Logo Passei Direto
Buscar

Filosofia

Outros
Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume:
Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.
a) defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.
b) entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.
c) são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.
d) concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.
User badge image
ReflexoesFilosoficas

ano passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Para analisar a questão, precisamos considerar as posições de Descartes e Hume sobre a natureza do conhecimento humano. Descartes é conhecido por seu ceticismo em relação aos sentidos, afirmando que eles podem ser enganosos e que devemos buscar um conhecimento mais seguro, que se baseie na razão. Hume, por outro lado, também critica a confiança excessiva nos sentidos, mas enfatiza que a experiência sensorial é fundamental para a formação do conhecimento. Agora, vamos analisar as alternativas: a) defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo. - Isso não é verdade para Descartes, que é cético em relação aos sentidos. b) entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica. - Ambos os filósofos são críticos e questionadores, então essa afirmação não é correta. c) são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento. - Embora ambos critiquem a forma como adquirimos conhecimento, essa opção não reflete a diferença entre eles. d) concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos. - Essa afirmação é muito forte e não representa corretamente as posições de ambos. e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento. - Essa opção é a mais correta, pois Descartes e Hume têm visões diferentes sobre a importância e a confiabilidade dos sentidos na aquisição do conhecimento. Portanto, a alternativa correta é: e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar nenhum) o método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sentido, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma eleição de 1902: "A cabine eleitoral é o templo das instituições americanas, onde cada um de nós é um sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar".
As metáforas utilizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a)
a) justificação teísta do direito.
b) rigidez da hierarquia de classe.
c) ênfase formalista na administração.
d) protagonismo do Executivo no poder.
e) centralidade do indivíduo na sociedade.

Em um governo que deriva sua legitimidade de eleições livres e regulares, a ativação de uma corrente comunicativa entre a sociedade política e a civil é essencial e constitutiva, não apenas inevitável. As múltiplas fontes de informação e as variadas formas de comunicação e influência que os cidadãos ativam através da mídia, movimentos sociais e partidos políticos dão o tom da representação em uma sociedade democrática.
Esse papel exercido pelos meios de comunicação favorece uma transformação democrática em função do(a)
a) limitação dos gastos públicos.
b) interesse de grupos corporativos.
c) dissolução de conflitos ideológicos.
d) fortalecimento da participação popular.
e) autonomia dos órgãos governamentais.

Segundo Robert Dahl, existem oito condições para que uma sociedade seja democrática. A seguir, são relacionadas algumas dessas características. Aponte a opção falsa.
a) Liberdade de criar e associar-se a organizações.
b) Direito de voto.
c) Elegibilidade para cargos públicos.
d) Instituições que tornem as políticas governamentais dependentes de votos e outras manifestações de preferências.
e) Existência de veículos informação independentes e alternativos.

O gráfico ao lado faz referência ao número de cadeiras disponíveis por partidos na câmara apresentando uma diminuição da participação de partidos tradicionais, configurando um(a)
a) Maior nível de representatividade política de minorias o que garante uma democracia mais robusta.
b) Diminuição democrática por partidos, o que demonstra o cerceamento das liberdades individuais.
c) Aprofundamento da fragmentação partidária o que dificulta a questão da governabilidade no que se refere à aprovação de medidas.
d) Aumento do número de partidos efetivos e diminuição de partidos sem expressão política ou representatividade social.
e) Alargamento da corrupção do Estado, o que dificultaria o exercício da cidadania.

Uma coligação partidária é a união de dois ou mais partidos que apresentam os seus candidatos em conjunto para uma determinada eleição. Perante a Justiça Eleitoral, uma coligação funciona como apenas um partido, tendo os mesmos direitos e deveres dos partidos políticos isolados. Depois de estabelecida uma coligação, nenhum dos partidos integrantes pode atuar isoladamente. O representante da coligação deverá ser escolhido pelos partidos que fazem parte dela. Ele exercerá a mesma função do presidente do partido que concorre isolado.
A coligação partidária é um instrumento político muito utilizado no Brasil devido a forma de governabilidade conhecida como “presidencialismo de coalizão”. Entre os efeitos de tal forma de governar podemos salientar
a) A estabilidade política decorrente das alianças firmadas, uma vez que os acordos partidários são firmados pelo interesse da população.
b) A realização de um governo inspirado pelos ideais da Revolução Francesa.
c) A reafirmação dos valores democráticos expresso nos conflitos de interesses pessoais.
d) Menor força política em relação aos partidos antagônicos.
e) Maior burocratização para aprovação de agendas políticas e implementação de políticas públicas, uma vez que o debate político pode ser conflituosos dentro e fora da base partidária do governo.

“Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.”
O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana da filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que
A assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento.
B defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo.
C revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica.
D apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos.
E refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant.

Na perspectiva do conhecimento, Immanuel Kant pretende superar a dicotomia racionalismo-empirismo. Entre as alternativas abaixo, a única que contém informações corretas sobre o criticismo kantiano é:
A) A razão estabelece as condições de possibilidade do conhecimento; por isso independe da matéria do conhecimento. B) O conhecimento é constituído de matéria e forma. Para termos conhecimento das coisas, temos de organizá-las a partir da forma a priori do espaço e do tempo. C) O conhecimento é constituído de matéria, forma e pensamento. Para termos conhecimento das coisas temos de pensá-las a partir do tempo cronológico. D) A razão enquanto determinante nos conhecimentos fenomênicos e noumênicos (transcendentais) atesta a capacidade do ser humano. E) O homem conhece pela razão a realidade fenomênica porque Deus é quem afinal determina este processo.

Qual o postulado básico da fenomenologia?
a) Em nome da verdade subjetiva, a fenomenologia recusa o projeto da filosofia moderna, recusando o pensamento analítico. Seu postulado básico afirma que o real deixa de ser racional.
b) A fenomenologia procede por decomposição, enumeração e categorização dos objetos, fragmentando-os. Seu postulado básico é estabelecer a dicotomia entre razão e experiência.
c) O postulado básico da fenomenologia é a metafísica fenomenológica, isto é, voltada para o reconhecimento do ser em si dos fenômenos, portanto, vinculada a uma noção de ser abstrata e a uma consciência transcendental.
d) A fenomenologia afirma que o conhecimento não passa de uma interpretação da realidade, isto é, de uma atribuição de sentidos determinada por uma escala ontológica de valores, constituindo-se, portanto, numa metafísica dos costumes.
e) A fenomenologia pretende realizar a superação da dicotomia razão-experiência no processo do conhecimento, afirmando que toda consciência é intencional, ou seja, o objeto só existe para um sujeito que lhe dá significado.

Vi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar! ​NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra, Rio de Janeiro. Ediouro, 1977.
O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que
A) reforça a liberdade do cidadão.
B) desvela os valores do cotidiano.
C) exorta as relações de produção.
D) destaca a decadência da cultura.
E) amplifica o sentimento de ansiedade.

Mais conteúdos dessa disciplina