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Instado a se manifestar acerca dos aspectos e dimensões do princípio da transparência no âmbito dos Municípios, à luz do disposto na Lei nº 12.527/2011 e da orientação do Superior Tribunal de Justiça acerca do tema, Xavier informou corretamente que

(A) os Municípios com menos de 50.000 (cinquenta mil) habitantes estão dispensados de promover a transparência ativa.
(B) os dados atinentes à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos são passíveis de sigilo, independentemente de motivação.
(C) o direito de qualquer pessoa e entidade de requerer acesso a informações não publicadas, que não se submetem à sigilo, designado de transparência passiva, não pode ser condicionada à apresentação dos respectivos motivos determinantes.
(D) a discricionariedade administrativa para a delimitação de sigilo, impõe ao particular o ônus de demonstrar que a informação solicitada não está sujeita a sigilo, no âmbito da transparência reativa.
(E) o dever de transparência dos Municípios cinge-se à disponibilização em sítio eletrônico dos atos administrativos que forem publicadas em diário oficial, notadamente porque tal publicidade é imprescindível para a existência do ato administrativo.
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Vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao princípio da transparência conforme a Lei nº 12.527/2011 e a orientação do Superior Tribunal de Justiça: (A) os Municípios com menos de 50.000 (cinquenta mil) habitantes estão dispensados de promover a transparência ativa. Essa afirmação é incorreta, pois a lei estabelece que todos os órgãos e entidades públicas devem promover a transparência, independentemente do número de habitantes. (B) os dados atinentes à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos são passíveis de sigilo, independentemente de motivação. Essa afirmação também é incorreta, pois a lei prevê que a transparência deve ser garantida e que informações públicas não podem ser mantidas em sigilo sem justificativa. (C) o direito de qualquer pessoa e entidade de requerer acesso a informações não publicadas, que não se submetem à sigilo, designado de transparência passiva, não pode ser condicionada à apresentação dos respectivos motivos determinantes. Essa afirmação está correta, pois a lei garante o acesso à informação sem a necessidade de justificar o pedido. (D) a discricionariedade administrativa para a delimitação de sigilo, impõe ao particular o ônus de demonstrar que a informação solicitada não está sujeita a sigilo, no âmbito da transparência reativa. Essa afirmação é incorreta, pois a lei estabelece que a informação é pública e o ônus do sigilo cabe à administração. (E) o dever de transparência dos Municípios cinge-se à disponibilização em sítio eletrônico dos atos administrativos que forem publicadas em diário oficial, notadamente porque tal publicidade é imprescindível para a existência do ato administrativo. Essa afirmação é parcialmente correta, mas não abrange toda a extensão do dever de transparência, que vai além da publicação em diário oficial. Portanto, a alternativa correta é: (C) o direito de qualquer pessoa e entidade de requerer acesso a informações não publicadas, que não se submetem à sigilo, designado de transparência passiva, não pode ser condicionada à apresentação dos respectivos motivos determinantes.

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