Para que um corpo flutue, a relação entre a flutuabilidade e o seu peso precisa existir.Quando o peso e o empuxo são as únicas forças que atuam sobre um corpo, quando está submerso em água, e seus valores (magnitudes) são iguais, o corpo flutua.Porém, se o peso for maior que o empuxo, o corpo afunda. Alguns indivíduos têm dificuldades de flutuar em uma posição imóvel, enquanto outros boiam com pouco esforço. Essa diferença de flutuabilidade é uma função da densidade corporal. Para que ocorra a flutuação, o volume corporal precisa ser grande o suficiente para produzir um empuxo maior ou igual ao peso corporal.

Você é técnico de uma equipe de inicialização em natação e tem alguns atletas e alunos com dificuldades de flutuar de decúbito dorsal.
Baseado nos conceitos aprendidos sobre peso e empuxo, planeje estratégias para que esses atletas consigam flutuar na piscina.
Bruno Carvalho
ano passado
Padrão de resposta esperado
Para conseguir flutuar de costas, o aluno deve posicionar sua cabeça, a parte superior e a inferior do corpo corretamente. Alguns ajustes de posição podem fazer que a aplicação da força peso e empuxo se igualem, evitando que o peso seja maior que o empuxo e ele acabe afundando as pernas.
Uma vez que o corpo do aluno estiver alinhado com a superfície da água e suas costas relativamente paralelas à água,será muito mais fácil fazer ajustes no resto do seu corpo. O primeiro ajuste pode começar com a cabeça.O ideal é que as orelhas fiquem dentro da água; para isso, basta inclinar a cabeça para trás até que as orelhas fiquem completamente submersas. Se as orelhas estiverem para fora da água, significa que o pescoço está tensionado e que o corpo não vai flutuar com tanta facilidade. Quando as orelhas estiverem submersas, deve-se pedir para o aluno erguer o queixo de 2 a 5 centímetros para fora da água, ou até muito mais, até que aponte para o teto ou o céu. Isso vai ajudá-lo a inclinar a cabeça para trás e tornará o corpo todo mais flutuante.
Os braços podem ser posicionados estendidos para trás da sua cabeça, imitando a posição de mergulho; isso vai mudar o centro de gravidade e equilibrar melhor o peso das pernas, ou ainda os braços podem ser mantidos ao lado do corpo apenas alguns centímetros afastados. As palmas devem estar sempre apontadas para o teto ou o céu.
Se necessário ainda, pode-se arquear as costas, inclinando o corpo para cima elevando o peito e barriga até que fiquem para fora da água. As pernas devem ficar um pouco afastadas e os joelhos dobrados. Se as pernas ficarem completamente estendidas, o aluno ficará mais propenso a afundar. Para muitos adultos, as pernas são mais pesadas que os braços e a parte superior do corpo, então as pernas podem naturalmente afundar. Isso pode ser diferente para uma criança pequena. Se o aluno sair da posição de flutuação, apenas alinhe seu corpo com a superfície da água e peça que ele tente novamente.
Outra estratégia é pedir para que o aluno encha os pulmões com ar. O volume da caixa torácica aumenta e o peso permanece constante, pois a densidade do ar é muito pequena quando comparada com a densidade média do corpo. Portanto, com os pulmões cheios de ar, o empuxo máximo que o corpo pode sofrer é maior que com os pulmões quase vazios.
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