Ed
há 11 meses
O princípio da insignificância, que busca desconsiderar condutas que não causam dano relevante ao bem jurídico tutelado, não é aplicável nos crimes ou contravenções penais praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. Isso se deve ao fato de que tais crimes, mesmo que considerados de menor potencial ofensivo, refletem uma violência estrutural e uma violação dos direitos humanos. A proteção da mulher em situações de violência doméstica é uma prioridade, e a aplicação do princípio da insignificância poderia minimizar a gravidade dessas situações, desestimulando a denúncia e a proteção legal. Portanto, a jurisprudência tende a não aceitar a insignificância nesses casos, visando garantir a efetividade da lei e a proteção das vítimas.
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