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Homem de 36 anos, vítima de atropelamento, é atendido na sala de trauma. Está consciente, sudorético, referindo dor intensa e progressiva na perna esquerda. Ao exame: fratura fechada e volumosa de tíbia proximal esquerda, membro pálido, frio, com parestesia, dor desproporcional ao estímulo e diminuição da força. Pulsos distais estão presentes, porém diminuídos. Sinais vitais: FC 125 bpm, PA 88×60 mmHg, FR 24 irpm, SpO₂ 95%. Radiografia de pelve mostra fratura instável em livro aberto. A avaliação primária foi concluída com oxigenação e acesso venoso duplo.
Assinale a alternativa que descreve a conduta imediata mais adequada diante das lesões descritas.
Solicitar avaliação ortopédica para fixador externo e adiar contenção da pelve até resultados de imagem e definição cirúrgica completa.
Aplicar cinta pélvica para conter sangramento, iniciar transfusão maciça e monitorar sinais de síndrome compartimental na perna, com fasciotomia precoce se indicado.
Aguardar exames como tomografia e doppler antes de intervir, priorizando a documentação completa das lesões musculoesqueléticas.
Realizar punção abdominal diagnóstica, imobilizar a fratura com tala e administrar analgésico intravenoso até estabilização clínica.
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Questões Para a Compreensão

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Analisando o caso apresentado, temos um homem com fratura fechada de tíbia proximal, sinais de comprometimento vascular (membro pálido, frio, com parestesia e dor desproporcional), além de sinais vitais alterados que indicam um estado de choque (PA 88×60 mmHg e FC 125 bpm). A fratura instável em livro aberto da pelve também é uma preocupação, pois pode estar associada a sangramentos significativos. Vamos analisar as alternativas: 1. Solicitar avaliação ortopédica para fixador externo e adiar contenção da pelve até resultados de imagem e definição cirúrgica completa. - Essa abordagem não é imediata e pode deixar o paciente em risco de sangramento. 2. Aplicar cinta pélvica para conter sangramento, iniciar transfusão maciça e monitorar sinais de síndrome compartimental na perna, com fasciotomia precoce se indicado. - Esta opção é a mais adequada, pois a cinta pélvica pode ajudar a controlar o sangramento da fratura pélvica instável, e a monitorização da síndrome compartimental é crucial devido à dor intensa e sinais de comprometimento vascular na perna. 3. Aguardar exames como tomografia e doppler antes de intervir, priorizando a documentação completa das lesões musculoesqueléticas. - Aguardar exames não é apropriado em um caso de trauma com sinais de choque e fraturas instáveis. 4. Realizar punção abdominal diagnóstica, imobilizar a fratura com tala e administrar analgésico intravenoso até estabilização clínica. - Embora a imobilização e a analgesia sejam importantes, a punção abdominal não é a prioridade imediata neste cenário. Diante da análise, a conduta imediata mais adequada é: Aplicar cinta pélvica para conter sangramento, iniciar transfusão maciça e monitorar sinais de síndrome compartimental na perna, com fasciotomia precoce se indicado.

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Mulher de 75 anos, funcionária pública aposentada, comparece ao ambulatório de Geriatria, acompanhada da filha. A filha relata que, nos últimos 18 meses, a paciente tem apresentado episódios de esquecimento frequente de eventos recentes, dificuldade em encontrar palavras para se expressar e repetição de perguntas já respondidas. A paciente também tem apresentado dificuldades em realizar tarefas domésticas que antes eram rotineiras, como cozinhar e organizar a casa. Negam alterações do humor. O exame físico não mostrou alterações neurológicas focais. Mini Exame do Estado Mental (MEEM): 22/30 (valor de referência para a escolaridade: 26). Realizou exames laboratoriais, incluindo hemograma, eletrólitos, função tireoidiana e vitamina B12, sem alterações. Ressonância magnética de crânio com atrofia hipocampal bilateral, além de atrofia encefálica difusa.
Qual é o tratamento mais adequado para essa paciente?
Orientar paciente e família sobre a importância de manter atividades físicas e mentais regulares.
Iniciar tratamento com antidepressivo, preferencialmente inibidor da recaptação de serotonina.
Iniciar tratamento com donepezila, um inibidor da acetilcolinesterase.
Iniciar tratamento com amantadina, um antagonista do receptor NMDA com efeito dopaminérgico.

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