Ed
há 2 meses
Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando os princípios do Código de Processo Civil (CPC) e a situação apresentada. A) A concessão da tutela é válida porque o CPC autoriza a tutela de urgência sem oitiva do réu, sendo prescindível a fundamentação se houver interesse público relevante. - Essa afirmação não é totalmente correta, pois a falta de fundamentação pode comprometer a validade da decisão. B) Ainda que presentes os requisitos da tutela de urgência, a falta de fundamentação concreta sobre o perigo de dano compromete a validade da decisão e pode ensejar sua revogação ou reforma. - Esta alternativa está correta, pois a fundamentação é essencial para a validade da decisão, mesmo em casos de urgência. C) A tutela de urgência só pode ser concedida “inaudita altera parte” quando houver previsão legal específica, o que não ocorre em ações civis públicas. - Essa afirmação não é precisa, pois o CPC permite a concessão de tutela de urgência sem a oitiva do réu em situações específicas, incluindo ações civis públicas. D) O contraditório diferido é vedado no processo coletivo por afrontar a isonomia e a ampla defesa das entidades demandadas. - Essa afirmação não é correta, pois o contraditório diferido pode ser admitido em algumas situações, especialmente em ações civis públicas. E) A juíza agiu corretamente porque, ante a gravidade dos fatos, presumem-se o risco e a verossimilhança do direito alegado, dispensando maiores formalidades. - Embora a gravidade dos fatos possa justificar a urgência, a falta de fundamentação ainda compromete a validade da decisão. Diante da análise, a alternativa correta é: B) Ainda que presentes os requisitos da tutela de urgência, a falta de fundamentação concreta sobre o perigo de dano compromete a validade da decisão e pode ensejar sua revogação ou reforma.
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