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Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU Psicologia 1º semestre Antropologia Atividade 1 (A1) RODRIGO LEMES SOBRAL 6081560 Turma: Liberdade Noturno A miscigenação brasileira vem basicamente de três raças: índios, negros e brancos. No contato entre os três, por razões diversas, os brancos (portugueses) ocupavam posição de destaque. A partir dessa configuração, e com a chegada de europeus de outros países, além de japoneses, a identidade brasileira foi sendo construída. Alimentação, religião, dança, música, hábitos comportamentais e valores que temos ainda hoje têm origem nessa época. Nossa história e nossa cultura são ricas. Desde sua descoberta, até os dias de hoje! Identifique os principais elementos de nossa cultura e de que etnia eles são originários. Identifique também os conflitos e convergências entre eles e sua presença no nosso cotidiano. Os principais elementos de nossa cultura e etnias são originários, começam com os elementos da cultura portuguesa, indígena e africana, além de outros povos europeus. A matriz cultural do Brasil é basicamente formada por esses três povos; os nativos indígenas, os colonizadores europeus e os africanos, sendo que ao longo dos séculos, outros povos vieram para o Brasil, tal como os japoneses. • Influência europeia- O carnaval, festival de origem pagã, e tão comemorado no Brasil, é também visto na tradição europeia, como é o caso do Festival de Veneza. A cultura europeia é uma das principais fornecedoras de elementos culturais para o Brasil. Foram os europeus que mais migraram para o país. Culinária, festas, músicas e literatura foram trazidas para o território brasileiro, fundindo-se com outros elementos de outros povos. Além da cultura popular dos países europeus, foi trazida também a cultura erudita, marca essencial das elites intelectuais e financeiras europeias. • Influência indígena- Atualmente há encontros indígenas pelo Brasil, nos quais a nossa cultura nativa é promovida por meio de exposições de dança, música, vestimenta etc. Nós consumimos pratos típicos indígenas, além de incorporarmos em nosso vocabulário palavras oriundas da família linguística tupi-guarani. Palavras como caju, acerola, guaraná, mandioca e açaí têm origem indígena, além do hábito alimentar que desenvolvemos comendo esses frutos e da mandioca ter nascido na cultura indígena antes da chegada dos portugueses. • Influência africana- No Brasil o Dia de Iemanjá é comemorado, em sua maior parte, por devotos do candomblé e da umbanda. O samba, a Capoeira e diversos pratos como a feijoada, moqueca e vatapá, são heranças da cultura africana. Os conflitos aparecem de diversas formas na nossa sociedade. Vemos desde conflitos étnicos como a segregação racial; intolerância religiosa, principalmente contra as religiões e cultos africanos; até as discriminações violentas relacionadas à gênero sexual e classe social. Após este estudo sobre a antropologia e suas formas de pesquisa e análise de campo, é possível dizer que a cultura brasileira marca a identidade nacional, ela define ‘quem nós somos’ como nação. Porém, como ‘nação’ somos um povo miscigenado e diversificado, não sendo possível nos encaixar em apenas uma definição, mas classificando-nos como seres capazes de se adequar a diversas culturas e povos. Tivemos influências europeias, africanas e indígenas na formação da nossa sociedade e tais influências serviram para criar grande parte da cultura como a conhecemos hoje. Os conflitos aparecem de diversas formas na nossa sociedade. Vemos desde conflitos étnicos como a segregação racial; intolerância religiosa, principalmente contra as religiões e cultos africanos; até as discriminações violentas relacionadas à gênero sexual e classe social. Tais conflitos podem ser testemunhados diariamente e vários relatos são encontrados em rodas de conversas ou redes sociais, por exemplo. Precisamos ser otimistas em acreditar que estamos progredindo e que o “ser brasileiro” está começando a ser entendido como uma definição muito mais ampla do que simplesmente ser “a miscigenação entre portugueses, indígenas e africanos escravizados”. Porém, ainda há um longo caminho a seguir rumo ao desenvolvimento, caminho este que podemos ajudar a construir quebrando tabus, culturas antigas, e até mesmo pensamentos engessados.