A história dos conflitos é dividida em quatro etapas, sobre o assunto é correto afirmar que:É verdade que realizando uma espécie de evolução histórica dos conflitos se tem a segregação de 4 fases. Em uma primeira fase os particulares resolviam a questão pelo uso da força; já numa segunda etapa, com o arbitramento facultativo, a vítima passou a se valer de indenização contra o ofensor ao invés de lançar mão da vingança; na terceira houve o afastamento da justiça privada, mas mesmo assim o Estado não se mostrava forte e, por último, na quarta fase, houve o retorno do arbitramento obrigatório, sem jamais ter se presenciado a presença de um terceiro. A evolução histórica dos conflitos permite uma separação em 4 etapas, sendo que na primeira delas de fato o conflito era resolvido pelo uso da força com, inclusive, o Estado intervindo meramente em questões religiosas. A segunda etapa mostrou o arbitramento facultativo podendo, até, haverá presença de um terceiro. Na fase seguinte, a terceira, passou-se ao arbitramento obrigatório e o Estado obrigou a escolha do terceiro. Na quarta e última etapa, antes de qualquer interpretação dos meios extrajudiciais modernos e usados atualmente, houve o afastamento da justiça privada e a exclusividade do Estado na resolução de litígios, com a possibilidade de uso da força para a imposição de sua decisão. A justiça privada sempre caminhou ao lado do Estado na resolução de conflitos e o emprego da força foi sempre o caminho mais utilizado, na medida em que historicamente a violência foi interpretada como o melhor inibidor social de conflitos. Não é possível fazer qualquer tipo de separação em fases para se analisar a evolução histórica dos conflitos e a forma como seriam resolvidos. A rigor, o Estado nunca entendeu por bem delegar a terceiros o trabalho de dirimir entraves, assim como sempre foi vedada, em qualquer cultura ou religião, a resolução pelo uso da força. Clique para expandir o card Clique para expandir o card