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(IFSP – Adaptada) “A percepção sinestésica é a regra, e, se não percebemos isso, é porque o saber científico desloca a experiência e porque desaprendemos a ver, a ouvir e, em geral, a sentir, para deduzir de nossa organização corporal e do mundo tal como concebe o físico aquilo que devemos ver, ouvir e sentir." MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Trad. Carlos Alberto ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 2006, p.308. Merleau-Ponty traz uma concepção de percepção como:

Fenômeno que se coloca como distinto às sensações.
Acontecimento da mente que se volta para uma realidade objetiva.
Fenômeno corporal inferior às determinações da consciência idealista.
Realidade relacionada ao corpo em sua situação temporal (histórica) e concebido como criador de sentidos.
Representação objetiva do mundo a partir da consciência puramente reflexiva.
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Questões para Estudantes

há 2 anos

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há 2 anos

Para responder à questão sobre a concepção de percepção segundo Merleau-Ponty, é importante considerar a ênfase que ele coloca na relação entre o corpo e a percepção. Merleau-Ponty argumenta que a percepção não é apenas uma questão de sensações isoladas, mas sim um fenômeno que envolve o corpo e a experiência vivida. Analisando as alternativas: 1. Fenômeno que se coloca como distinto às sensações. - Embora a percepção envolva sensações, Merleau-Ponty não a vê como algo totalmente distinto delas. 2. Acontecimento da mente que se volta para uma realidade objetiva. - Isso não reflete a visão fenomenológica que ele propõe, que é mais sobre a experiência corporal. 3. Fenômeno corporal inferior às determinações da consciência idealista. - Merleau-Ponty valoriza a experiência corporal, não a considera inferior. 4. Realidade relacionada ao corpo em sua situação temporal (histórica) e concebido como criador de sentidos. - Esta opção reflete bem a ideia de que a percepção é uma experiência corporal que está ligada ao contexto histórico e temporal. 5. Representação objetiva do mundo a partir da consciência puramente reflexiva. - Merleau-Ponty critica a ideia de uma consciência puramente reflexiva, enfatizando a experiência vivida. A alternativa que melhor representa a concepção de percepção de Merleau-Ponty é: d) Realidade relacionada ao corpo em sua situação temporal (histórica) e concebido como criador de sentidos.

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A consciência husserliana é sempre “a consciência de alguma coisa, isto é, a consciência é um ato pelo qual visamos um objeto, um fato, uma ideia” (CHAUÍ, 2000, p. 79 – grifos nossos), questionando, portanto, a ideia da consciência como algo ‘abstrato’, ‘idealista’ e, principalmente, como uma instância desvinculada do mundo, da realidade e das vivências. Tendo isso em vista, podemos afirmar que a consciência fenomenológica husserliana é sempre intencional, uma vez que

a consciência intencional sempre tem a intenção de descrever o objeto e, consequentemente, depende das vivencias que ocorrem no tempo.
a consciência intencional é o produto de uma organização da consciência que visa apreender os fenômenos naquilo que eles possuem de ideal/transcende.
a consciência intencional provém do interesse em alcançar as instâncias propostas pela iluminação divina.
a consciência intencional sempre tem a intenção de abandonar o mundo das experiências vividas no tempo e se refugiar nos constructos mentais da razão.
a consciência intencional é sempre desprovida de intenções, pois repousa no conhecimento das abstrações.

(Uem – 2012 – Adaptada). “O pensamento moderno, não por objeção frontal, mas pelo desenvolvimento do próprio saber, leva a uma revisão das categorias clássicas, a uma reforma da ontologia clássica do sujeito e do objeto. O núcleo desse desenvolvimento – que deve levar, por sua vez, a uma nova filosofia – consiste na descoberta de que a situação, seja do ‘objeto’, seja do ‘sujeito’, não é mais passível de exclusão da trama do conhecimento. Dito de outra forma: o objeto ‘verdadeiro’, aquele de que a ciência trata, não é mais aquele objeto absoluto de que falavam os clássicos, mas se torna, intrinsecamente, relativo. Em suma, não há mais um objeto puro, em si, um objeto tal como o próprio Deus (isto é, um observador absoluto) o veria. Também não há mais esse sujeito absoluto, aquele que começava por afastar toda manifestação sensível, isto é, que começava por afastar, correlativamente, seu próprio corpo para colocar-se como puro espírito.” MOUTINHO, L. D. Merleau-Ponty: entre o corpo e a alma. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEEDPR, 2009, p. 494. Sobre a nova filosofia de que fala o texto, assinale o que for correto.

O ponto de vista de Deus é possível e necessário, para a renovação da filosofia.
A situação do objeto e do sujeito é relativa, pois a fenomenologia é o retorno à isegoria dos gregos e ao “meio termo” de Aristóteles.
Merleau-Ponty privilegia o corpo, pois, através dele, o homem constitui-se de uma consciência fática ou concreta.
A fenomenologia é uma perspectiva filosófica clássica focada no retorno da metafísica e fortalecimento da razão abstrata.
O positivismo é esta filosofia nova, pois revoga a ontologia clássica.

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