Princípio da humanidade ou da dignidade da pessoa humana
O poder punitivo deve respeitar a integridade física e psíquica do agente (art. 5º, XLIV, CF), vedando aplicação ou criação de sanções penais que atinjam a dignidade da pessoa humana ou que lesionem a constituição físico-psíquica dos condenados. Por isso que a Constituição veda penas cruéis e infamantes (art. 5º, XLVII, CF), proíbe tortura e maus-tratos nos interrogatórios e impõe ao Estado adotar infraestrutura carcerária adequadas à socialização dos condenados.
É também decorrente desse princípio que a pena não pode passar da pessoa do condenado, com exceção de alguns efeitos extrapenais da condenação, como a obrigação de reparar o dano na esfera civil (art. 5º, XLV, CF).
Mas há, na LEP (Lei de Execução Penal), um dispositivo que viola este princípio. O regime disciplinar diferenciado prevê isolamento por 360 dias, prorrogável por igual período, cominando punição cruel e desumana, pois destrói moral, física e psicologicamente o preso, além de violar o objetivo ressocializador da pena.
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