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“A educação, em sua essência, deve ser libertadora e crítica, mas muitas vezes foi usada como instrumento de dominação ideológica” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 2006, p. 89). Essa reflexão é útil para compreender como a educação foi utilizada durante o período colonial para consolidar valores da metrópole e suprimir culturas locais. Texto-base: Durante o processo de catequese promovido pelos jesuítas, as crianças indígenas eram ensinadas a ler e escrever em espanhol, latim e línguas nativas como o tupi e o guarani. No entanto, esse ensino visava substituir a cultura originária pela cultura europeia, por meio da imposição de valores cristãos e práticas culturais europeias. A educação jesuítica, portanto, não reconhecia a diversidade cultural dos povos originários, mas buscava moldá-los segundo os padrões da metrópole. Desde cedo as crianças eram ensinadas a ler e escrever o Espanhol, o Latim e o próprio Guarani ou Tupi. Aprendiam canto e música europeia, além dos valores e da moral cristã. Aos poucos, a cultura originária ia sendo expulsa e, em seu lugar, introjetada a cultura europeia. Após esta
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francianerenato

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

A citação de Maria Lúcia de Arruda Aranha destaca a dualidade da educação como um instrumento de libertação e, ao mesmo tempo, de dominação. Durante o período colonial, especialmente com a atuação dos jesuítas, a educação foi utilizada para impor valores europeus sobre as culturas indígenas. Embora as crianças indígenas aprendessem a ler e escrever em várias línguas, o objetivo era substituir suas culturas originárias pela cultura europeia, promovendo a moral cristã e as práticas culturais da metrópole. Essa abordagem não reconhecia a diversidade cultural, mas buscava moldar os indígenas aos padrões europeus, resultando na supressão de suas identidades culturais. Essa reflexão é fundamental para entender como a educação pode ser utilizada tanto para emancipar quanto para oprimir.

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