Ed
há 10 meses
Para entender a natureza da dialética de complementaridade na Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale, é importante considerar como ele aborda a relação entre fato, norma e valor. A dialética, nesse contexto, não busca uma síntese final ou uma resolução que elimine as contradições, mas sim uma interação contínua entre esses elementos. Vamos analisar as alternativas: a) A relação entre os polos opostos que são o fato, a norma e o valor, produz uma síntese conclusiva entre tais polos. - Essa opção sugere uma síntese final, o que não é o foco da dialética de Reale. b) A implicação dos opostos na medida em que se desoculta e se revela a aparência da contradição, sem que, com esse desocultamento, os termos cessem de ser contrários. - Esta opção reflete a ideia de que os elementos permanecem em tensão e contradição, o que é mais alinhado com a visão dialética de Reale. c) A síntese conclusiva que se estabelece entre diferentes termos, conforme o modelo hegeliano de tese, antítese e síntese. - Embora mencione a síntese, isso remete mais ao modelo hegeliano, que não se aplica diretamente à proposta de Reale. d) A estrutura estática que resulta da lógica de subsunção entre os três termos que constituem a experiência jurídica: fato, norma e valor. - Essa opção sugere uma visão mais rígida e estática, que não se alinha com a ideia de dialética dinâmica. Diante dessa análise, a alternativa que melhor explica a natureza da dialética de complementaridade na Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale é: b) A implicação dos opostos na medida em que se desoculta e se revela a aparência da contradição, sem que, com esse desocultamento, os termos cessem de ser contrários.
Já tem uma conta?
Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade
Mais perguntas desse material