Logo Passei Direto
Buscar
Texto I



“O princípio geral é o de que o contrato não beneficia e não prejudica a terceiros (res inter alios acta, aliis nec pradest nec nocet), atingindo unicamente as partes que nele intervieram. Trata-se do princípio da relatividade do contrato, segundo o qual este não pode produzir efeito jurídico além dos contraentes que nele consentiram. Entretanto, como já afirmamos em páginas anteriores, esse princípio não é absoluto, pois se o fosse acarretaria graves consequências à realidade jurídica e social. Realmente, se, de um lado, nenhum terceiro pode ser vinculado a um ato negocial no qual não anuiu, por outro lado, a existência de um contrato produz efeitos no meio social, repercutindo em face de terceiros, que deles não podem escapar por força de lei ou da vontade das partes. ”



Fonte: DINIZ, M. H. Curso de direito civil brasileiro. 38. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book.





Texto II



“Não resta dúvida de que o princípio da relatividade dos efeitos do contrato, embora ainda subsista, foi bastante atenuado pelo reconhecimento de que as cláusulas gerais, por conterem normas de ordem pública, não se destinam a proteger unicamente os direitos individuais das partes, mas tutelar o interesse da coletividade, que deve prevalecer quando em conflito com aqueles. ”



Fonte: GONÇALVES, C. R. Direito civil brasileiro. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book.







A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.



( ) Em relação aos efeitos do contrato relativamente a terceiros, o princípio geral é o de que o contrato não beneficia e não prejudica terceiros, atingindo tão somente as partes que compõem a relação contratual.



( ) Exemplo de uma exceção ao princípio da relatividade do contrato é a hipótese de que em um divórcio consensual, um cônjuge assume a obrigação de doar ao único filho do casal determinado bem que lhe couber na partilha.



( ) O instituto da estipulação em favor de terceiro é uma exceção à regra geral, pois prevê que o acordo de vontades produz efeitos em relação às partes. A validade e a eficácia das estipulações em favor de terceiro estão previstas expressamente nos artigos 436 a 438 do Código Civil de 2002.



( ) Para que ocorra a estipulação em favor de terceiro, além do requisito objetivo e formal é necessária a presença do requisito subjetivo, pois na relação jurídica em questão é obrigatório que figurem as pessoas do estipulante e do beneficiário, somente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Escolha uma:
a.
F – F – V – V.

b.
V – F – V – F.

c.
V – V – V – F.

d.
V – V – F – F.

e.
V – F – V – V.
User badge image
Maura Maciel

há 2 meses

Respostas

Ainda não temos respostas

Você sabe responder essa pergunta?

Crie uma conta e ajude outras pessoas compartilhando seu conhecimento!

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina