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Considerando os princípios de Direito Processual Penal, com base na Constituição da República de 1988, no Código de Processo Penal e na jurisprudência atualizada dos Tribunais Superiores, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) O princípio do duplo grau de jurisdição tem previsão expressa na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, promulgada pelo Decreto nº 678, de 06/11/1992, contudo não possui previsão expressa na Constituição da República de 1988. ( ) O indivíduo, que possui contra si mandado de prisão em aberto e que apresenta documento de identidade falso no momento da abordagem policial, não comete o crime disposto no Art. 304 do Código Penal (uso de documento falso), posto que está exercendo o seu direito de autodefesa. ( ) A publicidade restrita é regra geral dos atos processuais no processo penal, ao passo que a publicidade ampla é exceção e ocorre nas situações expressamente previstas em lei, dependendo de decisão judicial no caso concreto. ( ) Durante a investigação criminal, a defesa técnica é imprescindível, em razão da observância dos princípios do contraditório e ampla defesa do acusado. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

a) V – F – F – V.
b) V – F – F – F.
c) F – V – V – F.
d) F – V – V – V.
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Questões para Estudantes

há 2 anos

Respostas

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há 10 meses

Vamos analisar cada uma das afirmativas: ( ) O princípio do duplo grau de jurisdição tem previsão expressa na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, promulgada pelo Decreto nº 678, de 06/11/1992, contudo não possui previsão expressa na Constituição da República de 1988. É verdadeira (V). O duplo grau de jurisdição está previsto na Convenção Americana, mas não há uma previsão expressa na Constituição de 1988, embora o princípio seja amplamente aceito na doutrina e jurisprudência. ( ) O indivíduo, que possui contra si mandado de prisão em aberto e que apresenta documento de identidade falso no momento da abordagem policial, não comete o crime disposto no Art. 304 do Código Penal (uso de documento falso), posto que está exercendo o seu direito de autodefesa. É falsa (F). O uso de documento falso é um crime, independentemente da situação do indivíduo, e a alegação de autodefesa não se aplica nesse contexto. ( ) A publicidade restrita é regra geral dos atos processuais no processo penal, ao passo que a publicidade ampla é exceção e ocorre nas situações expressamente previstas em lei, dependendo de decisão judicial no caso concreto. É verdadeira (V). A publicidade restrita é a norma no processo penal, enquanto a publicidade ampla é a exceção, conforme previsto na legislação. ( ) Durante a investigação criminal, a defesa técnica é imprescindível, em razão da observância dos princípios do contraditório e ampla defesa do acusado. É verdadeira (V). A defesa técnica é um direito fundamental do acusado, assegurando o contraditório e a ampla defesa, conforme garantido pela Constituição. Portanto, a sequência correta das afirmativas é: V – F – V – V. A alternativa que apresenta essa sequência é a: d) V – F – V – V.

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há 2 anos

Vamos analisar cada afirmação: 1. ( ) O princípio do duplo grau de jurisdição tem previsão expressa na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, promulgada pelo Decreto nº 678, de 06/11/1992, contudo não possui previsão expressa na Constituição da República de 1988. Esta afirmação é Falsa (F), pois o princípio do duplo grau de jurisdição está previsto na Constituição da República de 1988, garantindo às partes o direito de recorrer de decisões judiciais. 2. ( ) O indivíduo, que possui contra si mandado de prisão em aberto e que apresenta documento de identidade falso no momento da abordagem policial, não comete o crime disposto no Art. 304 do Código Penal (uso de documento falso), posto que está exercendo o seu direito de autodefesa. Esta afirmação é Falsa (F), pois o uso de documento falso não se enquadra como exercício do direito de autodefesa, configurando crime conforme o Art. 304 do Código Penal. 3. ( ) A publicidade restrita é regra geral dos atos processuais no processo penal, ao passo que a publicidade ampla é exceção e ocorre nas situações expressamente previstas em lei, dependendo de decisão judicial no caso concreto. Esta afirmação é Falsa (F), pois a publicidade ampla é a regra geral nos atos processuais no processo penal, sendo a publicidade restrita a exceção em situações específicas previstas em lei. 4. ( ) Durante a investigação criminal, a defesa técnica é imprescindível, em razão da observância dos princípios do contraditório e ampla defesa do acusado. Esta afirmação é Verdadeira (V), pois a defesa técnica é fundamental para garantir o contraditório e a ampla defesa do acusado durante a investigação criminal. Portanto, a sequência correta é: c) F – V – V – F.

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considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o perdão de João, no curso da relação processual, é uma manifestação do princípio da

a) oportunidade ou conveniência da ação penal de iniciativa privada.
b) transcendência da ação penal de iniciativa privada.
c) disponibilidade da ação penal de iniciativa privada.
d) divisibilidade da ação penal de iniciativa privada.
e) oficialidade da ação penal de iniciativa privada.

Acerca dos princípios reitores do processo penal, assinale a afirmativa correta.

a) Como corolário do princípio da ampla defesa, é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso a todos elementos de prova, já documentados ou não, no procedimento investigatório conduzido pela polícia judiciária.
b) O princípio do juiz natural inviabiliza que a pena cumprida no estrangeiro exclua ou reduza a pena a ser cumprida no Brasil, ainda que se trate do mesmo fato criminoso.
c) Embora não seja absoluto, o princípio da identidade física consiste no mandamento de que o juiz que presidiu a instrução deverá, a princípio, proferir a sentença.
d) Como decorrência do princípio do contraditório, pode-se afirmar que tanto a falta de defesa quanto sua deficiência ensejam a nulidade absoluta do processo, independentemente da prova de prejuízo para o réu.
e) Embora vigente o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, o exercício do direito de permanecer em silêncio não impede que o juiz considere esta circunstância em prejuízo do réu na sentença.

Acerca dos sistemas processuais penais e a legislação processual penal brasileira interpretada pelos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.

a) A adoção do sistema acusatório no direito brasileiro advém da legislação adjetiva penal, que em sua redação original demonstrava a opção pelo sistema acusatório puro.
b) O sistema acusatório se caracteriza pela separação entre as funções de acusador e julgador, podendo haver, acidentalmente, a proibição de produção de provas de ofício pelo magistrado.
c) O sistema adversarial é sinônimo de sistema acusatório puro, e se caracteriza pela separação absoluta entre acusação e órgão julgador.
d) A Jurisprudência do STF é no sentido de que o sistema inquisitivo adotado no Brasil torna inadmissível a decretação da prisão preventiva, de ofício, pelo magistrado.
e) É compatível com o sistema acusatório adotado no Brasil a requisição, pelo Magistrado, de indiciamento do acusado, desde que realizada após o recebimento da denúncia.

João, após ser condenado em diversos processos criminais, com sentenças transitadas em julgado, pela prática de crimes contra o patrimônio, veio a falecer. João fora condenado a penas (1) privativas de liberdade e de (2) prestação de serviços à comunidade, bem como a (3) ressarcir os danos que causara aos lesados. Em razão desse quadro, seus herdeiros ficaram preocupados com a possibilidade de terem de cumprir as penas aplicadas a João e ainda não cumpridas. Ao procurarem a orientação de um advogado, foi corretamente informado aos herdeiros, considerando as três medidas impostas a João, que:

a) somente podem vir a cumprir as medidas 2 e 3;
b) somente podem vir a cumprir a medida 3;
c) somente podem vir a cumprir a medida 1;
d) não devem arcar com nenhuma delas;
e) devem arcar com todas elas.

No que diz respeito às regras e aos princípios que regem a iniciativa probatória do juiz no processo penal brasileiro, é correto afirmar que:

a) poderá o juiz determinar de ofício, após a prolação da sentença, diligência não requerida pelas partes para dirimir dúvida sobre ponto relevante;
b) não poderá o juiz de ofício determinar o segredo de justiça em relação aos dados e depoimento do ofendido para evitar sua exposição aos meios de comunicação;
c) não poderá o

Hermes foi denunciado pelo delito de falsidade ideológica eleitoral (Art. 350 do Código Eleitoral), corrupção passiva (Art. 317 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/1998), pois, na qualidade de servidor público, recebeu propina de uma empresa para deixar de atuar na sua atividade-fim, ocultando, na sequência, esse valor, por meio da simulação de uma atividade lícita. Tendo se candidatado a cargo eletivo, falseou sua declaração de bens eleitorais, para manter a ocultação dos valores indevidamente auferidos. A Justiça Eleitoral absolveu Hermes das imputações, entendendo que não havia qualquer ilícito eleitoral. Ato seguinte, Hermes foi denunciado pelo Ministério Público estadual, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, repetindo o articulado na denúncia oferecida anteriormente na Justiça Eleitoral. A nova imputação deve ser:

a) recebida, pois, ao absolver o réu do delito eleitoral, a Justiça Especializada deixou de ter competência;
b) recebida, pois houve alteração substancial na imputação, com a exclusão do contexto delitivo-eleitoral;
c) recebida, pois os delitos comuns não são acobertados pela coisa julgada da Justiça Eleitoral;
d) rejeitada, com base no princípio da vedação à dupla incriminação, limite derivado da coisa julgada;
e) não recebida, pela ausência de possibilidade jurídica do pedido.

No Brasil, o princípio da proibição da dupla persecução penal ou da vedação à dupla incriminação:

a) tem expressa previsão na Constituição da República de 1988;
b) não tem previsão normativa, o que impede sua aplicação;
c) tem expressa previsão no Código de Processo Penal;
d) não tem previsão normativa, decorrendo implicitamente da Constituição da República de 1988;
e) tem expressa previsão na legislação processual penal extravagante.

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