Ed
há 2 anos
Para responder a essa questão, é importante considerar os princípios dos cuidados paliativos, que priorizam o conforto do paciente, a comunicação com a família e a abordagem multidisciplinar. Vamos analisar as alternativas: A) Encaminhar o paciente de volta ao lar, pois a doença está em estágio terminal e não terá benefício em permanecer no hospital, informando que não iniciará e/ou interromperá o uso de antibióticos intravenosos e aminas vasoativas. - Essa opção pode ser válida, mas não aborda a comunicação com a família e a necessidade de um plano de cuidados paliativos. B) Já que o paciente está intubado, solicitar vaga e transferência à UTI, mantendo sedoanalgesia intravenosa, otimizar ventilação mecânica protetora e iniciar antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. - Essa opção é mais voltada para intervenções agressivas, o que não é o foco dos cuidados paliativos. C) Extubar imediatamente o paciente, já que não tinha indicação de ventilação artificial invasiva e encaminhar o paciente para enfermaria com hidratação venosa com solução de glicose 5% e infusão de morfina 10 mg/hora. - Essa opção pode ser inadequada, pois a extubação deve ser discutida com a equipe e a família, e a abordagem deve ser mais centrada no conforto. D) Procurar representante familiar para diálogo sobre o quadro atual, e, com trabalho multiprofissional, alinhar sobre evitar medidas desproporcionais de suporte artificial de vida, priorizar conforto e eventual extubação paliativa. - Esta opção é a mais adequada, pois envolve a família, prioriza o conforto do paciente e considera uma abordagem multidisciplinar. E) Informar aos familiares que o paciente encontra-se em estágio avançado de doença, já em fase final de vida e que não terá benefício em nenhuma medida a ser tomada e que o óbito é inevitável. - Embora seja importante informar a família, essa opção não envolve uma abordagem colaborativa e não prioriza o conforto. A melhor conduta, considerando os princípios dos cuidados paliativos e a abordagem multidisciplinar, é a alternativa D) Procurar representante familiar para diálogo sobre o quadro atual, e, com trabalho multiprofissional, alinhar sobre evitar medidas desproporcionais de suporte artificial de vida, priorizar conforto e eventual extubação paliativa.
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