pa – ra – guai 
a – ve – ri – guei 
cai – xa 
fei – xe 
* Os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas não devem permanecer juntos, a não 
ser aqueles em que a segunda consoante é “l” ou “r”. Vejamos alguns exemplos: 
flau – ta (permaneceram juntos, pois a segunda letra é representada pelo “l”) 
pra – to (o mesmo ocorre com esse exemplo) 
ap – to 
ab – dô – men 
cír – cu – lo... 
Observações passíveis de nota: 
Alguns grupos consonantais iniciam palavras, por isso não devem ser separados. Observemos 
alguns casos: 
pneu – mo – ni – a 
pneu – má – ti – co 
psi – có – lo – go... 
Sílaba E Divisão Silábica 
De forma geral, uma sílaba é um conjunto de fonemas (menores unidades sonoras que constroem 
uma palavra) formados por vogais e consoantes que são pronunciados num só impulso de voz. 
Podemos classificar uma palavra e sua sílaba de acordo com: sua tonicidade(se uma palavra possui 
sílaba tônica ou átona) ou o número de sílabas (quantidade de sílabas que uma palavra possui). 
Classificação Quanto À Tonicidade 
Em uma palavra, uma sílaba sempre será pronunciada com mais força do que as outras. Essas 
sílabas são chamadas de tônicas, enquanto todas as outras de menor intensidade são chamadas 
 DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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de sílabas átonas, como podemos ver nos exemplos a seguir, onde as sílabas marcadas 
correspondem às tônicas as não marcadas às átonas: 
Exemplos 
an-ti-pá-ti-co, ve-lo-ci-da-de, lí-qui-do 
Dependendo da posição da sílaba tônica em uma palavra, podemos classifica-las ainda 
em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, como podemos ver na tabela abaixo: 
Classificação Posição da sílaba tônica Exemplos 
Oxítona Última sílaba tônica café, quintal, guaraná 
Paroxítona Penúltima sílaba tônica velocidade, repórter, digno 
Proparoxítona Antepenúltima sílaba tônica simpático, próximo, lâmina 
 
Classificação quanto ao número de sílabas 
As palavras podem ser classificadas também quanto ao número de sílabas: palavras de uma sílaba 
só são monossílabas, duas sílabas são chamadas de dissílabas, três sílabas são as trissílabas e 
as palavras de quatro sílabas ou mais são chamadas de polissílabas. 
Divisão silábica 
A divisão silábica das palavras geralmente é baseada de acordo com a sua pronúncia, mas existem 
algumas particularidades, como vemos na tabela abaixo: 
Ocorrência Orientação Exemplos 
Ditongo e Tritongo Não separar Uruguai – U-ru-guai, Faixa – Fai-xa 
Hiato Separar Saúde – Sa-ú-de 
Dígrafos ss, rr, sc, sç, 
xc 
Separar Carrossel – Car-ros-sel, Cresça – Cres-ça, Exceção 
– Ex-ce-ção, Piscina – Pis-ci-na 
Consoante não 
seguida de vogal 
Deixar na sílaba da 
esquerda 
Magnífico – Mag-ní-fi-co 
Prefixos + vogal Separar Desigualdade – De-si-gual-da-de 
 
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 SÍLABA E DIVISÃO SILÁBICA 
 
 
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Sílaba E Divisão Silábica 
Uma sílaba é um conjunto de fonemas (menores unidades sonoras que constroem uma palavra) 
formados por vogais e consoantes que são pronunciados num só impulso de voz. Podemos classificar 
uma palavra e sua sílaba de acordo com: sua tonicidade (se uma palavra possui sílaba tônica ou 
átona) ou o número de sílabas (quantidade de sílabas que uma palavra possui). 
Em uma palavra, uma sílaba sempre será pronunciada com mais força do que as outras. Essas 
sílabas são chamadas de tônicas, enquanto todas as outras de menor intensidade são chamadas 
de sílabas átonas, como podemos ver nos exemplos a seguir, onde as sílabas marcadas 
correspondem às tônicas as não marcadas às átonas: 
Exemplos 
an-ti-pá-ti-co, ve-lo-ci-da-de, lí-qui-do 
Dependendo da posição da sílaba tônica em uma palavra, podemos classifica-las ainda 
em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, como podemos ver na tabela abaixo: 
Classificação Posição da sílaba tônica Exemplos 
Oxítona Última sílaba tônica café, quintal, guaraná 
Paroxítona Penúltima sílaba tônica velocidade, repórter, digno 
Proparoxítona Antepenúltima sílaba tônica simpático, próximo, lâmina 
Classificação 
As palavras podem ser classificadas também quanto ao número de sílabas: palavras de uma sílaba só 
são monossílabas, duas sílabas são chamadas de dissílabas, três sílabas são as trissílabas e as 
palavras de quatro sílabas ou mais são chamadas de polissílabas. 
Divisão silábica 
A divisão silábica das palavras geralmente é baseada de acordo com a sua pronúncia, mas existem 
algumas particularidades, como vemos na tabela abaixo: 
Ocorrência Orientação Exemplos 
Ditongo e Tritongo Não separar Uruguai – U-ru-guai, Faixa – Fai-xa 
Hiato Separar Saúde – Sa-ú-de 
Dígrafos ss, rr, sc, sç, 
xc 
Separar Carrossel – Car-ros-sel, Cresça – Cres-ça, Exceção – 
Ex-ce-ção, Piscina – Pis-ci-na 
Consoante não 
seguida de vogal 
Deixar na sílaba da 
esquerda 
Magnífico – Mag-ní-fi-co 
Prefixos + vogal Separar Desigualdade – De-si-gual-da-de 
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 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Acentuação Gráfica 
Regras de Acentuação Gráfica 
Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são 
as paroxítonas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -
em, podendo ou não ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas 
graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas. 
Proparoxítonas 
Sílaba tônica: antepenúltima 
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos: 
trágico, patético, árvore 
Paroxítonas 
Sílaba tônica: penúltima 
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: 
l fácil 
n pólen 
r cadáver 
ps bíceps 
x tórax 
us vírus 
i, is júri, lápis 
om, ons iândom, íons 
um, uns álbum, álbuns 
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos 
ditongo oral (seguido ou não de s) jóquei, túneis 
 
Observações: 
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam 
em "ens", não (hifens, jovens). 
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super). 
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s), 
ia(s), ue(s), ie(s), uo(s), io(s). 
Exemplos: 
várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início 
Oxítonas 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Sílaba tônica: última 
Acentuam-se as oxítonas terminadas em: 
a(s): sofá, sofás 
e(s): jacaré, vocês 
o(s): paletó, avós 
em, ens: ninguém, armazéns 
 
A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos símbolos escritos sobre 
determinadas letras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. De 
forma geral estes acentos são usados para auxiliar a pronúncia de palavras que fogem do padrão 
prosódico mais comum. 
Acento Agudo 
O acento agudo ( ´ ) é usado na maioria dos idiomas para assinalar geralmente uma vogal aberta ou 
longa. Em português, aparece em todas as vogais tônicas na última sílaba ou na antepenúltima 
sílaba. Aparece também nos grupos "em" e "ens" (como em armazém, além, etc.) e para separar as 
letras i e u dentro de um hiato (como em alaúde). Em idiomas como o holandês e o islandês, pode 
funcionar como marca diferencial em palavras homônimas cujo significado não pode ser inferido pelo 
contexto. Na escrita pinyin do mandarimindica o segundo tom, de baixo para cima. Em polonês pode 
aparecer sobre as consoantes c e n para indicar a palatização (passando a ser pronunciadas como 
/tch/ e /nh/). 
Acento grave 
O acento grave (`) era usado geralmente para designar uma vogal curta ou grave em latim e grego. 
Em português serve para marcar a crase. É de uso frequente em italiano e francês para marcar a 
sílaba tônica de algumas palavras. Em norueguês e romeno, serve como acento para desambiguação 
de palavras. Na escrita pinyin, indica o quarto tom, de cima para baixo. 
Acento circunflexo 
O acento circunflexo (^) é um sinal diacrítico usado em português e galês tem função de marcar a 
posição da sílaba tônica. No caso específico do português, aparece sobre as vogais a, e, o quando 
são tônicas na última ou antepenúltima sílaba (p. ex.: lâmpada, pêssego, supôs) e têm timbre 
fechado. Em francês é usado para marcar vogais longas decorrentes da supressão da letra s na 
evolução histórica da palavra (p. ex. hospital → hôpital). 
Cáron 
O cáron (ˇ), ou circunflexo invertido, é um acento inexistente em português. Aparece em várias 
línguas balto-eslavas e línguas urálicas sobre consoantes para indicar a palatização. Também indica 
o terceiro tom na escrita pinyin do mandarim (alto - baixo - alto). 
Til 
O til é um sinal diacrítico cujo uso mais frequente é em português. Serve para indicar a nasalização 
das vogais - atualmente somente nos ditongos ão, ãe, õe e isoladamente na vogal ã, mas no passado 
podia aparecer também sobre a vogal e. Também aparece no espanhol sobre a letra n para indicar a 
palatização (devendo ser pronunciada como /nh/) e no estoniano sobre a letra o para indicar uma 
vogal intermediária entre /o/ e /e/. 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Trema 
O trema (¨) é um sinal gráfico presente em várias línguas românicas e línguas germânicas, e usado 
em português do Brasil até o acordo ortográfico de 1990 sobre a letra u nos 
grupos que, qui, gue e gui quando fossem pronunciados,como em freqüência e ungüento, uso ainda 
presente em espanhol. Em francês, holandês e italiano, serve para marcar a segunda vogal de um 
hiato. 
Em alemão, sueco e finlandês aparece sobre as vogais a, o e u para indicar que devem ser 
pronunciadas como vogais posteriores. 
Cedilha 
A cedilha (¸) é usada geralmente para indicar que uma consoante deve ser pronunciada de forma 
sibilante. Em português, francês e turco aparece sob a letra c (ç) - no caso do turco, para indicar a 
palatização. Em romeno aparece sob as letras s e t. 
Anel 
O anel (˚) é um acento inexistente em português. Aparece nas línguas escandinavas sobre a 
letra a (å) para indicar que deve ser pronunciada como /ó/. Também aparece em checosobre a 
letra u para indicar que deve ser pronunciada como uma vogal longa. 
Ogonek 
O ogonek (˛) é um acento exclusivo do polonês, colocado abaixo das vogais nasais (ą, ę, ǫ, ų). Tem a 
mesma função do til em português. 
Regras básicas de acentuação em português 
Monossílabos 
Os monossílabos tônicos terminados em a, e ou o, seguidos ou não de s, são acentuados. [1] 
Exemplos: pá, vá, gás, Brás, cá, má, pé, fé, mês, três, crê, vê, lê, sê, nós, pôs, xô, nó, pó, só. 
Oxítonas ou agudas 
As palavras oxítonas ou agudas (quando a última sílaba é a sílaba tônica) com a mesma terminação 
dos monossílabos tônicos acentuados, com acréscimo do em e ens, são acentuadas. [1] Também são 
acentuadas as oxítonas terminadas nos ditongos éu, éi e ói. Exemplos: pará, vatapá, estás, irás, cajá, 
você, café, Urupês, jacarés, jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó, alguém, armazéns, 
vintém, parabéns, também, ninguém, aquém, refém, réu, céu, pastéis, herói. 
Paroxítonas ou graves 
As palavras paroxítonas ou graves (quando a penúltima sílaba é a sílaba tônica) que possuem 
terminação diferente das oxítonas acentuadas, são acentuadas. [1] Exemplos: táxi, beribéri, lápis, 
grátis, júri,bónus/bônus, álbum, álbuns, nêutron, prótons, incrível, útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen, 
pólen, éter, mártir, caráter, revólver, destróier, tórax, ónix/ônix, fénix/fênix, bíceps, fórceps, ímã, órfã, 
ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. São exceções as com prefixos como anti e super. 
Proparoxítonas ou esdrúxulas 
As palavras proparoxítonas ou esdrúxulas (quando a antepenúltima sílaba é a sílaba tônica) são 
todas acentuadas. A vogal com timbre aberto é acentuada com um acento agudo, já a com timbre 
fechado ou nasal é acentuada com um acento circunflexo. [1] Exemplos: lâmpada, relâmpago, 
Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido. 
Observação.: Palavras terminadas em encontro vocálico átono podem ser consideradas tanto 
paroxítonas quanto proparoxítonas, e devem ser todas acentuadas. Encontros vocálicos átonos no 
fim de palavras tanto podem ser entendidos como ditongos quanto como hiatos. 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Exemplos: cárie, história, árduo, água, errôneo. FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda 
(2010). mini Aurélio 8 ed. Curitiba: Positivo. p. 20. ISBN 85-385-4239-1 Verifique |isbn=(ajuda) </ref> 
Exemplos: anéis, fiéis, papéis, céu, troféu, véu, constrói, dói, herói. 
Hiatos 
As letras i e u (seguidos ou não de s) quando em hiatos, são acentuados desde que estas letras 
sejam precedidas por vogal e que estejam isoladas em uma sílaba (só o i ou só o u). 
Exemplos: a-í, ba-la-ús-tre, e-go-ís-ta, fa-ís-ca, vi-ú-vo, he-ro-í-na, sa-í-da, sa-ú-de. 
Obs.: Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u, seguidos ou não do s, pois 
fogem a regra das oxítonas acentuadas. Palavras como baú, saí, Anhangabaú, etc., são acentuadas 
não por serem oxítonas, mas pelo i e u formarem sílabas sozinhos (hiato). 
Não se acentuam hiatos que precedem as letras l, r, z, m, n, e o dígrafo nh. Exemplo contribuinte. 
Acento diferencial 
• pôde (pret. perf. do ind. de poder) de pode (pres. do ind. de poder); 
• pôr (verbo) de por (preposição); 
• têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) de tem (terceira pessoa do singular do verbo ter); 
• derivados do verbo ter têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa 
do plural tem um acento circunflexo "^" mantém/mantêm; 
• vêm (terceira pessoa do plural do verbo vir) - vem (terceira pessoa do singular do verbo vir); 
• derivados do verbo vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa 
do plural tem um acento circunflexo "^" provém/provêm. 
Casos em que o acento diferencial é opcional: 
• Acento diferencial do pretérito: chegámos (1ª pessoa do plural no pretérito - 
indicativo) chegamos (1ª pessoa do plural no presente - indicativo) 
• fôrma (substantivo) de forma (substantivo e verbo) 
Após a reforma ortográfica, o acento diferencial foi quase totalmente eliminado da escrita, porém, 
obviamente, a pronúncia continua a mesma. 
Acentuação Gráfica 
O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Toda palavra da língua 
portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas tônicas das 
palavras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial 
em arte, a final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso, notou que a sílaba tônica 
nem sempre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão 
acento tônico, mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a oralidade (fala) assim 
como o acento gráfico está para a escrita (grafia). 
Oxítonas 
1. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e 
com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s. 
Exemplos: 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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a já, cajá, vatapá 
as ás, ananás, mafuás 
e fé, café, jacaré 
es pés, pajés, pontapés 
o pó, cipó, mocotó 
os nós, sós, retrós 
e crê, dendê, vê 
es freguês, inglês, lês 
o avô, bordô, metrô 
os bisavôs, borderôs, propôs 
 
2. São acentuados os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las. 
Exemplos: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo, pô-los etc. 
3. Nunca se acentuam as oxítonas terminadas em i e u e em consoantes. 
Exemplos: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor. 
4. Nunca se acentuam os infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las. 
Exemplos: fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las 
5. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens. 
Exemplos: alguém, armazém, também, parabéns, reféns. 
Paroxítonas 
1. Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas 
em i, is, ã,ãs, ão, ãos, us, l, um, uns, n, ps, r, x: 
Exemplos: 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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i dândi, júri, táxi 
is lápis, tênis, Clóvis 
ã/ãs ímã, órfã, ímãs 
ão/ãos bênção, órfão, órgãos 
us bônus, ônus, vírus 
l amável, fácil, imóvel 
um/uns álbum, médium, quóruns 
n albúmen, hífen, Nílton 
ps bíceps, fórceps, tríceps 
r César, mártir, revólver 
x fênix, látex, tórax 
 
O b s e r v a ç ã o 
As paroxítonas terminadas em -en perdem o acento no plural. 
Exemplos: hifens, liquens. 
2. Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são acentuados 
graficamente. 
Exemplos: inter-humano, inter-racial, anti-ibérico, anti-humano, semi-hebdomadário, semi-infantil, 
super-homem, super-requintado. 
3. Não se acentuam graficamente as paroxítonas apenas porque apresentam vogais tônicas 
abertas ou fechadas. 
Exemplos: espelho, famosa, medo, ontem, socorro, pires, tela. 
4. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento no i e no u tônicos das palavras 
paroxítonas quando vierem depois de um ditongo decrescente. Se o i ou o u forem precedidos 
de ditongo crescente, porém, o acento permanece. 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Exemplos: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, guaíba, Guaíra. 
Proparoxítonas 
Todas asproparoxítonas são acentuadas graficamente. 
Exemplos: abóbora, bússola, cântaro, dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora. 
Casos especiais 
1. Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éis, éu(s) e ói(s). 
Exemplos: fiéis, céu, chapéus, herói, caracóis etc. 
2. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das 
palavras paroxítonas. 
Exemplos: alcateia, geleia, ideia, plateia, boia, joia, asteroide, heroico. 
3. Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou 
são seguidos de s. 
Exemplos: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo. 
4. Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não 
de s. 
Exemplos: área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis. 
5. Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais. 
Exemplos: afã, coração, devoções, maçã, relação. 
6. Depois do Acordo Ortográfico, não é mais acentuado o primeiro o do hiato oo. 
Exemplos: enjoo, voo. 
7. Depois do Acordo Ortográfico, não são mais acentuadas as formas verbais dissílabas 
terminadas em eem. 
Exemplos: creem, leem, veem, deem e correlatas. 
8. Depois do Acordo Ortográfico, o trema não é mais utilizado. 
Exemplos: frequente, tranquilo. 
O b s e r v a ç ã o 
O trema permanece, porém, nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. 
Exemplos: Müller, mülleriano. 
9. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, 
(ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu 
composto redarguir. 
10. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, 
apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas 
pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do 
imperativo. 
a) Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. 
Exemplos: 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. 
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. 
b) Se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. 
Exemplos: 
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. 
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. 
O b s e r v a ç ã o 
a) A vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras. 
b) No Brasil, a pronúncia mais corrente é a com a e i tônicos. 
11. O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual 
maneira. Depois do Acordo Ortográfico, passamos a usar apenas alguns acentos diferenciais. 
Exemplos: 
pôde (pretérito perfeito do indicativo de poder) pode (presente do indicativo de poder) 
pôr (verbo) por (preposição) 
têm (3.a pessoa do plural do verbo ter) tem (3.a pessoa do singular do verbo ter) 
vêm (3.a pessoa do plural do verbo ter) vem (3.a pessoa do singular do verbo ter) 
 
O b s e r v a ç õ e s 
a) O Acordo Ortográfico passou a aceitar a dupla grafia da palavra fôrma/forma, acentuada ou não. 
b) Os derivados do verbo ter (conter, deter, manter etc.) seguem a mesma regra do verbo ter. 
Exemplos: 
Ele contém Eles contêm 
Ele detém Eles detêm 
Ele mantém Eles mantêm 
 
c) Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, 
péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. 
Exemplos: 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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• Ele para o carro. 
• Ele foi ao polo Norte. 
• Ele gosta de jogar polo. 
• Esse gato tem pelos brancos. 
• Comi uma pera. 
Acentuação 
Gramática 
O Novo Acordo Ortográfico, em uso desde 2009, estabeleceu muitas mudanças nas regras de 
acentuação gráfica. 
Em se tratando de acentuação, devemos nos ater à questão das novas regras ortográficas da 
Língua Portuguesa, as quais entraram em uso desde o dia 1º de janeiro de 2009. Como toda 
mudança implica adequação, o ideal é que façamos uso das novas regras o quanto antes. 
O estudo exposto a seguir visa a aprofundar seus conhecimentos no que se refere à maneira correta 
de grafar as palavras, levando em consideração as regras de acentuação e o que foi proposto pelo 
novo acordo ortográfico. 
 
Acentuação Tônica 
 
A acentuação tônica refere-se à intensidade em que são pronunciadas as sílabas das palavras. 
Aquela que é pronunciada de forma mais acentuada é a sílaba tônica. As demais, como são 
pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas. 
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como: 
• Oxítonas: são aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba. 
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel 
• Paroxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na penúltima sílaba. 
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível 
• Proparoxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na antepenúltima sílaba. 
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus 
 
Acentuação gráfica 
Regras fundamentais: 
• Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: analítico, hipérbole, jurídico, cólica. 
• Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em", seguidas ou 
não do plural(s). Ex.: Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) 
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: 
→ Monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de “s”. 
Ex.: pá – pé – dó – há 
→ Formas verbais terminadas em "a", "e", "o" tônicos seguidas de lo, la, los, las. 
Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo. 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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• Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: 
→ i, is 
 
Ex.: táxi – lápis – júri 
 
→ us, um, uns 
 
Ex.: vírus – álbuns – fórum 
 
→ l, n, r, x, ps 
 
Ex.: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps 
 
→ ã, ãs, ão, ãos 
 
Ex.: ímã – ímãs – órfão – órgãos 
 
→ Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. 
 
Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei 
 
Regras especiais: 
 
 → Os ditongos de pronúncia aberta "ei", "oi", que antes eram acentuados, perderam o acento 
com o Novo Acordo. Veja na tabela a seguir alguns exemplos: 
ANTES AGORA 
Assembléia Assembleia 
Idéia Ideia 
Geléia Geleia 
Jibóia Jiboia 
Apóia (verbo apoiar) Apoia 
Paranóico Paranoico 
 
→ Quando "i" e "u" tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de 
"s", desde que não sejam seguidos por "-nh", haverá acento: 
 
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís 
 
Observação importante: 
 
→ Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de 
ditongo: 
 
ANTES AGORA 
Bocaiúva Bocaiuva 
Feiúra Feiura 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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Sauípe Sauipe 
 
→ O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” foi abolido. 
ANTES AGORA 
crêem creem 
lêem leem 
vôo voo 
enjôo enjoo 
 
→ Não se acentuam as vogais "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica: 
 
Ex.: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba . 
 
No entanto, em se tratando de palavra proparoxítona, haverá o acento, já que a regra de 
acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos: 
 
Ex.: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo 
 
→ As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz com "u" tônico precedido de "g" ou 
"q" e seguido de "e" ou "i" não serão mais acentuadas. 
ANTES AGORA 
apazigúe (apaziguar) apazigue 
averigúe (averiguar) averigue 
argúi (arguir) argui 
 
→ Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e dos seus 
compostos (conter, reter, advir, convir etc.). 
SINGULAR PLURAL 
ele tem eles têm 
ele vem eles vêm 
ele contém eles contêmele obtém eles obtêm 
ele retém eles retêm 
 
→ Não se acentuam mais as palavras homógrafas para diferenciá-las de outras semelhantes. 
Apenas em algumas exceções, como: 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
 
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• A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda 
continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do 
indicativo). O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciá-lo da preposição por. 
Exemplos de palavras homógrafas: 
• pera (substantivo) - pera (preposição antiga) 
• para (verbo) - para (preposição) 
• pelo(s) (substantivo) - pelo (do verbo pelar) 
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 EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE 
 
 
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Emprego do Sinal Indicativo de Crase 
CRASE: é uma palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão". Nos estudos de Língua 
Portuguesa, é o nome dado à fusão ou contração de duas letras "a" em uma só. A crase é indicada 
pelo acento grave (`) sobre o "a". Crase, portanto, NÃO é o nome do acento, mas do fenômeno 
(junção a + a) representado através do acento grave. 
A crase pode ser a fusão da preposição a com: 
1) o artigo feminino definido a (ou as): Fomos à cidade e assistimos às festas. 
2) o pronome demonstrativo a (ou as): Irei à (loja) do centro. 
3) os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: Refiro-me àquele fato. 
4) o a dos pronomes relativos a qual e as quais: Há cidades brasileiras às quais não é possível 
enviar correspondência. 
Observe que a ocorrência da crase depende da verificação da existência de duas 
vogais "a" (preposição + artigo ou preposição + pronome) no contexto sintático. 
REGRAS PRÁTICAS 
1 - Substitua a palavra feminina por uma masculina, de mesma natureza. Se aparecer a 
combinação ao, é certo que OCORRERÁ crase antes do termo feminino: 
Amanhã iremos ao colégio / à escola. 
Prefiro o futebol ao voleibol / à natação. 
Resolvi o problema / a questão. 
Vou ao campo / à praia. 
Eles foram ao parque / à praça. 
2 - Substitua o termo regente da preposição a por outro que exija uma preposição diferente 
(de, em, por). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem as 
formas da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase: 
Refiro-me a você. (sem crase) - Gosto de você / Penso em você / Apaixonei-me por você. 
Refiro-me à menina. (com crase) - Gosto da menina / Penso na menina / Apaixonei-me pela 
menina. 
Começou a gritar. (sem crase) - Gosta de gritar / Insiste em gritar / Optou por gritar. 
3 - Substitua verbos que transmitem a idéia de movimento (ir, voltar, vir, chegar etc.) pelo verbo 
voltar. Ocorrendo a preposição "de", NÃO haverá crase. E se ocorrer a preposição "da", 
HAVERÁ crase: 
Vou a Roma. / Voltei de Roma. 
Vou à Roma dos Césares. / Voltei da Roma dos Césares. 
Voltarei a Paris e à Suiça. / Voltarei de Paris e da Suiça. 
Ocorrendo a preposição "de", NÃO haverá crase. E se ocorrer a preposição "da", HAVERÁ 
crase: 
Vou a Roma. / Voltei de Roma. 
Vou à Roma dos Césares. / Voltei da Roma dos Césares. 
 EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE 
 
 
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Voltarei a Paris e à Suiça. / Voltarei de Paris e da Suiça. 
4 - A crase deve ser usada no caso de locuções, ou seja, reunião de palavras que equivalem a 
uma só idéia. Se a locução começar por preposição e se o núcleo da locução for palavra 
feminina, então haverá crase: 
Gente à toa. 
Vire à direita. 
Tudo às claras. 
Hoje à noite. 
Navio à deriva. 
Tudo às avessas. 
No caso da locução "à moda de", a expressão "moda de" pode vir subentendida, deixando 
apenas o "à" expresso, como nos exemplos que seguem: 
Sapatos à Luiz XV. 
Relógios à Santos Dummont. 
Filé à milanesa. 
Churrasco à gaúcha. 
No caso de locuções relativas a horários, somente no caso de horas definidas e especificadas 
ocorrerá a crase: 
À meia-noite. 
À uma hora. 
À duas horas. 
Às três e quarenta. 
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ORTOGRAFIA 
 
 
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Ortografia 
A Ortografia é o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa para a grafia correta das 
palavras e o uso de acentos, da crase e dos sinais de pontuação. A origem da palavra é grega e 
significa -orthós = certo, correto, direito, exato; e -grafia = escrita, estabelecendo, portanto, padrões 
para a forma escrita correta das palavras de uma língua. 
A escrita correta das palavras de uma língua está relacionada tanto com critérios ligados à origem das 
palavras (etimológicos) quanto aos ligados aos fonemas(fonológicos). A forma de grafar/escrever as 
palavras é fruto de uma convenção social, ou seja, de acordos ortográficos que envolvem os diversos 
países em que uma língua é reconhecida como sendo idioma oficial. 
Acordos ortográficos da Língua Portuguesa 
Quando falamos sobre ortografia, é preciso também refletirmos a respeito dos acordos 
ortográficos envolvendo países cuja língua portuguesa representa o idioma oficial. O primeiro acordo 
foi realizado em 1931 com o objetivo de promover a unificação dos dois sistemas ortográficos, 
entretanto, não obteve êxito. No Brasil, houve reformasortográficas nos anos de 1943, 1945, 1971 e 
1973. Em 1986, no Rio de Janeiro, houve um encontro de todos os representantes dos países 
lusófonos, ficando estabelecido o acordo ortográfico de 1986, mas também foi inviabilizado. 
O último acordo ortográfico entre os países lusófonos entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. 
Esse acordo legitimou outra reforma ortográfica, estabelecendo mudanças em diferentes aspectos, 
como a inclusão das letras “K”, “W” e “Y” ao alfabeto português oficial. 
Dicionário 
Para que os falantes possam acessar a grafia correta das palavras de uma língua, basta recorrer 
ao dicionário, um livro que reúne todas (ou quase todas) as palavras da língua, seus significados 
e classificação gramatical. As palavras são apresentadas no dicionário em ordem alfabética. Alguns 
dicionários também foram criados para a tradução de uma língua para outra. 
A assimilação da ortografia de uma língua, independentemente se esta é materna ou não, ocorre de 
maneira gradativa, constante e ininterrupta. É consenso de muitos estudiosos e profissionais da 
linguagem que a aprendizagem da ortografia de qualquer língua depende de 
muita leitura, escrita, observação e dedicação dos falantes, já que a língua é um sistema complexo e 
de extrema relevância para a interação verbal entre os sujeitos. 
Ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de 
uma língua. A ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa 
"correto" e graphos (γραφος) que significa "escrita".[1] Definindo, nomeadamente, o conjunto de 
símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de 
maiúsculas, etc. É o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa. 
Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os 
sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição costuma se dar sempre por 
aproximação e raramente está isenta de ambiguidades. 
Um dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa, que usa uma combinação de 
várias centenas de caracteres ideográficos, o kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakana e 
hiragana, e ainda o alfabeto latino (não se trata de alfabeto latino, mas sim a forma fonética de 
representar os silabários) , a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser 
escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode ser identificada por 
caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, nomeadamente o uso mais 
habitual, a facilidade de leitura ou até as opções estilísticas de quem escreve. 
Analisando as línguas europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes: 
Ortografia fonética 
Cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras únicos e cada letra ou grupo de letras 
corresponde a um único som. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Ortografia etimológica 
Um mesmo som pode corresponder a diversas letras e cada letra ou grupo de letras pode corresponder 
a diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais. 
Exceto o Alfabeto Fonético Internacional, que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos 
de todos os sons, não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos 
dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa, 
turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola. No caso particular do espanhol, podemos 
admitir que se trata de uma ortografia fonética em relação ao espanhol padrão falado na Espanha, mas 
não tanto em relação aos falares latino-americanos, em especial aos da Argentina e Cuba, nos quais 
nem sempre se verifica que cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras. 
A ortografia atual do português é, também, mais fonética do que etimológica. No entanto, antes 
da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era marcadamente 
etimológica. Escrevia-se, por 
exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos 
actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma, dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional 
etimológica perdurou no Brasil até a década de 1930. 
Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (por 
exemplo: ough) pode ter mais de quatro sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É 
também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo 
som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonas au, aux, haut, hauts, 
os, aulx, oh, eau, eaux. 
Erros ortográficos 
Paragrama 
Um paragrama é um erro ortográfico que resulta da troca de uma letra por outra, 
como previlégio (privilégio), visinho (vizinho), vizita (visita), meza (mesa) e outras. 
A Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma correta de escrita das palavras da 
Língua Portuguesa. 
As orientações ortográficas levam em conta a etimologia (origem) das palavras, bem como a fonologia 
(sons), de modo que a Ortografia se insere numa categoria ainda maior da gramática que é justamente 
a Fonologia. 
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho", que quer 
dizer correto e "grafo", por sua vez, que significa escrita. 
A ortografia se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as 
partes que compõem a gramática. 
A ortografia é influenciada pela etimologia e fonologia das palavras. Além disso, são feitas convenções 
entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos 
ortográficos. 
O Alfabeto 
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons da linguagem. 
Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado de alfabeto. 
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y. 
Emprego das letras K, W e Y 
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio). 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Antropônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kelly, Darwin, 
darwinismo. 
• Topônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kosovo, Kuwait, 
kuwaitiano. 
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby. 
Regras Ortográficas 
Uso do x/ch 
O x é utilizado nas seguintes situações: 
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe. 
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano. 
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar. 
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame. 
Exceção: O verbo encher escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele derivem: 
enchente, encharcar, enchido. 
 
Escreve-se com x 
 
Escreve-se com ch 
bexiga bochecha 
bruxa boliche 
caxumba broche 
elixir cachaça 
faxina chuchu 
graxa colcha 
lagartixa fachada 
mexerico mochila 
xerife salsicha 
xícara tocha 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Uso do h 
O h é utilizado nas seguintes situações: 
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh! 
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem. 
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha. 
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem. 
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico baía é 
grafado sem h. 
Uso do s/z 
O s é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-osa que indicam grande quantidade, estado ou 
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso. 
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa. 
• Depois de ditongos: coisa,maisena, lousa. 
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram. 
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos sufixos -ez/-eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza, 
grande - grandeza. 
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar. 
 
Escreve-se com s 
 
Escreve-se com z 
alisar amizade 
análise aprazível 
atrás azar 
através azia 
aviso desprezo 
gás giz 
groselha prazer 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Escreve-se com s 
 
Escreve-se com z 
invés rodízio 
jus talvez 
uso verniz 
 
Uso do g/j 
O g é utilizado nas seguintes situações: 
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio, relógio, 
refúgio. 
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem. 
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica. 
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço. 
Observações: 
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que ) eles/elas viajem. 
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído para jantes do a ou 
do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir 
- ajam, ajo. 
 
Escreve-se com g 
 
Escreve-se com j 
angélico anjinho 
estrangeiro berinjela 
gengibre cafajeste 
geringonça gorjeta 
gim jeito 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Escreve-se com g 
 
Escreve-se com j 
gíria jiboia 
ligeiro jiló 
sargento laje 
tangerina sarjeta 
tigela traje 
 
Parônimos e Homônimos 
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo significado é diferente. 
Assim, estamos diante de palavras parônimas quando as palavras são parecidas na grafia ou na 
pronúncia, mas têm significados diferentes. 
Exemplos: 
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado) 
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar) 
descrição (descrever) discrição (de discreto) 
descriminar (absolver) discriminar (distinguir) 
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país) 
 
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras têm a mesma 
pronúncia, mas significados diferentes. 
Exemplos: 
cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos) 
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez) 
ORTOGRAFIA 
 
 
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esperto (perspicaz) experto (experiente) 
ruço (pardo claro) russo (da Rússia) 
tachar (censurar) taxar (fixar taxa) 
 
Palavras e Expressões que Oferecem Dificuldades 
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há uma série de 
palavras e expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: A baixo / Abaixo, Onde / Aonde, Mas 
/ Mais, entre tantas outras. 
Veja toda a matéria de Ortografia: 
Palavras difíceis e seus significados 
Palavras difíceis são geralmente as que não são utilizadas com frequência, que surgem principalmente 
em contexto formal. Por esse motivo, parecem diferentes, ou mesmo estranhas. A sua dificuldade 
respeita ao seu significado, mas também ao ato de falar, ou seja, a forma correta de pronunciá-las. 
Palavras difíceis de entender 
1. Alvíssaras 
Expressão de alegria por notícia recebida. Exemplo: Alvíssaras ao novo presidente! 
2. Agnóstico 
Aquele que não acredita em Deus e nem nega a sua existência. Exemplo: Ele dizia ser agnóstico, até 
que, desesperado, se viu a pedir ajuda a Deus. 
3. Beneplácito 
Consentimento ou aprovação. Exemplo: Foram recebidos com o beneplácito da Assembleia. 
4. Cuntatório 
Em que há demora. Exemplo: Tenha paciência! Esse tipo de processo é cuntatório. 
5. Desasnado 
Que recebeu instrução, que desasnou. Exemplo: Depois de muita instrução, finalmente parece 
desasnado. 
6. Empedernido 
Aquele que não se deixa persuadir ou não se comove. Exemplo: É a tal ponto empedernido que nem 
uma notícia dessas o comove. 
7. Filaucioso 
Presunçoso. Exemplo: Com seu ar filaucioso, disse que já sabia tudo aquilo. 
8. Graçolar 
Dizer graçolas ou brincadeiras. Exemplo: Apesar da sua condição, passa os dias a graçolar. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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9. Horrípilo 
Horripilante. Exemplo: O tom da sua voz é horrípilo! 
10. Iconoclasta 
Aquele que contesta a veneração de símbolos religiosos. Exemplo: Não faz sentido contar com um 
iconoclasta para a restauração desse monumento religioso. 
11. Inócuo 
Inofensivo. Exemplo: Com a garantia de que qualquer reação seria inócua, aceitou experimentar. 
12. Juvenelizante 
Que rejuvenesce. Exemplo: Sinto-me muito melhor! O passeio foi realmente juvenelizante. 
13. Kafkaesco 
Que se assemelha às propostas de Kafka. Exemplo: A realidade transcendente presente nas obras 
traduz o seu estilo kafkaesco. 
14. Loquaz 
Eloquente, aquele que fala muito. Exemplo: É admirável a maneira loquaz com que discursa à plateia. 
15. Mendacioso 
Aquele que mente. Exemplo: Ninguém seria capaz em acreditar num discurso tão mendacioso. 
16. Nitidificar 
Tornar nítido. Exemplo: Com mais esclarecimentos sobre o tema, conseguiremos nitidificar tudo o que 
foi exposto. 
17. Odiento 
Que guarda ódio. Exemplo: Não chegará a lado nenhum com suas palavras odientas. 
18. Prognóstico 
Que indica previsão. Exemplo: O prognóstico do médico indicou sérias complicações no seu estado de 
saúde. 
19. Putrefato 
Em estado de apodrecimento. Exemplo: Tempos depois da tragédia, foram encontrados vários animais 
putrefatos. 
20. Quimera 
Sonho que não é possível realizar. Exemplo: Nesse momento, resolver esse problema seria uma 
verdadeira quimera. 
21. Recôndito 
Oculto. Exemplo: Procurou um local recôndito e começou a chorar. 
22. Sumidade 
Aquele que se destaca pela erudição. Exemplo: O professor era uma sumidade em arte barroca. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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23. Tergiversar 
Fazer rodeios. Exemplo: Não tentem tergiversar porque já entendi muito bem o que tais candidatos 
querem. 
24. Ufanismo 
Aquele que se orgulha de algo de forma exagerada. Exemplo: O ufanismo o faz encarar os problemas 
com muita seriedade. 
25. Vicissitude 
Sucessão de mudanças. Exemplo: Dependerá não só de nós, mas das vicissitudes da vida. 
26. Vitupério 
Comportamento ofensivo. Exemplo: Jamais imaginaria que ele respondesse com vitupério. 
27. Warrantagem 
Garantia pelo título de crédito conhecido como warrant. Exemplo: Sugeriu a warrantagem como 
garantia. 
28. Xaropear 
Aborrecer. Exemplo: O que meu colega de turma mais sabe fazer é xaropear com conversas sem 
sentido. 
29. Yanomami 
Denominação de povo indígena que habita o Brasil e a Venezuela. Exemplo: Faz parte da cultura dos 
Yanomamis usar vários tipos de corantes nas pinturas corporais. 
30. Zoomórfico 
Que apresenta forma de animal. Exemplo: Seu aspecto zoomórfico assusta qualquer um. 
As maiores palavras da língua portuguesa 
Essa é a maior palavra da língua portuguesa: 
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico 
Não precisa contar. Ela tem 46 letras! 
Além dessas há várias palavras difíceis de falar especialmente em virtude de sua extensão. Muitas 
delas estão ligadas às área de Biologia e Química: 
• Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, por exemplo, é uma doença. Tem 44 letras. 
• Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol e Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona, com 43 e 37 
letras, respectivamente, são nomes de substâncias. 
• Hipopotomonstrosesquipedaliofobia também é o nome de uma doença e tem 33 letras. 
• Anticonstitucionalissimamente é o maior de todos os advérbios. Tem 29 letras. 
Perca ou Perda? 
Perca é verbo, enquanto perda é substantivo. O uso incorreto de perca ou perda é um dos erros de 
português mais frequentes. Isso acontece porque essas palavras são parônimas, o que quer dizer que 
elas são parecidas tanto na grafia como na pronúncia, mas têm significados diferentes.ORTOGRAFIA 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Se ambas as palavras existem, como sei quando usar cada uma delas? Pense no seu significado e 
confira os exemplos: 
1) Perca ou perda de tempo 
• Não perca seu tempo com isso! 
• Você vai ver como isso é uma perda de tempo. 
2) Perca ou perda de peso 
• Caso não perca peso, vamos ter que ser mais rigorosos com a tua alimentação. 
• Pesquise sobre algo que possa te ajudar com a perda de peso. 
3) Perca ou perda de memória 
• Que eu perca minha memória, menos minha família. 
• Há várias doenças que podem causar perda de memória. 
4) Perca ou perda de um ente querido 
• Que ele a perca quando não houver outra saída. 
• A perda de alguém é muito dolorosa. 
5) Sentimento de perca ou perda 
• Perca esse sentimento que só faz mal a você. 
• Ninguém sabe lidar bem com o sentimento de perda. 
6) Perca ou perda de material 
• Não perca os livros! 
• A perda desse material seria irreparável. 
7) Perda total ou perca total 
• A seguradora considerou a perda total do veículo. 
• É melhor que você perca o total interesse por esse rapaz. 
8) Perca dos direitos ou perda dos direitos 
• Espero que ela perca os direitos políticos. 
• A perda dos direitos políticos é constitucional? 
O mesmo acontece com as palavras perdas e percas: 
• As perdas de alimentos são um desafio para a sociedade. 
• Tomara que tu percas o jogo. 
Erros de Português 
Para você não errar mais, confira 40 dos maiores erros de português mais comuns que tiram a 
credibilidade do seu texto. Se você prestar atenção, terá mais chance de gabaritar na prova de redação 
no Enem e no Vestibular. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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1. Precisa-se ou Precisam-se 
Precisa-se de pessoas que lembrem: quando o “se” indica índice de indeterminação de sujeito, o verbo 
é sempre conjugado na 3ª pessoa do singular, nunca do plural. 
Por isso, "precisam-se" está errado! 
2. Anexo, Anexa ou Em anexo 
A dúvida anexa é um dos erros anexos mais comuns. 
"Anexo" é um adjetivo, tal como bonita. Assim, foto bonita, foto anexa, certo? Foto em bonita, foto em 
anexa? Não, não pode ser. 
Então, "em anexo" está errado! 
3. Você ou Voçê 
Você tem que deixar de cometer este erro! O ç somente é usado antes das letras “a”, “o” e “u”, 
somente essas, nunca antes do “e” e do “i”. 
Não esqueça, "voçê" não existe! 
Leia Uso do Ç. 
Além da dúvida quanto à ortografia, esse pronome de tratamento também confunde na hora da crase. 
4. A você ou À você 
A você que não quer errar mais, dedico este ponto. A crase só existe quando o artigo “a” se une à 
preposição “a”, o que não acontece neste caso. 
A senhora, a vossa alteza, por exemplo, pode ser antecedidas por artigo “a”, mas “a você” não dá, não 
é? Então, esqueça a crase! "À você" também não existe! 
5. A ou Há 
Daqui a pouco você não terá mais dúvidas, pois isto é muito fácil. Quando estiver falando do futuro 
deve usar “a”, mas se estiver falando do passado, você usa o “há”. 
Há pouco eu disse que você não teria mais dúvidas, não disse? 
Leia Há ou A: quando usar? 
6. Em vez de ou Ao invés de 
“Em vez de” significa uma coisa no lugar de outra. “Ao invés de” tem o sentido de contrário. 
Em vez de explicar, vamos ao exemplo, ao invés de deixar que as pessoas fiquem mais confusas. 
7. Ao encontro de ou De encontro a 
“Ao encontro de” tem o sentido de mesma direção. “De encontro a” significa direção contrária. 
Espero que essa explicação vá ao encontro das suas expectativas. Se for de encontro, ficarei muito 
aborrecido! 
Leia Ao encontro de ou De encontro a: quando usar? 
8. Medeia ou Media 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Se você quer dizer que algo está no meio ou que é intermediário, ou seja, que ele "medeia", é assim 
que deve falar. 
Isso porque a conjugação do verbo mediar é: eu medeio, tu medeias, ele medeia, nós mediamos, vós 
mediais, eles medeiam. 
"Ele media" está errado! 
9. Através de ou Por meio de 
“Através de” carrega a ideia de atravessar. “Por meio de” indica o instrumento utilizado para 
determinado fim. 
Através da janela posso ver o que o professor escreveu no quadro. É por meio dele que eu consigo 
aprender alguma coisa. 
10. A princípio ou Em princípio 
“A princípio” é usado para expressar tempo inicial. “Em princípio” é sinônimo de “em tese”. 
A princípio estavam confusos, mas em princípio todos parecem ter aprendido. 
11. Senão ou Se não 
“Senão” tem o mesmo sentido de “caso contrário”. “Se não” é uma expressão que impõe condição. 
Se não aprender agora, ficarei desapontado. Senão podemos tentar de outra forma. 
Como se não soubesse quais são as suas dúvidas… Mais um exemplo, senão não passamos para o 
ponto n.º 12. 
Leia Senão ou Se não: quando usar? 
12. Onde ou Aonde 
“Onde” indica a localização de algo. “Aonde” tem o mesmo sentido de “para onde”. 
Onde estamos mesmo? No ponto n.º 12. E aonde vamos a seguir? Para o ponto n.º 13. 
Leia Uso do Onde e Aonde. 
13. Onde ou Em que 
“Onde” e “em que” são usados quando fazemos referência a um lugar. 
Quando não há referência a lugar somente “em que” deve ser utilizado. 
Onde acaba esta conversa? Vamos arejar um pouco e terminar a aula ao ar livre. Lá (naquele lugar, ao 
ar livre) terminaremos a nossa conversa sobre erros de português. 
Sem tempo para conversar mais, aquele livro que indiquei em que há vários problemas gerais com a 
língua, ajudará você em dúvidas futuras. 
14. Ratificar ou Retificar 
“Ratificar” é o mesmo que confirmar. “Retificar” é o mesmo que corrigir. 
Ratifico que compreendo as suas dúvidas, mas a partir de agora você já consegue retificar algumas. 
Conheça outros parônimos. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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15. Entre mim e você ou Entre eu e você 
Agora é entre mim e você: vamos acabar com essa dúvida de uma vez! 
As preposições vem sempre seguidas de pronomes pessoais do caso oblíquo (mim, ti) e nunca de 
pronomes pessoais do caso reto (eu, tu). 
Isso quer dizer que "entre eu e você" está errado! 
16. A fim ou Afim 
“A fim” significa finalidade, enquanto “afim” indica semelhança. 
A fim de você entender, leia isto com atenção. É este o nosso objetivo afim: esclarecer dúvidas e 
eliminar erros de português. 
Leia A fim ou Afim? 
17. Tem ou Têm 
A forma “tem” é a conjugação do verbo ter na 3.ª pessoa do singular. “Têm” é a conjugação do verbo 
ter na 3.ª pessoa do plural. 
Ele tem menos dúvidas agora. Eles têm mais chances de escrever melhor. 
18. Assistir ao ou Assistir o 
“Assistir ao” tem o sentido de ver. “Assistir o” significa dar assistência. 
Assisto ao debate na sala de aula. De seguida, assisto os alunos com as dúvidas que discutiram. 
19. A nível de ou Em nível de 
“A nível de” tem o sentido de nivelar. “Em nível de” é o mesmo que “em termos de”. 
Em nível de erros de português, prometo ajudar você a chegar a um nível que nunca tinha chegado 
antes. 
Leia Ao nível de ou Em nível de. 
20. Chego ou Chegado 
Se a dúvida é qual o particípio do verbo chegar, a resposta é "chegado": Como sempre, eu 
tinha chegado atrasado. 
É normal que você tenha essa dúvida, afinal há muitos verbos que têm mais do que uma forma 
de particípio, a regular e a irregular. Por exemplo: aceitado e aceito, matado e morto, prendido e preso. 
"Chego" é a conjugação do verbo chegar na 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo: Eu 
sempre chego atrasado. 
21. Meio ou Meia 
“Meio” significa um pouco. “Meia” é o mesmo que metade e como é um número fracionário, varia 
conforme o termo a que se refere. 
Parece meio difícil, mas em menos de meia hora você não terá mais dúvidas sobre isso. 
E não esqueça, o certo é meio-dia e meia! Porque meio concorda com “dia”, enquanto meia concorda 
com “hora”. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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22. Mal ou Mau 
 “Mal” é o contrário de bem. “Mau” é o contrário de bom. 
Mal eu terminei de explicar e você já entendeu. Agora, vai ser muito mau se você voltar a cometer o 
mesmo erro. 
LeiaMal ou Mau? 
23. À medida que ou Na medida em que 
“À medida que” equivale à “à proporção que”. “Na medida em que” tem o sentido de “porque”. 
À medida que o você aprende, fica mais descansado, na medida em que terá mais chances de passar 
em qualquer concurso. 
24. Mas ou Mais 
"Mas" significa “porém”. "Mais" é o contrário de menos. 
Vocês está ficando cada vez mais esperto, mas não pense que já sabe tudo. Ainda temos alguns 
pontos pela frente. 
Leia Mais ou Mas. 
25. Perca ou perda 
"Perca" é uma forma de conjugar o verbo perder. "Perda" é um substantivo, que é o contrário de 
“ganho”. 
Não perca tempo! Vamos a mais exemplos: 
• Que eu perca tudo, menos a minha paciência. Afinal, essa seria uma grande perda. 
• Perca o seu tempo como quiser. Estudar não é perda de tempo. 
Leia Perca ou Perda? 
26. Deu ou Deram tantas horas 
"Deu" ou "deram" podem ser utilizados corretamente na indicação de horas. Tudo vai depender do 
sujeito da oração. 
Deu uma hora. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “uma hora”). 
Deram duas horas. (certo. Neste caso o sujeito é “duas horas”). 
O relógio deu três horas. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “o relógio”). 
Deram quatro horas no meu relógio. (certo, “no meu relógio” indica lugar e não é o sujeito. Nesta 
oração o sujeito é “quatro horas”, com o qual o verbo está concordando). 
27. Trás ou Traz 
"Trás" indica posição, enquanto "traz" é uma conjugação do verbo trazer. 
Não vá para trás. Os próximos pontos trazem mais dúvidas. 
28. Obrigado ou Obrigada 
Se quem agradece é do sexo masculino, deve usar sempre “Obrigado”. Se quem agradece é do sexo 
feminino, deve usar sempre “Obrigada”. 
“Obrigado”, dirá o aluno. “Obrigada”, dirá a aluna. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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29. Descriminar ou Discriminar 
“Descriminar” é sinônimo de descriminalizar, ou seja, absolver. “Discriminar” significa excluir ou 
classificar conforme as características. 
A partir de hoje, não vou mais descriminar os alunos do crime cometido contra a língua até agora. Eles 
precisam entender que há muitas pessoas que discriminam as pessoas pelo fato de falarem errado. 
30. Acerca de ou A cerca de 
“Acerca de” significa “a respeito de”. “A cerca de” tem o sentido de “próximo”. 
Nunca tínhamos falado acerca disto. Estamos a cerca de chegar dez pontos para terminar. 
31. A meu ver ou Ao meu ver 
É isso mesmo, tanto “a meu ver” como “ao meu ver” são expressões que podem usadas. No entanto, 
“a meu ver” é mais aceita, por ser a mais clássica. 
Ao meu ver isto ficou esclarecido. Mas, a meu ver, os gramáticos preferiam condenar uma das 
expressões. 
Então, "ao meu ver" não está errado, mas de preferência vamos usar "a meu ver". 
32. Por hora ou Por ora 
“Por hora” faz referência às horas. “Por ora” tem o mesmo sentido de que “por enquanto”. 
Vamos nos dedicar a quatro erros de português por hora. Por ora, penso que conseguiremos nos 
organizar assim. 
33. Vem, Vêm ou Veem 
"Vem" e "vêm" são formas de conjugação do verbo vir. "Veem" é uma forma de conjugação do verbo 
ver. 
Ele vem às aulas com frequência. (3.ª pessoa do singular do verbo vir no presente do indicativo) 
Eles também vêm. (3.ª pessoa do plural do verbo vir no presente do indicativo) 
Eles veem o horário antes das aulas começarem. (3.ª pessoa do plural do verbo ver no presente do 
indicativo) 
34. Eminente ou Iminente 
“Eminente” significa excelente. “Iminente” é algo que está prestes a acontecer. 
Vocês são eminentes alunos. É iminente o ingresso de cada um de vocês na universidade. 
35. Seção, Sessão ou Cessão 
“Seção” é uma parte, “sessão” é a duração de algo, “cessão” é o mesmo que cedência, de ceder. 
Nesta seção, vamos aprender algumas palavras homófonas. Esta sessão terá a duração de 45 
minutos. A cessão do material utilizado nas aulas será feita por e-mail. 
Leia Sessão ou Seção. 
36. Por que, Por quê, Porque ou Porquê 
“Por que” e “Por quê” são usados quando se questiona algo. O que os diferencia é que com acento 
vem sempre no fim das orações. 
“Porque” é usado quando se responde ou explica o motivo de algo. 
“Porquê” significa “motivo”. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Por que estamos falando sobre isso? Por quê? 
Porque esta é uma dúvida frequente. 
O porquê de estarmos falando sobre isso é que esta é a dúvida de muitos. 
Leia Uso do Por que, Porquê, Por quê e Porque. 
37. Embaixo ou Em baixo 
“Embaixo” é um advérbio de lugar, tem o mesmo sentido que “debaixo” e é o antônimo de “em cima”. 
“Em baixo” é um adjetivo, ou seja, é usado para indicar algo em altura inferior. 
Embaixo há mais pontos que vão acabar de vez com as suas dúvidas. Se não estiver fácil de entender, 
chame-me em baixo tom e eu vou até sua mesa. 
Leia Embaixo ou Em Baixo? 
38. Ainda assim ou Ainda sim 
Isto é fácil, ainda assim vou explicar. 
“Ainda assim” é uma conjunção adversativa, ou seja, ela indica oposição ou compensação. Por isso 
que eu disse que era fácil, apesar disso iria explicar. 
Isso quer dizer que "ainda sim" está errado! 
39. Chegar a ou Chegar em 
De acordo com a norma culta, quando você chega, chega a algum lugar. 
É muito comum ouvirmos “chegar em”. Isso até pode indicar que a língua se transforma com o tempo, 
mas na dúvida, use sempre “chegar a”. 
40. Viagem ou Viajem 
Viagem (com G) é substantivo. Viajem (com J) é a conjugação do verbo viajar na 3.ª pessoa do plural 
do presente do subjuntivo (Que eles viajem) ou o seu imperativo (Viajem eles). 
Aprender é uma viagem, mas não se distraía muito para que os alunos não viajem nos seus 
pensamentos. 
Acerca ou A Cerca 
O “acerca” escrito junto, e o “a cerca” escrito separado, são termos utilizados em diferentes contextos. 
Por isso, causam muita confusão na hora de escrever um texto. Para acabar com a dúvida, confira 
abaixo as regras, os usos e alguns exemplos. 
Acerca 
Acerca, escrito junto, é um advérbio que significa que algo está próximo. É muito comum ser utilizado 
com a preposição “de”, formando assim uma locução prepositiva: acerca de. 
Nesse caso, é utilizado com o significado de sobre, a respeito de, com relação a, relativamente a, etc. 
Exemplos: 
Nossa opinião acerca do tema é que tais ações são de extrema importância. 
Naquela noite, discutimos acerca da nossa relação. 
Obs: O termo "acercar" é um verbo transitivo e pronominal que significa aproximação, por exemplo: 
Estamos nos acercando da propriedade. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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A Cerca 
A cerca, escrito separado, significa “aproximado” sendo sinônimo do advérbio “perto”. É formado pelo 
artigo “a” e o substantivo “cerca”. Geralmente, esse termo vem acompanhado com a preposição “de”. 
Exemplo: Estamos a cerca de 15 km de São Paulo. 
Obs: quando utilizamos a expressão “cerca de” significa “aproximadamente”, por exemplo: 
Cerca de quinhentas pessoas morreram no acidente de avião. 
Cerca de dez mil pessoas estavam na passeata. 
A campanha forneceu cerca de dez quilos de alimentos. 
E o Há Cerca? 
Nesse caso, o “há”, forma conjugada do verbo haver, é utilizado com o significado de existir e indica 
tempo decorrido. A expressão “há cerca de” significa, portanto, “faz aproximadamente”. 
Exemplos: 
Há cerca de um mês que estamos esperando a consulta. 
Há cerca de duzentos livros para doar. 
Conversei com Sabrina há cerca de dois meses. 
Obs: Note que “a cerca de” faz referência à distância e “há cerca de” ao tempo. 
Abaixo ou A Baixo? 
Os termos "abaixo", escrito junto, e "a baixo", escrito separado, costumam confundir quando vamos 
escrever um texto.No entanto, eles são usados em contextos diferentes. Para que você não erre mais, 
confira abaixo as regras, os usos e alguns exemplos. 
Abaixo 
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição inferior. Portanto, essa 
palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por baixo", etc. 
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é utilizadoem situações 
que envolvem interjeições. 
Exemplos: 
Abaixo a Ditadura! 
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula. 
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu. 
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe. 
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina. 
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que reúne diversas 
assinaturas. 
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o documento é escrito sem o 
hífen: 
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado. 
Atenção! 
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é se o verbo é escrito 
no singular ou plural. 
ORTOGRAFIA 
 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no plural, o verbo 
também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o verbo também será escrito no 
singular. 
Exemplos: 
Segue abaixo a foto do evento. 
Segue abaixo a lista de formandos. 
Seguem abaixo os documentos para matrícula. 
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso. 
A Baixo 
Já a expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou “até embaixo” e 
antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela preposição “a” mais o adjetivo “baixo”. 
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o papel de locução 
adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”. 
Exemplos: 
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo. 
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo. 
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio. 
Neusa observou o candidato de alto a baixo. 
Roupas e calçados a baixo preço. 
Obs: O termo “a baixo” não leva crase. 
Enfim ou Em Fim? 
O “enfim”, escrito junto, e o “em fim”, escrito separado, costumam confundir muito quando vamos 
escrever um texto. Eles têm significados diferentes e, portanto, devem ser usados em contextos 
distintos. 
Saiba aqui como se escreve e quando você deve usar cada um deles. Confira abaixo as regras, usos e 
exemplos. 
Enfim 
“Enfim”, escrito junto e com “n” depois do “e”, é um termo sinônimo de finalmente, por fim, afinal, etc. 
Trata-se de um advérbio de tempo que é também utilizado com sentido de que algo está concluído: em 
síntese, em conclusão, em suma, etc.. 
Exemplos: 
Enfim sós! 
Após tantas dificuldades, enfim poderemos comprar o carro. 
Enfim poderei ver Maciel nesse final de semana. 
Após tantas provas, podemos enfim viajar. 
Atenção! 
A expressão “En fim”, escrito separado e com “n” depois do “e”, não existe na língua portuguesa. 
Exemplo: Até que enfim você chegou! 
Em Fim 
O “em fim”, escrito separado, é utilizado com o sentido de “no final de” ou “no fim de”. Portanto, essa 
expressão indica o fim próximo ou mesmo o término de algo. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Trata-se de uma locução adverbial de tempo, ou seja, que desempenha o papel de advérbio na frase. 
Ela é formada pela preposição “em” mais o substantivo “fim”. 
Exemplos: 
Roberto trabalhou 25 anos e está em fim de carreira. 
Vitória está no hospital em fim de vida. 
Quando estamos em fim de uma prova, queremos sair logo. 
Juliana é uma grávida em fim de tempo. 
Acima ou A Cima? 
O termo “acima” e a locução “a cima” possuem o mesmo som, no entanto, são utilizadas em contextos 
diferentes. Por isso, causam grande confusão quando temos que escrever um texto.Para que você 
aprenda de uma vez por todas a usá-las corretamente, confira abaixo dicas com as regras, os usos e 
alguns exemplos. 
Acima 
A palavra “acima”, escrito junta, é um advérbio de lugar e antônima de “abaixo”. Assim, ela é 
empregada com o sentido de que algo está num local elevado, ou seja, localizado numa posição 
superior. 
Exemplos: 
Hoje eu estacionei o carro mais acima. 
Vi seu nome mais acima na lista de convocados. 
Nosso apartamento está acima do seu. 
Essa cidade está acima do nível do mar. 
Para entender melhor a matéria, confira os exemplos acima. 
Obs: Uma dica para saber se o termo está sendo utilizado corretamente é trocá-lo por seu antônimo: 
Estacionei o carro mais abaixo. 
Fique Atento! 
A expressão “acima de” é uma locução prepositiva muito utilizada, por exemplo: Suas médias 
estão acima de qualquer um da sala. 
A Cima 
O termo “a cima”, escrito separado, é sinônimo de “para cima” e antônimo de “de baixo” ou “para baixo” 
e não leva crase. 
Ele significa que algo está no alto ou no topo sendo formado pela preposição “a” mais o substantivo 
“cima”. 
Exemplo: 
Fiquei muito nervosa pois quando entrei na sala ela me olhou de baixo a cima. 
Antes de comprar a casa José verificou tudo de baixo a cima. 
Levamos quatro horas para subir a montanha de baixo a cima. 
Resolvemos correr na ladeira de baixo a cima. 
O elevador subiu de baixo a cima em poucos segundos. 
Obs: uma dica para saber se você está utilizando o termo corretamente é trocar pelo seu sinônimo 
“para cima”: o elevador subiu de baixo para cima em poucos segundos. 
Fique Atento! 
A expressão “de cima” é uma locução adverbial. Já as expressões “para cima de”, “por cima de” ou “em 
cima de” são locuções prepositivas. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Exemplos: 
Mauro estava olhando de cima do prédio. 
O gato pulou para cima da pia rapidamente. 
Sua ambição passa por cima de qualquer pessoa. 
Meu cachorro ficou em cima de mim a tarde toda. 
Sob ou Sobre? 
O “sob” e o “sobre” são duas preposições essenciais que causam muita confusão na hora de escrever 
um texto.Isso porque elas são palavras parônimas, uma vez que são muito semelhantes na pronúncia 
e na escrita, entretanto, possuem significados diferentes. 
Sendo assim, o sob e o sobre são termos antônimos, ou seja, o significado de uma é o contrário da 
outra. 
Lembre-se que preposição é uma palavra invariável utilizada para ligar dois termos numa oração. 
Confira aqui o significado, usos e exemplos de cada uma delas. 
Sob 
O sob é uma preposição utilizada com o sentido de “embaixo de”, “por baixo de” e “debaixo de”. Ou 
seja, faz referência a algo que esteja numa posição inferior. 
Além disso, ela pode ser usada com o sentido de “condição” ou “em estado de”. 
Exemplos: 
Passamos sob a ponte essa tarde. 
Não consigo trabalhar sob pressão. 
A loja de móveis está sob nova direção. 
O garoto está sob minha responsabilidade. 
A situação dela está sob controle. 
Sobre 
O “sobre” é uma preposição utilizada como sinônimo de “em cima de”, “por cima de” e “acima de”. Ou 
seja, ela faz referência a algo que esteja numa posição superior. 
Esse termo também pode ser utilizado com o sentido de “acerca de”, “em relação à” e “a respeito de”. 
Exemplos: 
Deixei meus óculos sobre a mesa da sala. 
Nunca deixe o celular sobre a pia da cozinha. 
Enquanto o cachorro ladrava, o gato permaneceu sobre o muro. 
A aula de hoje é sobre animais peçonhentos. 
Falamos a tarde toda sobre nossa infância. 
Debaixo ou De Baixo? 
"Debaixo" e "de baixo" são dois termos utilizados em situações diferentes. A grande confusão na hora 
de escrever é porque essas palavras possuem o mesmo som. Portanto, confira aqui as principais 
regras, usos e exemplos sobre cada um desses vocábulos. 
Debaixo 
A palavra “debaixo”, escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está localizado na 
parte inferior em relação à outra coisa. 
Assim, ela é sinônimo de embaixo, abaixo, sob, por dentro; e antônimo de em cima ou acima. Na maior 
parte das vezes, esse advérbio vem acompanhado de uma proposição formando assim, uma locução 
adverbial: debaixo de. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Exemplos: 
João estava debaixo do viaduto esperando a chuva passar. 
As chaves estavam debaixo da almofada. 
Encontrei uma barata debaixo do tapete. 
O mendigo mora debaixo da ponte. 
Encontrei seu gorro debaixo da bolsa. 
Obs: Geralmenteo termo “debaixo” pode ser substituído pela preposição “sob”. Dessa forma, você 
pode substituí-la na frase para confirmar se o termo que está usando é o correto. Assim, se a sentença 
estiver coerente o termo utilizado está certo. 
Exemplo: As chaves estavam sob a almofada. (debaixo da almofada) 
De Baixo 
Quando é escrito de maneira separada, esse termo exerce a função de adjetivo de modo que qualifica 
o substantivo na frase. A palavra “de baixo” é formada pela preposição “de” mais o adjetivo “baixo”. 
Exemplos: 
Nossa conversa foi de baixo nível. 
Eu acho que Tarcísio é um homem de baixo caráter. 
Toda a entrevista esteve permeada por palavras de baixo calão. 
Quando cheguei na reunião, Carolina olhou de baixo a cima. 
Nosso apartamento fica no andar de baixo. 
Obs: Uma dica é substituir a palavra por “sob” e se a sentença não fizer sentido, o termo correto é 
“debaixo”. 
Embaixo ou Em Baixo? 
Os termos “embaixo”, escrito junto, e “em baixo”, escrito separado, são duas palavras que possuem o 
mesmo som, porém grafias diferentes. Além disso, são utilizadas em situações distintas. 
Ambas causam muita confusão quando temos que escrever uma redação. Portanto, aprenda de uma 
vez por todas a usá-las corretamente conferindo abaixo seus significados, regras, usos e exemplos. 
Embaixo 
A palavra "embaixo", escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está numa posição 
inferior em relação a outra coisa. 
Ela é sinônimo de abaixo, debaixo, sob, por baixo e antônimo de em cima, acima e sobre. 
Além disso, é comum esse termo vir acompanhado de uma preposição, formado assim, uma locução 
adverbial, por exemplo: embaixo de. 
Exemplos: 
Eu deixei a bolsa embaixo da escada. 
Os livros estão embaixo da escrivaninha. 
Durante a brincadeira, as crianças se esconderam embaixo da mesa. 
Vá até em casa e pegue as chaves que deixei embaixo do tapete. 
Passei o dia todo embaixo dos cobertores. 
Obs: uma maneira de saber se está utilizando o termo correto, é trocar na frase pelo seu antônimo. 
Exemplo: Os livros estão em cima da mesa. 
Em Baixo 
Quando escrito de forma separada o termo “em baixo” desempenha a função de adjetivo na sentença. 
Ou seja, nesse caso, ele qualifica um substantivo: 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Exemplos: 
Durante a aula falem com a voz em baixo tom. 
A pintura do artista é em baixo relevo. 
Nesse trecho é melhor dirigir em baixa velocidade. 
Nessa opção a câmera fica em baixo contraste. 
Na entrevista a conversa foi em baixo calão. 
Você sabia? 
No português falado em Portugal o termo escrito separado “em baixo” é utilizado como advérbio de 
lugar: "Estou em baixo do toldo te esperando". 
Trás ou Traz? 
O “trás” e o “traz” são dois termos homófonos, ou seja, que possuem o mesmo som, porém grafias 
diferentes. 
Por esse motivo, esses monossílabos tônicos causam muita confusão quando vamos escrever um 
texto. 
Portanto, confira aqui as principais regras, usos e exemplos dessas palavras. 
Trás 
O trás com “s” e acento agudo é uma palavra que significa na parte traseira, sendo utilizada como 
sinônima de atrás, detrás, após, etc. 
Esse termo sempre vem sempre precedido por uma preposição e, nesse caso, desempenha o papel de 
um advérbio de lugar formando uma locução adverbial. 
Exemplos: 
Não olhe para trás enquanto dirige. 
Depois da bronca, ele não saiu de trás da cortina. 
Com certeza existe muita coisa por trás desse caso político. 
Obs: A palavra “atrás” é grafada com “s” no final e, portanto, o termo “atraz” está incorreto. 
Traz 
O traz com “z” é uma forma verbal do verbo trazer que significa transportar, levar, conduzir, 
encaminhar, ocasionar, oferecer, etc. 
Essa forma é conjugada na terceira pessoa do singular do indicativo (ele/ela traz) e ainda, na segunda 
pessoa do singular do imperativo (traz tu). 
Exemplos: 
Todos os dias Joana traz sua marmita. 
Dinheiro não traz felicidade. 
Traz o guarda-chuva pois está chovendo. 
Obs: uma dica para verificar se o uso desse termo está correto é substituindo por verbos relacionados, 
por exemplo, o levar: 
Todos os dias Joana leva sua marmita. 
Assim, se a sentença estiver coerente, você está usando o termo corretamente. Do contrário, você 
deve utilizar o advérbio de lugar “trás”. 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Encima ou Em Cima? 
"Encima" junto e "em cima" separado são duas palavras homófonas que apresentam sonoridade igual, 
porém grafias diferentes. 
Confira aqui o significado de cada uma para você não ficar mais na dúvida de quando usar cada uma 
delas. 
Encima 
O termo “encima”, escrito junto e com “n” representa uma forma verbal do verbo encimar. Esse verbo, 
pouco utilizado pelos falantes da língua, significa colocar sobre algo, sendo sinônimo de elevar, coroar, 
etc. 
Ele é conjugado na terceira pessoa do singular (ele/ela encima) do indicativo ou na segunda pessoa do 
singular do imperativo (encima tu). 
Exemplos: 
A estrela de Belém encima a árvore de natal. 
Essa árvore encima o monte. 
O chapéu encima a cabeça da presidente. 
Em Cima 
Já o termo “em cima” escrito separado é o antônimo de embaixo. Numa frase ela exerce a função de 
locução adverbial de lugar. 
Portanto, utilizamos essa palavra para nos referir a algo que está numa posição elevada em relação a 
outra coisa. 
Exemplos: 
O bebê está em cima da cama. 
Pegue o açúcar em cima da mesa. 
Eu deixei as chaves em cima da cômoda. 
Curiosidade 
Utilizamos frequentemente na linguagem coloquial (informal) a expressão “dar em cima”. Ela faz 
referência quando alguém está cortejando ou interessado numa pessoa. 
Exemplo: Na festa de sábado vimos o Felipe dando em cima da Camila. 
Acento Agudo 
O acento agudo (´) é um sinal gráfico utilizado em todas as vogais da língua: a, e, i, o, u. 
Eles marcam a sílaba tônica (mais forte) de uma palavra e, portanto, são utilizados nas vogais abertas 
e semiabertas. 
Além do acento agudo, o mais utilizado na nossa língua, há também o circunflexo (^) e o grave (`), esse 
último chamado de crase. 
Regras 
O acento agudo é utilizado: 
Nas vogais tônicas abertas e semiabertas “a”, “e” e “o”, por exemplo: 
• sofá 
• estádio 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• átomo 
• réptil 
• sintético 
• parabéns 
• sólido 
• ótica 
• dominó 
Nas vogais tônicas “i” e “u”, por exemplo: 
• íngreme 
• almíscar 
• líquen 
• útil 
• inútil 
• úmido 
Novo Acordo Ortográfico 
Com a implementação do Novo Acordo Ortográfico (2009), algumas palavras paroxítonas perderam o 
acento agudo. 
Palavras homógrafas 
• Para 
• Polo 
Antes do Acordo eram grafadas da seguinte maneira: 
• Pára 
• Pólo 
Ditongos abertos “oi” e “ei” 
• Heroico 
• Jiboia 
• Paranoia 
• Assembleia 
• Ideia 
Antes do Acordo elas eram acentuadas: 
• Heróico 
• Jibóia 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Paranóia 
• Assembléia 
• Idéia 
Obs: Segundo o Novo Acordo Ortográfico o acento agudo permanece nos monossílabos tônicos e nas 
palavras oxítonas com ditongos abertos “éi”, “éu” ou “oi”: 
Exemplos: 
• anéis 
• decibéis 
• chapéu 
• ilhéus 
• herói 
• remóis 
Palavras com Acento Agudo 
Confira abaixo algumas palavras que levam o acento agudo: 
Palavras Oxítonas: última sílaba é a tônica. 
• Sofá 
• Olá 
• Chalé 
• Café 
• Açaí 
• Piauí 
• Avó 
• Paletó 
• Baú 
• Grajaú 
Palavras Paroxítonas: a penúltima sílaba é a tônica. 
• Cadáver 
• Amável 
• Réptil 
• Éden 
• Ímpar 
• Vírus 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Dócil 
• Fóssil 
• Lúmen 
• Túnel 
Palavras Proparoxítonas: a antepenúltima sílaba é a tônica. 
• Árabe 
• Cálice 
• Exército 
• Espécie 
• Líquido 
• Míope 
• Próximo 
• Cleópatra 
• Rústico 
• Músico 
Atenção! 
Algumas palavras iguais escritas com e sem acento agudo, são utilizadas em contextos diferentes. 
Exemplos: 
Hoje foi o término do nosso namoro 
Se continuar assim, eu termino com ele. 
Recebo um auxílio moradia todos os meses.Eu auxilio minha irmã caçula nas tarefas de casa. 
Acento Circunflexo 
O acento circunflexo (^) é um tipo de notação léxica utilizado nas vogais tônicas semifechadas: “a”, “e” 
e “o”. 
No português as semivogais “i” e “u” nunca levam esse tipo de acento. Além do circunflexo, temos o 
acento agudo (´) e o grave (`) 
Regras e Usos 
O acento circunflexo é geralmente usado nas vogais fechadas /â/, /ê/ e /ô/ e nas vogais nasais que 
aparecem nos dígrafos “âm”, “ân”, “êm”, “ên’, “ôm” e “ôn”. 
Exemplos: 
• Importância 
• Êxito 
• Metrô 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Âmbito 
• Discrepância 
• Efêmero 
• Essência 
• Nômade 
• Antagônico 
O Circunflexo e o Novo Acordo Ortográfico 
No Novo Acordo Ortográfico (2009) algumas palavras que recebiam o acento circunflexo foram 
alteradas. Portanto, fique atento às novas regras para não errar na hora da escrita. 
Nas palavras paroxítonas que possuem o ditongo “ee” e “oo”, o circunflexo foi abolido: 
• Leem 
• Deem 
• Creem 
• Abençoo 
• Enjoo 
• Voo 
Você deve lembrar que antes do acordo, a primeira vogal igual levava o acento circunflexo. Sendo 
assim, elas eram escritas da seguinte maneira: 
• Lêem 
• Dêem 
• Crêem 
• Abençôo 
• Enjôo 
• Vôo 
Nas palavras paroxítonas homógrafas (mesma grafia) o acento circunflexo era mantido para diferenciar 
uma da outra, por exemplo: 
Pêlo 
Pêra 
No entanto, depois do acordo essas palavras são grafadas da seguinte maneira: 
Pelo: pode significar “por onde” ou “revestimento corporal”. 
Exemplo: 
Nádia sempre vai pelo mesmo caminho. 
Zulmira tem muito pelo no braço. 
Pera: pode ser o substantivo fruta ou pelo no queixo (barba ou barbicha). 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Exemplo: 
Ontem comemos uma pera deliciosa. 
Eu gostei da pera no queixo do Ismael. 
• Por outro lado, alguns acentos circunflexos foram mantidos: 
• Pôr 
• Pôde 
• Têm 
• Vêm 
Curiosidade: Você sabia? 
O acento circunflexo é mais usado no português do Brasil do que no de Portugal. 
Portanto, segundo o Novo Acordo Ortográfico, algumas palavras podem ser escritas de duas maneiras: 
Português do Brasil Português de Portugal 
Bebê Bebé 
Purê Puré 
Bônus Bónus 
Fêmur Fémur 
Patrimônio Património 
Antônimo Antónimo 
Sinônimo Sinónimo 
Antônio António 
Fenômeno Fenómeno 
Gênero Género 
Palavras com Acento Circunflexo 
Confira abaixo alguns exemplos de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas que levam acento 
circunflexo: 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Palavras Oxítonas 
Palavras terminadas com vogal “e”: 
• Purê 
• Bebê 
• Nenê 
• Caratê 
Palavras terminadas com vogal “o”: 
• Robô 
• Avô 
• Pôs 
• Pôr 
Palavras terminadas no ditongo nasal “em”: 
• Advêm 
• Convêm 
• Detêm 
• Retêm 
Palavras Paroxítonas 
Palavras terminadas com as consoantes “l”, “n”, “r”, “x”: 
• Têxtil 
• Plâncton 
• Câncer 
• Fênix 
Palavras terminadas em “ão (s)”, “ei (s)” ou “us”: 
• Zângão 
• Escrevêsseis 
• Tônus 
Palavras Proparoxítonas 
Palavras terminadas em vogais “a”, “e” e “o”, seguidas das consoantes nasais “m” ou “n”: 
• Cânfora 
• Lâmpada 
• Amêndoa 
• Amazônia 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Mântua 
• Tênue 
• Gêmeo 
• Gênio 
• Cômodo 
• Acadêmico 
Curiosidade 
Algumas palavras escritas com e sem acento circunflexo são utilizadas em contextos diferentes. 
Exemplo: 
O Japão possui grande influência na economia mundial. 
O Japão influencia muitos países do mundo. 
E o Acento Agudo? 
O acento agudo (´) é utilizado nas vogais abertas “a”, “e”, “o” e nas semivogais “i” e “u”. Além disso, 
vogais nasais representadas por alguns dígrafos (ín, ím, ún, e úm) também levam o acento agudo. 
Confira alguns exemplos abaixo: 
• Sofá 
• Café 
• Jiló 
• Ídolo 
• Útil 
• Índio 
• Ímpio 
• Único 
• Úmero 
Há ou A? 
“Há” e “A” são dois termos que geram muita confusão para os utilizadores da língua. Isso porque 
ambas possuem o mesmo som, porém apresentam grafias diferentes. 
Aqui você vai encontrar explicações e exemplos de quando você deve usar cada uma delas. 
Há 
Com o “h” o “há” representa uma forma do verbo haver. Assim, podemos utilizar o “há” quando o verbo 
haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”. 
Essa forma verbal é conjugada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. 
Há muitas pessoas no mundo. 
Existem muitas pessoas no mundo. 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Obs: Mesmo que a frase esteja no plural, o “há” permanece no singular. 
Há muito erro nessa prova. 
Há muitos erros nessa prova. 
Também utilizamos o “há” em frases que expressam tempo passado e, nesse caso, pode ser 
substituído pelo verbo “fazer” ou “ter”. 
Há muitos anos que não vejo o Miguel. 
Faz muitos anos que não vejo o Miguel. 
Há muito tempo que não comia doces. 
Tem muito tempo que não comia doces. 
Fique Atento! 
É muito comum usarmos esse termo com a palavra “atrás”, por exemplo: 
Estive nos Estados Unidos há um ano atrás. 
Como o “há” pode ser utilizado para fazer referência a algo que ocorreu no passado, fica redundante 
colocar esse vocábulo na mesma sentença. 
Portanto, o correto seria: 
Estive nos Estados Unidos há um ano. 
Curiosidade 
Existe também outra forma que tem o mesmo som do “há”: ah! 
Nesse caso, ele é usado como interjeição, ou seja, quando expressa emoção ou sentimento. 
Ah! Que bom te ver por aqui! 
A 
O “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e diferente do “há” que indica um tempo 
passado, esse é utilizado para falar de uma ação futura. 
Além disso, ele é empregado quando estamos nos referindo a distância. 
Daqui a três anos irei para a Inglaterra. 
Estamos morando a cinco quilômetros do metrô. 
E o “À” e o “Á”? 
Além do “a” sem acento, temos mais duas formas acentuadas que surgem dúvidas quando utilizadas. 
O “à” representa a união e contração de duas vogais: o artigo definido “a” e a preposição “a” marcada 
pelo acento grave: à (a+a). Nesse caso, é chamada de “crase”. 
Veja abaixo algumas regras para o uso da crase. 
1. Empregada antes de alguns verbos que indiquem destino: ir, vir, voltar, etc. 
Semana que vem vou à Europa. 
2. Utilizada antes de palavras femininas. Por sua vez, antes de palavras masculinas não se utiliza a 
crase. 
Fomos à praia esse final de semana. 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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3. Empregada nos pronomes demonstrativos: àquele, àquilo e àquela. 
Não devemos voltar àquele lugar no verão. 
4. Usada em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas tais como: à medida que, às pressas, às 
vezes, à tarde, à noite, etc. 
Saímos à tarde para comprar roupas. 
Já o “á” com acento agudo não é utilizado isoladamente, ou seja, sozinho esse termo não existe. Ele é 
empregado na sílaba tônica (mais forte) de uma palavra. 
No entanto, existem diversas regras de acentuação que você deve conhecer para utilizá-la 
corretamente. Veja alguns exemplos de palavras com “á”. 
Sofá 
Água 
Fácil 
Árvore 
Lápis 
Mais ou Mas? 
O “mais” e o “mas” são duas palavras que tem um som parecido, no entanto, são utilizadas em 
contextos distintos. Aprenda aqui a diferença entre elas. 
Mais 
A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma ou o aumento da 
quantidade de algo. 
Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função que exerce na frase, 
o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido ou conjunção. 
Exemplos: 
Quero ir mais vezes para a Europa. 
Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo. 
Jonatas foi à festa com seu amigo mais sua namorada. 
Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar pelo seu antônimo 
“menos”. 
Mas 
A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio. 
Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito, por exemplo: 
Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa. 
Como conjunção adversativa,o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que 
foi dita anteriormente: 
Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora. 
Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que, etc. 
Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação, por exemplo: 
Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo doces. 
Obs: a palavra "más" com acento é o plural de "mal", ou seja, é um adjetivo sinônimo de ruim, por 
exemplo: Nesse semetre suas notas estão muito más. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Senão ou Se não? 
"Senão" ou "se não" são dois termos que possuem o mesmo som, no entanto, são utilizados em 
situações diferentes. Aprenda de uma vez por todas a usá-los corretamente. 
Senão 
Quando esse termo é escrito junto, ele geralmente significa “do contrário”, “caso contrário”, “a não ser”. 
Exemplo: 
Tenho que ir à aula, senão perderei os comentários do professor. 
Tenho que ir à aula, caso contrário perderei os comentários do professor. 
No entanto, dependendo de sua função na frase, essa palavra pode desempenhar o papel de 
substantivo, conjunção ou preposição. 
Quando é substantivo significa um problema, falha ou algo com defeito. 
Talita tem apenas um senão, é muito impulsiva. 
Talita tem apenas um defeito, é muito impulsiva 
Quando é conjunção significa algo negativo, e pode ser substituído por “do contrário”, “caso contrário”, 
“de outro modo (maneira)”, etc. 
Nesse caso, o termo pode desempenhar o papel de uma conjunção alternativa ou conjunção 
adversativa. 
Conjunção Alternativa 
Não podemos sair, senão perdemos a apresentação. 
Não podemos sair, caso contrário perdemos a apresentação. 
Conjunção Adversativa 
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, senão pelas bodas de casamento. 
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, mas pelas bodas de casamento 
Quando é preposição significa uma exceção, e pode ser substituído por: “exceto”, “com exceção de”, 
“salvo”, “a menos que”. 
Luana não comprou nada na feira, senão uma camiseta. 
Luana não comprou nada na feira, exceto uma camiseta. 
Se não 
Já quando o termo é escrito separadamente ele dá a ideia de “caso não”. Portanto, para saber qual 
palavra usar você deve substituir na frase e analisar se continua coerente. 
Essa expressão é formada pela conjunção "se" e o advérbio "não". 
Exemplo: 
Se não chegar a tempo da aula, perderei a prova 
Caso não chegue a tempo da aula, perderei a prova 
A fim ou Afim? 
A fim ou afim são dois termos que causam muita confusão nos usuários da língua. Usar esse termo 
junto ou separado pode afetar o entendimento do texto. 
Enquanto o primeiro é parte de uma locução, o segundo é um adjetivo. Portanto, vale saber qual o 
proposito para que você não erre mais. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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A fim 
O termo quando usado separado faz parte de uma locução prepositiva “a fim de”. Nesse caso, ela tem 
o significado de finalidade. Ou seja, apresenta uma intenção, um objetivo, um intuito ou um propósito. 
Exemplo: A fim de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Para visualizar melhor, podemos perceber que no exemplo acima se trocarmos o “a fim de” por outros 
termos, a frase tem o mesmo significado: 
Com o propósito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Com o intuito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Com o objetivo de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Com a finalidade de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Com a intenção de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista. 
Obs: É comum usarmos esse termo para nos referirmos a algo que nos agrade, que temos vontade ou 
mesmo quando estamos interessados em alguém. 
Nesse caso, ele acompanha o verbo "estar": estar afim de alguém; estar afim de algo, etc. 
O Joel está a fim da Ana. 
Eu estou a fim de ir à praia esse final de semana. 
Importante destacar que esse termo é utilizado numa linguagem informal ou coloquial. Ou seja, não 
devemos utilizá-la num texto formal, a não ser que seja esse mesmo o enfoque, por exemplo, na fala 
de personagens. 
Afim 
Quando usamos esse termo junto ele pertence as classes gramaticais de substantivos e adjetivos. 
Note que se usado no plural, o termo fica “afins” e não “afims”. 
Como substantivo, o termo é sinônimo de afinidade, parentesco, aliado. 
Irei convidar todos os familiares e afins. 
Quando desempenha o papel de adjetivo na frase, ele significa igual, semelhante, próximo. 
O espanhol é uma língua afim com o italiano. (semelhante) 
São Paulo e Campinas são cidades afins. (próxima) 
Mal ou Mau? 
“Mal” e “mau” são duas palavras homófonas. Ou seja, elas são pronunciadas da mesma maneira, mas 
escritas de maneiras diferentes. 
Uma vez que possuem o mesmo som, elas costumam gerar muitas dúvidas para os utilizadores da 
língua. 
Diferenças e Exemplos 
Mal 
A palavra mal com “l” é antônima de bem. Portanto, para usá-la da forma correta basta lembrar qual 
termo é seu contrário. 
Exemplos: 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Estou me sentindo mal essa manhã. (Estou me sentido bem essa manhã) 
• Fui muito mal no exame final. (Fui muito bem no exame final) 
• Felipe nasceu para fazer o mal. (Felipe nasceu para fazer o bem) 
Fique Atento! 
Esse vocábulo pode ser um advérbio de modo, um substantivo e ainda, uma conjunção subordinativa 
temporal. 
Quando é advérbio, mal significa que algo foi realizado de maneira errada, por exemplo: Sofia se 
comportou mal na palestra. 
Quando é substantivo, esse termo é sinônimo de doença, problema, angústia, tristeza ou sofrimento, 
por exemplo: Todo o mal deve ser evitado. 
Nesse caso, o artigo “o” colocado na frente do termo determina esse substantivo. 
Quando é conjunção, mal significa “assim que; logo que; quando”, por exemplo: Malcheguei ao colégio, 
os portões fecharam. 
Mau 
A palavra mau com “u” é antônimo de bom. Da mesma maneira que sua homófona, para usá-la da 
forma correta basta lembrar a palavra que é contrária dela. 
Em relação à classe gramatical, esse vocábulo é um adjetivo que qualifica seres e objetos. 
Exemplos: 
• João é mau aluno. (João é bom aluno) 
• Ele foi muito mau comigo. (Ele foi muito bom comigo) 
• O chefe sempre estava de mau humor (O chefe sempre estava de bom humor) 
Obs: Quando nos referimos à má disposição de alguém, o termo correto é mau humor. 
Nesse caso, ele não é escrito com o hífen. Portanto, as palavras mau-humor, mal humor e mal-humor 
estão escritas de maneira errada. 
Por outro lado, devemos lembrar que quem tem mau humor é uma pessoa mal-humorada. Nesse caso, 
utilizamos o mal com “l” visto que o contrário seria “bem-humorado”. 
Além disso, de acordo com as regras de ortografia esses termos são separados por hífen. 
Saiba mais sobre o Emprego do Hífen. 
Demais ou De Mais 
Demais é, na maior parte das vezes, advérbio de intensidade, mas também pode ser substantivo ou 
adjetivo. 
De mais também existe. É uma expressão que tem o sentido equivalente a “de menos”. E ademais, 
existe ou não? 
Demais 
1. A palavra demais é empregada como advérbio de intensidade com o sentido de muito. 
Exemplos: 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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• Ele serviu demais. 
• Levantaram-se tarde demais. 
• Molhou-se demais. 
• Éramos crianças demais. 
2. Demais também pode ser empregada como substantivo. 
Exemplos: 
• Coube aos demais absorver aquele acontecimento. 
• Quanto aos demais, que se acostumem às novas regras. 
• Os demais lavam o quintal. 
• Servirei peixe aos demais. 
3. Demais, finalmente, pode ser adjetivo ou pronome indefinido no sentido de "osoutros". 
Exemplos: 
• Os demais membros da família ainda não foram comunicados sobre o ocorrido. 
• Por que eu tenho que ir com os demais alunos? 
• Não quero ficar os demais livros.• Os demais funcionários decidiram não fazer greve. 
De Mais 
A expressão "de mais" refere-se a um substantivo ou a um pronome e tem o sentido contrário de 
"de menos". 
Exemplos: 
• Não vejo nada de mais nessa gravura. 
• Aquele vestido não tinha nada de mais. 
• Uns falam de mais, outros de menos. 
• Acham que falei de mais? 
Ademais 
Ademais é um advérbio que tem o mesmo sentido de “além disso”. 
Exemplos: 
• Acho que você deveria aproveitar porque não está chovendo. Ademais, pode não ter tempo para 
sair amanhã. 
• Fazemos as compras hoje, ademais estamos perto do supermercado. 
• Não tem com o que se preocupar, ademais, eu estou aqui para o que precisar. 
• Fui mal atendida! Ademais, estava cheia de dores de cabeça. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Não erre mais! 
• Demais = muito, os outros. 
• De mais = “de menos”. 
• Ademais = além disso. 
Fonema e Letra 
Fonema e Letra representam respetivamente sons (fala) e sinais gráficos (escrita). 
Os fonemas são as unidades sonoras que compõem o discurso ou a fala e são representados entre 
barras oblíquas. 
As letras, por sua vez, são os sinais gráficos que tornam possível a escrita. Juntas de forma ordenada, 
as letras constituem o alfabeto. 
Exemplos: 
coçar = 5 letras 
/k/ /o/ /s/ /a/ /r/ = 5 fonemas 
máximo = 6 letras 
/m/ /á/ /s/ /i/ /m/ /o/ = 6 fonemas 
acesso = 6 letras 
/a/ /c/ /e/ /s/ /o/ = 5 fonemas 
chute = 5 letras 
/x/ /u/ /t/ /e/ = 4 fonemas 
Classificação dos Fonemas 
Os fonemas classificam-se em vogais, consoantes e semivogais. 
Vogais 
São sons que são emitidos sem obstáculos, somente pela boca (a, e, i , o, u), ou pela boca e pelas 
fossas nasais (ã, ẽ, ĩ, õ, ũ). 
Exemplos: pia, ando, cesto,quero, lente, li, lindo, sonho, avó, som, susto, untar. 
Consoantes 
As consoantes encontram obstáculos na sua passagem pela boca, por isso, precisam sempre do 
acompanhamento das vogais. 
Exemplos: base, deduzir, falar, pedaço, redigir, sintetizar. 
Semivogais 
As semivogais são os fonemas /i/ e /u/ que aparecem juntos com uma vogal formando uma sílaba. É 
importante dizer que enquanto as vogais são essenciais na formação de sílabas, as semivogais não. 
Exemplos: cárie, mau, rei, quatro, seita, venceu. 
Diferença entre Fonema e Letra 
Embora o número de fonemas e letras coincidam em muitas palavras, nem sempre essa equivalência 
existe. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Letra G (fonemas /g/ e /j/). 
Exemplos: 
gole = 4 letras 
/g/ /o/ /l/ /e/ = 4 fonemas 
singelo = 7 letras 
/s/ /ĩ/ /j/ /e/ /l/ /o/ = 6 fonemas 
Letra H. 
No início de palavras, a letra H não é fonema. 
Exemplos: 
harpa = 5 letras 
/a/ /r/ /p/ /a/ = 4 fonemas 
hoje = 4 letras 
/o/ /j/ /e/ = 3 fonemas 
Letras M e N 
Quando tem função de nasalização, as letras M e N não são fonemas. 
Exemplos: 
campo = 5 letras 
/k/ /ã/ /p/ /o/ = 4 fonemas 
atento = 6 letras 
/a/ /t/ /ẽ/ /t/ /o/ = 5 fonemas 
navio = 5 letras 
/n/ /a/ /v/ /i/ /o/ = 5 fonemas 
Letra X (fonemas /s/, /z/, /ks/). 
Exemplos: 
sexto = 5 letras 
/s/ /e/ s/ /t/ /o/ = 5 fonemas 
exalar = 6 letras 
/e/ /z/ /a/ /l/ /a/ /r/ = 6 fonemas 
fixo = 4 letras 
/f/ /i/ /k/ /s/ /o/ = 5 fonemas 
Dígrafos 
Além das letras acima, há ainda os dígrafos, por exemplo: 
• ch chuva /x/ /u/ /v/ /a/ 
• nh arranhar /a/ /rr/ /a/ /nh/ /a/ /r/ 
• qu quindim /k/ /ĩ/ /d/ /ĩ/ 
• rr aborrecer /a/ /b/ /o/ /rr/ /e/ /c/ /e/ /r/ 
• sc nascer /n/ /a/ /c/ /e/ /r/ 
Emprego do Hífen 
Aqui, de forma simples, você vai percorrer todas as regras para aprender de vez o Emprego do Hífen. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Esse é um dos temas contemplados no novo acordo ortográfico, onde é abordado em três das 21 
bases que compõem esse documento. 
Para começar, lembre-se que o hífen é usado para: 
• Formar palavras compostas; 
• Ligar pronomes oblíquos ao verbo; 
• Separar sílabas, bem como na translineação das palavras. 
Todas as Regras 
Palavras compostas 
1) Palavras compostas por justaposição (radicais que se juntam sem que haja alteração fonética). 
Exemplos: couve-flor, ano-luz, arco-íris. 
2) Nomes de lugares que se iniciam com grã, grão ou que sejam ligados por artigos. 
Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Baía de Todos-os-Santos. 
Outros nomes de lugares não levam hífen. Exceção: Guiné-Bissau. 
3) Espécies Botânicas e Zoológicas. Exemplos: amor-perfeito, tamanduá-bandeira, pimenta-do-reino. 
4) Bem e Mal. Palavras compostas cujo primeiro elemento são as palavras bem ou mal e os elementos 
que se seguem se iniciam com a letra h ou com vogal. Exemplos: bem-humorado, bem-amado, mal-
assombrado. 
Contudo, no caso do advérbio bem, há palavras cujos elementos se iniciam com consoante em que o 
hífen é empregado, embora com o advérbio mal não sejam. Exemplos: bem-criado, mas malcriado. 
5) Além, Aquém, Recém e Sem. Exemplos: além-fronteira, aquém-mar, recém-casado, sem-teto. 
6) Encadeamentos Vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, rodovia Rio-Santo, austro-húngaro. 
Hífen com Prefixos 
1) Segundo elemento começa com a letra h. Exemplos: pré-história, super-homem, sobre-humano. 
2) Segundo elemento começa com a vogal igual a que termina o primeiro elemento, ou prefixo. 
Exemplos: micro-ondas, auto-observação, semi-interno. 
Exceção: com o prefixo co o hífen é dispensado, tal como em cooperante. 
3) Circum e Pan. Quando o segundo elemento começa com vogal ou com as letras h, m ou n. 
Exemplos: circum-ambiente, pan-americano, pan-africanismo. 
4) Hiper-, Inter- e Super-. Quando o segundo elemento começa com a letra r. Exemplos: hiper-
resistente, inter-relação, super-revista. 
5) Ex-, Vice-. Exemplos: ex-mulher, vice-presidente, vice-prefeito. 
6) Pós-, Pré- e Pró-. Quando são acentuados. Exemplos: pós-moderno, pré-escola, pró-europeu. 
7) Sufixos de origem tupi-guarani. Exemplos: capim-açu, cajá-mirim, Embu-guaçu. 
Pronomes Oblíquos 
Ênclise e Mesóclise. Exemplos: amo-lhe, orgulho-me, orgulhar-me-ei. 
O hífen é um sinal gráfico. Quer saber quais são os outros? Leia Notações Léxicas. 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
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Ao Encontro de e De Encontro a 
Ao Encontro de e De Encontro a são expressões opostas. Enquanto uma significa "a favor de" a outra 
é justamente "contra alguma coisa". 
Usadas no cotidiano, essas expressões podem confundir na hora da elaboração de um texto e, mesmo 
em uma conversa informal. 
Seu emprego incorreto pode não oferecer a ideia do que, de fato, o emissor gostaria de transmitir. 
Não confunda! 
• Ao encontro de = a favor de. 
• De encontro a = contra alguma coisa. 
Ao Encontro de 
A expressão "ao encontro" é usada para reger a preposição "de" e significa "a favor de", "em direção 
a", "de acordo com". 
Exemplos: 
• Aquele pensamento vai ao encontro do que eu esperava. 
• Aquelas posições vão ao encontro de nossas necessidades. 
• Ela foi ao encontro de respostas. 
• Foram ao encontro das pessoas. 
De Encontro a 
A expressão "de encontro" é utilizada para reger a preposição "a" e significa "contra alguma coisa". 
Exemplos: 
• Aqueles projetos vão de encontro ao que planejávamos. 
• A palestra foi de encontro às minhas expectativas. 
• Os eixos ficaram de encontro ao asfalto. 
• As tuas opiniões vão de encontro às minhas. 
Sessão ou Seção 
As palavras sessão e seção (ou secção) estão escritas corretamente. Apesar das grafias diferentes, 
apresentam a mesma pronúncia, com excepção da palavra secção, cujo c é pronunciado. 
Pelo fato de serem pronunciadas da mesma forma, mas serem escritas de forma diferente, são 
chamadas de palavras homófonas. Conforme a sua grafia, cada uma delas apresenta um significado 
diferente. 
Sessão: tempo de um encontro 
É o tempo de uma reunião, um encontro, uma assembleia. 
Exemplos: 
1. Chegaremos atrasados à sessão do cinema. 
2. Hoje, a sessão de fotos será no exterior. 
ORTOGRAFIA 
 
 
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3. A sessão de terapia está atrasada. 
4. Os senadores reuniram-se em sessão extraordinária.

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