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A variação diastrática é a que observa os modos de falar de diferentes grupos sociais, normalmente identificados por: a) classe social; b) idade; c) gênero; d) situação ou contexto social. Na situação de sala de aula, em que você estiver exercendo seu papel social de professora ou professor, na sua fala, haverá variação linguística? Explique e argumente com a discussão realizada ao longo deste tópico.

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Perguntas sobre Metodologia Científica

há 2 anos

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há 2 anos

A variação diastrática se refere às diferenças na linguagem que ocorrem entre diferentes grupos sociais. Esses grupos podem ser identificados por características como classe social, idade, gênero, entre outros. Analisando as alternativas: a) classe social - Esta é uma das principais características que definem a variação diastrática. b) idade - Também é uma característica relevante, mas não é a única. c) gênero - Outra característica importante que pode influenciar a variação na fala. d) situação ou contexto social - Embora isso também influencie a linguagem, a variação diastrática foca mais nas diferenças entre grupos sociais. Dentre as opções apresentadas, a que melhor define a variação diastrática é: a) classe social.

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A partir de suas leituras sobre a sociolinguística, você deve ter percebido que ela se constitui como um campo científico do estudo da língua, associado à própria linguística. Para auxiliar na sua apropriação de conhecimento acerca dessa disciplina, montamos para você um roteiro de leitura, com o qual você poderá registrar suas inferências a partir das seguintes perguntas:
a) Por que houve a necessidade de iniciar uma nova escola de pensamento para os estudos linguísticos se o estruturalismo já marcava a linguística como ciência?
b) Quando e onde passamos a chamar os estudos que relacionam a sociedade e a linguística como sociolinguística?
c) Qual é o pressuposto básico da sociolinguística?
d) Quem é reconhecido como o principal fundador da sociolinguística variacionista?
e) O que você entende por heterogeneidade e variação linguística?

b) Quando e onde passamos a chamar os estudos que relacionam a sociedade e a linguística como sociolinguística?

b) A sociolinguística alavancou com a sociolinguística norte-americana, a partir de um seminário organizado em 1964 em Los Angeles, no qual podemos destacar a participação de William Labov.

e) Quem é reconhecido como o principal fundador da sociolinguística variacionista?

e) William Labov é reconhecido como o principal fundador da sociolinguística variacionista. Ele se destacou com o estudo da fala dos negros americanos, norteando uma metodologia própria para essa área de pesquisa.

Ao longo deste tópico você viu que a sociolinguística é uma escola de pensamento da linguística. A sociolinguística surgiu, assim, para dar conta do aspecto social que constitui o uso da língua. Nesse sentido, essa disciplina procura responder às perguntas sobre a língua que outras correntes de estudo (como o estruturalismo e o gerativismo) não pretenderam responder. Tendo isso em vista, assinale V para a(s) sentença(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
( ) O estruturalismo, assim como a sociolinguística, entende que a língua é uma instituição social e, por isso, a estuda inserida em um contexto de uso.
( ) A sociolinguística procura explicar fenômenos de variação e mudança linguísticas a partir de estudos situados com falantes da língua, já que eles a influenciam cultural e historicamente.
( ) A sociolinguística tem caráter interdisciplinar, tendo em vista que dialoga com a linguística geral para explicar fenômenos morfológicos, sintáticos, semânticos e fonéticos acerca da variação linguística.
( ) Por meio dos estudos sociolinguísticos, podemos justificar o porquê de algumas pessoas tenderem a falar mais corretamente que outras, como é o caso da fala de professores com relação a de seus alunos.

a) (X) F – V – V – F.
b) ( ) V – V – F – V.
c) ( ) V – V – V – F.
d) ( ) F – V – V – V.
e) ( ) V – F – V – F.

Leia o fragmento do texto a seguir a respeito da linguística moderna saussuriana:
A Linguística, iniciada a partir do Curso, leva em conta os princípios saussurianos de que a língua “é um sistema que conhece apenas sua própria ordem” (cl g: 31); “é um sistema do qual todas as partes podem e devem ser consideradas em sua solidariedade sincrônica” (cl g: 102); “é uma forma e não uma substância” (cl g: 141) e de que a Linguística “tem por único e verdadeiro objeto a língua considerada em si mesma e por si mesma” (cl g: 271).
FONTE: FIORIN, José Luiz; FLORES, Valdir do Nascimento e BARBISAN, Leci Borges. (Orgs.). Saussure: a invenção da Linguística. São Paulo: Contexto, 2013.174 p.
Assinale a alternativa CORRETA com relação às ideias apresentadas no fragmento do texto e à concepção de estudos sociolinguísticos apresentados neste tópico:
a) ( ) Saussure foi o primeiro linguista a valorizar os estudos sociolinguísticos ao reconhecer a língua como fato social.
b) ( ) O objeto de estudo da linguística estruturalista centrou-se na estrutura da língua a partir dos fatores externos a ela.
c) (X) O estruturalismo estuda a língua em si mesma e por si mesma, o que é fortemente criticado pelos sociolinguistas.
d) ( ) Os estudos sociolinguísticos priorizam o estudo do sistema linguístico fechado em si mesmo.
e) ( ) Os estudos saussurianos ainda carecem de cientificidade porque deixaram de contemplar a dimensão social da linguagem.

Para os sociolinguistas, os modelos estruturalistas e gerativistas de estudo são problemáticos porque desconsideram as influências externas à língua, como questões históricas, culturais, sociais, ideológicas, entre outras. Escreva um parágrafo crítico a respeito dos modelos problematizados pela sociolinguística, defendendo a necessidade de relacionar a língua com questões históricas, culturais, sociais, ideológicas dos seus falantes.

Esta questão é aberta, mas esperamos que o acadêmico discorra sobre a oposição da sociolinguística à perspectiva homogênea da língua, concebendo-a como heterogênea. Reconhecer esse fenômeno permite compreender que é perfeitamente comum que a língua varie. O que não é natural é insistir na unidade linguística, nos modelos idealizados de língua que são impostos a todos os seus falantes.

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