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Sem dúvida, o capital não tem pátria, e é esta uma das suas vantagens universais que o fazem tão ávido e irradiante. Mas o trabalho que ele explora tem mãe, tem pai, tem mulher e filhos, tem língua e costumes, tem música e religião. Tem uma fisionomia humana que dura enquanto pode. E como pode, já que a sua situação de raiz é sempre a de falta e dependência. Narrar a necessidade é perfazer a forma do ciclo. Entre a consciência narradora, que sustém a história, e a matéria narrável, sertaneja, opera um pensamento desencantado, que figura o cotidiano do pobre em um ritmo pendular: da chuva à seca, da folga à carência, do bem-estar à depressão, voltando sempre do último estado ao primeiro. É a narração, que se quer objetiva, da modéstia dos meios de vida registrada na modéstia da vida simbólica.
O comentário aplica-se com precisão à obra
a) Vidas secas, de Graciliano Ramos.
b) Macunaíma, de Mário de Andrade.
c) Os sertões, de Euclides da Cunha.
d) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
e) A hora da estrela, de Clarice Lispector.
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Portuguesando

há 10 meses

Respostas

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há 10 meses

Para identificar a obra a que o comentário se refere, vamos analisar o texto apresentado. Ele fala sobre a relação entre capital e trabalho, a condição do trabalhador, e menciona elementos como a dependência, a vida cotidiana do pobre e a alternância entre momentos de bem-estar e carência. Agora, vamos analisar as opções: a) Vidas secas, de Graciliano Ramos - Esta obra retrata a vida de uma família de retirantes no sertão nordestino, abordando a seca, a pobreza e a luta pela sobrevivência. A descrição do cotidiano e a relação com a terra e a escassez se encaixam bem. b) Macunaíma, de Mário de Andrade - Embora seja uma obra importante da literatura brasileira, ela tem um enfoque mais na cultura e na identidade nacional, não se encaixando tão bem na descrição do texto. c) Os sertões, de Euclides da Cunha - Esta obra trata da guerra de Canudos e da vida no sertão, mas o foco é mais sociológico e histórico do que na narrativa do cotidiano do pobre. d) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa - Embora aborde a vida no sertão, a narrativa é mais complexa e filosófica, não se encaixando perfeitamente na descrição do texto. e) A hora da estrela, de Clarice Lispector - Esta obra fala sobre a vida de uma jovem nordestina no Rio de Janeiro, mas o foco é mais existencial e psicológico. Diante dessa análise, a obra que mais se alinha com a descrição do cotidiano do pobre, a dependência e a alternância entre momentos de bem-estar e carência é: a) Vidas secas, de Graciliano Ramos.

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