Ed
há 2 anos
Para analisar a questão sobre a revogação de uma licitação, é importante considerar a legislação que rege as licitações públicas, especialmente a Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993). A revogação de uma licitação é permitida em algumas situações, como por exemplo, quando há um fato superveniente que justifique essa decisão. No caso apresentado, a Procuradoria Geral do Estado do Amazonas decidiu revogar a licitação porque recebeu a oferta de um programa que melhor atenderia aos seus interesses. Vamos analisar as alternativas: (A) Extemporânea, eis que somente admissível antes de concluída a fase de habilitação da licitação em curso. - Incorreta, pois a revogação pode ocorrer em qualquer fase do processo licitatório, não apenas antes da fase de habilitação. (B) Possível, desde que devidamente comprovado o fato superveniente e assegurada a manifestação prévia dos interessados. - Correta, pois a revogação é permitida quando há um fato superveniente que justifique a decisão, e a manifestação dos interessados é uma prática recomendada. (C) Possível apenas se identificada alguma irregularidade no procedimento licitatório, não havendo discricionariedade para revogação após instauração do certame. - Incorreta, pois a revogação pode ocorrer por motivos diversos, não apenas por irregularidades. (D) Prematura, pois só cabe revogação após a conclusão do procedimento licitatório, que se dá com a adjudicação do objeto. - Incorreta, pois a revogação pode ocorrer antes da adjudicação. (E) Possível, desde que tomada por ato motivado da autoridade superior àquela responsável pela licitação e previamente ao oferecimento das propostas. - Incorreta, pois a revogação pode ocorrer em qualquer fase, não necessariamente antes do oferecimento das propostas. Portanto, a alternativa correta é: (B) possível, desde que devidamente comprovado o fato superveniente e assegurada a manifestação prévia dos interessados.
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