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Empuxo e princípio de Arquimedes Alexssandro Oliveira de Matos CEFET/RJ – campus Nova Friburgo Resumo O relatório descrito a seguir possui o objetivo de calcular, de duas maneiras experimentais diferentes, a força de empuxo que um fluido exerce em um objeto submerso. Alguns materiais foram necessários para a realização do experimento, dentre eles estão um béquer, um dinamômetro, uma balança e um objeto sólido que será submerso no fluido. Após alguns cálculos diretos e indiretos chegamos ao valor do empuxo por meio do princípio de Arquimedes. Palavras chave: Empuxo. Fluido. Princípio de Arquimedes. Introdução Na hidrostática, o princípio de Arquimedes afirma que, quando um corpo está imerso em um fluido, uma força na direção vertical age sobre esse corpo tentando empurrá-lo para cima. Essa força recebe o nome de empuxo e é igual, em módulo, ao peso da porção do fluido que foi deslocado pelo corpo. O empuxo possui importantes aplicações como por exemplo a sustentação de embarcações, Modelo teórico Para a realização do experimento, foi necessário um béquer, um dinamômetro, uma balança e um paralelepípedo, que será o corpo sólido a ser submerso no fluído. O fluido utilizado nesse experimento foi a água. É importante mencionar que, nessa atividade, foi utilizado alguns dados do relatório anterior (segunda atividade) em que foi calculado o volume do paralelepípedo e a área da sua seção transversal. Para os cálculos necessários, foi preciso usar os conceitos do empuxo e do princípio de Arquimedes. 𝐸 = 𝑃 = 𝜌 𝑉 𝑔 Onde 𝐸 é o empuxo, 𝜌 é a densidade do fluído e, 𝑃 e 𝑉 é o peso e o volume do fluído que foi deslocado respectivamente. Será utilizado, também, a ideia de que o empuxo é igual, em módulo, a diferença entre os pesos real e aparente. 𝐸 = 𝑃 − 𝑃 Por fim, foi calculado a incerteza do empuxo que é definida pela equação seguinte: 𝜎 = 𝜕𝑓 𝜕𝑥 . 𝜎 Onde 𝑓 é a função de interesse e 𝑥 é a variável independente de 𝑓. Procedimento experimental No laboratório, a princípio, foi usado o dinamômetro para determinar o peso do bloco em duas situações: Na primeira situação, foi medido o peso do paralelepípedo suspenso no ar e, foi encontrado um peso 𝑃 = (0,580 ± 0,005)N. Já na segunda situação, foi feito a medida do peso do mesmo paralelepípedo, só que agora ele estava totalmente submerso na água contida dentro do béquer. O valor encontrado nessa situação foi 𝑃 = (0,370 ± 0,005)N, que corresponde ao peso aparente do paralelepípedo. O passo seguinte do experimento foi medir a massa de água contida no béquer. Para obter apenas a massa de água, sem contar com a massa do béquer foi feita uma calibração na balança. Colocamos o béquer sem a água na balança e configuramos como peso zero, com isso, ao colocarmos a agua no béquer, a balança mostrou apenas a massa da agua adicionada, que corresponde a 𝑀 = (466 ± 1)g. Por fim, colocamos o paralelepípedo totalmente submerso na água para medir a massa e encontramos 𝑀 = (488 ± 1)g. Obtidos esses valores, a última etapa era medir a área da base e a altura do paralelepípedo para obter o volume, porém, esse volume foi calculado na atividade anterior e possui o seguinte valor: 𝑉 = (22,44 ± 0,11)𝑐𝑚 Tratamento de dados O primeiro passo da atividade é determinar a diferença entre o peso real do corpo e o peso aparente: 𝑃 − 𝑃 = 0,580 − 0,370 = 0,210 𝑁 Sabendo que, o peso aparente do corpo é definido pela diferença entre o peso real e o empuxo, temos: 𝑃 = 𝑃 − 𝐸 → 𝐸 = 𝑃 − 𝑃 ∴ 𝐸 = 0,210 𝑁 Já que as incertezas das medidas são iguais, temos: 𝐸 = (0,210 ± 0,005) 𝑁 Onde 𝐸 é o empuxo obtido pela diferença dos pesos real e aparente. Agora, vamos encontrar o empuxo com base nas massas obtidas. No procedimento experimental, foi obtida a massa de agua e a massa da agua com o corpo submerso. Se analisarmos as forças que atuam no corpo submerso, temos que a força de tração e o empuxo possui o sentido para cima na vertical e a força peso possui o sentido para baixo. Então: 𝑇 + �⃗� + �⃗� = �⃗� = 0 → 𝑇 + 𝐸 − 𝑃 = 0 → 𝐸 = 𝑃 − 𝑇 Nessa situação, a tensão possui o mesmo valor, em módulo, que o peso aparente do corpo, então: 𝐸 = 𝑃 − 𝑃 = 𝑀𝑔 − 𝑀 𝑔 = (𝑀 − 𝑀 )𝑔 = (0,488 − 0,466). 9,81 = 0,216 𝑁 Calculando a incerteza, temos: 𝜎 = 𝜕 𝐸 𝜕 𝑀 . 𝜎 = (9,81) . (0,001) = 0,010 𝐸 = (0,216 ± 0,010)𝑁 Por fim vamos calcular o empuxo pela equação a seguir: 𝐸 = 𝜌 𝑉 𝑔 𝐸 = 𝜌 𝑉 𝑔 = 0,001 𝑋 22,44 𝑥 9,81 = 0,220 𝑁 𝜎 = 𝜕 𝐸 𝜕𝑉 . 𝜎 = (9810) . (0,00000011) = 0,001 𝐸 = (0,220 ± 0,001)𝑁 Resultados e Conclusão Mediante aos dados obtidos, pode-se chegar a três valores diferentes, porém bem próximos, para o empuxo que age sobre o objeto. Se compararmos os três valores encontrados, notamos que o valor de 𝐸 possui uma dispersão menor em relação a 𝐸 e 𝐸 . Podemos concluir com esse experimento o empuxo possui dependência com o volume do material que será submerso no fluido, sendo assim, não importa de que o material é feito.