Logo Passei Direto
Buscar
Em relação às obrigações de dar coisa certa, é correto afirmar que:
a) como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
c) sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, nesses casos sem direito a reclamar perdas e danos.
d) até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir aumento do preço, com ou sem anuência do devedor.
e) deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor.
User badge image
Exercícios Para o Aprendizado

ano passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Vamos analisar cada uma das alternativas em relação às obrigações de dar coisa certa: a) "como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso." - Esta afirmação está correta, pois a obrigação de dar coisa certa geralmente não inclui acessórios, a menos que esteja especificado de outra forma. b) "se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda." - Esta afirmação é verdadeira, mas não é a mais correta em relação ao contexto geral das obrigações. c) "sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, nesses casos sem direito a reclamar perdas e danos." - Esta afirmação não é correta, pois o credor pode sim reclamar perdas e danos se o devedor for culpado. d) "até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir aumento do preço, com ou sem anuência do devedor." - Esta afirmação não é correta, pois a coisa pertence ao devedor até a tradição. e) "deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor." - Esta afirmação é verdadeira, mas não é a mais correta em relação ao contexto geral das obrigações. Após essa análise, a alternativa que melhor se encaixa na definição correta sobre obrigações de dar coisa certa é a) "como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso." Portanto, a resposta correta é a).

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Assinale as afirmativas sobre obrigações de dar coisa certa ou incerta e assinale aquela que espelha a hipótese correta.
a. Nas obrigações de restituir coisa certa, o credor sofrerá a perda do bem que ocorrer antes da tradição sem culpa do devedor, com o que a obrigação ficará resolvida, ressalvados os direitos do credor até o dia da perda.
b. NENHUMA ESTÁ CORRETA
c. Nas obrigações de dar coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação.
d. Se o bem, objeto da obrigação de dar coisa certa se deteriorar, sem culpa do devedor, ficar-lhe-á assegurada a faculdade de resolver a obrigação.
e. Na obrigação de restituir coisa certa, a deterioração do bem sem culpa do devedor impõe ao credor o seu recebimento no estado em que se encontre, mas o credor tem direito à indenização por perdas e danos.

Neusa é uma cientista química renomada e é contratada para trabalhar na fábrica da Coca-Cola, no setor de composição dos ingredientes da bebida. Ao assinar o contrato, Neusa assina também uma cláusula de confidencialidade sobre todas as informações acerca dos componentes da Coca-Cola. Porém, Neusa recebe um convite para trabalhar em uma empresa no Cazaquistão com um salário de 30 mil dólares mensais e decide ir.
A obrigação que Neusa assumiu perante a primeira é:
a. Obrigação de não fazer.
b. Obrigação de dar coisa certa.
c. Obrigação de dar coisa incerta.
d. Obrigação de restituir.
e. Obrigação de fazer.

Rosângela, proprietária de vários imóveis em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Lagoa Santa, celebrou contrato de locação de imóvel com Bárbara, de casa situada no Bairro Renascença, perto da Universo BH. Rosângela, por não possuir conta em nenhum banco, combinou com Bárbara e colocou no contrato que o pagamento seria efetuado todo dia 07 de cada mês em seu escritório situado em Betim. O contrato foi devidamente celebrado e Bárbara mudou-se para o imóvel. Porém, no dia do vencimento do primeiro aluguel, Rosângela, com receio de não receber o pagamento, foi até a casa de Bárbara às 07h da manhã e disse que estava passando pelo bairro e resolveu buscar o valor do aluguel, pois assim Bárbara não precisaria se deslocar até Betim, como estava no contrato. E continuou a fazer isso durante 7 meses seguidos, até que decidiu não ir mais buscar o valor. Porém Bárbara, no dia do vencimento do aluguel, já estava acordada às 07h da manhã esperando Rosângela e passou o dia inteiro na espera, preocupada. No dia seguinte Rosângela, enfurecida, disse que estava no contrato que o local do pagamento seria Betim e que Bárbara estava inadimplente e, por isso, iria cobrar juros e multa.
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta:
a. Ocorreu SURRECTIO para Rosângela e SUPRESSIO para Bárbara, tendo em vista o princípio da boa fé e do VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM.
b. Rôsângela pode ajuizar ação de perdas e danos contra Bárbara.
c. Bárbara deveria prever que um imprevisto aconteceria e estar preparada para pagar em Betim e pagará lucros cessantes.
d. Ocorreu SURRECTIO para Rosângela e SUPRESSIO para Bárbara, tendo em vista o princípio do PACTA SUNT SERVANDA.
e. Ocorreu SUPRESSIO para Rosângela e SURRECTIO para Bárbara, tendo em vista o princípio da boa fé e do VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM.

Meviriana possui uma cadela da raça Bulldog Inglês que vale e deseja vendê-la para Tícia. Meviriana e Tícia combinaram que a venda ocorreria no mês de maio de 2021 e que o pagamento seria à vista. Porém, ainda no final do mês de abril, Meviriana descobre que a cadela está grávida e, por meio de um ultrassom, descobre que são 6 filhotes. O preço comum do mercado brasileiro de cães dessa raça chega a R$10.000,00 (dez mil reais), logo, o valor do bem (a cadela) aumentou muito. Meviriana esclarece os fatos para Tícia e diz que será necessário aumentar o preço anteriormente combinado, mas Tícia se recusa a pagar a mais pela cadela Bulldog Inglês grávida.
Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa correta:
a. Meviriana pode resolver a obrigação, extinguindo-a.
b. Meviriana não pode exigir aumento do preço pelo melhoramento da coisa antes da tradição.
c. Meviriana pode exigir judicialmente que a obrigação pactuada seja cumprida, com o valor acrescido mais perdas e danos.
d. Estamos diante da obrigação positiva de fazer.
e. Tícia tem o direito de exigir judicialmente que Meviriana venda a cadela pelo preço pactuado antes da descoberta da gravidez da cadela.

Conforme Flávio Tartuce, o princípio da boa fé objetiva está relacionado 'com os deveres anexos, que são ínsitos a qualquer negócio jurídico, não havendo sequer a necessidade de previsão no instrumento negocial. A quebra desses deveres anexos gera a responsabilização civil daquele que desrespeita a boa-fé objetiva. Como deveres anexos, podemos citar, entre outros: a) o dever de cuidado em relação à outra parte negocial; b) o dever de respeito; c) o dever de informar a outra parte quanto ao conteúdo do negócio; c) o dever de agir conforme a confiança depositada; d) o dever de lealdade e probidade; e) o dever de colaboração ou cooperação; f) o dever de agir conforme a razoabilidade e a equidade'. Um dos vários institutos que decorrem da boa fé é o DUTY TO MITIGATE THE LOSS, que significa que a pessoa deve agir de forma a minimizar as suas perdas, caso perceba que possa estar tendo algum prejuízo.
Assinale se o texto está correto ou incorreto.
Verdadeiro
Falso

Tício obrigou-se a entregar a Mévia um determinado boi reprodutor avaliado em R$40.000,00, que seriam pagos na entrega do animal. Embora estivesse bem guardado e bem tratado em local apropriado e seguro, o animal morreu afogado em inundação repentina, causada por fortes chuvas. Nesse caso a obrigação é:
a. De dar coisa incerta, sendo incabível indenização.
b. De dar coisa certa e caberá o pagamento de perdas e danos, pois houve negligência de Tício.
c. De dar coisa certa e ficará resolvida para ambas as partes.
d. De restituir coisa certa e ficará resolvida para ambas as partes.
e. De fazer e, após o ocorrido, cabe pedido de indenização por perdas e danos.

Dalva é mulher muito famosa em Belo Horizonte com a dança flamenca. Para profissionais de sua área, é considerada a dançarina mais competente. Lucas abriu uma academia de dança e contratou Dalva para dar aulas para iniciantes, e a mulher aceitou. Com o passar dos meses, Dalva começou a faltar e nada dizia. O contrato trabalhista foi rescindido, mas Dalva não satisfeita ajuizou uma ação de indenização por danos morais contra Lucas, alegando que se sentiu constrangida com o tratamento que recebia dele e de suas funcionárias, afinal ela era uma “estrela” e merecia ser muito bem tratada.
Aponte o nome da obrigação de Dalva e a responsabilidade dela na visão do Direito Civil, por não ter se comprometido com o contrato celebrado com Lucas.
a. obrigação de restituir
b. Obrigação de fazer fungível e teria que pagar perdas e danos.
c. Obrigação de fazer infungível, e teria que devolver somente o equivalente.
d. Obrigação de fazer personalíssima, teria que pagar a Lucas o equivalente mais perdas e danos.
e. Obrigação de fazer fungível, teria que devolver o equivalente.

Mévio contratou o empreiteiro Tício para executar serviços de elétrica em sua residência, e pagou a quantia de R$7.000,00. Tício recebeu o dinheiro e iniciou a reforma, mas três dias depois ele não foi mais, e não lhe deu satisfação do que havia ocorrido. Diante do que foi mencionado aponte a resposta que não caberá ao caso concreto:
a. Mévio poderá exigir que Tício cumpra a obrigação de fazer mais perdas danos.
b. Trata-se de uma obrigação de fazer em que Mévio poderá pedir que terceiro cumpra a obrigação no lugar de Tício sob as suas custas.
c. Trata-se de uma obrigação fungível.
d. Trata-se de uma obrigação personalíssima, portanto, Mévio somente poderá exigir o equivalente e perdas e danos.
e. Mévio poderá pagar terceiro para que continue a reforma da parte elétrica de seu apartamento, e depois cobrar de Tício o equivalente mais perdas e danos.

Mais conteúdos dessa disciplina