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Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar nenhum) o método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sentido, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma eleição de 1902: "A cabine eleitoral é o templo das instituições americanas, onde cada um de nós é um sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar".
As metáforas utilizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a)
a) justificação teísta do direito.
b) rigidez da hierarquia de classe.
c) ênfase formalista na administração.
d) protagonismo do Executivo no poder.
e) centralidade do indivíduo na sociedade.

Em um governo que deriva sua legitimidade de eleições livres e regulares, a ativação de uma corrente comunicativa entre a sociedade política e a civil é essencial e constitutiva, não apenas inevitável. As múltiplas fontes de informação e as variadas formas de comunicação e influência que os cidadãos ativam através da mídia, movimentos sociais e partidos políticos dão o tom da representação em uma sociedade democrática.
Esse papel exercido pelos meios de comunicação favorece uma transformação democrática em função do(a)
a) limitação dos gastos públicos.
b) interesse de grupos corporativos.
c) dissolução de conflitos ideológicos.
d) fortalecimento da participação popular.
e) autonomia dos órgãos governamentais.

Segundo Robert Dahl, existem oito condições para que uma sociedade seja democrática. A seguir, são relacionadas algumas dessas características. Aponte a opção falsa.
a) Liberdade de criar e associar-se a organizações.
b) Direito de voto.
c) Elegibilidade para cargos públicos.
d) Instituições que tornem as políticas governamentais dependentes de votos e outras manifestações de preferências.
e) Existência de veículos informação independentes e alternativos.

O gráfico ao lado faz referência ao número de cadeiras disponíveis por partidos na câmara apresentando uma diminuição da participação de partidos tradicionais, configurando um(a)
a) Maior nível de representatividade política de minorias o que garante uma democracia mais robusta.
b) Diminuição democrática por partidos, o que demonstra o cerceamento das liberdades individuais.
c) Aprofundamento da fragmentação partidária o que dificulta a questão da governabilidade no que se refere à aprovação de medidas.
d) Aumento do número de partidos efetivos e diminuição de partidos sem expressão política ou representatividade social.
e) Alargamento da corrupção do Estado, o que dificultaria o exercício da cidadania.

Uma coligação partidária é a união de dois ou mais partidos que apresentam os seus candidatos em conjunto para uma determinada eleição. Perante a Justiça Eleitoral, uma coligação funciona como apenas um partido, tendo os mesmos direitos e deveres dos partidos políticos isolados. Depois de estabelecida uma coligação, nenhum dos partidos integrantes pode atuar isoladamente. O representante da coligação deverá ser escolhido pelos partidos que fazem parte dela. Ele exercerá a mesma função do presidente do partido que concorre isolado.
A coligação partidária é um instrumento político muito utilizado no Brasil devido a forma de governabilidade conhecida como “presidencialismo de coalizão”. Entre os efeitos de tal forma de governar podemos salientar
a) A estabilidade política decorrente das alianças firmadas, uma vez que os acordos partidários são firmados pelo interesse da população.
b) A realização de um governo inspirado pelos ideais da Revolução Francesa.
c) A reafirmação dos valores democráticos expresso nos conflitos de interesses pessoais.
d) Menor força política em relação aos partidos antagônicos.
e) Maior burocratização para aprovação de agendas políticas e implementação de políticas públicas, uma vez que o debate político pode ser conflituosos dentro e fora da base partidária do governo.

“Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.”
O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana da filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que
A assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento.
B defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo.
C revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica.
D apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos.
E refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant.

Na perspectiva do conhecimento, Immanuel Kant pretende superar a dicotomia racionalismo-empirismo. Entre as alternativas abaixo, a única que contém informações corretas sobre o criticismo kantiano é:
A) A razão estabelece as condições de possibilidade do conhecimento; por isso independe da matéria do conhecimento. B) O conhecimento é constituído de matéria e forma. Para termos conhecimento das coisas, temos de organizá-las a partir da forma a priori do espaço e do tempo. C) O conhecimento é constituído de matéria, forma e pensamento. Para termos conhecimento das coisas temos de pensá-las a partir do tempo cronológico. D) A razão enquanto determinante nos conhecimentos fenomênicos e noumênicos (transcendentais) atesta a capacidade do ser humano. E) O homem conhece pela razão a realidade fenomênica porque Deus é quem afinal determina este processo.

Qual o postulado básico da fenomenologia?
a) Em nome da verdade subjetiva, a fenomenologia recusa o projeto da filosofia moderna, recusando o pensamento analítico. Seu postulado básico afirma que o real deixa de ser racional.
b) A fenomenologia procede por decomposição, enumeração e categorização dos objetos, fragmentando-os. Seu postulado básico é estabelecer a dicotomia entre razão e experiência.
c) O postulado básico da fenomenologia é a metafísica fenomenológica, isto é, voltada para o reconhecimento do ser em si dos fenômenos, portanto, vinculada a uma noção de ser abstrata e a uma consciência transcendental.
d) A fenomenologia afirma que o conhecimento não passa de uma interpretação da realidade, isto é, de uma atribuição de sentidos determinada por uma escala ontológica de valores, constituindo-se, portanto, numa metafísica dos costumes.
e) A fenomenologia pretende realizar a superação da dicotomia razão-experiência no processo do conhecimento, afirmando que toda consciência é intencional, ou seja, o objeto só existe para um sujeito que lhe dá significado.

Vi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar! ​NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra, Rio de Janeiro. Ediouro, 1977.
O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que
A) reforça a liberdade do cidadão.
B) desvela os valores do cotidiano.
C) exorta as relações de produção.
D) destaca a decadência da cultura.
E) amplifica o sentimento de ansiedade.

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Questões resolvidas

Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar nenhum) o método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sentido, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma eleição de 1902: "A cabine eleitoral é o templo das instituições americanas, onde cada um de nós é um sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar".
As metáforas utilizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a)
a) justificação teísta do direito.
b) rigidez da hierarquia de classe.
c) ênfase formalista na administração.
d) protagonismo do Executivo no poder.
e) centralidade do indivíduo na sociedade.

Em um governo que deriva sua legitimidade de eleições livres e regulares, a ativação de uma corrente comunicativa entre a sociedade política e a civil é essencial e constitutiva, não apenas inevitável. As múltiplas fontes de informação e as variadas formas de comunicação e influência que os cidadãos ativam através da mídia, movimentos sociais e partidos políticos dão o tom da representação em uma sociedade democrática.
Esse papel exercido pelos meios de comunicação favorece uma transformação democrática em função do(a)
a) limitação dos gastos públicos.
b) interesse de grupos corporativos.
c) dissolução de conflitos ideológicos.
d) fortalecimento da participação popular.
e) autonomia dos órgãos governamentais.

Segundo Robert Dahl, existem oito condições para que uma sociedade seja democrática. A seguir, são relacionadas algumas dessas características. Aponte a opção falsa.
a) Liberdade de criar e associar-se a organizações.
b) Direito de voto.
c) Elegibilidade para cargos públicos.
d) Instituições que tornem as políticas governamentais dependentes de votos e outras manifestações de preferências.
e) Existência de veículos informação independentes e alternativos.

O gráfico ao lado faz referência ao número de cadeiras disponíveis por partidos na câmara apresentando uma diminuição da participação de partidos tradicionais, configurando um(a)
a) Maior nível de representatividade política de minorias o que garante uma democracia mais robusta.
b) Diminuição democrática por partidos, o que demonstra o cerceamento das liberdades individuais.
c) Aprofundamento da fragmentação partidária o que dificulta a questão da governabilidade no que se refere à aprovação de medidas.
d) Aumento do número de partidos efetivos e diminuição de partidos sem expressão política ou representatividade social.
e) Alargamento da corrupção do Estado, o que dificultaria o exercício da cidadania.

Uma coligação partidária é a união de dois ou mais partidos que apresentam os seus candidatos em conjunto para uma determinada eleição. Perante a Justiça Eleitoral, uma coligação funciona como apenas um partido, tendo os mesmos direitos e deveres dos partidos políticos isolados. Depois de estabelecida uma coligação, nenhum dos partidos integrantes pode atuar isoladamente. O representante da coligação deverá ser escolhido pelos partidos que fazem parte dela. Ele exercerá a mesma função do presidente do partido que concorre isolado.
A coligação partidária é um instrumento político muito utilizado no Brasil devido a forma de governabilidade conhecida como “presidencialismo de coalizão”. Entre os efeitos de tal forma de governar podemos salientar
a) A estabilidade política decorrente das alianças firmadas, uma vez que os acordos partidários são firmados pelo interesse da população.
b) A realização de um governo inspirado pelos ideais da Revolução Francesa.
c) A reafirmação dos valores democráticos expresso nos conflitos de interesses pessoais.
d) Menor força política em relação aos partidos antagônicos.
e) Maior burocratização para aprovação de agendas políticas e implementação de políticas públicas, uma vez que o debate político pode ser conflituosos dentro e fora da base partidária do governo.

“Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.”
O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana da filosofia. Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que
A assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento.
B defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo.
C revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica.
D apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos.
E refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant.

Na perspectiva do conhecimento, Immanuel Kant pretende superar a dicotomia racionalismo-empirismo. Entre as alternativas abaixo, a única que contém informações corretas sobre o criticismo kantiano é:
A) A razão estabelece as condições de possibilidade do conhecimento; por isso independe da matéria do conhecimento. B) O conhecimento é constituído de matéria e forma. Para termos conhecimento das coisas, temos de organizá-las a partir da forma a priori do espaço e do tempo. C) O conhecimento é constituído de matéria, forma e pensamento. Para termos conhecimento das coisas temos de pensá-las a partir do tempo cronológico. D) A razão enquanto determinante nos conhecimentos fenomênicos e noumênicos (transcendentais) atesta a capacidade do ser humano. E) O homem conhece pela razão a realidade fenomênica porque Deus é quem afinal determina este processo.

Qual o postulado básico da fenomenologia?
a) Em nome da verdade subjetiva, a fenomenologia recusa o projeto da filosofia moderna, recusando o pensamento analítico. Seu postulado básico afirma que o real deixa de ser racional.
b) A fenomenologia procede por decomposição, enumeração e categorização dos objetos, fragmentando-os. Seu postulado básico é estabelecer a dicotomia entre razão e experiência.
c) O postulado básico da fenomenologia é a metafísica fenomenológica, isto é, voltada para o reconhecimento do ser em si dos fenômenos, portanto, vinculada a uma noção de ser abstrata e a uma consciência transcendental.
d) A fenomenologia afirma que o conhecimento não passa de uma interpretação da realidade, isto é, de uma atribuição de sentidos determinada por uma escala ontológica de valores, constituindo-se, portanto, numa metafísica dos costumes.
e) A fenomenologia pretende realizar a superação da dicotomia razão-experiência no processo do conhecimento, afirmando que toda consciência é intencional, ou seja, o objeto só existe para um sujeito que lhe dá significado.

Vi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar! ​NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra, Rio de Janeiro. Ediouro, 1977.
O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que
A) reforça a liberdade do cidadão.
B) desvela os valores do cotidiano.
C) exorta as relações de produção.
D) destaca a decadência da cultura.
E) amplifica o sentimento de ansiedade.

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SIMULADO SOCIOLOGIA 17/04 
 
Questão n° 1- (​ENEM 2018 - Dia 1) Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento 
essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar nenhum) o método da seleção dos 
líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sentido, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por 
ocasião de uma eleição de 1902: "A cabine eleitoral é o templo das instituições americanas, onde cada um de nós é um 
sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar". ​BOBBIO, N. Teoria geral da 
política. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 (adaptado). 
As metáforas utilizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a) 
a) justificação teísta do direito. 
b) rigidez da hierarquia de classe. 
c) ênfase formalista na administração. 
d) protagonismo do Executivo no poder. 
e) centralidade do indivíduo na sociedade. 
 
Questão n° 2 (ENEM 2014) No sistema democrático de Schumpeter, os únicos participantes plenos são os membros de 
elites políticas em partidos e em instituições públicas. O papel dos cidadãos ordinários é não apenas altamente limitado, 
mas frequentemente retratado como uma intrusão indesejada no funcionamento tranquilo do processo "público" de 
tomada de decisões. ​HELD, D. Modelos de democracia. Belo Horizonte: Paideia, 1987 
O modelo de sistema democrático apresentado pelo texto pressupõe a 
a) consolidação da racionalidade comunicativa. 
b) adoção dos institutos do plebiscito e do referendo. 
c) condução de debates entre cidadãos iguais e o Estado. 
d) substituição da dinâmica representativa pela cívico-participativa. 
e) deliberação dos líderes políticos com restrição da participação das massas. 
 
Questão n° 3 ​(ENEM 2017) Em um governo que deriva sua legitimidade de eleições livres e regulares, a ativação de 
uma corrente comunicativa entre a sociedade política e a civil é essencial e constitutiva, não apenas inevitável. As 
múltiplas fontes de informação e as variadas formas de comunicação e influência que os cidadãos ativam através da 
mídia, movimentos sociais e partidos políticos dão o tom da representação em uma sociedade democrática. ​URBINATI, N. 
O que torna a representação democrática? Lua Nova, n. 67, 2006. 
Esse papel exercido pelos meios de comunicação favorece uma transformação democrática em função do(a) 
a) limitação dos gastos públicos. 
b) interesse de grupos corporativos. 
c) dissolução de conflitos ideológicos. 
d) fortalecimento da participação popular. 
c) autonomia dos órgãos governamentais. 
 
 
Questão n° 4 ​ENEM 2014 A discussão levantada na charge, 
publicada logo após a promulgação da Constituição de 1988, faz 
referência ao seguinte conjunto de direitos: 
a) Civis, como o direito à vida, à liberdade de expressão e à 
propriedade. 
b) Sociais, como direito à educação, ao trabalho e à proteção à 
maternidade e à infância. 
c) Difusos, como direito à paz, ao desenvolvimento sustentável e ao 
meio ambiente saudável. 
d) Coletivos, como direito à organização sindical, à participação 
partidária e à expressão religiosa. 
e) Políticos, como o direito de votar e ser votado, à soberania 
popular e à participação democrática. 
 
 
Questão n° 5 ​Segundo Robert Dahl, existem oito condições para que uma sociedade seja democrática. A seguir, são 
relacionadas algumas dessas características. Aponte a opção falsa. 
a) Liberdade de criar e associar-se a organizações. 
b) Direito de voto. 
c) Elegibilidade para cargos públicos. 
d) Instituições que tornem as políticas governamentais dependentes de votos e outras manifestações de preferências. 
e) Existência de veículos informação independentes e alternativos. 
 
Questão 06 O gráfico ao lado faz referência ao 
número de cadeiras disponíveis por partidos na 
câmara apresentando uma diminuição da 
participação de partidos tradicionais, configurando 
um(a) 
a) Maior nível de representatividade política de 
minorias o que garante uma democracia mais 
robusta. 
b) Diminuição democrática por partidos, o que 
demonstra o cerceamento das liberdades individuais 
c) Aprofundamento da fragmentação partidária o que 
dificulta a questão da governabilidade no que se 
refere à aprovação de medidas. 
d) Aumento do número de partidos efetivos e 
diminuição de partidos sem expressão política ou 
representatividade social. 
e) Alargamento da corrupção do Estado, o que 
dificultaria o exercício da cidadania. 
 
Questão 07 ​“Uma coligação partidária é a união de dois ou mais partidos que 
apresentam os seus candidatos em conjunto para uma determinada eleição. 
Perante a Justiça Eleitoral, uma coligação funciona como apenas um partido, 
tendo os mesmos direitos e deveres dos partidos políticos isolados. Depois de 
ser estabelecida uma coligação, nenhum dos partidos integrantes pode atuar 
isoladamente. O representante da coligação deverá ser escolhido pelos 
partidos que fazem parte dela. Ele exercerá a mesma função do presidente do 
partido que concorre isolado.” 
IN: ​https://www.eleicoes2018.com/como-funciona-uma-coligacao-partidaria/ 
A coligação partidária é um instrumento político muito utilizado no Brasil 
devido a forma de governabilidade conhecida como “presidencialismo de 
coalizão”. Entre os efeitos de tal forma de governar podemos salientar 
a) A estabilidade política decorrente das alianças firmadas, uma vez que os 
acordos partidários são firmados pelo interesse da população. 
b) A realização de um governo inspirado pelos ideais da Revolução Francesa. 
c) A reafirmação dos valores democráticos expresso nos conflitos de 
interesses pessoais. 
d) Menor força política em relação aos partidos antagônicos. 
e) Maior burocratização para aprovação de agendas políticas e implementação de políticas públicas, uma vez que o 
debate político pode ser conflituosos dentro e fora da base partidária do governo. 
 
Questão 08 (ENEM 2017) ​A política de paciflcação não resolve todos os problemas da favela carioca, ela é apenas um 
primeiro e indispensável passo para que seus moradores sejam tratados como cidadãos. As Unidades de Polícia 
Pacificadora (UPPs) recuperaram um território que estava ocupado por bandidos com armas de guerra, substituíram a 
opressão de criminosos pela justiça formal do Estado. [Mas] se a UPP não for seguida por escola, hospital, saneamento, 
defensoria pública, emprego, daqui a pouco a polícia de ocupação terá que ir embora das favelas por inútil. Ou será 
obrigada a exercer a mesma opressão que o tráfico exercia para se proteger. ​CACÁ DIEGUES. A contrapartida do lucro. O Globo, 
28 jul. 2012. 
Para o autor, a consolidação da cidadania nas comunidades carentes está condicionada à 
a) efetivação de direitos sociais. 
b) continuidade da ação ofensiva 
c) superação dos conflitos de classe. 
d) interferência de entidades religiosas. 
e) integração das forças de segurança. 
 
Simulado de Filosofia 
 
Questão 01 (ENEM 2013) “Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as 
tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento malogravam-se com esse 
pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo 
que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.”​KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994 
(adaptado)​. O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana da filosofia. ​Nele, 
confrontam-se duas posições filosóficas que 
A assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento. 
B defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo. 
C revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica. 
D apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos. 
E refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant. 
 
Questão 02 (ENEM 2016) Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as 
demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos 
tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o 
que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. Descartes. 
Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da: 
a) investigação de natureza empírica. 
b) retomada da tradição intelectual. 
c) imposição de valores ortodoxos. 
d) autonomia do sujeito pensante. 
e) liberdade do agente moral. 
 
Questão 03 (​Uema 2011) Na perspectiva do conhecimento, Immanuel Kant pretende superar a dicotomia 
racionalismo-empirismo. Entre as alternativas abaixo, a única que contém informações corretas sobre o criticismo 
kantiano é: 
a) A razão estabelece as condições de possibilidade do conhecimento; por isso independe da matéria do conhecimento. 
b) O conhecimento é constituído de matéria e forma. Para termos conhecimento das coisas, temos de organizá-las a 
partir da forma a priori do espaço e do tempo. 
c) O conhecimento é constituído de matéria, forma e pensamento. Para termos conhecimento das coisas temos de 
pensá-las a partir do tempo cronológico. 
d) A razão enquanto determinante nos conhecimentos fenomênicos e noumênicos (transcendentais) atesta a capacidade 
do ser humano. 
e) O homem conhece pela razão a realidade fenomênica porque Deus é quem afinal determina este processo. 
 
Questão 04​ Qual o postulado básico da fenomenologia? 
a) A fenomenologia afirma que o conhecimento não passa de uma interpretação da realidade, isto é, de uma atribuição 
de sentidos determinada por uma escala ontológica de valores, constituindo-se, portanto, numa metafísica dos 
costumes. 
b) Em nome da verdade subjetiva, a fenomenologia recusa o projeto da filosofia moderna, recusando o pensamento 
analítico. Seu postulado básico afirma que o real deixa de ser racional. 
c) A fenomenologia procede por decomposição, enumeração e categorização dos objetos, fragmentando-os. Seu 
postulado básico é estabelecer a dicotomia entre razão e experiência. 
d) A fenomenologia pretende realizar a superação da dicotomia razão-experiência no processo do conhecimento, 
afirmando que toda consciência é intencional, ou seja, o objeto só existe para um sujeito que lhe dá significado. 
e) O postulado básico da fenomenologia é a metafísica fenomenológica, isto é, voltada para o reconhecimento do ser em 
si dos fenômenos, portanto, vinculada a uma noção de ser abstrata e a uma consciência transcendental. 
 
Questão 05​ ENEM 2012 
TEXTO I 
Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já 
nos enganou uma vez. ​DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 
TEXTO II 
Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, 
precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer 
impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita. ​HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: 
Unesp, 2004 (adaptado). 
Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos 
excertos permite assumir que Descartes e Hume 
A defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo. 
B entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica. 
C são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento. 
D concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos. 
E atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento. 
 
Questão 06 (ENEM 2016) Vi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. 
Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi 
inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se 
caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram 
para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar! ​NIETZSCHE, F. Assim 
falou Zaratustra, Rio de Janeiro. Ediouro, 1977. 
O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que 
A) reforça a liberdade do cidadão. 
B) desvela os valores do cotidiano. 
C) exorta as relações de produção. 
D) destaca a decadência da cultura. 
E) amplifica o sentimento de ansiedade

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