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<p>Pincel Atômico - 13/10/2024 17:15:17 1/3</p><p>SELMA LUCIA DE</p><p>ARAUJO</p><p>Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 20 (21693)</p><p>Atividade finalizada em 10/10/2024 13:09:14 (2473120 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA E MODERNA [1166598] - Avaliação com 8 questões,</p><p>com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 4]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Filosofia - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A260624 [130847]</p><p>Aluno(a):</p><p>91636972 - SELMA LUCIA DE ARAUJO - Respondeu 7 questões corretas, obtendo um total de 1,46 pontos como nota</p><p>[359885_1530</p><p>17]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>(SEDUC/RJ – Adaptada) Merleau-Ponty foi um dos filósofos que mergulharam seus</p><p>estudos e trabalhos na corporeidade, representada pela relação do homem com seu</p><p>corpo, fruto de uma construção social, através de um processo histórico. A afirmativa</p><p>que traduz a ideia desse filósofo é a seguinte:</p><p>O homem é um ser que constrói a sua essência na inserção na práxis humana por</p><p>meio da sua atividade produtiva.</p><p>O corpo, com suas paixões, contamina a alma racional tornando- se um obstáculo à</p><p>realização do ideal de bem e verdade a que ele aspira.</p><p>O homem é sobretudo um ser pensante e deve dirigir sua vida pela razão, educando</p><p>os impulsos para a aquisição de virtudes.</p><p>X</p><p>O corpo é o veículo do ser no mundo e o lugar onde a transcendência do sujeito</p><p>articula-se com o mundo.</p><p>A transcendência às condições exteriores e o encontro do verdadeiro sentido das</p><p>coisas estão na razão do homem.</p><p>[359887_1523</p><p>60]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>Na Fenomenologia da percepção, Merleau-Ponty procura reconfigurar não apenas</p><p>noção de percepção, mas também conferir ao corpo um outro estatuto. Diante disso,</p><p>assinale a alternativa que corresponde ao entendimento merleaupontyano de</p><p>percepção.</p><p>A percepção é uma atitude racionalista.</p><p>X A percepção é uma atitude corpórea.</p><p>A percepção é uma atitude religiosa.</p><p>A percepção é uma atitude teórica.</p><p>A percepção é uma atitude idealista.</p><p>[359885_1530</p><p>10]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>(IFSP – Adaptada) “A percepção sinestésica é a regra, e, se não percebemos isso, é</p><p>porque o saber científico desloca a experiência e porque desaprendemos a ver, a ouvir</p><p>e, em geral, a sentir, para deduzir de nossa organização corporal e do mundo tal como</p><p>concebe o físico aquilo que devemos ver, ouvir e sentir."</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Trad. Carlos Alberto ribeiro de</p><p>Moura. São Paulo: Martins Fontes, 2006, p.308.</p><p>Merleau-Ponty traz uma concepção de percepção como:</p><p>Fenômeno que se coloca como distinto às sensações.</p><p>Acontecimento da mente que se volta para uma realidade objetiva.</p><p>Fenômeno corporal inferior às determinações da consciência idealista.</p><p>X</p><p>Realidade relacionada ao corpo em sua situação temporal (histórica) e concebido</p><p>como criador de sentidos.</p><p>Representação objetiva do mundo a partir da consciência puramente reflexiva.</p><p>Pincel Atômico - 13/10/2024 17:15:17 2/3</p><p>[359885_1530</p><p>19]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>(SEC/BA – Adaptada) No início do século XX, o filósofo alemão Edmund Husserl</p><p>trouxe uma nova abordagem do conhecimento, com que denominou de</p><p>fenomenologia, a qual se encarregou de distinguir e separar psicologia e filosofia,</p><p>afirmar a prioridade do sujeito do conhecimento ou a consciência reflexiva e</p><p>ampliar/renovar o conceito de fenômeno. A consciência, segundo o filósofo, é o sujeito</p><p>do conhecimento, não é uma coisa nem uma substância, mas uma atividade, uma</p><p>ação que visa aos objetos como significações e toda consciência é sempre</p><p>consciência de. A essa “consciência de”, Husserl dá o nome de:</p><p>Fenômeno.</p><p>Consciência prática.</p><p>X Intencionalidade.</p><p>Razão instrumental.</p><p>Significante.</p><p>[359886_1523</p><p>56]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>A consciência husserliana é sempre “a consciência de alguma coisa, isto é, a</p><p>consciência é um ato pelo qual visamos um objeto, um fato, uma ideia” (CHAUÍ, 2000,</p><p>p. 79 – grifos nossos), questionando, portanto, a ideia da consciência como algo</p><p>‘abstrato’, ‘idealista’ e, principalmente, como uma instância desvinculada do mundo, da</p><p>realidade e das vivências. Tendo isso em vista, podemos afirmar que a consciência</p><p>fenomenológica husserliana é sempre intencional, uma vez que</p><p>X</p><p>a consciência intencional sempre tem a intenção de descrever o objeto e,</p><p>consequentemente, depende das vivencias que ocorrem no tempo.</p><p>a consciência intencional é o produto de uma organização da consciência que visa</p><p>apreender os fenômenos naquilo que eles possuem de ideal/transcende.</p><p>a consciência intencional provém do interesse em alcançar as instâncias propostas</p><p>pela iluminação divina.</p><p>a consciência intencional sempre tem a intenção de abandonar o mundo das</p><p>experiências vividas no tempo e se refugiar nos constructos mentais da razão.</p><p>a consciência intencional é sempre desprovida de intenções, pois repousa no</p><p>conhecimento das abstrações.</p><p>[359885_1530</p><p>00]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>(Uem) A fenomenologia é um método e uma filosofia que surge no final do século XIX,</p><p>com Franz Brentano, tendo como um dos principais representantes o filósofo Edmund</p><p>Husserl. Sobre a fenomenologia, assinale as alternativas corretas.</p><p>I) A fenomenologia de Edmund Husserl procura superar as teorias do conhecimento</p><p>empirista e idealista, como também o dualismo entre o sujeito e o objeto.</p><p>II) Para a fenomenologia, a consciência é sempre consciência de alguma coisa;</p><p>portanto, não há uma realidade pura, isolada do homem, mas a realidade enquanto ser</p><p>percebido.</p><p>III) O filósofo alemão Martin Heidegger, pertencente à escola fenomenológica, resgata</p><p>um conceito de verdade desenvolvido pelos gregos arcaicos: o conceito de alétheia,</p><p>que significa o não oculto, aquilo que se mostra ou se desvela.</p><p>X Todas as alternativas estão corretas.</p><p>As alternativas I e II estão corretas.</p><p>Somente a alternativa I está correta.</p><p>Somente a alternativa III está correta.</p><p>As alternativas I e III estão corretas.</p><p>Pincel Atômico - 13/10/2024 17:15:17 3/3</p><p>[359885_1530</p><p>07]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>(Uem – 2012 – Adaptada). “O pensamento moderno, não por objeção frontal, mas pelo</p><p>desenvolvimento do próprio saber, leva a uma revisão das categorias clássicas, a uma</p><p>reforma da ontologia clássica do sujeito e do objeto. O núcleo desse desenvolvimento</p><p>– que deve levar, por sua vez, a uma nova filosofia – consiste na descoberta de que a</p><p>situação, seja do ‛objeto’, seja do ‛sujeito’, não é mais passível de exclusão da</p><p>trama do conhecimento. Dito de outra forma: o objeto ‛verdadeiro’, aquele de que a</p><p>ciência trata, não é mais aquele objeto absoluto de que falavam os clássicos, mas se</p><p>torna, intrinsecamente, relativo. Em suma, não há mais um objeto puro, em si, um</p><p>objeto tal como o próprio Deus (isto é, um observador absoluto) o veria. Também não</p><p>há mais esse sujeito absoluto, aquele que começava por afastar toda manifestação</p><p>sensível, isto é, que começava por afastar, correlativamente, seu próprio corpo para</p><p>colocar-se como puro espírito.”</p><p>MOUTINHO, L. D. Merleau-Ponty: entre o corpo e a alma. In: Antologia de textos</p><p>filosóficos. Curitiba: SEEDPR, 2009, p. 494.</p><p>Sobre a nova filosofia de que fala o texto, assinale o que for correto.</p><p>O ponto de vista de Deus é possível e necessário, para a renovação da filosofia.</p><p>X</p><p>A situação do objeto e do sujeito é relativa, pois a fenomenologia é o retorno à isegoria</p><p>dos gregos e ao “meio termo” de Aristóteles.</p><p>Merleau-Ponty privilegia o corpo, pois, através dele, o homem constitui-se de uma</p><p>consciência fática ou concreta.</p><p>A fenomenologia é uma perspectiva filosófica clássica focada no retorno da metafísica</p><p>e fortalecimento da razão abstrata.</p><p>O positivismo é esta filosofia nova, pois revoga a ontologia clássica.</p><p>[359886_1523</p><p>58]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>A radicalidade do pensamento de Maurice Merleau-Ponty propõe um movimento de</p><p>alargamento da razão que, de acordo com Chauí (2000, 76):</p><p>[...] exprime a luta contra o colonialismo e contra o etnocentrismo – isto é contra a</p><p>visão de que a “nossa” razão e a “nossa” cultura são superiores e melhores do que a</p><p>dos outros povos. Em segundo lugar, porque a razão estaria destinada ao fracasso se</p><p>não fosse capaz de oferecer para si mesma, novos princípios exigidos pelo seu próprio</p><p>trabalho racional de conhecimento.</p><p>CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.</p><p>Nesse sentido, o amplo processo de alargamento da razão, conforme preconizado por</p><p>Merleau-Ponty, resulta</p><p>X</p><p>no alargamento da filosofia em direção a uma concepção de corpo como veículo do</p><p>ser-no-mundo que situa o sujeito temporal e espacialmente.</p><p>na concepção do corpo como um simples receptáculo da alma ou como um local</p><p>desprovido da possibilidade de fundação conhecimento.</p><p>na fundamentação de um pensamento científico que faz do corpo uma instância a ser</p><p>reprimida/contestada.</p><p>na determinação da filosofia como uma corrente reflexiva que não permite ao corpo ser</p><p>considerado como um elemento de importância filosófica.</p><p>na determinação da filosofia enquanto um subproduto das reflexões teológicas e</p><p>direcionadas à compreensão do sujeito como iluminação.</p>