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A elaboração de diagnósticos sociais é imprescindível nos diversos campos das políticas sociais para qualificar a intervenção/gestão social em situação.
O diagnóstico local é imprescindível devido:
I- À diversidade dos problemas sociais.
II- Aos diferentes arranjos institucionais.
III- À complexidade das ações.
IV- Aos diferentes tipos de demandas.
V- À incerteza dos recursos.
a. I, II, III, IV, V.
b. I, II, IV, V.
c. I, II, III, V.
d. I, II, III, IV.
e. III, IV, V.
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Vamos analisar cada item: I- À diversidade dos problemas sociais. Verdadeiro, a diversidade dos problemas sociais justifica a elaboração de diagnósticos locais para entender melhor as necessidades específicas da comunidade. II- Aos diferentes arranjos institucionais. Verdadeiro, os diferentes arranjos institucionais também exigem diagnósticos para que as intervenções sejam adequadas ao contexto local. III- À complexidade das ações. Verdadeiro, a complexidade das ações sociais requer um diagnóstico que ajude a planejar e implementar intervenções eficazes. IV- Aos diferentes tipos de demandas. Verdadeiro, diferentes tipos de demandas sociais precisam ser identificadas e compreendidas através de diagnósticos. V- À incerteza dos recursos. Verdadeiro, a incerteza dos recursos disponíveis também é um fator que justifica a necessidade de diagnósticos sociais para melhor alocação e planejamento. Todos os itens (I, II, III, IV e V) são verdadeiros e justificam a importância do diagnóstico local. Portanto, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: a) I, II, III, IV, V.

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Sobre Território, assinale a alternativa correta.
a. Na Norma Operacional Básica – NOB-SUAS/2005 – destaca-se o território como base de organização do Sistema Único de Assistência Social, cujos serviços devem obedecer à lógica de distância do cidadão e localizar-se em territórios dos centros urbanos.
b. Território é sinônimo de espaço geográfico, são espaços de vida, de relações, de trocas, de construção e desconstrução de vínculos cotidianos. Portanto, não revelam os significados atribuídos pelos diferentes sujeitos, mas o conhecimento dos dados e das estruturas físicas do espaço geográfico.
c. Na atualidade, desdobra-se para as políticas públicas a necessidade de compreender as particularidades de cada território e incorporar a abordagem territorial na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas.
d. A cidade é um território singular, onde se dá o chão concreto das políticas públicas, a raiz dos números e exclusivamente a realidade da vida individual.
e. Território é dinâmico, é uma topografia natural, portanto é gueto, apartação e imobilidade.

O estudo do território permite identificar problemas, necessidades e demandas no plano coletivo, que deve balizar as estratégias e ofertas das políticas públicas. A Norma Operacional Básica (NOB-SUAS/2012), ao tratar do Diagnóstico Socioterritorial, estabelece, no art. 20, que sua realização, a cada quadriênio, compõe a elaboração dos Planos de Assistência Social em cada esfera de governo. No parágrafo único, destaca que o diagnóstico tem por base o conhecimento da realidade a partir da leitura dos territórios, microterritórios ou outros recortes socioterritoriais que possibilitem identificar as dinâmicas sociais, econômicas, políticas e culturais que os caracterizam, reconhecendo ainda suas demandas e:
a. suas potencialidades.
b. suas concretudes.
c. suas uniformidades.
d. seus limites.
e. suas adequações.

O território não é apenas o conjunto dos sistemas naturais e de sistemas de coisas superpostas. O território tem que ser entendido como o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar da residência, das trocas materiais, culturais, espirituais e do exercício da vida. O território em si não é uma categoria de análise em disciplinas históricas, como a geografia. É o território usado que é uma categoria de análise.
Deve-se tratar o território como:
a. o território como espaço desvinculado da percepção de pertencimento a uma territorialidade cultural.
b. o território usado, a identidade e o exercício do que envolve a vida.
c. o território em si, como instrumento de domínio cultural e identitário.
d. a identidade como território usado e fundamento do trabalho.
e. a territorialidade como necessidade de superposição material.

Localizado em território de maior vulnerabilidade social, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) busca diferentes estratégias para incentivar famílias e indivíduos a participarem dos programas e serviços ofertados por essa unidade pública. Nessa direção, assinale a alternativa que informa corretamente dois desses serviços.
a. Abordagem de Rua e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV.
b. Serviço de Habilitação e Reabilitação na comunidade das pessoas com Deficiência e Programa Criança Feliz.
c. Programa Criança Feliz e Família Acolhedora.
d. Atendimento Integral Institucional e Família Substituta.
e. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – Paif e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV.

As Orientações Técnicas do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) nos oferecem parâmetros e orientações a respeito da intervenção desenvolvida junto ao Cras. Considere as indicações do referido documento no que se refere à matricialidade sociofamiliar e sua importância para a atenção no território:
Estão corretas as afirmativas:
I. A matricialidade sociofamiliar se refere à centralidade da família como núcleo social fundamental para a efetividade de todas as ações e serviços da política de assistência social.
II. Ao eleger a matricialidade sociofamiliar como eixo do Suas, a família é enfocada em seu contexto sociocultural e econômico, com composições distintas e dinâmicas próprias, fortalecendo a concepção tradicional de família como referência para a ação desenvolvida nos equipamentos como o Cras.
III. A matricialidade sociofamiliar pressupõe o reconhecimento, pela política de assistência social, da responsabilidade estatal de proteção social às famílias, apreendida como 'núcleo social básico de acolhida, convívio, autonomia, sustentabilidade e protagonismo social' e 'espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias' dos indivíduos.
IV. Matricialidade sociofamiliar pressupõe compreender que o atendimento à família deve ser planejado a partir do conhecimento dos técnicos, pois somente esses profissionais saberão as necessidades e expectativas diferenciadas dos seus membros que integram as famílias.
a. I e II, apenas.
b. II e III, apenas.
c. II e IV, apenas.
d. I e III, apenas.
e. I e IV, apenas.

De acordo com a Norma Operacional Básica (NOB-Suas), a política de assistência social, que tem por funções a proteção social, a vigilância socioassistencial e a defesa de direitos, organiza-se sob a forma de sistema público não contributivo, descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social – Suas.
A primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de assistência social é uma das diretrizes estruturantes da gestão do Suas, juntamente com a:
a. centralidade dos direitos.
b. intersetorialidade e articulação.
c. matricialidade sociofamiliar.
d. integralidade protetiva.
e. informação e referência.

Defesa de direitos.
( ) Visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos. ( ) Visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos. ( ) Visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provisões socioassistenciais.
a. 1 2 3.
b. 3 2 1.
c. 1 3 2.
d. 2 1 3.
e. 3 1 2.

A operacionalização da assistência social em rede, com base no território, constitui um dos eixos estruturantes da Política Nacional de Assistência Social. No Sistema Único da Assistência Social – Suas, o princípio da territorialização da rede socioassistencial baseia-se na oferta capilar de serviços e na sua localização nos territórios com incidência de vulnerabilidades e riscos sociais e pessoais para a população, a partir da lógica da proximidade do cidadão.
O Suas incorpora uma noção ampliada de território, compreendido como o terreno das políticas públicas, no qual se expressam as manifestações da questão social. Trata-se de uma concepção de território que ultrapassa a dimensão geográfica, sendo entendido como resultado da interação entre os homens e:
a. espaço da gestão setorializada.
b. expressão máxima das reivindicações.
c. identificação de condições reversíveis.
d. lócus privilegiado de superações.
e. síntese das relações sociais.

A Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social prevê a realização de diagnóstico socioterritorial a cada quadriênio. O diagnóstico tem por base o conhecimento da realidade a partir da leitura de territórios, microterritórios ou outros recortes socioterritoriais que possibilitem identificar as dinâmicas sociais, econômicas, políticas e culturais que os caracterizam, reconhecendo as suas demandas e suas potencialidades. Sobre o assunto, analise as afirmativas e as classifique:
A sequência está correta em:
I- A realização de diagnóstico socioterritorial requer processo contínuo de investigação das situações de risco e vulnerabilidade social presentes nos territórios, acompanhado da interpretação e da análise da realidade socioterritorial e das demandas sociais que estão em constante mutação, estabelecendo relações e avaliações de resultados e de impacto das ações planejadas.
II- A realização de diagnóstico socioterritorial requer apenas a identificação da rede socioassistencial disponível no território, por isso não há necessidade de identificação de outras políticas públicas; a finalidade do diagnóstico é planejar a articulação das ações em resposta às demandas identificadas e à implantação de serviços e equipamentos necessários.
III- A realização de diagnóstico socioterritorial requer reconhecimento da oferta e da demanda por serviços socioassistenciais e definição de territórios prioritários para a atuação da política de assistência social.
IV- A estrutura do Plano de Assistência Social é composta pelo diagnóstico socioterritorial, dentre outros.
V- A realização de diagnóstico socioterritorial requer utilização de dados territorializados disponíveis nos sistemas oficiais de informações. Consideram-se sistemas oficiais de informações apenas os oriundos de órgãos da administração pública.
a. F, V, F, V, F.
b. V, V, F, V, F.
c. F, V, V, F, V.
d. V, F, F, V, F.
e. V, F, V, V, F.

De acordo com a Resolução n. 33, de 12 de dezembro de 2012, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar os respectivos planos de assistência social a cada quatro anos, de acordo com os períodos de elaboração do Plano Plurianual (PPA). A realização de diagnóstico socioterritorial, a cada quadriênio, compõe a elaboração dos planos de assistência social em cada esfera de governo. O diagnóstico tem por base o conhecimento da realidade a partir da leitura de territórios, microterritórios ou outros recortes socioterritoriais que possibilitem identificar as dinâmicas sociais, econômicas, políticas e culturais que os caracterizam, reconhecendo as suas demandas e suas potencialidades.
Em relação aos requisitos para realização do diagnóstico socioterritorial, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
I- Processo descontinuado e aleatório de investigação das situações de risco e vulnerabilidade social presentes nos territórios, acompanhado da interpretação e da análise da realidade socioterritorial e das demandas sociais que estão em constante mutação, estabelecendo relações e avaliações de resultados e de impacto das ações planejadas.
II- Identificação da rede socioassistencial disponível no território, bem como de outras políticas públicas, com a finalidade de planejar a articulação das ações em resposta às demandas identificadas e a implantação de serviços e equipamentos necessários.
III- Reconhecimento da oferta e da demanda por serviços socioassistenciais e definição de territórios prioritários para a atuação da política de assistência social.
IV- Utilização de dados territorializados disponíveis nos sistemas informais de informações.
a. V, V, F, F.
b. F, V, V, V.
c. V, F, F, V.
d. F, V, V, F.
e. V, V, F, V.

Na regulamentação do Suas, o princípio da territorialização significa o reconhecimento da presença de múltiplos fatores sociais e econômicos que levam o individuo e a família a uma situação de vulnerabilidade, risco pessoal e social. A partir desse conceito, a lógica de território possibilita:
A lógica de território possibilita:
a. Definir os níveis de gestão e o exercício do controle social.
b. Orientar a Proteção Social da Assistência Social.
c. Criar os impedimentos para superar a fragmentação da Política de Assistência Social.
d. Instituir grupos temáticos para implementar políticas públicas.
e. Redesenhar os limites das regiões e das microrregiões geográficas.

No texto Por uma Geografia do Poder, de Claude Rafesttin (1993), introduz que “[…] o poder não é nem uma categoria espacial nem uma categoria temporal, mas está presente em toda ‘produção’ que se apoia no espaço e no tempo. O poder não é fácil de ser representado, mas é, contudo, decifrável. Falta-nos somente saber fazê-lo, ou então poderíamos sempre reconhecê-lo”.
Com a narrativa do autor, é correto afirmar que:
a. O território se forma a partir do espaço e do tempo de uma cidade.
b. O território é o lugar privilegiado para a existência das relações sociais.
c. Rodovias, canais, estradas de ferro são produções para a formação do espaço.
d. O território é a prisão original dos homens.
e. Espaço e território são objeto de estudo apenas de geógrafos, geólogos e historiadores.

Realizar diagnósticos sociais fundamenta o planejamento do “fazer profissional” em relação à situação e às referências teórico-metodológicas e técnico-operativas.
A partir dessa afirmativa, podemos considerar todas as afirmativas a seguir, exceto:
a. A identificação institucional, tipo de instituição: pública ou privada, finalidade, organização, recursos, relações de poder e serviços prestados à população.
b. Os cidadãos usuários, características, modos de vida e de resistência.
c. Onde o trabalho se inscreve: a Política Social que norteia a área e seu marcos normativos; organização da sociedade e os movimentos mais amplos da sociedade.

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias e formular políticas específicas que, implantadas, contribuem para a redução das vulnerabilidades sociais a que essas famílias estão expostas.
Os dados e as informações coletados serão processados na base nacional do CadÚnico, sendo atribuído um:
Programa de Integração Social – PIS a cada família cadastrada.
Número de Identificação Social – NIS a cada família cadastrada.
Número de Identificação Social – NIS a cada indivíduo cadastrado.
Programa de Integração Social – PIS a cada indivíduo cadastrado.
Número de Identificação e Seguridade Social – NISS a cada família cadastrada.

Quando se fala em território, o conceito perpassa pelo espaço físico e pelas relações sociais estabelecidas entre e pelos homens.
Nesse sentido, ao observar um território, há de se considerar relações objetivas e subjetivas, que a partir da teoria social crítica delimita as desigualdades sociais como fruto da:
Divisão sociotécnica do trabalho.
Produção e reprodução das relações de poder.
Vulnerabilidade e risco social.
Desvalorização da mão de obra.
Presença de um exército de reserva.

Ao se pensar em proteção social, ela deve ser ofertada pelo Estado a partir de qual política?
Política de assistência social.
Política de educação.
Por um conjunto de políticas intersetoriais.
Por um conjunto de ações eventuais que garantam mínimos sociais emergenciais.
Pelo sistema de justiça para que se efetive a justiça social.

A vigilância socioassistencial social compõe os objetivos da política de assistência social sendo responsável por monitorar e avaliar as vulnerabilidades e os riscos sociais nos territórios, a partir da incidência sobre as famílias.
Nesse sentido é ético depositar na família a responsabilidade dos fatores de vulnerabilidade e risco social?
Sim, essa incidência se deve ao fato de a família ser desestruturada.
Sim, as situações de vulnerabilidade emergem por descuido das famílias.
Sim, o risco é a consequência do descaso quando o fenômeno iniciou.
Não, pois o território vivido tem relações de poder que afetam a família.
Não, pois a responsabilidade pela estrutura e pela infraestrutura do território é do Estado, e sua ausência ou precariedade vitimiza as famílias.

A partir de uma série de instrumentos, efetiva-se a gestão da informação.
Os dados que alimentam o Siga possibilitam que os municípios, os estados, o Distrito Federal e o nacional realizem qual importante procedimento que apresenta o reconhecimento das realidades micro e macroterritorial?
Vigilância socioassistencial.
Diagnóstico socioterritorial.
Topografia social.
Mapa da exclusão social.
Geoprocessamento.

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