Ed
ano passado
Vamos analisar cada afirmativa: I. No contrato de adesão, os contratantes sofrem limitação na liberdade de contratar em razão da função social do contrato. O mesmo não acontece nos contratos paritários, em que as partes têm liberdade contratual plena. Verdadeiro, os contratos de adesão realmente impõem limitações à liberdade de contratar, enquanto os contratos paritários permitem maior liberdade. II. O princípio da boa-fé objetiva implica o dever das partes de agir com boa-fé, sem o intuito de prejudicar ou de obter vantagens indevidas, desde as tratativas iniciais até a formação, a execução e a extinção do contrato. Verdadeiro, essa afirmativa está correta e reflete o princípio da boa-fé objetiva. III. Os contratantes podem resilir bilateralmente um contrato de trato sucessivo por meio de um distrato, ou seja, podem estabelecer um contrato modificativo com eficácia retroativa. Falso, um distrato extingue o contrato, mas não tem eficácia retroativa em relação a obrigações já cumpridas. IV. Ante a impossibilidade de cumprimento obrigacional pela onerosidade excessiva, deve a parte prejudicada requerer judicialmente a revisão do contrato sem pagamento de qualquer indenização. Falso, a revisão do contrato pode ser solicitada, mas isso não implica que não haja necessidade de indenização em certas circunstâncias. V. O desequilíbrio econômico do contrato não é motivo suficiente para que ele possa ensejar sua modificação ou resolução no interesse da comutatividade dos contratos. Falso, o desequilíbrio econômico pode sim ser um motivo para a revisão ou resolução do contrato. Com base nas análises, as afirmativas verdadeiras são I e II. Portanto, a alternativa que contém todos os itens verdadeiros é: b) I e IV.
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