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3 – Em 20 de março de 2014, o Plenário do STF conclui julgamento da Reclamação (RCL) 4335, na qual a Defensoria Pública da União (DPU) questionou d...

3 – Em 20 de março de 2014, o Plenário do STF conclui julgamento da Reclamação (RCL) 4335, na qual a Defensoria Pública da União (DPU) questionou decisão do juízo da Vara de Execuções Penais de Rio Branco (AC) que negou a dez condenados por crimes hediondos o direito à progressão de regime prisional.

Neste julgamento, o STF reconheceu a possibilidade de progressão de regime nesses casos, assim como no julgamento do Habeas Corpus (HC) 82959, em fevereiro de 2006, por seis votos contra cinco, quando foi declarado inconstitucional o parágrafo 1º do artigo 2º da Lei 8.072/1990 (Lei de Crimes Hediondos), que proibia tal progressão. No caso específico da Reclamação 4335, no entanto, o juiz do Acre alegou que, para que a decisão do STF no habeas corpus tivesse efeito erga omnes (ou seja, alcançasse todos os cidadãos), seria necessário que o Senado Federal suspendesse a execução do dispositivo da Lei de Crimes Hediondos, conforme prevê o artigo 52, inciso X, da Constituição Federal, o que não ocorreu.

 

Diante do caso concreto, pergunta-se:

           a) Qual é o tipo de controle de constitucionalidade que aparece no caso em tela? Explique.

           b) A atual interpretação que o STF dá ao referido art. 52, X, CF/88 é a mesma que a alegada pelo citado juiz do Acre? Explique.

 


💡 1 Resposta

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a) O tipo de controle de constitucionalidade que aparece no caso em tela é o controle difuso de constitucionalidade, pois a decisão do STF no julgamento do HC 82959 não teve efeito erga omnes, ou seja, não se aplicou a todos os cidadãos, mas apenas às partes envolvidas no processo. Assim, a Defensoria Pública da União (DPU) teve que ajuizar uma reclamação para que a decisão do STF fosse aplicada a outros casos semelhantes. b) Não, a atual interpretação que o STF dá ao referido art. 52, X, CF/88 não é a mesma que a alegada pelo citado juiz do Acre. O STF entende que a suspensão da execução de lei declarada inconstitucional pelo Senado Federal é uma faculdade e não uma obrigação, ou seja, o Senado pode ou não suspender a execução da lei. Já o juiz do Acre entendeu que a suspensão da execução da lei era uma condição necessária para que a decisão do STF no HC 82959 tivesse efeito erga omnes.

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