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(CESPE) David, em dia de sol, levou sua filha, Vivi, de 03 anos, para a piscina do clube. Enquanto a filha brincava na piscina infantil, David precisou ir ao banheiro, solicitando, então, que sua amiga Carla, que estava no local, ficasse atenta para que nada de mal ocorresse com Vivi. Carla se comprometeu a cuidar da filha de David. Naquele momento, Vitor assumiu o posto de salva-vidas da piscina. Carla, que sempre fora apaixonada por Vitor, começou a conversar com ele e ambos ficam de costas para a piscina, não atentando para as crianças que lá estavam. Vivi começa a brincar com o filtro da piscina e acaba sofrendo uma sucção que a deixa embaixo da água por tempo suficiente para causar seu afogamento. David vê quando o ato acontece através de pequena janela no banheiro do local, mas o fecho da porta fica emperrado e ele não consegue sair. Vitor e Carla não veem o ato de afogamento da criança porque estavam de costas para a piscina conversando. Diante do resultado morte, David, Carla e Vitor ficam preocupados com sua responsabilização penal e procuram um advogado, esclarecendo que nenhum deles adotou comportamento positivo para gerar o resultado. Considerando as informações narradas, o advogado deverá esclarecer que:

a) Carla e Vitor, apenas, poderão responder por homicídio culposo, já que podiam atuar e possuíam obrigação de agir na situação.
b) David, apenas, poderá responder por homicídio culposo, já que era o único com dever legal de agir por ser pai da criança.
c) David, Carla, Vitor poderão responder por homicídio culposo, já que os três tinham o dever de agir.
d) Vitor, apenas, poderá responder pelo crime de omissão de socorro.
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há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas com base na situação apresentada e nos princípios do Direito Penal, especialmente em relação à responsabilidade penal por omissão. a) Carla e Vitor, apenas, poderão responder por homicídio culposo, já que podiam atuar e possuíam obrigação de agir na situação. - Carla tinha a obrigação de cuidar da criança, mas Vitor, como salva-vidas, também tinha um dever de atenção. Portanto, essa alternativa parece correta, mas não considera David. b) David, apenas, poderá responder por homicídio culposo, já que era o único com dever legal de agir por ser pai da criança. - David tinha um dever legal, mas não foi o único que poderia agir. Essa alternativa é limitada. c) David, Carla, Vitor poderão responder por homicídio culposo, já que os três tinham o dever de agir. - Essa alternativa é a mais abrangente, pois David, como pai, tinha um dever de cuidado, e Carla e Vitor também tinham obrigações de agir na situação. d) Vitor, apenas, poderá responder pelo crime de omissão de socorro. - Embora Vitor tenha um dever de agir, essa alternativa ignora a responsabilidade de David e Carla. Após essa análise, a alternativa que melhor reflete a responsabilidade de todos os envolvidos é: c) David, Carla, Vitor poderão responder por homicídio culposo, já que os três tinham o dever de agir.

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Considerando a situação hipotética, assinale a alternativa correta. João, sua mãe e sobrevive com lesões corporais leves.

a) João responderá por lesões corporais leves.
b) João responderá por tentativa de instigação a suicídio.
c) João responderá por tentativa de homicídio.
d) João responderá por instigação a suicídio.
e) João não responderá por crime por ser o fato atípico.

João, com a intenção de matar, desferiu golpes de faca em seu irmão José. Antes de desferir o golpe fatal, atendendo aos apelos de sua mãe que implorava para que poupasse a vida de José, João parou de agredir o irmão. Por insistência de sua mãe, João socorreu José, que sobreviveu com lesões corporais que, embora tenham causado risco de vida, se regeneraram em vinte dias. Sobre a situação hipotética, assinale a alternativa correta.

a) João responderá por lesões corporais graves em razão da desistência voluntária.
b) João responderá por tentativa de homicídio com redução de pena pelo arrependimento posterior.
c) João responderá por lesões corporais leves em razão da desistência voluntária.
d) João responderá por tentativa de homicídio.
e) João não responderá por crime.

Ficou comprovado que houve assassinato, pela única razão de menosprezo à condição de mulher, praticado por Samuel contra sua vizinha Maria de Fátima, de trinta anos de idade, que possuía um filho ao qual deu à luz dois meses exatos antes do crime. Com base nas disposições da Lei no 13.104/2015 (Lei do Feminicídio), nesse caso, o crime de feminicídio.

a) está caracterizado e a pena prevista em lei será aumentada de um terço até a metade.
b) não está caracterizado, pois não houve violência doméstica.
c) está caracterizado em sua modalidade simples, não havendo aumento de pena.
d) está caracterizado e a pena prevista em lei será aumentada de um a dois terços.
e) está caracterizado e a pena prevista em lei será aumentada de um sexto a um terço.

Da leitura do enunciado, é correto afirmar:

a) Apesar de sua conduta típica e ilícita, a Jorge não deve ser aplicada qualquer pena, sendo-lhe inexigível conduta diversa diante das circunstâncias que compunham o contexto em que se viu envolvido, que o levaram a supor situação de fato que, se existisse, tornaria sua ação legítima.
b) A Jorge deve ser imputada a prática de dois homicídios dolosos, em concurso material, qualificados por terem como vítimas policiais civis (art. 121, § 2°, VII − por duas vezes −, c/c art. 69, ambos do CP).
c) A Jorge deve ser imputada a prática de dois homicídios dolosos, em concurso material, sem possibilidade de qualificação pela condição das vítimas, uma vez que o autor desconhecia essa circunstância (art. 121, caput − por duas vezes −, c/c art. 69, ambos do CP).
d) A Jorge deve ser imputada a prática de dois homicídios culposos, em concurso formal, tendo em vista sua conduta imprudente, uma vez que efetuou os disparos sem prévia identificação e ordem de parada (art. 121, § 3° − por duas vezes −, c/c art. 70, ambos do CP).
e) A Jorge não deve ser imputada a prática de crime, uma vez que agiu sob o pálio da legítima defesa enquanto excludente da ilicitude, estando sua ação especialmente justificada pelas circunstâncias da situação em que se viu envolvido − a chamada legítima defesa putativa.

Sobre os crimes contra a vida, assinale a alternativa correta.

a) Homicídio cometido em atuação de milícia é qualificado.
b) A premeditação é qualificadora do crime de homicídio.
c) No homicídio mercenário, qualificado pela paga ou promessa recompensa, esta deve ter natureza econômica, não podendo, por exemplo, ser oferecimento de relações sexuais.
d) O Superior Tribunal de Justiça entende que não é possível a existência de homicídio qualificado privilegiado.
e) Recentemente, o STF entendeu que também constitui crime de aborto a interrupção da gravidez de feto anencéfalo, porque esta conduta é fato atípico.

Sobre os crimes contra a honra, assinale a alternativa correta.

a) Os crimes de calúnia e difamação admitem retratação, quando, antes da sentença penal condenatória irrecorrível o querelado (réu) se retrata cabalmente, assumindo seu ato como um equívoco que deve ser reparado.
b) Nos crimes contra a honra, a retratação isenta de pena desde que seja total, isto é, deve abranger todas as afirmacoes.
c) Nos crimes contra a honra, a retratação beneficia o agente que se retrata e estende-se ao terceiro que se recusou a se retratar.
d) A injúria será qualificada quando a ação for praticada por meio da utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
e) As penas dos crimes contra a honra são aumentadas de dois terços se forem cometidas contra funcionário público, em razão de suas funções.

Da leitura do enunciado, pode-se afirmar que:

a) Arquimedes não praticou crime, tendo em vista a incidência na hipótese da inexigibilidade de conduta diversa − excludente de culpabilidade.
b) a Arquimedes deve ser imputada a prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor, em razão de sua conduta negligente.
c) a conduta de Arquimedes não reúne os elementos necessários à configuração do fato como crime.
d) Arquimedes não praticou crime, uma vez que agiu em exercício regular de direito − excludente de ilicitude.
e) a Arquimedes deve ser imputada a prática de homicídio doloso (dolo eventual), tendo em vista que, ao dirigir à noite, sonolento e sob chuva intensa, assumiu o risco de matar alguém.

Considerando a situação hipotética, assinale a alternativa correta. José tenta se suicidar, mas é socorrido por sua mãe e sobrevive com lesões corporais leves.

a) João responderá por lesões corporais leves.
b) João responderá por tentativa de instigação a suicídio.
c) João responderá por tentativa de homicídio.
d) João responderá por instigação a suicídio.
e) João não responderá por crime por ser o fato atípico.

Nesse caso, é correto afirmar:

a) A ação se amolda ao que a lei prevê como concurso formal (art. 70 do CP) e João estará sujeito às penas previstas para o homicídio qualificado como se praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (art. 121, § 2°, VI, c/c art. 121, § 2° -A, I, do CP), aumentada de um sexto até metade, nos termos do art. 70 c/c art. 73 do CP.
b) Se está diante de uma tentativa de homicídio e um homicídio consumado praticados em concurso material, aplicando-se ao autor, cumulativamente, as penas privativas de liberdade aplicáveis a cada um dos crimes, conforme art. 69 do CP.
c) Se está diante de conduta que se amolda ao conceito de crime continuado, podendo-se aplicar a pena conforme disposto no art. 71, parágrafo único, do CP − a mais grave, aumentada até o triplo.
d) Se está diante de conduta que se amolda ao conceito de crime continuado, aplicando-se a pena conforme disposto no art. 71, caput, do CP − a mais grave, aumentada de um sexto a dois terços.
e) A ação se amolda ao que a lei prevê como concurso formal (art. 70 do CP) e a João será aplicada pena em virtude da prática de homicídio tentado contra a mulher, qualificado por razões da condição de sexo feminino (art. 121, § 2°, VI, c/c art. 121, § 2° -A, I, do CP), somada àquela aplicada em razão do homicídio consumado contra o homem, nos termos do art. 70 (parte final) c/c art. 73 do CP.

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