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Profa. Dra. Denise Langanke UNIDADE III Bioética e Legislação Profissional Fatos históricos – experimentos cruéis e desprovidos de autorização. Evolução da sociedade. Pesquisas científicas favorecem o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Diretrizes bioéticas – procura de soluções. Pesquisas Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto- de-stock-d-ser-humano-branco- muitas-perguntas-image36550180 Ética – definição. Lembra? Fonte: https://www.sorpack.co m.br/etica-de-vendas/ Fonte: http://afsystems.com.br/2018/10/01/a-importancia- da-etica-no-trabalho Forma correta: respeito aos participantes, sejam eles pessoas ou animais utilizados nas pesquisas científicas. Ética – evolução na pesquisa Fonte: https://hypescience.com/6-experimentos- animais-bizarros/ Fonte: https://eticaemconflito.wordpress.com/experi mentos-nazistas/um-olhar-etico-sobre-os- experimentos-nazistas-realizados-e-os-su bj ugados-nos-campos-de-concentracao/ Convite à reflexão Debate sobre questões relacionadas à vida humana Organograma Conselho Nacional de Saúde – CNS Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – Conep Comitê de Ética em Pesquisa – CEP Resolução 466/12 Resolução 196/96 Princípios da bioética 1. Autonomia. 2. Beneficência. 3. Não maleficência. 4. Justiça. Resolução CNS 466/12 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/palliumclase1-151025174539-lva1- app6892/95/introduccin-a-la-biotica-14-638.jpg?cb=1445795227 (adaptado) Beneficencia Obrar en función del mayor beneficio posible para el paciente No maleficencia formulación negativa de la beneficencia: primun non nocere Autonomía Respetar los valores y opciones personales de cada uno Justicia Dar a cada quien lo que necesita y no exigir más de lo que puede Beneficencia No maleficencia Autonomía Justicia Protocolo de pesquisa: é o conjunto de documentos, que pode ser variável a depender do tema, incluindo o projeto, e que apresenta a proposta de uma pesquisa a ser analisada pelo Sistema CEP-Conep. Requisitos para submissão: o protocolo, para ser submetido à revisão ética, deverá ter seu pesquisador responsável cadastrado na Plataforma Brasil no endereço eletrônico: http://www.saude.gov.br/plataformabrasil Norma Operacional 001/13 – Dita os procedimentos para submissão e tramitação de projetos dentro da Plataforma Brasil. Plataforma Brasil Fonte: http://conselho.saude.gov.br/ comissoes-cns/95- comissoes/conep/plataforma -brasil-conep/653-galeria-de- videos-educativos-conep Plataforma Brasil Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma- brasil-conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep (adaptado) A Plataforma BrasiI é uma base nacional e unificada de registros de pesquisas envolvendo seres humanos para todo o sistema CEP/Conep. Ela permite que as pesquisas sejam acompanhadas em seus diferentes estágios – desde sua submissão até a aprovação final pelo CEP e pelo Conep, quando necessário – possibilitando inclusive o acompanhamento da fase de campo, o envio de relatórios parciais e dos relatórios finais das pesquisas (quando concluídas). O sistema permite, ainda, a apresentação de documentos também em meio digital, propiciando ainda à sociedade o acesso aos dados públicos de todas as pesquisas aprovadas. Pela Internet é possível a todos os envolvidos o acesso, por meio de um ambiente compartilhado, às informações em conjunto, diminuindo de forma significativa o tempo de trâmite dos projetos em todo o sistema CEP/Conep. Submissão de projetos plataformabrasil. saúde.gov.br 1. Acessar www.saude.gov.br /plataformabrasil 2. Usuário novo? 3. Acessar o link “cadastre-se" e seguir o fluxo de cadastro de usuário Efetuar login com usuário e senha SIM NÃO Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Funcionalidades da Plataforma Brasil Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Bloco 1 Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep CONSULTAR COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA COMITÊ(S) DE ÉTICA EM PESQUISA Bloco 2 Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil-conep/653- galeria-de-videos-educativos-conep Bloco 3 Fonte: Adaptado de http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/ plataforma-brasil-conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Ferramenta de busca de pesquisas já aprovadas na Plataforma Brasil. Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Bloco 4 Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Canal de atendimento telefônico voltado para questionamentos de natureza técnica ou operacional do sistema. Canais de Atendimento – Plataforma Brasil Formulário de contato para cadastro de dúvidas, sugestões, reclamações, erros e demais questionamentos sobre a Plataforma Brasil. Canal de atendimento on-line voltado para questionamentos de natureza técnica ou operacional do sistema. Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Bloco 5 Fonte: http://conselho.saude.gov.br/comissoes-cns/95-comissoes/conep/plataforma-brasil- conep/653-galeria-de-videos-educativos-conep Sobre a Plataforma Brasil, podemos afirmar que é uma plataforma de acesso aos registros de pesquisas científicas envolvendo seres humanos em todo o sistema CEP/Conep. Sobre ela, podemos dizer incorretamente que: a) Ela permite que as pesquisas sejam acompanhadas em seus diferentes estágios, ou seja, desde a submissão até a aprovação do projeto. b) Através desta Plataforma é possível a apresentação de documentos dos pesquisadores e da pesquisa por meio digital. c) Através da Plataforma Brasil a sociedade tem acesso aos dados públicos de todas as pesquisas aprovadas. d) Esta Plataforma permite o acesso dos envolvidos na pesquisa ao trâmite do projeto dentro do sistema virtual. e) A Plataforma Brasil é uma base internacional dos registros das pesquisas envolvendo seres humanos. Interatividade Sobre a Plataforma Brasil, podemos afirmar que é uma plataforma de acesso aos registros de pesquisas científicas envolvendo seres humanos em todo o sistema CEP/Conep. Sobre ela, podemos dizer incorretamente que: a) Ela permite que as pesquisas sejam acompanhadas em seus diferentes estágios, ou seja, desde a submissão até a aprovação do projeto. b) Através desta Plataforma é possível a apresentação de documentos dos pesquisadores e da pesquisa por meio digital. c) Através da Plataforma Brasil a sociedade tem acesso aos dados públicos de todas as pesquisas aprovadas. d) Esta Plataforma permite o acesso dos envolvidos na pesquisa ao trâmite do projeto dentro do sistema virtual. e) A Plataforma Brasil é uma base internacional dos registros das pesquisas envolvendo seres humanos. Resposta Respeito ao participante e sua dignidade. Benefícios sempre maiores que os riscos. Temas de relevânciafundamentados em: 1. Fatos científicos. 2. A pesquisa não possa ser realizada de outra forma. 3. Respeito aos valores individuais. Ministério da Saúde. Pesquisa ética – características Funcionamento do sistema CEP-Conep CEP Conep Início da pesquisaFonte: https://montolliadvocacia.com.br/ publicacao/o-profissional- pesquisador-pode-empreender/ Atenção: uma vez enviado ao CEP, o projeto não poderá mais ser editado pelo pesquisador. Responsável por aprovar a realização do estudo em determinado centro de pesquisa. Garantir a integridade dos direitos do participante da pesquisa. Multi e transdisciplinar, mínimo 7 indivíduos de ambos os sexos. * consultores ad hoc Atuação voluntária, autônoma e independente. Conflito de interesses: declinar. Reuniões sigilosas e fechadas. CEP – Comitê de ética em pesquisa Fonte: https://www.vectorstock. com/royalty-free- vector/stamp-in-hand- vector-19356253 Exame dos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. Multi e transdisciplinar, 30 titulares de ambos os sexos com suplentes. Coordenação nacional. Credenciamento e monitoramento dos CEPs. Instância revisora. Temas de maior complexidade (áreas temáticas especiais). Conep – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa Fonte: https://www3.unicentro.br/noticias/2019/10/21/unicentro- recebe-representantes-da-comissao-nacional-de-etica-em-pesquisa/ Conep: Comissão Nacional de Ética em Pesquisa tem a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. CEP: Comitês de Ética em Pesquisas são órgãos autônomos em funcionamento nas instituições de pesquisas com a função de proteger primordialmente o pesquisado. Trabalho em conjunto, mas independente! Não confunda! Fonte: https://mensagens.cultura mix.com/frases/frases- sobre-trabalho-em-equipe Início da pesquisa CEP Conep Início da pesquisa Atenção: toda pesquisa só pode iniciar com a aprovação do CEP/Conep. Fonte: https://montolliadvocacia.com.br/p ublicacao/o-profissional- pesquisador-pode-empreender/ Aprovado. Pendente – prazo de 30 dias para correções. Não aprovado. * recurso de reconsideração ao próprio CEP e, se mantido, ao Conep – 30 dias. Arquivado. Suspenso. Retirado. Parecer Emenda: qualquer proposta de modificação ao projeto original já aprovado. * Sempre com Justificativa que a motivou – obrigatório novo parecer. Exemplos: inclusão ou exclusão de membros da equipe de pesquisa, inclusão de centros coparticipantes ou participantes (em casos de estudos multicêntricos). Extensão: prorrogação ou continuidade dos mesmos participantes, sem mudança de objetivo ou metodologia. Exemplo: proposta de prorrogação no cronograma de estudo. Notificação: é qualquer proposta de modificação que não altere o projeto original, podendo referir-se a qualquer efeito adverso ou fato relevante que altere o curso normal do estudo (evento adverso sério). Outras possibilidades Uma pesquisadora está desenvolvendo um projeto de pesquisa voltado especificamente para a população indígena, a qual pertence ao chamado grupo vulnerável. Sobre isso, podemos dizer corretamente que: a) A pesquisadora deve submeter o projeto à Plataforma Brasil, e esta aprova o projeto. b) A pesquisadora deve submeter o projeto simultaneamente ao CEP e ao Conep para que ambos emitam o parecer de aprovação da pesquisa. c) A pesquisadora deve submeter sequencialmente o projeto ao Conep, depois ao CEP e finalmente à Plataforma Brasil, e todos emitem, em conjunto, a aprovação da pesquisa. d) A pesquisadora deve submeter o projeto ao CEP e este emite o parecer final de aprovação da pesquisa. e) A pesquisadora deve submeter o projeto ao Conep e este emite o parecer de aprovação da pesquisa. Interatividade Uma pesquisadora está desenvolvendo um projeto de pesquisa voltado especificamente para a população indígena, a qual pertence ao chamado grupo vulnerável. Sobre isso, podemos dizer corretamente que: a) A pesquisadora deve submeter o projeto à Plataforma Brasil, e esta aprova o projeto. b) A pesquisadora deve submeter o projeto simultaneamente ao CEP e ao Conep para que ambos emitam o parecer de aprovação da pesquisa. c) A pesquisadora deve submeter sequencialmente o projeto ao Conep, depois ao CEP e finalmente à Plataforma Brasil, e todos emitem, em conjunto, a aprovação da pesquisa. d) A pesquisadora deve submeter o projeto ao CEP e este emite o parecer final de aprovação da pesquisa. e) A pesquisadora deve submeter o projeto ao Conep e este emite o parecer de aprovação da pesquisa. Resposta Projeto original (tema, objetivos, critérios de inclusão e exclusão, metodologia a ser utilizada, riscos e benefícios, resultados e divulgação). Declaração de compromisso do pesquisador – sigilo das informações. Garantia de retorno dos benefícios propostos pela pesquisa. Orçamento. Cronograma. Demonstrativo de estrutura necessária – declaração institucional. TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (sem assinatura *, mas preenchido). Projeto de pesquisa humano – documentos obrigatórios Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Declaração de Helsinki (1964). Claro, objetivo, sanar todas as dúvidas! Esclarecer. Obtido antes do início do estudo e após aprovação pelo CEP. Quem assina? 1. Pesquisador. 2. Paciente ou representante legal. 3. Duas vias idênticas. TCLE – aspectos éticos Fonte: https://www.sittracon.org.br/voce-sabia/ Não isenta a necessidade do TCLE. Menores com compreensão dos fatos. Termo de assentimento Fonte: Revista Sinalizar, Goiânia, v. 4, 2019, ISSN: 2448-0797 Neiva de Aquino Albres; Danielle Vanessa Costa Sousa. TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO: USO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS EM PESQUISAS COM CRIANÇAS. Revista Sinalizar, 10.5216/rs. v4.57756 (adaptado) Alguma criança pode ficar com vergonha porque tem a pesquisadora na sala que também vai filmar as atividades. Tudo que as crianças fizerem de atividades, os pesquisadores vão guardar, como os desenhos, os vídeos das atividades e fotos para no futuro fazer novas pesquisas. Os vídeos das atividades sobre o ensino de Libras podem ser apresentados em eventos acadêmicos. A imagem da professora e dos alunos pode ilustrar os trabalhos divulgados da pesquisa. FATO QUE PODE OCORRER FATO QUE PODE OCORRER Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, RDC no 9, de 20/02/2015. Formulação sem efeito farmacológico, administrada ao participante do ensaio clínico com a finalidade de mascaramento ou comparação. Igual em formato, odor e sabor. Uso de placebo deve estar justificado no estudo – respeito ao princípio da não maleficência. Controle clínico intenso. Placebo Fonte: https://www.scimed.pt/geral/compreender-o-efeito-placebo/ Arquivos de acesso às informações dos pacientes (dados pessoais, exames, procedimentos, diagnóstico etc.) Propriedade única e exclusiva do próprio sujeito – relação de sigilo e confidencialidade. Segundo Costa (1998) – permitido apenas aos profissionais que entram em contato com informações do paciente por dever de ofício, incluindo administrativos. Arquivo e guarda – 20 anos. Uso indevido acarreta sanções penais e profissionais. Pesquisas que envolvam o uso de dados de prontuários devem ser avaliadas pelo CEP/Conep. Uso de dados dos pacientes – prontuários Fonte: https://docplayer.com.br /12425143-Prontuario- medico-ou-prontuario- do-paciente.html Pesquisa e ensino Assistência Administração Legal Epidemiológicos internos e externos Apoio diagnóstico PRONTUÁRIO DO PACIENTE Criada em 1999 e vinculada ao Ministério da Saúde. Responsável por validar todos os medicamentos que entram no mercado brasileiro. Vigilância e rigor: validação de um novo medicamento ou de uma nova utilização para um fármaco já comercializado. BPC – Boas Práticas Clínicas – deferimento ou indeferimento. Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária Fonte: https://www.hospita ldopulmao.com.br/ pesquisa-fases Pré-clínica animal Voluntários sadios/pacientes estáveis População - alvo Multicêntrico Fase zero Racional Uso de uma única dose SEGURANÇA PRINCIPALMENTE Registro: avaliação quanto à sua eficácia, toxicidade e necessidade. Nenhum medicamento, insumo farmacêutico e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, inclusive importados, pode ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de ser registrado no Ministério da Saúde. Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária Fonte: https://www.incqs.fiocruz.br/index.php?option=com_c ontent&view=article&id=1775&catid=114&Itemid=132 Cosméticos, produtos de beleza e serviços de estética e bem-estar têm sido alvos constantes de reclamações no órgão. Média anual de 800 reclamações contra serviços de estética, clínicas de SPA e salões de beleza. Queixas relacionadas ao uso de produtos proibidos, reutilização de materiais descartáveis e falta de higiene. O levantamento também mostrou que o uso de formol nos cabelos – produto já proibido no Brasil – é outra reclamação dos clientes. Anvisa e estética 1. Formol e glutaraldeído podem ser utilizados como alisantes capilares? Não. Eles têm uso permitido como conservantes e, no caso do formol, também como endurecedor de unhas. Qualquer outro uso acarreta sérios riscos à saúde da população. Adicionar formol é infração sanitária (adulteração ou falsificação) e crime hediondo, de acordo com o art. 273 do Código Penal. A Agência registra somente os produtos que serão utilizados e não os procedimentos e métodos (escova definitiva, de chocolate e inteligente). Entretanto, todos os salões de beleza devem ser licenciados pela vigilância sanitária local. Exemplos de dois questionamentos à Anvisa 2. Batom contém chumbo? A legislação brasileira segue referências internacionais e a lista de corantes obedece às especificações de identidade e pureza. As indústrias, para colocar seus produtos no mercado, devem possuir dados de segurança destes e cumprir com as Boas Práticas de Fabricação exigidas pela legislação sanitária. Assim, o chumbo não é utilizado em batons. Esta substância poderá aparecer apenas como contaminante dos corantes e pigmentos utilizados em maquiagens, sendo que o limite máximo permitido é 20 (vinte) ppm (partes por milhão). Fonte: https://www.caricaturakiart. com.br/2017/02/marca-de- batom-em-png-co- fundo.html Determinada pesquisadora está desenvolvendo um projeto de pesquisa e protocolou, junto ao sistema CEP/Conep, todos os documentos exigidos. Entretanto, durante a avaliação pelo Comitê de Ética, notou-se que o TCLE anexado estava assinado pelo participante da pesquisa e o projeto foi indeferido. Sobre isso, podemos dizer corretamente que: a) O TCLE não é um documento obrigatório em um projeto de pesquisa. b) O indeferimento foi incorreto, pois o pesquisador poderia editar o projeto após a apresentação e envio perante o CEP/Conep. c) O projeto poderia ter sido corrigido através de uma emenda. d) O projeto poderia ter sido corrigido através de uma extensão. e) O indeferimento foi correto, pois o projeto não poderia conter um TCLE previamente assinado, uma vez que isso só pode ocorrer após a aprovação do CEP/Conep. Interatividade Determinada pesquisadora está desenvolvendo um projeto de pesquisa e protocolou, junto ao sistema CEP/Conep, todos os documentos exigidos. Entretanto, durante a avaliação pelo Comitê de Ética, notou-se que o TCLE anexado estava assinado pelo participante da pesquisa e o projeto foi indeferido. Sobre isso, podemos dizer corretamente que: a) O TCLE não é um documento obrigatório em um projeto de pesquisa. b) O indeferimento foi incorreto, pois o pesquisador poderia editar o projeto após a apresentação e envio perante o CEP/Conep. c) O projeto poderia ter sido corrigido através de uma emenda. d) O projeto poderia ter sido corrigido através de uma extensão. e) O indeferimento foi correto, pois o projeto não poderia conter um TCLE previamente assinado, uma vez que isso só pode ocorrer após a aprovação do CEP/Conep. Resposta Lei de Crimes Ambientais, Lei nº 9.605/98: “[...] Artigo 32 – Praticar o ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa. § 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. § 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal”. O abandono de animais é crime federal. Constituição Federal – cabe ao Poder Público proteger a fauna e a flora do País. Uso de animais em pesquisa – breve introdução Regulamenta o uso de animais nas atividades de ensino ou pesquisa. Seu objetivo não é discutir o uso ou não de animais, mas sim regulamentar! Criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Obrigatoriedade dessas instituições de constituir uma Ceua (Comissão de Ética no Uso de Animais) – registro e licença obrigatórios. Permite punir pesquisadores e também as instituições que desobedeçam às normas do Conselho Nacional de Experimentação Animal através do uso de: 1. Advertência. 2. Multa. 3. Suspensão de financiamentos oficiais. 4. Interdição definitiva. Lei 11.794/2008 ou Lei Arouca Incorporar medidas éticas atreladas ao bem-estar do animal de uso nas atividades de ensino ou pesquisa. Seres sencientes. Competências: 1. fazer cumprir normas relativas à utilização humanitária; 2. credenciar, através de registro e licença obrigatórias, instituições brasileiras para criação ou utilização desses animais; 3. introduzir técnicas alternativas, substitutas de uso. Lei Arouca Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/200 8/10/01/congresso-aprova-lei-arouca/ Importância clínica Lembra? Discussão mundial Discussão ética Fonte: https://www.slideshare.net/rwportela1/icsc48-aspectos- ticos-na-experimentao-animal Abolição total do uso de animais Utilização criteriosa (3 Rs) Científico Ético Legal Pesquisadores x Sociedades protetoras Hipertensão arterial Tabagismo Câncer Diabetes Vacinas Outros Objetivo das pesquisas: 1. Avaliar os riscos da experimentação 2. Aperfeiçoar as técnicas 3. Desenvolver novos produtos 4. Outros Aspecto histórico das pesquisas GI1 = Experimentos que causam pouco ou nenhum desconforto ou estresse. GI2 = Experimentos que causam estresse, desconforto ou dor de leve intensidade. Graus de invasividade (GI) GI3 = Experimentos que causam estresse, desconforto ou dor de intensidade intermediária. GI4 = Experimentos que causam dor de alta intensidade. Abolição total do uso de animais x Utilização criteriosa. Roedores: modelo animal mais utilizado. Fisiologicamente respondem de modo semelhante aos humanos. Podem ser obtidos em grande número. Representam 80% dos animais utilizado em pesquisas. Modelo animal Fonte: https://www5.usp.br/12063/estudo-com-ratos-ajuda-a- entender-respostas-instintivas-do-cerebro-humano/ Permitido com respeito às normas do Concea e Ceua. Legislação e uso específico. Testes medicamentosos x testes cosméticos Proibidos em países da União Europeia desde 2009 e a comercialização de produtos testados é proibida desde março de 2013. Brasil – ausência de legislação federal. Legislações estaduais proibitivas: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná, Amazonas, Minas Gerais. Rotulagem: informação não é obrigatória. Fica a critério da empresa.Fonte: https://www.lilianpacce.com.br/beleza/entenda-os-selos-de- certificacao-de-cosmeticos-veganos/ Princípios da técnica experimental humanitária desde 1959. Willian M. S. Russel – zoologista. Rex L. Burch – microbiologista. 3Rs: Replace, Reduce, Refine. Proposta não impede a utilização de modelos animais em experimentação, mas propõe uma adequação no sentido de humanizá-la. Respeito e dignidade. Princípio dos 3 Rs Fonte: https://www.slideshare.net/rwp ortela1/icsc48-aspectos-ticos- na-experimentao-animal Três Rs da Experimentação Animal Russel & Burch – 1959 REPLACE – substituição do uso de animais por métodos alternativos, tais como: testes in vitro, modelos matemáticos, cultura de células e/ou tecidos, simulação por computador etc. REDUCE – Redução do número de pesquisas realizadas em modelos animais, redução do número de animais utilizados nas pesquisas e aumento na qualidade do tratamento estatístico. REFINE – Refinamento das técnicas utilizadas, visando minorar a dor e o sofrimento dos animais, incluindo cuidados de analgesia e assepsia nos períodos pré, trans e pós-operatório. A Lei Arouca, em vigor no Brasil desde 2008, foi de extrema importância para regulamentar o uso de animais nas atividades de ensino ou pesquisa, cabendo aos pesquisadores observar o que ela determina. Sobre essa lei, podemos afirmar incorretamente que: a) Seu objetivo não é o de discutir o uso ou não de animais, mas sim de regulamentar o uso destes nas atividades exclusivas de ensino e pesquisa. b) Ela estabeleceu a criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) ligado ao Ministério da Saúde. c) Toda Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) deve possuir, obrigatoriamente, registro e licença para funcionar. d) Essa legislação permite, entre outras formas, punir pesquisadores que desobedeçam à norma do Concea através do uso de advertência ou multa. e) Essa legislação permite, entre outras formas, punir instituições que desobedeçam à norma do Concea através da suspensão de financiamentos oficiais ou interdição definitiva. Interatividade A Lei Arouca, em vigor no Brasil desde 2008, foi de extrema importância para regulamentar o uso de animais nas atividades de ensino ou pesquisa, cabendo aos pesquisadores observar o que ela determina. Sobre essa lei, podemos afirmar incorretamente que: a) Seu objetivo não é o de discutir o uso ou não de animais, mas sim de regulamentar o uso destes nas atividades exclusivas de ensino e pesquisa. b) Ela estabeleceu a criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) ligado ao Ministério da Saúde. c) Toda Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) deve possuir, obrigatoriamente, registro e licença para funcionar. d) Essa legislação permite, entre outras formas, punir pesquisadores que desobedeçam à norma do Concea através do uso de advertência ou multa. e) Essa legislação permite, entre outras formas, punir instituições que desobedeçam à norma do Concea através da suspensão de financiamentos oficiais ou interdição definitiva. Resposta BRASIL. Anvisa. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 9, de 20 de fevereiro de 2015. Dispõe sobre o Regulamento para a realização de ensaios clínicos com medicamentos no Brasil. Brasília: 2015. BRASIL. Anvisa. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 11, de 22 de março de 2011. Dispõe sobre o controle da substância Talidomida e do medicamento que a contenha. Brasília: 2011. ___. Presidência da República. Casa Civil: Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Diário Oficial da União em 13 de fevereiro de 1998, seção 1, página 1. Brasília:1998 Referências ___. Presidência da República. Casa Civil: Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 11.794, de 08 de outubro de 2008 . Regulamenta o Inciso VII do § 1° do Art. 225 da Constituição Federal, estabelecendo procedimentos para o uso científico de animais; revoga a Lei nº 6638, de 8 de maio de 1979; e dá outras providencias. Brasília: 2008. ___. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Norma Operacional nº 001/13. Dispõe sobre a organização e funcionamento do Sistema CEP/CONEP, e sobre os procedimentos para submissão, avaliação e acompanhamento da pesquisa e de desenvolvimento envolvendo seres humanos no Brasil, nos termos do item 5, do Capítulo XIII, da Resolução CNS n° 466 de 12 de dezembro de 2012. Brasília: 2013. COSTA, S. I. F. et al. Iniciação à bioética. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1998 Referências ATÉ A PRÓXIMA!